Assim o dizem: o rapaz, sobretudo, precisa da figura paterna para se identificar.
Mas se, nos dias de hoje, um pai pode exercer o papel ou a função da mãe, e vice-versa, se ambos são iguais e não são as diferenças físicas que os definem, tudo o mais sendo estereótipos impingidos pela sociedade e contra os quais urge, insistem, uma mudança, para que raios, então, precisa um rapaz da figura paterna?! O que há-de um rapaz procurar no pai que não encontre na mãe?!
E se ele encontra no pai algo que não encontra na mãe, é justo pensar que não encontrará no pai aquilo que só pode encontrar na mãe! Que se a mãe não pode tirar o pai a um filho, o pai também não lhe pode tirar a mãe!
Dizia eu no último post (O MEU PAI É MAIS FORTE DO QUE O TEU) que os miúdos têm por hábito comparar os pais. E o que é que estes têm, que a mãe não tem? A força. E as mães, o que têm elas? O resto. Mas esse resto vale menos do que a força num mundo competitivo como o nosso.
A identificação, sabemo-lo, faz-se através da observação das atitudes e dos actos. Um rapaz identifica-se com o pai, porque espera-se que ele um dia venha a ter as mesmas atitudes e a agir da mesma forma. Ora, o novo pai tem atitudes e actos iguais aos da mãe. Se o pai é a imagem da mãe, e a mãe a imagem do pai, forçosamente ele irá identificar-se com ambos, creio eu. Ou com nenhum.
As associações de pais insistem neste ponto: uma criança precisa de ambos os pais para se identificar. Ni père, ni repères, insistem.
Estou mesmo a imaginar um miúdo a dizer "o meu pai limpa melhor o chão do que o teu! Quero ser como ele! Ele é o meu herói", e o outro a responder-lhe "o meu bate o teu a mudar fraldas, merda!"
Não reza a história que algum miúdo alguma vez tivesse querido identificar-se com a mãe, e a história diz-nos que era ela quem limpava o chão e quem mudava as fraldas, como o faz ainda a maior parte das mulheres. Nunca vi nenhum miúdo orgulhar-se do trabalho da sua mãe (que não exige a força de um homem, mas exige muitas horas e muita paciência), dizendo que ela era a sua heroína, melhor do que qualquer outra mãe, e que queria ser como ela! Ora, se um miúdo nunca o fez nestes termos com a mãe, porque há-de ele fazê-lo com esse pai que faz o papel de mãe?
Hoje o pai surge como um "faz tudo", substituindo a mãe na ausência desta (forçada, na maior parte dos casos). E a mãe?! Para além de não ter a mesma força física, será ela incapaz de substituir o pai, de exercer o papel dele tão bem como se pretende ser ele capaz de exercer o dela?!
É um facto: nunca vi nenhum miúdo a comparar as mães, mesmo tendo elas conseguido um lugar de destaque na sociedade, mesmo estando elas em posição superior à do homem. Ainda é a força do homem que impera. Mesmo que queiram apagar as diferenças físicas, elas permanecem. O que conta é a força física, o resto (o que é representado pela mãe, mesmo tendo ela conquistado outros papéis) não conta.
E contudo é esse resto que importa...
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
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sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
MAMAN TRAVAILLE... À LA MAISON! (UNE TRÈS BONNE NOUVELLE TENDANCE)
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Pour tout savoir, je vous conseille d'allez voir sur le site http://www.mompreneurs.fr/
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O NOVO PAI: UM PAPEL NATURAL, OU CULTURAL?
Dizem os homens - e acreditam mesmo- que uma mãe só tem vantagem sobre o pai durante o período da gravidez e o período da amamentação (muitos preferem substituir este último período pelo biberão, de forma a encurtar essa vantagem). A partir daí, dizem eles, ambos estão em igualdade.
Santa ignorância!
Nos últimos tempos tem-se questionado o papel da mãe.
Muitos são os que acreditam que não existe nenhum instinto maternal, tão pouco existe um vínculo inicial.
Então, e o novo pai?
Será ele um produto 100& natural, ou imposto pela nova ordem social?
Não é difícil saber a resposta: basta olhar para as restantes espécies (deixem os peixinhos e as aves em paz, sim?), para perceber qual dos nossos comportamentos é natural, e qual o que é artificial.
Machos e fêmeas têm um comportamento diferente.
Sobretudo em relação às crias que se encontram, maioritariamente, aos cuidados da progenitora.
Na natureza, persiste a ordem natural.
E connosco, como é que se passa?
Num dos meus últimos posts, percebemos que a maioria dos homens acompanha a mulher durante a gravidez e o trabalho de parto não por uma vontade vinda deles próprios, mas mais porque a própria mulher lhes pediu (ou exigiu!) e a sociedade -equipa médica, família e outros quantos- lhes cobra esse comportamento.
Ora eu pergunto: será natural, tanto mais que a mulher, à semelhança do que acontece nas demais espécies que nos são semelhantes, prefere dar à luz num meio isolado, no qual ela terá um total contrôle?
E depois dizem que a criança nasceu de parto normal, quando o parto nada teve de normal!!! E quem fala no parto, fala no resto...
Diz-se, por aí, que as mulheres, enquanto mães, carregam uma herança cultural, que ainda persiste e que as penaliza.
A crer no que dizem, nada nelas é natural.
Forçosamente terão de adoptar um outro comportamento.
Uma mulher que se desprenda do seu filho (quanto mais cedo melhor!) é considerada uma mulher amadurecida, moderna, dos nossos dias.
Pelo contrário, pede-se ao pai moderno que se prenda mais.
A cultura do novo pai ganha uma falsa naturalidade.
A questão que se impõe é:
Até onde podemos nós alterar a nossa natureza?
E que consequências isso nos traz?
Principalmente importa perceber até que ponto os nossos filhos suportam o papel da mãe desprendida, e do pai que lhe toma o lugar.
Será que outras crias, habituadas a uma outra ordem natural, o suportariam?
"De plus en plus souvent, l’implication est tellement forte que dès la naissance du premier enfant, le père referme la porte de sa jeunesse, tous les espaces "masculins" qu'il avait réussi à préserver même pendant sa vie de couple, disparaissent... l'homme impliqué dans la vie au quotidien avec bébé, n'a plus le temps de voir ses copains, de pratiquer un sport, d'assouvir sa passion.
Et beaucoup d'hommes en souffrent en secret.
La conséquence se traduit en chiffres par une augmentation des séparations des couples peu après la naissance du premier enfant.
Il est ainsi capital que l’homme tout en s’investissant dans son rôle de père, parvienne à conserver son identité propre, ses loisirs… un homme ne peut sur le long terme aller contre sa nature, s'il a besoin de s'évader un peu de temps à autres, la venue d'un enfant ne doit pas mettre définitivement un terme à cela.(...)"
(ver o meu post SÍNDROME DE COUVADE)
LEITURA ACONSELHADA:
« Mise en garde contre la systématisation du « faire » », Spirale 4/2006 (no 40), p. 117-120.
Santa ignorância!
Nos últimos tempos tem-se questionado o papel da mãe.
Muitos são os que acreditam que não existe nenhum instinto maternal, tão pouco existe um vínculo inicial.
Então, e o novo pai?
Será ele um produto 100& natural, ou imposto pela nova ordem social?
Não é difícil saber a resposta: basta olhar para as restantes espécies (deixem os peixinhos e as aves em paz, sim?), para perceber qual dos nossos comportamentos é natural, e qual o que é artificial.
Machos e fêmeas têm um comportamento diferente.
Sobretudo em relação às crias que se encontram, maioritariamente, aos cuidados da progenitora.
Na natureza, persiste a ordem natural.
E connosco, como é que se passa?
Num dos meus últimos posts, percebemos que a maioria dos homens acompanha a mulher durante a gravidez e o trabalho de parto não por uma vontade vinda deles próprios, mas mais porque a própria mulher lhes pediu (ou exigiu!) e a sociedade -equipa médica, família e outros quantos- lhes cobra esse comportamento.
Ora eu pergunto: será natural, tanto mais que a mulher, à semelhança do que acontece nas demais espécies que nos são semelhantes, prefere dar à luz num meio isolado, no qual ela terá um total contrôle?
E depois dizem que a criança nasceu de parto normal, quando o parto nada teve de normal!!! E quem fala no parto, fala no resto...
Diz-se, por aí, que as mulheres, enquanto mães, carregam uma herança cultural, que ainda persiste e que as penaliza.
A crer no que dizem, nada nelas é natural.
Forçosamente terão de adoptar um outro comportamento.
Uma mulher que se desprenda do seu filho (quanto mais cedo melhor!) é considerada uma mulher amadurecida, moderna, dos nossos dias.
Pelo contrário, pede-se ao pai moderno que se prenda mais.
A cultura do novo pai ganha uma falsa naturalidade.
A questão que se impõe é:
Até onde podemos nós alterar a nossa natureza?
E que consequências isso nos traz?
Principalmente importa perceber até que ponto os nossos filhos suportam o papel da mãe desprendida, e do pai que lhe toma o lugar.
Será que outras crias, habituadas a uma outra ordem natural, o suportariam?
"De plus en plus souvent, l’implication est tellement forte que dès la naissance du premier enfant, le père referme la porte de sa jeunesse, tous les espaces "masculins" qu'il avait réussi à préserver même pendant sa vie de couple, disparaissent... l'homme impliqué dans la vie au quotidien avec bébé, n'a plus le temps de voir ses copains, de pratiquer un sport, d'assouvir sa passion.
Et beaucoup d'hommes en souffrent en secret.
La conséquence se traduit en chiffres par une augmentation des séparations des couples peu après la naissance du premier enfant.
Il est ainsi capital que l’homme tout en s’investissant dans son rôle de père, parvienne à conserver son identité propre, ses loisirs… un homme ne peut sur le long terme aller contre sa nature, s'il a besoin de s'évader un peu de temps à autres, la venue d'un enfant ne doit pas mettre définitivement un terme à cela.(...)"
(ver o meu post SÍNDROME DE COUVADE)
LEITURA ACONSELHADA:
« Mise en garde contre la systématisation du « faire » », Spirale 4/2006 (no 40), p. 117-120.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
JE FAIS DES ENFANTS AVEC QUI JE VEUX, QUAND JE VEUX!
Ah, ça se sont les feministes qui le disent, vous me le direz.
Eh bien, vous vous trompez. Ça, se sont les hommes qui le disent.
Au moins ceux qui font partie d'une certaine association (pour les hommes, bien sûr), qui défend le droit de réjeter la paternité d'un enfant à venir.
Je crois que ce droit, ils l'ont déjà.
A moins qu'il veulent le droit de faire une femme avorter, s'ils sont bien décidés à ne pas avoir d'enfants à ce moment là...
Ce qui est en question pour eux, ce sont les femmes qui leurs disent qu'elles prennent la pilule, et qui tombent enceintes après une relation passagère, voire d'un soir.
Je suis d'accord: ce n'est pas bien de leur dire une chose, alors qu'elles veulent une autre. Mais, messieurs, notre nature n'est pas tout à fait la vôtre, bien au contraire. Donc c'est bien normal qu'on ait -nous, les femmes- ce désir de grossesse.
