Exactamente como vos digo.
Há muitas mulheres a acreditar que sim, e olhem que não são tão poucas assim.
Tirando as pessoas da família do pai da criança, as ex-mulheres que têm um bom entendimento com o ex-marido e as actuais mulheres ou companheiras destes -para não falar de algumas mulheres casadas que projetam o presente no futuro, numa eterna lua de mel, e os casos crescentes de mães que perderam a guarda para os ex e vêem o acesso aos filhos dificultado- um GRANDE número de mulheres que apoia esta lei tem esperança que ela mude o comportamento do pai dos seus filhos.
São mulheres que vivem angustiadas com o sofrimento dos filhos, diante de um pai que pouco ou nada quer saber deles. Estas mães têm sempre a porta aberta, chamam os ex-companheiros ou ex-maridos para vir buscar as crianças para um passeio ou mesmo para passarem uns dias com o pai, telefonam-lhes a suplicar que digam ao menos uma palavra, e nada. E são elas a dar mil e uma desculpas, tentando manter limpa e viva a imagem do pai. Dói-lhes imenso o coração em ver os filhos sofrer tanto assim.
É o caso de uma pessoa que conheci há algum tempo. Ela pôs o marido fora de casa, depois de saber que este a tinha traído. Nunca o impediu de ver os filhos, antes pelo contrário. Pouco ou nada recebeu para o sustento das crianças, mas isso pouco lhe importa. O que lhe doía era ver um pai a distanciar-se dos filhos, apesar de todos os seus esforços no sentido de manter o contacto entre eles.
Este pai simplesmente não quis.
Pode esta lei obrigar um pai a amar os filhos?
Ainda há pouco tempo eu li um caso de uma filha que pôs o pai na justiça por abandono afectivo (ler o meu post O PREÇO DO ABANDONO AFECTIVO).
A mãe nada teve a ver com a atitude deste pai. E digo isto porque agora é corrente dizer-se que se o pai se afastou, foi certamente por culpa da mãe. Muitas vezes é por culpa dele, e de ninguém mais. Há que deixar de pôr sistematicamente as culpas nos outros, regra geral na mãe.
A Justiça, porém, entendeu que não podia adiantar nada de novo neste caso, pois não se pode obrigar um pai a amar os filhos, a dar-lhes a atenção e o afecto que estes merecem e lhe pedem.
O caso da minha prima é semelhante, à parte que no seu caso o pai não se esquivou. Também ela foi traída, e separou-se. Ficou com a guarda dos filhos, mas estipulou, ela própria, que as crianças estariam com o pai todas as terças, quintas e sábados. Praticam o tipo de guarda alternada, compartilhando as decisões.
Nada disto está no papel. Partiu dela.
Sabe agora que o seu ex-marido se separou da mulher que lhe destruiu o casamento e quase lhe quis tirar a casa, e que encontrou uma nova companheira. Ela congratula-se que os filhos apreciem a nova namorada do pai, pois só lhe interessa o bem-estar dos miúdos.
Informou-se sobre esta mulher, e soube que para além de dois filhos, havia já perdido outros dois. Uma mulher sofrida, portanto, que só conhecera um homem, o pai dos seus filhos. Dirigiu-se ao seu ex-marido e disse-lhe "Aproveita esta segunda oportunidade que a vida te dá. Não faças a esta o que me fizeste a mim".
Admiro esta minha prima e tantas outras mães que conseguem ultrapassar a mágua, em benefício dos filhos. Evidentemente que é preciso o mínimo de entendimento entre ambos e que um não more longe do outro, o que nem sempre acontece. Não se pode obrigar ninguém a entender-se com o outro, nem a morar onde não quer.
E que não se diga que há má vontade de quem não procura esse entendimento (quando não é possível haver um entendimento, não há que impô-lo!), ou quando a pessoa manifesta o desejo de ir morar para outro sítio.
Infelizmente, segundo esta lei, ganha aquele que fica.
O que vai, perde.
Seja como for, estas mães -e como elas há muitas outras por aí- queriam compartilhar, até mesmo alternar, a guarda com o pai dos seus filhos.
Destas mães ninguém fala.
Ou fala-se pouco, muito pouco.
Sem qualquer lei a impôr, elas quiseram. Eles não.
Não se pode impôr a obrigação de amar os filhos.
O momento faz-se apropriado a uma refexão mais cuidada sobre o assunto. Para tal, deixo-vos esta petição, que está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1902
PROTESTO CONTRA QUALQUER PROPOSTA DE LEI QUE IMPONHA, COMO REGRA A SEGUIR, A GUARDA COMPARTILHADA!
