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quarta-feira, 18 de maio de 2011

PRESUMÍVEL CULPADO!

Não se tem falado noutra coisa nestes últimos dias, e a coisa está para durar.

Mas o que mais chocou, aqui em França, foram as imagens de DSK algemado e da sua primeira sessão em tribunal. Aqui, assim o dizem, tais imagens são ilegais.

Tudo leva a crer, principalmente pela divulgação de tais imagens, que DSK é apresentado como presumível culpado, em vez de presumível inocente. Culpado, até prova em contrário.

Eu não vejo a grande diferença entre ser "presumível culpado" e "presumível inocente", e acho sinceramente que, se alguém é levado preso, é porque as provas o declaram mais culpado do que inocente. Alguém que seja acusado nunca poderá ser tido como presumível inocente, ainda que possa estar inocente. Só a avaliação das provas ou o surgimento de outras é que o podem inocentar.
Já a pena me parece absurda. Recorde-se que o homem é (ou será) julgado por sequestro, abuso sexual e tentativa de violação. É crime, sim, mas não para uma pena que pode ir até 74 anos e 3 meses! Outros crimes bem piores não merecem a mesma pena, o que é pena.

É natural que o homem, por ser homem, tenha dificuldade em segurar as calças ou em vesti-las. O que não se pode admitir é que falte ao respeito a uma pessoa do género feminino, impondo-lhe a sua vontade, como se uma mulher tivesse de estar à sua disposição. O corpo é dele, mas ele não pode fazer o que quiser com o corpo de outra pessoa. O corpo é dele, mas ele não é dono do corpo da outra pessoa.

Pena igual ou maior devia merecer uma mulher que, achando-se no direito de fazer o que quiser com o seu corpo, se acha no direito de matar o ser que ela carrega dentro de si (mais do que um abuso, trata-se aqui de um assassinato de pessoa indefesa). Também aqui há uma vítima. Também aqui há um ser que não é respeitado. Só que, segundo as leis, ele ainda não é gente.

É um ser em formação, certo. Mas todos nós temos um princípio, o momento em que nos formamos, e ninguém tem o direito de nos tirar esse momento. Se a mãe dessa mulher tivesse feito o mesmo, essa mulher, essa que agora mata o ser que carrega dentro de si, não estaria aqui.

O mundo está cheio de presumíveis inocentes.
As provas dizem o contrário.

Ponde a mão na consciência.
Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

UNE MÈRE COURAGEUSE, QUI A DÉFENDU SA FILLE JUSQU'À SON DERNIER SOUFFLE!

Cette mère s'appelle Marisella.

Elle est la mère de cinq enfants.
Elle a emigré aux États-Unis pour leur donner une meilleure vie.

Un jour, sa fille Rubi, qui n'a que 15 ans,se prend d'amour pour un garçon. C'est un garçon que Marisella avait embauché comme aprenti dans sa petite fabrique de meubles.Il s'appelle Rafael.

La jeune fille s'enfuit avec son "grand amour".
En octobre 2007 elle accouche d'une fille.

Quelques mois plus tard, elle dira à sa mère que les choses ne vont pas bien. Rafael ne travaille pas. Elle suplie à sa mère de ne pas intervenir.

En août 2008, Rubi disparait. Rafael dit qu'elle est partie avec un amant, en emmenant la petite avec elle.

Marisella ne le croit pas. Ses frères non plus.
Et quand Rafael s'en va sans donner aucune adresse, cette mère décide de déposer plainte pour enlèvement et assassinat.

Marisella ne s'arretera jamais.
Elle le cherchera partout.

Elle interroge ses voisins, et découvre qu'il battait sa fille.
Où est-elle, donc?

Un jour elle parvient à piéger Rafael, qui avoue à la police avoir tué Rubi. Ils se sont disputés, il l'a frappée, elle a perdu connaissance.

Quand il s'est rendu compte qu'elle était morte, il l'a sciée en morceaux et les a mis dans une décharge.