Un homme peut devenir père, tout aussi comme la femme peut devenir mère. Mais il ne peut pas avoir une grossesse. Même si on pretend que la grossesse se vit à deux, seule la femme la vit. L'homme vit la grossesse de sa femme, à sa manière. Mais il ne peut pas savoir ce que c'est de la vivre vraiment, d'en avoir le désir.
Alors, messieurs, si vous ne voulez pas qu'une femme -la vôtre ou une autre- tombe enceinte, mieux vaut que vous ne faites rien avec cette femme. Si vous ne voulez pas d'enfants, ne faites rien.
Car vous ne pouvez pas empêcher notre désir de grossesse. C'est dans notre nature. La plupart de nous pense à autre chose que le sexe, vous le saviez?
Si nous ne pensions qu'à ça, nous ne serions plus des femmes:
nous nous aurions transformé en hommes!
Si vous ne voulez que du sexe, vous n'avez qu'à trouver un autre homme.
Car. messieurs, la nature ça se change pas.
"Ao longo da nossa história evolucionária, homens e mulheres defrontaram diferentes oportunidades e constrangimentos. Para o homem o sexo casual com uma estranha representava um risco menor – infecção, descoberta pela mulher – e uma grande recompensa potencial: a adição a baixo custo de mais uma criança ao seu património genético. Os homens que agarraram tais oportunidades deixaram certamente mais descendentes do que os homens que o não fizeram. Por isso, e uma vez que por definição somos descendentes dos antepassados mais prolíficos, torna-se razoável defender que os homens modernos possuem traços de oportunismo sexual. Praticamente todos os machos mamíferos o possuem, mesmo aqueles que são predominantemente monogâmicos. O que não quer dizer que todos os homens sejam irremediavelmente promíscuos ou que todo o homem seja um potencial violador; apenas que os homens são mais facilmente tentados pelas oportunidades do sexo ocasional do que as mulheres."
Matt Ridley, Red Queen
(ver o post DIREITOS IGUAIS, CONSOANTE AS DIFERENÇAS E AS NECESSIDADES)
Eh bien, vous vous trompez. Ça, se sont les hommes qui le disent.
Au moins ceux qui font partie d'une certaine association (pour les hommes, bien sûr), qui défend le droit de réjeter la paternité d'un enfant à venir.
Je crois que ce droit, ils l'ont déjà.
A moins qu'il veulent le droit de faire une femme avorter, s'ils sont bien décidés à ne pas avoir d'enfants à ce moment là...
Ce qui est en question pour eux, ce sont les femmes qui leurs disent qu'elles prennent la pilule, et qui tombent enceintes après une relation passagère, voire d'un soir.
Je suis d'accord: ce n'est pas bien de leur dire une chose, alors qu'elles veulent une autre. Mais, messieurs, notre nature n'est pas tout à fait la vôtre, bien au contraire. Donc c'est bien normal qu'on ait -nous, les femmes- ce désir de grossesse.
Un homme peut devenir père, tout aussi comme la femme peut devenir mère. Mais il ne peut pas avoir une grossesse. Même si on pretend que la grossesse se vit à deux, seule la femme la vit. L'homme vit la grossesse de sa femme, à sa manière. Mais il ne peut pas savoir ce que c'est de la vivre vraiment, d'en avoir le désir.
Alors, messieurs, si vous ne voulez pas qu'une femme -la vôtre ou une autre- tombe enceinte, mieux vaut que vous ne faites rien avec cette femme. Si vous ne voulez pas d'enfants, ne faites rien.
Car vous ne pouvez pas empêcher notre désir de grossesse. C'est dans notre nature. La plupart de nous pense à autre chose que le sexe, vous le saviez?
Si nous ne pensions qu'à ça, nous ne serions plus des femmes:
nous nous aurions transformé en hommes!
Si vous ne voulez que du sexe, vous n'avez qu'à trouver un autre homme.
Car. messieurs, la nature ça se change pas.
"Ao longo da nossa história evolucionária, homens e mulheres defrontaram diferentes oportunidades e constrangimentos. Para o homem o sexo casual com uma estranha representava um risco menor – infecção, descoberta pela mulher – e uma grande recompensa potencial: a adição a baixo custo de mais uma criança ao seu património genético. Os homens que agarraram tais oportunidades deixaram certamente mais descendentes do que os homens que o não fizeram. Por isso, e uma vez que por definição somos descendentes dos antepassados mais prolíficos, torna-se razoável defender que os homens modernos possuem traços de oportunismo sexual. Praticamente todos os machos mamíferos o possuem, mesmo aqueles que são predominantemente monogâmicos. O que não quer dizer que todos os homens sejam irremediavelmente promíscuos ou que todo o homem seja um potencial violador; apenas que os homens são mais facilmente tentados pelas oportunidades do sexo ocasional do que as mulheres."
Matt Ridley, Red Queen
(ver o post DIREITOS IGUAIS, CONSOANTE AS DIFERENÇAS E AS NECESSIDADES)
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paternidade
domingo, 30 de janeiro de 2011
UN PAPA PAUMÉ, LÂCHE ET ÉGOCENTRISTE, SELON XAVIER DE MOULINS
"J'adore les femmes enceintes"
(Xavier de Moulins)
Xavier De Moulins, présentateur du “19.45” sur M6 publie son premier roman, “Un coup à prendre”, narrant l’histoire d’un homme, séparé de sa femme et qui va devoir s’occuper une semaine sur deux de ses filles… Une réflexion sur la paternité inspiré de la vie du journaliste sans être autobiographique (“Cela reste une fiction” précise l’intéressé). Il décrit son personnage comme “un papa paumé, lâche et égocentrique.” (TRADUTION: "Um pai caloteiro, covarde e egoísta.")
FONTE: http://teleobs.nouvelobs.com/
L’histoire. Après dix ans de mariage, Antoine Duhamel a décidé de quitter sa femme...
Xavier de Moulins (© DR) (© DR)
L’histoire. Après dix ans de mariage, Antoine Duhamel a décidé de quitter sa femme. Depuis les naissances de leurs filles, sa relation avec Alice n’a plus grand-chose à voir avec le couple dynamique, sexy et amoureux des débuts. C’est pourtant bien par amour qu’il avait accepté de s’engouffrer dans « la spirale d’une paternité à rebrousse-poil ». Déplorable faiblesse. Alma et Claire l’ont relégué à l’arrière-plan, lui ont volé Alice. Pire, elles l’ont défigurée, obligeant leur papa à prendre une maîtresse – après tout, il ne s’était pas marié avec une grosse femme pleine de cernes. Il lui aura fallu plusieurs années avant d’oser mettre fin à la comédie du père modèle et du mari fidèle. Mais « les pires, ce sont les pères de famille respectables qui ont la trouille de quitter leur petit confort ». Voilà en tout cas ce dont Antoine a réussi à se convaincre, pour légitimer sa fuite. Sauf qu’il n’en reste pas moins père: une semaine sur deux, seul avec ses filles.
Sur le même sujet
28 janvier - Rencontre avec Xavier de Moulins (75009)
L’auteur. Xavier de Moulins est journaliste. Après avoir été pigiste pour « le Monde », « Vogue » ou « les Inrockuptibles », il apparaît à l'écran dans « Nulle Part ailleurs », « +Clair », « Nous ne sommes pas des anges » et enfin dans « Paris Dernière ». Il travaille aujourd'hui pour M6.
Notre avis. En se glissant dans la peau du méchant qui décoche, avec une délectation ostentatoire, une ribambelle de formules aussi croustillantes que provocatrices, Xavier de Moulins aurait pu manquer son coup, et réduire son roman à une joyeuse gaudriole sur le thème du divorce. Heureusement, sa gouaille sonne juste, pour dire l’amour en fuite et la déchéance affective de cet avatar d’Antoine Doisnel, mais aussi l’incompréhension mêlée de tristesse de ses filles. Un récit drôle et tendre sur une déchirure familiale tristement banale.
Jonathan Reymond
Un coup à prendre, par Xavier de Moulins,
Le Diable Vauvert, 196 p., 17 euros.
Source : «Le Nouvel Observateur» du 20 janvier 2011.
--------------------------------------------------------------------------
Description
« C'est pour rester proche de mes filles que je me suis installé à trois rues de leur mère, trois semaines tout juste après l’avoir quittée pour une autre.
Pourtant, j’ai toujours été contre la rupture de proximité. Plutôt du genre à penser que lorsqu’un couple se viande et enterre son histoire, il convient de séparer les tombes, ne pas faire cimetière commun. Je m’étais même toujours dit que, si un jour ça nous arrivait à Alice et moi, eh bien que j’irais me refaire à l’opposé, question de principes et de territoire. Bien sûr, j’ai fait l’inverse. Et j’ai cherché la bonne distance, pour installer un nouveau chez-moi.
La bonne distance, c’était la croisée des chemins entre vie d’avant et vie à venir, entre deux saisons, l’été et l’hiver. C’était simple en théorie, jeté comme ça sur le papier.
La bonne distance, c’était une sorte de Yalta, un partage sinon du monde, du moins d’un arrondissement, d’un quartier, d’une rue, sans casque bleu pour maintenir la paix, mais un processus, un accord tacite comme entre deux pays belligérants, entre deux bandes rivales au lycée. Avec Alice, on s’était mis d’accord dans l’intérêt des enfants. »
Antoine Duhamel, trentenaire parisien, est marié, et a jusque-là vécu la précarité de son métier d’auteur dans le confort matériel, grâce au salaire de sa femme. Seulement, après dix ans de mariage, il fait l’amer constat que « notre couple sonnait comme tous les couples. Loin des promesses de nos débuts, nous étions devenus des déchets radioactifs : narcissiquement morts, spirituellement éteints, physiquement à l’abandon, psychologiquement ratatinés, affectivement ruinés, vautrés dans un confort de routine. » Père de deux filles, lassé de vivre dans le mensonge conjugal, il prend la décision de quitter sa femme. D’emménagement en garde alternée, la solitude va le confronter à ses deux filles et à une paternité jamais encore totalement assumée. « J’ai attendu pour être Père de ne plus vivre avec ma femme et ça m’a pris du temps parce que comme beaucoup d’homme, j’ai du mal à faire deux choses en même temps. »
Xavier de Moulins a la formule qui fait mouche et le regard précis. Son roman a la tristesse élégante. À la première personne, avec humour, mais aussi une lucidité rehaussée des traits d’un satiriste, il se livre ici à l’observation d’un homme d’aujourd’hui qui apprend combien est douloureux le chemin « de la rupture à la séparation ». Après la misère sexuelle des romans de Houellebecq, c’est bien la misère affective que vient explorer ce court et émouvant roman.
Langue français
ISBN-10 2-84626-285-3
ISBN-13 978-2-84626-285-9
Année de publication janvier 2011
Prix recommandé 17,00 €
FONTE: http://www.audiable.com/
-------------------------------------------------------------------------
VOICI: Dis-nous, ça t'est venu comment, cette idée d'écrire un livre sur un père qui se met à aimer ses enfants seulement après avoir quitté sa femme?
