"Traziam-na os horríficos algozes
Ante o rei, já movido a piedade;
Mas o povo, com falsas e ferozes
Razões, à morte crua o persuade.
Ela, com tristes e piedosas vozes,
Saídas só da mágoa e saüdade
Do seu Príncipe e filhos, que deixava,
Que mais que a própria morte a magoava,
Pera o céu cristalino alevantando,
Com lágrimas, os olhos piedosos
(Os olhos, porque as mãos lhe estava atando
Um dos duros ministros rigorosos);
E despois nos mininos atentando,
Que tão queridos tinha e tão mimosos,
Cuja orfindade como mãe temia,
Pera o avô cruel assi dizia:
-Se já nas brutas feras, cuja mente
Natura fez cruel de nascimento,
E nas aves agrestes, que sòmente
Nas rapinas aéreas têm o intento,
Com pequenas crianças viu a gente
Terem tão piadoso sentimento
Como co a mãe de Nino já mostraram,
E os irmãos que Roma edificaram:
Ó tu, que tens de humano o gesto e o peito
(Se de humano é matar ua donzela,
Fraca e sem força, só por ter subjeito
O coração a quem soube vencê-la),
A estas criancinhas tem respeito,
Pois o não tens à morte escura dela;
Mova-te a piedade sua e minha,
Pois te não move a culpa que não tinha.
(...)
Queria perdoar-lhe o Rei benino,
Movido das palavras que o magoavam;
Mas o pertinaz povo e seu destino
(Que desta sorte o quis) lhe não perdoam.
Arrancam das espadas de aço fino
Os que por bom tal feito ali apregoam.
Contra ua dama, ó peitos carniceiros,
Feros vos amostrais - e cavaleiros?
Luís de Camões, OS LUSÍADAS (canto III, est 124 a 130)
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
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sábado, 23 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
O DILEMA DE QUEM TEM IRMÃOS (E DE QUEM NÃO OS TEM...)
Tem-se por regra que os irmãos mais velhos são mais responsáveis, os do meio os mais esquecidos, e os mais novos os mais rebeldes.
Para dizer a verdade, nem sei bem em qual deles me situo. Sendo a terceira de 7 filhos, creio que me situo mais ou menos a meio, tanto mais que dos 3 sobreviventes, eu sou realmente a do meio. Mas, como cedo fui retirada de casa e posta num colégio, acabei por ser, devido à minha tenra idade, uma das mais novas. Entretanto, por uma razão qualquer, tive de acompanhar a religiosa principal -que veio a tornar-se minha madrinha do crisma, daí eu chamá-la de madrinha, ainda que a tenha mais como mãe substituta-, de modo que me vim a encontrar na posição de filha única. Só mais tarde voltei ao mesmo colégio interno, voltando a uma posição de filha do meio. Mais tarde, tendo outras raparigas mais velhas saído, acabei por ser eu uma das mais velhas, com as responsabilidades que me eram inerentes, tanto mais que havia muitas crianças no colégio e nós, as mais velhas, tinhamos de ajudar. Além disso, eu era a mais adiantada nos estudos, sendo -ao que me disseram- a primeira a concluir os estudos universitários.
Eis o meu dilema: serei eu a responsável, a esquecida ou a rebelde?
Ou serei um misto das três?
Quanto ao meu ex-companheiro, ele é o filho do meio. Não sei se ele se tem por esquecido, mas sei que ele traz uns quantos traumas do passado, que não me cabe a mim referir, muitos menos num espaço público. Sei que os tem, porque ele mos contou. Mas a sua irmã mais velha, a tia solteira e sem filhos que detém a guarda da minha filha, também os tem. Responsabilidades a mais? Ou talvez um ciúme mal gerido dos irmãos mais novos ...
Quanto ao meu actual companheiro, ele é o mais novo de 11 irmãos. Porventura o mais mimado e o mais rebelde. Não que ele não saiba ter responsabilidades, ao contrário. Mas rejeita outras. Dir-se-ia que quer ser o eterno filho...
E o que dizer das minhas duas filhas? Sendo duas, logicamante que uma é a mais velha e a outra a benjamim. E ainda que uma se mostra super-protectora com a outra, enquanto a mais nova nutre uma admiração especial pela mais velha, o facto é que, vivendo separadas uma da outra (também eu vivi separada dos meus irmãos), ambas vivem como filhas únicas. É quase como ser orfã de irmã viva...
O que eu ainda aqui não vos contei é que, regra geral, sou eu a ponte de ligação entre os meus dois irmãos. Aqueles com quem eu não vivi, e que, vivendo ambos tão próximos um do outro (uma na zona de Lisboa, outro na zona de Tomar; já eu vivo fora do país), são capazes de estar longo tempo sem saber um do outro. Quem diria que viveram juntos? Talvez a mais velha ainda sofra, pois foi ela quem mais suportou... Talvez o mais novo sofra também, pelo que viveu desde tão tenra idade ...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
FALEMOS DE PORCENTAGEM... (TRADUIT)
"As pesquisas mais recentes indicam que em 92% dos casos de separação ou divórcio, são as mães que ficam com a guarda dos filhos."
FONTE: http://www.conjur.com.br/2010-jan-13/guarda-compartilhada-nao-sendo-aplicada-maneira-deveria
A minha pesquisa revela-me que UMA MESMA PORCENTAGEM de homens tendo família (mulher ou companheira e filhos) consegue ter tempo para andar aqui na net à cata de "novos conhecimentos", sendo que a conversa deles é invariavelmente a mesma (Tudo bem? O que fazes na vida? Podemos falar no msn?Podemos encontrar-nos? Dás-me o teu número de telefone?,...).
A maioria deles nem tem rosto, ou esconde-se sob um falso nome e uma foto falsa. Dois deles diziam ser professores (?), motivo pelo qual escondiam a sua identidade. Respondi-lhes que também eu o sou (o que é verdade, embora já não exerça), e não via motivo algum em esconder a minha.
Quem o faz tem muito a esconder, não é assim? E quem nunca admite aquilo que faz, principalmente diante de um tribunal, é, sem dúvida alguma, hipócrita. Leviandade e hipocrisia não são exemplos que se dêem aos nossos filhos. E os juízes primam, actualmente, pelo pai (refiro-me ao pai ou à mãe) que dê os melhores exemplos, aquele que se encontre mais capacitado para educar os filhos. Primam, mas não vêem. Ou fingem não ver.
Haja um estudo que ponha em claro esta realidade, para que não haja mais dúvidas de quem é que, maioritariamente, leva a sério os seus deveres conjugais e parentais.
Antes de se falar em injustiças, faça-se justiça a quem a merece.
NÃO SE TRATA SÓ DE DIREITOS. TRATA-SE TAMBÉM DE DEVERES. E O PRIMEIRO DEVER DE UM HOMEM É RESPEITAR A MULHER E OS FILHOS, COMO ELE QUER QUE O RESPEITEM A ELE. AQUELE QUE NÃO RESPEITA NÃO TEM, A MEU VER, CAPACIDADES PARA EDUCAR UMA CRIANÇA. TÃO SIMPLES COMO ISSO!
"Des études récents indiquent que pour 92% des cas de séparation ou divorce, ce sont les mères qui ont la garde de leurs enfants".
FONTE: http://www.conjur.com.br/2010-jan-13/guarda-compartilhada-nao-sendo-aplicada-maneira-deveria
Les recherches que j'ai fait m'indiquent que UNE MÊME POURCENTAGE d'hommes ayant une famille (femme ou copine et enfants) a encore le temps de surfer sur net en quête de "nouvelles connaissances", leur conversation étant invariablement la même (Ça va? Tu fais quoi de beau? On peut deal sur msn? On peut se rencontrer quelque part? Tu me donne ton numéro?,...)
La majeure partie n'a même pas un visage, ou bien ils se cachent derrière un faux nom ou une fausse photo. Deux me disaient même qu'ils étaient professeurs, et qu'ils ne voulaient pas que leurs élèves les reconnaissent. Je leur ai répondu que moi aussi je suis professeure (je n'exerce plus), mais je ne voyais pas là une raison pour cacher mon identité.
Celui qui se cache a certainement trop de choses à cacher, vous ne trouvez pas? Et celui qui n'admet pas ce qu'il fait ici, surtout devant un tribunal, celui-ci est sans aucun doute un hypocrite. La légèreté et l'hypocrisie ne sont pas de bons exemples pour nos enfants. Et les juges ne considèrent de nos jours que le parent qui donne les meilleurs exemples à ses ennfants comme le plus capable de les élever. Ils le considèrent, bien qu'ils ne le voyent pas toujours. Ou bien ils font semblant de ne pas voir.
Ça serait bien de mettre cette réalité au clair, pour qu'il ne reste aucun doute sur le parent qui, majoritairement, prend vraiment au serieux ses responsabilités conjugales et parentales.
Avant de dire qu'il y a de l'injustice, qu'on fasse justice à qui la mérite.
IL NE S'AGIT PAS SEULEMENT DE DROITS. IL S'AGIT AUSSI DE DEVOIRS. ET L'HOMME A, AVANT TOUT, LE DEVOIR DE RESPECTER SA FEMME ET SES ENFANTS, TOUT COMME IL VEUT QU'ON LE RESPECTE. CELUI QUI NE RESPECTE PAS, NE PEUT PAS ÉLEVER SES ENFANTS. UN POINT C'EST TOUT.
FONTE: http://www.conjur.com.br/2010-jan-13/guarda-compartilhada-nao-sendo-aplicada-maneira-deveria
A minha pesquisa revela-me que UMA MESMA PORCENTAGEM de homens tendo família (mulher ou companheira e filhos) consegue ter tempo para andar aqui na net à cata de "novos conhecimentos", sendo que a conversa deles é invariavelmente a mesma (Tudo bem? O que fazes na vida? Podemos falar no msn?Podemos encontrar-nos? Dás-me o teu número de telefone?,...).
A maioria deles nem tem rosto, ou esconde-se sob um falso nome e uma foto falsa. Dois deles diziam ser professores (?), motivo pelo qual escondiam a sua identidade. Respondi-lhes que também eu o sou (o que é verdade, embora já não exerça), e não via motivo algum em esconder a minha.
