sábado, 27 de novembro de 2010

PORQUE SOU CONTRA A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA

Eis a resposta que eu dei a um senhor que, num outro post, me acusa de ser egocêntrica, de ser anti-pai e de ser "alienadora":

Se quiser conhecer o meu caso, pode sempre ler o meu perfil, ou mesmo alguns dos meus posts.

Eu não anulo a figura do pai. Sou simplesmente contra toda a lei que força um outro pai a agir contra a sua vontade -e, se vir bem, contra os interesses do filho-, sendo que, muitas vezes, esta lei tem levado a casos em que o outro pai é acusado de ter feito o que nunca fez (alienação, fuga, etc), para não falar dos casos que acabam em tragédia (veja um dos meus posts mais recentes)

Tenho-me imformado muito sobre este assunto, aliás. Mas, sobretudo, falo por experiência própria.

Que experiência, há-de perguntar-se o amigo. Muita, como poderá constatar no post que eu irei apresentar amanhã.

De resto, não sei se o caro amigo sabe tudo a propósito de Richard Gardner, e dos pais que ele defendeu. Mas sei eu, que já me informei muito bem. Informe-se também.

Aconselho-lhe a leitura da entrevista feita a Martin Dufresne. Verá que não são palavras minhas, mas de alguém que, um dia, esteve dentro do movimento de pais. Até ao dia em que percebeu aquilo que de facto os movia. Lembro-lhe que não são palavras minhas, mas de um senhor que percebe muito mais do que eu do assunto.

Amanhã eu direi porque não defendo a lei da guarda compartilhada. Ma não entenda que sou anti-pai, porque não o sou. Parece-me que vós pais sofreis de uma qualquer Síndrome de Perseguição.

Defender que um filho deve, salvo excepções, permanecer com a mãe -defesa não só minha, mas de muitos especialistas, caso também esteja bem informado- não significa que sou anti-pai.

Nunca disse que um pai deve desaparecer completamente da vida do filho, antes pelo contrário.

Mas nada obriga a uma mãe permanecer no mesmo lugar, onde, na maior parte das vezes, nem sequer tem família ou amigos.

Penso que um pai não pode ser assim tão egoísta. Nem tratar os outros como se fossem propriedade sua.

Cada caso é um caso, logo todos os casos não podem ser tratados da mesma forma.

No Superior Interesse dos nossos filhos!

Não conheço o seu caso, pelo que não o vou julgar.

Respeitosamente

Sara



O que eu defendo é que cada caso seja tratado de forma especial, nunca todos da mesma forma. E, sobretudo, nunca uma lei deve impôr a guarda compartilhada, contra o desejo de um ou de ambos os pais.

E quanto à decisão de dar a guarda apenas a um deles (a meu ver, o mais certo, sobretudo se existe uma grande tensão entre o ex-casal), penso que se deve ter principalmente em conta a pessoa que surge como figura primária na vida da criança, não outros aspectos como quem tem melhores condições ou mais tempo para se ocupar dela.

Defendo que se ouça a criança.
A sua vontade conta, e deve ser respeitada.




Se assim vos falo, é porque já passei por tudo, ou quase tudo.
Sei que cada um de vós tem a sua experiência, mas não acredito que muitos tenham experimentado o que eu experimentei.



- Vivi, durante algum tempo, num ambiente de tensão e violência;

- Sofri tremendos maus-tratos;

- Passei quase toda a minha vida em instituições;

- Fui separada da família, principalmente dos meus irmãos, aqueles com
quem eu vivera;

- Conheci de perto o mundo do álcool e da droga;

- Sofri uma depressão à conta do sacrifício que eu fiz pelo meu ex, para
não o afastar da filha, permanecendo durante dois longos anos num lugar
onde eu não gostava de viver, não tendo nem amigos nem família por perto
para me dar apoio;

- Fui acusada de ter fugido, quando eles sabiam que eu ia para o meu novo
local de trabalho, sem que o meu ex admitisse que eu precisava de o
fazer, em nome do meu equilíbrio emocional e psíquico, e que a menina
dependia do meu bem-estar;

- Retiraram-me a minha filha com base em falsas suposições, tendo eu
passado um ano infernal, em que fiquei pele e osso e tive de ser por
três vezes internada;

- Refiz a minha vida, e tive outra filha, única irmã da mais velha;

- Estando eu a viver perto do mar, um lugar onde costumo sentir-me bem, o
meu ex deu-me a escolher (ou o mar, ou a minha filha), dando a entender
que para ter mais vezes a minha filha por perto eu teria de suportar
viver onde eu nunca gostei de viver e, lembro, não tenho ninguém;

- Embora a miúda, actualmente com treze anos, queira vir - e assim o fez
saber em tribunal, aos 10 anos- nunca a sua vontade foi respeitada,
sendo que tudo fazem para provar que eles têm melhores condições do que
eu para cuidar dela e a educar;

- Actualmente estou fora do país, o que complica as coisas, apesar de
termos os transportes e os meios de comunicação que temos.



Diante do que eu aqui vos enumero, quem de facto foi egocêntrico e "alienador", eu ou o meu ex?

Quem de facto pensou só em si, pondo em risco a saúde do outro e, consequentemente, o bem-estar da menina?

Revejam o post ELAINE CAMPIONE: EU SUPLIQUEI-TE QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!", nesta mesma página, e dizei-me até que ponto pode ir o vosso egoísmo.

Será que a ponto de suceder uma tragédia, como esta?

