«Elles reposent désormais en paix, elles n'ont pas souffert. Tu ne les reverras plus». (Matthias Schepp, em carta escrita à ex-mulher).
Há cinco meses que Matthias Schepp e Irini Lucidi estavam separados.
Todos os fins-de-semana, Livia e Alessia -as filhas gémeas do casal, de 6 anos de idade- ficavam com o pai, que se havia comprometido a deixá-las no domingo à noite na casa da mãe.
Imaginando que a mãe trabalhava, calculo que passaria cerca de 5 horas diárias com as filhas. Em cinco dias, daria 25 horas. Vezes quatro semanas, cerca de 100 horas.
O pai, passando todos os fins de semana, teria -digamos- cerca de 10 horas diárias. Vezes 8 dias, daria 80.
Matthias Schepp e Irina Lucidi passariam, no fim de contas, um tempo relativamente equitativo com as filhas.
Mas eis que, num domingo, o pai passa uma mensagem à mãe das miúdas, dizendo que as irá guardar até ao dia seguinte, comprometendo-se a levá-las à escola.
Irina, embora algo enervada com esta mudança de planos, não se inquieta: Matthias Schepp é um verdadeiro pai-galinha (papa-poule), logo as miúdas estão bem entregues.
Mas ao reflectir melhor, ela apercebe-se que algo de estranho se passa.
Quando o tenta contactar uma primeira vez, Matthias Schepp responde-lhe que não pode falar, porque se encontra na casa de uns amigos.
Ora, conhecendo-o bem, ela sabia que ele não tinha muitos amigos.
Aliás, a verdade é que Matthias nem é pessoa de grandes convívios.
Nas próximas vezes que tenta falar com ele, este já não lhe responde.
O seu coração de mãe começa a entrar em sobressalto.
Ela pressente o pior.
E foi então que, num clique, lhe veio uma revelação: Matthias devia ter recebido os papéis de divórcio, e realizado, enfim, que a separação era definitiva. O que não era nada bom...
Ela dirige-se, de imediato, a casa dos poucos amigos do seu ex-marido, e nenhum sabe nada, nem o viu.
De seguida, ela dirige-se então a uma vivenda (que Irina deixou ao marido, sem qualquer oposição da parte dela), na esperança de os encontrar.
A casa estava vazia, mas ela acaba por descobrir, na cama das miúdas, os seus "doudous" preferidos. Elas nunca iam a lado nenhum sem eles.
Agora sim, ela tinha a certeza: o pai tinha levado as miúdas com ele.
Irini não perde tempo, e alerta a polícia, que, num primeiro momento, não crê que tenha ocorrido um rapto.
Mas quando, no dia seguinte, constatam que as miúdas não apareceram na escola, as buscas são iniciadas.
No passado dia 3 de Fevereiro, Irina recebe uma carta de Matthias.
Aí, ele declara a sua intenção de suicidar...
Coisa que, de facto, ele fez!
E as miúdas, onde estão?!
Até ao momento, as buscas continuam. Irini pede, incessantemente, que não deixem de procurar, pois sente que elas ainda estão vivas.
As esperanças, porém, são poucas, tanto mais que há uma outra carta em que o pai diz que, sem a guarda das miúdas, ele não podia continuar e que, portanto, as havia matado, garantindo -e sublinhando- que elas não haviam sentido dor.
Há também indícios de que ele procurara, na internet, informações sobre morte por veneno, armas de fogo, etc.
Este pai podia, talvez, estar desesperado.
Mas ele era, para todos os efeitos, violento, e foi isso que acabou com o casamento. Só que ele não aceitava a separação.
Desesperado?
Talvez.
Não se pode dizer, porém, que tenha agido no SUPERIOR INTERESSE das suas filhas...
"Quoi qu'il en soit, on est déjà certain d'une chose: Matthias Schepp, en dépit de l'amour qu'il avait, ou qu'il prétendait avoir pour ses deux filles, n'a pas hésité à sacrifier leur bonheur en les arrachant à leur mère et en faisant d'elles des orphelines.
Reste à savoir s'il a poussé l'horreur jusqu'à les tuer avant de se donner la mort, ou s'il les a simplement cachées dans le but de faire souffrir leur mère. Dans les deux cas de figure, il a atteint son oblectif. C'est une femme brisée, anéantie par le chagrin, qui attend aujourd'hui, à Saint-Sulpice, d'être fixée sur le sort de ses petites filles. Mais les enquêteurs, en aparté, ne cachent pas leur pessimisme. L'ultime lettre que Matthias a envoyé à Irini est lourde de menaces: "Je ne veux pas que les enfants vivent avec la douleur d'avoir perdu leur père".