Quem o faz tem muito a esconder, não é assim? E quem nunca admite aquilo que faz, principalmente diante de um tribunal, é, sem dúvida alguma, hipócrita. Leviandade e hipocrisia não são exemplos que se dêem aos nossos filhos. E os juízes primam, actualmente, pelo pai (refiro-me ao pai ou à mãe) que dê os melhores exemplos, aquele que se encontre mais capacitado para educar os filhos. Primam, mas não vêem. Ou fingem não ver.
Haja um estudo que ponha em claro esta realidade, para que não haja mais dúvidas de quem é que, maioritariamente, leva a sério os seus deveres conjugais e parentais.
Antes de se falar em injustiças, faça-se justiça a quem a merece.
NÃO SE TRATA SÓ DE DIREITOS. TRATA-SE TAMBÉM DE DEVERES. E O PRIMEIRO DEVER DE UM HOMEM É RESPEITAR A MULHER E OS FILHOS, COMO ELE QUER QUE O RESPEITEM A ELE. AQUELE QUE NÃO RESPEITA NÃO TEM, A MEU VER, CAPACIDADES PARA EDUCAR UMA CRIANÇA. TÃO SIMPLES COMO ISSO!
"Des études récents indiquent que pour 92% des cas de séparation ou divorce, ce sont les mères qui ont la garde de leurs enfants".
FONTE: http://www.conjur.com.br/2010-jan-13/guarda-compartilhada-nao-sendo-aplicada-maneira-deveria
Les recherches que j'ai fait m'indiquent que UNE MÊME POURCENTAGE d'hommes ayant une famille (femme ou copine et enfants) a encore le temps de surfer sur net en quête de "nouvelles connaissances", leur conversation étant invariablement la même (Ça va? Tu fais quoi de beau? On peut deal sur msn? On peut se rencontrer quelque part? Tu me donne ton numéro?,...)
La majeure partie n'a même pas un visage, ou bien ils se cachent derrière un faux nom ou une fausse photo. Deux me disaient même qu'ils étaient professeurs, et qu'ils ne voulaient pas que leurs élèves les reconnaissent. Je leur ai répondu que moi aussi je suis professeure (je n'exerce plus), mais je ne voyais pas là une raison pour cacher mon identité.
Celui qui se cache a certainement trop de choses à cacher, vous ne trouvez pas? Et celui qui n'admet pas ce qu'il fait ici, surtout devant un tribunal, celui-ci est sans aucun doute un hypocrite. La légèreté et l'hypocrisie ne sont pas de bons exemples pour nos enfants. Et les juges ne considèrent de nos jours que le parent qui donne les meilleurs exemples à ses ennfants comme le plus capable de les élever. Ils le considèrent, bien qu'ils ne le voyent pas toujours. Ou bien ils font semblant de ne pas voir.
Ça serait bien de mettre cette réalité au clair, pour qu'il ne reste aucun doute sur le parent qui, majoritairement, prend vraiment au serieux ses responsabilités conjugales et parentales.
Avant de dire qu'il y a de l'injustice, qu'on fasse justice à qui la mérite.
IL NE S'AGIT PAS SEULEMENT DE DROITS. IL S'AGIT AUSSI DE DEVOIRS. ET L'HOMME A, AVANT TOUT, LE DEVOIR DE RESPECTER SA FEMME ET SES ENFANTS, TOUT COMME IL VEUT QU'ON LE RESPECTE. CELUI QUI NE RESPECTE PAS, NE PEUT PAS ÉLEVER SES ENFANTS. UN POINT C'EST TOUT.
domingo, 5 de junho de 2011
SÃO INCONGRUÊNCIAS A MAIS...
Entre as mensagens que me foram enviadas estava a de um senhor que me perguntava se eu defendia que a criança ficasse sempre com mãe, salvo os casos em que esta não revele capacidades ou condições. Respondi-lhe que era exactamente isso que eu defendia, salvo excepções, entre as quais o não ser da vontade da criança (vontade que, frisei, devia ser respeitada).
Perguntei-lhe se porventura teria coragem de arrancar uma cria qualquer de junto da sua progenitora, sem qualquer motivo que o justificasse, para a pôr junto do progenitor.
Esta foi a sua resposta:
Viva Sara,
Na natureza, onde isso se pratica (e até há poucos séculos de forma generalizada na nossa espécie), pratica-se também o infanticídio e o estupro. São fenómenos naturais, e por isso não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom". Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho, e em contrapartida ser castrada profissional e socialmente noutros aspectos (tipicamente, os patrimoniais ou de poder).
Felizmente afastámo-nos disso. Provavelmente não quer que as suas filhas vivam num mundo assim. Além disso, é muito importante para todos os filhos ter os dois pais, desde que os dois estejam dispostos a estar presentes e dar afecto e cuidado à criança. Violar essa necessidade da criança por vontade de um dos pais (ou, pior, porque é essa a tradição) parece-me bárbaro.
(...)
[não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom"]
Nunca ninguém disse que a natureza era perfeita. Algumas fêmeas são, de facto, forçadas a ter relações (isso acontece também na nossa espécie, principalmente nas civilizações MAIS DESENVOLVIDAS), razão pela qual algumas fêmeas -não todas- acabarão por abandonar as crias, que, desprotegidas, acabam por morrer. O infanticídio existe, sim, embora sejam mais os machos e algumas outras fêmeas a cometê-lo. São casos excepcionais que não justificam que se altere a ordem das coisas. Tanto assim é que essa ordem ainda permanece.
[Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho]
Estamos, portanto, a falar de mamíferas. Que, regra geral, vivem sozinhas ou em grupos constituídos apenas de fêmeas, numa espécie de sociedade matriarcal. São elas que afastam as crias machos, quando estes estão suficientemente grandes para serem independentes, por forma a evitar que eles copulem com as próprias irmãs ou mesmo com elas. Diz-me então o amigo que elas não o fazem por natureza, mas por imposição social!
Admira-me que não tenha referido os casos em que são os machos a cuidar das crias, raros entre os mamíferos, mas frequentes entre as aves e os peixes. Já se perguntou porque razão eles o fazem? Talvez seja, como o amigo diz, por imposição social...
Ora os casos em que são os machos a cuidar das crias, ou em que ambos os progenitores se encontram envolvidos nesses cuidados, se devem tão somente a um propósito: a preservação da espécie, garantindo a sobrevivência do maior número de crias. A fêmea, assim que deposita os ovos (falamos ainda de aves e peixes,claro) fica liberada para voltar a procriar.
Felizmente nós não somos nem aves nem peixes, nem temos que nos comportar como tal. E não é, volto a insistir, porque somos humanos e estamos no século XXI que havemos de presumir que as nossas crias (as humanas) não têm as mesmas necessidades que as outras crias de mamíferos. Nenhum macho se atreveu a alterar a ordem natural das coisas. À excepção do macho humano. E diz ele (o macho humano) que não é machista...
Na natureza, as fêmeas dão à luz em total privacidade (o macho não assiste ao parto das crias que, aliás, também são deles) e são elas que maioritariamente ou exclusivamente cuidam das crias. Nas sociedades MAIS DESENVOLVIDAS, pelo contrário,o homem assiste ao parto e até corta o cordão umbilical (na natureza é a própria fêmea que o faz), e muitos são os que "compartilham" os cuidados com os filhos. Alguns até se designam "papas ao foyer".
Qual destes comportamentos é natural, e qual o condicionado?
É certo dizer que esta mudança de comportamento de homens e mulheres deriva de uma evolução natural?
Ou não serão estes novos comportamentos condicionados pela sociedade, que exige uma mudança?
[ é muito importante para todos os filhos ter os dois pais]
E ninguém aqui diz o contrário, ainda que as leis permitam que um filho nunca chegue a ter mãe (quando vive com dois homens) ou que não tenha pai (quando vive com duas mulheres).
Mas mais importante ainda é perceber as necessidades dos nossos filhos, perceber o mal que lhes fazemos quando o SEPARAMOS da progenitora em idades muito precoces, ou quando OBRIGAMOS esta (a mãe) a permanecer num lugar que a deprime (de que serve a um filho uma mãe deprimida?), e quando esta não aceite ficar, os SUJEITAMOS -mãe e filho- a uma separação demasiado dolorosa, quer para um quer para o outro. Isso, sim, é que é IMPOSIÇÃO.
E tudo o que é imposto não se faz por gosto, e só traz desgosto.
Principalmente àqueles a quem pretensamente queremos fazer bem, no seu Superior Interesse.
"Um pai pode estar num país e o outro noutro. Não impede que as coisas possam dar certo, e que um filho seja feliz. Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos uma juíza (sim, era uma mulher, e depois?!), a mim e ao meu ex.
Com boa vontade, de parte a parte.
Não com a vontade de um sobre a vontade do outro.
Paz e Amor aos homens e mulheres de boa vontade:)
Perguntei-lhe se porventura teria coragem de arrancar uma cria qualquer de junto da sua progenitora, sem qualquer motivo que o justificasse, para a pôr junto do progenitor.
Esta foi a sua resposta:
Viva Sara,
Na natureza, onde isso se pratica (e até há poucos séculos de forma generalizada na nossa espécie), pratica-se também o infanticídio e o estupro. São fenómenos naturais, e por isso não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom". Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho, e em contrapartida ser castrada profissional e socialmente noutros aspectos (tipicamente, os patrimoniais ou de poder).
Felizmente afastámo-nos disso. Provavelmente não quer que as suas filhas vivam num mundo assim. Além disso, é muito importante para todos os filhos ter os dois pais, desde que os dois estejam dispostos a estar presentes e dar afecto e cuidado à criança. Violar essa necessidade da criança por vontade de um dos pais (ou, pior, porque é essa a tradição) parece-me bárbaro.
(...)
[não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom"]
Nunca ninguém disse que a natureza era perfeita. Algumas fêmeas são, de facto, forçadas a ter relações (isso acontece também na nossa espécie, principalmente nas civilizações MAIS DESENVOLVIDAS), razão pela qual algumas fêmeas -não todas- acabarão por abandonar as crias, que, desprotegidas, acabam por morrer. O infanticídio existe, sim, embora sejam mais os machos e algumas outras fêmeas a cometê-lo. São casos excepcionais que não justificam que se altere a ordem das coisas. Tanto assim é que essa ordem ainda permanece.
[Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho]
Estamos, portanto, a falar de mamíferas. Que, regra geral, vivem sozinhas ou em grupos constituídos apenas de fêmeas, numa espécie de sociedade matriarcal. São elas que afastam as crias machos, quando estes estão suficientemente grandes para serem independentes, por forma a evitar que eles copulem com as próprias irmãs ou mesmo com elas. Diz-me então o amigo que elas não o fazem por natureza, mas por imposição social!
