Se Jesus Cristo aceitou o seu sofrimento por todos nós, isso não significa que todo e qualquer sofrimento é aceitável.
Quando vejo alguns homens flagelar-se e serem pregados na cruz, tal como o foi Jesus Cristo, pergunto-me se é de facto isso que Deus quer.
Não quererá ele somente que vivamos em paz uns com os outros, e que nos amemos e respeitemos como Ele o fez connosco?
Quando eu era ainda miúda e vivia ainda no colégio, queria (eu e outras miúdas) fazer jejum nesta época, porque achava que assim era devido, mas a irmã não nos permitia. Esse sacrifício não nos era exigido, tanto mais que estávamos em período de crescimento, acrescido das exigências escolares.
Não, nada de jejum. Mas podìamos abstermo-nos de comer doces, de ver um programna que quisessemos tanto, ou coisas assim. Podíamos, e devíamos.
Sobretudo, a ideia era que fizessemos uma introspecção, e tentassemos corrigir aquilo que encontrassemos de mal em nós, de forma a nos tornarmos pessoas melhores.
Jesus Cristo nunca fez exigências. Sempre pediu que amassemos o próximo como a nós próprios.
Ele tinha um amor muito especial pelos mais pequeninos. "Deixai vir a mim as criancinhas", assim o disse.
Nunca, em tempo algum, Ele faria as exigências que hoje se fazem, em nome delas. Ele sim, teria sempre como princípio o Superior Interesse da Criança, em nada equiparável ao que é representado nas leis e ostentado pelos tribunais.
Há sacrifícios e sacrifícios.
Não se pede que os nossos filhos sejam os sacrificados.
NOTA:
Lembro que tenho petições nesta página, à vossa direita.
Em nome das nossas crianças.
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
OS LAÇOS AFECTIVOS ESTÃO ACIMA DE TUDO O RESTO! (AOS PARTIDÁRIOS DA RESIDÊNCIA ALTERNADA)
Os partidários da RA (Residência Alternada) costumam argumentar que não é o lugar onde a criança sempre viveu que conta, mas os laços afectivos.
Eu nisso estou de acordo, e até digo mais: não é o lugar que conta, mas o saber que não se perdem esses laços afectivos.
Dito isto, penso que todos perceberam que não há razão de ser para se impingir uma Residência Alternada quando um dos pais (geralmente a mãe, em busca de uma melhor situação, ou seguindo um novo companheiro, como ela fez -assim acontece na generalidade- com o seu ex) se vê obrigado a partir para um outro lugar, vendo-se a criança obrigada a ficar no lugar onde sempre viveu, sabendo que esse lugar lhe diz menos do que os laços que construiu, desde muito cedo, com esse pai (que, no caso que vos exemplifiquei, e que representa a grande maioria dos casos, é a mãe).
Existe, como podeis ver, um contrasenso no discurso dos partidários da RA. Por um lado, dizem que conta mais os laços que se constrói com ambos os pais, do que uma única residência. Por outro, impingem a RA, como se a residência (que agora são duas) fosse mais importante do que os laços afectivos que um filho estabeleceu com a mãe, muito antes de se construirem os laços afectivos com o pai.
E porque a residência alternada é muito mais importante do que o bem-estar e a felicidade do um filho, muitas crianças se vêem, de um dia para o outro, separadas (umas por breves períodos -que, para elas, é longo- outras por um período maior, visto a mãe viver num lugar mais distante, quiçá noutro país) da pessoa que para elas era a principal referência.
Sois vós que os dizeis, meus senhores: os laços afectivos contam, e não podem nem devem ser quebrados. Muito menos afectados.
Só que dizeis uma coisa, e fazeis outra.
Ou talvez não saibais mais o que dizeis, nem o que fazeis...
Quantas crianças e quantas mães foram já sacrificadas?
Quanto sofrimento ainda nos espera?
Senhor, afasta de nós esse cálice!
Eu nisso estou de acordo, e até digo mais: não é o lugar que conta, mas o saber que não se perdem esses laços afectivos.