FONTE: Le nouveau Detective, nº1482
*Les jumelles, qui mesurent 1m15, parlent couramment le français, le suisse-allemand et l'italien. Toute personne en possession de renseignements est invitée à composer le numéro suivant :
00.41.21.644.82.31.
(Le Figaro.fr)
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
O CASO DAS GÉMEAS LIVIA E ALESSIA, AQUI EM FRANÇA
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sábado, 27 de novembro de 2010
RECORDANDO O CASO DA MARIA, A "FILHA ROUBADA" (REPORTAGEM DA RTP)
http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/linhadafrente/?k=FILHA-ROUBADA.rtp&post=5873
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PETIÇÃO PELA MARIA em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2116.
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"O juiz nuno Bravo Negrão tinha 29 anos de idade quando tomou a decisão, alegadamente é pai e tem problemas pessoais de regulação do poder aparental tal como se pode constar na reportagem «FILHA ROUBADA» da RTP-1."
(www.amigos-maria.com)
"O problema é que é o próprio João Vitorino quem confessa a existência de violência. Como é que a juiz Marta Rei vai entregar uma filha a um pai que confessa violência? Acresce que o pai de Maria já tem dois processos em Tribunal por alegadas violências sobre a mãe de Maria."
(www.maria2x.com)
"A Ordem dos Advogados está preocupada com as decisões recentes dos juízes portugueses que contrariam o DIREITO AO AFECTO. São muitos os casos de juízes que decidem contra os interesses das crianças. Lembremos apenas alguns casos (para alem do Caso de Maria): o Caso da Alexandra (a menina russa) o Caso Esmeralda, o Caso do juiz Artur Costa (que atenuou a pena de um abusador, porque a criança, numa das vezes, ejaculou) entre muitos outros casos. Os juizes não devem decidir em conflitos de crianças. É obrigatório desjudicializar está área deixando-a entregue aos pais, advogados, pedopsiquia-tras e psicológos"
(www.3beijos.com)
Eis o que diz Antónia Correia, mãe da Maria:
Eu e a minha filha sempre tivémos uma excelente relação e momentos de grande felicidade.
Como compreenderão o internamento injusto da minha filha causou uma dor brutal.
A minha filha passou horrores por força do internamento decidido pelo juiz Nuno Bravo Negrão, com base num síndrome de alienação parental que a OMS não reconhece como doença. O pai pagou ao psicólogo Eduardo Sá um parecer onde se afirma que a minha filha tem um sindrome de alienação parental.
Agora, ao fim de um ano de internamento no Lar Betânia, a minha filha foi entregue ao pai.
Não percebo porque me foi agora retirada a minha filha.
Foi porque eu a tratei mal? Porque não lhe dei carinho e educação?
Porque o pai se ausentava?
Que culpa tenho eu disso?
Cuidei e amei a minha filha 24 horas por dia todos estes anos.
Sou professora do 1º ciclo em Fronteira. As crianças estão comigo 6 horas todos os dias preparando-se para a vida. Porque razão a minha filha também não pode estar?
Eu também estou no FACEBOOK com o seguinte endereço: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000875122028
Eduardo Sá deu um parecer psicológico (com Raquel Vieira da Silva) sobre Maria mas nunca a viu. Afirma poder dar pareceres clínicos sobre crianças sem as ver.
O psicólogo Eduardo Sá assinou o parecer diagnosticando à minha filha um sindrome de alienação parental sem nunca a ter visto.
O psicólogo Eduardo Sá foi contactado pelo pai de Maria telefonicamente para a sua Clínica Bébés e Crescidos, em Coimbra, e aceitou dar o parecer -pedindo ao requerente que enviasse por correio as peças processuais que achasse mais relevantes.
Se ele fosse médico, eu perguntava: como pode um médico fazer um diagnóstico sem ver uma criança?
Alem disso, o sindrome de alienação parental não é reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde.
Sou professora do primeiro ciclo; muitas crianças passam o dia comigo, eu ensino-as, mimo-as, sou professora há muitos anos. E não percebo porque razão não posso educar agora a minha filha, quando educo as outras crianças. Se eu fiz algum mal, prendam-me a mim, mas deixem a minha filha voltar para onde viveu nos últimos quatro anos de felicidade com os avós e os amigos.