RECORDANDO O CASO DA MARIA, A "FILHA ROUBADA" (REPORTAGEM DA RTP)

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/linhadafrente/?k=FILHA-ROUBADA.rtp&post=5873
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PETIÇÃO PELA MARIA em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2116.
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"O juiz nuno Bravo Negrão tinha 29 anos de idade quando tomou a decisão, alegadamente é pai e tem problemas pessoais de regulação do poder aparental tal como se pode constar na reportagem «FILHA ROUBADA» da RTP-1."
(www.amigos-maria.com)




"O problema é que é o próprio João Vitorino quem confessa a existência de violência. Como é que a juiz Marta Rei vai entregar uma filha a um pai que confessa violência? Acresce que o pai de Maria já tem dois processos em Tribunal por alegadas violências sobre a mãe de Maria."
(www.maria2x.com)


"A Ordem dos Advogados está preocupada com as decisões recentes dos juízes portugueses que contrariam o DIREITO AO AFECTO. São muitos os casos de juízes que decidem contra os interesses das crianças. Lembremos apenas alguns casos (para alem do Caso de Maria): o Caso da Alexandra (a menina russa) o Caso Esmeralda, o Caso do juiz Artur Costa (que atenuou a pena de um abusador, porque a criança, numa das vezes, ejaculou) entre muitos outros casos. Os juizes não devem decidir em conflitos de crianças. É obrigatório desjudicializar está área deixando-a entregue aos pais, advogados, pedopsiquia-tras e psicológos"
(www.3beijos.com)



Eis o que diz Antónia Correia, mãe da Maria:

Eu e a minha filha sempre tivémos uma excelente relação e momentos de grande felicidade.
Como compreenderão o internamento injusto da minha filha causou uma dor brutal.
A minha filha passou horrores por força do internamento decidido pelo juiz Nuno Bravo Negrão, com base num síndrome de alienação parental que a OMS não reconhece como doença. O pai pagou ao psicólogo Eduardo Sá um parecer onde se afirma que a minha filha tem um sindrome de alienação parental.

Agora, ao fim de um ano de internamento no Lar Betânia, a minha filha foi entregue ao pai.
Não percebo porque me foi agora retirada a minha filha.
Foi porque eu a tratei mal? Porque não lhe dei carinho e educação?
Porque o pai se ausentava?
Que culpa tenho eu disso?
Cuidei e amei a minha filha 24 horas por dia todos estes anos.

Sou professora do 1º ciclo em Fronteira. As crianças estão comigo 6 horas todos os dias preparando-se para a vida. Porque razão a minha filha também não pode estar?


Eu também estou no FACEBOOK com o seguinte endereço: http://www.facebook.com/profile.php?id=100000875122028



Eduardo Sá deu um parecer psicológico (com Raquel Vieira da Silva) sobre Maria mas nunca a viu. Afirma poder dar pareceres clínicos sobre crianças sem as ver.


O psicólogo Eduardo Sá assinou o parecer diagnosticando à minha filha um sindrome de alienação parental sem nunca a ter visto.


O psicólogo Eduardo Sá foi contactado pelo pai de Maria telefonicamente para a sua Clínica Bébés e Crescidos, em Coimbra, e aceitou dar o parecer -pedindo ao requerente que enviasse por correio as peças processuais que achasse mais relevantes.

Se ele fosse médico, eu perguntava: como pode um médico fazer um diagnóstico sem ver uma criança?
Alem disso, o sindrome de alienação parental não é reconhecido como doença pela Organização Mundial de Saúde.


Sou professora do primeiro ciclo; muitas crianças passam o dia comigo, eu ensino-as, mimo-as, sou professora há muitos anos. E não percebo porque razão não posso educar agora a minha filha, quando educo as outras crianças. Se eu fiz algum mal, prendam-me a mim, mas deixem a minha filha voltar para onde viveu nos últimos quatro anos de felicidade com os avós e os amigos.

Sabem o que me custou mais? Foi ouvir os meus alunos da idade da minha filha perguntarem-me quando é que a Maria volta para casa em Fronteira... e eu saber agora que o Tribunal lhe fixou outra morada: a morada do pai em Cabeço de Vide.






www.rtp.pt (site da RTP, com a reportagem "FILHA ROUBADA")
www.amigos-maria.com (site onde se fala de uma menina judia)
www. joseramoseramos.com (site do jornalista autor da reportagem)
www.maria2x.com (site de pessoas especiais sobre Maria)
www.oremos-por-maria.com (site católico de apoio a Maria)
www.3beijos.com (site de “pedreiros livres” e “filhos da viúva”)
www.salvemmaria.com (site de amigos de Maria)
http://vozlusitana.spaces.live.com/default.aspx (blog de António Zumaia)

http://portugalnomeumelhor.blogs.sapo.pt/3963.html (blog de Ricardo Barros)


FONTE: http://www.queridafilha.com/



NOTA:
Na minha pesquisa, tentando sempre manter-me BEM INFORMADA, fiquei a saber, com imenso prazer, que não só em Portugal como em alguns outros países, há empenho em denunciar casos como este mostrando, inclusive, o rosto de todos os que estiveram envolvidos em todo o processo.

No SUPERIOR INTERESSE DA CRIANÇA, parece-me bem que assim o façam.

O CASO DA MENINA DE 5 ANOS CUJA GUARDA FOI REVERTIDA A FAVOR DO PAI, VINDO A FALECER POUCO DEPOIS!

É o caso de uma menina de 5 anos que morreu em Agosto passado, vítima de maus-tratos.
A guarda fora revertida em Maio a favor do pai, porque, assim dizia o processo, a menina seria vítima de alienação parental, por parte da mãe.

Nos vídeos que visionei, pude ver uma criança feliz e saudável, no tempo em que vivia com a mãe e o padrasto. O que aconteceu a esta criança no tempo em que esteve com o pai e a madrasta, a mãe não tendo sequer o direito de visita? Eis a questão que se põe.

NOTA: Tenho uma sondagem em curso, para vítimas de falsas acusações de alienação. Se este for o teu caso, onde quer que tu vivas, responde. Está nesta página, à direita. O teu voto é importante para contabilizar o número de pessoas que tenham sido acusadas, prejudicando sobretudo as crianças, cuja guarda acaba por ser revertida a favor do outro progenitor.



Vejamos as notícias sobre este caso em particular:

Babá de Joanna Marcenal diz que menina foi vítima de maus-tratos
28/9/2010 1:26, Redação, com agências - do Rio de Janeiro


De acordo com a mulher contratada por André para cuidar de Joanna, em seu primeiro dia de trabalho, ela se deparou com uma cena de horror
O depoimento de uma babá pode complicar a situação do técnico judiciário André Rodrigues Martins, pai de Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, que morreu no mês passado . De acordo com a mulher, contratada por André para cuidar de Joanna, em seu primeiro dia de trabalho ela se deparou com uma cena de horror. Segundo a babá, a criança estava no canto de um quarto, “deitada no chão, amarrada numa fita-crepe nos pés e nas mãos e toda suja de xixi e cocô”.