Para:Assembleia da República
Serve esta petição como protesto contra qualquer proposta de lei que imponha a guarda conjunta ou compartilhada em casos de separação, haja ou não acordo ou entendimento entre os progenitores.
Entendemos que uma decisão pela guarda compartilhada, tomada como regra, não serve o melhor interesse da criança que será ter ambos os pais presentes na sua vida, sim, mas felizes. De nada serve a um filho ter ambos os progenitores realmente presentes na sua vida, se o clima por estes gerado nem é o melhor. E certamente que se sentirá responsável, se perceber que um deles tem a sua vida condicionada, a pretexto de uma guarda partilhada. Será demais para alguém que, muitas vezes, se sente culpado pela separação dos pais.
Nada impede que as coisas resultem numa guarda única, em que o genitor guardião de tudo faz para que o não-guardião continue a partilhar as decisões relativas ao(s) filho(s) e a conviver com este(s), da mesma forma que nada impede que pais que têm a guarda conjunta deitem tudo perder. Casos há que demonstram bem o que digo.
É nosso entender, e será também o vosso, que a educação de um filho é um assunto muito sério e delicado, e não pode andar à mercê de duas ou mais vontades, dependendo, quando entra num impasse, da decisão de um juíz.Como dizia, e muito bem, um pai " a educação de um filho não admite falhas, e, portanto, é preferível que esteja nas mãos de um só progenitor, por muito que isso custe ao outro". Não impede que o progenitor guardião consulte o outro, ainda que a última palavra caiba a si. Tal como sucederá na guarda compartilhada em que, numa situação de impasse, prevalecerá a vontade de um sobre a do outro.
É ponto assente que a guarda conjunta será uma poderosa arma contra o fenómeno da Síndrome de Alienação Parental. O mais certo - e esse é o entender de muitos especialistas- é que, ao invés de o fazer diminuir, se passe exactamente o contrário. Ainda está bem presente na nossa memória o caso da Inês que, apesar de todos os problemas constantes no casamento e de uma separação não menos atribulada, optou pela guarda compartilhada, por acreditar que isso servia melhor os interesses dos dois filhos que haviam tido em comum. Cedo se deu conta do erro, pois o seu ex-marido acabou por levar a cabo aquilo que já muito antes havia ameaçado fazer, levando os filhos consigo, tendo, nesse tempo, dito às crianças que a mãe os havia abandonado. Foram longos meses de angústia até que esta mãe recuperou os filhos, ficando ela com a guarda. Inicialmente o pai ainda os veio ver, mas quando arranjou uma nova companheira, deixou de aparecer.
Bem sei que este foi um caso particular, que nada se assemelha a outros. Que cada caso é um caso. Razão porque a guarda compartilhada não pode ser imposta, atendendo à peculiaridade de cada caso.
A decisão parte, fundamentalmente, do casal. Pensando no bem maior do filho. Que este fique com a mãe, se esta for a sua figura de referência e nada houver que a impeça de exercer o seu direito parental. Caso contrário, se for o pai quem melhor responde às necessidades do filho, sendo que este se sente manifestamente melhor na sua companhia, que fique então à sua
guarda.
A regra que se impõe, em cada caso, é a do bom senso. Esperamos que o Estado e a Justiça Portuguesa tomem isso em conta, antes de qualquer decisão.
Os signatários
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
HÁ MULHERES QUE APROVAM A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA NA ESPERANÇA DE QUE ELA MUDE O COMPORTAMENTO DO PAI DOS SEUS FILHOS!
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
AS BRUXAS DE TODOS OS TEMPOS: AFINAL, TODAS AS MÃES SÃO "MÁS"!
Texto Maria Ana Luz , in revista XIS - Público, 19/09/2005
"Não quero ouvir, não gosto da mãe, a mãe é má!" eis algumas das frases mais repetidas da história. Dizer que a mãe é má é um clássico de todos os tempos. Vala a pena desmontar esta chantagem emocional.
Todas as mães do mundo já ouviram, pelo menos uma vez na vida esta frase acusatória. Gritada, dita em tom zangado ou murmurada entre dentes, a frase quer dizer quase tudo menos que a mãe é má.
Muitos pais e mães sentem-se mais vulneráveis quando os filhos se mostram agressivos ou fazem chantagem emocional e, mesmo sem querer, acabam por responder de forma insegura ou pouco pedagógica.
