Esta é a sondagem que tenho aqui em curso, neste blog.
Por se encontrar antes muito no fundo da página (mea culpa), tive que eliminar a original -que contava já com 7 votos- e refazê-la mais no topo.
Encontra-la logo por cima do tradutor google, na margem direita desta página.
A sondagem estende-se a todas as partes do mundo.
Vota.
--------------------------------------------------------------------------
Entretanto, há uma petição a circular em portugal.
Situa-se em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=sondagem
Petição SONDAGEM SOBRE O NÚMERO DE MÃES INJUSTAMENTE ACUSADAS DE ALIENAR OS FILHOS DO PAI
Para:Sr. Presidente da República, Assembleia da República, Ministro da Justiça
Esta petição é, na verdade, uma sondagem.
Pretende-se dar a conhecer o crescente número de mães acusadas de alienar os filhos dos pais.
Uma situação que se torna insustentável, tornando as crianças nas suas principais vítimas, pois que, com base nestas acusações -totalmente desprovidas e sem sentido- estas são separadas à força da pessoa que representa para elas a sua figura de referência.
Se te inseres no grupo de mães que já sofreram (ou sofre, neste momento) esta injustiça, assina.
O teu caso, e tantos outros mais, interessa a todos os que que defendem o Superior Interesse da Criança. O verdadeiro interesse da criança.
Havendo um sinal claro da triste realidade que vivemos (e esse ficará patente no grande número de assinaturas que surgirão nesta petição, disto estou certa), será feita a mudança.
No bom sentido.
Os signatários
--------------------------------------------------------------------------
Também existe uma petição similar em França.
Encontra-se alojada em:
http://www.mesopinions.com/Sondage-sur-le-nombre-de-meres-accusees-d-avoir-aliene-les-fils-de-leur-pere-et-de-leur-famille-paternelle-petition-petitions-f4ed0eb705644d9cce94e013648af52a.html
A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République, Monsieur le ministre de la justice, citoyens
Cette pétition est, à vrai dire, un sondage.
On veut identifier le grand nombre de personnes ayant été accusées (ou qui le sont, à présent) d'avoir aliené ses enfants de leur père/mère.
Cette pétition se dirige, donc, à tous ceux et à toutes celles qui ont vécu (ou qui vivent) cette dure expérience. Que votre cas soit connu.
Si vous avez été (ou si vous êtes) victime de cette accusation injuste, signez.
Celà fera une grosse différence.
Car la réalité est bien différente de celle qu'on nous raconte.
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O DECRETO DO REI LEÃO!
Eu, rei de todos os animais e de todas as bestas (Homem incluído), ordeno que, a partir de hoje, se institua a Guarda Compartilhada como regra.
É sabido que a maior parte das nossas fêmeas fazem o grosso do trabalho, sendo elas a providenciar a caça e a ensinar as nossas crias a fazê-lo.
Quando estas são ainda demasiado pequenas, somos nós a fazer de babysiting (tal como se passa com a espécie humana) e, não estando o pai, a cria é deixada com outros elementos do bando ou da manada (tal como as crias dos humanos, que são deixadas em creches, a cargo de amas, ou mesmo, dos avós).
É tempo da mudança.
Doravante eu determino que as crias tenham dois ninhos ou duas tocas, consoante o caso. Enfim, dois lares.
Porque entendo que as crias precisam de ambos os progenitores, e não está escrito na Natureza que é a fêmea quem as deve guardar e educar.
Embora sendo eu um animal muito fiel, estou consciente dos casos em que as crias nem chegam a conhecer o seu progenitor, e está claro que essas crias correm um sério risco de não se desenvolverem de forma apropriada, guardando traumas que podem invalidar a sua vida futura.
É de todo o interesse, pois, que se faça essa mudança.
Sigamos o exemplo do Homem, bestial nas suas ideias e invenções.
Nós também podemos subverter a nossa natureza.
Melhor, podemos acabar com ela.
Assim vos fala o vosso rei.
Quem de vós ousar desobedecer, será punido.
[link=http://www.gifspiquis.com]
[/link]
[b]Mais recados? http://www.gifspiquis.com[/b]
É sabido que a maior parte das nossas fêmeas fazem o grosso do trabalho, sendo elas a providenciar a caça e a ensinar as nossas crias a fazê-lo.
Quando estas são ainda demasiado pequenas, somos nós a fazer de babysiting (tal como se passa com a espécie humana) e, não estando o pai, a cria é deixada com outros elementos do bando ou da manada (tal como as crias dos humanos, que são deixadas em creches, a cargo de amas, ou mesmo, dos avós).
É tempo da mudança.
Doravante eu determino que as crias tenham dois ninhos ou duas tocas, consoante o caso. Enfim, dois lares.
Porque entendo que as crias precisam de ambos os progenitores, e não está escrito na Natureza que é a fêmea quem as deve guardar e educar.
Embora sendo eu um animal muito fiel, estou consciente dos casos em que as crias nem chegam a conhecer o seu progenitor, e está claro que essas crias correm um sério risco de não se desenvolverem de forma apropriada, guardando traumas que podem invalidar a sua vida futura.
É de todo o interesse, pois, que se faça essa mudança.
Sigamos o exemplo do Homem, bestial nas suas ideias e invenções.
Nós também podemos subverter a nossa natureza.
Melhor, podemos acabar com ela.
Assim vos fala o vosso rei.
Quem de vós ousar desobedecer, será punido.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
À PROCURA DA FELICIDADE!
Ontem à noite vi o filme, aqui dobrado em francês, com Will Smith no papel de Chris Gardner (não, o homem não tem nada a ver com o outro).