Ela contou que, diante do seu espanto, o técnico judiciário disse que a menina estava “daquele jeito” por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Ele teria alegado ainda que seguia “recomendação médica”. A empregada contou também, em depoimento à delegada interina da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Gisele Brasil Vilarinho Faro, que Joanna não estava de fralda, apenas de calcinha e camiseta regata. A babá teria se oferecido para limpar a criança e colocá-la na cama, mas o pai teria argumentado que a menina sujaria tudo e sua mulher, madrasta de Joanna, Vanessa Maia, “não iria gostar”. André teria dito que a filha era “especial”.

Segundo a babá, André saiu com as outras duas filhas e, depois de duas horas, retornou e deu um banho em Joanna. A empregada disse ter visto que havia um tapete no quarto onde a menina dormia que estava sujo de fezes.

No dia seguinte, a babá viu colchonetes espalhados no quarto do casal, onde as meninas dormiam. Percebeu que no closet havia um outro colchonete, todo sujo, e deduziu ser o local onde Joanna dormia.

A empregada disse que foi contratada para cuidar de Joanna e das outras duas filhas de André em 13 de julho, quando foi entrevistada por Vanessa. No dia seguinte, conheceu as crianças. Foi aí que ela se deparou com o quadro de maus-tratos.

A babá contou que se aproximou de Joanna e lhe perguntou o que estava acontecendo. A criança respondeu que não podia “abrir os olhos, porque estavam ardendo”. Depois disso, Joanna não teria conseguido falar mais nada, apenas gemer. Nos demais dias em que trabalhou para a família, a empregada percebeu tristeza no olhar da menina e lhe perguntou o motivo. A criança teria dito que estava com saudades da avó materna. No dia 19 de julho, numa segunda-feira, depois de folgar no domingo, a babá soube que a criança havia sido internada.

O depoimento será usado para ajudar os peritos do Instituto-Médico Legal (IML) na conclusão dos exames complementares sobre queimaduras nas nádegas de Joanna. As declarações comprovam que a menina sofria maus-tratos e estava fragilizada. Segundo o infectologista Edimilson Migowski, professor de infectologia pediátrica da UFRJ, uma criança com a imunidade baixa por estar com algum tipo de estresse, ao ter contato com o vírus do herpes, pode sofrer uma meningite, tendo seu sistema nervoso central afetado. O IML já sabe que Joanna morreu vítima de uma meningite causada pelo vírus do herpes . Em nota, o instituto informou que o laudo não está pronto.



As Contradições de André Marins
Revendo as entrevistas e declarações de André Marins é possível ver que ele tem facilidade em distorcer informações em benefício próprio, faz isso com grande desenvoltura. Fico pensando se esse talento o auxiliou a arrancar Joanna dos braços de sua mãe.


No dia 15/07/2010 André levou Joanna ao hospital RIO MAR, mas mentiu ao dar o nome da outra filha na ficha de atendimento (Maria Eduarda). Atendimento feito pela Dra. Vivían.
16/07/2010 .
Ficha de Atendimento RIO MAR, André novamente teria dado o nome de Maria Eduarda, mas a criança contou que seu nome era Joanna e o nome foi alterado .
Quem atendeu foi Dra Sarita.

OBS: Está anotado que Joanna deu entrada desmaiada, com agitação psicomotora mas estava chorando.
Como estava desmaiada e estava chorando ?
Em entrevistas André diz que Joanna tinha convulsões, mas na ficha médica ele não identifica a agitação de Joanna como convulsão.
Obs: Anotação do médico dizendo que ele aparentava nervosismo e dava informações confusas.
As contradições de André durante a entrevista ao programa Mais Você, no dia 07/10/2010
Para se defender do laudo do IML sobre as queimaduras feitas em Joanna, André começa a entrevista coletiva dizendo que a criança já chegou em sua casa com marcas avermelhadas nas nádegas, mas depois argumenta que foi assadura por fralda com xixi e coco. André também diz que Joanna lhe foi entregue já muito magra.
O laudo é claro, Joanna sofreu queimaduras por substancia química ou por agente físico. Existem fotos e testemunhas comprovando que Joanna estava muito bem quando chegou na casa dele. Até mesmo a psicóloga que a atendeu 5 vezes enquanto estava com o pai, relatou que nas 3 primeiras vezes ela estava bem fisicamente, mas nas duas últimas vezes estava debilitada, machucada e triste.
André confirma a cena vista pela empregada, onde Joanna estava deitada em um tapete, amarrada, suja de fezes e urina.
Mas depois ameaça a processar a empregada por calúnia (??)
André Marins confirmou que amarrou as mãos da filha com fita crepe.
Segundo ele, a medida foi tomada por orientação de uma psicóloga porque a filha sofria de “terror noturno” e tinha um sono muito agitado e com transtornos motores."


A psicóloga Lílian Araújo deu entrevista no dia 08/10 para Ana Maria Braga, no programa Mais Você e foi veemente ao desmentir que teria dado esta orientação. Pelo contrário. Ela afirmou que jamais indicaria que uma criança fosse amarrada. O próprio André teria telefonado e perguntado se poderia vestir uma luvinha na criança, a pediatra disse que “colocar uma luva somente quando ela estivesse dormindo não teria problema”. Mas André amarrou a filha com fita crepe nas mãos e nos pés. Além disso ele não informou nada sobre Terror Noturno para a psicóloga.


(André)Eu não posso ser imputado por uma coisa que não aconteceu. Não há nem crime. O IML concluiu que o roxo era resultado das convulsões e depois foi inconclusivo em relação às marcas nas nádegas. O laudo não foi capaz de apontar a origem"


O laudo do IML diz que não foram dadas à criança as mínimas condições de higiene. Diz ainda que houve negligência nos cuidados com ela. Afirma que ela sofreu queimaduras por substancia química ou agente físico. Sofreu traumas. Ora, se a criança estava sob a guarda do pai, que sequer avisou a mãe ou o pediatra de Joanna que ela estava com problemas (alegações dele), quem deve ser responsabilizado?
(André)Ela já estava há mais de um mês sem tomar esse remédio, aliás eu desconhecia que ela tomava qualquer tipo de medicamento de uso controlado. Quando estava internada, descobri que a abstinência do medicamento causava um descontrole para evacuar. Esse contato das fezes com as nádegas causou essa alergia. Depois, ela também teve alergia a uma fralda e a uma pomada"


O pediatra de Joanna, que cuidou dela desde os 9 dias, afirmou novamente em entrevista ao Mais Você que ela não fazia uso de qualquer medicamento. A última consulta de Joanna com ele foi em janeiro deste ano, consulta e exames de rotina, quando foi possível comprovar que a saúde da criança estava perfeita.
Há um depoimento de um médico conhecido de André, para quem ele perguntou se poderia indicar uma pomada para queimadura. A data coincide com a época em que Joanna estava em sua casa.