Sabem o que me custou mais? Foi ouvir os meus alunos da idade da minha filha perguntarem-me quando é que a Maria volta para casa em Fronteira... e eu saber agora que o Tribunal lhe fixou outra morada: a morada do pai em Cabeço de Vide.
www.rtp.pt (site da RTP, com a reportagem "FILHA ROUBADA")
www.amigos-maria.com (site onde se fala de uma menina judia)
www. joseramoseramos.com (site do jornalista autor da reportagem)
www.maria2x.com (site de pessoas especiais sobre Maria)
www.oremos-por-maria.com (site católico de apoio a Maria)
www.3beijos.com (site de “pedreiros livres” e “filhos da viúva”)
www.salvemmaria.com (site de amigos de Maria)
http://vozlusitana.spaces.live.com/default.aspx (blog de António Zumaia)
http://portugalnomeumelhor.blogs.sapo.pt/3963.html (blog de Ricardo Barros)
FONTE: http://www.queridafilha.com/
NOTA:
Na minha pesquisa, tentando sempre manter-me BEM INFORMADA, fiquei a saber, com imenso prazer, que não só em Portugal como em alguns outros países, há empenho em denunciar casos como este mostrando, inclusive, o rosto de todos os que estiveram envolvidos em todo o processo.
No SUPERIOR INTERESSE DA CRIANÇA, parece-me bem que assim o façam.
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PETIÇÃO PELA MARIA em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2116.
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"O juiz nuno Bravo Negrão tinha 29 anos de idade quando tomou a decisão, alegadamente é pai e tem problemas pessoais de regulação do poder aparental tal como se pode constar na reportagem «FILHA ROUBADA» da RTP-1."
(www.amigos-maria.com)
"O problema é que é o próprio João Vitorino quem confessa a existência de violência. Como é que a juiz Marta Rei vai entregar uma filha a um pai que confessa violência? Acresce que o pai de Maria já tem dois processos em Tribunal por alegadas violências sobre a mãe de Maria."
(www.maria2x.com)
"A Ordem dos Advogados está preocupada com as decisões recentes dos juízes portugueses que contrariam o DIREITO AO AFECTO. São muitos os casos de juízes que decidem contra os interesses das crianças. Lembremos apenas alguns casos (para alem do Caso de Maria): o Caso da Alexandra (a menina russa) o Caso Esmeralda, o Caso do juiz Artur Costa (que atenuou a pena de um abusador, porque a criança, numa das vezes, ejaculou) entre muitos outros casos. Os juizes não devem decidir em conflitos de crianças. É obrigatório desjudicializar está área deixando-a entregue aos pais, advogados, pedopsiquia-tras e psicológos"
(www.3beijos.com)
Eis o que diz Antónia Correia, mãe da Maria:
Eu e a minha filha sempre tivémos uma excelente relação e momentos de grande felicidade.
Como compreenderão o internamento injusto da minha filha causou uma dor brutal.
A minha filha passou horrores por força do internamento decidido pelo juiz Nuno Bravo Negrão, com base num síndrome de alienação parental que a OMS não reconhece como doença. O pai pagou ao psicólogo Eduardo Sá um parecer onde se afirma que a minha filha tem um sindrome de alienação parental.
Agora, ao fim de um ano de internamento no Lar Betânia, a minha filha foi entregue ao pai.
Não percebo porque me foi agora retirada a minha filha.
Foi porque eu a tratei mal? Porque não lhe dei carinho e educação?
Porque o pai se ausentava?
Que culpa tenho eu disso?
Cuidei e amei a minha filha 24 horas por dia todos estes anos.
Sou professora do 1º ciclo em Fronteira. As crianças estão comigo 6 horas todos os dias preparando-se para a vida. Porque razão a minha filha também não pode estar?
Eu também estou no FACEBOOK com o seguinte endereço: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000875122028
Eduardo Sá deu um parecer psicológico (com Raquel Vieira da Silva) sobre Maria mas nunca a viu. Afirma poder dar pareceres clínicos sobre crianças sem as ver.
O psicólogo Eduardo Sá assinou o parecer diagnosticando à minha filha um sindrome de alienação parental sem nunca a ter visto.
O psicólogo Eduardo Sá foi contactado pelo pai de Maria telefonicamente para a sua Clínica Bébés e Crescidos, em Coimbra, e aceitou dar o parecer -pedindo ao requerente que enviasse por correio as peças processuais que achasse mais relevantes.
Se ele fosse médico, eu perguntava: como pode um médico fazer um diagnóstico sem ver uma criança?
Alem disso, o sindrome de alienação parental não é reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde.
Sou professora do primeiro ciclo; muitas crianças passam o dia comigo, eu ensino-as, mimo-as, sou professora há muitos anos. E não percebo porque razão não posso educar agora a minha filha, quando educo as outras crianças. Se eu fiz algum mal, prendam-me a mim, mas deixem a minha filha voltar para onde viveu nos últimos quatro anos de felicidade com os avós e os amigos.
