VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
URGE MAMIFERIZAR O PARTO HUMANO!
A LER: http://www.bionascimento.com/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=96
domingo, 5 de junho de 2011
SÃO INCONGRUÊNCIAS A MAIS...
Entre as mensagens que me foram enviadas estava a de um senhor que me perguntava se eu defendia que a criança ficasse sempre com mãe, salvo os casos em que esta não revele capacidades ou condições. Respondi-lhe que era exactamente isso que eu defendia, salvo excepções, entre as quais o não ser da vontade da criança (vontade que, frisei, devia ser respeitada).
Perguntei-lhe se porventura teria coragem de arrancar uma cria qualquer de junto da sua progenitora, sem qualquer motivo que o justificasse, para a pôr junto do progenitor.
Esta foi a sua resposta:
Viva Sara,
Na natureza, onde isso se pratica (e até há poucos séculos de forma generalizada na nossa espécie), pratica-se também o infanticídio e o estupro. São fenómenos naturais, e por isso não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom". Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho, e em contrapartida ser castrada profissional e socialmente noutros aspectos (tipicamente, os patrimoniais ou de poder).
Felizmente afastámo-nos disso. Provavelmente não quer que as suas filhas vivam num mundo assim. Além disso, é muito importante para todos os filhos ter os dois pais, desde que os dois estejam dispostos a estar presentes e dar afecto e cuidado à criança. Violar essa necessidade da criança por vontade de um dos pais (ou, pior, porque é essa a tradição) parece-me bárbaro.
(...)
[não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom"]
Nunca ninguém disse que a natureza era perfeita. Algumas fêmeas são, de facto, forçadas a ter relações (isso acontece também na nossa espécie, principalmente nas civilizações MAIS DESENVOLVIDAS), razão pela qual algumas fêmeas -não todas- acabarão por abandonar as crias, que, desprotegidas, acabam por morrer. O infanticídio existe, sim, embora sejam mais os machos e algumas outras fêmeas a cometê-lo. São casos excepcionais que não justificam que se altere a ordem das coisas. Tanto assim é que essa ordem ainda permanece.
[Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho]
Estamos, portanto, a falar de mamíferas. Que, regra geral, vivem sozinhas ou em grupos constituídos apenas de fêmeas, numa espécie de sociedade matriarcal. São elas que afastam as crias machos, quando estes estão suficientemente grandes para serem independentes, por forma a evitar que eles copulem com as próprias irmãs ou mesmo com elas. Diz-me então o amigo que elas não o fazem por natureza, mas por imposição social!
Admira-me que não tenha referido os casos em que são os machos a cuidar das crias, raros entre os mamíferos, mas frequentes entre as aves e os peixes. Já se perguntou porque razão eles o fazem? Talvez seja, como o amigo diz, por imposição social...
Ora os casos em que são os machos a cuidar das crias, ou em que ambos os progenitores se encontram envolvidos nesses cuidados, se devem tão somente a um propósito: a preservação da espécie, garantindo a sobrevivência do maior número de crias. A fêmea, assim que deposita os ovos (falamos ainda de aves e peixes,claro) fica liberada para voltar a procriar.
Felizmente nós não somos nem aves nem peixes, nem temos que nos comportar como tal. E não é, volto a insistir, porque somos humanos e estamos no século XXI que havemos de presumir que as nossas crias (as humanas) não têm as mesmas necessidades que as outras crias de mamíferos. Nenhum macho se atreveu a alterar a ordem natural das coisas. À excepção do macho humano. E diz ele (o macho humano) que não é machista...
Na natureza, as fêmeas dão à luz em total privacidade (o macho não assiste ao parto das crias que, aliás, também são deles) e são elas que maioritariamente ou exclusivamente cuidam das crias. Nas sociedades MAIS DESENVOLVIDAS, pelo contrário,o homem assiste ao parto e até corta o cordão umbilical (na natureza é a própria fêmea que o faz), e muitos são os que "compartilham" os cuidados com os filhos. Alguns até se designam "papas ao foyer".
Qual destes comportamentos é natural, e qual o condicionado?
É certo dizer que esta mudança de comportamento de homens e mulheres deriva de uma evolução natural?
Ou não serão estes novos comportamentos condicionados pela sociedade, que exige uma mudança?
[ é muito importante para todos os filhos ter os dois pais]
E ninguém aqui diz o contrário, ainda que as leis permitam que um filho nunca chegue a ter mãe (quando vive com dois homens) ou que não tenha pai (quando vive com duas mulheres).
Mas mais importante ainda é perceber as necessidades dos nossos filhos, perceber o mal que lhes fazemos quando o SEPARAMOS da progenitora em idades muito precoces, ou quando OBRIGAMOS esta (a mãe) a permanecer num lugar que a deprime (de que serve a um filho uma mãe deprimida?), e quando esta não aceite ficar, os SUJEITAMOS -mãe e filho- a uma separação demasiado dolorosa, quer para um quer para o outro. Isso, sim, é que é IMPOSIÇÃO.
E tudo o que é imposto não se faz por gosto, e só traz desgosto.
Principalmente àqueles a quem pretensamente queremos fazer bem, no seu Superior Interesse.
"Um pai pode estar num país e o outro noutro. Não impede que as coisas possam dar certo, e que um filho seja feliz. Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos uma juíza (sim, era uma mulher, e depois?!), a mim e ao meu ex.
Com boa vontade, de parte a parte.
Não com a vontade de um sobre a vontade do outro.
Paz e Amor aos homens e mulheres de boa vontade:)
Perguntei-lhe se porventura teria coragem de arrancar uma cria qualquer de junto da sua progenitora, sem qualquer motivo que o justificasse, para a pôr junto do progenitor.
Esta foi a sua resposta:
Viva Sara,
Na natureza, onde isso se pratica (e até há poucos séculos de forma generalizada na nossa espécie), pratica-se também o infanticídio e o estupro. São fenómenos naturais, e por isso não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom". Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho, e em contrapartida ser castrada profissional e socialmente noutros aspectos (tipicamente, os patrimoniais ou de poder).
Felizmente afastámo-nos disso. Provavelmente não quer que as suas filhas vivam num mundo assim. Além disso, é muito importante para todos os filhos ter os dois pais, desde que os dois estejam dispostos a estar presentes e dar afecto e cuidado à criança. Violar essa necessidade da criança por vontade de um dos pais (ou, pior, porque é essa a tradição) parece-me bárbaro.
(...)
[não sou especialmente sensível ao argumento de "vem da natureza, tem de ser bom"]
Nunca ninguém disse que a natureza era perfeita. Algumas fêmeas são, de facto, forçadas a ter relações (isso acontece também na nossa espécie, principalmente nas civilizações MAIS DESENVOLVIDAS), razão pela qual algumas fêmeas -não todas- acabarão por abandonar as crias, que, desprotegidas, acabam por morrer. O infanticídio existe, sim, embora sejam mais os machos e algumas outras fêmeas a cometê-lo. São casos excepcionais que não justificam que se altere a ordem das coisas. Tanto assim é que essa ordem ainda permanece.
[Acho que é frequente na natureza (e nas civilizações menos desenvolvidas) a fêmea ficar (não por decisão, mas por condicionamento social) com muito mais ónus no acompanhamento e cuidado da criança do que o macho]
Estamos, portanto, a falar de mamíferas. Que, regra geral, vivem sozinhas ou em grupos constituídos apenas de fêmeas, numa espécie de sociedade matriarcal. São elas que afastam as crias machos, quando estes estão suficientemente grandes para serem independentes, por forma a evitar que eles copulem com as próprias irmãs ou mesmo com elas. Diz-me então o amigo que elas não o fazem por natureza, mas por imposição social!
Admira-me que não tenha referido os casos em que são os machos a cuidar das crias, raros entre os mamíferos, mas frequentes entre as aves e os peixes. Já se perguntou porque razão eles o fazem? Talvez seja, como o amigo diz, por imposição social...
Ora os casos em que são os machos a cuidar das crias, ou em que ambos os progenitores se encontram envolvidos nesses cuidados, se devem tão somente a um propósito: a preservação da espécie, garantindo a sobrevivência do maior número de crias. A fêmea, assim que deposita os ovos (falamos ainda de aves e peixes,claro) fica liberada para voltar a procriar.
Felizmente nós não somos nem aves nem peixes, nem temos que nos comportar como tal. E não é, volto a insistir, porque somos humanos e estamos no século XXI que havemos de presumir que as nossas crias (as humanas) não têm as mesmas necessidades que as outras crias de mamíferos. Nenhum macho se atreveu a alterar a ordem natural das coisas. À excepção do macho humano. E diz ele (o macho humano) que não é machista...
Na natureza, as fêmeas dão à luz em total privacidade (o macho não assiste ao parto das crias que, aliás, também são deles) e são elas que maioritariamente ou exclusivamente cuidam das crias. Nas sociedades MAIS DESENVOLVIDAS, pelo contrário,o homem assiste ao parto e até corta o cordão umbilical (na natureza é a própria fêmea que o faz), e muitos são os que "compartilham" os cuidados com os filhos. Alguns até se designam "papas ao foyer".
Qual destes comportamentos é natural, e qual o condicionado?
É certo dizer que esta mudança de comportamento de homens e mulheres deriva de uma evolução natural?
Ou não serão estes novos comportamentos condicionados pela sociedade, que exige uma mudança?
[ é muito importante para todos os filhos ter os dois pais]
E ninguém aqui diz o contrário, ainda que as leis permitam que um filho nunca chegue a ter mãe (quando vive com dois homens) ou que não tenha pai (quando vive com duas mulheres).
Mas mais importante ainda é perceber as necessidades dos nossos filhos, perceber o mal que lhes fazemos quando o SEPARAMOS da progenitora em idades muito precoces, ou quando OBRIGAMOS esta (a mãe) a permanecer num lugar que a deprime (de que serve a um filho uma mãe deprimida?), e quando esta não aceite ficar, os SUJEITAMOS -mãe e filho- a uma separação demasiado dolorosa, quer para um quer para o outro. Isso, sim, é que é IMPOSIÇÃO.