Declarações de André para o site 7X7 (Revista Epoca/Globo).
Mais contradições:
André fala sobre o Delegado que comandou as investigações do inquérito onde foi indiciado: ”Ele baseou o inquérito em um único depoimento, o de uma ex-faxineira que foi demitida por mim. Não entendo porque esta mulher ficou em silêncio por mais de um mês e depois apareceu misteriosamente. O laudo foi inconclusivo, não apontou origem, pelo contrário disse que os traumas na Joanna foram causados por crises convulsivas e que nenhum machucado foi feito de propósito”.
A empregada que testemunhou a cena de tortura contra Joanna não ficou em silencio, ela fez uma denúncia anonima na segunda feira logo após o fim de semana em que Joanna foi internada, antes mesmo do caso ser noticiado pela mídia. No inquérito foram ouvidas quase 50 pessoas, a conclusão se baseou em todo um conjunto probatório formado por laudos do IML e pelos depoimentos.


André fala sobre Joanna, “ no começo de julho apresentou vômitos e dor de cabeça. Depois começou a ter pequenas convulsões. Se batia muito, principalmente à noite. Levei na pediatria do Riomar, que é um ótimo hospital. Numa das vezes, um psiquiatra de lá, Bruno, perguntou se ela tomava remédios de uso controlado. Eu disse que, se usava, eu não tinha sido avisado disso quando a peguei, um mês e meio antes. Ele disse que parecia um problema neurológico. Só depois vim a saber que ela um remédio, o Neuleptil, por muito tempo, porque tinha terror noturno. Mas não fui avisado pela mãe dela.
Ele diz que “só veio a saber depois”, que Joanna havia tomado medicação para tratar Terror Noturno, mas na ficha médica de um dos atentimentos no Rio Mar ele mesmo alegou que Joanna tinha Terror Noturno. Mais uma vez é importante citar, Joanna não usava a tal medicação há cerca de dois anos, por isso não poderia estar sofrendo de abstinencia, a não ser que na casa do pai estivessem utilizando algum tipo de medicação indevida...


Estas são apenas algumas das contradições do pai de Joanna.
Quando seus depoimentos puderem ser divulgados, muito mais virá a tona

FONTE: http://casojoannamarcenal.blogspot.com






Como eu entendo aquilo que esta miúda sofreu!
Revejo-me bastante nesta menina.

Tinha eu a mesma idade quando sofri este mesmo tipo de maus-tratos, e outros mais. Era posta num canto, agachada, e ali ficava até que me permitissem sair, em cima do xixi e do cócó que eu fizera. Era fechada quase o dia inteiro na casa de banho, com os braços amarrados ao autoclismo. Dormia no chão, vestida com uma camisa leve e sem nada a cobrir-me, apenas as minhas próprias fezes e o meu mijo. Às vezes faziam-me comer merda, a minha.

Muitas vezes não comia, e noutras era impedida de dormir. Levava um carolo na cabeça, sempre que, exausta, eu adormecia. Levei muita pancada, até mesmo de cinto. Trazia marcas por todo o corpo. Porém resistia (acho que me tornei uma resistente já mesmo em criança).

Não sei precisar quanto tempo suportei estes maus-tratos, mas foram meses a fio. Julgo que mais de um ano, talvez dois.

Nunca fui parar a um hospital (que me lembre...).
Uma miúda de 5 anos que, em menos de dois meses, chega ao hospital quase morta só pode ter suportado um sofrimento atroz!

Eu fui uma Joana, em outros tempos.
Estas coisas não se esquece. Vive-se com elas.

Neste momento choro, ao lembrar esta parte dolorosa do meu passado.
Choro sobretudo o destino desta menina.

O que pode uma criança de 5 anos ter feito para merecer esse tratamento?!

Eu chorava e sofria em silêncio. Pensava que se me portasse muito bem, os meus pais seriam bons para mim. Que me dariam o mesmo amor que davam aos meus irmãos (sei hoje que, apesar de eles não terem sofrido os maus-tratos que eu sofri, eles também não sofreram menos, porque era duro para eles verem-me assim, e por vezes era a minha irmã mais velha -apenas dois anos- quem me tentava salvar).

Como vedes, também aqui eu tenho autoridade para falar.
Só por isso torno público aquilo que eu passei na minha infância.
Eu, de nome Sara, vivi esta mesma experiência.

A maior parte de vós pode imaginar e indignar-se perante esta cena de horror. Mas só a conhece quem a viveu. Como eu.

Felizmente, fui salva a tempo.
Esta menina não...

Um tio meu disse-me, há pouco tempo, que até parecia sina tudo isto que eu tenho vivido. Sina ou não, estou disposta a trocar-lhe as voltas. Nem eu nem outras mães -e, sobretudo, os filhos- merecemos aquilo que nos fizeram e continuam a fazer.

Nunca a Justiça pode tirar uma criança de um meio onde se sente bem e é bem tratada, para a pôr num outro onde a espera os maus-tratos e morte certa!

Pergunto-me como estará a Maria, uma menina que vivia com a mãe e que foi posta numa instituição. O pai sutentava que a mãe exercia alienação parental sobre a miúda, tudo para dificultar o seu contacto com a filha. A Justiça optou por a institucionalizar, quase não lhe permitindo o contacto com a mãe. Será que esta menina ainda passa os dias e as noites a chorar?

A minha irmã costuma dizer que teria sido melhor se os meus pais se tivessem separado. Perguntei-lhe, há dias, se teriam conseguido exercer a guarda partilhada dos filhos, tendo o casamento deles sido sempre marcado por cenas de violência e de discussões (eis porque digo que os meus irmãos não sofreram menos, pois eu fui salva, mas eles tiveram de viver permanentemente nesse ambiente)

"De forma alguma!", respondeu-me.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ELAINE CAMPIONE: "EU SUPLIQUEI-TE QUE NOS DEIXASSES IR, MAS TU SÓ TE IMPORTAS CONTIGO!"