O filho do actor desempenha, neste drama, o papel de Chris Júnior.
Aqui a pequenina emocionou-se com as desventuras deste pai, e o seu desespero para proteger o filho de tanta fatalidade, fazendo tudo para o manter junto de si. Palavra que sim.
O que eu não entendi foi porque este pai, estando nas ruas da amargura, sem tecto e quase sem dinheiro para alimentar o filho, não o deixou com a mãe ou outros familiares. Não percebi porque a criança teve de passar por tudo isto, inclusive pela transformação do pai que, desesperado, tinha atitudes irracionais e de rebeldia. Nessas alturas já não parecia o mesmo pai, aquele pai porreiro. O menino chorava.
Talvez a mãe não prestasse, dirão alguns. Ela abandonou-o.
Há uma cena do filme em que a criança pergunta "A mamã foi-se embora por minha causa, não foi?", e o pai responde "Nunca mais ouses dizer isso! A mamã foi-se embora por causa da mamã!". ´
Por outras palavras, ela foi egoísta, só pensou nela.
Em alguns argumentos, eu li que a personagem da mãe não inspira simpatia, tal o papel deplorável que ela desempenha na história.
Na cena em que o casal discute e ela diz que se vai embora, ele responde-lhe "Vai, vai procurar a tua felicidade! Mas o Christopher fica comigo!".
Numa outra cena em que ele é preso (passa uma noite na prisão), ele pede à sua ex-companheira, mãe da criança, que se ocupe do filho por essa noite, mas que o devolva no dia seguinte.
Vemo-lo, então, a espreitar à janela, muito ansioso, a pensar que ela não virá. Mas eis que ela surge, com o filho adormecido ao colo, e lho entrega.
A mãe do pequeno diz que vai para Nova Iorque, pois a irmã abriu um restaurante e tem um trabalho para ela. "Christopher fica comigo!", insiste ele. E ela deixa-lhe o filho, dizendo que sabe que ele cuidará bem dele.
Pede-lhe somente que lhe lembre o quanto ela o ama. Se este pai o fez, não o vi. Nem sequer recorreu a ela no momento em que o filho mais precisava. Como se ela não existisse mais.
O realizador deste filme conseguiu que eu tivesse simpatia pelo pai, mas não toda. Qual pai se esquece que a criança tem uma mãe, a mesma que, numa atitude altruísta, e pensando que o menino estaria melhor com ele, lhe entregou nos braços o seu próprio filho?
Eu pessoalmente não deixaria o meu filho. Mas acredito que é preciso amá-lo muito para o deixar a cargo do outro, pensando que é melhor assim.
Não sei que destino teve esta mãe, mas sei aquilo que este pai fez a criança passar, só porque o queria ter sempre consigo.
Este pai esqueceu-se que a criança tinha uma mãe. Não tinha de a fazer passar por aquilo que ela passou.
Aparentemente o pai da Joana, a menina que morreu quando ele a tinha sob a sua guarda, não se lembrou de chamar a mãe da criança, que por acaso -por mero acaso- é médica. Porquê?
A Joana era uma criança feliz e saudável, junto da mãe.
Não o é mais.
Assim o quis a Justiça.
Assim o quis o pai.
De todos os comentários que eu vi ao filme À PROCURA DA FELICIDADE, este me pareceu o mais realista:
Carol Rodrigues
de São Paulo
À procura da felicidade: uma fábula neoliberal
Filme com o ator americano Will Smith reforça e atualiza os mitos liberais do homem-que-se-faz-sozinho e da igualdade de oportunidades através de uma “história real”
Não é necessário muito tempo de exibição para perceber que À procura da felicidade é mais um típico e previsível filme sobre alguém que, graças à sua determinação, trabalho duro e honestidade, consegue ascender socialmente.
Passado na cidade de São Francisco, Califórnia, no início dos anos 1980, o filme do diretor italiano Gabriele Muccino (de O último beijo) conta-nos a história de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor de equipamentos médicos, pai de um garoto de cinco anos (interpretado pelo filho de Smith) que, ao descobrir que um corretor da Bolsa de Valores faturava US$ 80 mil por mês e tinha condições de comprar uma Ferrari, resolveu entrar no negócio de ações.
Postando-se diariamente em frente ao prédio de uma corretora de ações na expectativa de conseguir um emprego, Gardner, graças à sua inteligência insistentemente demonstrada, consegue vaga num concorridíssimo estágio não-remunerado de seis meses. O estágio consiste em conseguir contas para a corretora de ações. Do programa, participam 20 pessoas, das quais somente uma será efetivada. Apesar de sua situação financeira bastante delicada, aceita integrar-se ao programa na expectativa de, ao final, conseguir um emprego e um futuro mais promissor.
Uma mulher fraca?
Gardner apostou todas as suas economias na compra de equipamentos médicos cujas vendas não iam bem. Chris e sua mulher Linda (Thandie Newton) acumulavam várias dívidas, incluindo o aluguel há meses atrasado e podiam ser despejados a qualquer momento. Com os problemas financeiros, a relação do casal entra em crise, terminando com a separação.
Linda trabalha como faxineira e resolve sair de casa no dia em que perde seu turno porque Chris, numa empreitada visando a conseguir o estágio, vai parar do outro lado da cidade e não chega a tempo para cuidar do filho Christopher.
Nessa noite, Chris diz ter começado a pensar na busca da felicidade. Reclamada na Declaração de independência dos Estados Unidos, Gardner pensa se ela não seria algo somente para se buscar sem, de fato, alcançá-la em algum momento. Esse questionamento dura pouco. Move-se sempre em busca da felicidade.