XAVIER DE MOULINS: En regardant les pères seuls dans le parc. A l'époque, j'étais moi-même un père célibataire et je me suis demandé lesquels vivaient en famille, lesquels étaient déjà séparés, lesquels allaient bientôt l'être. A partir de là, mon roman s'est presque écrit tout seul.
(...)
VOICI: L'histoire semble très autobiographique. Or, au début, ton personnage est assez faible, voire lâche...
Mon livre pose la question de ce qu'est un bon père. Et moi, je n'en sais toujours rien! Contrairement à ce que vous pensez, ce type dont je raconte l'histoire est assez loin de ce que je suis, même si j'ai été moi aussi faible et lâche par moments. Mais qui ne l'a jamais été?
VOICI: Un homme doit nécessairement rompre pour devenir enfin un père responsable?
Non, mais on met plus souvent plus de temps que les femmes à comprendre ce qui implique l'arrivée d'un enfant. Devenir parent aujourd'hui c'est un sport de combat. Ça peut vraiment noyer sa vie de couple si on n'y prend pas garde.
VOICI: Du coup, tu proposes une super solution: "Si la vie était bien faite, les papas auraient plusieurs femmes, et les femmes plusieurs maris, mais en même temps". C'est une ode à la polygamie?
C'est mon personnage qui dit ça à travers sa propre souffrance. Mais non, personnellement, la polygamie n'est pas vraiment ma tasse de thé
(...)
FONTE: VOICI nº 1212
(Xavier de Moulins)
Xavier De Moulins, présentateur du “19.45” sur M6 publie son premier roman, “Un coup à prendre”, narrant l’histoire d’un homme, séparé de sa femme et qui va devoir s’occuper une semaine sur deux de ses filles… Une réflexion sur la paternité inspiré de la vie du journaliste sans être autobiographique (“Cela reste une fiction” précise l’intéressé). Il décrit son personnage comme “un papa paumé, lâche et égocentrique.” (TRADUTION: "Um pai caloteiro, covarde e egoísta.")
FONTE: http://teleobs.nouvelobs.com/
L’histoire. Après dix ans de mariage, Antoine Duhamel a décidé de quitter sa femme...
Xavier de Moulins (© DR) (© DR)
L’histoire. Après dix ans de mariage, Antoine Duhamel a décidé de quitter sa femme. Depuis les naissances de leurs filles, sa relation avec Alice n’a plus grand-chose à voir avec le couple dynamique, sexy et amoureux des débuts. C’est pourtant bien par amour qu’il avait accepté de s’engouffrer dans « la spirale d’une paternité à rebrousse-poil ». Déplorable faiblesse. Alma et Claire l’ont relégué à l’arrière-plan, lui ont volé Alice. Pire, elles l’ont défigurée, obligeant leur papa à prendre une maîtresse – après tout, il ne s’était pas marié avec une grosse femme pleine de cernes. Il lui aura fallu plusieurs années avant d’oser mettre fin à la comédie du père modèle et du mari fidèle. Mais « les pires, ce sont les pères de famille respectables qui ont la trouille de quitter leur petit confort ». Voilà en tout cas ce dont Antoine a réussi à se convaincre, pour légitimer sa fuite. Sauf qu’il n’en reste pas moins père: une semaine sur deux, seul avec ses filles.
Sur le même sujet
28 janvier - Rencontre avec Xavier de Moulins (75009)
L’auteur. Xavier de Moulins est journaliste. Après avoir été pigiste pour « le Monde », « Vogue » ou « les Inrockuptibles », il apparaît à l'écran dans « Nulle Part ailleurs », « +Clair », « Nous ne sommes pas des anges » et enfin dans « Paris Dernière ». Il travaille aujourd'hui pour M6.
Notre avis. En se glissant dans la peau du méchant qui décoche, avec une délectation ostentatoire, une ribambelle de formules aussi croustillantes que provocatrices, Xavier de Moulins aurait pu manquer son coup, et réduire son roman à une joyeuse gaudriole sur le thème du divorce. Heureusement, sa gouaille sonne juste, pour dire l’amour en fuite et la déchéance affective de cet avatar d’Antoine Doisnel, mais aussi l’incompréhension mêlée de tristesse de ses filles. Un récit drôle et tendre sur une déchirure familiale tristement banale.
Jonathan Reymond
Un coup à prendre, par Xavier de Moulins,
Le Diable Vauvert, 196 p., 17 euros.
Source : «Le Nouvel Observateur» du 20 janvier 2011.
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Description
« C'est pour rester proche de mes filles que je me suis installé à trois rues de leur mère, trois semaines tout juste après l’avoir quittée pour une autre.
Pourtant, j’ai toujours été contre la rupture de proximité. Plutôt du genre à penser que lorsqu’un couple se viande et enterre son histoire, il convient de séparer les tombes, ne pas faire cimetière commun. Je m’étais même toujours dit que, si un jour ça nous arrivait à Alice et moi, eh bien que j’irais me refaire à l’opposé, question de principes et de territoire. Bien sûr, j’ai fait l’inverse. Et j’ai cherché la bonne distance, pour installer un nouveau chez-moi.
La bonne distance, c’était la croisée des chemins entre vie d’avant et vie à venir, entre deux saisons, l’été et l’hiver. C’était simple en théorie, jeté comme ça sur le papier.
La bonne distance, c’était une sorte de Yalta, un partage sinon du monde, du moins d’un arrondissement, d’un quartier, d’une rue, sans casque bleu pour maintenir la paix, mais un processus, un accord tacite comme entre deux pays belligérants, entre deux bandes rivales au lycée. Avec Alice, on s’était mis d’accord dans l’intérêt des enfants. »
Antoine Duhamel, trentenaire parisien, est marié, et a jusque-là vécu la précarité de son métier d’auteur dans le confort matériel, grâce au salaire de sa femme. Seulement, après dix ans de mariage, il fait l’amer constat que « notre couple sonnait comme tous les couples. Loin des promesses de nos débuts, nous étions devenus des déchets radioactifs : narcissiquement morts, spirituellement éteints, physiquement à l’abandon, psychologiquement ratatinés, affectivement ruinés, vautrés dans un confort de routine. » Père de deux filles, lassé de vivre dans le mensonge conjugal, il prend la décision de quitter sa femme. D’emménagement en garde alternée, la solitude va le confronter à ses deux filles et à une paternité jamais encore totalement assumée. « J’ai attendu pour être Père de ne plus vivre avec ma femme et ça m’a pris du temps parce que comme beaucoup d’homme, j’ai du mal à faire deux choses en même temps. »
Xavier de Moulins a la formule qui fait mouche et le regard précis. Son roman a la tristesse élégante. À la première personne, avec humour, mais aussi une lucidité rehaussée des traits d’un satiriste, il se livre ici à l’observation d’un homme d’aujourd’hui qui apprend combien est douloureux le chemin « de la rupture à la séparation ». Après la misère sexuelle des romans de Houellebecq, c’est bien la misère affective que vient explorer ce court et émouvant roman.
Langue français
ISBN-10 2-84626-285-3
ISBN-13 978-2-84626-285-9
Année de publication janvier 2011
Prix recommandé 17,00 €
FONTE: http://www.audiable.com/
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VOICI: Dis-nous, ça t'est venu comment, cette idée d'écrire un livre sur un père qui se met à aimer ses enfants seulement après avoir quitté sa femme?
XAVIER DE MOULINS: En regardant les pères seuls dans le parc. A l'époque, j'étais moi-même un père célibataire et je me suis demandé lesquels vivaient en famille, lesquels étaient déjà séparés, lesquels allaient bientôt l'être. A partir de là, mon roman s'est presque écrit tout seul.
(...)
VOICI: L'histoire semble très autobiographique. Or, au début, ton personnage est assez faible, voire lâche...
Mon livre pose la question de ce qu'est un bon père. Et moi, je n'en sais toujours rien! Contrairement à ce que vous pensez, ce type dont je raconte l'histoire est assez loin de ce que je suis, même si j'ai été moi aussi faible et lâche par moments. Mais qui ne l'a jamais été?
VOICI: Un homme doit nécessairement rompre pour devenir enfin un père responsable?
Non, mais on met plus souvent plus de temps que les femmes à comprendre ce qui implique l'arrivée d'un enfant. Devenir parent aujourd'hui c'est un sport de combat. Ça peut vraiment noyer sa vie de couple si on n'y prend pas garde.
VOICI: Du coup, tu proposes une super solution: "Si la vie était bien faite, les papas auraient plusieurs femmes, et les femmes plusieurs maris, mais en même temps". C'est une ode à la polygamie?
C'est mon personnage qui dit ça à travers sa propre souffrance. Mais non, personnellement, la polygamie n'est pas vraiment ma tasse de thé
(...)
FONTE: VOICI nº 1212
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
CONTRA A TIRANIA DE MADAME E. BADINTER!
Os filósofos, com as suas permanentes questões, têm esse condão de complicar ainda mais aquilo que se apresenta de forma simples!
Felizmente para nós, quando nasceu esta ciência, já existia a maternidade!
Aliás, sem ela não estávamos cá.
Não estando cá, não haveria filósofos.
E isso, em certos casos, seria uma sorte.
A natureza sempre foi aquilo que é.
O Homem, com toda a sua filosofia e toda a sua cultura, é que a condiciona a seu bel-prazer.
Não tanto a natureza dos animais, mas a nossa.
Assim se explica que, em determinados lugares, a maternidade seja privilegiada, noutros não.
Todos concordam que o uso da burka não é natural.
Contudo, a mulher interiorizou o seu uso como algo natural.
Então, e a maternidade?
É natural amamentar?
É natural uma mãe cuidar dos filhos, tal como o vemos entre os outros mamíferos?
E. Badinter diz que não.
Contudo, tanto quanto sabemos, uma outra fêmea o faz muito naturalmente. Porque não nós?
Porque a sociedade (em determinadas culturas) nos diz que não é natural.
E. Badinter chega mesmo a referir o caso das mães do século XIX, que deixavam os filhos aos cuidados de amas, sendo mesmo estas quem os amamentavam.
Mas ela sabe (suponho que saiba...) que isso apenas sucedia nas classes sociais mais altas, pois nas mais baixas as crianças beneficiavam dos cuidados das suas próprias mães.
Ora eu acredito que, instintivamente, a mãe quereria ter o seu filho nos braços, , contudo essa mãe acreditaria que esse sentimento, essa vontade de pegar no seu filho, de ser ela a cuidar dele, não era natural.
Pelo menos não o era -assim acreditava essa mãe, porque a cultura da época lho impusera- para alguém da sua classe.
Por termos diferentes comportamentos, consoante as épocas, se conclui que a cultura consegue, se assim o determina, aprisionar os nossos instintos mais naturais.
Quantas dessas mulheres não invejariam a posição das mulheres do povo, muito mais livres do que elas próprias?
Quando E. Badinter se insurge contra a tirania da maternidade, eu dou-lhe uma certa razão.
Ainda que sendo a melhor pessoa para se ocupar dos filhos -nem Badinter nem qualquer outra pessoa me convencerão do contrário-
uma mãe não é perfeita.
Nem mesmo entre os mamíferos existe essa perfeição (já se viu fêmeas a abandonar as crias, embora seja raro, mas nem por isso o macho se impôs, querendo ocupar o seu lugar).