Radio Canada2010-11-15

Après quelques jours de délibérations, le jury au procès d'Elaine Campione a rendu son verdict à Barrie, en Ontario. La femme de 35 ans, accusée de meurtres prémédités sur ses deux fillettes de 19 mois et 3 ans en 2006, a été reconnue coupable. Le jury n'a pas accepté l'argument de la défense voulant que la femme soit reconnue non criminellement responsable pour désordres psychiatriques. Rappelons que lors du procès, la Couronne a fait valoir qu'Elaine Campione avait noyé ses filles dans la baignoire pour empêcher son ex-mari violent d'avoir la garde. Après avoir noyé ses fillettes, l'accusée avait tenté de suicider sans succès. (...)

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Photo: CBC


Leo Campione, le père des deux fillettes tuées dans la baignoire par leur mère, dit que l'image des derniers moments de ses enfants va le hanter à tout jamais.

Le père ne s'est pas présenté en cour mercredi. Sa déclaration a été lue devant le tribunal. L'homme y affirme à quel point la mort de ses filles de 19 mois et de 3 ans l'a affecté. Serena et Sophia ont été assassinée en 2006, la veille du jour où il espérait espérait obtenir leur garde.

Dans sa déclaration à la cour, il écrit: « Elles étaient ma vie. Le temps où elles accouraient vers moi au retour du travail me manque. »

Son ex-femme, Elaine Campione, a été reconnue coupable lundi de deux meurtres prémédités pour avoir noyé ses enfants en 2006.


Photo: La Presse Canadienne /HO

Elaine Campione et ses deux fillettes

Durant le procès, le jury a appris qu'Elaine Campione a été incarcérée en psychiatrie, a tenté de se suicider, croyait que des gens voulaient la tuer pour lui enlever ses filles. Elle avait également un comportement étrange: elle interdisait entre autres à une de ses filles de toucher quoi que ce soit de rouge et affirmait avoir vu des extra-terrestres.

Quelques minutes après avoir contacté les policiers pour les prévenir de la mort de ses filles le 4 octobre 2006, les agents dépêchés sur place ont trouvé les corps de fillettes dans le lit de leur mère, habillées de pyjamas, se tenant par la main, étendus auprès d'un album de photos et d'un chapelet.

Une vidéocassette a également été trouvée sur laquelle Elaine Campione s'adressait à son ancien conjoint comme si ces filles et elle-même étaient mortes : « Léo, es-tu content? », demandait-elle.

« Tout s'est envolé... L'idée que tu pourrais avoir mes enfants. Dieu me croit et prend soin d'elles maintenant. » Elle poursuit avec des propos vitrioliques au sujet de son ancien mari, qu'elle qualifie de « monstre hideux » et qu'elle associe au « Diable ».

« Je veux que tu saches à quel point je te hais », déclare-t-elle également.

Après que le jury a rendu un verdict de culpabilité, lundi, le juge Alfred Strong a laissé entendre que si Elaine Campione était dans un tel état, c'était à cause de son ex-conjoint, qui était violent envers elle et ses enfants. Ces affirmations n'ont toutefois jamais été prouvées en cour.

Elaine Campione a été condamnée à la prison à vie sans possibilité de libération avant 25 ans. Son avocat, qui a plaidé l'aliénation mentale, a déjà laissé savoir qu'il en appellerait de la sentence.

Radio-Canada.ca avec
Presse canadienne
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Elaine Campione foi condenada a prisão perpétua pelo homicídio em 1º grau das suas duas filhas, uma de 19 meses, outra de 3 anos.

No vídeo que vos trago, filmado por ela própria, Elaine explica, a chorar, aquilo que fez. Na parte final do vídeo já não se entende bem o que ela diz, pois acabara de tomar uma data de comprimidos.

Elaine Campione sofria, no dizer do ex-marido, de uma depressão desde o nascimento da mais nova.

A segunda notícia refere que ela já havia sido internada em psiquiatria, que acreditava que alguém a quereria matar e que havia visto extraterrestres. Tinha, diz a notícia, comportamentos estranhos.

Ora a mulher que ouvimos no vídeo (vocês podem ouvi-lo, tal como eu) jamais fala em perseguições ou em extraterrestres. Ela fala, sim, do mal que o seu ex e a sua família -a dele- lhe terão feito.

Léo Campione fora acusado, por ela, de cometer abusos, inclusive sobre a mais velha. Até ao momento presente, nada disto foi comprovado. Nem será, calculo.

Um artigo sobre o caso trazia mesmo este título LE DIABLE DÉGUISÉ EN MÈRE.

Na capa dessa mesma revista está escrito ELLE FILME LA MISE À MORT DE SES DEUX BÉBÉS - LE DIABLE S'APPELLE MAMAN (vídeos 1 e 2, no you tube- eu aqui só vos trago o 2º).

Quem quiser confirmar só tem de ler,se o encontrar, todo o artigo (tendencioso, assim me pareceu neste caso) em LE NOUVEAU DECTECTIVE-MAGAZINE D'ENQUÊTES Nº 1471 do dia 24 Novembre.

Muitos pais (homens) dizem que, quando é um pai a matar, ele é considerado um monstro, mas quando é uma mãe, surgem mil e uma desculpas. Eu não me lembro de ter lido em parte alguma um título que dissesse LE DIABLE S'APPELLE PAPA ou LE DIABLE DÉGUISÉ EN PÈRE! Condenam aquilo que ele fez, mas também o desculpam, dizendo que se encontrava depressivo ou que não suportava ver-se separado dos filhos.

Elaine Campione matou as filhas. Cometeu uma monstruosidade. Mas que monstro as coloca em posição angelical e serena na cama, bem vestidinhas e penteadinhas, e com um livro de histórias à beira? Esse livro intitula-se SAIS-TU COMBIEN JE T'AIME?

Quem ama não mata, é certo.
Quem ama, protege.

Mas, e se não houver outra forma de proteger, aos olhos de uma mãe ou de um pai?

No vídeo que vos trago, Elaine Campione mantém as acusações de abusos, do mal que Léo lhe terá provocado, a ela e às filhas. Se ela já havia matado as filhas, e também ela pensava em desaparecer, que interesse teria ela em manter essas acusações?