E tudo o que é imposto não se faz por gosto, e só traz desgosto.
Principalmente àqueles a quem pretensamente queremos fazer bem, no seu Superior Interesse.
"Um pai pode estar num país e o outro noutro. Não impede que as coisas possam dar certo, e que um filho seja feliz. Com boa vontade, tudo se faz!", dizia-nos uma juíza (sim, era uma mulher, e depois?!), a mim e ao meu ex.
Com boa vontade, de parte a parte.
Não com a vontade de um sobre a vontade do outro.
Paz e Amor aos homens e mulheres de boa vontade:)
terça-feira, 8 de março de 2011
NO DIA DA MULHER... FALA-SE DO HOMEM!
Isto no programa "Maternelles", que costuma dar todas as manhãs no canal 5, aqui em França!
Deve ser porque também é "Mardi Gras" (seria, nesse caso, uma piada de mau gosto?!) e, ainda por cima, inauguramos também hoje a nova televisão numérica que, a meu ver, não faz diferença da anterior.
Pergunto-me como é que num programa diário resolvem falar do novo pai logo hoje, no dia dedicado à Mulher!
Dizia, a alturas tantas, uma das intervenientes que uma mulher não tem de se sentir culpada por ir trabalhar muito cedo deixando um filho de tenra idade aos cuidados de outros, nomeadamente do pai, pois -assim o garantia a entrevistada- a criança não se ressente em nada da ausência da mãe.
Ora, tendo em conta que cada mulher é diferente, e que cada uma deve ter ESCOLHA NA MATÉRIA, acho que não é muito apropriado dar conselhos que vão contra aquilo em que a maioria de nós acredita. Acreditamos que devemos dar UM lugar ao pai, mas não O NOSSO lugar!
Pelo bem dos nossos filhos que, em tenra idade, precisam de ser maternizados, sendo que a mãe é de todas as pessoas -repare-se que eu não excluo ninguém-, a MELHOR para o fazer! Salvo algumas excepções, claro...
Repare-se que mesmo as crianças que são maternizadas por outros, nomeadamente pelo pai, buscam refúgio na mãe, quando a situação ou outras pessoas lhe são estranhas e lhe causam medo.
Isto, no dizer de muitos profissionais, significa que, mesmo não sendo ela quem cuida mais da criança, é ela a principal figura de referência. Por outras palavras, o ser outra pessoa a cuidar da criança não muda em nada esta VERDADE UNIVERSAL.
Hoje, mais do que nunca, se faz necessário este dia comemorativo, para lembrar a todos e a todas que temos sempre um VOTO NA MATÉRIA, e um DIREITO DE ESCOLHA, principalmente no que se refere a NOSSA gravidez, o NOSSO parto e os primeiros anos de vida dos nossos filhos, já que somos figuras essenciais nestas etapas, e, sem dúvida alguma, a sua principal figura de referência.
Se acaso ainda há quem não entenda este princípio, fazemos como as outras, no filme que eu vi ontem à noite: uma greve!
E quando digo greve, digo uma verdadeira mobilização!
Não haveria mulher alguma (nem a maezinha, nem a chérie, nem a mulher ou a ex-mulher,...), não haveria uma sequer para dar apoio ao homem, que acha que o nosso lugar também é o dele, tal como o fazem os pássaros e os peixes. Os mamíferos não o fazem assim, mas nós, mesmo o sendo, somos à força uma excepção.
A ver se encontro esse telefilme, que vi no canal TF1.
O quanto eu me ri.
Entretanto deixo-vos aqui um pequeno relato e esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Eis um pequeno relato:
Dans la maison de la Charmeraie, Suzie exerce sa passion pour la peinture dans son atelier tandis que Franck, ancien pilote, est sur le point de signer un important contrat pour son invention de moteur électrique.
Alors que Suzie et ses amies n'ont que trois semaines pour préparer leur exposition de peinture dans l'atelier, Franck décide de le réquisitionner. Bien décidées à ne pas se laisser faire, Suzie, Cécile, Sonia et Hélène vont lancer une «grève des femmes» qui va bientôt gagner tout le village de Saint-Vernet.
Deve ser porque também é "Mardi Gras" (seria, nesse caso, uma piada de mau gosto?!) e, ainda por cima, inauguramos também hoje a nova televisão numérica que, a meu ver, não faz diferença da anterior.
Pergunto-me como é que num programa diário resolvem falar do novo pai logo hoje, no dia dedicado à Mulher!
Dizia, a alturas tantas, uma das intervenientes que uma mulher não tem de se sentir culpada por ir trabalhar muito cedo deixando um filho de tenra idade aos cuidados de outros, nomeadamente do pai, pois -assim o garantia a entrevistada- a criança não se ressente em nada da ausência da mãe.
Ora, tendo em conta que cada mulher é diferente, e que cada uma deve ter ESCOLHA NA MATÉRIA, acho que não é muito apropriado dar conselhos que vão contra aquilo em que a maioria de nós acredita. Acreditamos que devemos dar UM lugar ao pai, mas não O NOSSO lugar!
Pelo bem dos nossos filhos que, em tenra idade, precisam de ser maternizados, sendo que a mãe é de todas as pessoas -repare-se que eu não excluo ninguém-, a MELHOR para o fazer! Salvo algumas excepções, claro...
Repare-se que mesmo as crianças que são maternizadas por outros, nomeadamente pelo pai, buscam refúgio na mãe, quando a situação ou outras pessoas lhe são estranhas e lhe causam medo.
Isto, no dizer de muitos profissionais, significa que, mesmo não sendo ela quem cuida mais da criança, é ela a principal figura de referência. Por outras palavras, o ser outra pessoa a cuidar da criança não muda em nada esta VERDADE UNIVERSAL.
Hoje, mais do que nunca, se faz necessário este dia comemorativo, para lembrar a todos e a todas que temos sempre um VOTO NA MATÉRIA, e um DIREITO DE ESCOLHA, principalmente no que se refere a NOSSA gravidez, o NOSSO parto e os primeiros anos de vida dos nossos filhos, já que somos figuras essenciais nestas etapas, e, sem dúvida alguma, a sua principal figura de referência.
Se acaso ainda há quem não entenda este princípio, fazemos como as outras, no filme que eu vi ontem à noite: uma greve!
E quando digo greve, digo uma verdadeira mobilização!
Não haveria mulher alguma (nem a maezinha, nem a chérie, nem a mulher ou a ex-mulher,...), não haveria uma sequer para dar apoio ao homem, que acha que o nosso lugar também é o dele, tal como o fazem os pássaros e os peixes. Os mamíferos não o fazem assim, mas nós, mesmo o sendo, somos à força uma excepção.
A ver se encontro esse telefilme, que vi no canal TF1.
O quanto eu me ri.
Entretanto deixo-vos aqui um pequeno relato e esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
Eis um pequeno relato:
Dans la maison de la Charmeraie, Suzie exerce sa passion pour la peinture dans son atelier tandis que Franck, ancien pilote, est sur le point de signer un important contrat pour son invention de moteur électrique.
Alors que Suzie et ses amies n'ont que trois semaines pour préparer leur exposition de peinture dans l'atelier, Franck décide de le réquisitionner. Bien décidées à ne pas se laisser faire, Suzie, Cécile, Sonia et Hélène vont lancer une «grève des femmes» qui va bientôt gagner tout le village de Saint-Vernet.
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
O NOVO PAI: UM PAPEL NATURAL, OU CULTURAL?
Dizem os homens - e acreditam mesmo- que uma mãe só tem vantagem sobre o pai durante o período da gravidez e o período da amamentação (muitos preferem substituir este último período pelo biberão, de forma a encurtar essa vantagem). A partir daí, dizem eles, ambos estão em igualdade.
Santa ignorância!
Nos últimos tempos tem-se questionado o papel da mãe.
Muitos são os que acreditam que não existe nenhum instinto maternal, tão pouco existe um vínculo inicial.
Então, e o novo pai?
Será ele um produto 100& natural, ou imposto pela nova ordem social?
Não é difícil saber a resposta: basta olhar para as restantes espécies (deixem os peixinhos e as aves em paz, sim?), para perceber qual dos nossos comportamentos é natural, e qual o que é artificial.
Machos e fêmeas têm um comportamento diferente.
Sobretudo em relação às crias que se encontram, maioritariamente, aos cuidados da progenitora.
Na natureza, persiste a ordem natural.
E connosco, como é que se passa?
Num dos meus últimos posts, percebemos que a maioria dos homens acompanha a mulher durante a gravidez e o trabalho de parto não por uma vontade vinda deles próprios, mas mais porque a própria mulher lhes pediu (ou exigiu!) e a sociedade -equipa médica, família e outros quantos- lhes cobra esse comportamento.
Ora eu pergunto: será natural, tanto mais que a mulher, à semelhança do que acontece nas demais espécies que nos são semelhantes, prefere dar à luz num meio isolado, no qual ela terá um total contrôle?
E depois dizem que a criança nasceu de parto normal, quando o parto nada teve de normal!!! E quem fala no parto, fala no resto...
Diz-se, por aí, que as mulheres, enquanto mães, carregam uma herança cultural, que ainda persiste e que as penaliza.
A crer no que dizem, nada nelas é natural.
Forçosamente terão de adoptar um outro comportamento.
Uma mulher que se desprenda do seu filho (quanto mais cedo melhor!) é considerada uma mulher amadurecida, moderna, dos nossos dias.
Pelo contrário, pede-se ao pai moderno que se prenda mais.
A cultura do novo pai ganha uma falsa naturalidade.
A questão que se impõe é:
Até onde podemos nós alterar a nossa natureza?
E que consequências isso nos traz?
Principalmente importa perceber até que ponto os nossos filhos suportam o papel da mãe desprendida, e do pai que lhe toma o lugar.
Será que outras crias, habituadas a uma outra ordem natural, o suportariam?