Ao contrário do que parece, o facto de o filho gritar que a mãe ou o pai são maus, é bastante saudável. Quer dizer que está a testar o amor incondicional dos pais e, ao mesmo tempo, a testar alguns limites.
Se bem que o amor incondicional por um filho não passe nunca por ceder a todo o tipo de chantagens, pedidos ou súplicas, é importante que ele seja calibrado regularmente através de respostas securizantes e tranquilizadoras. Neste pode reforçar-se o humor e... o amor.
Quando o filho diz: " a mãe e má e quando eu tiver filhos não vou ser como como a mãe!" pode sempre haver uma resposta querida, tranquila e com sentido de humor que cada um encontrará à sua medida.
Choros e birras. As crianças inventam mil e uma maneiras de exprimir os seus sentimentos e, na verdade algumas resultam mais do que outras. As lendárias birras no supermercado, as vezes em que se atiram para o chão porque não conseguem o que querem ou porque choram e amuam por tudo e por nada, são sempre desconfortáveis para todos. Difíceis de aceitar para os pais, estas atitudes revelam-se negativas pois acabam por desgastar, enervar e gerar situações que, por vezes, culminam em palmadas ou castigos reactivos.
Todas as famílias com crianças pequenas acabam por atravessar períodos mais tensos em que aparentemente as coisas não encaixam bem. É nestas alturas que, muitas vezes, os filhos acusam os pais de serem maus.
Dizem os especialistas em comportamento infantil que vale a pena perder algum tempo sempre que um filho faz este tipo de acusações. Por uma questão pedagógica mas, também, por uma questão de segurança e equilíbrio interior, dos pais e filhos.
Devolver a questão. Sempre que a mãe ou o pai respondem de forma agressiva à provocação de um filho estão a contribuir para endurecer um braço-de-ferro que, em muitos casos, pode ameaçar ou desequilibrar a relação. Ou seja, pode eternizar-se e criar uma espécie de padrão em que os filhos se habituam a chantagear e a deixá-los sem margem para resposta ou atitudes mais calorosas e construtivas. Convém abrir aqui um parêntesis para sublinhar que os filhos têm uma arte especial para ganhar quase todos os braços-de-ferro que fazem com os pais e, por isso, a estratégia mais eficaz é evitá-los sempre que puderem ser evitados.
Dizer que a mãe é má também é dizer que a mãe tem que dar mais provas de amor. Se, por um lado, isto demonstra alguma necessidade de atenção ou de mimos extra, por outro é um terreno pantanoso que convém saber contornar.
A maior parte dos pais lida mal com a verbalização negativa de sentimentos dos filhos. Ficam apreensivos, ou mesmo magoados, sempre que lhes dizem alguma coisa mais violenta ou fazem um desenho mais agressivo que os represente. Ressentem-se das expressões duras que usam.
No entanto, é importante perceber que a expressão de sentimentos, seja através dos desenhos (excelentes formas de comunicar, de projectar e de verbalizar, aliás) ou através de frases acusatórias, é essencial até para fazer pequenos e médios ajustes nas relações.
O pai também é mau. Uma criança que se sinta desconfortável na sua relação com o pai ou a mãe, que viva numa situação de pais negligentes ou seja vítima de um pai mais agressivo ou tirano pode perfeitamente exteriorizar os seus sentimentos íntimos a través do desenho. Desenhar um cão feio e agressivo a ladrar e dizer que é o pai em casa a gritar pode chocar mas é eloquente de um sentimento verdadeiro. Alguns psicólogos consideram até muito mais saudável que esta criança exprima através do desenho aquilo que sente (embora isso possa chocar os pais) do que guarde dentro de si esses sentimentos negativos.
Através dos desenhos ou das acusações as crianças interpelam os pais e pedem demonstrações de afecto.
No caso mais recorrente em que dizem que a mãe ou o pai são maus convém verificar se é uma frase muito frequente, se equivale a algum sentimento mais profundo ou se é apenas uma reacção do momento. Muitas vezes as crianças acusam os pais de serem maus e compararam-nos com a tia, o tio, os avós ou alguém que garantem que é muito melhor que eles e, desta forma, ampliam o efeito da chantagem emocional.
Existem duas formas negativas de responder a esta interpelação: uma é dizer que os filhos também são maus, usando o mesmo tem agressivo e outra passa por ceder à chantagem para evitar conflitos. Nenhuma destas respostas neutraliza a necessidade de atenção ou de provas de amor.
Assim sendo, e de acordo com o que dizem os especialistas em comportamento infantil, o ideal é não prolongar os estados de agressividade ou ansiedade.