Se ela já lhe tirara a possibilidade de ficar com a guarda das filhas, qual o interesse em manter a história dos abusos, dizendo que pedira ajuda, mas ninguém acreditara nela?

Para se vingar? Para o denegrir?
Qual o interesse, pergunto eu?

Pelo que sei, Léo Campione nunca esteve presente ao longo do processo. Não conseguia encarar a mãe das suas filhas, aquela que lhas roubara. É considerado inocente de todas as acusações que lhe foram feitas. Todos o vêm como "le plus doux des hommes".

É possível que até o seja, mas não nos esqueçamos que a maior parte dos agressores tem duas caras: aquela que apresenta cá fora, de pessoa doce e amorosa, e a que apresenta dentro de casa, completamente diferente.

Na questão da guarda das crianças, ainda em discussão, Léo mostrava-se confiante (já havia sido ilibado das acusações).
Elaine previa já o pior.

Elaine Campione dirige-se ao seu ex-marido, pai das crianças, acusando-o de ser o grande culpado de toda aquela tragédia. Dizia-se só, sem amigos nem família por perto.

Elaine Campione suplicara-lhe que a deixasse ir, mas ele simplesmente não a deixara partir com as crianças. E que por isso, ela o odiava. A ele, e à sua família. Particularmente a sua ex-sogra. Para Elaine Campione, eles foram e são uns monstros. "Tu não te importaste connosco, apenas contigo!", diz ela.

E assim se vão sucedendo as tragédias. As principais vítimas continuam a ser as crianças.

Elaine fora contrangida na sua vontade de partir, de procurar apoio junto da sua família.
Via-se, igualmente, condenada a viver sem as filhas.

Para as proteger, assim o diz no vídeo, entregou a guarda das suas meninas a Deus.

"Eu nunca vi aquela mulher sorrir!"- diz uma pessoa que lhe era vizinha.

Porquê?
Estaria deprimida?
Estaria infeliz?
Teria sido, toda a sua vida, infeliz?

No dia 2 de Outubro de 2006, na véspera da sentença sobre a guarda das crianças, Elaine matou as suas duas filhas.

O tribunal condenou-a, há dias, a prisão perpétua, sem permissão de sair antes de cumpridos 25 anos de prisão. Alguns lhe teriam dado sentença de morte.

O seu advogado irá recorrer, mas não vejo o que mais é que ele pode fazer por esta mãe, a não ser provar que, de facto, ela sofrera "alienação moral" (ver a 2ª notícia).


Quantas tragédias mais são necessárias, quantas crianças mais serão mortas, para se entender que não estamos no caminho certo?


Talvez seja apropriado propor-vos a leitura de dois dos meus posts:

-MULHERES VÍTIMAS DE ALIENAÇÃO;

-EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI"

Neste último post Martin Dufresne, que em tempos defendera a causa dos pais, explica aquilo que o movimento de pais realmente pretende com a sua luta, e os efeitos negativos que esta tem provocado. Fala-nos da realidade que se vive no Canadá.

É que este caso, se reparastes bem, sucedeu precisamente no Canadá.

Recomendo vivamente a leitura deste último post. Não deixem de ler o primeiro, nesta mesma página.

Também muito a propósito, deixo-vos esta petição. Lembro que existem outras petições online (podem consultá-las nesta página, em cima à direita).

PROTESTO CONTRA QUALQUER PROPOSTA DE LEI QUE IMPONHA, COMO REGRA A SEGUIR, A GUARDA COMPARTILHADA! Para:Assembleia da RepúblicaServe esta petição como protesto contra qualquer proposta de lei que imponha a guarda conjunta ou compartilhada em casos de separação, haja ou não acordo ou entendimento entre os progenitores.
Entendemos que uma decisão pela guarda compartilhada, tomada como regra, não serve o melhor interesse da criança que será ter ambos os pais presentes na sua vida, sim, mas felizes. De nada serve a um filho ter ambos os progenitores realmente presentes na sua vida, se o clima por estes gerado nem é o melhor. E certamente que se sentirá responsável, se perceber que um deles tem a sua vida condicionada, a pretexto de uma guarda partilhada. Será demais para alguém que, muitas vezes, se sente culpado pela separação dos pais.
Nada impede que as coisas resultem numa guarda única, em que o genitor guardião de tudo faz para que o não-guardião continue a partilhar as decisões relativas ao(s) filho(s) e a conviver com este(s), da mesma forma que nada impede que pais que têm a guarda conjunta deitem tudo perder. Casos há que demonstram bem o que digo.
É nosso entender, e será também o vosso, que a educação de um filho é um assunto muito sério e delicado, e não pode andar à mercê de duas ou mais vontades, dependendo, quando entra num impasse, da decisão de um juíz.Como dizia, e muito bem, um pai " a educação de um filho não admite falhas, e, portanto, é preferível que esteja nas mãos de um só progenitor, por muito que isso custe ao outro". Não impede que o progenitor guardião consulte o outro, ainda que a última palavra caiba a si. Tal como sucederá na guarda compartilhada em que, numa situação de impasse, prevalecerá a vontade de um sobre a do outro.
É ponto assente que a guarda conjunta será uma poderosa arma contra o fenómeno da Síndrome de Alienação Parental. O mais certo - e esse é o entender de muitos especialistas- é que, ao invés de o fazer diminuir, se passe exactamente o contrário. Ainda está bem presente na nossa memória o caso da Inês que, apesar de todos os problemas constantes no casamento e de uma separação não menos atribulada, optou pela guarda compartilhada, por acreditar que isso servia melhor os interesses dos dois filhos que haviam tido em comum. Cedo se deu conta do erro, pois o seu ex-marido acabou por levar a cabo aquilo que já muito antes havia ameaçado fazer, levando os filhos consigo, tendo, nesse tempo, dito às crianças que a mãe os havia abandonado. Foram longos meses de angústia até que esta mãe recuperou os filhos, ficando ela com a guarda. Inicialmente o pai ainda os veio ver, mas quando arranjou uma nova companheira, deixou de aparecer.
Bem sei que este foi um caso particular, que nada se assemelha a outros. Que cada caso é um caso. Razão porque a guarda compartilhada não pode ser imposta, atendendo à peculiaridade de cada caso.
A decisão parte, fundamentalmente, do casal. Pensando no bem maior do filho. Que este fique com a mãe, se esta for a sua figura de referência e nada houver que a impeça de exercer o seu direito parental. Caso contrário, se for o pai quem melhor responde às necessidades do filho, sendo que este se sente manifestamente melhor na sua companhia, que fique então à sua
guarda.
A regra que se impõe, em cada caso, é a do bom senso. Esperamos que o Estado e a Justiça Portuguesa tomem isso em conta, antes de qualquer decisão.