Dito isto, penso que todos perceberam que não há razão de ser para se impingir uma Residência Alternada quando um dos pais (geralmente a mãe, em busca de uma melhor situação, ou seguindo um novo companheiro, como ela fez -assim acontece na generalidade- com o seu ex) se vê obrigado a partir para um outro lugar, vendo-se a criança obrigada a ficar no lugar onde sempre viveu, sabendo que esse lugar lhe diz menos do que os laços que construiu, desde muito cedo, com esse pai (que, no caso que vos exemplifiquei, e que representa a grande maioria dos casos, é a mãe).
Existe, como podeis ver, um contrasenso no discurso dos partidários da RA. Por um lado, dizem que conta mais os laços que se constrói com ambos os pais, do que uma única residência. Por outro, impingem a RA, como se a residência (que agora são duas) fosse mais importante do que os laços afectivos que um filho estabeleceu com a mãe, muito antes de se construirem os laços afectivos com o pai.
E porque a residência alternada é muito mais importante do que o bem-estar e a felicidade do um filho, muitas crianças se vêem, de um dia para o outro, separadas (umas por breves períodos -que, para elas, é longo- outras por um período maior, visto a mãe viver num lugar mais distante, quiçá noutro país) da pessoa que para elas era a principal referência.
Sois vós que os dizeis, meus senhores: os laços afectivos contam, e não podem nem devem ser quebrados. Muito menos afectados.
Só que dizeis uma coisa, e fazeis outra.
Ou talvez não saibais mais o que dizeis, nem o que fazeis...
Quantas crianças e quantas mães foram já sacrificadas?
Quanto sofrimento ainda nos espera?
Senhor, afasta de nós esse cálice!
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domingo, 6 de fevereiro de 2011
ET C'EST ENCORE "MADAME" QUI DOIT SE SACRIFIER!
* 40 % des enfants N’ONT PAS MAINTENU DE LIENS réguliers avec le parent
qui n’avait pas la garde, à savoir le plus souvent LE PERE. 90% l’ont toutefois retrouvé plus tard.
* Après la séparation, le père ou la mère ont retrouvé UN PARTENAIRE, avec qui ils étaient d’ailleurs souvent déjà avant la séparation... Toutefois, beaucoup plus de MERES (34%) que de pères (16%) RESTENT SEULES après la séparation, afin de protéger les enfants ou par fidélité pour l’ex-mari. Beaucoup plus de mères encore que de pères n’ont pas eu d’autres enfants après la séparation.
* Le nouveau partenaire n’est pas facilement et rapidement accepté. Qu’il s’agisse d’un beau-père (46% d’opinions négatives) ou d’une belle-mère (58% d’opinion négatives) , tout contact est souvent catégoriquement refusé par l’enfant ou lorsqu’il y a contact, celui-ci est mauvais. La belle-mère … profite financièrement de la situation du père ou ne supporte pas que le père ait eu une vie familiale avant elle… Les rapports avec le beau-père ou la belle-mère peuvent pourtant être bons : « Il prend soin
de ma mère et se comporte comme un vrai papa avec mon petit frère qui ne connait pas notre père, et c'est un ami pour nous ».
FONTE: http://www.parent-solo.fr/
Eh bien, si 40% n'ont pas eu un contact régulier avec le parent qui n'avait pas la garde, ça veut dire -c'est notre conclusion- que 60% l'avaient! La réalité n'est pas donc ce qu'on en dit!
On le savait déjà, ce sont les hommes qui se remettent plus souvent et plus rapidement en couple. J'ai pourtant, lu quelque part que, de nos jours, ce sont plutôt les femmes qui demandent le divorce. Or, si ce n'est pas pour se remettre en couple avec quelqu'un d'autre, il se peut que ce soit parce que les choses n'allaient plus très bien dans le couple. Il se peut que ce soit la faute à tous les deux, mais il se peut aussi -dans un bon nombre de cas- que ce soit l'homme à donner le pretexte.
C'est au moment que l'homme se remet en couple, qu'il demande la garde partagée. Si ce n'est pas sur sa nouvelle compagne,l'homme peut toujours compter sur sa famille, particulièrement sa mère.
En regardant cette entrevue, si d'une part les enquêtés aimeraient que ses
parents ne s'etaient jamais séparés, d'une autre part ils estiment qu'ils ne doivent pas rester seuls. Pourtant, ils ont du mal à accepter leur beau-père ou belle-mère, et aimeraient que ses parents -souvent le père- ne se remettent tout de suite en couple.