Linda declara a Chris que já não é mais feliz no casamento e por isso quer ir embora. Com desdém e estupidez, Chris a chama de fraca, dizendo para ela “ir atrás da felicidade”, mas exige que a custódia de Christopher fique com ele. Para ele, a felicidade que buscava era mais forte e corajosa que a felicidade dela. Por mais que o filme tente construir sua felicidade na busca de melhores condições de vida para o filho, o que mais se destaca no personagem de Will Smith é a obsessão pela ascensão social materializada logo de início pela possibilidade de comprar uma Ferrari. Esse sonho, para ele, seria mais sólido e ousado que a preocupação de Linda com o pagamento das contas.
Linda muda-se para Nova Iorque para trabalhar num restaurante. No entanto, bastante relutante e pressionada por Chris, deixa o filho com ele.
Sem dinheiro, Chris e seu filho se mudam para um lugar menor de onde, em pouco tempo, são despejados. Passam, então, a dormir em abrigos de sem teto, estações de ônibus e banheiros de metrô.
O homem-que-se-faz-sozinho na terra das oportunidades
Durante o dia, Chris continua a participar do estágio não-remunerado na corretora de ações enquanto seu filho fica na creche. Durante a noite estuda com luzes improvisadas, visível cansaço e um tremendo esforço por parte dos realizadores do filme em nos comover com um personagem tão obstinado e trabalhador. Nos fins-de-semana, continua a tentar vender os equipamentos médicos, levando seu filho consigo.
Num diálogo bastante exemplar, Gardner aconselha Christopher a proteger seus sonhos e diz a ele que, para conseguir alcançá-los, basta se esforçar muito e batalhar para conseguir.
Conforme afirma a citada declaração de independência americana, Chris parte do pressuposto que “todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Haveria na realidade uma certa igualdade de oportunidades a todos os homens, iguais por natureza. E que o aproveitamento máximo dessas oportunidades, ou seja o sucesso, se daria de acordo unicamente pela força e determinação de sua vontade. Aquele que alcança esse sucesso é o que costumam chamar de um “homem-que-se-faz-sozinho” (self-made-man), que hoje é comumente conhecido enquanto empreendedor. Inclusive, como bom material liberal, desestimula e aponta enquanto negativa qualquer interferência do Estado nesta dinâmica, pois dessa forma estaria forjando desigualdades.
Toda a ação do filme é desenvolvida no início do mandato do presidente americano Ronald Reagan, que foi aconselhado por Milton Friedman, um dos teóricos do neoliberalismo, que acreditava na redução do papel do governo na economia. De fato, no filme, o Estado aparece de modo bastante ostensivo e negativo enquanto cobrador de impostos (e multas). Com o atraso no pagamento, sem nenhum aviso prévio, o governo entra na conta de Chris e lhe retira todas as economias. Como ele mesmo diz, “se não pagamos, o governo mete as mãos na sua conta bancária e toma o seu dinheiro”.
Mas não imagine que o filme critique a cobrança intensa que existe sobre os mais pobres em detrimento da taxação sobre as maiores riquezas. Muito pelo contrário. Como um autêntico libelo liberal, todos no filme, principalmente os mais ricos parecem descontentes com a cobrança exagerada de impostos e até mesmo algumas das ações são impulsionadas pela busca de formas de fugir desse tormento. Inclusive o estágio de Gardner resume-se na venda de planos de previdência privada, cujo maior atrativo é o fato de serem “livres de impostos”.
A encarnação do sonho americano
Em A ideologia Alemã, Marx nos alertava que “as idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes”. Em outras palavras, aqueles que detêm o controle dos meios de produção utilizarão todos os meios de reprodução ideológica – imprensa, igreja, escola, cinema, etc. – para impor ao restante da sociedade suas idéias, representações e conceitos que aparecerão como verdades eternas e de interesse do conjunto de toda a sociedade. Você aprende a tomar consciência de uma realidade falsa.
Além de nosso suor e sangue, a burguesia quer nossas almas. Ver-nos controlados, sabendo o nosso lugar e reduzidos à aclamação e busca de seus ideais e princípios. Seduz-nos com a possibilidade de ascender socialmente e nos tornar vencedores, capazes e competentes. Se você não consegue, o problema está em você e nunca na estrutura social.
Assim é o pressuposto de igualdade entre os homens com o qual À procura da felicidade trabalha.
Com a autoridade do selo “inspirado numa história real”, ao contar a vida de um personagem que ascende de sem-teto a banqueiro bem-sucedido pelos seus próprios esforços e determinações, o filme reforça e estimula a ideologia neoliberal de que basta um espírito empreendedor individualista e egoísta, independente da conjuntura histórica, para prosperar. Sucesso desde o lançamento do livro nos Estados Unidos e disputadíssimo pelos estúdios, a vida de Chris Gardner é a encarnação do sonho americano, ou como alguns espectadores estadunidenses ressaltaram em comentários sobre o filme, “é o espírito do modo de vida americano, que fez da América um grande país”.
Se parto do princípio de que existe na realidade um antagonismo claro entre aqueles que são explorados e aqueles que são exploradores e que todos os aparatos de repressão, assim como os meios de reprodução ideológica estão na mão dos exploradores, como podemos acreditar na premissa da igualdade de oportunidades para todos?
Ressalto, inclusive, que apesar de Chris Gardner não ter terminado a faculdade, a todo o momento, como já afirmei, o filme insiste em mostrar o quão inteligente Gardner é, resolvendo, por exemplo, o Cubo Mágico num tempo recorde. Também é o primeiro a terminar a prova final do estágio. Se não fosse tão absolutamente inteligente, teria essas oportunidades?