Os signatários

ASSINA:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1902


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SEPARA-SE O CASAL, MAS OS ANIMAIS CONTINUAM A PERTENCER A AMBOS (LEI DA GUARDA COMPARTILHADA TAMBÉM PARA OS ANIMAIS)

A guarda compartilhada dos animais reflecte tal e qual a realidade dos filhos de um ex-casal. Senão descubra você mesmo as diferenças, no texto que vos trago (não resisti, tamanhas eram as semelhanças entre os filhos e os animais, submetidos a uma mesma situação).



Projeto de lei quer outra fonte de briga no divórcio:guarda dos bichos de estimação


Edição por Rosa Araújo
Sáb, 23 de Outubro de 2010

Stefano Martini/Época

Depois da guarda compartilhada dos filhos, um projeto de lei quer regular outra fonte de briga no divórcio – a guarda dos bichos de estimação

A disputa pela guarda dos filhos leva muitos casais a brigar feito cães e gatos – antes, durante e depois da separação. Com a publicitária Elizabeth Máximo e seu ex-marido, essa parte não teve atrito. O casal chegou rapidamente a um acordo. Ela ficaria com as meninas Maristela e Francis. Ele levaria Marcela para casa. Maristela andava de cadeira de rodas desde que foi atropelada e precisava dos cuidados da mãe, em companhia de Francis. Marcela, mais independente, ficaria bem com o pai. Ele poderia visitar as outras filhas sempre que quisesse e levá-las para casa. Também pagaria uma pensão alimentícia, suficiente para dividir as despesas com a ração. Ração? Sim, Maristela e Francis são duas cadelas. Marcela, uma fêmea de hamster.


Marcela morreu pouco depois da separação. O “pai” não teve sangue-frio de pegar o pequeno cadáver e quem fez o enterro foi a “mãe”. “Ele viajava muito, não tinha condições de ficar com os cães. Achei justo manter o vínculo porque ele gosta dos cachorros tanto quanto eu”, diz Elizabeth, que resgatou as duas cadelas na rua, depois que elas foram atropeladas, junto com o ex-marido. Hoje casado, ele não mantém mais a rotina de visitas, mas divide as despesas veterinárias quando é preciso.

Acordos como esse são raros. Depois da hora da separação, os casais tendem a ser radicais: ou brigam por seus animais de estimação ou, para evitar mais confusão, deixam com o ex mais interessado. Um projeto de lei do deputado federal Márcio França (PSB-SP) estabelece uma nova regra para essa situação. O Brasil não tem uma legislação específica sobre o assunto. As decisões dos tribunais têm adotado a mesma linha de raciocínio da lei dos Estados Unidos. Lá os animais de estimação são considerados propriedade. Ficam com eles quem os comprou – ou quem tem o nome no pedigree. Essa jurisprudência tem ditado as decisões nos casos que chegam aos tribunais. Quem tinha amor ao cão que pertencia ao ex-amor acabava ficando num mato sem cachorro, sem a lei a seu lado. Pelo projeto de lei proposto agora no Brasil, a propriedade é um dos fatores a ser pesado, mas não o único.

“O animal é tratado como um objeto, mas as pessoas têm relação afetiva com eles quase como filhos”, diz o deputado. “A propriedade é muito subjetiva porque 80% dos cães no Brasil não têm pedigree. Então, quem é o dono?”, diz o deputado. Ele afirma também que na maioria das vezes quem compra o cão é o marido – para presentear a mulher ou os filhos. “Na hora da separação, ele se vinga e pede o cachorro.”

A legislação proposta estabelece que, caso provocada, a Justiça deve decidir por aquele que tem mais condições para ficar com o animal e mais vínculo com ele. O projeto tramita na Câmara em caráter conclusivo. Isso significa que não precisa ir a plenário, basta que passe nas comissões internas. Projetos que não revogam leis existentes ou que são considerados sem importância para ir a plenário são aprovados sem votação. Não há prazo para isso acontecer.

Especialista em comportamento canino, Claudia Pizzolato diz que os cães são animais de hábitos. Mudanças na rotina, se mal planejadas, podem ter consequências desastrosas. “Tudo pode dar certo porque o cachorro se adapta bem. Mas durante o período de transição ele pode fazer xixi fora do lugar ou deixar de comer a ração. Ele vai tentar usar a quebra de rotina a seu favor”, diz Claudia. Para ela, o importante é que as duas casas tenham as mesmas regras (leia o quadro ao lado).

Mesmo com todo o cuidado, regras iguais e harmonia, o bicho pode sofrer um pouco com o vai e vem. “Quando meu ex-marido ia embora, elas ficavam chorando muito, eu até cheguei a pensar em suspender o acordo, mas sabia que elas ficavam muito bem com ele e choravam era de saudade”, diz Elizabeth.

Os cães realmente sofrem com a separação. No livro Dogs behaving badly (algo como Cães malcomportados), Nicholas Dodman, diretor de comportamento da Tufts University School of Veterinary Medicine dos Estados Unidos, diz que os animais também têm depressão. “Depois da perda de alguém querido, normalmente os cães apresentam sinais típicos de depressão humana, incluindo distúrbios alimentares”, escreve Dodman.

Claudia afirma que o interesse do animal deve ser levado em conta. “A pessoa tem de fazer um julgamento honesto: ‘Eu tenho condição de criar o cachorro?’ Morrer de amor pelo cão não adianta se você trabalha muito e não tem tempo para ele. O melhor dono é o que tem mais disponibilidade. Em geral, as pessoas usam o cachorro para atazanar a vida do ex. Tem gente que, se pudesse, mandava até morder”, diz ela.