Dizer a um filho qualquer coisa como: "se a mãe é má e os avós é que são bons, então vai viver com os avós!" é descer ao nível das crianças e eternizar o estado de conflito interior. É uma tentação a evitar, portanto. Mais vale retomar a frase e dizer qualquer coisa do género: "está bem, tu dizes que a mãe é má mas eu estou a fazer isto porque gosto muito de ti e porque não se pode ter tudo". Claro que cada um improvisa a resposta conforme o seu estilo parental pois, nesta matéria, como em tudo na vida, não há regras nem soluções. Existem caminhos e cada um deve tentar encontrar o que é melhor e mais adequado para si e para as circunstâncias do momento.
Voltando à acusação concreta e à resposta que se dá, os especialistas aconselham a usar aquilo a que chamam a "táctica do endredon", ou seja tentando dobrar e desdobrar a questão de uma forma suave, doce e calorosa. Tudo a bem da saúde mental dos filhos e do equilíbrio da família, claro.
Fonte: http://www.agrupamentoportel.netvisão.pt/pais/paisma.html
CUIDADO, MUITO CUIDADO COM AS BRUXAS! ELAS ANDAM À SOLTA EM
http://srevoredo.blogspot.com/, o blog dos ditos "alienadores".
Vota na sondagem que encontras no topo da página do blog, à direita. É preciso denunciar as falsas acusações de alienar o outro progenitor, de que muitos(as) são alvo, antes que os mandem para a fogueira!
ATENÇÃO:
NÃO PERCAS O MEU PRÓXIMO POST!
ELE SERÁ B-O-M-B-Á-S-T-I-C-O!!!!!
TODA A VERDADE, E NADA MAIS DO QUE A VERDADE.
ESTÁ PARA BREVE...
"Não quero ouvir, não gosto da mãe, a mãe é má!" eis algumas das frases mais repetidas da história. Dizer que a mãe é má é um clássico de todos os tempos. Vala a pena desmontar esta chantagem emocional.
Todas as mães do mundo já ouviram, pelo menos uma vez na vida esta frase acusatória. Gritada, dita em tom zangado ou murmurada entre dentes, a frase quer dizer quase tudo menos que a mãe é má.
Muitos pais e mães sentem-se mais vulneráveis quando os filhos se mostram agressivos ou fazem chantagem emocional e, mesmo sem querer, acabam por responder de forma insegura ou pouco pedagógica.
Ao contrário do que parece, o facto de o filho gritar que a mãe ou o pai são maus, é bastante saudável. Quer dizer que está a testar o amor incondicional dos pais e, ao mesmo tempo, a testar alguns limites.
Se bem que o amor incondicional por um filho não passe nunca por ceder a todo o tipo de chantagens, pedidos ou súplicas, é importante que ele seja calibrado regularmente através de respostas securizantes e tranquilizadoras. Neste pode reforçar-se o humor e... o amor.
Quando o filho diz: " a mãe e má e quando eu tiver filhos não vou ser como como a mãe!" pode sempre haver uma resposta querida, tranquila e com sentido de humor que cada um encontrará à sua medida.
Choros e birras. As crianças inventam mil e uma maneiras de exprimir os seus sentimentos e, na verdade algumas resultam mais do que outras. As lendárias birras no supermercado, as vezes em que se atiram para o chão porque não conseguem o que querem ou porque choram e amuam por tudo e por nada, são sempre desconfortáveis para todos. Difíceis de aceitar para os pais, estas atitudes revelam-se negativas pois acabam por desgastar, enervar e gerar situações que, por vezes, culminam em palmadas ou castigos reactivos.
Todas as famílias com crianças pequenas acabam por atravessar períodos mais tensos em que aparentemente as coisas não encaixam bem. É nestas alturas que, muitas vezes, os filhos acusam os pais de serem maus.
Dizem os especialistas em comportamento infantil que vale a pena perder algum tempo sempre que um filho faz este tipo de acusações. Por uma questão pedagógica mas, também, por uma questão de segurança e equilíbrio interior, dos pais e filhos.
Devolver a questão. Sempre que a mãe ou o pai respondem de forma agressiva à provocação de um filho estão a contribuir para endurecer um braço-de-ferro que, em muitos casos, pode ameaçar ou desequilibrar a relação. Ou seja, pode eternizar-se e criar uma espécie de padrão em que os filhos se habituam a chantagear e a deixá-los sem margem para resposta ou atitudes mais calorosas e construtivas. Convém abrir aqui um parêntesis para sublinhar que os filhos têm uma arte especial para ganhar quase todos os braços-de-ferro que fazem com os pais e, por isso, a estratégia mais eficaz é evitá-los sempre que puderem ser evitados.