Admira-me que não tenha referido os casos em que são os machos a cuidar das crias, raros entre os mamíferos, mas frequentes entre as aves e os peixes. Já se perguntou porque razão eles o fazem? Talvez seja, como o amigo diz, por imposição social...
Ora os casos em que são os machos a cuidar das crias, ou em que ambos os progenitores se encontram envolvidos nesses cuidados, se devem tão somente a um propósito: a preservação da espécie, garantindo a sobrevivência do maior número de crias. A fêmea, assim que deposita os ovos (falamos ainda de aves e peixes,claro) fica liberada para voltar a procriar.
Felizmente nós não somos nem aves nem peixes, nem temos que nos comportar como tal. E não é, volto a insistir, porque somos humanos e estamos no século XXI que havemos de presumir que as nossas crias (as humanas) não têm as mesmas necessidades que as outras crias de mamíferos. Nenhum macho se atreveu a alterar a ordem natural das coisas. À excepção do macho humano. E diz ele (o macho humano) que não é machista...
Na natureza, as fêmeas dão à luz em total privacidade (o macho não assiste ao parto das crias que, aliás, também são deles) e são elas que maioritariamente ou exclusivamente cuidam das crias. Nas sociedades MAIS DESENVOLVIDAS, pelo contrário,o homem assiste ao parto e até corta o cordão umbilical (na natureza é a própria fêmea que o faz), e muitos são os que "compartilham" os cuidados com os filhos. Alguns até se designam "papas ao foyer".
Qual destes comportamentos é natural, e qual o condicionado?
É certo dizer que esta mudança de comportamento de homens e mulheres deriva de uma evolução natural?
Ou não serão estes novos comportamentos condicionados pela sociedade, que exige uma mudança?
[ é muito importante para todos os filhos ter os dois pais]
E ninguém aqui diz o contrário, ainda que as leis permitam que um filho nunca chegue a ter mãe (quando vive com dois homens) ou que não tenha pai (quando vive com duas mulheres).
Mas mais importante ainda é perceber as necessidades dos nossos filhos, perceber o mal que lhes fazemos quando o SEPARAMOS da progenitora em idades muito precoces, ou quando OBRIGAMOS esta (a mãe) a permanecer num lugar que a deprime (de que serve a um filho uma mãe deprimida?), e quando esta não aceite ficar, os SUJEITAMOS -mãe e filho- a uma separação demasiado dolorosa, quer para um quer para o outro. Isso, sim, é que é IMPOSIÇÃO.
E tudo o que é imposto não se faz por gosto, e só traz desgosto.
Principalmente àqueles a quem pretensamente queremos fazer bem, no seu Superior Interesse.
"Um pai pode estar num país e o outro noutro. Não impede que as coisas possam dar certo, e que um filho seja feliz. Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos uma juíza (sim, era uma mulher, e depois?!), a mim e ao meu ex.
Com boa vontade, de parte a parte.
Não com a vontade de um sobre a vontade do outro.
Paz e Amor aos homens e mulheres de boa vontade:)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
JE VAIS PAS BIEN, JE SUIS MALHEUREUSE!
http://www.parismatch.com/Actu-Match/Societe/Actu/La-femme-de-Xavier-Dupont-de-Ligonnes-avait-confie-son-mal-etre-sur-des-forum-Internet-275821/
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domingo, 1 de maio de 2011
DIA DA MÃE: OS FILHOS QUE VOS DEI!
Ser mãe é DAR.
Uma mãe DÁ à luz os seus filhos. É ela quem DÁ a vida.
Uma mãe DÁ os seus filhos ao mundo. Eles não lhe pertencem.
Uma mãe DÁ tudo o que tem e o que não tem, pelos seus filhos.
Para acréscimo, uma mãe separada é OBRIGADA A DAR os seus filhos muito antes do que a natureza determina. Os filhos só devem partir quando se sentem preparados. Não se deve nunca agir contra o processo natural da Vida.
A mãe DÁ, e fica sem nada.
Porque para ela, os filhos são tudo.
Desde já, que fique aqui claro que eu não me apaixonei pelas minhas filhas apenas no momento em que as pude ver. Eu APAIXONEI-ME por elas desde o momento em que soube que as trazia no meu ventre, sem mesmo saber o que eram e como eram.
Quando vi a minha mais velha pela primeira vez, fiquei deslumbrada: "Era esta coisa linda que eu tinha dentro de mim?!!!", pensei. Para mim, sim, ela era extremamente linda. Eu, que já estava apaixonada por ela desde o seu princípio, perdi-me completamente de amores.
A mais nova teve menos sorte. Não que eu a amasse menos. Mas a miúda tinha uns olhos tão grandes (toda a gente gaba os olhos dela!) numa cara tão miudinha que não pude deixar de exclamar: "Credo! Pareces uma extraterrestre!". E parecia mesmo.
Nenhuma delas é menos filha do que a outra. Aqui não há meio-irmãs. Ambas foram geradas no mesmo ventre, o meu. Eu as DEI à luz, e as DOU ao mundo. Fui FORÇADA a dar a mais velha à família paterna numa idade em que ela ainda precisava de mim. Os mimos que lhe negaram, ela pede-mos agora nos poucos momentos em que estamos juntas.
Ora, tendo em conta que fui eu quem lhes deu a FILHA, a NETA, e a SOBRINHA ((pois até hoje, já lá vão 14 anos, não existem outros para além da minha filha mais velha), acho que merecia um pouco mais de estimação e de gratidão. Vale-me o amor da minha filha, que tudo me faz esquecer, ainda que permaneça a dor e a lembrança do sofrimento porque passei.
Petição PELO DEVER DE PAGAR PENSÃO A QUEM SE COLOCA NO LUGAR DE UMA PROGENITORA!
Pela minha experiência, pela experiência de muitas mães que vivem o mesmo que eu e de tantas outras que perderam um filho, posso dizer-vos que é duro ser mãe. Muito duro. Sobretudo quando se perdem ou nos roubam um filho.
Quem disse que era fácil dar?
É mais fácil e agradável receber.
Ora, tirando a dádiva que uma mulher recebe da natureza, de poder gerar um filho, tudo o resto na sua vida se resume a DAR. E é duro dar o que temos de mais precioso na nossa vida, pois que o sentimos dentro de nós, e nos enamoramos desde esse primeiro momento. O momento em que o soubemos dentro de nós, fazendo-nos sentir bem-aventuradas.
Uma criança, sabemo-lo, nasce enamorada da sua mãe.
De ninguém mais.
A MÃE é o primeiro amor da nossa vida.
Um amor que permanece até à nossa morte.
O que quer que façais, por mais voltas que o mundo dê, esta VERDADE pemanecerá inalterável por todos os tempos. Até ao fim dos tempos.
E porque esse amor é fundamental, mas se rompe tão precocemente, é que se vê por aqui tantas crianças e adolescentes de dedo na boca...
MÃE, PRECISA-SE!!!!
URGENTEMENTE!!!!
Petição Mais cuidados maternais, por um Futuro melhor!
Se a mulher já se bateu por tanta coisa, é tempo de se bater pelo mais importante: os seus filhos!
Exigi que nos primeiros anos de vida dos vossos filhos não sejais obrigadas a voltar ao trabalho, e que nos anos que se seguem, enquanto eles precisarem de vós, o tempo de trabalho não seja superior a 4 ou 6 horas.
Não está certo que os vossos filhos passem tanto tempo longe de vós, por vezes desde muita tenra idade! O dedo na boca não é mais do que a falta da mãe. Eles precisam de uma mãe real que os acarinhe e lhes dê atenção.
Não é isso que um homem procura, quando diz a uma mulher "Quero que sejas a Mãe dos meus filhos"?
Todos nós temos um dom.
Toda a Mulher tem o dom de ser mãe.
Mas, como todo o dom, tem de ser trabalhado.
Com tempo, e muita paciência.
É um desperdício não o aproveitar, não tentar fazer em cada dia um pouco melhor do que fizemos. Porque dar à luz não é fácil, todas nós sabemos (raras são as mulheres que dão à luz sem qualquer dor, e com a maior das facilidades), mas ser Mãe ainda o é mais. E isso nós temos de o ser desde o primeiro dia, que é quando sabemos que já o somos. O dia em que descobrimos que estamos (nós, as mulheres) grávidas.
Não é por acaso que temos um umbigo! Somos todos filhos da mãe, bem mais do que do pai. Quer queiramos, quer não.
A menos que vos falte um umbigo...
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
Em Portugal festeja-se o Dia da Mãe no primeiro domingo de Maio.
1 de Maio de 2011 - Dia da Mãe, aqui em Portugal.
E noutros países, como é?
Dates des prochaines fêtes - Quel jour tombe la fête des mères en 2011, 2012 ou 2013? Voici les dates pour les prochaines années : le 29 mai 2011, le 3 Juin 2012, le 26 Mai 2013...
Date - jour à l'étranger
Chaque pays possède sa propre date et il peut y avoir beaucoup d'écart d'un état à l'autre. Ainsi en voyageant un peu il est possible de célébrer les mères de février à décembre ...
- 2ème dimanche de février : Norvège
- 4ème Dimanche de Carême : UK et Irlande
- Equinoxe Printemps : Une grande majorité des pays du golfe - Qatar, Arabie Saoudite, Liban...
- 2ème dimanche de Mai : Allemagne, Australie, Belgique, Chine, Etats Unis, Italie, Suisse...
- Dernier dimanche de Mai : Pays du Maghreb dont Algérie, Tunisie, Maroc...
- Dernier dimanche de Novembre : Russie
- 22 Décembre : Indonésie
FONTE: http://www.fete-meres.fr/date-jour.htm
Uma mãe DÁ à luz os seus filhos. É ela quem DÁ a vida.
Uma mãe DÁ os seus filhos ao mundo. Eles não lhe pertencem.
Uma mãe DÁ tudo o que tem e o que não tem, pelos seus filhos.
Para acréscimo, uma mãe separada é OBRIGADA A DAR os seus filhos muito antes do que a natureza determina. Os filhos só devem partir quando se sentem preparados. Não se deve nunca agir contra o processo natural da Vida.
A mãe DÁ, e fica sem nada.