Quoi que se soit, ils estiment qu'il serait bien de faire la garde alternée, les parents vivant dans la même ville. N'oublions pas que la plupart de ses enfants de parents divorcés avoue avoir toujours rêvé, au moins pendants quelques années, que ses parents se remettent en couple, donc c'est naturel qu'ils soient en accord avec cette modalité de garde.
Un bon nombre de femmes enquêtées, déjà mamans (elles-mêmes filles de parents divorcés) se dit pour la garde alternée. C'est bien intéressant, car on généralise l'idée que les mamans sont, dans la plupart des cas, contre, alors que ce n'est pas vrai.
Mais, on le sait bien, la garde alternée demande une bonne entente et que les deux se trouvent en proximité l'un de l'autre.
Je lis souvent bien de commentaires ou les nouvelles compagnes d'un homme disent que "madame" veut ceci et "madame" veut celà. Ces belles-mères se demandent pourquoi "madame" ne reste pas, son nouveau compagnon devant venir la rejoindre.
La loi dit que si un des parents démenage, les enfants seront à la garde de celui qui reste. Sachant que, dans la plupart des cas, c'est la femme qui accompagne l'homme, et très rarement le contraire, ça sera à "madame" de se sacrifier.
Et c'est "madame" -elle qui, dans d'autres cas bien connus, avait déjà sacrifié une carrière pour se dévouer à sa famille- qui doit retrouver le travail, parfois deux ou trois, pour permettre à ses enfants la vie qu'ils méritent. "Madame" n'a pas le temps de se remettre en couple, et même si elle le fait, elle n'a pas une vie aussi facile que monsieur.
Et cette vie, chère belle-mère, pourra bientôt être la vôtre.
Quelqu'une d'autre vous rapprochera ceci et cela, vous demandera ce qu'elle même ne veut pas faire. Eh oui, à vous "madame"!
On ne le sait jamais...
qui n’avait pas la garde, à savoir le plus souvent LE PERE. 90% l’ont toutefois retrouvé plus tard.
* Après la séparation, le père ou la mère ont retrouvé UN PARTENAIRE, avec qui ils étaient d’ailleurs souvent déjà avant la séparation... Toutefois, beaucoup plus de MERES (34%) que de pères (16%) RESTENT SEULES après la séparation, afin de protéger les enfants ou par fidélité pour l’ex-mari. Beaucoup plus de mères encore que de pères n’ont pas eu d’autres enfants après la séparation.
* Le nouveau partenaire n’est pas facilement et rapidement accepté. Qu’il s’agisse d’un beau-père (46% d’opinions négatives) ou d’une belle-mère (58% d’opinion négatives) , tout contact est souvent catégoriquement refusé par l’enfant ou lorsqu’il y a contact, celui-ci est mauvais. La belle-mère … profite financièrement de la situation du père ou ne supporte pas que le père ait eu une vie familiale avant elle… Les rapports avec le beau-père ou la belle-mère peuvent pourtant être bons : « Il prend soin
de ma mère et se comporte comme un vrai papa avec mon petit frère qui ne connait pas notre père, et c'est un ami pour nous ».
FONTE: http://www.parent-solo.fr/
Eh bien, si 40% n'ont pas eu un contact régulier avec le parent qui n'avait pas la garde, ça veut dire -c'est notre conclusion- que 60% l'avaient! La réalité n'est pas donc ce qu'on en dit!
On le savait déjà, ce sont les hommes qui se remettent plus souvent et plus rapidement en couple. J'ai pourtant, lu quelque part que, de nos jours, ce sont plutôt les femmes qui demandent le divorce. Or, si ce n'est pas pour se remettre en couple avec quelqu'un d'autre, il se peut que ce soit parce que les choses n'allaient plus très bien dans le couple. Il se peut que ce soit la faute à tous les deux, mais il se peut aussi -dans un bon nombre de cas- que ce soit l'homme à donner le pretexte.
C'est au moment que l'homme se remet en couple, qu'il demande la garde partagée. Si ce n'est pas sur sa nouvelle compagne,l'homme peut toujours compter sur sa famille, particulièrement sa mère.
