Os adolescentes costumam querer fazer umas quantas coisas, mas negam-se a fazer outras. Dizem que não têm idade. O pai ou a mãe respondem-lhes que se têm idade para umas coisas, também têm para outras. Tal e qual.
Há adultos que têm a mesma atitude. Querem o que lhes dá prazer, mas dizem que já não têm idade para outras, como, por exemplo, ter filhos. Eles não querem que nada lhes atrapalhe os seus pequenos prazeres. Ora, ter filhos devia ser um prazer, não um embaraço.
Vejamos, por exemplo, o trabalho. Diz-se que devemos ter prazer naquilo que fazemos, e é bem verdade. Produzir faz-nos sentir realizados, sobretudo se o fazemos com prazer. Mas o prazer de se fazer o que se gosta não põe o pão na boca. Precisamos de ser remunerados.
Com o sexo, é igual. É importante que ele nos dê prazer, sim, mas isso não chega. O prazer não produz, nem realiza. Imagine-se um artista que nos mostra um quadro em branco. Ele é artista, ele tem um dom, mas a obra não existe. Como um outro que tem o dom de cantar, mas não o faz, ora porque se nega a fazê-lo, ora porque ficou sem voz.
Um adolescente até retira prazer de um trabalho, sobretudo se aí encontra um dom e vê a sua obra reconhecida e remunerada. Caso contrário, desiste.
Evidentemente, haverá quem diga que isso de querer ter filhos é um capricho, como quando uma criança insiste em ter um cão ou um outro qualquer animal doméstico. Em alturas assim, os pais costumam conversar com a criança, fazendo-lhe ver que ter um animal implica umas quantas responsabiidades, para as quais ela pode não estar preparada. Se a criança já tem idade de assumir umas quantas, e se diz pronta a fazê-lo, não vejo porque os pais lhe hão-de negar o pedido, a menos que, conhecendo-a bem, saibam que ela não levará adiante o seu compromisso.
Um adulto que se diga preparado para assumir as responsabilidades, deve mesmo assumi-las. A criança, não as assumindo, tem na retaguarda os pais, mas o adulto não, ou se os tem, podem já ter demasiada idade ou nem estar disponíveis. De qualquer forma, um adulto não pode -nem deve- delegar as suas responsabilidades numa outra pessoa.
Se ter filhos exigisse perfeição, poucos seriam aqueles que os teriam. Como também seriam poucos os casais a adoptar um cão. Certo, muitos deles não o deviam fazer, como também muitos pais não deveriam ter filhos. Mas que isso não sirva de pretexto para não os ter. Aquilo que a muitos pode parecer uma birrinha de criança,um capricho como muitos o chamam, pode bem ser uma crise de adolescência, que dá mil e uma desculpas para fugir às responsabilidades.
Bem vistas as coisas, um adulto que age assim ainda não cresceu. Mas está em tempo.
Crescei, pois, e multiplicai-vos.
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
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sábado, 7 de maio de 2011
ESSES ADULTOS QUE NÃO CRESCERAM!
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segunda-feira, 1 de março de 2010
A POUCOS DIAS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, FALEMOS DA SUA FALSA EMANCIPAÇÃO!
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A Falsa Emancipação da Mulher
"Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos."
Leon Tolstoi, in 'Sonata a Kreutzer'
A Falsa Emancipação da Mulher
"Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos."
Leon Tolstoi, in 'Sonata a Kreutzer'
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