Que o pai se envolva, sim.
Que queira tomar o lugar da mãe, essencial para um recém-nascido e para a criança nos seus primeiros anos de vida, não.
Nenhuma mãe deve ser obrigada a amamentar, certo.
Dizer que ela é má mãe por decidir não o fazer, é ir longe demais.
Mas uma mãe que decide amamentar o seu filho é certamente melhor mãe.
Claro que haverá muitos outros gestos, para lá da amamentação, que farão da mulher uma boa ou má mãe. Mas aquela que decide pela amamentação, estreitando o vínculo com o seu filho,vínculo esse iniciado já durante a gravidez, demonstra que o é.
A proposta dos ecologistas agrada-me, ademais.
Portanto, Madame E. Badinter, faça-me um favor:
Deixe-nos pensar pela nossa cabeça!
Não queira que a maioria de nós pense pela sua!
Querer impôr-nos uma outra forma de pensar, é uma tirania.
Somos livres de agir de forma contrária à sua.
Estou certa que é o parecer da maioria de nós.
Prova, talvez, de que o nosso instinto (o instinto maternal que você tanto nega) se sobrepõe a qualquer nova imposição cultural.
Já é tempo de fazermos prevalecer o melhor da nossa natureza.
Já é tempo de homens e mulheres reconhecerem as suas diferenças, não impondo ao outro um comportamento contra natura.
Sobretudo, já é tempo de agirmos em benefício dos nossos filhos, e não no nosso.
Quer isto dizer que nenhum homem tem o direito de aprisionar uma mulher (sua ex-mulher, para ser exacta) à sua vontade, e que a mulher, sendo livre de refazer a sua vida onde queira e com quem queira, não esqueça (estou certa que a maioria tem isso em consideração, ao contrário do que se diz por aí) os direitos do pai dos seus filhos, e, principalmente, os direitos destes.
"Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos ( a mim e ao meu ex) uma juíza.
Devíamos seguir esta filosofia de vida, e não outras que eu considero baratas.
Felizmente para nós, quando nasceu esta ciência, já existia a maternidade!
Aliás, sem ela não estávamos cá.
Não estando cá, não haveria filósofos.
E isso, em certos casos, seria uma sorte.
A natureza sempre foi aquilo que é.
O Homem, com toda a sua filosofia e toda a sua cultura, é que a condiciona a seu bel-prazer.
Não tanto a natureza dos animais, mas a nossa.
Assim se explica que, em determinados lugares, a maternidade seja privilegiada, noutros não.
Todos concordam que o uso da burka não é natural.
Contudo, a mulher interiorizou o seu uso como algo natural.
Então, e a maternidade?
É natural amamentar?
É natural uma mãe cuidar dos filhos, tal como o vemos entre os outros mamíferos?
E. Badinter diz que não.
Contudo, tanto quanto sabemos, uma outra fêmea o faz muito naturalmente. Porque não nós?
Porque a sociedade (em determinadas culturas) nos diz que não é natural.
E. Badinter chega mesmo a referir o caso das mães do século XIX, que deixavam os filhos aos cuidados de amas, sendo mesmo estas quem os amamentavam.
Mas ela sabe (suponho que saiba...) que isso apenas sucedia nas classes sociais mais altas, pois nas mais baixas as crianças beneficiavam dos cuidados das suas próprias mães.
Ora eu acredito que, instintivamente, a mãe quereria ter o seu filho nos braços, , contudo essa mãe acreditaria que esse sentimento, essa vontade de pegar no seu filho, de ser ela a cuidar dele, não era natural.
Pelo menos não o era -assim acreditava essa mãe, porque a cultura da época lho impusera- para alguém da sua classe.
Por termos diferentes comportamentos, consoante as épocas, se conclui que a cultura consegue, se assim o determina, aprisionar os nossos instintos mais naturais.
Quantas dessas mulheres não invejariam a posição das mulheres do povo, muito mais livres do que elas próprias?
Quando E. Badinter se insurge contra a tirania da maternidade, eu dou-lhe uma certa razão.
Ainda que sendo a melhor pessoa para se ocupar dos filhos -nem Badinter nem qualquer outra pessoa me convencerão do contrário-
uma mãe não é perfeita.
Nem mesmo entre os mamíferos existe essa perfeição (já se viu fêmeas a abandonar as crias, embora seja raro, mas nem por isso o macho se impôs, querendo ocupar o seu lugar).
Que o pai se envolva, sim.
Que queira tomar o lugar da mãe, essencial para um recém-nascido e para a criança nos seus primeiros anos de vida, não.
Nenhuma mãe deve ser obrigada a amamentar, certo.
Dizer que ela é má mãe por decidir não o fazer, é ir longe demais.
Mas uma mãe que decide amamentar o seu filho é certamente melhor mãe.
Claro que haverá muitos outros gestos, para lá da amamentação, que farão da mulher uma boa ou má mãe. Mas aquela que decide pela amamentação, estreitando o vínculo com o seu filho,vínculo esse iniciado já durante a gravidez, demonstra que o é.
A proposta dos ecologistas agrada-me, ademais.
Portanto, Madame E. Badinter, faça-me um favor:
Deixe-nos pensar pela nossa cabeça!
Não queira que a maioria de nós pense pela sua!
Querer impôr-nos uma outra forma de pensar, é uma tirania.
Somos livres de agir de forma contrária à sua.
Estou certa que é o parecer da maioria de nós.
Prova, talvez, de que o nosso instinto (o instinto maternal que você tanto nega) se sobrepõe a qualquer nova imposição cultural.
Já é tempo de fazermos prevalecer o melhor da nossa natureza.
Já é tempo de homens e mulheres reconhecerem as suas diferenças, não impondo ao outro um comportamento contra natura.
Sobretudo, já é tempo de agirmos em benefício dos nossos filhos, e não no nosso.
Quer isto dizer que nenhum homem tem o direito de aprisionar uma mulher (sua ex-mulher, para ser exacta) à sua vontade, e que a mulher, sendo livre de refazer a sua vida onde queira e com quem queira, não esqueça (estou certa que a maioria tem isso em consideração, ao contrário do que se diz por aí) os direitos do pai dos seus filhos, e, principalmente, os direitos destes.
"Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos ( a mim e ao meu ex) uma juíza.
Devíamos seguir esta filosofia de vida, e não outras que eu considero baratas.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
A MULHER CONQUISTOU O DIREITO DE TER SOMENTE OS FILHOS QUE DESEJA, QUANDO OS DESEJA... MAS QUE É DO SEU DIREITO DE TER TANTOS FILHOS QUANTOS DESEJA, NO MOMENTO EM QUE OS DESEJA?
Eu sou, certamente, um ser em extinção.
Para muitos, sou mesmo uma aberração.
Mas, mais do que por um princípio católico, eu defendo que um acto de amor não se restringe a sexo. Defendo-o, por ser essa a minha natureza, nada mais.
Dizem que é comum uma mulher desejar ter mais filhos, mesmo quando acaba de ter (mais) um. Nada de mais normal, atendendo à sua natureza.
Mas, o que lhe diz a sociedade?
"Tu já tens esses, cria-os e não penses nisso.
Os tempos estão difíceis."
A uma mulher que, como eu, já se encontre na faixa dos quarenta, lembram-lhe que não é muito salutar, nem é bom para a criança, que terá uma mãe com idade de ser avó dele, para não falar que ele pode, de um momento para o outro, perdê-la.
Se vamos por aí, há que lembrar que qualquer criança pode, por uma fatalidade qualquer, perder a sua mãe, qualquer que seja a idade desta.
A natureza não diz à mulher que ela já não pode ter mais filhos.
A mulher ainda pode ser mãe, se assim o desejar, embora possa já não ter tantas facilidades.
Se a natureza não a impede, quem sois vós para a impedir?
E que é do direito do homem, perguntareis?
Certo, o homem pode aceitar ou não a paternidade.
A questão é se tem o direito de obrigar a mulher a aceitar um estado que ela não deseja, e que ela vive todos os meses?
Pode um homem impôr-lhe um estado que se torna, física e psicologicamente, difícil de suportar? Que é do direito que a mulher tem de ter (mais) filhos?
Não esqueçais que o homem não perde nunca o seu direito, pois continua a copular, tal como lhe manda a natureza.
Que o faça apenas por prazer, que o faça também para procriar, ele cumpre o seu papel. Não tem que suportar um estado que não deseja.
Nunca um homem deixa de agir como lhe manda a natureza por imposição de outra pessoa, mas por opção própria.
E quando eu falo em agir conforme a sua natureza não quero dizer "ter várias fêmeas", porque na natureza também as fêmeas não copulam com o mesmo macho, mas com o que elas escolhem naquele momento, por lhes parecer aquele que garante uma melhor progenitura.
Numa altura será um, noutra será outro.
Portanto, um homem raramente suporta um estado que não quer.
A mulher, sim, tem que o suportar.
Se já é difícil para aquela que não quer ter (mais) filhos, imaginai o que é para aquela que os quer ter!
Para quem não queria estar submissa à vontade do homem, eis que nos encontramos, mais do que nunca, à sua mercê.
A vontade de ter filhos é do casal, direis.
De acordo, desde que o homem não se esqueça de que é a mulher quem pode gerar e dar à luz, e não a obrigue a um estado que ela não deseja.
A vontade deve partir de ambos, sim, mas é o homem quem deve escutar a mulher, e não o contrário. Não deve a mulher submeter-se à vontade do homem, pois que a natureza manda este cumprir o desejo dela.
Eu não entendo isto como uma obrigação, muito menos como uma submissão do homem à vontade da mulher. Entendo mais como uma missão, ou, se preferis, a conquista do Santo Graal.
Pois o que há de mais nobre e mais puro que gerar uma nova vida num acto de amor?
Uma mulher que deseje ter (mais) filhos, mas o homem não, sente-se como? Não achais que isso interfere na vida do casal?
Muito provavelmente, sim.
Dificillmente um homem que não queira ter (mais) filhos se porá a alterar a sua própria natureza por meio de pílulas ou mesmo através de uma vasectomia. Limitar-se-á a usar um preservativo ou ao coito interrompido.
E se tal não lhe agradar (a ele), caberá à mulher impedir que a sua natureza siga o seu livre curso, pois que da vontade do homem.
Parece-vos isto justo?
Pergunto-me como pode um casal sobreviver, nestas condições...

Clique aqui para enviar um recado!
Trouxe-vos um post que reproduz em tudo o meu pensar.
Espero que toque, pelo menos, alguns de vós.
A contracepção em perguntas e respostas
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz
(que ensina a Igreja Católica sobre isso?)
1. Para que serve a união sexual?
R. Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda a relação sexual tem que gerar filhos?
R. Não necessariamente. Mas deve estar sempre aberta à procriação. Senão deixa de ser um acto de amor para ser um acto de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa já não pode ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com o seu marido?
R. Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim pode ter relação sexual com a sua esposa?
R. Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
R. Neste caso eles estarão a pecar contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
R. Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injecções contraceptivas, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula contraceptiva funciona?