En regardant cette entrevue, si d'une part les enquêtés aimeraient que ses
parents ne s'etaient jamais séparés, d'une autre part ils estiment qu'ils ne doivent pas rester seuls. Pourtant, ils ont du mal à accepter leur beau-père ou belle-mère, et aimeraient que ses parents -souvent le père- ne se remettent tout de suite en couple.
Quoi que se soit, ils estiment qu'il serait bien de faire la garde alternée, les parents vivant dans la même ville. N'oublions pas que la plupart de ses enfants de parents divorcés avoue avoir toujours rêvé, au moins pendants quelques années, que ses parents se remettent en couple, donc c'est naturel qu'ils soient en accord avec cette modalité de garde.
Un bon nombre de femmes enquêtées, déjà mamans (elles-mêmes filles de parents divorcés) se dit pour la garde alternée. C'est bien intéressant, car on généralise l'idée que les mamans sont, dans la plupart des cas, contre, alors que ce n'est pas vrai.
Mais, on le sait bien, la garde alternée demande une bonne entente et que les deux se trouvent en proximité l'un de l'autre.
Je lis souvent bien de commentaires ou les nouvelles compagnes d'un homme disent que "madame" veut ceci et "madame" veut celà. Ces belles-mères se demandent pourquoi "madame" ne reste pas, son nouveau compagnon devant venir la rejoindre.
La loi dit que si un des parents démenage, les enfants seront à la garde de celui qui reste. Sachant que, dans la plupart des cas, c'est la femme qui accompagne l'homme, et très rarement le contraire, ça sera à "madame" de se sacrifier.
Et c'est "madame" -elle qui, dans d'autres cas bien connus, avait déjà sacrifié une carrière pour se dévouer à sa famille- qui doit retrouver le travail, parfois deux ou trois, pour permettre à ses enfants la vie qu'ils méritent. "Madame" n'a pas le temps de se remettre en couple, et même si elle le fait, elle n'a pas une vie aussi facile que monsieur.
Et cette vie, chère belle-mère, pourra bientôt être la vôtre.
Quelqu'une d'autre vous rapprochera ceci et cela, vous demandera ce qu'elle même ne veut pas faire. Eh oui, à vous "madame"!
On ne le sait jamais...
sábado, 27 de novembro de 2010
PORQUE SOU CONTRA A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA
Eis a resposta que eu dei a um senhor que, num outro post, me acusa de ser egocêntrica, de ser anti-pai e de ser "alienadora":
Se quiser conhecer o meu caso, pode sempre ler o meu perfil, ou mesmo alguns dos meus posts.
Eu não anulo a figura do pai. Sou simplesmente contra toda a lei que força um outro pai a agir contra a sua vontade -e, se vir bem, contra os interesses do filho-, sendo que, muitas vezes, esta lei tem levado a casos em que o outro pai é acusado de ter feito o que nunca fez (alienação, fuga, etc), para não falar dos casos que acabam em tragédia (veja um dos meus posts mais recentes)
Tenho-me imformado muito sobre este assunto, aliás. Mas, sobretudo, falo por experiência própria.
Que experiência, há-de perguntar-se o amigo. Muita, como poderá constatar no post que eu irei apresentar amanhã.
De resto, não sei se o caro amigo sabe tudo a propósito de Richard Gardner, e dos pais que ele defendeu. Mas sei eu, que já me informei muito bem. Informe-se também.
Aconselho-lhe a leitura da entrevista feita a Martin Dufresne. Verá que não são palavras minhas, mas de alguém que, um dia, esteve dentro do movimento de pais. Até ao dia em que percebeu aquilo que de facto os movia. Lembro-lhe que não são palavras minhas, mas de um senhor que percebe muito mais do que eu do assunto.
Amanhã eu direi porque não defendo a lei da guarda compartilhada. Ma não entenda que sou anti-pai, porque não o sou. Parece-me que vós pais sofreis de uma qualquer Síndrome de Perseguição.
Defender que um filho deve, salvo excepções, permanecer com a mãe -defesa não só minha, mas de muitos especialistas, caso também esteja bem informado- não significa que sou anti-pai.
Nunca disse que um pai deve desaparecer completamente da vida do filho, antes pelo contrário.
Mas nada obriga a uma mãe permanecer no mesmo lugar, onde, na maior parte das vezes, nem sequer tem família ou amigos.
Penso que um pai não pode ser assim tão egoísta. Nem tratar os outros como se fossem propriedade sua.