"De plus en plus souvent, l’implication est tellement forte que dès la naissance du premier enfant, le père referme la porte de sa jeunesse, tous les espaces "masculins" qu'il avait réussi à préserver même pendant sa vie de couple, disparaissent... l'homme impliqué dans la vie au quotidien avec bébé, n'a plus le temps de voir ses copains, de pratiquer un sport, d'assouvir sa passion.
Et beaucoup d'hommes en souffrent en secret.
La conséquence se traduit en chiffres par une augmentation des séparations des couples peu après la naissance du premier enfant.
Il est ainsi capital que l’homme tout en s’investissant dans son rôle de père, parvienne à conserver son identité propre, ses loisirs… un homme ne peut sur le long terme aller contre sa nature, s'il a besoin de s'évader un peu de temps à autres, la venue d'un enfant ne doit pas mettre définitivement un terme à cela.(...)"
(ver o meu post SÍNDROME DE COUVADE)
LEITURA ACONSELHADA:
« Mise en garde contre la systématisation du « faire » », Spirale 4/2006 (no 40), p. 117-120.
Santa ignorância!
Nos últimos tempos tem-se questionado o papel da mãe.
Muitos são os que acreditam que não existe nenhum instinto maternal, tão pouco existe um vínculo inicial.
Então, e o novo pai?
Será ele um produto 100& natural, ou imposto pela nova ordem social?
Não é difícil saber a resposta: basta olhar para as restantes espécies (deixem os peixinhos e as aves em paz, sim?), para perceber qual dos nossos comportamentos é natural, e qual o que é artificial.
Machos e fêmeas têm um comportamento diferente.
Sobretudo em relação às crias que se encontram, maioritariamente, aos cuidados da progenitora.
Na natureza, persiste a ordem natural.
E connosco, como é que se passa?
Num dos meus últimos posts, percebemos que a maioria dos homens acompanha a mulher durante a gravidez e o trabalho de parto não por uma vontade vinda deles próprios, mas mais porque a própria mulher lhes pediu (ou exigiu!) e a sociedade -equipa médica, família e outros quantos- lhes cobra esse comportamento.
Ora eu pergunto: será natural, tanto mais que a mulher, à semelhança do que acontece nas demais espécies que nos são semelhantes, prefere dar à luz num meio isolado, no qual ela terá um total contrôle?
E depois dizem que a criança nasceu de parto normal, quando o parto nada teve de normal!!! E quem fala no parto, fala no resto...
Diz-se, por aí, que as mulheres, enquanto mães, carregam uma herança cultural, que ainda persiste e que as penaliza.
A crer no que dizem, nada nelas é natural.
Forçosamente terão de adoptar um outro comportamento.
Uma mulher que se desprenda do seu filho (quanto mais cedo melhor!) é considerada uma mulher amadurecida, moderna, dos nossos dias.
Pelo contrário, pede-se ao pai moderno que se prenda mais.
A cultura do novo pai ganha uma falsa naturalidade.
A questão que se impõe é:
Até onde podemos nós alterar a nossa natureza?
E que consequências isso nos traz?
Principalmente importa perceber até que ponto os nossos filhos suportam o papel da mãe desprendida, e do pai que lhe toma o lugar.
Será que outras crias, habituadas a uma outra ordem natural, o suportariam?
"De plus en plus souvent, l’implication est tellement forte que dès la naissance du premier enfant, le père referme la porte de sa jeunesse, tous les espaces "masculins" qu'il avait réussi à préserver même pendant sa vie de couple, disparaissent... l'homme impliqué dans la vie au quotidien avec bébé, n'a plus le temps de voir ses copains, de pratiquer un sport, d'assouvir sa passion.
Et beaucoup d'hommes en souffrent en secret.
La conséquence se traduit en chiffres par une augmentation des séparations des couples peu après la naissance du premier enfant.
Il est ainsi capital que l’homme tout en s’investissant dans son rôle de père, parvienne à conserver son identité propre, ses loisirs… un homme ne peut sur le long terme aller contre sa nature, s'il a besoin de s'évader un peu de temps à autres, la venue d'un enfant ne doit pas mettre définitivement un terme à cela.(...)"
(ver o meu post SÍNDROME DE COUVADE)
LEITURA ACONSELHADA:
« Mise en garde contre la systématisation du « faire » », Spirale 4/2006 (no 40), p. 117-120.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A MÃE É O MAIOR ORGÃO DO CORPO HUMANO!
Não resisti, e trouxe-vos este texto de um outro site, que vem, de alguma forma, complementar o meu post anterior e um outro post que eu escrevi há dias (ver TODOS OS HOMENS PENSAM NA SUA MÃE).
O grito de Pasolini
Com o advento da pecuária, e no processo de triagem dos animais que hoje constituem os nossos gados (caprino, ovino, bovino…), os homens sacrificavam os ariscos e mantinham os mansos e gregários. Konrad Lorenz, fundador da etologia, ao estudar este procedimento, constatou que as reses desta forma selecionadas conservavam, na idade adulta, muitos caracteres infantis, tanto fisionômicos (olhos grandes, crânio bulboso, maxilar mais retraído…) como afetivos e comportamentais. Ora - pensou o cientista -, na natureza, os filhotes de mamíferos são, em geral, mais dóceis, sociais e obedientes a comandos externos que os espécimes maduros. Até as crias de animais de hábitos solitários, como o jaguar, são sociais, visto que dependem da genitora e dos seus irmãos de ninhada. Concluiu, então, que o infantilismo genético-constitucional - i.e., decorrente de mutações nos genes reguladores do desenvolvimento que começa na fecundação - foi o critério utilizado pelos pecuaristas neolíticos. Em miúdos: o processo de domesticação se deu por meio da infantilização. Este fenômeno biológico, Lorenz denominou "neotenia".
O etólogo, entretanto, foi mais longe: sustentou que a neotenia também se dá de modo espontâneo, por seleção natural, consistindo numa das vias filogenéticas de socialização dos vertebrados. A propósito, são espécies altamente infantilizadas e gregárias: o cão selvagem, o macaco de Gibraltar (em tudo parecido com um babuíno jovem) e o bonobo (chimpanzé-anão).
E quanto a nós, Homo sapiens, o mais social dos animais, bicho "domesticado" pela cultura? Decerto que nosso neocórtex é produto de um desenvolvimento acelerado, não de um retardo. Algumas de nossas características, todavia, são claramente neotênicas. Com efeito, um feto desenvolvido de chimpanzé - Pan troglodites - assemelha-se bastante a um homem adulto: corpo pouco peludo, o semblante reto e uma caixa craniana grande relativamente à face. Demais, retemos das crianças o gosto por jogos e brincadeiras, a curiosidade exacerbada (que tantas vezes nos põe em perigo ou em situação de angústia), a capacidade de aprender…
Outra estrutura fenotípica que se manteve subdesenvolvida em nossa espécie é o sistema límbico: sede neuronal das emoções. Sim, é provável que o principal traço infantil que herdamos de nossos ancestrais consista naquele afeto comum a todos os mamíferos jovens: a dependência psíquica na relação com seus genitores, principalmente com a mãe. De fato, somente entre nós e nos bonobos a relação genitora-progênie dura a vida toda. - Nos anais da primatologia, há registros de chimpanzés-anões "adultos" que, não suportando o falecimento da mãe, em pouco tempo adoecem e morrem. (Complexo de Édipo?)
Já os humanos, ao contrário dos bonobos e graças a nossa capacidade ímpar de abstração, podemos preencher o buraco deixado pela morte ou falhas dos pais - estes são tão infantis e desamparados quanto os filhos - por equivalentes simbólicos: Deus-Pai, Mãe de Deus, Pátria-Mãe, a Razão maiúscula, as leis do (mater) ialismo histórico… em suma, qualquer coisa grande que explique nossa origem, aponte nosso destino e nos ajude a discernir o certo do errado.
Por fim, como me disse a psicanalista Maria Helena Cardoso, "a mãe é o maior órgão do corpo humano". Ora, quando a dor física é excruciante, o espírito se identifica cabalmente com a matéria: o corpo e, por conseguinte, com seu órgão mais importante. Foi o que ocorreu, presumo, com o escritor e cineasta Pier Paolo Pasolini no momento do seu assassinato. De acordo com o depoimento de Valdetti, suposta testemunha, enquanto era brutalmente espancado - por um bando neofascista ou garotos de programa - Pasolini, como uma criança órfã ou perdida, apenas gritava: "Mamma! Mamma!…"
MANUEL SOARES BULCÃO NETO
ensaísta
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=888964
O grito de Pasolini
Com o advento da pecuária, e no processo de triagem dos animais que hoje constituem os nossos gados (caprino, ovino, bovino…), os homens sacrificavam os ariscos e mantinham os mansos e gregários. Konrad Lorenz, fundador da etologia, ao estudar este procedimento, constatou que as reses desta forma selecionadas conservavam, na idade adulta, muitos caracteres infantis, tanto fisionômicos (olhos grandes, crânio bulboso, maxilar mais retraído…) como afetivos e comportamentais. Ora - pensou o cientista -, na natureza, os filhotes de mamíferos são, em geral, mais dóceis, sociais e obedientes a comandos externos que os espécimes maduros. Até as crias de animais de hábitos solitários, como o jaguar, são sociais, visto que dependem da genitora e dos seus irmãos de ninhada. Concluiu, então, que o infantilismo genético-constitucional - i.e., decorrente de mutações nos genes reguladores do desenvolvimento que começa na fecundação - foi o critério utilizado pelos pecuaristas neolíticos. Em miúdos: o processo de domesticação se deu por meio da infantilização. Este fenômeno biológico, Lorenz denominou "neotenia".
O etólogo, entretanto, foi mais longe: sustentou que a neotenia também se dá de modo espontâneo, por seleção natural, consistindo numa das vias filogenéticas de socialização dos vertebrados. A propósito, são espécies altamente infantilizadas e gregárias: o cão selvagem, o macaco de Gibraltar (em tudo parecido com um babuíno jovem) e o bonobo (chimpanzé-anão).