Além disso, existe uma completa ausência da questão racial no filme. Apesar de se sentir subestimado e subvalorizado pelo gerente do escritório, para o qual fazia favores, em nenhum momento isso é problematizado pelo fato de ele ser negro num programa voltado para brancos.
À procura da felicidade posta-se como excelente fábula neoliberal, buscando ser histórica e particular, genérica e universal, como bom instrumental ideológico. Com a desculpa narrativa da busca de um pai por manter a salvo seu filho, ele toca e inspira as pessoas, atualizando fábulas cinematográficas mais antigas para um público mais jovem.
FICHA TÉCNICA
EUA, 2006, 117min
Título original:The Pursuit of Happyness
Realização:Gabriele Muccino
Atores: Will Smith; Jaden Smith; Thandie Newton; Dan Castellaneta; Brian Howe; Kurt Fuller; Takayo Fischer; Kevin West; George Cheung
Argumento:Steve Conrad
Produção:Amy Baer; David Alper; Mark Clayman; Louis D`Esposito
A ilustrar trago-vos esta cena do filme:
O filho do actor desempenha, neste drama, o papel de Chris Júnior.
Aqui a pequenina emocionou-se com as desventuras deste pai, e o seu desespero para proteger o filho de tanta fatalidade, fazendo tudo para o manter junto de si. Palavra que sim.
O que eu não entendi foi porque este pai, estando nas ruas da amargura, sem tecto e quase sem dinheiro para alimentar o filho, não o deixou com a mãe ou outros familiares. Não percebi porque a criança teve de passar por tudo isto, inclusive pela transformação do pai que, desesperado, tinha atitudes irracionais e de rebeldia. Nessas alturas já não parecia o mesmo pai, aquele pai porreiro. O menino chorava.
Talvez a mãe não prestasse, dirão alguns. Ela abandonou-o.
Há uma cena do filme em que a criança pergunta "A mamã foi-se embora por minha causa, não foi?", e o pai responde "Nunca mais ouses dizer isso! A mamã foi-se embora por causa da mamã!". ´
Por outras palavras, ela foi egoísta, só pensou nela.
Em alguns argumentos, eu li que a personagem da mãe não inspira simpatia, tal o papel deplorável que ela desempenha na história.
Na cena em que o casal discute e ela diz que se vai embora, ele responde-lhe "Vai, vai procurar a tua felicidade! Mas o Christopher fica comigo!".
Numa outra cena em que ele é preso (passa uma noite na prisão), ele pede à sua ex-companheira, mãe da criança, que se ocupe do filho por essa noite, mas que o devolva no dia seguinte.
Vemo-lo, então, a espreitar à janela, muito ansioso, a pensar que ela não virá. Mas eis que ela surge, com o filho adormecido ao colo, e lho entrega.
A mãe do pequeno diz que vai para Nova Iorque, pois a irmã abriu um restaurante e tem um trabalho para ela. "Christopher fica comigo!", insiste ele. E ela deixa-lhe o filho, dizendo que sabe que ele cuidará bem dele.
Pede-lhe somente que lhe lembre o quanto ela o ama. Se este pai o fez, não o vi. Nem sequer recorreu a ela no momento em que o filho mais precisava. Como se ela não existisse mais.
O realizador deste filme conseguiu que eu tivesse simpatia pelo pai, mas não toda. Qual pai se esquece que a criança tem uma mãe, a mesma que, numa atitude altruísta, e pensando que o menino estaria melhor com ele, lhe entregou nos braços o seu próprio filho?
Eu pessoalmente não deixaria o meu filho. Mas acredito que é preciso amá-lo muito para o deixar a cargo do outro, pensando que é melhor assim.
Não sei que destino teve esta mãe, mas sei aquilo que este pai fez a criança passar, só porque o queria ter sempre consigo.
Este pai esqueceu-se que a criança tinha uma mãe. Não tinha de a fazer passar por aquilo que ela passou.
Aparentemente o pai da Joana, a menina que morreu quando ele a tinha sob a sua guarda, não se lembrou de chamar a mãe da criança, que por acaso -por mero acaso- é médica. Porquê?
A Joana era uma criança feliz e saudável, junto da mãe.
Não o é mais.
Assim o quis a Justiça.
Assim o quis o pai.
De todos os comentários que eu vi ao filme À PROCURA DA FELICIDADE, este me pareceu o mais realista:
Carol Rodrigues
de São Paulo
À procura da felicidade: uma fábula neoliberal
Filme com o ator americano Will Smith reforça e atualiza os mitos liberais do homem-que-se-faz-sozinho e da igualdade de oportunidades através de uma “história real”
Não é necessário muito tempo de exibição para perceber que À procura da felicidade é mais um típico e previsível filme sobre alguém que, graças à sua determinação, trabalho duro e honestidade, consegue ascender socialmente.
Passado na cidade de São Francisco, Califórnia, no início dos anos 1980, o filme do diretor italiano Gabriele Muccino (de O último beijo) conta-nos a história de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor de equipamentos médicos, pai de um garoto de cinco anos (interpretado pelo filho de Smith) que, ao descobrir que um corretor da Bolsa de Valores faturava US$ 80 mil por mês e tinha condições de comprar uma Ferrari, resolveu entrar no negócio de ações.
Postando-se diariamente em frente ao prédio de uma corretora de ações na expectativa de conseguir um emprego, Gardner, graças à sua inteligência insistentemente demonstrada, consegue vaga num concorridíssimo estágio não-remunerado de seis meses. O estágio consiste em conseguir contas para a corretora de ações. Do programa, participam 20 pessoas, das quais somente uma será efetivada. Apesar de sua situação financeira bastante delicada, aceita integrar-se ao programa na expectativa de, ao final, conseguir um emprego e um futuro mais promissor.