R. A pílula contraceptiva é um conjunto de dois hormónios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormónio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma a pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre a receber a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
R. Não chamaria remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está a funcionar bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
R. Além de fechar o acto sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves consequências para a sua saúde. Eis algumas delas:
.doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
.aumento da pressão arterial;
.tumores no fígado;
•câncro da mama;
.problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
.obesidade;
•manchas de pele;
.cefaléias (dores de cabeça);
.certos distúrbios de visão;
.aparecimento de caracteres secundários masculinos;
.envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
R. É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam a pílula podem ovular?
R. Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula contraceptiva é também abortiva?
R. Sim. Este é um dos seus mecanismos de acção: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de acção das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
R. a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
R. Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
R. Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
[Nota da autora do blog: Somente por motivos graves, de extrema gravidade (psicológicos, económicos), deve uma mulher limitar, espaçar ou mesmo chegar a impedir a concepção de mais filhos. Motivos graves, não dá cá aquela palha. Egoísmo e trabalhar fora de casa; dar muito boa situação económica aos filhos que já tem e fazer viagens todos os anos não são motivos graves.
16. Como se chama a abstinência de actos conjugais nos dias férteis?
R. Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planiamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planiamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
R. “Em relação às condições físicas, económicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
R. Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimónio ordena-se, pela sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, economica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anómalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões económicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga económica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
R. Não. Se fizesse isso estaria a frustrar o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
R. O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, com vários filhos, porque para que o novo homem forme a sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também se diz que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De facto, o filho único arrisca-se a ser uma criança problemática. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldades no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação (da natalidade, da fecundidade, são outras expressões válidas)?
R. Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje o seu uso está quase abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão electrónica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. A vantagem é que pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
[Nota da autora do blog: fiz um curso sobre este método, posso explicar na perfeição como funciona. Tenho a certeza absoluta que só falha se o casal quiser que falhe, se não tiver os cuidados necessários. É muito eficaz este método]
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
R. “Não funciona” para os fabricantes de contraceptivos, que não querem perder os seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cómodo tomar a pílula contraceptiva do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
R. Sem dúvida é mais cómodo. Mas o verdadeiro amor prova-se pelo sacrifício.
[Nota da autora: o amor a Deus tem, obrigatoriamente, que estar acima de qualquer amor. Por isso não aceito certo tipo de discurso, como por exemplo que os divorciados recasados são convertidos. Mentira! Conversão é radical! Amor a Deus acima de todo e qualquer amor.]
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
R. O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar a contar com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
[Nota da autora do blog: E também é fundamental para o crescimento na santidade e na fidelidade a Deus.]
FONTE: http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com/2010/04/contracepcao-em-perguntas-e-respostas.html
Para muitos, sou mesmo uma aberração.
Mas, mais do que por um princípio católico, eu defendo que um acto de amor não se restringe a sexo. Defendo-o, por ser essa a minha natureza, nada mais.
Dizem que é comum uma mulher desejar ter mais filhos, mesmo quando acaba de ter (mais) um. Nada de mais normal, atendendo à sua natureza.
Mas, o que lhe diz a sociedade?
"Tu já tens esses, cria-os e não penses nisso.
Os tempos estão difíceis."
A uma mulher que, como eu, já se encontre na faixa dos quarenta, lembram-lhe que não é muito salutar, nem é bom para a criança, que terá uma mãe com idade de ser avó dele, para não falar que ele pode, de um momento para o outro, perdê-la.
Se vamos por aí, há que lembrar que qualquer criança pode, por uma fatalidade qualquer, perder a sua mãe, qualquer que seja a idade desta.
A natureza não diz à mulher que ela já não pode ter mais filhos.
A mulher ainda pode ser mãe, se assim o desejar, embora possa já não ter tantas facilidades.
Se a natureza não a impede, quem sois vós para a impedir?
E que é do direito do homem, perguntareis?
Certo, o homem pode aceitar ou não a paternidade.
A questão é se tem o direito de obrigar a mulher a aceitar um estado que ela não deseja, e que ela vive todos os meses?
Pode um homem impôr-lhe um estado que se torna, física e psicologicamente, difícil de suportar? Que é do direito que a mulher tem de ter (mais) filhos?
Não esqueçais que o homem não perde nunca o seu direito, pois continua a copular, tal como lhe manda a natureza.
Que o faça apenas por prazer, que o faça também para procriar, ele cumpre o seu papel. Não tem que suportar um estado que não deseja.
Nunca um homem deixa de agir como lhe manda a natureza por imposição de outra pessoa, mas por opção própria.
E quando eu falo em agir conforme a sua natureza não quero dizer "ter várias fêmeas", porque na natureza também as fêmeas não copulam com o mesmo macho, mas com o que elas escolhem naquele momento, por lhes parecer aquele que garante uma melhor progenitura.
Numa altura será um, noutra será outro.
Portanto, um homem raramente suporta um estado que não quer.
A mulher, sim, tem que o suportar.
Se já é difícil para aquela que não quer ter (mais) filhos, imaginai o que é para aquela que os quer ter!
Para quem não queria estar submissa à vontade do homem, eis que nos encontramos, mais do que nunca, à sua mercê.
A vontade de ter filhos é do casal, direis.
De acordo, desde que o homem não se esqueça de que é a mulher quem pode gerar e dar à luz, e não a obrigue a um estado que ela não deseja.
A vontade deve partir de ambos, sim, mas é o homem quem deve escutar a mulher, e não o contrário. Não deve a mulher submeter-se à vontade do homem, pois que a natureza manda este cumprir o desejo dela.
Eu não entendo isto como uma obrigação, muito menos como uma submissão do homem à vontade da mulher. Entendo mais como uma missão, ou, se preferis, a conquista do Santo Graal.
Pois o que há de mais nobre e mais puro que gerar uma nova vida num acto de amor?
Uma mulher que deseje ter (mais) filhos, mas o homem não, sente-se como? Não achais que isso interfere na vida do casal?
Muito provavelmente, sim.
Dificillmente um homem que não queira ter (mais) filhos se porá a alterar a sua própria natureza por meio de pílulas ou mesmo através de uma vasectomia. Limitar-se-á a usar um preservativo ou ao coito interrompido.
E se tal não lhe agradar (a ele), caberá à mulher impedir que a sua natureza siga o seu livre curso, pois que da vontade do homem.
Parece-vos isto justo?
Pergunto-me como pode um casal sobreviver, nestas condições...
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Trouxe-vos um post que reproduz em tudo o meu pensar.
Espero que toque, pelo menos, alguns de vós.
A contracepção em perguntas e respostas
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz
(que ensina a Igreja Católica sobre isso?)
1. Para que serve a união sexual?
R. Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.
2. Toda a relação sexual tem que gerar filhos?
R. Não necessariamente. Mas deve estar sempre aberta à procriação. Senão deixa de ser um acto de amor para ser um acto de egoísmo a dois.
3. Uma mulher depois da menopausa já não pode ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com o seu marido?
R. Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.
4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim pode ter relação sexual com a sua esposa?
R. Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.
5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
R. Neste caso eles estarão a pecar contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.
6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
R. Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injecções contraceptivas, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.
7. Como é que a pílula contraceptiva funciona?
R. A pílula contraceptiva é um conjunto de dois hormónios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormónio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma a pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre a receber a mensagem falsa de que ela está grávida.
8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
R. Não chamaria remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está a funcionar bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.
9. Quais são os efeitos desse veneno?
R. Além de fechar o acto sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves consequências para a sua saúde. Eis algumas delas:
.doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
.aumento da pressão arterial;
.tumores no fígado;
•câncro da mama;
.problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
.obesidade;
•manchas de pele;
.cefaléias (dores de cabeça);
.certos distúrbios de visão;
.aparecimento de caracteres secundários masculinos;
.envelhecimento precoce.
(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)
10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
R. É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.
11. Assim as mulheres de hoje que usam a pílula podem ovular?
R. Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.
12. Então a pílula contraceptiva é também abortiva?
R. Sim. Este é um dos seus mecanismos de acção: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.
13. Em resumo, quais são os mecanismos de acção das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
R. a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).
14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
R. Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.
15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
R. Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
[Nota da autora do blog: Somente por motivos graves, de extrema gravidade (psicológicos, económicos), deve uma mulher limitar, espaçar ou mesmo chegar a impedir a concepção de mais filhos. Motivos graves, não dá cá aquela palha. Egoísmo e trabalhar fora de casa; dar muito boa situação económica aos filhos que já tem e fazer viagens todos os anos não são motivos graves.
16. Como se chama a abstinência de actos conjugais nos dias férteis?
R. Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planiamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planiamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.
17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
R. “Em relação às condições físicas, económicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).
18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
R. Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimónio ordena-se, pela sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, economica ou social”.
As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.
“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anómalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.
“As razões económicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga económica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.
Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)
19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
R. Não. Se fizesse isso estaria a frustrar o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).
20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
R. O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, com vários filhos, porque para que o novo homem forme a sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também se diz que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)
De facto, o filho único arrisca-se a ser uma criança problemática. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldades no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.
21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação (da natalidade, da fecundidade, são outras expressões válidas)?
R. Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje o seu uso está quase abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão electrónica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. A vantagem é que pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
[Nota da autora do blog: fiz um curso sobre este método, posso explicar na perfeição como funciona. Tenho a certeza absoluta que só falha se o casal quiser que falhe, se não tiver os cuidados necessários. É muito eficaz este método]
22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
R. “Não funciona” para os fabricantes de contraceptivos, que não querem perder os seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.
23. Mas não é muito mais cómodo tomar a pílula contraceptiva do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
R. Sem dúvida é mais cómodo. Mas o verdadeiro amor prova-se pelo sacrifício.
[Nota da autora: o amor a Deus tem, obrigatoriamente, que estar acima de qualquer amor. Por isso não aceito certo tipo de discurso, como por exemplo que os divorciados recasados são convertidos. Mentira! Conversão é radical! Amor a Deus acima de todo e qualquer amor.]
24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
R. O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar a contar com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
[Nota da autora do blog: E também é fundamental para o crescimento na santidade e na fidelidade a Deus.]
FONTE: http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com/2010/04/contracepcao-em-perguntas-e-respostas.html
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A MATERNIDADE E O ENCONTRO COM A PRÓPRIA SOMBRA
A maternidade e o encontro com a própria sombra
(Brasil)
Este é um livro escrito para mulheres. Não pretende ser um guia para mães desesperadas. Ao contrário, é uma espécie de “alto lá!” no caminho para que possamos pensar como mães que estão criando seus filhos, com nossas luzes e sombras emergindo e explodindo em nossos vulcões em chamas.
Muitos aspectos ocultos de nossa psique feminina são desvelados e ativados com a chegada dos filhos. Estes momentos são, habitualmente, de revelação e de experiências místicas se estivermos dispostas a vivê-los nesse sentido tais e se encontrarmos ajuda e apoio para enfrentá-los. Também são uma oportunidade de reformularmos as ideias preconcebidas, os preconceitos e os autoritarismos encarnados em opiniões discutíveis sobre a maternidade, a criação dos filhos, a educação, as formas de criar vínculos e a comunicação entre adultos e crianças.
Este livro pretende abordar a experiência vital da maternidade como vibração energética mais do que como pensamento linear.