E quanto a nós, Homo sapiens, o mais social dos animais, bicho "domesticado" pela cultura? Decerto que nosso neocórtex é produto de um desenvolvimento acelerado, não de um retardo. Algumas de nossas características, todavia, são claramente neotênicas. Com efeito, um feto desenvolvido de chimpanzé - Pan troglodites - assemelha-se bastante a um homem adulto: corpo pouco peludo, o semblante reto e uma caixa craniana grande relativamente à face. Demais, retemos das crianças o gosto por jogos e brincadeiras, a curiosidade exacerbada (que tantas vezes nos põe em perigo ou em situação de angústia), a capacidade de aprender…
Outra estrutura fenotípica que se manteve subdesenvolvida em nossa espécie é o sistema límbico: sede neuronal das emoções. Sim, é provável que o principal traço infantil que herdamos de nossos ancestrais consista naquele afeto comum a todos os mamíferos jovens: a dependência psíquica na relação com seus genitores, principalmente com a mãe. De fato, somente entre nós e nos bonobos a relação genitora-progênie dura a vida toda. - Nos anais da primatologia, há registros de chimpanzés-anões "adultos" que, não suportando o falecimento da mãe, em pouco tempo adoecem e morrem. (Complexo de Édipo?)
Já os humanos, ao contrário dos bonobos e graças a nossa capacidade ímpar de abstração, podemos preencher o buraco deixado pela morte ou falhas dos pais - estes são tão infantis e desamparados quanto os filhos - por equivalentes simbólicos: Deus-Pai, Mãe de Deus, Pátria-Mãe, a Razão maiúscula, as leis do (mater) ialismo histórico… em suma, qualquer coisa grande que explique nossa origem, aponte nosso destino e nos ajude a discernir o certo do errado.
Por fim, como me disse a psicanalista Maria Helena Cardoso, "a mãe é o maior órgão do corpo humano". Ora, quando a dor física é excruciante, o espírito se identifica cabalmente com a matéria: o corpo e, por conseguinte, com seu órgão mais importante. Foi o que ocorreu, presumo, com o escritor e cineasta Pier Paolo Pasolini no momento do seu assassinato. De acordo com o depoimento de Valdetti, suposta testemunha, enquanto era brutalmente espancado - por um bando neofascista ou garotos de programa - Pasolini, como uma criança órfã ou perdida, apenas gritava: "Mamma! Mamma!…"
MANUEL SOARES BULCÃO NETO
ensaísta
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=888964
terça-feira, 23 de novembro de 2010
QUÃO DISTANTE ESTAMOS, AFINAL, DO REINO ANIMAL? (CONSIDERAÇÕES SOBRE O DISCURSO NATURAL DE UNS)
Elizabeth Badinter, e outros que tais, afirmam que a maternidade é um mito. Não existe, assim o dizem, isso do instinto e do amor materno. Aparentemente só entre os animais.
Em contrapartida, a mesma ideologia valoriza o instinto e o amor paterno: ao contrário do que se observa na natureza, o macho humano sabe cuidar das crias tão bem como a fêmea humana, alguns até melhor.
Neste ponto, todos se esforçam por fazer uma clara distinção entre os humanos e os restantes mamíferos. Rejeitam todo e qualquer discurso naturalista, venha ele de onde vier.
Já em matéria de sexo, nada os impede de procurar exemplos na natureza, quer para demonstrar a total liberdade e as diferentes formas por que nos expressamos sexualmente (já nos compararam aos bonobos, com quem nós partilhamos quase a totalidade do nosso ADN, sendo que esta espécie vive como uma sociedade matriarcal, o que me faz pensar que, nos nossos primórdios, o mesmo aconteceria com a nossa espécie), quer para provar que também aí existem relações homossexuais.
Não vou estar aqui a comentar os hábitos sexuais dos nossos primos primatas, mas, no que toca a homossexualidade, julgo que, à excepção desta espécie, tal só acontece na generalidade com os machos.
Ora, como nós sabemos, entre os mamíferos e mesmo outras espécies, costuma haver um macho alfa, sendo que só ele pode acasalar com as fêmeas. O que resta aos restantes machos, senão acasalarem uns com os outros?
Uma outra razão é não haver fêmeas suficientes, pelo que não resta outra alternativa aos machos que ficam de fora. Estou errada?
Outra coisa que me deixa com os cabelos em franja é isso de os pais, esses mesmos que me criticam por eu me identificar a qualquer outra fêmea, se compararem às aves e aos peixes, para provarem que a presença do progenitor é essencial, sendo que, em alguns casos, é ele e não a fêmea quem garante os cuidados da prole.
Já aqui o disse, e volto a repetir: EU NÃO PONHO OVOS!!!!
Tanto quanto sei, nenhuma fêmea humana o faz.
Os casos que nos apresentam em que o macho ajuda a fêmea são sempre (ou quase de forma exclusiva) de espécies ovíperas -não há os 9 MESES de gestação, nem o período de amamentação-, em que as crias, que são várias, dependem de ambos os progenitores, sendo que o objectivo, aqui, é garantir a sobrevivência do máximo número de crias.
No caso em que é o progenitor a cuidar da prole, o objectivo é essencialmente o da perduração da espécie, sendo que a fêmea fica de imediato pronta para voltar a reproduzir.
Entre os primatas só há um ou dois casos (poucos mais haverá) em que o progenitor tem praticamente a mesma função que a progenitora, que é o caso, por exemplo, dos Saguïs, uma espécie que tem habitualmente duas crias por gestação.
Visto que passam quase todo o período nas árvores, é normal que a fêmea não possa transportar duas crias oa mesmo tempo, ou pelo menos não o tempo todo.
Ainda assim, nos casos de espécies ovíperas que conhecemos, uma galinha ou uma pata consegue cuidar, ela só, das crias. É costume vê-las(as crias) em fila, atrás da progenitora.
Se alguma vez também foram em fila atrás do progenitor, desconheço. Será, talvez, o caso da Ema e de uma ou outra espécie, mas ainda assim serão casos raros, e respondem, como eu referi, ao apelo da reprodução, pois que só a fêmea pode pôr ovos e, para tal, tem de estar livre para uma nova cópula.
Quanto às aves que voam, são quase sempre as progenitoras a mostrar às suas crias como se faz. Vá-se lá saber porquê.
Os pais costumam dizer que entre nós e os animais vai um grande passo, pois entre os humanos já não é só o pai que trabalha, e a mãe, estando fora de casa, tem, evidentemente, menos disponibilidade para cuidar dos filhos.
A esses, eu pergunto: e no reino animal, quem vai à caça? Então não é a leoa quem traz o alimento para toda a família, sendo ela também a ensinar as suas crias? A não ser que me engane...
O leão caça, mas regra geral é a leoa. É por isso que eu digo que o leão pode até ser considerado o Rei, mas a verdadeira Rainha é a leoa. Ele impôe respeito pelo aspecto, ela pela atitude.
Cuidado com uma leoa que tenha crias para alimentar! Aliás, cuidado com qualquer fêmea que encontremos pelo caminho, e que tenha crias para proteger e para alimentar! São elas que nós devemos realmente temer, não os machos.
E claro, até podem existir as famílias recompostas entre os animais, sejam eles ovíperos ou não, mas nunca se viu uma cria saltar de um ninho para o outro, ou de uma toca para a outra.
Isto é uma chamada de atenção para os que se afirmam como anti-naturalistas, recusando o discurso de quem não vê qualquer diferença para além da nossa superioridade intelecual. Esses insistem em dizer que o Homem nada tem a ver com os animais, e que temos já XXI séculos de avanço.
Contudo, ei-los que, vira e volta, também eles recorrem a factos da natureza, deixando de fora a interpretação dos mesmos e alguns outros aspectos (pois que lhes convém).
Se a natureza está para uns, então está para todos. Exijo, pois, que não se negue mais aquilo que é evidente, e que ajamos conforme a nossa natureza. A mãe humana não fica atrás de nehuma outra mãe. Ponto final.
Os senhores não aceitam que eu me compare a outras progenitoras, mas se,em matéria de sexo, eu me comportar como uma bonobo, aí tudo tudo bem!
Ainda assim, pelo que sei, as fêmeas bonobos não descuram o cuidado com as crias. E ali quem manda são elas. Ça vous va, messieurs?
Não é a sociedade que me vai dizer que eu não tenho qualquer instinto e que o amor não está presente desde o primeiro momento da gravidez. Tenho isso, e muito mais. A sociedade pensa que me impedirá de acreditar nisso, mas está enganada.
Não sou perfeita e, sim, o Amor cresce com o tempo. Mas isso não significa que não tenha as mesmas qualidades que encontramos nas outras progenitoras. Perfeitas ou não, ninguém ousa -nem mesmo o próprio progenitor- retirar-lhes as crias.
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Lê e assina esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
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TROUXE-VOS ALGUNS FACTOS DA NATUREZA, SÓ PARA COMPARAÇÃO:
-A MAMÃ GIRAFA (QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA!)
Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.
Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.
Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.
FONTE: http://www.girafamania.com.br/girafas/bebe.html
- MAMÃ ORCA
Cuidando das crias
Para evitar consanguinidade, geralmente as orcas acasalam com animais de outros bandos. Para tal, na época de acasalamento, juntam-se dois ou mais bandos, formando um " super bando" temporário. Após um período de gestação de quase um ano e meio , nasce uma cria , geralmente com cerca de 2.4m de comprimento e 180 Kg de peso. A cria é amamentada até aos 18 meses permancecendo junto da progenitora. Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permintindo-lhe acompanhar o ritmo do bando. Por vezes, as fêmeas mais antigas cuidam das crias das outras orcas. A cria e a progenitora criam laços para toda a vid. Quando chega a vez da nova geração se reproduzir, as sua crias permanecem também junto do bando, formando assim grupos multi-gerações em redor da matriarca.