Uma mulher fraca?
Gardner apostou todas as suas economias na compra de equipamentos médicos cujas vendas não iam bem. Chris e sua mulher Linda (Thandie Newton) acumulavam várias dívidas, incluindo o aluguel há meses atrasado e podiam ser despejados a qualquer momento. Com os problemas financeiros, a relação do casal entra em crise, terminando com a separação.
Linda trabalha como faxineira e resolve sair de casa no dia em que perde seu turno porque Chris, numa empreitada visando a conseguir o estágio, vai parar do outro lado da cidade e não chega a tempo para cuidar do filho Christopher.
Nessa noite, Chris diz ter começado a pensar na busca da felicidade. Reclamada na Declaração de independência dos Estados Unidos, Gardner pensa se ela não seria algo somente para se buscar sem, de fato, alcançá-la em algum momento. Esse questionamento dura pouco. Move-se sempre em busca da felicidade.
Linda declara a Chris que já não é mais feliz no casamento e por isso quer ir embora. Com desdém e estupidez, Chris a chama de fraca, dizendo para ela “ir atrás da felicidade”, mas exige que a custódia de Christopher fique com ele. Para ele, a felicidade que buscava era mais forte e corajosa que a felicidade dela. Por mais que o filme tente construir sua felicidade na busca de melhores condições de vida para o filho, o que mais se destaca no personagem de Will Smith é a obsessão pela ascensão social materializada logo de início pela possibilidade de comprar uma Ferrari. Esse sonho, para ele, seria mais sólido e ousado que a preocupação de Linda com o pagamento das contas.
Linda muda-se para Nova Iorque para trabalhar num restaurante. No entanto, bastante relutante e pressionada por Chris, deixa o filho com ele.
Sem dinheiro, Chris e seu filho se mudam para um lugar menor de onde, em pouco tempo, são despejados. Passam, então, a dormir em abrigos de sem teto, estações de ônibus e banheiros de metrô.
O homem-que-se-faz-sozinho na terra das oportunidades
Durante o dia, Chris continua a participar do estágio não-remunerado na corretora de ações enquanto seu filho fica na creche. Durante a noite estuda com luzes improvisadas, visível cansaço e um tremendo esforço por parte dos realizadores do filme em nos comover com um personagem tão obstinado e trabalhador. Nos fins-de-semana, continua a tentar vender os equipamentos médicos, levando seu filho consigo.
Num diálogo bastante exemplar, Gardner aconselha Christopher a proteger seus sonhos e diz a ele que, para conseguir alcançá-los, basta se esforçar muito e batalhar para conseguir.
Conforme afirma a citada declaração de independência americana, Chris parte do pressuposto que “todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Haveria na realidade uma certa igualdade de oportunidades a todos os homens, iguais por natureza. E que o aproveitamento máximo dessas oportunidades, ou seja o sucesso, se daria de acordo unicamente pela força e determinação de sua vontade. Aquele que alcança esse sucesso é o que costumam chamar de um “homem-que-se-faz-sozinho” (self-made-man), que hoje é comumente conhecido enquanto empreendedor. Inclusive, como bom material liberal, desestimula e aponta enquanto negativa qualquer interferência do Estado nesta dinâmica, pois dessa forma estaria forjando desigualdades.
Toda a ação do filme é desenvolvida no início do mandato do presidente americano Ronald Reagan, que foi aconselhado por Milton Friedman, um dos teóricos do neoliberalismo, que acreditava na redução do papel do governo na economia. De fato, no filme, o Estado aparece de modo bastante ostensivo e negativo enquanto cobrador de impostos (e multas). Com o atraso no pagamento, sem nenhum aviso prévio, o governo entra na conta de Chris e lhe retira todas as economias. Como ele mesmo diz, “se não pagamos, o governo mete as mãos na sua conta bancária e toma o seu dinheiro”.
Mas não imagine que o filme critique a cobrança intensa que existe sobre os mais pobres em detrimento da taxação sobre as maiores riquezas. Muito pelo contrário. Como um autêntico libelo liberal, todos no filme, principalmente os mais ricos parecem descontentes com a cobrança exagerada de impostos e até mesmo algumas das ações são impulsionadas pela busca de formas de fugir desse tormento. Inclusive o estágio de Gardner resume-se na venda de planos de previdência privada, cujo maior atrativo é o fato de serem “livres de impostos”.
A encarnação do sonho americano
Em A ideologia Alemã, Marx nos alertava que “as idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes”. Em outras palavras, aqueles que detêm o controle dos meios de produção utilizarão todos os meios de reprodução ideológica – imprensa, igreja, escola, cinema, etc. – para impor ao restante da sociedade suas idéias, representações e conceitos que aparecerão como verdades eternas e de interesse do conjunto de toda a sociedade. Você aprende a tomar consciência de uma realidade falsa.
Além de nosso suor e sangue, a burguesia quer nossas almas. Ver-nos controlados, sabendo o nosso lugar e reduzidos à aclamação e busca de seus ideais e princípios. Seduz-nos com a possibilidade de ascender socialmente e nos tornar vencedores, capazes e competentes. Se você não consegue, o problema está em você e nunca na estrutura social.
Assim é o pressuposto de igualdade entre os homens com o qual À procura da felicidade trabalha.