Trazer as experiências que todas as mulheres atravessam como se fossem únicas, sabendo, ao mesmo tempo, que são compartilhadas com as demais fêmeas humanas e fazem parte de uma rede intangível em permanente movimento. Mesmo sendo muito diferentes umas das outras, as mulheres ingressam em um território onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. Refiro-me ao encontro com a experiência maternal como arquétipo, em que cada uma se procura e se encontra em um espaço universal, mas buscando também a especificidade individual.
Por meio de diversas situações cotidianas, descreveremos um leque de sensações em que qualquer mulher que se tenha tornado mãe poderá facilmente identificar. Paradoxalmente, o uso da linguagem escrita como ferramenta para transmitir essas experiências pode ser um obstáculo, pois atende a uma estrutura em que vários elementos vão se ordenando para construir um discurso. A abordagem do universo da psique feminina, que pertence a uma construção oculta do ponto de vista de nossa cultura ocidental, então se complica. Nesse sentido, para acessar e compreender este livro, serão muito úteis a intuição ou as sensações espontâneas que nos permitam fluir com o que nos acontece quando percorremos alguma página escolhida ao acaso.
De qualquer maneira, é de se imaginar que ficaremos presas à tentação de discutir calorosamente quais são os pontos em que estamos de acordo ou em profundo desacordo. Embora as discussões que venham a surgir entre as mulheres possam ampliar o pensamento, insisto em tentar uma leitura mais emocional, esperando que tenha ressonância no infinito. Ou seja, captar o conteúdo sensorial, imaginativo ou perceptivo, em vez de aprender ou avaliar os conceitos linearmente. Isso tem a ver com deixar abertas as portas
sutis e estar atenta às que vibram com especial candura. Permitamos que aquelas que não nos sirvam sigam seu caminho sem nos distrair.
Suspeito que há vários pontos de partida para a leitura: o mais evidente é a partir do “ser mãe”. Espero, também, que o livro seja interessante para as profissionais de saúde, comunicação ou educação que tenham contato com mães, cada uma esperando, com suas próprias ferramentas intelectuais, obter resultados convincentes no que se refere ao comportamento e ao desenvolvimento das crianças.
Acredito que é possível conservar as duas visões simultaneamente; de fato, muitas de nós somos profissionais no campo das relações humanas e também somos mães de crianças pequenas.
Espero conseguir transmitir a energia que circula nos grupos que funcionam dentro da instituição que dirijo, nos quias as mães se permitem ser elas mesmas, rindo dos preconceitos e dos muros que erguem por medo de ser diferentes ou de não ser amadas. Ali foi gestada a maioria dos conceitos que fui nomeando nestes últimos anos e que, tocados por uma varinha mágica, começaram a existir.
Na Escuela de Capacitación Profesional de Crianza, continuamos inventando palavras para nomear o indefinível, os estados alterados de consciência do puerpério, os campos emocionais em que ingressamos com os bebês, a loucura indefectível e esse permanente não
reconhecer mais a si mesma. No intercâmbio criativo, as profissionais tentam encontrar as palavras corretas para nomear o que acontece conosco. Arrependo-me de não ter filmado as aulas ou as entrevistas individuais com as mães que nos consultam, porque esse poder, esse florescer dos sentimentos femininos, raramente pode ser traduzido com exatidão pela palavra escrita. Conto, assim, com a capacidade de cada leitora de se identificar com os relatos, imaginando a essência e sentindo que, definitivamente, todas somos uma.
Por último, convido-as a fazer esta viagem juntas, preservando a liberdade de levar em consideração apenas o que nos seja útil ou possa nos apoiar. Esta é minha maneira de contribuir para gerar mais perguntas, criar espaços de encontro, de intercâmbio, de comunicação e de solidariedade entre as mulheres. Esse é meu mais sincero desejo.
Laura Gutman
Sumário
PREFÁCIO
CAPÍTULO 1
Uma emoção para dois corpos
A fusão emocional • As crianças são seres fusionais • Início da separação
emocional • Por que é importante compreender o fenômeno da
fusão emocional? • O que é a sombra? • Por que é tão árduo criar um
bebê? • As depressões pós-parto existem ou são criadas? • O caso Romina
• A perda de identidade durante o puerpério • Entre o externo e
o interno.
CAPÍTULO 2
O parto
O parto como desestruturação espiritual • Institucionalização do parto • A submissão durante o parto ocidental: rotinas • Reflexões sobre os maus-tratos • A opção de parir cercada de respeito e cuidados • Acompanhar o parto de cada mulher • Existe um lugar absolutamente ideal para parir? • Parto e sexualidade • Recordando meu segundo e terceiro partos.
CAPÍTULO 3
Lactação
Amamentar: uma forma de amar • O encontro com seu eu • O início da lactação • As rotinas que prejudicam a lactação • O bebê que não engorda • O caso Estela • Há mulheres que não têm leite? • Os bebês que dormem muito • O caso Sofia • Algumas reflexões sobre o desmame • Valéria quer desmamar sua filha.
CAPÍTULO 4
Transformar-se em puérpera
Preparação para a maternidade: ao encontro da própria sombra • A relação amorosa no pós-parto • A doula: apoio e companhia • Feminilizar a sexualidade durante o pós-parto.
CAPÍTULO 5
O bebê, a criança e sua mãe fusionada
As necessidades básicas do bebê do nascimento aos 9 meses • O olhar exclusivo • A capacidade de compreensão das crianças pequenas (falar com elas) • Recursos concretos para falar com as crianças • Estrutura emocional e construção do pensamento • Separação emocional e comunicação • Cuidados com as crianças “com problemas” • O caso Norma • O caso Constanza • Cada situação é única.
CAPÍTULO 6
Apoiar e dividir: duas funções do pai
O papel do pai como esteio emocional • Confusão de papéis nos tempos modernos • E quem apoia o pai? • O papel do pai como separador emocional • Outros separadores • O caso Pablo • Manter o lugar do pai mesmo que esteja ausente • Criar os filhos sem pai • As crianças que acordam à noite: a importância da figura paterna • Funções feminina e masculina na família.
CAPÍTULO 7
As doenças infantis como manifestação da realidade emocional da mãe
Materialização da sombra • Uma visão diferente das doenças mais frequentes na primeira infância • Os resfriados e a mucosidade • Asma • O caso Eloísa • Alergias • Infecções • O caso Rodrigo e sua mãe • Problemas digestivos • Comportamentos incômodos: o caso Florencia • O caso Marcos: fusão emocional, música e linguagem.
CAPÍTULO 8
As crianças e o direito à verdade
Verdade exterior • Verdade interior • A busca da própria verdade • A verdade nos momentos difíceis • A verdade nos casos de adoção • O caso Bárbara (dar um novo significado à morte de um ente querido) • O caso Sandra.
CAPÍTULO 9
Os limites e a comunicação
As crianças precisam de mais limites ou de mais comunicação? • Para ouvir o pedido original: acordos e desacordos • O uso do “não”, um recurso pouco eficaz • As crianças tiranas • O tempo real de dedicação exclusiva às crianças • Os “caprichos” quando nasce um irmão • As crianças e as exigências de adaptação ao mundo dos adultos • A loucura das festas de fim de ano nos jardins de infância • O estresse das crianças • O caso Rodrigo.
CAPÍTULO 10
Prazer das crianças, censura dos adultos
O controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos • O controle noturno dos esfíncteres • O caso Brígida • A sucção: prazer e sobrevivência • A água, essa doce sensação • Ao baleiro da esquina, com amor • Crianças, alimentação e natureza • Exigências e alternativas na hora de comer.
CAPÍTULO 11
Comportamentos familiares na hora de dormir
Transtornos do sono ou ignorância sobre o comportamento previsível do bebê humano? • A noite e os bebês de zero a dois anos • No compasso das opiniões • As crianças com mais de dois anos que acordam à noite • Procurase um separador emocional (para ler com o homem) • As crianças também querem dormir.
CAPÍTULO 12
Crianças violentas ou crianças violentadas?
Algumas reflexões sobre a violência: ao conhecimento de si mesmo • Violência ativa e violência passiva: um guia para profissionais • O caso Roxana • Crianças agressivas: reconhecendo a própria verdade • As crianças que provêm de famílias violentas • Crianças que sofreram abusos emocionais ou sexuais: abuso entre crianças • A negação salvadora: o caso Rubén e o caso Leticia • A visão profissional.
CAPÍTULO 13
As mulheres, a maternidade e o trabalho
Maternidade, dinheiro e sexualidade • A confusão de papéis nos trabalhos maternos • As instituições educacionais • Em busca do ser essencial feminino.
EPÍLOGO
FONTE: http://www.lauragutman.com/en_brasil/libro_mater_brasil.html

Imagens e recados para Orkut no Glimboo!
(Brasil)
Este é um livro escrito para mulheres. Não pretende ser um guia para mães desesperadas. Ao contrário, é uma espécie de “alto lá!” no caminho para que possamos pensar como mães que estão criando seus filhos, com nossas luzes e sombras emergindo e explodindo em nossos vulcões em chamas.
Muitos aspectos ocultos de nossa psique feminina são desvelados e ativados com a chegada dos filhos. Estes momentos são, habitualmente, de revelação e de experiências místicas se estivermos dispostas a vivê-los nesse sentido tais e se encontrarmos ajuda e apoio para enfrentá-los. Também são uma oportunidade de reformularmos as ideias preconcebidas, os preconceitos e os autoritarismos encarnados em opiniões discutíveis sobre a maternidade, a criação dos filhos, a educação, as formas de criar vínculos e a comunicação entre adultos e crianças.
Este livro pretende abordar a experiência vital da maternidade como vibração energética mais do que como pensamento linear.
Trazer as experiências que todas as mulheres atravessam como se fossem únicas, sabendo, ao mesmo tempo, que são compartilhadas com as demais fêmeas humanas e fazem parte de uma rede intangível em permanente movimento. Mesmo sendo muito diferentes umas das outras, as mulheres ingressam em um território onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. Refiro-me ao encontro com a experiência maternal como arquétipo, em que cada uma se procura e se encontra em um espaço universal, mas buscando também a especificidade individual.
Por meio de diversas situações cotidianas, descreveremos um leque de sensações em que qualquer mulher que se tenha tornado mãe poderá facilmente identificar. Paradoxalmente, o uso da linguagem escrita como ferramenta para transmitir essas experiências pode ser um obstáculo, pois atende a uma estrutura em que vários elementos vão se ordenando para construir um discurso. A abordagem do universo da psique feminina, que pertence a uma construção oculta do ponto de vista de nossa cultura ocidental, então se complica. Nesse sentido, para acessar e compreender este livro, serão muito úteis a intuição ou as sensações espontâneas que nos permitam fluir com o que nos acontece quando percorremos alguma página escolhida ao acaso.
De qualquer maneira, é de se imaginar que ficaremos presas à tentação de discutir calorosamente quais são os pontos em que estamos de acordo ou em profundo desacordo. Embora as discussões que venham a surgir entre as mulheres possam ampliar o pensamento, insisto em tentar uma leitura mais emocional, esperando que tenha ressonância no infinito. Ou seja, captar o conteúdo sensorial, imaginativo ou perceptivo, em vez de aprender ou avaliar os conceitos linearmente. Isso tem a ver com deixar abertas as portas
sutis e estar atenta às que vibram com especial candura. Permitamos que aquelas que não nos sirvam sigam seu caminho sem nos distrair.