FONTE: http://sabermais.netseg.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=51
-MAMÃ LEOA (E PAPÁ LEÃO)
Leão jovem
Os leões jovens são ferozes e atacam o homem sem nenhuma provocação, pois estão acometidos de uma crise de agressividade. Mas são rapidamente capturados por caçadores. Os que não são capturados, logo adquirem hábitos mais calmos quando termina a adolescência.
Fiel até morrer
Aos dois ou três meses de idade, o leão chega a plenitude de sua força. No vigor da juventude é agressivo, ágil e feroz. Dedica-se com crueldade aos prazeres da caça. Mas um dia, é chamado pelo amor. Torna-se melancólico. Rebanhos de antílopes e zebras passam pela sua frente e ele não se perturba. Pode até conviver algum tempo com eles, em boa paz. Nesse momento tudo o que lhe interessa, é encontrar a leoa de seus sonhos... Procura-a em toda parte, até que finalmente a encontra. Passeia em sua frente, exibi-lhe a bela juba recém-crescida, seu orgulho.
Depois que acasalam, nenhuma outra leoa o atrai - é fiel até o fim da vida. Mesmo que sua esposa morra ou seja capturada, o leão não procura outra. A leoa viúva ou separada, fica solitária até morrer.
Leoa
É a leoa quem governa a família (muito corajosa e decidida). Quando várias famílias estão no mesmo local, as leoninas revezam nos cuidados com os filhotes. São elas que caçam para a família, enquanto o leão protege. O leão é o primeiro a comer a presa. A leoa é um belo animal de corpo esbelto, movimentos ágeis e músculos fortes. Seu pelo é curto, marrom, rosado ou bege uniforme. O passo é lento e seguro; o olhar altivo e penetrante. Com sua força, é capaz de quebrar a coluna vertebral de uma zebra e tem todas as qualidades necessárias para ensinar os filhotes a caçar.
Filhote
A gestação dura de 102 a 113 dias. Ao dar à luz, dois ou três filhotes, a leoa procura um matagal. O leão nasce e tem aparência de um gato adulto e, nas primeiras semanas, tudo o que faz é mamar e dormir. Com dois meses, já caminha rapidamente e emite sons semelhantes a miados. Aos seis meses, abandona o leite materno e durante esse tempo o pai é excluído do lar e fica de sentinela nas proximidades. Enquanto a mãe cuida de sua família. Aos oito meses, os leões já acompanham a mãe na caçada, mas ficam só olhando. Após algum tempo, são submetidos a um teste, e pouco a pouco vão dominando a técnica de caçar. Com um ano de vida, os leões tem o tamanho de um cachorro grande. Com dois anos já se protegem do perigo e se sustentam sozinhos. A leoa deixa-o e vai criar nova ninhada.
FONTE: http://www.webciencia.com/14_leao.htm
-MAMÃ CHIMPANZÉ
Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinquenta anos em cativeiro.
FONTE: Wikipédia
Em contrapartida, a mesma ideologia valoriza o instinto e o amor paterno: ao contrário do que se observa na natureza, o macho humano sabe cuidar das crias tão bem como a fêmea humana, alguns até melhor.
Neste ponto, todos se esforçam por fazer uma clara distinção entre os humanos e os restantes mamíferos. Rejeitam todo e qualquer discurso naturalista, venha ele de onde vier.
Já em matéria de sexo, nada os impede de procurar exemplos na natureza, quer para demonstrar a total liberdade e as diferentes formas por que nos expressamos sexualmente (já nos compararam aos bonobos, com quem nós partilhamos quase a totalidade do nosso ADN, sendo que esta espécie vive como uma sociedade matriarcal, o que me faz pensar que, nos nossos primórdios, o mesmo aconteceria com a nossa espécie), quer para provar que também aí existem relações homossexuais.
Não vou estar aqui a comentar os hábitos sexuais dos nossos primos primatas, mas, no que toca a homossexualidade, julgo que, à excepção desta espécie, tal só acontece na generalidade com os machos.
Ora, como nós sabemos, entre os mamíferos e mesmo outras espécies, costuma haver um macho alfa, sendo que só ele pode acasalar com as fêmeas. O que resta aos restantes machos, senão acasalarem uns com os outros?
Uma outra razão é não haver fêmeas suficientes, pelo que não resta outra alternativa aos machos que ficam de fora. Estou errada?
Outra coisa que me deixa com os cabelos em franja é isso de os pais, esses mesmos que me criticam por eu me identificar a qualquer outra fêmea, se compararem às aves e aos peixes, para provarem que a presença do progenitor é essencial, sendo que, em alguns casos, é ele e não a fêmea quem garante os cuidados da prole.
Já aqui o disse, e volto a repetir: EU NÃO PONHO OVOS!!!!
Tanto quanto sei, nenhuma fêmea humana o faz.
Os casos que nos apresentam em que o macho ajuda a fêmea são sempre (ou quase de forma exclusiva) de espécies ovíperas -não há os 9 MESES de gestação, nem o período de amamentação-, em que as crias, que são várias, dependem de ambos os progenitores, sendo que o objectivo, aqui, é garantir a sobrevivência do máximo número de crias.
No caso em que é o progenitor a cuidar da prole, o objectivo é essencialmente o da perduração da espécie, sendo que a fêmea fica de imediato pronta para voltar a reproduzir.
Entre os primatas só há um ou dois casos (poucos mais haverá) em que o progenitor tem praticamente a mesma função que a progenitora, que é o caso, por exemplo, dos Saguïs, uma espécie que tem habitualmente duas crias por gestação.
Visto que passam quase todo o período nas árvores, é normal que a fêmea não possa transportar duas crias oa mesmo tempo, ou pelo menos não o tempo todo.
Ainda assim, nos casos de espécies ovíperas que conhecemos, uma galinha ou uma pata consegue cuidar, ela só, das crias. É costume vê-las(as crias) em fila, atrás da progenitora.
Se alguma vez também foram em fila atrás do progenitor, desconheço. Será, talvez, o caso da Ema e de uma ou outra espécie, mas ainda assim serão casos raros, e respondem, como eu referi, ao apelo da reprodução, pois que só a fêmea pode pôr ovos e, para tal, tem de estar livre para uma nova cópula.
Quanto às aves que voam, são quase sempre as progenitoras a mostrar às suas crias como se faz. Vá-se lá saber porquê.
Os pais costumam dizer que entre nós e os animais vai um grande passo, pois entre os humanos já não é só o pai que trabalha, e a mãe, estando fora de casa, tem, evidentemente, menos disponibilidade para cuidar dos filhos.
A esses, eu pergunto: e no reino animal, quem vai à caça? Então não é a leoa quem traz o alimento para toda a família, sendo ela também a ensinar as suas crias? A não ser que me engane...
O leão caça, mas regra geral é a leoa. É por isso que eu digo que o leão pode até ser considerado o Rei, mas a verdadeira Rainha é a leoa. Ele impôe respeito pelo aspecto, ela pela atitude.
Cuidado com uma leoa que tenha crias para alimentar! Aliás, cuidado com qualquer fêmea que encontremos pelo caminho, e que tenha crias para proteger e para alimentar! São elas que nós devemos realmente temer, não os machos.
E claro, até podem existir as famílias recompostas entre os animais, sejam eles ovíperos ou não, mas nunca se viu uma cria saltar de um ninho para o outro, ou de uma toca para a outra.
Isto é uma chamada de atenção para os que se afirmam como anti-naturalistas, recusando o discurso de quem não vê qualquer diferença para além da nossa superioridade intelecual. Esses insistem em dizer que o Homem nada tem a ver com os animais, e que temos já XXI séculos de avanço.
Contudo, ei-los que, vira e volta, também eles recorrem a factos da natureza, deixando de fora a interpretação dos mesmos e alguns outros aspectos (pois que lhes convém).
Se a natureza está para uns, então está para todos. Exijo, pois, que não se negue mais aquilo que é evidente, e que ajamos conforme a nossa natureza. A mãe humana não fica atrás de nehuma outra mãe. Ponto final.
Os senhores não aceitam que eu me compare a outras progenitoras, mas se,em matéria de sexo, eu me comportar como uma bonobo, aí tudo tudo bem!
Ainda assim, pelo que sei, as fêmeas bonobos não descuram o cuidado com as crias. E ali quem manda são elas. Ça vous va, messieurs?
Não é a sociedade que me vai dizer que eu não tenho qualquer instinto e que o amor não está presente desde o primeiro momento da gravidez. Tenho isso, e muito mais. A sociedade pensa que me impedirá de acreditar nisso, mas está enganada.
Não sou perfeita e, sim, o Amor cresce com o tempo. Mas isso não significa que não tenha as mesmas qualidades que encontramos nas outras progenitoras. Perfeitas ou não, ninguém ousa -nem mesmo o próprio progenitor- retirar-lhes as crias.
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Lê e assina esta petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
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TROUXE-VOS ALGUNS FACTOS DA NATUREZA, SÓ PARA COMPARAÇÃO:
-A MAMÃ GIRAFA (QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA!)
Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.
Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.
Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.
FONTE: http://www.girafamania.com.br/girafas/bebe.html
- MAMÃ ORCA
Cuidando das crias
Para evitar consanguinidade, geralmente as orcas acasalam com animais de outros bandos. Para tal, na época de acasalamento, juntam-se dois ou mais bandos, formando um " super bando" temporário. Após um período de gestação de quase um ano e meio , nasce uma cria , geralmente com cerca de 2.4m de comprimento e 180 Kg de peso. A cria é amamentada até aos 18 meses permancecendo junto da progenitora. Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permintindo-lhe acompanhar o ritmo do bando. Por vezes, as fêmeas mais antigas cuidam das crias das outras orcas. A cria e a progenitora criam laços para toda a vid. Quando chega a vez da nova geração se reproduzir, as sua crias permanecem também junto do bando, formando assim grupos multi-gerações em redor da matriarca.
FONTE: http://sabermais.netseg.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=51
-MAMÃ LEOA (E PAPÁ LEÃO)
Leão jovem
Os leões jovens são ferozes e atacam o homem sem nenhuma provocação, pois estão acometidos de uma crise de agressividade. Mas são rapidamente capturados por caçadores. Os que não são capturados, logo adquirem hábitos mais calmos quando termina a adolescência.
