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sábado, 19 de fevereiro de 2011

CONVÉM LEMBRAR QUE...

Ao contrário da espermatogênese, cada ovócito primário formará um só óvulo e não quatro. Na 1ª divisão meiótica o ovócito primário origina duas células de tamanhos diferentes. A maior se divide e a menor (corpúsculo polar) degenera. A divisão do ovócito secundário maior dá origem a duas células de tamanhos diferentes, onde a menor degenera, restando apenas a maior que é o próprio óvulo. Isto se justifica pelo fato de que o óvulo deve conter todo o material necessário à formação do novo ser, uma vez que o espermatozóide contribui apenas com a carga genética (cromossomos).


FONTE: http://biologiabio.blogspot.com


6- Anexos Embrionários

São estruturas anexas do embrião com origem materna e embrionária, com a função de proteger e alimentar o embrião.

-Saco vitelino ou vesícula vitelínica

Origem: endoderme
Definição: estrutura na forma de um saco ligada à região ventral do embrião.
Função: armazenar substâncias nutritivas, pouco desenvolvida nos mamíferos, pois, os mesmos são alimentados pela placenta. Nos mamíferos é responsável pela produção das primeiras hemácias do sangue.

Âmnio e fluido amniótico
Origem: ectodérmica e mesodérmica.
Definição: aparece no final da 1ª semana de desenvolvimento. É uma membrana fina que delimita uma bolsa repleta de líquido amniótico, provavelmente de origem materna.
Função:
- age como uma barreira contra infecções;
- impede a aderência do âmnio ao embrião;
- protege o embrião contra lesões;
- permite a livre movimentação do feto, ajudando, desta maneira, o desenvolvimento muscular;
- participa da manutenção da homeostasia dos fluidos e eletrólitos.

Alantóide
Origem: endodérmica e mesodérmica
Definição: é uma evaginação em forma de vesícula que ocorre na parte posterior do intestino do embrião.
Função:
- a formação de sangue ocorre em sua parede, da terceira à quinta semana do desenvolvimento.
- seus vasos sanguíneos tornam-se veias e artérias umbilicais (mamíferos)

Córion
Origem: trofobasto.
Definição: é uma fina camada que envolve os demais anexos.
Função: constitui as vilosidades cariônicas que, junto com a mucosa uterina, entra na formação da placenta.

Placenta
Origem: trofoblasto, no blastocisto. Origem mista, parte materna e parte fetal.
Definição: estrutura implantada na parede do útero e se comunica com o feto através do cordão umbilical.
Função: são três as funções principais da placenta: metabolismo (sintetiza glicogênio, colesterol e ácidos graxos), transporte de gases e secreção endócrina.
Cordão Umbilical
Origem: conjuntiva
Definição: Possui duas artérias que irrigam as vilosidades cariônicas. O retorna do sangue materno é feito através de uma única veia.
Função: estrutura que estabelece comunicação direta entre o corpo da mãe e do feto através da placenta.

FONTE: Noções de Embriologia



Teoria de Investimento Parental

O investimento parental pode ser definido como qualquer tempo, esforço ou energia gastos para garantir a sobrevivência de um filhote às custas de outras formas de investimento, incluindo esforços alocados para competição por outros parceiros. Nos mamíferos, particularmente nos seres humanos, os machos podem investir muito pouco na prole: apenas o esperma (produzido aos milhões), necessário para a inoculação e fertilização da fêmea. Já esta última faz um investimento bem mais significativo: tem poucos gametas e pode ter no máximo vinte e cinco filhotes durante toda a sua vida. Precisa manter-se por nove meses de gestação, além de investir em amamentação e desenvolvimento de cada filhote por alguns anos. Exatamente por esta assimetria é que o sexo que investir mais deve ser necessariamente mais discriminativo na seleção de seu par.

FONTE: http://www.scielo.br


SE SABE, RESPONDA:

Exercício 1: (PUC-RIO 2009)

A afirmação de que a herança mitocondrial humana é sempre materna:


A) procede porque as mitocôndrias do embrião são provenientes do espermatozóide.
B) procede porque somente o núcleo do espermatozóide penetra no óvulo.
C) não procede porque todo o corpo do espermatozóide penetra no óvulo.
D) não procede porque a célula ovo não contém mitocôndrias.
E) não procede porque o zigoto é formado somente pelos núcleos dos gametas.

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Exercício 2: (UFF 2009)

Os estudos de evolução humana utilizam freqüentemente como alvo para análise molecular o DNA mitocondrial, devido a sua herança exclusivamente materna. Assinale a alternativa que descreve o papel do DNA mitocondrial na fisiologia da célula.


A) Conter informações para a síntese de enzimas mitocondriais.
B) Fornecer informações para proteínas envolvidas na contração mitocondrial, durante a respiração celular.
C) Fornecer energia à célula pelo ciclo de Krebs.
D) Conter informações para a síntese de enzimas da via glicolítica.
E) Fornecer informações para a duplicação do DNA nuclear.

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Exercício 3: (UFPB 2009)

Graças ao desenvolvimento da Biologia Molecular, sabe-se que, no interior das mitocôndrias, existem moléculas de ácido desoxirribonucléico (DNA), com alguns genes relacionados à síntese de proteínas envolvidas nas etapas da respiração celular.

Mutações ocorridas nos genes mitocondriais estão associadas ao aparecimento de doenças humanas, como o mal de Alzheimer, diabetes melito e muitas outras enfermidades.