Porque para ela, os filhos são tudo.
Desde já, que fique aqui claro que eu não me apaixonei pelas minhas filhas apenas no momento em que as pude ver. Eu APAIXONEI-ME por elas desde o momento em que soube que as trazia no meu ventre, sem mesmo saber o que eram e como eram.
Quando vi a minha mais velha pela primeira vez, fiquei deslumbrada: "Era esta coisa linda que eu tinha dentro de mim?!!!", pensei. Para mim, sim, ela era extremamente linda. Eu, que já estava apaixonada por ela desde o seu princípio, perdi-me completamente de amores.
A mais nova teve menos sorte. Não que eu a amasse menos. Mas a miúda tinha uns olhos tão grandes (toda a gente gaba os olhos dela!) numa cara tão miudinha que não pude deixar de exclamar: "Credo! Pareces uma extraterrestre!". E parecia mesmo.
Nenhuma delas é menos filha do que a outra. Aqui não há meio-irmãs. Ambas foram geradas no mesmo ventre, o meu. Eu as DEI à luz, e as DOU ao mundo. Fui FORÇADA a dar a mais velha à família paterna numa idade em que ela ainda precisava de mim. Os mimos que lhe negaram, ela pede-mos agora nos poucos momentos em que estamos juntas.
Ora, tendo em conta que fui eu quem lhes deu a FILHA, a NETA, e a SOBRINHA ((pois até hoje, já lá vão 14 anos, não existem outros para além da minha filha mais velha), acho que merecia um pouco mais de estimação e de gratidão. Vale-me o amor da minha filha, que tudo me faz esquecer, ainda que permaneça a dor e a lembrança do sofrimento porque passei.
Petição PELO DEVER DE PAGAR PENSÃO A QUEM SE COLOCA NO LUGAR DE UMA PROGENITORA!
Pela minha experiência, pela experiência de muitas mães que vivem o mesmo que eu e de tantas outras que perderam um filho, posso dizer-vos que é duro ser mãe. Muito duro. Sobretudo quando se perdem ou nos roubam um filho.
Quem disse que era fácil dar?
É mais fácil e agradável receber.
Ora, tirando a dádiva que uma mulher recebe da natureza, de poder gerar um filho, tudo o resto na sua vida se resume a DAR. E é duro dar o que temos de mais precioso na nossa vida, pois que o sentimos dentro de nós, e nos enamoramos desde esse primeiro momento. O momento em que o soubemos dentro de nós, fazendo-nos sentir bem-aventuradas.
Uma criança, sabemo-lo, nasce enamorada da sua mãe.
De ninguém mais.
A MÃE é o primeiro amor da nossa vida.
Um amor que permanece até à nossa morte.
O que quer que façais, por mais voltas que o mundo dê, esta VERDADE pemanecerá inalterável por todos os tempos. Até ao fim dos tempos.
E porque esse amor é fundamental, mas se rompe tão precocemente, é que se vê por aqui tantas crianças e adolescentes de dedo na boca...
MÃE, PRECISA-SE!!!!
URGENTEMENTE!!!!
Petição Mais cuidados maternais, por um Futuro melhor!
Se a mulher já se bateu por tanta coisa, é tempo de se bater pelo mais importante: os seus filhos!
Exigi que nos primeiros anos de vida dos vossos filhos não sejais obrigadas a voltar ao trabalho, e que nos anos que se seguem, enquanto eles precisarem de vós, o tempo de trabalho não seja superior a 4 ou 6 horas.
Não está certo que os vossos filhos passem tanto tempo longe de vós, por vezes desde muita tenra idade! O dedo na boca não é mais do que a falta da mãe. Eles precisam de uma mãe real que os acarinhe e lhes dê atenção.
Não é isso que um homem procura, quando diz a uma mulher "Quero que sejas a Mãe dos meus filhos"?
Todos nós temos um dom.
Toda a Mulher tem o dom de ser mãe.
Mas, como todo o dom, tem de ser trabalhado.
Com tempo, e muita paciência.
É um desperdício não o aproveitar, não tentar fazer em cada dia um pouco melhor do que fizemos. Porque dar à luz não é fácil, todas nós sabemos (raras são as mulheres que dão à luz sem qualquer dor, e com a maior das facilidades), mas ser Mãe ainda o é mais. E isso nós temos de o ser desde o primeiro dia, que é quando sabemos que já o somos. O dia em que descobrimos que estamos (nós, as mulheres) grávidas.
Não é por acaso que temos um umbigo! Somos todos filhos da mãe, bem mais do que do pai. Quer queiramos, quer não.
A menos que vos falte um umbigo...
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
Em Portugal festeja-se o Dia da Mãe no primeiro domingo de Maio.
1 de Maio de 2011 - Dia da Mãe, aqui em Portugal.
E noutros países, como é?
Dates des prochaines fêtes - Quel jour tombe la fête des mères en 2011, 2012 ou 2013? Voici les dates pour les prochaines années : le 29 mai 2011, le 3 Juin 2012, le 26 Mai 2013...
Date - jour à l'étranger
Chaque pays possède sa propre date et il peut y avoir beaucoup d'écart d'un état à l'autre. Ainsi en voyageant un peu il est possible de célébrer les mères de février à décembre ...
- 2ème dimanche de février : Norvège
- 4ème Dimanche de Carême : UK et Irlande
- Equinoxe Printemps : Une grande majorité des pays du golfe - Qatar, Arabie Saoudite, Liban...
- 2ème dimanche de Mai : Allemagne, Australie, Belgique, Chine, Etats Unis, Italie, Suisse...
- Dernier dimanche de Mai : Pays du Maghreb dont Algérie, Tunisie, Maroc...
- Dernier dimanche de Novembre : Russie
- 22 Décembre : Indonésie
FONTE: http://www.fete-meres.fr/date-jour.htm
sexta-feira, 29 de abril de 2011
ATÉ QUE O DIVÓRCIO OS SEPARE!
Nos tempos que correm, o divórcio tornou-se uma normalidade. Os "anormais" são aqueles que ficam junto "até que a morte nos separe"!
Talvez me engane, mas estou em crer que a Kate (perdão, Catherine) não conseguirá levar avante o voto de fidelidade que hoje fez ao seu príncipe. Depois do casamento real, é tempo de cair na realidade.
Oxalá me engane...
E o que acontece, se o casamento se desfizer?
Dá os filhos que deu.
É a mulher que dá os filhos ao homem, e não ao contrário. Ora, se Kate se separar de William, os filhos que ela lhe deu ficarão com o pai. Dá-os, literalmente. Definitivamente. Poderá visitá-los e estar com eles, mas não poderá tê-los consigo. Para ela não há outra opção.
Se isso lhe traz algum consolo, para muitas de nós também não. É ver os quantos casos de pais que, por meios nunca dantes utilizados, dê por onde der, conseguem a guarda dos filhos.
Eu aqui não me engano, nem vos quero enganar.
É a mais pura verdade.
Talvez me engane, mas estou em crer que a Kate (perdão, Catherine) não conseguirá levar avante o voto de fidelidade que hoje fez ao seu príncipe. Depois do casamento real, é tempo de cair na realidade.
Oxalá me engane...
E o que acontece, se o casamento se desfizer?
Dá os filhos que deu.
É a mulher que dá os filhos ao homem, e não ao contrário. Ora, se Kate se separar de William, os filhos que ela lhe deu ficarão com o pai. Dá-os, literalmente. Definitivamente. Poderá visitá-los e estar com eles, mas não poderá tê-los consigo. Para ela não há outra opção.
Se isso lhe traz algum consolo, para muitas de nós também não. É ver os quantos casos de pais que, por meios nunca dantes utilizados, dê por onde der, conseguem a guarda dos filhos.
Eu aqui não me engano, nem vos quero enganar.
É a mais pura verdade.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
SENHOR, AFASTA DE NÓS ESSE CÁLICE!
Se Jesus Cristo aceitou o seu sofrimento por todos nós, isso não significa que todo e qualquer sofrimento é aceitável.
Quando vejo alguns homens flagelar-se e serem pregados na cruz, tal como o foi Jesus Cristo, pergunto-me se é de facto isso que Deus quer.
Não quererá ele somente que vivamos em paz uns com os outros, e que nos amemos e respeitemos como Ele o fez connosco?
Quando eu era ainda miúda e vivia ainda no colégio, queria (eu e outras miúdas) fazer jejum nesta época, porque achava que assim era devido, mas a irmã não nos permitia. Esse sacrifício não nos era exigido, tanto mais que estávamos em período de crescimento, acrescido das exigências escolares.
Não, nada de jejum. Mas podìamos abstermo-nos de comer doces, de ver um programna que quisessemos tanto, ou coisas assim. Podíamos, e devíamos.
Sobretudo, a ideia era que fizessemos uma introspecção, e tentassemos corrigir aquilo que encontrassemos de mal em nós, de forma a nos tornarmos pessoas melhores.
Jesus Cristo nunca fez exigências. Sempre pediu que amassemos o próximo como a nós próprios.
Ele tinha um amor muito especial pelos mais pequeninos. "Deixai vir a mim as criancinhas", assim o disse.
Nunca, em tempo algum, Ele faria as exigências que hoje se fazem, em nome delas. Ele sim, teria sempre como princípio o Superior Interesse da Criança, em nada equiparável ao que é representado nas leis e ostentado pelos tribunais.
Há sacrifícios e sacrifícios.
Não se pede que os nossos filhos sejam os sacrificados.
NOTA:
Lembro que tenho petições nesta página, à vossa direita.
Em nome das nossas crianças.
Quando vejo alguns homens flagelar-se e serem pregados na cruz, tal como o foi Jesus Cristo, pergunto-me se é de facto isso que Deus quer.
Não quererá ele somente que vivamos em paz uns com os outros, e que nos amemos e respeitemos como Ele o fez connosco?
Quando eu era ainda miúda e vivia ainda no colégio, queria (eu e outras miúdas) fazer jejum nesta época, porque achava que assim era devido, mas a irmã não nos permitia. Esse sacrifício não nos era exigido, tanto mais que estávamos em período de crescimento, acrescido das exigências escolares.
Não, nada de jejum. Mas podìamos abstermo-nos de comer doces, de ver um programna que quisessemos tanto, ou coisas assim. Podíamos, e devíamos.