Fiel até morrer
Aos dois ou três meses de idade, o leão chega a plenitude de sua força. No vigor da juventude é agressivo, ágil e feroz. Dedica-se com crueldade aos prazeres da caça. Mas um dia, é chamado pelo amor. Torna-se melancólico. Rebanhos de antílopes e zebras passam pela sua frente e ele não se perturba. Pode até conviver algum tempo com eles, em boa paz. Nesse momento tudo o que lhe interessa, é encontrar a leoa de seus sonhos... Procura-a em toda parte, até que finalmente a encontra. Passeia em sua frente, exibi-lhe a bela juba recém-crescida, seu orgulho.
Depois que acasalam, nenhuma outra leoa o atrai - é fiel até o fim da vida. Mesmo que sua esposa morra ou seja capturada, o leão não procura outra. A leoa viúva ou separada, fica solitária até morrer.
Leoa
É a leoa quem governa a família (muito corajosa e decidida). Quando várias famílias estão no mesmo local, as leoninas revezam nos cuidados com os filhotes. São elas que caçam para a família, enquanto o leão protege. O leão é o primeiro a comer a presa. A leoa é um belo animal de corpo esbelto, movimentos ágeis e músculos fortes. Seu pelo é curto, marrom, rosado ou bege uniforme. O passo é lento e seguro; o olhar altivo e penetrante. Com sua força, é capaz de quebrar a coluna vertebral de uma zebra e tem todas as qualidades necessárias para ensinar os filhotes a caçar.
Filhote
A gestação dura de 102 a 113 dias. Ao dar à luz, dois ou três filhotes, a leoa procura um matagal. O leão nasce e tem aparência de um gato adulto e, nas primeiras semanas, tudo o que faz é mamar e dormir. Com dois meses, já caminha rapidamente e emite sons semelhantes a miados. Aos seis meses, abandona o leite materno e durante esse tempo o pai é excluído do lar e fica de sentinela nas proximidades. Enquanto a mãe cuida de sua família. Aos oito meses, os leões já acompanham a mãe na caçada, mas ficam só olhando. Após algum tempo, são submetidos a um teste, e pouco a pouco vão dominando a técnica de caçar. Com um ano de vida, os leões tem o tamanho de um cachorro grande. Com dois anos já se protegem do perigo e se sustentam sozinhos. A leoa deixa-o e vai criar nova ninhada.
FONTE: http://www.webciencia.com/14_leao.htm
-MAMÃ CHIMPANZÉ
Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinquenta anos em cativeiro.
FONTE: Wikipédia
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sábado, 20 de novembro de 2010
NO PRINCÍPIO ERA A MÃE. O PAI VEIO DEPOIS.
A cantora inglesa Lily Allen perdeu o seu bébé aos seis meses de gravidez. Esta é já a segunda vez que tal lhe acontece, embora na primeira tenha sido no ínicio da gestação.
Eu pergunto: quem é que está a sofrer mais esta perda, ela ou o companheiro?
Sem sombra de dúvidas que é ela.
Não estou a dizer que ele também não sofre, mas certamente que não na mesma intensidade que ela. Daqui a uns tempos, ele já terá esquecido. Ela não.
Pode até ser que ele estivesse a acompanhar de muito perto a gravidez da companheira, e quisesse mesmo estar presente na altura do parto, à semelhança do que fazem hoje muitos homens, mas nós sabemos que as alegrias e as tristezas (como neste caso) são vivenciadas com mais força por elas do que por eles. Não é difícil perceber porquê.

Gostou de receber um recado de Mãe!? Mande um também.
O que eu não percebo é porque é que depois do nascimento, se ignora este facto, como se esse tempo -o da gravidez, do parto e os primeiros meses, havendo ou não amamentação- jamais tivesse existido! Se é certo que, à medida que o tempo passa, esse tempo vai ficando para trás, não é certo que ele tenha sido esquecido. Talvez por eles, pois que pouco ou nada lhes diz. Mas não por elas, que o viveram de facto.
Ainda que o cordão umbilical seja cortado no momento do parto, ele permanece para toda a vida. Significa que aquela mãe continua ligada àquele filho, e vice-versa. Fala-se de um cordão invísível, o que jamais será cortado.
Quando uma das minhas filhas faz anos, inevitavelmente eu penso no dia em que eu as pus no mundo. Que o pai esteja ou não, não faz diferença. A mãe, essa, não pode certamente faltar. Ela está sempre presente.Por isso, em cada aniversário, eu festejo também esse momento. Uma mãe nunca esquece.
É costume dizer-se que uma mãe sofre mais porque a sociedade a penaliza, considerando-a desmerecedora. É verdade que assim é, mas não sem razão.
É que a sociedade, ao contrário do pai, não esquece de que foi a mãe quem carregou os filhos, os pôs no mundo e os amamentou. Tal como qualquer outra fêmea da classe dos mamíferos. E, à semelhança do papel que estas têm para com as suas crias, espera que uma mãe se comporte da mesma forma. Se o papel biológico é o mesmo, porque há-de a mãe humana comportar-se de forma diferente para com as suas crias? A sociedade pode até trazer novos valores culturais, mas não esquece os naturais. Não há assim tantas diferenças entre nós e as outras fêmeas, como se pretende. Já Rousseau dizia que a sociedade é que nos corrompe, e não podia estar mais certo, pois, em busca da nossa identidade, nos afastamos mais e mais do que na verdade nós somos.
Das duas uma: ou a sociedade teria de ser cega, para não ver o evidente, ou tudo teria de mudar, coisa que se torna impossível, enquanto o homem for homem e a mulher for mulher. O que é é, e o que não é não é. Não há meio termo.
Se alguém quiser lançar culpas, que culpe então a Natureza. Por alguma razão ela assim determinou, dando a cada o seu papel. Se ela determinasse conforme a nossa vontade -ou melhor, os nossos caprichos- não estaríamos certamente aqui.
Portanto, enquanto a nossa natureza for aquilo que ela é, não me parece que um pai possa alguma vez sentir uma perda ou uma separação da mesma forma que sente uma mãe.
Não me passa pela cabeça dizer que um pai que sofre realmente se está a fazer de vítima.
Também não lembra a ninguém, tenho a certeza disso, de dizer a Lily Allen que não se faça de vítima, neste momento em que a sua dor ultrapassa (ou alguém ainda duvida disso?) a dor do companheiro. Alguém ousaria?!
Não percebo, então, porque ridicularizam as mães que sofrem, dizendo que se fazem de vítimas. Não entendo porque insistem em dizer que a dor do pai equipara-se à dor da mãe. É que não há comparação, meus senhores.
Um pai, o que o é verdadeiramente, sente dor, sim. Ninguém o nega.
Mas uma mãe, a que o é verdadeiramente, sente-a a dobrar.
Um pai, o verdadeiro pai, baba-se com as proezas do filho, mas não há quem se babe mais do que uma mãe! Quem me desmente?
E porquê?
Pela simples razão de que é a mãe que faz o pai, e não o contrário.
Eis a Verdade.
Eu pergunto: quem é que está a sofrer mais esta perda, ela ou o companheiro?
Sem sombra de dúvidas que é ela.
Não estou a dizer que ele também não sofre, mas certamente que não na mesma intensidade que ela. Daqui a uns tempos, ele já terá esquecido. Ela não.
Pode até ser que ele estivesse a acompanhar de muito perto a gravidez da companheira, e quisesse mesmo estar presente na altura do parto, à semelhança do que fazem hoje muitos homens, mas nós sabemos que as alegrias e as tristezas (como neste caso) são vivenciadas com mais força por elas do que por eles. Não é difícil perceber porquê.
Gostou de receber um recado de Mãe!? Mande um também.
O que eu não percebo é porque é que depois do nascimento, se ignora este facto, como se esse tempo -o da gravidez, do parto e os primeiros meses, havendo ou não amamentação- jamais tivesse existido! Se é certo que, à medida que o tempo passa, esse tempo vai ficando para trás, não é certo que ele tenha sido esquecido. Talvez por eles, pois que pouco ou nada lhes diz. Mas não por elas, que o viveram de facto.
Ainda que o cordão umbilical seja cortado no momento do parto, ele permanece para toda a vida. Significa que aquela mãe continua ligada àquele filho, e vice-versa. Fala-se de um cordão invísível, o que jamais será cortado.
Quando uma das minhas filhas faz anos, inevitavelmente eu penso no dia em que eu as pus no mundo. Que o pai esteja ou não, não faz diferença. A mãe, essa, não pode certamente faltar. Ela está sempre presente.Por isso, em cada aniversário, eu festejo também esse momento. Uma mãe nunca esquece.
É costume dizer-se que uma mãe sofre mais porque a sociedade a penaliza, considerando-a desmerecedora. É verdade que assim é, mas não sem razão.
É que a sociedade, ao contrário do pai, não esquece de que foi a mãe quem carregou os filhos, os pôs no mundo e os amamentou. Tal como qualquer outra fêmea da classe dos mamíferos. E, à semelhança do papel que estas têm para com as suas crias, espera que uma mãe se comporte da mesma forma. Se o papel biológico é o mesmo, porque há-de a mãe humana comportar-se de forma diferente para com as suas crias? A sociedade pode até trazer novos valores culturais, mas não esquece os naturais. Não há assim tantas diferenças entre nós e as outras fêmeas, como se pretende. Já Rousseau dizia que a sociedade é que nos corrompe, e não podia estar mais certo, pois, em busca da nossa identidade, nos afastamos mais e mais do que na verdade nós somos.
Das duas uma: ou a sociedade teria de ser cega, para não ver o evidente, ou tudo teria de mudar, coisa que se torna impossível, enquanto o homem for homem e a mulher for mulher. O que é é, e o que não é não é. Não há meio termo.