Suspeito que há vários pontos de partida para a leitura: o mais evidente é a partir do “ser mãe”. Espero, também, que o livro seja interessante para as profissionais de saúde, comunicação ou educação que tenham contato com mães, cada uma esperando, com suas próprias ferramentas intelectuais, obter resultados convincentes no que se refere ao comportamento e ao desenvolvimento das crianças.
Acredito que é possível conservar as duas visões simultaneamente; de fato, muitas de nós somos profissionais no campo das relações humanas e também somos mães de crianças pequenas.
Espero conseguir transmitir a energia que circula nos grupos que funcionam dentro da instituição que dirijo, nos quias as mães se permitem ser elas mesmas, rindo dos preconceitos e dos muros que erguem por medo de ser diferentes ou de não ser amadas. Ali foi gestada a maioria dos conceitos que fui nomeando nestes últimos anos e que, tocados por uma varinha mágica, começaram a existir.
Na Escuela de Capacitación Profesional de Crianza, continuamos inventando palavras para nomear o indefinível, os estados alterados de consciência do puerpério, os campos emocionais em que ingressamos com os bebês, a loucura indefectível e esse permanente não
reconhecer mais a si mesma. No intercâmbio criativo, as profissionais tentam encontrar as palavras corretas para nomear o que acontece conosco. Arrependo-me de não ter filmado as aulas ou as entrevistas individuais com as mães que nos consultam, porque esse poder, esse florescer dos sentimentos femininos, raramente pode ser traduzido com exatidão pela palavra escrita. Conto, assim, com a capacidade de cada leitora de se identificar com os relatos, imaginando a essência e sentindo que, definitivamente, todas somos uma.
Por último, convido-as a fazer esta viagem juntas, preservando a liberdade de levar em consideração apenas o que nos seja útil ou possa nos apoiar. Esta é minha maneira de contribuir para gerar mais perguntas, criar espaços de encontro, de intercâmbio, de comunicação e de solidariedade entre as mulheres. Esse é meu mais sincero desejo.
Laura Gutman
Sumário
PREFÁCIO
CAPÍTULO 1
Uma emoção para dois corpos
A fusão emocional • As crianças são seres fusionais • Início da separação
emocional • Por que é importante compreender o fenômeno da
fusão emocional? • O que é a sombra? • Por que é tão árduo criar um
bebê? • As depressões pós-parto existem ou são criadas? • O caso Romina
• A perda de identidade durante o puerpério • Entre o externo e
o interno.
CAPÍTULO 2
O parto
O parto como desestruturação espiritual • Institucionalização do parto • A submissão durante o parto ocidental: rotinas • Reflexões sobre os maus-tratos • A opção de parir cercada de respeito e cuidados • Acompanhar o parto de cada mulher • Existe um lugar absolutamente ideal para parir? • Parto e sexualidade • Recordando meu segundo e terceiro partos.
CAPÍTULO 3
Lactação
Amamentar: uma forma de amar • O encontro com seu eu • O início da lactação • As rotinas que prejudicam a lactação • O bebê que não engorda • O caso Estela • Há mulheres que não têm leite? • Os bebês que dormem muito • O caso Sofia • Algumas reflexões sobre o desmame • Valéria quer desmamar sua filha.
CAPÍTULO 4
Transformar-se em puérpera
Preparação para a maternidade: ao encontro da própria sombra • A relação amorosa no pós-parto • A doula: apoio e companhia • Feminilizar a sexualidade durante o pós-parto.
CAPÍTULO 5
O bebê, a criança e sua mãe fusionada
As necessidades básicas do bebê do nascimento aos 9 meses • O olhar exclusivo • A capacidade de compreensão das crianças pequenas (falar com elas) • Recursos concretos para falar com as crianças • Estrutura emocional e construção do pensamento • Separação emocional e comunicação • Cuidados com as crianças “com problemas” • O caso Norma • O caso Constanza • Cada situação é única.
CAPÍTULO 6
Apoiar e dividir: duas funções do pai
O papel do pai como esteio emocional • Confusão de papéis nos tempos modernos • E quem apoia o pai? • O papel do pai como separador emocional • Outros separadores • O caso Pablo • Manter o lugar do pai mesmo que esteja ausente • Criar os filhos sem pai • As crianças que acordam à noite: a importância da figura paterna • Funções feminina e masculina na família.
CAPÍTULO 7
As doenças infantis como manifestação da realidade emocional da mãe
Materialização da sombra • Uma visão diferente das doenças mais frequentes na primeira infância • Os resfriados e a mucosidade • Asma • O caso Eloísa • Alergias • Infecções • O caso Rodrigo e sua mãe • Problemas digestivos • Comportamentos incômodos: o caso Florencia • O caso Marcos: fusão emocional, música e linguagem.
CAPÍTULO 8
As crianças e o direito à verdade
Verdade exterior • Verdade interior • A busca da própria verdade • A verdade nos momentos difíceis • A verdade nos casos de adoção • O caso Bárbara (dar um novo significado à morte de um ente querido) • O caso Sandra.
CAPÍTULO 9
Os limites e a comunicação
As crianças precisam de mais limites ou de mais comunicação? • Para ouvir o pedido original: acordos e desacordos • O uso do “não”, um recurso pouco eficaz • As crianças tiranas • O tempo real de dedicação exclusiva às crianças • Os “caprichos” quando nasce um irmão • As crianças e as exigências de adaptação ao mundo dos adultos • A loucura das festas de fim de ano nos jardins de infância • O estresse das crianças • O caso Rodrigo.
CAPÍTULO 10
Prazer das crianças, censura dos adultos
O controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos • O controle noturno dos esfíncteres • O caso Brígida • A sucção: prazer e sobrevivência • A água, essa doce sensação • Ao baleiro da esquina, com amor • Crianças, alimentação e natureza • Exigências e alternativas na hora de comer.
CAPÍTULO 11
Comportamentos familiares na hora de dormir
Transtornos do sono ou ignorância sobre o comportamento previsível do bebê humano? • A noite e os bebês de zero a dois anos • No compasso das opiniões • As crianças com mais de dois anos que acordam à noite • Procurase um separador emocional (para ler com o homem) • As crianças também querem dormir.
CAPÍTULO 12
Crianças violentas ou crianças violentadas?
Algumas reflexões sobre a violência: ao conhecimento de si mesmo • Violência ativa e violência passiva: um guia para profissionais • O caso Roxana • Crianças agressivas: reconhecendo a própria verdade • As crianças que provêm de famílias violentas • Crianças que sofreram abusos emocionais ou sexuais: abuso entre crianças • A negação salvadora: o caso Rubén e o caso Leticia • A visão profissional.
CAPÍTULO 13
As mulheres, a maternidade e o trabalho
Maternidade, dinheiro e sexualidade • A confusão de papéis nos trabalhos maternos • As instituições educacionais • Em busca do ser essencial feminino.
EPÍLOGO
FONTE: http://www.lauragutman.com/en_brasil/libro_mater_brasil.html
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
LICENÇA DE PATERNIDADE
Houve um tempo -e, por certo, tal ainda ocorre em algumas tribos, e em alguns lugares- em que não se felicitava a mulher grávida, mas o futuro pai. Por altura do parto, este contorcia-se de dores (?!), como se estivesse de facto a parir. No dia seguinte, a mulher levantava-se, mas o homem permanecia deitado, para receber os parabéns.
Hoje, em pleno século XXI, não estamos muito longe de voltar a este tempo! Já nem é tão raro assim ver uma mulher retomar o trabalho bem cedo, demasiado até, cedendo o seu lugar ao homem.
E não é assim tão raro ver um pai ficar com a guarda dos filhos, sejam estes pequenos ou não, por "mérito". Alegam ter melhores condições e um melhor perfil para cuidar dos filhos do que a mãe.
Tudo isto em nome de uma IGUALDADE que nem sequer existe! Como se a paternidade fosse a mesma coisa que a maternidade. Pelo jeito que anda a coisa, parece até que a paternidade vale bem mais do que a maternidade. Ou melhor, o que vale é a paternidade, pois a maternidade é um mito.
Ao que nós chegamos, meu Deus!!! Só falta o homem engravidar de facto (dizem que sim, que o homem também está grávido), e ir para a PATERNIDADE dar à luz!
PARABÉNS!
Hoje, em pleno século XXI, não estamos muito longe de voltar a este tempo! Já nem é tão raro assim ver uma mulher retomar o trabalho bem cedo, demasiado até, cedendo o seu lugar ao homem.
E não é assim tão raro ver um pai ficar com a guarda dos filhos, sejam estes pequenos ou não, por "mérito". Alegam ter melhores condições e um melhor perfil para cuidar dos filhos do que a mãe.
Tudo isto em nome de uma IGUALDADE que nem sequer existe! Como se a paternidade fosse a mesma coisa que a maternidade. Pelo jeito que anda a coisa, parece até que a paternidade vale bem mais do que a maternidade. Ou melhor, o que vale é a paternidade, pois a maternidade é um mito.
Ao que nós chegamos, meu Deus!!! Só falta o homem engravidar de facto (dizem que sim, que o homem também está grávido), e ir para a PATERNIDADE dar à luz!
PARABÉNS!
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
NÃO, NÓS NÃO SOMOS ANIMAIS. SOMOS BESTAS!
Dizem que só o Homem tem a capacidade de construir, mas eu só o vejo a destruir!
Um animal comporta-se como um animal, nada mais.
O Homem como uma besta.
Hoje, mais do que nunca, se vê a capacidade de destruição do ser humano.
Ele mata, para seu bel prazer.
Ele destrói a natureza.
Ele destrói a sua identidade.
Ele destrói a maternidade.
Ele destrói a sua razão de ser.
Não iremos muito longe, digo-vos eu.
A menos que o Homem reconheça o seu engano, e siga por outro caminho. Errar é humano.
Imaginemos um simples viajante que, na sua caminhada, se dá conta que se enganou na direcção que queria tomar. O que deve esse viajante fazer? Talvez voltar para trás...
Voltar para trás não é o mesmo que andar para trás, meus senhores.
Se esse viajante, ao voltar para trás, encontrar um outro caminho, que lhe parece o certo, é bom de ver que seguirá por aí.
O nosso maior erro é continuar para a frente, mesmo sabendo que não é o melhor, que provavelmente iremos dar a um beco sem saída, ou, pior, a um abismo.
É uma burrice, e só os burros é que dão cabeçadas.
Um animal comporta-se como um animal, nada mais.
O Homem como uma besta.
Hoje, mais do que nunca, se vê a capacidade de destruição do ser humano.
Ele mata, para seu bel prazer.
Ele destrói a natureza.
Ele destrói a sua identidade.
Ele destrói a maternidade.
Ele destrói a sua razão de ser.
Não iremos muito longe, digo-vos eu.
A menos que o Homem reconheça o seu engano, e siga por outro caminho. Errar é humano.
Imaginemos um simples viajante que, na sua caminhada, se dá conta que se enganou na direcção que queria tomar. O que deve esse viajante fazer? Talvez voltar para trás...