Sobretudo, a ideia era que fizessemos uma introspecção, e tentassemos corrigir aquilo que encontrassemos de mal em nós, de forma a nos tornarmos pessoas melhores.
Jesus Cristo nunca fez exigências. Sempre pediu que amassemos o próximo como a nós próprios.
Ele tinha um amor muito especial pelos mais pequeninos. "Deixai vir a mim as criancinhas", assim o disse.
Nunca, em tempo algum, Ele faria as exigências que hoje se fazem, em nome delas. Ele sim, teria sempre como princípio o Superior Interesse da Criança, em nada equiparável ao que é representado nas leis e ostentado pelos tribunais.
Há sacrifícios e sacrifícios.
Não se pede que os nossos filhos sejam os sacrificados.
NOTA:
Lembro que tenho petições nesta página, à vossa direita.
Em nome das nossas crianças.
sábado, 2 de abril de 2011
DEFENDERIEIS O VOSSO GENRO COMO DEFENDEIS O VOSSO FILHO?
Imaginando que terieis um filho cuja ex iria mudar-se para o local onde se encontrasse o seu novo companheiro, e uma filha cujo ex exigiria que permanecesse no lugar onde estivesse (ao invés de seguir o seu novo companheiro), qual seria a vossa posição, enquanto mãe?
Uma boa questão, tendo em conta que, na generalidade dos casos, é a mulher quem segue o homem, e também é ela quem, regra geral, abdica da carreira em prol da família e dos filhos...
Aguardo as vossas respostas.
Uma boa questão, tendo em conta que, na generalidade dos casos, é a mulher quem segue o homem, e também é ela quem, regra geral, abdica da carreira em prol da família e dos filhos...
Aguardo as vossas respostas.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
ESTARARÃO TODOS OS HOMENS DISPOSTOS A ABDICAR DOS SEUS HÁBITOS, EM NOME DA GUARDA COMPARTILHADA OBRIGATÓRIA?
Tem-se por princípio que mãe e pai exercem a guarda conjunta ou compartilhada durante a união, e que tal perdura após a separação, salvo casos excepcionais.
Tem-se por princípio que pai e mãe exercem, NA PRÁTICA, conjuntamente e em igualdade, tudo o que define este modo de guarda dito natural (será mesmo?).
Em teoria o princípio permanece inalterável, na prática -que é bem outra- também.
Regra geral, é a mulher quem dispensa os cuidados (senão todos, como no meu caso), e é ela quem toma a maioria das decisões, particularmente no que concerne a escola (como sucede no meu caso, pois que sou sempre eu quem leva a mais nova à escola e quem a vai buscar).
Tem-se por princípio que após a separação ambos os pais são igualmente responsáveis, com direitos e deveres iguais.
Ora tomando em conta que, regra geral, só um dos pais detém a guarda física -o justo é que seja aquele que, NA PRÁTICA, se ocupou dos filhos- sendo logicamente ele quem dispensa todos os cuidados à(s) criança(s), parece-me que será principalmente esse pai quem deverá tomar as decisões, sendo que o outro terá direito a ser consultado e/ou informado.
Só no caso da guarda alternada é que será viável (será mesmo?) haver duas pessoas a decidir... Enfim, no que for possível decidir a dois.
É parecer de muitos que este modo de guarda deve passar a ser obrigatório, salvo algumas excepões, tais como os casos de violência ou de abuso sexual comprovados.
Pergunto-me, e pergunto-o também a vós: será que os homens apegados a hábitos e pouco interessados em mudá-los -como o meu que, apesar de tudo, adora a filha- teriam obrigatoriamente de se submeter a este tipo de guarda que em nada lhes convém e que não desejam?
Tanto quanto sei, estes homens (que nem são assim tão poucos, repare-se) não constam das excepções...
Tem-se por princípio que pai e mãe exercem, NA PRÁTICA, conjuntamente e em igualdade, tudo o que define este modo de guarda dito natural (será mesmo?).
Em teoria o princípio permanece inalterável, na prática -que é bem outra- também.
Regra geral, é a mulher quem dispensa os cuidados (senão todos, como no meu caso), e é ela quem toma a maioria das decisões, particularmente no que concerne a escola (como sucede no meu caso, pois que sou sempre eu quem leva a mais nova à escola e quem a vai buscar).
Tem-se por princípio que após a separação ambos os pais são igualmente responsáveis, com direitos e deveres iguais.
Ora tomando em conta que, regra geral, só um dos pais detém a guarda física -o justo é que seja aquele que, NA PRÁTICA, se ocupou dos filhos- sendo logicamente ele quem dispensa todos os cuidados à(s) criança(s), parece-me que será principalmente esse pai quem deverá tomar as decisões, sendo que o outro terá direito a ser consultado e/ou informado.
Só no caso da guarda alternada é que será viável (será mesmo?) haver duas pessoas a decidir... Enfim, no que for possível decidir a dois.
É parecer de muitos que este modo de guarda deve passar a ser obrigatório, salvo algumas excepões, tais como os casos de violência ou de abuso sexual comprovados.
Pergunto-me, e pergunto-o também a vós: será que os homens apegados a hábitos e pouco interessados em mudá-los -como o meu que, apesar de tudo, adora a filha- teriam obrigatoriamente de se submeter a este tipo de guarda que em nada lhes convém e que não desejam?
Tanto quanto sei, estes homens (que nem são assim tão poucos, repare-se) não constam das excepções...
terça-feira, 15 de março de 2011
TU L'AIMAIS QUAND TU M'AS FAIT?
http://www.france-info.com/chroniques-le-livre-du-jour-2011-03-09-tu-l-aimais-quand-tu-m-as-fait-de-helene-couturier-520627-36-39.html
sábado, 12 de março de 2011
IRS DOS PAIS CASADOS E DOS PAIS VIÚVOS!
Petição contra a discriminação
dos pais casados e viúvos em sede de IRS
Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo Senhor Primeiro-Ministro
Exmo Senhor Ministro das Finanças
O código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.000 Eur por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa, entre outros.
Considerando que:
1 –Sendo certo que o casamento goza de garantia institucional específica na nossa ordem constitucional, é verdade também que nenhum cidadão pode ser discriminado em função do seu estado civil;
2 – Por outro lado, verifica-se que o estado civil vem sendo tornado cada vez menos relevante em uma série de situações da vida, tendo mesmo sido eliminado no novo “Cartão do Cidadão”, que visa substituir o Bilhete de Identidade e outros cartões;
3 – A injustiça desta discriminação em sede de IRS foi já reconhecida publicamente pelo actual Ministro das Finanças no programa “Prós e Contras” promovido pela RTP1 no passado dia 6 de Novembro de 2006, como pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=f-e5FtLczYU;
4 – Esta injustiça fiscal produz ainda efeitos sociais gravíssimos na medida em que é geradora de incentivos perversos sobre a estrutura familiar, potenciando a sua instabilidade.
5 – Esta situação afecta cidadãos independentemente da sua ideologia política e simpatia partidária, não tendo sido ainda resolvida pelos governos anteriores, de várias cores políticas, não sendo, portanto, uma questão de ordem ideológica ou político-partidária;
6 – Sendo, actualmente, o número de crianças e jovens filhos de pais casados ou viúvos igual a metade do seu número total, isto é, igual ao número de crianças e jovens de pais com outros estados civis, esta questão pode ser resolvida sem qualquer encargo adicional para o Estado, fazendo com que todos os pais, independentemente do seu estado civil, possam deduzir metade do valor actualmente permitido apenas para os pais não casados ou não viúvos;
Os cidadãos abaixo enumerados reclamam que:
- A partir do próximo Orçamento do Estado, os pais casados ou viúvos possam ter, relativamente aos encargos com filhos, o direito às mesmas deduções no IRS que os pais com outros estados civis.
http://www.forumdafamilia.com/peticao/
dos pais casados e viúvos em sede de IRS
Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República
Exmo Senhor Primeiro-Ministro
Exmo Senhor Ministro das Finanças
O código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.000 Eur por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa, entre outros.
Considerando que:
1 –Sendo certo que o casamento goza de garantia institucional específica na nossa ordem constitucional, é verdade também que nenhum cidadão pode ser discriminado em função do seu estado civil;
2 – Por outro lado, verifica-se que o estado civil vem sendo tornado cada vez menos relevante em uma série de situações da vida, tendo mesmo sido eliminado no novo “Cartão do Cidadão”, que visa substituir o Bilhete de Identidade e outros cartões;
3 – A injustiça desta discriminação em sede de IRS foi já reconhecida publicamente pelo actual Ministro das Finanças no programa “Prós e Contras” promovido pela RTP1 no passado dia 6 de Novembro de 2006, como pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=f-e5FtLczYU;
4 – Esta injustiça fiscal produz ainda efeitos sociais gravíssimos na medida em que é geradora de incentivos perversos sobre a estrutura familiar, potenciando a sua instabilidade.
5 – Esta situação afecta cidadãos independentemente da sua ideologia política e simpatia partidária, não tendo sido ainda resolvida pelos governos anteriores, de várias cores políticas, não sendo, portanto, uma questão de ordem ideológica ou político-partidária;
6 – Sendo, actualmente, o número de crianças e jovens filhos de pais casados ou viúvos igual a metade do seu número total, isto é, igual ao número de crianças e jovens de pais com outros estados civis, esta questão pode ser resolvida sem qualquer encargo adicional para o Estado, fazendo com que todos os pais, independentemente do seu estado civil, possam deduzir metade do valor actualmente permitido apenas para os pais não casados ou não viúvos;
Os cidadãos abaixo enumerados reclamam que:
- A partir do próximo Orçamento do Estado, os pais casados ou viúvos possam ter, relativamente aos encargos com filhos, o direito às mesmas deduções no IRS que os pais com outros estados civis.
http://www.forumdafamilia.com/peticao/
sexta-feira, 11 de março de 2011
OS LAÇOS AFECTIVOS ESTÃO ACIMA DE TUDO O RESTO! (AOS PARTIDÁRIOS DA RESIDÊNCIA ALTERNADA)
Os partidários da RA (Residência Alternada) costumam argumentar que não é o lugar onde a criança sempre viveu que conta, mas os laços afectivos.
Eu nisso estou de acordo, e até digo mais: não é o lugar que conta, mas o saber que não se perdem esses laços afectivos.