Se alguém quiser lançar culpas, que culpe então a Natureza. Por alguma razão ela assim determinou, dando a cada o seu papel. Se ela determinasse conforme a nossa vontade -ou melhor, os nossos caprichos- não estaríamos certamente aqui.
Portanto, enquanto a nossa natureza for aquilo que ela é, não me parece que um pai possa alguma vez sentir uma perda ou uma separação da mesma forma que sente uma mãe.
Não me passa pela cabeça dizer que um pai que sofre realmente se está a fazer de vítima.
Também não lembra a ninguém, tenho a certeza disso, de dizer a Lily Allen que não se faça de vítima, neste momento em que a sua dor ultrapassa (ou alguém ainda duvida disso?) a dor do companheiro. Alguém ousaria?!
Não percebo, então, porque ridicularizam as mães que sofrem, dizendo que se fazem de vítimas. Não entendo porque insistem em dizer que a dor do pai equipara-se à dor da mãe. É que não há comparação, meus senhores.
Um pai, o que o é verdadeiramente, sente dor, sim. Ninguém o nega.
Mas uma mãe, a que o é verdadeiramente, sente-a a dobrar.
Um pai, o verdadeiro pai, baba-se com as proezas do filho, mas não há quem se babe mais do que uma mãe! Quem me desmente?
E porquê?
Pela simples razão de que é a mãe que faz o pai, e não o contrário.
Eis a Verdade.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
PARTO: A INVASÃO DE UM DOMÍNIO PRIVADO!
Ainda que haja, nos nossos dias, uma mistura de papéis -que nem é tão evidente quanto dizem e quanto parece- os domínios separam-se.
Há o domínio exclusivo dos homens, e o domínio exclusivo das mulheres.
Quando os homens se juntam, estão no seu domínio, vedado às mulheres (salvo às que lhes vêm proporcionar prazer).
Pois o parto, meus senhores, é domínio exclusivo das mulheres.
É um momento sagrado, que exige total privacidade.
Vive-se em privado, e no feminino.
Com a vossa licença, o homem não entra.
Por isso, chegando a hora H, em vez de se perguntar ao pai se pretende estar presente, deve-se, isso sim, perguntar à mãe -é o domínio dela- se pretende que ele esteja presente. A ela pertence a última palavra, não ao homem.
Ainda que seja o filho de ambos, o parto é dela. É um momento íntimo, que não pode tornar-se, de forma alguma, público.
Espero que todo o pai que me ler entenda isso. Assim como ele não gosta que invadam o seu domínio, nós, mulheres, também não queremos que invadam o nosso. Falamos mesmo de domínios bem diferentes, em que o nosso exige total privacidade.
O pai não pode, nem deve, invadi-lo.
Que o pai esteja ou não presente, nada altera a díade mãe-bébé.
A tríade vem depois.
A seu tempo.
Da forma certa.
Outra coisa fundamental, e que não posso deixar passar:
Não cabe ao pai cortar o cordão umbilical, nem mesmo a quem assiste a mãe, e sim a esta!
Assim o é na Natureza.
E se queremos um parto natural, então que o vivamos como tal.
Basta observar o que se passa na Natureza, e encontramos lá as raízes deste momento mágico, que só à mulher pertence.
O facto de ser a mãe a cortar o cordão umbilical, como o fazem as outras progenitoras das restantes espécies mamíferas, tem sobremaneira um valor altamente simbólico. Para a mãe, este acto representa que ela assume que aquele filho -que ela carregou durante nove meses no seu ventre e que, agora, e durante boa parte da sua vida, depende dela- pertence à Natureza, e não mais a ela.
Qualquer outra pessoa, mesmo sendo o pai, que corte o cordão interfere neste processo. Viola um princípio da Natureza.
Ainda que não pareça, outro que o faça está a passar uma mensagem negativa à mãe, quando deve ser ela a transmitir essa mensagem (vindo dela, será uma mensagem positiva).
Outro que o faça separa bruscamente a criança da mãe. Essa separação deve ser feita pela própria mãe, não por outros. Nem mesmo, friso, pelo pai.
O próximo passo desta mãe é apresentar o filho ao pai -e não o contrário, como se processa em muitos casos- e, progressivamente, agir de forma a que a díade se transforme numa tríade.
É assim que se processam as coisas, e não de outra forma.
As ideias modernas -bem intencionadas, claro- têm vindo a complicar este processo.
Têm-se, hoje, a ideia pré-concebida de que um pai que acompanhe todos os passos da gravidez e que assista ao parto se envolve mais na criação e na educação dos filhos. Falso.
Ressalvo, desde já, que as ideias pré-concebidas não se referem apenas a tempos passados, pois que os nossos tempos, ditos modernos, estão carregados de ideias assim.
Tais ideias vêm tentar reforçar a ideia de que é possível uma tríade logo desde a concepção ou desde o nascimento. Não, não é.
Assim não vão lá.
Tenhamos presente que a Natureza é sábia. Ela sabe o que faz.
Não é preciso, pois, forçá-la. Tão pouco alterá-la.
Se cada um souber qual é o seu lugar, e qual o seu papel, a cria humana, tal como qualquer outra cria nascida do ventre materno -sem assistência de qualquer ordem-, torna-se num ser do Mundo. Ganha, de forma saudável, a sua independência.
Sempre que invadimos um domínio que não nos pertence, geramos o caos.
Em nome da perpectuação da nossa espécie, devolvam-nos o nosso parto. Deixai que se cumpram as leis da Natureza.
Eu vos digo que, se assim o fizerdes, sereis muito mais homens.
E, sem dúvida, muito melhores pais.
Digam-me lá, meus senhores e minhas senhoras, o que este parto tem de normal? Porque cargas de água deixam a criança chorar assim tanto tempo? Porque não a puseram logo no colo da mãe?
E porque não deixaram ser a mãe a cortar o cordão (separar a criança de si, o que não significa que a criança não mais precise dela, já que é bem o contrário)?
Há o domínio exclusivo dos homens, e o domínio exclusivo das mulheres.
Quando os homens se juntam, estão no seu domínio, vedado às mulheres (salvo às que lhes vêm proporcionar prazer).
Pois o parto, meus senhores, é domínio exclusivo das mulheres.
É um momento sagrado, que exige total privacidade.
Vive-se em privado, e no feminino.
Com a vossa licença, o homem não entra.
Por isso, chegando a hora H, em vez de se perguntar ao pai se pretende estar presente, deve-se, isso sim, perguntar à mãe -é o domínio dela- se pretende que ele esteja presente. A ela pertence a última palavra, não ao homem.
Ainda que seja o filho de ambos, o parto é dela. É um momento íntimo, que não pode tornar-se, de forma alguma, público.
Espero que todo o pai que me ler entenda isso. Assim como ele não gosta que invadam o seu domínio, nós, mulheres, também não queremos que invadam o nosso. Falamos mesmo de domínios bem diferentes, em que o nosso exige total privacidade.
O pai não pode, nem deve, invadi-lo.
Que o pai esteja ou não presente, nada altera a díade mãe-bébé.
A tríade vem depois.
A seu tempo.
Da forma certa.
Outra coisa fundamental, e que não posso deixar passar:
Não cabe ao pai cortar o cordão umbilical, nem mesmo a quem assiste a mãe, e sim a esta!
Assim o é na Natureza.
E se queremos um parto natural, então que o vivamos como tal.
Basta observar o que se passa na Natureza, e encontramos lá as raízes deste momento mágico, que só à mulher pertence.
O facto de ser a mãe a cortar o cordão umbilical, como o fazem as outras progenitoras das restantes espécies mamíferas, tem sobremaneira um valor altamente simbólico. Para a mãe, este acto representa que ela assume que aquele filho -que ela carregou durante nove meses no seu ventre e que, agora, e durante boa parte da sua vida, depende dela- pertence à Natureza, e não mais a ela.
Qualquer outra pessoa, mesmo sendo o pai, que corte o cordão interfere neste processo. Viola um princípio da Natureza.
Ainda que não pareça, outro que o faça está a passar uma mensagem negativa à mãe, quando deve ser ela a transmitir essa mensagem (vindo dela, será uma mensagem positiva).
Outro que o faça separa bruscamente a criança da mãe. Essa separação deve ser feita pela própria mãe, não por outros. Nem mesmo, friso, pelo pai.
O próximo passo desta mãe é apresentar o filho ao pai -e não o contrário, como se processa em muitos casos- e, progressivamente, agir de forma a que a díade se transforme numa tríade.
É assim que se processam as coisas, e não de outra forma.
As ideias modernas -bem intencionadas, claro- têm vindo a complicar este processo.
Têm-se, hoje, a ideia pré-concebida de que um pai que acompanhe todos os passos da gravidez e que assista ao parto se envolve mais na criação e na educação dos filhos. Falso.
Ressalvo, desde já, que as ideias pré-concebidas não se referem apenas a tempos passados, pois que os nossos tempos, ditos modernos, estão carregados de ideias assim.
Tais ideias vêm tentar reforçar a ideia de que é possível uma tríade logo desde a concepção ou desde o nascimento. Não, não é.
Assim não vão lá.
Tenhamos presente que a Natureza é sábia. Ela sabe o que faz.
Não é preciso, pois, forçá-la. Tão pouco alterá-la.
Se cada um souber qual é o seu lugar, e qual o seu papel, a cria humana, tal como qualquer outra cria nascida do ventre materno -sem assistência de qualquer ordem-, torna-se num ser do Mundo. Ganha, de forma saudável, a sua independência.
Sempre que invadimos um domínio que não nos pertence, geramos o caos.
Em nome da perpectuação da nossa espécie, devolvam-nos o nosso parto. Deixai que se cumpram as leis da Natureza.
Eu vos digo que, se assim o fizerdes, sereis muito mais homens.
E, sem dúvida, muito melhores pais.
Digam-me lá, meus senhores e minhas senhoras, o que este parto tem de normal? Porque cargas de água deixam a criança chorar assim tanto tempo? Porque não a puseram logo no colo da mãe?