Sabem o que me custou mais? Foi ouvir os meus alunos da idade da minha filha perguntarem-me quando é que a Maria volta para casa em Fronteira... e eu saber agora que o Tribunal lhe fixou outra morada: a morada do pai em Cabeço de Vide.
www.rtp.pt (site da RTP, com a reportagem "FILHA ROUBADA")
www.amigos-maria.com (site onde se fala de uma menina judia)
www. joseramoseramos.com (site do jornalista autor da reportagem)
www.maria2x.com (site de pessoas especiais sobre Maria)
www.oremos-por-maria.com (site católico de apoio a Maria)
www.3beijos.com (site de “pedreiros livres” e “filhos da viúva”)
www.salvemmaria.com (site de amigos de Maria)
http://vozlusitana.spaces.live.com/default.aspx (blog de António Zumaia)
http://portugalnomeumelhor.blogs.sapo.pt/3963.html (blog de Ricardo Barros)
FONTE: http://www.queridafilha.com/
NOTA:
Na minha pesquisa, tentando sempre manter-me BEM INFORMADA, fiquei a saber, com imenso prazer, que não só em Portugal como em alguns outros países, há empenho em denunciar casos como este mostrando, inclusive, o rosto de todos os que estiveram envolvidos em todo o processo.
No SUPERIOR INTERESSE DA CRIANÇA, parece-me bem que assim o façam.
sábado, 20 de novembro de 2010
NO PRINCÍPIO ERA A MÃE. O PAI VEIO DEPOIS.
A cantora inglesa Lily Allen perdeu o seu bébé aos seis meses de gravidez. Esta é já a segunda vez que tal lhe acontece, embora na primeira tenha sido no ínicio da gestação.
Eu pergunto: quem é que está a sofrer mais esta perda, ela ou o companheiro?
Sem sombra de dúvidas que é ela.
Não estou a dizer que ele também não sofre, mas certamente que não na mesma intensidade que ela. Daqui a uns tempos, ele já terá esquecido. Ela não.
Pode até ser que ele estivesse a acompanhar de muito perto a gravidez da companheira, e quisesse mesmo estar presente na altura do parto, à semelhança do que fazem hoje muitos homens, mas nós sabemos que as alegrias e as tristezas (como neste caso) são vivenciadas com mais força por elas do que por eles. Não é difícil perceber porquê.

Gostou de receber um recado de Mãe!? Mande um também.
O que eu não percebo é porque é que depois do nascimento, se ignora este facto, como se esse tempo -o da gravidez, do parto e os primeiros meses, havendo ou não amamentação- jamais tivesse existido! Se é certo que, à medida que o tempo passa, esse tempo vai ficando para trás, não é certo que ele tenha sido esquecido. Talvez por eles, pois que pouco ou nada lhes diz. Mas não por elas, que o viveram de facto.
Ainda que o cordão umbilical seja cortado no momento do parto, ele permanece para toda a vida. Significa que aquela mãe continua ligada àquele filho, e vice-versa. Fala-se de um cordão invísível, o que jamais será cortado.
Quando uma das minhas filhas faz anos, inevitavelmente eu penso no dia em que eu as pus no mundo. Que o pai esteja ou não, não faz diferença. A mãe, essa, não pode certamente faltar. Ela está sempre presente.Por isso, em cada aniversário, eu festejo também esse momento. Uma mãe nunca esquece.
É costume dizer-se que uma mãe sofre mais porque a sociedade a penaliza, considerando-a desmerecedora. É verdade que assim é, mas não sem razão.
É que a sociedade, ao contrário do pai, não esquece de que foi a mãe quem carregou os filhos, os pôs no mundo e os amamentou. Tal como qualquer outra fêmea da classe dos mamíferos. E, à semelhança do papel que estas têm para com as suas crias, espera que uma mãe se comporte da mesma forma. Se o papel biológico é o mesmo, porque há-de a mãe humana comportar-se de forma diferente para com as suas crias? A sociedade pode até trazer novos valores culturais, mas não esquece os naturais. Não há assim tantas diferenças entre nós e as outras fêmeas, como se pretende. Já Rousseau dizia que a sociedade é que nos corrompe, e não podia estar mais certo, pois, em busca da nossa identidade, nos afastamos mais e mais do que na verdade nós somos.
Das duas uma: ou a sociedade teria de ser cega, para não ver o evidente, ou tudo teria de mudar, coisa que se torna impossível, enquanto o homem for homem e a mulher for mulher. O que é é, e o que não é não é. Não há meio termo.
Se alguém quiser lançar culpas, que culpe então a Natureza. Por alguma razão ela assim determinou, dando a cada o seu papel. Se ela determinasse conforme a nossa vontade -ou melhor, os nossos caprichos- não estaríamos certamente aqui.