Dito isto, penso que todos perceberam que não há razão de ser para se impingir uma Residência Alternada quando um dos pais (geralmente a mãe, em busca de uma melhor situação, ou seguindo um novo companheiro, como ela fez -assim acontece na generalidade- com o seu ex) se vê obrigado a partir para um outro lugar, vendo-se a criança obrigada a ficar no lugar onde sempre viveu, sabendo que esse lugar lhe diz menos do que os laços que construiu, desde muito cedo, com esse pai (que, no caso que vos exemplifiquei, e que representa a grande maioria dos casos, é a mãe).
Existe, como podeis ver, um contrasenso no discurso dos partidários da RA. Por um lado, dizem que conta mais os laços que se constrói com ambos os pais, do que uma única residência. Por outro, impingem a RA, como se a residência (que agora são duas) fosse mais importante do que os laços afectivos que um filho estabeleceu com a mãe, muito antes de se construirem os laços afectivos com o pai.
E porque a residência alternada é muito mais importante do que o bem-estar e a felicidade do um filho, muitas crianças se vêem, de um dia para o outro, separadas (umas por breves períodos -que, para elas, é longo- outras por um período maior, visto a mãe viver num lugar mais distante, quiçá noutro país) da pessoa que para elas era a principal referência.
Sois vós que os dizeis, meus senhores: os laços afectivos contam, e não podem nem devem ser quebrados. Muito menos afectados.
Só que dizeis uma coisa, e fazeis outra.
Ou talvez não saibais mais o que dizeis, nem o que fazeis...
Quantas crianças e quantas mães foram já sacrificadas?
Quanto sofrimento ainda nos espera?
Senhor, afasta de nós esse cálice!
Eu nisso estou de acordo, e até digo mais: não é o lugar que conta, mas o saber que não se perdem esses laços afectivos.
Dito isto, penso que todos perceberam que não há razão de ser para se impingir uma Residência Alternada quando um dos pais (geralmente a mãe, em busca de uma melhor situação, ou seguindo um novo companheiro, como ela fez -assim acontece na generalidade- com o seu ex) se vê obrigado a partir para um outro lugar, vendo-se a criança obrigada a ficar no lugar onde sempre viveu, sabendo que esse lugar lhe diz menos do que os laços que construiu, desde muito cedo, com esse pai (que, no caso que vos exemplifiquei, e que representa a grande maioria dos casos, é a mãe).
Existe, como podeis ver, um contrasenso no discurso dos partidários da RA. Por um lado, dizem que conta mais os laços que se constrói com ambos os pais, do que uma única residência. Por outro, impingem a RA, como se a residência (que agora são duas) fosse mais importante do que os laços afectivos que um filho estabeleceu com a mãe, muito antes de se construirem os laços afectivos com o pai.
E porque a residência alternada é muito mais importante do que o bem-estar e a felicidade do um filho, muitas crianças se vêem, de um dia para o outro, separadas (umas por breves períodos -que, para elas, é longo- outras por um período maior, visto a mãe viver num lugar mais distante, quiçá noutro país) da pessoa que para elas era a principal referência.
Sois vós que os dizeis, meus senhores: os laços afectivos contam, e não podem nem devem ser quebrados. Muito menos afectados.
Só que dizeis uma coisa, e fazeis outra.
Ou talvez não saibais mais o que dizeis, nem o que fazeis...
Quantas crianças e quantas mães foram já sacrificadas?
Quanto sofrimento ainda nos espera?
Senhor, afasta de nós esse cálice!
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terça-feira, 8 de março de 2011
A GREVE DAS MULHERES!
Não sendo o telefilme de que vos falava ontem, parece contudo ser igualmente interessante, para discussão.
É que, embora eu ache que a mulher deve exigir igualdade (pelo menos ser igualmente respeitada), sou da opinião que não se pode ser igualmente pago.
Como professora, sei que os alunos são avaliados conforme o seu rendimento e a sua evolução. Não podem todos ter a mesma avaliação.
O mesmo acontece com os trabalhadores, sejam homens ou mulheres. Se, em certos casos o homem rende mais (sobretudo em trabalhos que exigem força física), e portanto serão melhor pagos, noutros será a mulher.
Depois há o caso da mulher grávida e da que fica alguns meses ou alguns anos em casa, para se ocupar do(s) filho(s). Acho que primeiro estão os filhos, e que o justo é que ela possa regressar ao trabalho, retomando o ponto em que estava. Claro que outros, os que permaneceram lá, terão avançado, e ganharão melhor.
Não deve, nestas circunstâncias, a mulher sentir-se desvalorizada nem deve ser menosprezada pelos colegas. Pelo contrário, estes devem dar-lhe todo o apoio para que ela possa também progredir. Mas tudo a seu tempo.
NÃO VOS ESQUEÇAIS:
NÃO PODE NUNCA HAVER UMA IGUALDADE ABSOLUTA, POIS QUE ELA É RELATIVA!
O QUE SE EXIGE, E DEVEMOS SEMPRE EXIGIR É QUE, INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER DIFERENÇA (QUE AS HÁ, E SEMPRE HAVERÁ), SEJAMOS IGUALMENTE RESPEITADOS!
EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA IGUALDADE!
É que, embora eu ache que a mulher deve exigir igualdade (pelo menos ser igualmente respeitada), sou da opinião que não se pode ser igualmente pago.
Como professora, sei que os alunos são avaliados conforme o seu rendimento e a sua evolução. Não podem todos ter a mesma avaliação.
O mesmo acontece com os trabalhadores, sejam homens ou mulheres. Se, em certos casos o homem rende mais (sobretudo em trabalhos que exigem força física), e portanto serão melhor pagos, noutros será a mulher.
Depois há o caso da mulher grávida e da que fica alguns meses ou alguns anos em casa, para se ocupar do(s) filho(s). Acho que primeiro estão os filhos, e que o justo é que ela possa regressar ao trabalho, retomando o ponto em que estava. Claro que outros, os que permaneceram lá, terão avançado, e ganharão melhor.
Não deve, nestas circunstâncias, a mulher sentir-se desvalorizada nem deve ser menosprezada pelos colegas. Pelo contrário, estes devem dar-lhe todo o apoio para que ela possa também progredir. Mas tudo a seu tempo.
NÃO VOS ESQUEÇAIS:
NÃO PODE NUNCA HAVER UMA IGUALDADE ABSOLUTA, POIS QUE ELA É RELATIVA!
O QUE SE EXIGE, E DEVEMOS SEMPRE EXIGIR É QUE, INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER DIFERENÇA (QUE AS HÁ, E SEMPRE HAVERÁ), SEJAMOS IGUALMENTE RESPEITADOS!
EIS O VERDADEIRO SENTIDO DA IGUALDADE!
NO DIA DA MULHER... FALA-SE DO HOMEM!
Isto no programa "Maternelles", que costuma dar todas as manhãs no canal 5, aqui em França!
Deve ser porque também é "Mardi Gras" (seria, nesse caso, uma piada de mau gosto?!) e, ainda por cima, inauguramos também hoje a nova televisão numérica que, a meu ver, não faz diferença da anterior.
Pergunto-me como é que num programa diário resolvem falar do novo pai logo hoje, no dia dedicado à Mulher!
Dizia, a alturas tantas, uma das intervenientes que uma mulher não tem de se sentir culpada por ir trabalhar muito cedo deixando um filho de tenra idade aos cuidados de outros, nomeadamente do pai, pois -assim o garantia a entrevistada- a criança não se ressente em nada da ausência da mãe.
Ora, tendo em conta que cada mulher é diferente, e que cada uma deve ter ESCOLHA NA MATÉRIA, acho que não é muito apropriado dar conselhos que vão contra aquilo em que a maioria de nós acredita. Acreditamos que devemos dar UM lugar ao pai, mas não O NOSSO lugar!
Pelo bem dos nossos filhos que, em tenra idade, precisam de ser maternizados, sendo que a mãe é de todas as pessoas -repare-se que eu não excluo ninguém-, a MELHOR para o fazer! Salvo algumas excepções, claro...
Repare-se que mesmo as crianças que são maternizadas por outros, nomeadamente pelo pai, buscam refúgio na mãe, quando a situação ou outras pessoas lhe são estranhas e lhe causam medo.
Isto, no dizer de muitos profissionais, significa que, mesmo não sendo ela quem cuida mais da criança, é ela a principal figura de referência. Por outras palavras, o ser outra pessoa a cuidar da criança não muda em nada esta VERDADE UNIVERSAL.
Hoje, mais do que nunca, se faz necessário este dia comemorativo, para lembrar a todos e a todas que temos sempre um VOTO NA MATÉRIA, e um DIREITO DE ESCOLHA, principalmente no que se refere a NOSSA gravidez, o NOSSO parto e os primeiros anos de vida dos nossos filhos, já que somos figuras essenciais nestas etapas, e, sem dúvida alguma, a sua principal figura de referência.
Se acaso ainda há quem não entenda este princípio, fazemos como as outras, no filme que eu vi ontem à noite: uma greve!
E quando digo greve, digo uma verdadeira mobilização!
Não haveria mulher alguma (nem a maezinha, nem a chérie, nem a mulher ou a ex-mulher,...), não haveria uma sequer para dar apoio ao homem, que acha que o nosso lugar também é o dele, tal como o fazem os pássaros e os peixes. Os mamíferos não o fazem assim, mas nós, mesmo o sendo, somos à força uma excepção.
A ver se encontro esse telefilme, que vi no canal TF1.
O quanto eu me ri.
Entretanto deixo-vos aqui um pequeno relato e esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Eis um pequeno relato:
Dans la maison de la Charmeraie, Suzie exerce sa passion pour la peinture dans son atelier tandis que Franck, ancien pilote, est sur le point de signer un important contrat pour son invention de moteur électrique.
Alors que Suzie et ses amies n'ont que trois semaines pour préparer leur exposition de peinture dans l'atelier, Franck décide de le réquisitionner. Bien décidées à ne pas se laisser faire, Suzie, Cécile, Sonia et Hélène vont lancer une «grève des femmes» qui va bientôt gagner tout le village de Saint-Vernet.
Deve ser porque também é "Mardi Gras" (seria, nesse caso, uma piada de mau gosto?!) e, ainda por cima, inauguramos também hoje a nova televisão numérica que, a meu ver, não faz diferença da anterior.
Pergunto-me como é que num programa diário resolvem falar do novo pai logo hoje, no dia dedicado à Mulher!