E porque não deixaram ser a mãe a cortar o cordão (separar a criança de si, o que não significa que a criança não mais precise dela, já que é bem o contrário)?
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
RESPOSTA AO AUTOR DO BLOG "FILHO PARA SEMPRE!"
Sérgio, podia ter-me respondido no local dos comentários.
Mas pronto...
Se um filho é, como diz, tanto do pai como da mãe, porque é que nas outras espécies da classe dos mamíferos -por favor, não nos comparem às aves nem a peixes, pois, tanto quanto me lembro, eu não pus nem choquei ovo algum- não é assim?!
Porque é que ainda são as fêmeas que cuidam das crias?
Que têm elas mais do que nós, as mães humanas?
Respeito a sua posição, tal como certamente o Sérgio respeitará a minha:
Em primeiro lugar, que seja feita a vontade da criança. Uma boa mãe, por amor a um filho, saberá entregá-lo ao pai, se for da vontade deste (da vontade do filho, claro, não do pai).
Quero acreditar -ou assim o espero, pois tal ainda não aconteceu comigo- que um pai fará o mesmo!
Em segundo, se nada houver contra a mãe, prevalece -de acordo com as leis da natureza ainda vigentes e bem presentes em nós-próprios, quer assim o queirais ou não- a mãe!
De resto, quanto ao seu caso, ninguém melhor que o G. para vos julgar, a si e à mãe. Tal como a minha filha mais velha o fará com quem quer que seja que tenha procedido mal. Até porque se há algo que eu faça de incorrecto, ela diz-me logo.
Há que pôr a mão na conciência, e ver se é apenas o outro quem tem agido mal. Eu não o estou a criticar, nem à mãe. Como disse, apenas sei aquilo que me diz o Sérgio, nada mais.
Nada obriga a que os outros acreditem no que lhes conto.
Mas, repare, eu também aponto os meus aspectos negativos.
Também errei.
Mas soube voltar à estaca zero, assim que me libertei definitivamente do contrôle do meu ex.
Não sendo má pessoa, que não é, não era a pessoa certa para mim. Nem eu para ele, pois não o soube afastar do vício que ele adquirira na juventude (falo, claro, da droga).
O meu maior erro, digo-lho agora, for ter tomado uma decisão favorável ao pai, a de permanecer perto dele, depois da nossa separação, para lhe permitir o convívio com a filha, tempo em que, afinal, ele aproveitava para me pedir, uma vez mais, dinheiro emprestado.
Uma decisão que, evidentemente, me prejudicou a mim e à minha filha.
Não me arrependo de a ter tomado, pois fi-lo num acto altruísta. Como muitas mães o fazem, aliás, ao contrário do que dizem por aí. Mas, se voltasse atrás, agiria de outra forma, garantindo ao pai e à menina, pelos meios que me fossem possíveis, o convívio.
Na altura, ao cabo de dois anos de sacrifício, resolvi partir.
Pelo meu bem, e pelo bem da minha filha.
Aparentemente, eu não tinha o direito de me restaurar física e psicologicamente, de agir no meu interesse, em benefício da minha filha, que tinha todo o interesse em ver a mãe bem.
Castigaram-nos, às duas.
Separaram-nos, para que não nos fosse possível "fugir".
O pai passou a ter direito à filha, e, sem qualquer pudor, sabendo-me ali perto -não suportando a separação, vim atrás da minha filha, sendo obrigada a viver num lugar que me deprimia- continuou a pedir-me dinheiro. Arrastou-me, de novo, com ele.
Mas hoje, meu caro amigo, estou definitivamente livre dele, e de tudo quanto prejudicou a minha vida. Voltei a ser a pessoa que eu era, antes de o conhecer.Venci.
E aqui fica a resposta ao comentário da Ana, num dos seus tópicos. Espero que o autor a aceite. Normalmente ele coloca todas as respostas, embora ainda não tenha aceite -coisa que achei estranha- um comentário que eu fiz anteriormente. Ressalvo que eu nunca falto ao respeito a ninguém, simplesmente digo o que penso.Falar não ofende, julgo eu.
Ei-lo, então:
"Eu jamais falei de privar um filho do contacto com o pai!!!
O que eu digo sempre é que não se deve separar um filho da mãe, sem justa causa!
A ver se nos entendemos de uma vez por todas: quando comparo a espécie humana a outras que, como a nossa, carregam o filho no ventre e o amamentam, falo do papel da mãe, que se diferencia em tudo do do pai.
Aconselho -para quem souber francês- a leitura de uma carta de Daniel Pendanx, em resposta à carta que lhe fora enviada por um pai.
E tem TODA a razão quando diz que, ao contrário dos outros mamíferos, os humanos estabelecem laços, o que faz com que a fusão mãe-filho, que se inicia na gravidez, seja bem maior entre os humanos do que nas outras espécies."
ESTE POST FOI REESCRITO HOJE, DIA 28 DE OUTUBRO DE 2010. APENAS FOI MELHORADO, CONSERVANDO O SENTIDO ORIGINAL.
FORAM ACRESCENTADOS ALGUNS FACTOS, COM VISTA A UM MELHOR ENTENDIMENTO DO QUE DISSE, ENTÃO, E DO QUE MANTENHO AINDA.
Mas pronto...
Se um filho é, como diz, tanto do pai como da mãe, porque é que nas outras espécies da classe dos mamíferos -por favor, não nos comparem às aves nem a peixes, pois, tanto quanto me lembro, eu não pus nem choquei ovo algum- não é assim?!
Porque é que ainda são as fêmeas que cuidam das crias?
Que têm elas mais do que nós, as mães humanas?
Respeito a sua posição, tal como certamente o Sérgio respeitará a minha:
Em primeiro lugar, que seja feita a vontade da criança. Uma boa mãe, por amor a um filho, saberá entregá-lo ao pai, se for da vontade deste (da vontade do filho, claro, não do pai).
Quero acreditar -ou assim o espero, pois tal ainda não aconteceu comigo- que um pai fará o mesmo!
Em segundo, se nada houver contra a mãe, prevalece -de acordo com as leis da natureza ainda vigentes e bem presentes em nós-próprios, quer assim o queirais ou não- a mãe!
De resto, quanto ao seu caso, ninguém melhor que o G. para vos julgar, a si e à mãe. Tal como a minha filha mais velha o fará com quem quer que seja que tenha procedido mal. Até porque se há algo que eu faça de incorrecto, ela diz-me logo.
Há que pôr a mão na conciência, e ver se é apenas o outro quem tem agido mal. Eu não o estou a criticar, nem à mãe. Como disse, apenas sei aquilo que me diz o Sérgio, nada mais.
Nada obriga a que os outros acreditem no que lhes conto.
Mas, repare, eu também aponto os meus aspectos negativos.
Também errei.
Mas soube voltar à estaca zero, assim que me libertei definitivamente do contrôle do meu ex.
Não sendo má pessoa, que não é, não era a pessoa certa para mim. Nem eu para ele, pois não o soube afastar do vício que ele adquirira na juventude (falo, claro, da droga).
O meu maior erro, digo-lho agora, for ter tomado uma decisão favorável ao pai, a de permanecer perto dele, depois da nossa separação, para lhe permitir o convívio com a filha, tempo em que, afinal, ele aproveitava para me pedir, uma vez mais, dinheiro emprestado.
Uma decisão que, evidentemente, me prejudicou a mim e à minha filha.
Não me arrependo de a ter tomado, pois fi-lo num acto altruísta. Como muitas mães o fazem, aliás, ao contrário do que dizem por aí. Mas, se voltasse atrás, agiria de outra forma, garantindo ao pai e à menina, pelos meios que me fossem possíveis, o convívio.
Na altura, ao cabo de dois anos de sacrifício, resolvi partir.
Pelo meu bem, e pelo bem da minha filha.
Aparentemente, eu não tinha o direito de me restaurar física e psicologicamente, de agir no meu interesse, em benefício da minha filha, que tinha todo o interesse em ver a mãe bem.
Castigaram-nos, às duas.
Separaram-nos, para que não nos fosse possível "fugir".
O pai passou a ter direito à filha, e, sem qualquer pudor, sabendo-me ali perto -não suportando a separação, vim atrás da minha filha, sendo obrigada a viver num lugar que me deprimia- continuou a pedir-me dinheiro. Arrastou-me, de novo, com ele.
Mas hoje, meu caro amigo, estou definitivamente livre dele, e de tudo quanto prejudicou a minha vida. Voltei a ser a pessoa que eu era, antes de o conhecer.Venci.
E aqui fica a resposta ao comentário da Ana, num dos seus tópicos. Espero que o autor a aceite. Normalmente ele coloca todas as respostas, embora ainda não tenha aceite -coisa que achei estranha- um comentário que eu fiz anteriormente. Ressalvo que eu nunca falto ao respeito a ninguém, simplesmente digo o que penso.Falar não ofende, julgo eu.
Ei-lo, então:
"Eu jamais falei de privar um filho do contacto com o pai!!!
O que eu digo sempre é que não se deve separar um filho da mãe, sem justa causa!
A ver se nos entendemos de uma vez por todas: quando comparo a espécie humana a outras que, como a nossa, carregam o filho no ventre e o amamentam, falo do papel da mãe, que se diferencia em tudo do do pai.
Aconselho -para quem souber francês- a leitura de uma carta de Daniel Pendanx, em resposta à carta que lhe fora enviada por um pai.
E tem TODA a razão quando diz que, ao contrário dos outros mamíferos, os humanos estabelecem laços, o que faz com que a fusão mãe-filho, que se inicia na gravidez, seja bem maior entre os humanos do que nas outras espécies."
ESTE POST FOI REESCRITO HOJE, DIA 28 DE OUTUBRO DE 2010. APENAS FOI MELHORADO, CONSERVANDO O SENTIDO ORIGINAL.
FORAM ACRESCENTADOS ALGUNS FACTOS, COM VISTA A UM MELHOR ENTENDIMENTO DO QUE DISSE, ENTÃO, E DO QUE MANTENHO AINDA.
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