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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AS FEMINISTAS QUE ME PERDOEM, MAS VIM AO MUNDO PARA PARIR!

"As feministas que me perdoem, mas vim ao mundo para parir."
(Paloma Duarte)

in http://www.ronaud.com


Ora aqui está alguém que, tal como eu, se assume.
Alguém que não pretende tomar a posição do homem, nem imitá-lo.
Soubesse o homem pensar igual.

Tal como na Natureza, cabe à mulher parir e cuidar dos filhos.
O papel do pai é outro, o que não significa que seja menos importante.

Para se ser igualmente importante não tem que se estar igualmente presente (o mesmo número de horas ou de dias) ou fazer as mesmas coisas que o outro.

O filho busca o pai no momento em que este se torna mais importante (o que não significa que a mãe deixou de o ser).

POrque mais do que buscarmos os nossos filhos, devemos deixar que eles nos busquem. Um dos pais não deve forçar essa busca, nem o outro impedi-la.

Não vale a pena forçar a nossa natureza a sermos aquilo que não somos.
Se uma mãe não é um pai, um pai não pode ser uma mãe.

Se dizeis que há um tempo em que o filho é mais da mãe, e um outro em que ele é mais do pai, então respeitai esse tempo, e a vontade do vosso filho.

Não adianta forçar a criança a fazer aquilo que nós queremos.
É nosso dever respeitar as suas necessidades, não lhe impondo as nossas.

Homens e mulheres nada mais têm a provar, parece-me.
Só lhes falta SER. Essa é parte mais complicada...

Seremos nós capazes de nos assumirmos, e de nos respeitarmos?
Ou será que preferimos aniquilarmo-nos, aniquilando os nossos filhos?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

ESPERA ATÉ EU CONTAR AO TEU PAI!

Pus-me eu a pensar nesta frase que muitas mães diziam aos filhos, por forma a incutir-lhes algum medo e fazê-los comportar-se melhor.

Não vou dizer que o pai não incute respeito, com a sua figura mais forte e a sua voz grave. Mas, nos tempos de hoje, esta frase já não anda na boca das mães como outrora.

Isto porque noutros tempos o pai representava a autoridade, logo a mãe socorria-se dele, até porque tinha a obrigação de o pôr a par das coisas mais importantes, embora muitas, para proteger os filhos, não o fizessem.

Isto noutros tempos.

Hoje é bem provável (e quem diz que também não era assim noutros tempos?) que os filhos temam mais a mãe do que o pai. Sei de casos em que é assim.

Não me admirava nada que, nos tempos de hoje, haja uns quantos pais que digam "Espera até eu contar à tua mãe!"

Estranho?
Nem por isso.

Na natureza a fêmea é quem cuida das crias, não é assim?
É dela que vem, pois, toda a autoridade.

Que me digam as mães que cuidam sozinhas dos filhos, quem é a voz da autoridade lá em casa. E mesmo outras, cuja voz funciona melhor do que a voz do próprio pai.

Espera, e verás.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SOU SEMPRE UM POUCO MAIS MÃE, DO QUE MULHER

Não o somos (quase) todas?

Quantos senhores não se queixam da constante atenção que as mães dão aos filhos, não lhes dando a mesma atenção?

Os senhores papás são quase sempre designados pelas companheiras como a "criança maior", pela constante atenção que requerem... e também pela bagunça que fazem, tal qual as criancinhas.

Isto de os homens serem crianças até tem o seu lado bom: afinal, há que guardar a criança dentro de nós.

Mas, se todos nós, homens e mulheres, formos crianças -enfim, "crianças grandes"- quem é que irá, então, cuidar de nós? Quem cuidará dos filhos?

Quantos homens se referem à sua companheira, a mãe dos seus filhos, como a criança maior? A mãe, é sempre a mãe. Mãe dos seus filhos, claro, e, se virmos bem, mãe dos outros também.

Já repararam, por certo, na forma como uma mulher acaricia um homem. Há quem lhe chame um jeito feminino, mas esse jeito tem muito de maternal.

Quando perguntamos a um homem que qualidades procura numa mulher, futura mãe dos seus filhos, a resposta mais frequente é que ela seja "meiga", "carinhosa", "compreensiva" e que "cuide" bem dele e dos filhos. É o que todo o homem espera, diga ele o que disser.

Não é por acaso que em papéis que exigem cuidados e muita afectividade, aparece principalmente a mulher, seja nos cuidados infantis, seja nos cuidados com os idosos.Cuidar é um verbo que se conjuga no feminino.

Tomando, como exemplo, um casal separado, sabemos bem que no tempo em que as crianças estão com o pai -ou à sua guarda- é normalmente a avó ou outra pessoa do sexo feminino (como a madrasta, por exemplo) quem cuida delas. Verdade ou não?

Ainda hoje dei por mim a pensar: a mulher desenvolve-se mais cedo. Mais, ela nasce já com os seus óvulos, sendo que perde boa parte deles antes da adolescência. Logo, a meu ver, primeiro nasce a mãe, e só depois o pai.

Um pai só começa a integrar esse seu novo papel quando vê a barriga da mulher a crescer. A mãe fá-lo muito antes. Por vezes, antes mesmo de engravidar. Já desde pequenina que ela brinca às mães, uma forma de se idealizar nesse papel. Quantos meninos brincam aos pais? Talvez o façam, em brincadeiras mistas, mas quando se trata apenas de um grupo de meninos, duvido que os encontremos a brincar aos papás...

Isso é um factor cultural, direis. E apontareis o dedo à publicidade que, segundo vós, perpectua esta separação de papéis, ou de identidades.

Ora vejamos: qual é o intuito de qualquer spot publicitário? Vender.
Qual a melhor forma de garantir sucesso? Dirigindo-se a um determinado público, o público-alvo.
E o que chama a atenção, nesse público? A sua realidade, ou a sua forma de ser ou de pensar. É isso que o torna peculiar.É isso que o torna o público certo, o público-alvo.

Aqui em França, por exemplo, essa realidade -reflectida pela publicidade- não difere da realidade de Portugal. Em assuntos que digam respeito à casa e aos filhos, predomina a mulher. Só para exemplo, cerca de 90% "des aides-soignantes" (auxiliares nos cuidados a doentes, deficientes e idosos) são mulheres.

À semelhança do que se passa nas outras espécies, é a mulher quem mais se ocupa da casa (ninho) e dos filhos (crias).

Portanto, eu entendo que a publicidade -salvo os casos de propaganda ideológica ou política- não tem por função mudar uma realidade. Ela reflecte essa realidade.

Qualquer bom publicitário tem sempre, por base, um estudo sobre a sociedade e sobre o indivíduo. Um bom publicitário deve ser bom conhecedor da mente humana, seja masculina, seja feminina.

Não há como negar as nossas diferenças. Elas estão lá, e os anúncios publicitários são bem a prova disso.

Para melhor o entender, nada melhor do que recuar ao primeiro homem. Aliás, à primeira mulher, a mãe de toda a Humanidade.


RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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