Cada caso é um caso, logo todos os casos não podem ser tratados da mesma forma.
No Superior Interesse dos nossos filhos!
Não conheço o seu caso, pelo que não o vou julgar.
Respeitosamente
Sara
O que eu defendo é que cada caso seja tratado de forma especial, nunca todos da mesma forma. E, sobretudo, nunca uma lei deve impôr a guarda compartilhada, contra o desejo de um ou de ambos os pais.
E quanto à decisão de dar a guarda apenas a um deles (a meu ver, o mais certo, sobretudo se existe uma grande tensão entre o ex-casal), penso que se deve ter principalmente em conta a pessoa que surge como figura primária na vida da criança, não outros aspectos como quem tem melhores condições ou mais tempo para se ocupar dela.
Defendo que se ouça a criança.
A sua vontade conta, e deve ser respeitada.
Se assim vos falo, é porque já passei por tudo, ou quase tudo.
Sei que cada um de vós tem a sua experiência, mas não acredito que muitos tenham experimentado o que eu experimentei.
- Vivi, durante algum tempo, num ambiente de tensão e violência;
- Sofri tremendos maus-tratos;
- Passei quase toda a minha vida em instituições;
- Fui separada da família, principalmente dos meus irmãos, aqueles com
quem eu vivera;
- Conheci de perto o mundo do álcool e da droga;
- Sofri uma depressão à conta do sacrifício que eu fiz pelo meu ex, para
não o afastar da filha, permanecendo durante dois longos anos num lugar
onde eu não gostava de viver, não tendo nem amigos nem família por perto
para me dar apoio;
- Fui acusada de ter fugido, quando eles sabiam que eu ia para o meu novo
local de trabalho, sem que o meu ex admitisse que eu precisava de o
fazer, em nome do meu equilíbrio emocional e psíquico, e que a menina
dependia do meu bem-estar;
- Retiraram-me a minha filha com base em falsas suposições, tendo eu
passado um ano infernal, em que fiquei pele e osso e tive de ser por
três vezes internada;
- Refiz a minha vida, e tive outra filha, única irmã da mais velha;
- Estando eu a viver perto do mar, um lugar onde costumo sentir-me bem, o
meu ex deu-me a escolher (ou o mar, ou a minha filha), dando a entender
que para ter mais vezes a minha filha por perto eu teria de suportar
viver onde eu nunca gostei de viver e, lembro, não tenho ninguém;
- Embora a miúda, actualmente com treze anos, queira vir - e assim o fez
saber em tribunal, aos 10 anos- nunca a sua vontade foi respeitada,
sendo que tudo fazem para provar que eles têm melhores condições do que
eu para cuidar dela e a educar;
- Actualmente estou fora do país, o que complica as coisas, apesar de
termos os transportes e os meios de comunicação que temos.
Diante do que eu aqui vos enumero, quem de facto foi egocêntrico e "alienador", eu ou o meu ex?
Quem de facto pensou só em si, pondo em risco a saúde do outro e, consequentemente, o bem-estar da menina?
Revejam o post ELAINE CAMPIONE: EU SUPLIQUEI-TE QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!", nesta mesma página, e dizei-me até que ponto pode ir o vosso egoísmo.
Será que a ponto de suceder uma tragédia, como esta?
Se quiser conhecer o meu caso, pode sempre ler o meu perfil, ou mesmo alguns dos meus posts.
Eu não anulo a figura do pai. Sou simplesmente contra toda a lei que força um outro pai a agir contra a sua vontade -e, se vir bem, contra os interesses do filho-, sendo que, muitas vezes, esta lei tem levado a casos em que o outro pai é acusado de ter feito o que nunca fez (alienação, fuga, etc), para não falar dos casos que acabam em tragédia (veja um dos meus posts mais recentes)
Tenho-me imformado muito sobre este assunto, aliás. Mas, sobretudo, falo por experiência própria.
Que experiência, há-de perguntar-se o amigo. Muita, como poderá constatar no post que eu irei apresentar amanhã.
De resto, não sei se o caro amigo sabe tudo a propósito de Richard Gardner, e dos pais que ele defendeu. Mas sei eu, que já me informei muito bem. Informe-se também.