Nesses casos, essas doenças são transmitidas apenas pelas mães aos seus descendentes porque:


A) essas enfermidades só ocorrem no sexo feminino.
B) a quantidade de mitocôndrias é maior nos óvulos do que nos espermatozóides.
C) as mitocôndrias dos espermatozóides desintegram-se no citoplasma dos óvulos após a fecundação.
D) as mitocôndrias são responsáveis pela produção de energia nas células.
E) as mitocôndrias nos indivíduos do sexo masculino não possuem DNA.

respostas: 1-b; 2-a; 3-c

FONTE: http://www.infoescola.com

Nota: lembro que as mitocôndrias do espermatozóide, também elas evidentemente de origem materna, se encontram no flagelo, sendo responsáveis por lhe conferir energia para se locomover e pela sua subsistência enquanto não se dá a fusão entre o núcleo do gâmeta masculino com o núcleo do feminino. Pode-se, por aqui concluir que as mitocôndrias maternas vão ser, a partir de então, as únicas responsáveis pela subsistência da nova célula que acaba de se formar, aquela que se irá transformar no novo ser humano.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

NÓS, QUE PARIMOS TODOS OS MESES!


Belas Mulheres
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Uma vez que a função principal (eu diria a única) do útero é a de desenvolver um novo ser, havendo uma gravidez real, ele terá cumprido essa função ao cabo de nove meses.

Não havendo, a mensagem recebida é que essa função está já cumprida, e, ao cabo de um mês, o seu conteúdo é expelido.

Para tal, o útero contrai-se, com a ajuda da preciosa oxitocina.
Tal como acontece no momento do parto, mas com uma dor relativamente diferente, é claro.

Pena que muitos - e muitas também- considerem "impuro" esse conteúdo, manifestando mesmo nojo.

Porém, esse é o mesmo conteúdo onde cada um de nós se desenvolve.
Sem ele, nunhum de nós estaria aqui.

É esse conteúdo que vos mantém bem aconchegados e confortáveis.
É ele que vos agarra à vida, para todos os efeitos. É, portanto, um conteúdo muito precioso, pois que todos nós lhe devemos a vida.


O facto de se tornar desagradável para a mulher "parir" todos os meses, tem muito a ver com a ideia que ela própria e os outros têm desse fenómeno.

Mas também tem a ver com o facto de todos saberem que, afinal, a verdadeira missão não foi cumprida, pois que não foi gerada, conforme previsto, uma nova vida.

Ainda hoje os especialistas se perguntam porque um bom número de mulheres passa tão mal nos dias que antecedem o período. Supõem que poderá dever-se a maus hábitos alimentares, ao stress e/ou a outras condicionantes.

O que os especialistas -na sua grande maioria- se esquecem de referir é que tal acontece porque o útero não cumpre a função que lhe era devida e, muito naturalmente, o corpo reage.

Imaginem que o coração continuava a funcionar, bombeando no vazio.
Ou os nossos rins, ou um outro orgão qualquer.

Ou melhor: imaginem que eu só me ponho a respirar quando bem me apetecer!
Ou que só como e só bebo na altura que mais me convier!

Com a crise que por aí anda, até dava jeito poupar na comida e no ar.
Está certo, o ar é gratuito, mas já está mais que saturado...

Posso até acabar com a vida a todo o momento, sem mais nem quê, não é assim?

E, no entanto, todos sabemos que, em situação de vida ou de morte, vem ao de cima o nosso instinto de sobrevivência.

Ainda há dias vi uma reportagem sobre um alpinista que, na ânsia de viver e de rever os seus seres mais amados, cortou o braço que se encontrava entalado numa grande rocha, impedindo-o de se soltar.

Sabemos, também, que em casos de suicídio uma pessoa arrepende-se de o fazer... quando já é tarde demais!


Sempre que um orgão não funciona normalmente, há uma série de sintomas que nos vêm alertar para o seu mau funcionamento.

É um pouco o que se passa com a mulher, pois que -já o vimos- o útero tem como função abrigar um novo ser. Não havendo nada, como era previsto, os sintomas (entre eles a dor) aparecem. ´

Não é doença, nós sabemo-lo.
Mas também não é sinal de que tudo está conforme devia estar.

O que a mulher passa todos os meses é um pouco como pôr um frigorífico a trabalhar permanentemente, sem ter nada lá dentro. Uma vez por outra, lá teremos de lhe tirar o gelo que se acumulou.

Parece-me um desperdício pô-lo a trabalhar em vão...
E a vós, não vos parece?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E SE FOSSE O MACHO A PARIR?

Vamos supôr que assim era.
Que tudo o que pertence à fêmea cumprir, pertenceria ao macho.

Suponhamos, pois, que o homem, há semelhança do que se passaria na maioria das espécies, carregaria no ventre a sua cria por nove meses, estabelecendo-se, desde então, um vínculo que os uniria por toda a vida.

Suponhamos que a cria, depois de nascer, ficaria dependente do ser que a transportou (no nosso exemplo, o homem), necessitando do seu alimento e, acima de tudo, dos seus cuidados e do seu afecto.

Suponhamos que uma cria assim tão pequena não possa passar muito tempo distante desta figura, entrando logo em stress (tal como se verifica, aliás, na Natureza).

Suponhamos que assim era.

Mas a mulher, sentindo-se discriminada, impunha-se.
Não é ela também progenitora?
Não é a cria 50% mãe?

Que culpa tem ela de ter nascido mulher, e de a natureza ter escolhido o homem para cumprir essa função?
Quem diz que as crias precisam mais do pai do que da mãe?

O que dirieis vós, senhores, sabendo que neste exemplo que vos dou a natureza mostraria que, apesar das fêmeas também serem progenitoras, nunca uma cria havia sido deliberadamente separada do macho, sob risco de lhe causar enormes traumas?

Suponho que o vosso discurso seria outro.
E se me garantis que não, estou certa que mentis.

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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