Il indique même l'endroit, et on y récupère une jambe, un bras, une omoplate et plusieurs fragments du crâne. Les médicins légistes confirment: c'est bien Rubi qui est là.

Et la fillette? Elle est chez sa grand-mère (paternelle, évidemment).
Marisella demande sa garde au tribunal des affaires familiales.

Le 26 avril Rafael est jugé et libéré par manque de preuves matérielles(étonnant !!!)

Marisella ne l'accepte pas, et continue de se battre.
Désormais, tous les soirs elle campe devant le palais du Gouverneur, avec une banderolle sur laquelle on peut lire "Justice pour Rubi".

Le 16 décembre dérnier, elle était là.
Soudain, une voiture blanche se gare le long du troittoir et trois hommes en sortent.

Marisella comprends, tout de suite, qu'elle est en danger.
Ne pouvant pas entrer dans le palais (les portes étaient fermées, à cette heure-là), elle court de l'autre côté, en appelant au secours.

L'un des trois -il s'agit de Rafael- l'attrappe et lui loge une balle sur le crâne.

Marisella meurt quelques heures après son admission à l'hôpital.
Elle ne peut plus crier.Elle ne peut plus se battre.

Elle reste quand même, et pour toujours, une brave femme, qui s'est battue courageusement jusqu'à la mort pour que la justice se fasse.


Il y a des preuves matérielles: sur la vidéo qui a enregistré son meurtre on a reconnu son assassin.

L'amour de cette mère l'a emporté jusqu'où elle pouvait aller.
On espère que Rafael ne s'en sortira pas, cette fois.


Note: ce post, je l'ai écrit à l'aide de l'article "Jusqu'à son dernier souffle", paru sur LE NOUVEAU DETECTIVE nº1477

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ENOUGH IS ENOUGH!

Com todas estas histórias que eu vou ouvindo, de mães que perdem os filhos por nenhuma razão e de outras que são acusadas de os maltratar ou manipular, eu, que me encontro metida nesta enorme engrenhagem, pois que me encontro privada de uma filha, acabo por ter atitudes meio irracionais com a mais nova. Tudo porque vivo em pânico, com medo de perder também esta.

Um destes dias, não vou precisar qual, a miúda resolveu fazer uma típica birra, coisa bem normal numa criança de 5 anos. Para mais que se encontra ainda em período de adaptação, pois que nos mudamos muito recentemente aqui para França.

Nesse dia eu não consegui acordar cedo, e acabei por não a levar à escola. Tinha passado a noite anterior quase em claro.

Ora eu tinha de entregar uns papéis sem falta, mas ela embirrou que não queria sair. Evidentemente, eu não a podia deixar sózinha em casa, pois o pai também tivera de sair. Com a máxima paciência que tive, expliquei-lhe isso. E ela nada. Começou a chorar, quase aos gritos. Supliquei-lhe que parasse, ou vinham bater-me à porta (sabe-se lá?). E ela nada. Foi pelas escadas abaixo a chorar.

Já na rua, continuava no mesmo. Passa uma senhora, e diz-lhe "ça va passer, le chagrin!", ao que eu respondi "c'est moi qui a le chagrin!". Virei-me para a miúda e fiz-lhe ver o que a cena podia parecer aos outros (irracional, eu sei, mas quem me pode condenar?).

Enfim, ela agarrou-se a mim, e parou de chorar. Uuuuffff!!!

Nos momentos seguintes, a coisa passou-se relativamente bem. Ela ainda se pôs no canto da paragem da urbana, meio amuada, e eu aproveitei para brincar com ela, pondo-me no outro canto, pretendendo estar também amuada.
Entramos na urbana, e tudo se passou bem.

Foi quando saímos e tivemos de andar um pouco (que nem era muito!), que ela voltou a fazer a birra. Expliquei-lhe que estávamos mesmo a chegar. E ela nada. Chorou. Agarrou-se aonde podia, recusando-se a avançar. Quando lhe ordenei que se mexesse, pôs-se a correr, fazendo-me correr atrás dela. Vai daí ela grita (felizmente não muito alto) "au secours!", e eu pergunto-lhe se quer que a polícia venha e me leve presa! Noutras circunstâncias, que não as minhas, e noutros tempos, que não os nossos, eu jamais diria isto.