Dizer que a mãe é má também é dizer que a mãe tem que dar mais provas de amor. Se, por um lado, isto demonstra alguma necessidade de atenção ou de mimos extra, por outro é um terreno pantanoso que convém saber contornar.
A maior parte dos pais lida mal com a verbalização negativa de sentimentos dos filhos. Ficam apreensivos, ou mesmo magoados, sempre que lhes dizem alguma coisa mais violenta ou fazem um desenho mais agressivo que os represente. Ressentem-se das expressões duras que usam.
No entanto, é importante perceber que a expressão de sentimentos, seja através dos desenhos (excelentes formas de comunicar, de projectar e de verbalizar, aliás) ou através de frases acusatórias, é essencial até para fazer pequenos e médios ajustes nas relações.
O pai também é mau. Uma criança que se sinta desconfortável na sua relação com o pai ou a mãe, que viva numa situação de pais negligentes ou seja vítima de um pai mais agressivo ou tirano pode perfeitamente exteriorizar os seus sentimentos íntimos a través do desenho. Desenhar um cão feio e agressivo a ladrar e dizer que é o pai em casa a gritar pode chocar mas é eloquente de um sentimento verdadeiro. Alguns psicólogos consideram até muito mais saudável que esta criança exprima através do desenho aquilo que sente (embora isso possa chocar os pais) do que guarde dentro de si esses sentimentos negativos.
Através dos desenhos ou das acusações as crianças interpelam os pais e pedem demonstrações de afecto.
No caso mais recorrente em que dizem que a mãe ou o pai são maus convém verificar se é uma frase muito frequente, se equivale a algum sentimento mais profundo ou se é apenas uma reacção do momento. Muitas vezes as crianças acusam os pais de serem maus e compararam-nos com a tia, o tio, os avós ou alguém que garantem que é muito melhor que eles e, desta forma, ampliam o efeito da chantagem emocional.
Existem duas formas negativas de responder a esta interpelação: uma é dizer que os filhos também são maus, usando o mesmo tem agressivo e outra passa por ceder à chantagem para evitar conflitos. Nenhuma destas respostas neutraliza a necessidade de atenção ou de provas de amor.
Assim sendo, e de acordo com o que dizem os especialistas em comportamento infantil, o ideal é não prolongar os estados de agressividade ou ansiedade.
Dizer a um filho qualquer coisa como: "se a mãe é má e os avós é que são bons, então vai viver com os avós!" é descer ao nível das crianças e eternizar o estado de conflito interior. É uma tentação a evitar, portanto. Mais vale retomar a frase e dizer qualquer coisa do género: "está bem, tu dizes que a mãe é má mas eu estou a fazer isto porque gosto muito de ti e porque não se pode ter tudo". Claro que cada um improvisa a resposta conforme o seu estilo parental pois, nesta matéria, como em tudo na vida, não há regras nem soluções. Existem caminhos e cada um deve tentar encontrar o que é melhor e mais adequado para si e para as circunstâncias do momento.
Voltando à acusação concreta e à resposta que se dá, os especialistas aconselham a usar aquilo a que chamam a "táctica do endredon", ou seja tentando dobrar e desdobrar a questão de uma forma suave, doce e calorosa. Tudo a bem da saúde mental dos filhos e do equilíbrio da família, claro.
Fonte: http://www.agrupamentoportel.netvisão.pt/pais/paisma.html
CUIDADO, MUITO CUIDADO COM AS BRUXAS! ELAS ANDAM À SOLTA EM
http://srevoredo.blogspot.com/, o blog dos ditos "alienadores".
Vota na sondagem que encontras no topo da página do blog, à direita. É preciso denunciar as falsas acusações de alienar o outro progenitor, de que muitos(as) são alvo, antes que os mandem para a fogueira!
ATENÇÃO:
NÃO PERCAS O MEU PRÓXIMO POST!
ELE SERÁ B-O-M-B-Á-S-T-I-C-O!!!!!
TODA A VERDADE, E NADA MAIS DO QUE A VERDADE.
ESTÁ PARA BREVE...
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A MÃE MAIS MÁ DO MUNDO!
Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:”Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lagrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:
“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…”
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou as revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:”Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”.
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lagrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso ( e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci… Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhe dizer:
“Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…”
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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