Portanto, enquanto a nossa natureza for aquilo que ela é, não me parece que um pai possa alguma vez sentir uma perda ou uma separação da mesma forma que sente uma mãe.
Não me passa pela cabeça dizer que um pai que sofre realmente se está a fazer de vítima.
Também não lembra a ninguém, tenho a certeza disso, de dizer a Lily Allen que não se faça de vítima, neste momento em que a sua dor ultrapassa (ou alguém ainda duvida disso?) a dor do companheiro. Alguém ousaria?!
Não percebo, então, porque ridicularizam as mães que sofrem, dizendo que se fazem de vítimas. Não entendo porque insistem em dizer que a dor do pai equipara-se à dor da mãe. É que não há comparação, meus senhores.
Um pai, o que o é verdadeiramente, sente dor, sim. Ninguém o nega.
Mas uma mãe, a que o é verdadeiramente, sente-a a dobrar.
Um pai, o verdadeiro pai, baba-se com as proezas do filho, mas não há quem se babe mais do que uma mãe! Quem me desmente?
E porquê?
Pela simples razão de que é a mãe que faz o pai, e não o contrário.
Eis a Verdade.
Eu pergunto: quem é que está a sofrer mais esta perda, ela ou o companheiro?
Sem sombra de dúvidas que é ela.
Não estou a dizer que ele também não sofre, mas certamente que não na mesma intensidade que ela. Daqui a uns tempos, ele já terá esquecido. Ela não.
Pode até ser que ele estivesse a acompanhar de muito perto a gravidez da companheira, e quisesse mesmo estar presente na altura do parto, à semelhança do que fazem hoje muitos homens, mas nós sabemos que as alegrias e as tristezas (como neste caso) são vivenciadas com mais força por elas do que por eles. Não é difícil perceber porquê.
Gostou de receber um recado de Mãe!? Mande um também.
O que eu não percebo é porque é que depois do nascimento, se ignora este facto, como se esse tempo -o da gravidez, do parto e os primeiros meses, havendo ou não amamentação- jamais tivesse existido! Se é certo que, à medida que o tempo passa, esse tempo vai ficando para trás, não é certo que ele tenha sido esquecido. Talvez por eles, pois que pouco ou nada lhes diz. Mas não por elas, que o viveram de facto.
Ainda que o cordão umbilical seja cortado no momento do parto, ele permanece para toda a vida. Significa que aquela mãe continua ligada àquele filho, e vice-versa. Fala-se de um cordão invísível, o que jamais será cortado.
Quando uma das minhas filhas faz anos, inevitavelmente eu penso no dia em que eu as pus no mundo. Que o pai esteja ou não, não faz diferença. A mãe, essa, não pode certamente faltar. Ela está sempre presente.Por isso, em cada aniversário, eu festejo também esse momento. Uma mãe nunca esquece.
É costume dizer-se que uma mãe sofre mais porque a sociedade a penaliza, considerando-a desmerecedora. É verdade que assim é, mas não sem razão.
É que a sociedade, ao contrário do pai, não esquece de que foi a mãe quem carregou os filhos, os pôs no mundo e os amamentou. Tal como qualquer outra fêmea da classe dos mamíferos. E, à semelhança do papel que estas têm para com as suas crias, espera que uma mãe se comporte da mesma forma. Se o papel biológico é o mesmo, porque há-de a mãe humana comportar-se de forma diferente para com as suas crias? A sociedade pode até trazer novos valores culturais, mas não esquece os naturais. Não há assim tantas diferenças entre nós e as outras fêmeas, como se pretende. Já Rousseau dizia que a sociedade é que nos corrompe, e não podia estar mais certo, pois, em busca da nossa identidade, nos afastamos mais e mais do que na verdade nós somos.
Das duas uma: ou a sociedade teria de ser cega, para não ver o evidente, ou tudo teria de mudar, coisa que se torna impossível, enquanto o homem for homem e a mulher for mulher. O que é é, e o que não é não é. Não há meio termo.
Se alguém quiser lançar culpas, que culpe então a Natureza. Por alguma razão ela assim determinou, dando a cada o seu papel. Se ela determinasse conforme a nossa vontade -ou melhor, os nossos caprichos- não estaríamos certamente aqui.
Portanto, enquanto a nossa natureza for aquilo que ela é, não me parece que um pai possa alguma vez sentir uma perda ou uma separação da mesma forma que sente uma mãe.
Não me passa pela cabeça dizer que um pai que sofre realmente se está a fazer de vítima.
Também não lembra a ninguém, tenho a certeza disso, de dizer a Lily Allen que não se faça de vítima, neste momento em que a sua dor ultrapassa (ou alguém ainda duvida disso?) a dor do companheiro. Alguém ousaria?!