Com a autoridade do selo “inspirado numa história real”, ao contar a vida de um personagem que ascende de sem-teto a banqueiro bem-sucedido pelos seus próprios esforços e determinações, o filme reforça e estimula a ideologia neoliberal de que basta um espírito empreendedor individualista e egoísta, independente da conjuntura histórica, para prosperar. Sucesso desde o lançamento do livro nos Estados Unidos e disputadíssimo pelos estúdios, a vida de Chris Gardner é a encarnação do sonho americano, ou como alguns espectadores estadunidenses ressaltaram em comentários sobre o filme, “é o espírito do modo de vida americano, que fez da América um grande país”.
Se parto do princípio de que existe na realidade um antagonismo claro entre aqueles que são explorados e aqueles que são exploradores e que todos os aparatos de repressão, assim como os meios de reprodução ideológica estão na mão dos exploradores, como podemos acreditar na premissa da igualdade de oportunidades para todos?
Ressalto, inclusive, que apesar de Chris Gardner não ter terminado a faculdade, a todo o momento, como já afirmei, o filme insiste em mostrar o quão inteligente Gardner é, resolvendo, por exemplo, o Cubo Mágico num tempo recorde. Também é o primeiro a terminar a prova final do estágio. Se não fosse tão absolutamente inteligente, teria essas oportunidades?
Além disso, existe uma completa ausência da questão racial no filme. Apesar de se sentir subestimado e subvalorizado pelo gerente do escritório, para o qual fazia favores, em nenhum momento isso é problematizado pelo fato de ele ser negro num programa voltado para brancos.
À procura da felicidade posta-se como excelente fábula neoliberal, buscando ser histórica e particular, genérica e universal, como bom instrumental ideológico. Com a desculpa narrativa da busca de um pai por manter a salvo seu filho, ele toca e inspira as pessoas, atualizando fábulas cinematográficas mais antigas para um público mais jovem.
FICHA TÉCNICA
EUA, 2006, 117min
Título original:The Pursuit of Happyness
Realização:Gabriele Muccino
Atores: Will Smith; Jaden Smith; Thandie Newton; Dan Castellaneta; Brian Howe; Kurt Fuller; Takayo Fischer; Kevin West; George Cheung
Argumento:Steve Conrad
Produção:Amy Baer; David Alper; Mark Clayman; Louis D`Esposito
A ilustrar trago-vos esta cena do filme:
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sofrimento
domingo, 28 de novembro de 2010
PAI SEPARADO DEIXA A FILHA NO CARRO PARA IR DANÇAR!
Il laisse sa fille de 5 ans dans la voiture pour aller en boîte
le 27 novembre 2010 à 19h47, mis à jour le 27 novembre 2010 à 20:18
En pleine nuit samedi, un homme a laissé son enfant seul dans sa voiture sur le parking d'une discothèque dans le Haut-Rhin, alors qu'il était lui-même parti danser.
© DRUn homme de 36 ans était en garde à vue samedi soir à Ribeauvillé, dans le Haut-Rhin, pour avoir laissé sa petite fille de cinq ans seule dans sa voiture, en pleine nuit sur le parking d'une discothèque, alors qu'il était lui-même parti danser, a indiqué la gendarmerie. Le père de famille, qui doit être présenté dimanche au parquet de Colmar, devrait être poursuivi pour "délaissement d'enfant", a-t-on ajouté de même source.
L'alerte avait été donnée vers 3h30 du matin dans la nuit de vendredi à samedi par des témoins, étonnés de voir, par un froid glacial, un enfant seul pleurer aux alentours de la boîte de nuit, située à Riquewihr. L'enfant a expliqué qu'il en avait eu assez d'attendre seul dans la voiture où il avait déjà passé deux heures.
Les gendarmes sont alors allés chercher le père à l'intérieur de la discothèque. Celui-ci, qui est séparé de la mère de l'enfant, en avait la garde pour quelques jours. Passablement éméché au moment de son interpellation, il a été placé en cellule de dégrisement, puis en garde à vue. Quant à l'enfant, elle a été placée en observation à l'hôpital de Colmar du fait du froid intense auquel elle a été exposée, mais son état n'inspirait pas d'inquiétude.
FONTE: http://lci.tf1.fr/france/faits-divers/2010-11/il-laisse-son-enfant-de-5-ans-dans-la-voiture-pour-aller-en-boite-6166193.html
Este pai tinha a filha de 5 anos à sua guarda durante uns dias. Como pôde ele deixar a criança no carro, com um tempo frio destes (neva por cá) para ir até à boite dançar?!
A criança foi encontrada a errar à volta do edifício, cheia de frio e a chorar. Não queria esperar mais.
Normal. A essa hora devia estar na cama, a dormir. Não ali.
Quando a polícia o interpelou, ele nem sequer estava em estado de conduzir.
Que este pai não pense sequer em pedir a guarda compartilhada, muito menos a exclusiva!!!
Eu sou sincera: se tivesse sido uma mãe a ter esta atitude, eu seria ainda mais dura e intransigente. Não poderia compreeender.
Regra geral, ouço dizer que as mães têm sempre desculpa e os pais não.
Não é bem assim.
Condenamos sempre o acto, mas existem certas atenuantes que nos podem fazer compreender, como estar sobre forte depressão ou sobre forte pressão (caso de muitos pais e, sobretudo, de muitas mães).
O caso de Eliane Campione acabou em tragédia (ler o meu post ELIANE CAMPIONE: EU SUPLIQUEI QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!)
Acredito que esta mãe estaria a sofrer de uma depressão, provavelmente derivada de forte pressão. Condeno o acto, mas a mãe não é a única culpada.
Talvez nem seja a grande culpada, apesar do tribunal a ter condenado.
Ora que atenuantes tem este pai?
Que se sentia sozinho?