Dizia, a alturas tantas, uma das intervenientes que uma mulher não tem de se sentir culpada por ir trabalhar muito cedo deixando um filho de tenra idade aos cuidados de outros, nomeadamente do pai, pois -assim o garantia a entrevistada- a criança não se ressente em nada da ausência da mãe.
Ora, tendo em conta que cada mulher é diferente, e que cada uma deve ter ESCOLHA NA MATÉRIA, acho que não é muito apropriado dar conselhos que vão contra aquilo em que a maioria de nós acredita. Acreditamos que devemos dar UM lugar ao pai, mas não O NOSSO lugar!
Pelo bem dos nossos filhos que, em tenra idade, precisam de ser maternizados, sendo que a mãe é de todas as pessoas -repare-se que eu não excluo ninguém-, a MELHOR para o fazer! Salvo algumas excepções, claro...
Repare-se que mesmo as crianças que são maternizadas por outros, nomeadamente pelo pai, buscam refúgio na mãe, quando a situação ou outras pessoas lhe são estranhas e lhe causam medo.
Isto, no dizer de muitos profissionais, significa que, mesmo não sendo ela quem cuida mais da criança, é ela a principal figura de referência. Por outras palavras, o ser outra pessoa a cuidar da criança não muda em nada esta VERDADE UNIVERSAL.
Hoje, mais do que nunca, se faz necessário este dia comemorativo, para lembrar a todos e a todas que temos sempre um VOTO NA MATÉRIA, e um DIREITO DE ESCOLHA, principalmente no que se refere a NOSSA gravidez, o NOSSO parto e os primeiros anos de vida dos nossos filhos, já que somos figuras essenciais nestas etapas, e, sem dúvida alguma, a sua principal figura de referência.
Se acaso ainda há quem não entenda este princípio, fazemos como as outras, no filme que eu vi ontem à noite: uma greve!
E quando digo greve, digo uma verdadeira mobilização!
Não haveria mulher alguma (nem a maezinha, nem a chérie, nem a mulher ou a ex-mulher,...), não haveria uma sequer para dar apoio ao homem, que acha que o nosso lugar também é o dele, tal como o fazem os pássaros e os peixes. Os mamíferos não o fazem assim, mas nós, mesmo o sendo, somos à força uma excepção.
A ver se encontro esse telefilme, que vi no canal TF1.
O quanto eu me ri.
Entretanto deixo-vos aqui um pequeno relato e esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Eis um pequeno relato:
Dans la maison de la Charmeraie, Suzie exerce sa passion pour la peinture dans son atelier tandis que Franck, ancien pilote, est sur le point de signer un important contrat pour son invention de moteur électrique.
Alors que Suzie et ses amies n'ont que trois semaines pour préparer leur exposition de peinture dans l'atelier, Franck décide de le réquisitionner. Bien décidées à ne pas se laisser faire, Suzie, Cécile, Sonia et Hélène vont lancer une «grève des femmes» qui va bientôt gagner tout le village de Saint-Vernet.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
MAMAN TRAVAILLE... À LA MAISON! (UNE TRÈS BONNE NOUVELLE TENDANCE)
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Pour tout savoir, je vous conseille d'allez voir sur le site http://www.mompreneurs.fr/
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terça-feira, 1 de março de 2011
EVITAM-SE!
Por norma, as coisas más, não as boas.
Assim, evita-se tudo o que nos possa fazer mal, tal como certos excessos e tudo aquilo a que chamamos de vícios.
Evita-se, se possível, ficar doente. E não podendo evitar a morte, evita-se que ela chegue em má hora, em plena flor da idade.
(nós mulheres evitaríamos, se pudessemos, passar por certas coisas, mas, não podendo evitar, fazemos de tudo para que tal não nos estrague o dia, com os olhos postos em dias melhores... mesmo sabendo que lá passaremos de novo pelo mesmo -não o podemos evitar- e, novamente, teremos de saber passar por cima).
Evita-se causar o mal aos outros, tal como evitamos causá-lo a nós próprios ou que outros no-lo causem. Quando o fazemos, pedimos desculpa, mas diz o povo que "as desculpas não se pedem, evitam-se!". Isto para evitarmos causar esse mesmo mal à pessoa, numa próxima vez.
Seja como for, não temos por princípio evitar as coisas boas.
Lembrem-me, então, porque se evita tanto ter (mais) filhos.
Não estamos a falar de nenhum vício, de alguma doença ou mesmo da morte, creio eu...
Alguns dirão que não fazem (mais) filhos para evitar fazê-los sofrer, pois estes merecem as melhores condições. Sei de crianças que vivem em fracas condições e, ainda assim, são felizes. Essas têm tudo: o amor de uma mãe e de um pai.
Desculpem-me se ofendo alguém, mas não posso evitar de o dizer: as desculpas que dais não servem para nada! Evitam-se.
Assim, evita-se tudo o que nos possa fazer mal, tal como certos excessos e tudo aquilo a que chamamos de vícios.
Evita-se, se possível, ficar doente. E não podendo evitar a morte, evita-se que ela chegue em má hora, em plena flor da idade.
(nós mulheres evitaríamos, se pudessemos, passar por certas coisas, mas, não podendo evitar, fazemos de tudo para que tal não nos estrague o dia, com os olhos postos em dias melhores... mesmo sabendo que lá passaremos de novo pelo mesmo -não o podemos evitar- e, novamente, teremos de saber passar por cima).
Evita-se causar o mal aos outros, tal como evitamos causá-lo a nós próprios ou que outros no-lo causem. Quando o fazemos, pedimos desculpa, mas diz o povo que "as desculpas não se pedem, evitam-se!". Isto para evitarmos causar esse mesmo mal à pessoa, numa próxima vez.
Seja como for, não temos por princípio evitar as coisas boas.
Lembrem-me, então, porque se evita tanto ter (mais) filhos.
Não estamos a falar de nenhum vício, de alguma doença ou mesmo da morte, creio eu...
Alguns dirão que não fazem (mais) filhos para evitar fazê-los sofrer, pois estes merecem as melhores condições. Sei de crianças que vivem em fracas condições e, ainda assim, são felizes. Essas têm tudo: o amor de uma mãe e de um pai.
Desculpem-me se ofendo alguém, mas não posso evitar de o dizer: as desculpas que dais não servem para nada! Evitam-se.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
LES ENFANTS DE L'ESPOIR!
Une association pour défendre le droit des mères, mêmes violées, à élever leur enfant.
Voilà l'histoire d'une femme. Sa mère, toxico, la laisse chez ses grands-parents.
Mais sa grand-mère devient très malade et la fille est placée dans un foyer. Elle a alors 7 ans.
Plusieurs fois elle s'enfuit pour aller rejoindre sa grand-mère, et plusieurs fois on la fait revenir au foyer. En 2001, sa grand-mère meurt.
Alors elle décide de chercher sa mère, et va voir son compagnon. Elle a 14 ans.
Sa mère, elle ne la voit pas, mais le compagnon la fait prisionnière, en disant que se sera elle à payer le fait que sa mère l'ait abandonné. Il la tape et la viole pendant 5 mois.
Au moment où l'homme est arrêté, les gendarmes découvrent la jeune fille enfermée dans une cage de 1 ou 2 mètres carrés.
Elle est ammenée à l´hôpital où on lui dit qu'elle est enceinte de trois mois. On essaye de la persuader d'abandonner l'enfant à la naissance, d'accoucher sous X et de le faire adopter. Mais il est hors de question pour la jeune fille d'abandonner son bébé, comme sa mère lui a fait.
Elle est, donc, placée dans un foyer de jeunes mères, et donne naissance à une petite fille. "Je l'ai aimée tout de suite comme une folle!"
Mais, quand l'enfant à dix-huit mois, on l'a place dans une famille d'accueil. Dans son intérêt, dit la justice.
Depuis, cette femme de 24 ans, qui vit une vie stable avec son compagnon et leurs trois fils -ce sont trois garçons- essaye de récuperer cette fille qu'on lui a enlevé, sous pretexte qu'il serait trop dur pour elle de vivre avec la fille de son violeur.
"C'est vrai que ... lui ressemble, mais ce n'est tout de même pas sa faute à elle!", elle crie. "ce n'est pas à ... de trinquer à cause de lui!" (son violeur, le père de sa fille).
Et voilà la lutte de cette maman courageuse. Une maman qui n'a jamais pensé à abandonner l'enfant de son violeur. Une maman que la justice ne laisse pas voir sa fille qu'un weekend par mois.
Elle est décidé à fonder l'association "les enfants de l'espoir", convaincue que ses enfants ne doivent pas payer l'erreur de leur père. Ils ont le droit à être aimés, et cette jeune maman est un bon exemple.
Tous ceux qui on eu une expérience semblable, peuvent la joindre dans cette adresse mail:
scandale@voila.fr
FONTE: Le Nouveau Detective nº1484
Voilà l'histoire d'une femme. Sa mère, toxico, la laisse chez ses grands-parents.
Mais sa grand-mère devient très malade et la fille est placée dans un foyer. Elle a alors 7 ans.
Plusieurs fois elle s'enfuit pour aller rejoindre sa grand-mère, et plusieurs fois on la fait revenir au foyer. En 2001, sa grand-mère meurt.
Alors elle décide de chercher sa mère, et va voir son compagnon. Elle a 14 ans.
Sa mère, elle ne la voit pas, mais le compagnon la fait prisionnière, en disant que se sera elle à payer le fait que sa mère l'ait abandonné. Il la tape et la viole pendant 5 mois.
Au moment où l'homme est arrêté, les gendarmes découvrent la jeune fille enfermée dans une cage de 1 ou 2 mètres carrés.
Elle est ammenée à l´hôpital où on lui dit qu'elle est enceinte de trois mois. On essaye de la persuader d'abandonner l'enfant à la naissance, d'accoucher sous X et de le faire adopter. Mais il est hors de question pour la jeune fille d'abandonner son bébé, comme sa mère lui a fait.
Elle est, donc, placée dans un foyer de jeunes mères, et donne naissance à une petite fille. "Je l'ai aimée tout de suite comme une folle!"
Mais, quand l'enfant à dix-huit mois, on l'a place dans une famille d'accueil. Dans son intérêt, dit la justice.
Depuis, cette femme de 24 ans, qui vit une vie stable avec son compagnon et leurs trois fils -ce sont trois garçons- essaye de récuperer cette fille qu'on lui a enlevé, sous pretexte qu'il serait trop dur pour elle de vivre avec la fille de son violeur.