Não percebo, então, porque ridicularizam as mães que sofrem, dizendo que se fazem de vítimas. Não entendo porque insistem em dizer que a dor do pai equipara-se à dor da mãe. É que não há comparação, meus senhores.
Um pai, o que o é verdadeiramente, sente dor, sim. Ninguém o nega.
Mas uma mãe, a que o é verdadeiramente, sente-a a dobrar.
Um pai, o verdadeiro pai, baba-se com as proezas do filho, mas não há quem se babe mais do que uma mãe! Quem me desmente?
E porquê?
Pela simples razão de que é a mãe que faz o pai, e não o contrário.
Eis a Verdade.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
MÃE CORAGEM: A LUTA DE UMA MÃE CONTRA AS LEIS DO SEU PAÍS, QUE A IMPEDEM DE DECIDIR O FUTURO DOS SEUS FILHOS, APÓS A SUA MORTE!
A Coragem de Uma Mãe
de Marie-Laure Picat
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 200
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570422
15,50€13,95€Normalmente segue para o correio em 24 horas ver comentárioscomentarrecomendarimprimir
sobre o livrocomentários dos leitoresrecomendar este títulodetalhes do produto
sobre o livro
Sinopse
A luta de uma mãe que, condenada a uma morte anunciada, tenta encontrar uma família de acolhimento que possa receber e proteger os seus quatro filhos. A sua história e personalidade transtornaram a França.
Como viver o fim da vida, quando não se atingiu ainda os 40 anos e se é mãe de família? No último Outono, Marie-Laure Picat toma conhecimento que padece de um cancro maligno fulminante. O seu primeiro pensamento dirige-se aos seus filhos: o que lhes acontecerá após a sua morte? Decidida a assumir o papel de mãe até ao fim, escolhe ela própria uma família de acolhimento, estando disposta a enfrentar todos os obstáculos: não, não lhe compete a ela decidir o futuro dos seus filhos, mas sim ao juiz, após a sua morte. Não, nada garante que a Julie, o Thibault, o Mathieu e a Margot serão criados juntos. Não, não irão viver no local em que cresceram.
Indignada com a injustiça da situação, Marie-Laure contacta os meios de comunicação social. É então que se cria um extraordinário movimento de solidariedade, com a imprensa a passar a mensagem: a coragem desta jovem mãe comove o país, o que lhe proporcionará um apoio inesperado.
Foi para deixar uma mensagem que Marie-Laure quis escrever este testemunho, em primeiro lugar para os seus filhos, mas também para mostrar que é necessário dissolver a teia burocrática imposta às famílias decompostas. Para que a sua luta não morra com ela.
A Coragem de Uma Mãe de Marie-Laure Picat
de Marie-Laure Picat
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 200
Editor: Editora Planeta
ISBN: 9789896570422
15,50€13,95€Normalmente segue para o correio em 24 horas ver comentárioscomentarrecomendarimprimir
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sobre o livro
Sinopse
A luta de uma mãe que, condenada a uma morte anunciada, tenta encontrar uma família de acolhimento que possa receber e proteger os seus quatro filhos. A sua história e personalidade transtornaram a França.
Como viver o fim da vida, quando não se atingiu ainda os 40 anos e se é mãe de família? No último Outono, Marie-Laure Picat toma conhecimento que padece de um cancro maligno fulminante. O seu primeiro pensamento dirige-se aos seus filhos: o que lhes acontecerá após a sua morte? Decidida a assumir o papel de mãe até ao fim, escolhe ela própria uma família de acolhimento, estando disposta a enfrentar todos os obstáculos: não, não lhe compete a ela decidir o futuro dos seus filhos, mas sim ao juiz, após a sua morte. Não, nada garante que a Julie, o Thibault, o Mathieu e a Margot serão criados juntos. Não, não irão viver no local em que cresceram.
Indignada com a injustiça da situação, Marie-Laure contacta os meios de comunicação social. É então que se cria um extraordinário movimento de solidariedade, com a imprensa a passar a mensagem: a coragem desta jovem mãe comove o país, o que lhe proporcionará um apoio inesperado.
Foi para deixar uma mensagem que Marie-Laure quis escrever este testemunho, em primeiro lugar para os seus filhos, mas também para mostrar que é necessário dissolver a teia burocrática imposta às famílias decompostas. Para que a sua luta não morra com ela.
A Coragem de Uma Mãe de Marie-Laure Picat
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
ABORTAMENTO ESPONTÂNEO E MORTE FETAL. COMO É QUE A MULHER SUPERA ESTA PERDA?...