Aconselho-lhe a leitura da entrevista feita a Martin Dufresne. Verá que não são palavras minhas, mas de alguém que, um dia, esteve dentro do movimento de pais. Até ao dia em que percebeu aquilo que de facto os movia. Lembro-lhe que não são palavras minhas, mas de um senhor que percebe muito mais do que eu do assunto.
Amanhã eu direi porque não defendo a lei da guarda compartilhada. Ma não entenda que sou anti-pai, porque não o sou. Parece-me que vós pais sofreis de uma qualquer Síndrome de Perseguição.
Defender que um filho deve, salvo excepções, permanecer com a mãe -defesa não só minha, mas de muitos especialistas, caso também esteja bem informado- não significa que sou anti-pai.
Nunca disse que um pai deve desaparecer completamente da vida do filho, antes pelo contrário.
Mas nada obriga a uma mãe permanecer no mesmo lugar, onde, na maior parte das vezes, nem sequer tem família ou amigos.
Penso que um pai não pode ser assim tão egoísta. Nem tratar os outros como se fossem propriedade sua.
Cada caso é um caso, logo todos os casos não podem ser tratados da mesma forma.
No Superior Interesse dos nossos filhos!
Não conheço o seu caso, pelo que não o vou julgar.
Respeitosamente
Sara
O que eu defendo é que cada caso seja tratado de forma especial, nunca todos da mesma forma. E, sobretudo, nunca uma lei deve impôr a guarda compartilhada, contra o desejo de um ou de ambos os pais.
E quanto à decisão de dar a guarda apenas a um deles (a meu ver, o mais certo, sobretudo se existe uma grande tensão entre o ex-casal), penso que se deve ter principalmente em conta a pessoa que surge como figura primária na vida da criança, não outros aspectos como quem tem melhores condições ou mais tempo para se ocupar dela.
Defendo que se ouça a criança.
A sua vontade conta, e deve ser respeitada.
Se assim vos falo, é porque já passei por tudo, ou quase tudo.
Sei que cada um de vós tem a sua experiência, mas não acredito que muitos tenham experimentado o que eu experimentei.
- Vivi, durante algum tempo, num ambiente de tensão e violência;
- Sofri tremendos maus-tratos;
- Passei quase toda a minha vida em instituições;
- Fui separada da família, principalmente dos meus irmãos, aqueles com
quem eu vivera;
- Conheci de perto o mundo do álcool e da droga;
- Sofri uma depressão à conta do sacrifício que eu fiz pelo meu ex, para
não o afastar da filha, permanecendo durante dois longos anos num lugar
onde eu não gostava de viver, não tendo nem amigos nem família por perto
para me dar apoio;
- Fui acusada de ter fugido, quando eles sabiam que eu ia para o meu novo
local de trabalho, sem que o meu ex admitisse que eu precisava de o
fazer, em nome do meu equilíbrio emocional e psíquico, e que a menina
dependia do meu bem-estar;
- Retiraram-me a minha filha com base em falsas suposições, tendo eu
passado um ano infernal, em que fiquei pele e osso e tive de ser por
três vezes internada;
- Refiz a minha vida, e tive outra filha, única irmã da mais velha;
- Estando eu a viver perto do mar, um lugar onde costumo sentir-me bem, o
meu ex deu-me a escolher (ou o mar, ou a minha filha), dando a entender
que para ter mais vezes a minha filha por perto eu teria de suportar
viver onde eu nunca gostei de viver e, lembro, não tenho ninguém;
- Embora a miúda, actualmente com treze anos, queira vir - e assim o fez
saber em tribunal, aos 10 anos- nunca a sua vontade foi respeitada,
sendo que tudo fazem para provar que eles têm melhores condições do que
eu para cuidar dela e a educar;
- Actualmente estou fora do país, o que complica as coisas, apesar de
termos os transportes e os meios de comunicação que temos.
Diante do que eu aqui vos enumero, quem de facto foi egocêntrico e "alienador", eu ou o meu ex?
Quem de facto pensou só em si, pondo em risco a saúde do outro e, consequentemente, o bem-estar da menina?
Revejam o post ELAINE CAMPIONE: EU SUPLIQUEI-TE QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!", nesta mesma página, e dizei-me até que ponto pode ir o vosso egoísmo.
Será que a ponto de suceder uma tragédia, como esta?
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