Voltar para trás não é o mesmo que andar para trás, meus senhores.
Se esse viajante, ao voltar para trás, encontrar um outro caminho, que lhe parece o certo, é bom de ver que seguirá por aí.
O nosso maior erro é continuar para a frente, mesmo sabendo que não é o melhor, que provavelmente iremos dar a um beco sem saída, ou, pior, a um abismo.
É uma burrice, e só os burros é que dão cabeçadas.
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quarta-feira, 3 de março de 2010
O MITO DA MATERNIDADE PODE SER, EM PARTE, RESPONSÁVEL PELA DEPRESSÃO PÓS-PARTO(?!!!)
E eu que pensei que a depressão pós-parto (e toda a miscelânea de emoções que assaltam a mãe após o nascimento do filho) era normalíssimo!
Então, e se disser que estas novas ideias vieram, isso sim, confundir as mães -pois se é certo que nem todas estão vocacionadas para a maternidade, a generalidade tem inato o instinto maternal que muitos querem abafar-, contribuindo para um aumento e agravamento de depressões pós-parto?
E se eu disser que a culpa pode até nem ser a de não sentir esse amor incondicional pelo filho, mas sim a culpa de o "abandonar", de se deixar aprisionar, uma vez mais, pelos conceitos sociais? A culpa de saber que vive em função dos seus interesses, e não em função dos interesses do filho!
Uma mulher pode -e deve- realizar-se através de outras formas que não apenas a maternidade. Mas, para quem é mãe, essa deve ser a realização principal.
E que tal dar liberdade à mulher para ser mãe tal como sempre imaginou, longe de qualquer condicionalismos? Parem de dizer o que ela deve ou não fazer, e de a criticar por ter -ou deixar de ter- esta ou aquela atitude, e vereis que ela própria encontrará a resposta.
Parem de a confundir, afastando-a cada vez mais da sua verdadeira natureza!
Basta!!!
Mães, livrem-se de teorias e conceitos!
Não é a sociedade que vos vai dizer se sois ou não boas mães, e se tendes ou não o instinto para o ser!
Nãp deixeis que uma depressão pós-parto, uma realidade de quase todas as mulheres, seja o pretexto para concluirem que vivemos aprisionadas ao passado!
Talvez seja o presente o que nos aprisiona.
Sei de tantas mães que, em outros tempos, assim que davam à luz já se punham a trabalhar! Havia lá a depressão! E se havia, ela curava-se por si só!Primeiro o filho! Vão lá dizer-lhe que foi a sociedade que as fez agir assim!
Por acaso alguém diz a uma cadela como parir e como cuidar das crias? Todos os cuidados que ela presta à sua prole não são mais do que um comportamento imposto? O instinto maternal da cadela (e da maioria das progenitoras à face da Terra) é um mito?
Acreditais nisto?
Evidentemente, a maternidade não surge como algo obrigatório. Mas é natural, sim. Como é natural que nem todas as mulheres se sintam atráídas pela ideia de ter filhos. Como é natural que, à semelhança do que observamos na natureza, muitas mães abandonem os filhos.
A natureza sabe o que faz.
O Homem não sabe o que diz.
Então, e se disser que estas novas ideias vieram, isso sim, confundir as mães -pois se é certo que nem todas estão vocacionadas para a maternidade, a generalidade tem inato o instinto maternal que muitos querem abafar-, contribuindo para um aumento e agravamento de depressões pós-parto?
E se eu disser que a culpa pode até nem ser a de não sentir esse amor incondicional pelo filho, mas sim a culpa de o "abandonar", de se deixar aprisionar, uma vez mais, pelos conceitos sociais? A culpa de saber que vive em função dos seus interesses, e não em função dos interesses do filho!
Uma mulher pode -e deve- realizar-se através de outras formas que não apenas a maternidade. Mas, para quem é mãe, essa deve ser a realização principal.
E que tal dar liberdade à mulher para ser mãe tal como sempre imaginou, longe de qualquer condicionalismos? Parem de dizer o que ela deve ou não fazer, e de a criticar por ter -ou deixar de ter- esta ou aquela atitude, e vereis que ela própria encontrará a resposta.
Parem de a confundir, afastando-a cada vez mais da sua verdadeira natureza!
Basta!!!
Mães, livrem-se de teorias e conceitos!
Não é a sociedade que vos vai dizer se sois ou não boas mães, e se tendes ou não o instinto para o ser!
Nãp deixeis que uma depressão pós-parto, uma realidade de quase todas as mulheres, seja o pretexto para concluirem que vivemos aprisionadas ao passado!
Talvez seja o presente o que nos aprisiona.
Sei de tantas mães que, em outros tempos, assim que davam à luz já se punham a trabalhar! Havia lá a depressão! E se havia, ela curava-se por si só!Primeiro o filho! Vão lá dizer-lhe que foi a sociedade que as fez agir assim!
Por acaso alguém diz a uma cadela como parir e como cuidar das crias? Todos os cuidados que ela presta à sua prole não são mais do que um comportamento imposto? O instinto maternal da cadela (e da maioria das progenitoras à face da Terra) é um mito?
Acreditais nisto?
Evidentemente, a maternidade não surge como algo obrigatório. Mas é natural, sim. Como é natural que nem todas as mulheres se sintam atráídas pela ideia de ter filhos. Como é natural que, à semelhança do que observamos na natureza, muitas mães abandonem os filhos.
A natureza sabe o que faz.
O Homem não sabe o que diz.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
ULTRASSOM
Ultrasom
CONHEÇA O TRABALHO DO SIRI, O PERCUSSIONISTA CARIOCA QUE GRAVOU UM CD INSPIRADO NOS SONS DO ÚTERO MATERNO
Inspirado pela gestação de sua filha Clara, o percussionista carioca Siri lançou o álbum Ultrasom, com sons que lembram o ambiente uterino. O show é um espetáculo multimídia, com um cenário em forma de útero, feito pela artista visual Deborah Engel. Gravado também em nove meses, "Ultrasom" é a viagem do percussionista pelos sons de uma nova vida: do ultrassom ao primeiro choro de Clara.
No palco, sons extraídos das sessões da ultrassonografia de Clara viram música: coração, pulmão, respiração e fluxo sanguíneo dão sustentação ao ritmo e se fundem a sons produzidos por dois percussionistas e um quarteto de cordas (violino, cello, viola e baixo acústico).
A primeira faixa, “Ultrasom”, mistura sons de respiração, líquido amniótico e batimentos cardíacos, formando uma verdadeira "orquestra uterina". A faixa Chorinho nº1 traz o registro do primeiro choro de sua filha Clara, gravado na maternidade.E a última faixa, Placenta, foi feita com sobras de áudio. “Após o nascimento de Clara fiquei impressionado com a placenta, um órgão que nutre o feto durante nove meses e depois é jogado fora. O mesmo acontece com os áudios do CD. Não pensei duas vezes: fiz uma música", Siri explica.
ULTRASOM, DE SIRI R$20 WWW.SIRI.ETC.BR
CONHEÇA O TRABALHO DO SIRI, O PERCUSSIONISTA CARIOCA QUE GRAVOU UM CD INSPIRADO NOS SONS DO ÚTERO MATERNO
Inspirado pela gestação de sua filha Clara, o percussionista carioca Siri lançou o álbum Ultrasom, com sons que lembram o ambiente uterino. O show é um espetáculo multimídia, com um cenário em forma de útero, feito pela artista visual Deborah Engel. Gravado também em nove meses, "Ultrasom" é a viagem do percussionista pelos sons de uma nova vida: do ultrassom ao primeiro choro de Clara.
No palco, sons extraídos das sessões da ultrassonografia de Clara viram música: coração, pulmão, respiração e fluxo sanguíneo dão sustentação ao ritmo e se fundem a sons produzidos por dois percussionistas e um quarteto de cordas (violino, cello, viola e baixo acústico).
A primeira faixa, “Ultrasom”, mistura sons de respiração, líquido amniótico e batimentos cardíacos, formando uma verdadeira "orquestra uterina". A faixa Chorinho nº1 traz o registro do primeiro choro de sua filha Clara, gravado na maternidade.E a última faixa, Placenta, foi feita com sobras de áudio. “Após o nascimento de Clara fiquei impressionado com a placenta, um órgão que nutre o feto durante nove meses e depois é jogado fora. O mesmo acontece com os áudios do CD. Não pensei duas vezes: fiz uma música", Siri explica.
ULTRASOM, DE SIRI R$20 WWW.SIRI.ETC.BR
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
BARRIGAS DE AMOR: DIA NACIONAL DA NATALIDADE A 09 DE SETEMBRO, RECONHECENDO ÀS MÃES E ÀS GRÁVIDAS O SEU VALOR NO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO EM PORTUGAL!
Barrigas de Amor encerram petição para Dia Nacional da Natalidade
09 de Setembro é o dia desejado
Os produtores do Barrigas de Amor assinalam, em 09.09.09, o final do processo de recolha de assinaturas que permitirá à Assembleia da República aprovar o Dia Nacional da Natalidade/Dia da Grávida.
Os peticionários pretendem que, anualmente, em 09.09, as grávidas e as mães sejam reconhecidas como as mulheres que contribuem para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos do mundo.
A RTP e a Rádio Renascença dedicam emissões especiais ao tema e os Fingertips divulgam uma balada composta especialmente para o dia 09.09.
"Tomorrow’s inside us" é o título do original, composto por Rui Saraiva, Hélder Matos e Zé Manuel, que ficará como o “Hino da Grávida”. Este tema, que não vai ser editado em CD, pode ser obtido gratuitamente, a partir do dia 09.09.09, em www.thefingertips.com/barrigasdeamor.
Os Jogos Santa Casa emitem uma lotaria alusiva ao dia, com extracção no dia 14 de Setembro.
O Barrigas de Amor vai agora celebrar um protocolo com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no sentido de produzirem, anualmente, um trabalho original com o enfoque nas temáticas da família e da natalidade.
08 de Setembro de 2009
09 de Setembro é o dia desejado
Os produtores do Barrigas de Amor assinalam, em 09.09.09, o final do processo de recolha de assinaturas que permitirá à Assembleia da República aprovar o Dia Nacional da Natalidade/Dia da Grávida.
Os peticionários pretendem que, anualmente, em 09.09, as grávidas e as mães sejam reconhecidas como as mulheres que contribuem para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos do mundo.
A RTP e a Rádio Renascença dedicam emissões especiais ao tema e os Fingertips divulgam uma balada composta especialmente para o dia 09.09.
"Tomorrow’s inside us" é o título do original, composto por Rui Saraiva, Hélder Matos e Zé Manuel, que ficará como o “Hino da Grávida”. Este tema, que não vai ser editado em CD, pode ser obtido gratuitamente, a partir do dia 09.09.09, em www.thefingertips.com/barrigasdeamor.
Os Jogos Santa Casa emitem uma lotaria alusiva ao dia, com extracção no dia 14 de Setembro.
O Barrigas de Amor vai agora celebrar um protocolo com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no sentido de produzirem, anualmente, um trabalho original com o enfoque nas temáticas da família e da natalidade.
08 de Setembro de 2009
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