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24.3.09
O abortamento espontâneo e a Morte Fetal
A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher, uma experiência única para a mulher, para o seu companheiro e para a família em geral. Época plena de mudanças e descobertas de emoções e comportamentos até ai desconhecidos, novas identidades, novos significados existenciais e novos papéis.
Momento de gravidez é também gerador de novas exigências e necessidades afectivas em relação aos outros, em particular, ao filho, a quem a mulher se sente ligada desde o inicio por uma relação de dependência mútuo e progressiva.
Segundo a teoria de vinculação, o desenvolvimento de relações afectivas corresponde a um processo psicológico normativo, adquirido ao longo da evolução filogenética e fortemente enraizada no reportório humano.
A figura de vinculação é permanente fonte de segurança para a criança. Quando se sente ameaçada, busca protecção e conforto junto da mãe, revelando comportamentos de vinculação como o aproximar-se, o choro ou procura de contacto.
Tradicionalmente, prevalecia a ideia de que a ligação mãe-bebé é iniciada por altura do nascimento, no entanto, e contrariando a imagem da passividade psicológica da mulher grávida em relação ao feto, é hoje consensual que se começa a formar durante a gravidez uma relação afectiva ao bebé.
Muito antes do nascimento, existe uma forte união, a mãe sente o seu filho como fazendo parte de si e partilhando consigo uma história recheada de experiências e momentos únicos, vividos a um nível íntimo e exclusivo.
A ligação afectiva é fortalecida ao longo da gravidez em particular a partir do segundo trimestre, altura em que os movimentos fetais começam a ser percebidos.
Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebé que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebé, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado á perda de um objecto de amor.
Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade.
As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existirem indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados anteriormente são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afectando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda.
1. DEFINIÇÃO DE ABORTAMENTO E LUTO
Os diferentes tipos de perda
Morte perinatal
Por um período perinatal entende-se o período de tempo que decorre entre as 20 semanas de gravidez e os primeiros 7 dias após o nascimento.
Morte fetal
Como morte fetal entende-se a perda do bebé no último trimestre da gravidez in útero, englobando neste caso a perda do bebé durante o trabalho de parto.
Perda espontânea
Independentemente da causa médica subjacente, a perda espontânea da gravidez representa uma perda precoce, usualmente nas primeiras 12 semanas da gravidez, de forma repentina e inesperada.
Interrupção médica da gravidez (IMG)
As situações que determinam a IMG estão bem delineadas, do ponto de vista legal. Interrupção até ás 24 semanas de gravidez na presença de doença grave ou malformação congénita; interrupção até ás 16 semanas de gravidez, quando a gravidez resulta de um crime contra a liberdade e auto-determinação sexual (Lei nº 90/97 de 30 de Julho).
Reacções psicológicas
As reacções psicológicas a uma situação de abortamento são múltiplas e não estão relacionadas, linearmente, com o tempo de gestação. Dependem da motivação e desejo da gravidez, do investimento emocional nela depositado e na ligação com o bebé. No entanto, habitualmente, as perdas ocorridas no último trimestre têm maior impacto.
Apesar da variabilidade individual nas respostas emocionais, as mulheres que sofrem uma perda espontânea estão mais vulneráveis a apresentar tristeza, frustração, desapontamento, raiva (em relação às mulheres grávidas, aos médicos, aos maridos) e culpabilização (por acharem não ter tido os cuidados necessários).
São frequentes episódios depressivos em momentos significativos: na data prevista para o parto, em anos subsequentes na data do abortamento, numa próxima gravidez. Também são comuns as perturbações de ansiedade numa gestação subsequente.
Quando estas consequências emocionais se agravam ou perduram no tempo, não sendo resolvidas através dos recursos pessoais ou ainda, caso surjam abortamentos espontâneos repetidos, é necessária intervenção psicológica específica.
Quando estão razões estritamente médicas para a interrupção da gravidez, é possível perspectivar o sofrimento que o processo de decisão gera, sobretudo quando os movimentos fetais se fazem sentir e o nascimento do bebé é já perspectivado pelos pais, familiares e amigos.
Nas situações de IMG é possível que algumas mulheres experienciem arrependimento pelo acto cirúrgico, culpa pela morte do bebé e receio de não conseguir voltar a engravidar.
Artigo da responsabilidade da Dr" Sandra Cunha, Psicóloga especializada em Saúde e coordenadora do Dep. De Psicologia da APA
24.3.09
O abortamento espontâneo e a Morte Fetal
A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher, uma experiência única para a mulher, para o seu companheiro e para a família em geral. Época plena de mudanças e descobertas de emoções e comportamentos até ai desconhecidos, novas identidades, novos significados existenciais e novos papéis.