Avanço uns passos, a ver se me segue, mas ela mantém-se no lugar, sempre a chorar. Volto para trás, e pergunto-lhe o que se passa afinal, para me fazer passar tanta vergonha na rua. Tento, na medida do possível, falar-lhe com calma. Consigo mesmo que ela pare de chorar e me acompanhe (o sítio onde eu tinha de ir era pouco mais à frente, vejam lá!). Mas, à entrada do portão, nova birra. Não quer entrar. Nem sei como a paciência não me chegou ao limite, tanto mais que nem me encontrava num bom dia, pois era um "daqueles" dias por que todas as mães -pergunto-me se também os pais, já que eles também ficam grávidos- passam. Consegui fazê-la entrar, mas enfiou-se debaixo de uma cadeira. Não lhe liguei. Achei que era o melhor a fazer naquele momento, tanto mais que só havia eu para atender, e não podia fazer esperar a pessoa.

Eu se vos conto isto, não é para que me digam se agi bem ou mal. Não sou perfeita, e sei que não estava num dia perfeito. "Nesses dias não me aturo nem a mim própria", dizia-me uma sobrinha. Tirou-me as palavras da boca, e sei que outras mães (pais também?!) sabem bem do que falo.

Eu se digo isto, é porque, nos tempos que correm, uma mãe não se pode permitir a mínima falta. Mesmo quando age bem, está em falta.

Nos dias que correm, vivemos no medo permanente de que nos aconteça o que acontece a muitas outras mães, e, se porventura já nos aconteceu, que nos aconteça uma segunda vez. Que é o meu caso.

Lembro-me de há algum tempo ter lido sobre um caso, em que o pai referia em tribunal que a mãe (sua ex) não tinha paciência para os filhos. Pergunto-me como seria a vida desta mãe, e se essa falta de paciência se manifestava todos os dias, ou pontualmente, quiçá "naqueles" dias. Quero dizer, com isto, que qualquer manifestação de falta de paciência por parte da mãe (como se fosse suposto ela estar SEMPRE cheia de paciência, e ter SEMPRE para com os filhos uma atitude exemplar), pode, mais tarde, ser usada em proveito do pai. Não me admirava nada que muitos tivessem ganho a custódia dos filhos à conta da falta de paciência que acomete as mães, sobretudo nos "tais" dias.

Em relação à mais velha -que, como vos disse, não vive comigo- passa-se o mesmo. Enquanto ela está comigo, vejo-me na obrigação de ser a melhor mãe do mundo. Primeiro, porque tenho de provar que estou à altura, e, segundo, porque a mínima falta pode levar a que eu perca os poucos direitos que consegui reconquistar.

E se porventura ela um dia voltar a viver comigo (será o dia mais feliz da minha vida!), nada voltará a ser como antes. Sentir-me-ei sempre na obrigação de dar todas as provas e mais algumas de que não sou uma má mãe. Ela terá de ser uma aluna exemplar, e NUNCA, em momento ALGUM, poderá ter o mínimo deslize.

Até quando esta perseguição insensata?!

Enough is enough.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

OS MOMENTOS FELIZES DE UMA MÃE!

É quando a nossa filha mais velha nos telefona, eufórica, para nos contar que ficou em primeiro lugar - com uma vantagem de mais de 20 pontos em relação ao segundo- entre os alunos seleccionados para a próxima prova "olímpica" dos 24 (cálculos de Matemática), que irá decorrer em Bragança. Babamo-nos -os papás também, claro, e eu estou certa de que o pai dela está muito orgulhoso- de ORGULHO!

PARABÉNS, FILHOTA! VAI ATÉ ONDE PUDERES! CADA CONQUISTA TUA NOS DEIXA -A TODOS NÓS, PARTICULARMENTE AO TEU PAI E À TUA MÃE- MUITO FELIZES!

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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