"C'est vrai que ... lui ressemble, mais ce n'est tout de même pas sa faute à elle!", elle crie. "ce n'est pas à ... de trinquer à cause de lui!" (son violeur, le père de sa fille).
Et voilà la lutte de cette maman courageuse. Une maman qui n'a jamais pensé à abandonner l'enfant de son violeur. Une maman que la justice ne laisse pas voir sa fille qu'un weekend par mois.
Elle est décidé à fonder l'association "les enfants de l'espoir", convaincue que ses enfants ne doivent pas payer l'erreur de leur père. Ils ont le droit à être aimés, et cette jeune maman est un bon exemple.
Tous ceux qui on eu une expérience semblable, peuvent la joindre dans cette adresse mail:
scandale@voila.fr
FONTE: Le Nouveau Detective nº1484
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A JUSTIÇA É QUE SABE!
Elaine César, actriz brasileira, perde a guarda do filho de 3 anos para o seu ex-marido, pai da criança.
A notícia é do passado mês de Dezambro. A actriz ficou sem a guarda do filho
supostamente por trabalhar num teatro considerado "pornográfico", expondo-o a cenas pouco próprias.
Ora, pelo que li, esta mãe é directora de vídeos.
Não percebi se faz parte do elenco.
Consta igualmente que se encontrava grávida do seu actual marido, e que lhe havia sido diagnosticado um linfoma.
Eu não sei até que ponto a criança esteve exposta a cenas não muito próprias para a idade, mas ninguém diz nada de um pai tomar banho com o filho ou a filha completamente nú (se calhar este até é um desses...).
Acho que são demasiadas fatalidades para uma mãe.
Estou-me a lembrar de um outro caso, de uma outra mulher que, na altura, também se encontrava grávida do actual companheiro e que foi impedida pela Justiça de ir ter com ele e levar consigo os seus outros filhos, que, aliás, viviam com ela, pelo facto de que perderiam o contacto que tinham até então com o pai.
Pergunto-me o que fez essa mulher? Foi ter com o companheiro, deixando os filhos com o seu ex-marido, ou permameceu com eles, mas longe do actual companheiro, o pai do filho que esperava. Ou será que este se viu obrigado a deixar o país de onde era originário e onde trabalhava para vir ter com ela, deixando os seus filhos -calculo que teria filhos- para trás?
Em nome do Superior Interesse de uns filhos (julgam eles estar a agir de forma apropiada) sacrifica-se o Superior Interesse de outros: ainda que não tenham nascido, estes seres precisam, acima de tudo, que a mãe se encontre bem física e psicológicamente.
Em casos de grande stress, uma mulher grávida pode vir a abortar, ou a não ter leite para amamntar o recém-nascido. Isto para não falar que também este pode vir a ter inúmeros problemas, já que esteve submetido a um ambiente stressante ainda antes de ter nascido. Tudo em nome do seu Superior Interesse, claro.
Pelo que podemos ver nos últimos tempos, a Justiça tem feito de tudo para fragilizar as mulheres, não pensando nem um pouco que aquilo que lhes fazem, fazem-no aos filhos, particularmente quando estes se encontram numa idade em que estão muito dependentes da mãe, como é o caso de um feto e das crianças pequenas.
Há uma criança de apenas 3 anos que chora pela mãe.
É esse o amor de pai, tão proclamado?
É do seu Superior Interesse que passe os dias e as noites a chorar?
Isso passa, dirão alguns.
Errado: isso fica!
É um trauma que a criança terá de levar consigo por toda a vida e que se irá repercutir na sua vida futura.
Ainda estais em tempo de corrigir os vossos erros.
A notícia é do passado mês de Dezambro. A actriz ficou sem a guarda do filho
supostamente por trabalhar num teatro considerado "pornográfico", expondo-o a cenas pouco próprias.
Ora, pelo que li, esta mãe é directora de vídeos.
Não percebi se faz parte do elenco.
Consta igualmente que se encontrava grávida do seu actual marido, e que lhe havia sido diagnosticado um linfoma.
Eu não sei até que ponto a criança esteve exposta a cenas não muito próprias para a idade, mas ninguém diz nada de um pai tomar banho com o filho ou a filha completamente nú (se calhar este até é um desses...).
Acho que são demasiadas fatalidades para uma mãe.
Estou-me a lembrar de um outro caso, de uma outra mulher que, na altura, também se encontrava grávida do actual companheiro e que foi impedida pela Justiça de ir ter com ele e levar consigo os seus outros filhos, que, aliás, viviam com ela, pelo facto de que perderiam o contacto que tinham até então com o pai.
Pergunto-me o que fez essa mulher? Foi ter com o companheiro, deixando os filhos com o seu ex-marido, ou permameceu com eles, mas longe do actual companheiro, o pai do filho que esperava. Ou será que este se viu obrigado a deixar o país de onde era originário e onde trabalhava para vir ter com ela, deixando os seus filhos -calculo que teria filhos- para trás?
Em nome do Superior Interesse de uns filhos (julgam eles estar a agir de forma apropiada) sacrifica-se o Superior Interesse de outros: ainda que não tenham nascido, estes seres precisam, acima de tudo, que a mãe se encontre bem física e psicológicamente.
Em casos de grande stress, uma mulher grávida pode vir a abortar, ou a não ter leite para amamntar o recém-nascido. Isto para não falar que também este pode vir a ter inúmeros problemas, já que esteve submetido a um ambiente stressante ainda antes de ter nascido. Tudo em nome do seu Superior Interesse, claro.
Pelo que podemos ver nos últimos tempos, a Justiça tem feito de tudo para fragilizar as mulheres, não pensando nem um pouco que aquilo que lhes fazem, fazem-no aos filhos, particularmente quando estes se encontram numa idade em que estão muito dependentes da mãe, como é o caso de um feto e das crianças pequenas.
Há uma criança de apenas 3 anos que chora pela mãe.
É esse o amor de pai, tão proclamado?
É do seu Superior Interesse que passe os dias e as noites a chorar?
Isso passa, dirão alguns.
Errado: isso fica!
É um trauma que a criança terá de levar consigo por toda a vida e que se irá repercutir na sua vida futura.
Ainda estais em tempo de corrigir os vossos erros.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
TODOS OS HOMENS BATEM NAS MULHERES!
Pelo que descobri hoje, diz-se no Brasil que "todos os homens batem nas mulheres: os do povo, com os punhos; os burgueses, com as leis".
Entretanto encontrei uma estatística que revela que, em brigas conjugais, as mulheres são as que mais batem.
Em brigas, tudo pode emergir.
Ninguém mais dá conta do que diz, ou do que faz.
Se as mulheres são, de facto, as que mais batem, podemos pôr três ou quatro hipóteses:
1ª- elas estão completamente fora de si, sem qualquer razão;
2ª- elas estão no limite daquilo que podem suportar;
3ª- elas estão num período de grande alteração hormonal que condiciona as suas atitudes (não é desculpa, assim o dizem, mas acontece);
4ª- elas batem para se defender, ou defender os filhos.
Falta dizer que, em termos de violência conjugal, as mulheres ainda são as principais vítimas, sendo que, regra geral, elas apanham por um nada, pois nem sequer ousaram abrir a boca, muitas vezes para poupar os filhos.
Regra geral, este tipo de violência encontra-se ligada a uma quantidade de vícios (drogas, álcool, jogo,...) sendo que uma boa parte dos agressores provém de um ambiente familiar em que existia violência e maus-tratos.
Embora não sendo regra, a verdade é que filhos oriúndos de tais ambientes podem vir a perpectuar a sua vivência, pelo exemplo que trazem e pelo trauma que isso lhes causou, daí que eu defenda que um filho não deve ser confiado à guarda de um pai ou uma mãe que se mostrou violento para com o outro cônjuge.
A passagem do pátrio poder para o poder parental é um tanto ou quanto ilusório, sobretudo quando nos apercebemos que da violência directa (através dos punhos) passamos para a violência indirecta (através das leis).
Numa e noutra se impõe um tom autoritário.
Se reparades, em quase todas as reinvindicações vindas das associações de pais (maioritariamente compostas por homens, sendo que no grupo das mulheres encontramos maioritariamente as madrastas e os elementos do grupo familiar paterno) aparece a interjeição "JÁ!".
Se isto não é uma ordem, é o quê?!
Eu digo-vos: a isto chama-se BATER.
Entretanto encontrei uma estatística que revela que, em brigas conjugais, as mulheres são as que mais batem.
Em brigas, tudo pode emergir.
Ninguém mais dá conta do que diz, ou do que faz.
Se as mulheres são, de facto, as que mais batem, podemos pôr três ou quatro hipóteses:
1ª- elas estão completamente fora de si, sem qualquer razão;
2ª- elas estão no limite daquilo que podem suportar;
3ª- elas estão num período de grande alteração hormonal que condiciona as suas atitudes (não é desculpa, assim o dizem, mas acontece);
4ª- elas batem para se defender, ou defender os filhos.
Falta dizer que, em termos de violência conjugal, as mulheres ainda são as principais vítimas, sendo que, regra geral, elas apanham por um nada, pois nem sequer ousaram abrir a boca, muitas vezes para poupar os filhos.
Regra geral, este tipo de violência encontra-se ligada a uma quantidade de vícios (drogas, álcool, jogo,...) sendo que uma boa parte dos agressores provém de um ambiente familiar em que existia violência e maus-tratos.
Embora não sendo regra, a verdade é que filhos oriúndos de tais ambientes podem vir a perpectuar a sua vivência, pelo exemplo que trazem e pelo trauma que isso lhes causou, daí que eu defenda que um filho não deve ser confiado à guarda de um pai ou uma mãe que se mostrou violento para com o outro cônjuge.
A passagem do pátrio poder para o poder parental é um tanto ou quanto ilusório, sobretudo quando nos apercebemos que da violência directa (através dos punhos) passamos para a violência indirecta (através das leis).
Numa e noutra se impõe um tom autoritário.
Se reparades, em quase todas as reinvindicações vindas das associações de pais (maioritariamente compostas por homens, sendo que no grupo das mulheres encontramos maioritariamente as madrastas e os elementos do grupo familiar paterno) aparece a interjeição "JÁ!".
Se isto não é uma ordem, é o quê?!
Eu digo-vos: a isto chama-se BATER.
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