Momento de gravidez é também gerador de novas exigências e necessidades afectivas em relação aos outros, em particular, ao filho, a quem a mulher se sente ligada desde o inicio por uma relação de dependência mútuo e progressiva.
Segundo a teoria de vinculação, o desenvolvimento de relações afectivas corresponde a um processo psicológico normativo, adquirido ao longo da evolução filogenética e fortemente enraizada no reportório humano.
A figura de vinculação é permanente fonte de segurança para a criança. Quando se sente ameaçada, busca protecção e conforto junto da mãe, revelando comportamentos de vinculação como o aproximar-se, o choro ou procura de contacto.
Tradicionalmente, prevalecia a ideia de que a ligação mãe-bebé é iniciada por altura do nascimento, no entanto, e contrariando a imagem da passividade psicológica da mulher grávida em relação ao feto, é hoje consensual que se começa a formar durante a gravidez uma relação afectiva ao bebé.
Muito antes do nascimento, existe uma forte união, a mãe sente o seu filho como fazendo parte de si e partilhando consigo uma história recheada de experiências e momentos únicos, vividos a um nível íntimo e exclusivo.
A ligação afectiva é fortalecida ao longo da gravidez em particular a partir do segundo trimestre, altura em que os movimentos fetais começam a ser percebidos.
Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebé que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebé, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado á perda de um objecto de amor.
Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade.
As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existirem indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados anteriormente são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afectando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda.
1. DEFINIÇÃO DE ABORTAMENTO E LUTO
Os diferentes tipos de perda
Morte perinatal
Por um período perinatal entende-se o período de tempo que decorre entre as 20 semanas de gravidez e os primeiros 7 dias após o nascimento.
Morte fetal
Como morte fetal entende-se a perda do bebé no último trimestre da gravidez in útero, englobando neste caso a perda do bebé durante o trabalho de parto.
Perda espontânea
Independentemente da causa médica subjacente, a perda espontânea da gravidez representa uma perda precoce, usualmente nas primeiras 12 semanas da gravidez, de forma repentina e inesperada.
Interrupção médica da gravidez (IMG)
As situações que determinam a IMG estão bem delineadas, do ponto de vista legal. Interrupção até ás 24 semanas de gravidez na presença de doença grave ou malformação congénita; interrupção até ás 16 semanas de gravidez, quando a gravidez resulta de um crime contra a liberdade e auto-determinação sexual (Lei nº 90/97 de 30 de Julho).
Reacções psicológicas
As reacções psicológicas a uma situação de abortamento são múltiplas e não estão relacionadas, linearmente, com o tempo de gestação. Dependem da motivação e desejo da gravidez, do investimento emocional nela depositado e na ligação com o bebé. No entanto, habitualmente, as perdas ocorridas no último trimestre têm maior impacto.
Apesar da variabilidade individual nas respostas emocionais, as mulheres que sofrem uma perda espontânea estão mais vulneráveis a apresentar tristeza, frustração, desapontamento, raiva (em relação às mulheres grávidas, aos médicos, aos maridos) e culpabilização (por acharem não ter tido os cuidados necessários).
São frequentes episódios depressivos em momentos significativos: na data prevista para o parto, em anos subsequentes na data do abortamento, numa próxima gravidez. Também são comuns as perturbações de ansiedade numa gestação subsequente.
Quando estas consequências emocionais se agravam ou perduram no tempo, não sendo resolvidas através dos recursos pessoais ou ainda, caso surjam abortamentos espontâneos repetidos, é necessária intervenção psicológica específica.
Quando estão razões estritamente médicas para a interrupção da gravidez, é possível perspectivar o sofrimento que o processo de decisão gera, sobretudo quando os movimentos fetais se fazem sentir e o nascimento do bebé é já perspectivado pelos pais, familiares e amigos.
Nas situações de IMG é possível que algumas mulheres experienciem arrependimento pelo acto cirúrgico, culpa pela morte do bebé e receio de não conseguir voltar a engravidar.
Artigo da responsabilidade da Dr" Sandra Cunha, Psicóloga especializada em Saúde e coordenadora do Dep. De Psicologia da APA
domingo, 11 de outubro de 2009
HÁ MALES QUE VÊM POR BEM!
No passado dia 8 cumpriram-se seis anos do dia em que me levaram a minha filha mais velha...
Mas,se não tivesse sido afastada da minha filhota (que eu adoro!!!), não estaria hoje a celebrar 5 anos de uma união feliz e o aniversário da minha filha mais nova!
Há males que vêm por bem!
Mas,se não tivesse sido afastada da minha filhota (que eu adoro!!!), não estaria hoje a celebrar 5 anos de uma união feliz e o aniversário da minha filha mais nova!
Há males que vêm por bem!
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
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RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!
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