Que não podia deixar a criança sózinha em casa?
Quanto aos seus direitos paternais, não sei o que o tribunal irá decidir.
Espero que o faça de forma sensata.
JUSTICE
Il abandonne sa fille pour aller danser, la justice le poursuit
Un père de 36 ans a abandonné sa fille de quatre ans et demi dans une voiture pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin), dans la nuit de vendredi à samedi. Jugé dans dix jours, il risque deux ans de prison et 30 000 euros d'amende.
REUTERS | RMC.fr
© Reuters
Un homme de 36 ans qui avait abandonné dans une voiture sa fille de quatre ans pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr, dans le Haut-Rhin, sera jugé pour "abandon matériel et moral de mineure".
Un père de 36 ans a abandonné sa fille de quatre ans et demi dans une voiture pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin), dans la nuit de vendredi à samedi. Jugé dans une dizaine de dix jours pour « abandon matériel et moral de mineure », il risque deux ans de prison et 30 000 euros d'amende.
Il est une heure trente, dans la nuit de vendredi à samedi, lorsque ce père gare sa voiture sur le parking d’une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin) et part rejoindre la piste de danse avec des amis. A bord du véhicule, sa fille de quatre ans et demi, laissée seule par un froid glacial. Deux heures plus tard, la fillette est repérée par des passants, errant en pleurs près de l’entrée de l’établissement. L’homme est interpellé en état d’ébriété.
Pendant sa garde à vue, il explique qu’il est en instance de divorce avec la maman de l’enfant, qu’il rencontre des difficultés professionnelles et qu’il n’a pas voulu se priver d’une soirée avec ses amis. Seule précaution, il sortait de temps à autre pour vérifier sa fille se portait bien.
Présenté au parquet hier dimanche, il a été laissé en liberté sous contrôle judiciaire dans l'attente de son procès en correctionnelle dans dix jours. La fillette, hospitalisée en observation mais qui ne souffre d'aucune séquelle physique, a été placée dans un foyer en attendant la décision d’un juge pour enfants. Son père risque jusqu’à deux ans de prison et 30 000 euros d’amende.
FONTE: http://www.rmc.fr
29 de Novembro: o pai diz que bebeu para esquecer os problemas pessoais, e que, de quando em vez, vinha confirmar que a menina estava bem, e pôr o aquecimento no carro.
Uma outra notícia diz que era ele quem detinha a guarda da filha, de facto.
Sorte a dele que a menina não tenha sido levada por alguém, na altura em que andou a deambular por ali.
Este caso tem sido comparado ao de uma mãe que foi condenada por se ter esquecido de um dos filhos no carro, provocando-lhe a morte (julgo ter sido numa altura de intenso calor). Dizem que se a mãe foi dispensada da prisão, este pai também deve ser.
Existe uma diferença: a mãe não esqueceu deliberadamente; este pai deixou deliberadamente a criança no carro.
No primeiro caso é certo que o esquecimento desta mãe provocou a morte do filho. O marido sempre esteve do lado dela. Ela terá de viver com isso.
Concordo que também neste caso o pai seja dispensado da prisão, atendendo às atenuantes (ele atravessar um período difícil, vir de vez em quando ver se a menina estava bem, etc).
Evidentemente que isso não faz dele um pai responsável.
Os problemas pessoais não são desculpa para ele fazer aquilo que fez. Teria sido preferível chamar os amigos e fazer a "festa" lá em casa. Ao menos a miúda estaria deitada, no quentinho.
Neste caso, o do pai, felizmente nada de mal aconteceu.
Mas podia, não é verdade?
Podia a miúda ter sido raptada, ter morrido de frio, ou mesmo num acidente de carro, pois o pai, quando foi interpelado, não se encontrava em condições de conduzir.
Pergunto-me se a guarda lhe foi dada porque a mãe não teria quaisquer condições para cuidar da filha, ou se o tribunal considerou que, dos dois, era ele quem tinha melhores condições. Vê-se.
Faça-se luz, neste caso e nos demais.
le 27 novembre 2010 à 19h47, mis à jour le 27 novembre 2010 à 20:18
En pleine nuit samedi, un homme a laissé son enfant seul dans sa voiture sur le parking d'une discothèque dans le Haut-Rhin, alors qu'il était lui-même parti danser.
© DRUn homme de 36 ans était en garde à vue samedi soir à Ribeauvillé, dans le Haut-Rhin, pour avoir laissé sa petite fille de cinq ans seule dans sa voiture, en pleine nuit sur le parking d'une discothèque, alors qu'il était lui-même parti danser, a indiqué la gendarmerie. Le père de famille, qui doit être présenté dimanche au parquet de Colmar, devrait être poursuivi pour "délaissement d'enfant", a-t-on ajouté de même source.
L'alerte avait été donnée vers 3h30 du matin dans la nuit de vendredi à samedi par des témoins, étonnés de voir, par un froid glacial, un enfant seul pleurer aux alentours de la boîte de nuit, située à Riquewihr. L'enfant a expliqué qu'il en avait eu assez d'attendre seul dans la voiture où il avait déjà passé deux heures.
Les gendarmes sont alors allés chercher le père à l'intérieur de la discothèque. Celui-ci, qui est séparé de la mère de l'enfant, en avait la garde pour quelques jours. Passablement éméché au moment de son interpellation, il a été placé en cellule de dégrisement, puis en garde à vue. Quant à l'enfant, elle a été placée en observation à l'hôpital de Colmar du fait du froid intense auquel elle a été exposée, mais son état n'inspirait pas d'inquiétude.
FONTE: http://lci.tf1.fr/france/faits-divers/2010-11/il-laisse-son-enfant-de-5-ans-dans-la-voiture-pour-aller-en-boite-6166193.html
Este pai tinha a filha de 5 anos à sua guarda durante uns dias. Como pôde ele deixar a criança no carro, com um tempo frio destes (neva por cá) para ir até à boite dançar?!
A criança foi encontrada a errar à volta do edifício, cheia de frio e a chorar. Não queria esperar mais.
Normal. A essa hora devia estar na cama, a dormir. Não ali.
Quando a polícia o interpelou, ele nem sequer estava em estado de conduzir.
Que este pai não pense sequer em pedir a guarda compartilhada, muito menos a exclusiva!!!
Eu sou sincera: se tivesse sido uma mãe a ter esta atitude, eu seria ainda mais dura e intransigente. Não poderia compreeender.
Regra geral, ouço dizer que as mães têm sempre desculpa e os pais não.
Não é bem assim.
Condenamos sempre o acto, mas existem certas atenuantes que nos podem fazer compreender, como estar sobre forte depressão ou sobre forte pressão (caso de muitos pais e, sobretudo, de muitas mães).
O caso de Eliane Campione acabou em tragédia (ler o meu post ELIANE CAMPIONE: EU SUPLIQUEI QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!)
Acredito que esta mãe estaria a sofrer de uma depressão, provavelmente derivada de forte pressão. Condeno o acto, mas a mãe não é a única culpada.
Talvez nem seja a grande culpada, apesar do tribunal a ter condenado.
Ora que atenuantes tem este pai?
Que se sentia sozinho?
Que não podia deixar a criança sózinha em casa?
Quanto aos seus direitos paternais, não sei o que o tribunal irá decidir.
Espero que o faça de forma sensata.
JUSTICE
Il abandonne sa fille pour aller danser, la justice le poursuit
Un père de 36 ans a abandonné sa fille de quatre ans et demi dans une voiture pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin), dans la nuit de vendredi à samedi. Jugé dans dix jours, il risque deux ans de prison et 30 000 euros d'amende.
REUTERS | RMC.fr
© Reuters
Un homme de 36 ans qui avait abandonné dans une voiture sa fille de quatre ans pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr, dans le Haut-Rhin, sera jugé pour "abandon matériel et moral de mineure".
Un père de 36 ans a abandonné sa fille de quatre ans et demi dans une voiture pour aller danser dans une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin), dans la nuit de vendredi à samedi. Jugé dans une dizaine de dix jours pour « abandon matériel et moral de mineure », il risque deux ans de prison et 30 000 euros d'amende.
Il est une heure trente, dans la nuit de vendredi à samedi, lorsque ce père gare sa voiture sur le parking d’une discothèque de Riquewihr (Haut-Rhin) et part rejoindre la piste de danse avec des amis. A bord du véhicule, sa fille de quatre ans et demi, laissée seule par un froid glacial. Deux heures plus tard, la fillette est repérée par des passants, errant en pleurs près de l’entrée de l’établissement. L’homme est interpellé en état d’ébriété.
Pendant sa garde à vue, il explique qu’il est en instance de divorce avec la maman de l’enfant, qu’il rencontre des difficultés professionnelles et qu’il n’a pas voulu se priver d’une soirée avec ses amis. Seule précaution, il sortait de temps à autre pour vérifier sa fille se portait bien.
Présenté au parquet hier dimanche, il a été laissé en liberté sous contrôle judiciaire dans l'attente de son procès en correctionnelle dans dix jours. La fillette, hospitalisée en observation mais qui ne souffre d'aucune séquelle physique, a été placée dans un foyer en attendant la décision d’un juge pour enfants. Son père risque jusqu’à deux ans de prison et 30 000 euros d’amende.
FONTE: http://www.rmc.fr
29 de Novembro: o pai diz que bebeu para esquecer os problemas pessoais, e que, de quando em vez, vinha confirmar que a menina estava bem, e pôr o aquecimento no carro.
Uma outra notícia diz que era ele quem detinha a guarda da filha, de facto.
Sorte a dele que a menina não tenha sido levada por alguém, na altura em que andou a deambular por ali.
Este caso tem sido comparado ao de uma mãe que foi condenada por se ter esquecido de um dos filhos no carro, provocando-lhe a morte (julgo ter sido numa altura de intenso calor). Dizem que se a mãe foi dispensada da prisão, este pai também deve ser.
Existe uma diferença: a mãe não esqueceu deliberadamente; este pai deixou deliberadamente a criança no carro.
No primeiro caso é certo que o esquecimento desta mãe provocou a morte do filho. O marido sempre esteve do lado dela. Ela terá de viver com isso.
Concordo que também neste caso o pai seja dispensado da prisão, atendendo às atenuantes (ele atravessar um período difícil, vir de vez em quando ver se a menina estava bem, etc).
Evidentemente que isso não faz dele um pai responsável.
Os problemas pessoais não são desculpa para ele fazer aquilo que fez. Teria sido preferível chamar os amigos e fazer a "festa" lá em casa. Ao menos a miúda estaria deitada, no quentinho.
Neste caso, o do pai, felizmente nada de mal aconteceu.
Mas podia, não é verdade?
Podia a miúda ter sido raptada, ter morrido de frio, ou mesmo num acidente de carro, pois o pai, quando foi interpelado, não se encontrava em condições de conduzir.
Pergunto-me se a guarda lhe foi dada porque a mãe não teria quaisquer condições para cuidar da filha, ou se o tribunal considerou que, dos dois, era ele quem tinha melhores condições. Vê-se.
Faça-se luz, neste caso e nos demais.
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