Claudia foi perita num processo judicial de 2000, em Brasília, no qual um ex-marido pedia a guarda de dois poodles que eram de sua mulher. Antonio Bahia ganhou os cães da ex, mas, no papel, os animais eram dela. Na separação, ela pediu os animais. No laudo, Claudia relatou que Antonio cuidava dos poodles havia dez anos e que a separação seria ruim para os animais, principalmente por serem cães de companhia. O argumento não adiantou: a Justiça decidiu pela propriedade. Um dos cachorros morreu antes de a decisão sair.

Ainda que deixe margem a algumas dúvidas, a jurisprudência atual tem uma regra clara, que é a propriedade. O projeto de lei conta com algo bastante subjetivo: como definir quem tem mais afeto e condições de cuidar do animal? É possível que alguns casais levem aos tribunais a briga pelos totós. Aí o bicho vai pegar.

FONTE: http://www.romanegocios.com.br/mundo-animal/15127-projeto-de-lei-quer-outra-fonte-de-briga-no-divorcioguarda-dos-bichos-de-estimacao

MULHERES VÍTIMAS DE ALIENAÇÃO: AS QUE SOFREM TODO O TIPO DE VIOLÊNCIA E AS QUE SÃO OBRIGADAS A AGIR CONFORME A VONTADE DO(S) OUTRO(S)!

Um dos temas de destaque nos jornais noticiosos tem sido a Violência Doméstica, sendo que a mulher tem sido a principal vítima. Os números são estrondosos, apesar de estarem longe dos números reais (não são contabilizados os "acidentes" nem os suicídios).

Põe-se agora a questão: uma mulher violentada, física e psicologicamente, vê-se privada do direito à dignidade e à vontade própria. Não será ela, então, vítima de uma constante alienação?

O mesmo se passa com aquelas que se vêem impedidas de escolher um outro lugar para viver. Em nome dos direitos dos filhos e do pai, perdem todo e qualquer direito. São igualmente vítimas de alienação, pois que são constrangidas à vontade de outros. É-lhe aplicado o chamado direito positivo (até que ponto?)

Ora parece-me que há outras formas de fazer valer os direitos das crianças e dos homens, sem inibir a mulher dos seus próprios direitos.

Um assunto que eu aqui vos deixo hoje para reflexão, com a ajuda de alguns textos:



DROIT POSITIF

Sujet : Le droit est-il synonyme de contrainte ?



droit : a° Un droit: liberté d'accomplir une action (droit de vote); possibilité d'y prétendre ou de l'exiger (droit au travail, droit de grève). b° Le droit: ce qui est légitime ou légal, ce qui devrait être, opposé au fait, ce qui est. c° Ce qui est permis par des règles non écrites (droit naturel) ou par des règles dûment codifiées (droit positif). Le droit positif est l'ensemble des règles qui régissent les rapports entre les hommes dans une société donnée. Le droit naturel est l'ensemble des prérogatives que tout homme est en droit de revendiquer, du fait même de son appartenance à l'espèce humaine (droit au respect).
contrainte : Force ou coercition extérieure qui empêche l'action volontaire. Ne pas confondre avec obligation, qui émane de la volonté.



• Le droit positif est fait pour être appliqué et ne serait qu'une illusion s'il ne s'accompagnait pas de l'obligation de le respecter. Le droit positif étant en effet normatif au sein d'une société, il s'accompagne de la contrainte. Si un individu ne remplit pas le contrat - implicite ou explicite - qui le lie à l'ensemble de la société, celle-ci peut être amenée à prendre à son égard un certain nombre de sanctions.

• Le droit positif repose donc sur le droit de punir, droit qui n'est lui-même efficace que s'il autorise à contraindre absolument. Cette répression, lorsqu'elle n'est pas un simple acte subjectif et contingent de représailles, comme la vengeance, permet la réconciliation de la loi avec elle-même ; car, par la suppression du crime ou du délit, la loi se rétablit elle-même et retrouve sa validité.

• D'un point de vue subjectif, la répression permet aussi, comme le note Hegel, la réconciliation du fautif avec la loi, qu'il connaît et dont il reconnaît la validité pour lui et pour sa protection. En punissant le coupable, on le réintègre dans la société, on le « force à être libre », suivant la formule de Rousseau.

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-droit-synonyme-contrainte-114582.html





VIOLENCE



La violence est-elle synonyme d'aliénation ?


violence : Du latin violentia, "abus de la force". A l'origine, le terme désigne le fait "d'agir sur quelqu'un ou de le faire agir contre sa volonté, en employant la force ou l'intimidation.
aliénation : Pour Marx, processus par lequel les hommes, asservis à un travail qui leur est imposé de l'extérieur, se retrouvent coupés de leur liberté et d'eux-mêmes. Le travailleur est aliéné lorsqu'il est dépossédé de ce qui le constitue au profit d'un autre qui l'asservit.

Un synonyme désigne une expression équivalente à une autre. La violence désigne l'usage de la force physique . L'aliénation est le fait de recevoir sa loi d'un autre que soi par opposition à l'autonomie qui consiste précisément à se donner soi-même sa loi. Ainsi l'aliénation désignerait l'état dans lequel un homme perd la liberté de son vouloir pour être contraint par un autre que lui . S'il semble évident que la victime de la violence est aliénée puisque sa volonté et son corps doivent subir la contrainte d'une autre volonté, il est paradoxal de penser l'agent de la violence comme aliéné, c'est-à-dire dépossédé de sa liberté. Comment user de violence pourrait-il équivaloir à être dépossédé de soi par une loi extérieure à sa volonté ? Dans la mesure où l'homme est essentiellement un être de raison, l'usage de la violence trahirait dans l'individu qui s'y livre une perte momentanée ou définitive de la raison qui lui permet de se donner à lui-même sa loi. En ce sens on pourrait soutenir que la violence est synonyme d'aliénation. Néanmoins tous les actes de la violence ne semblent pas pouvoir être pensés comme une perte de la rationalité. S'il y a une rationalité de la violence, alors la violence n'est pas toujours le symptôme d'une aliénation. En ce sens elle ne pourrait être tenue pour une expression équivalente de l'aliénation. Si la violence peut-être une compétence, c'est qu'elle n'est certainement pas synonyme d'aliénation. Si l'aliénation est une perte de soi, à quelles conditions la violence peut-être pensée comme une donnée positive dans le processus d'autonomisation ?

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-violence-synonyme-alienation-109922.html




LA NATURE DE L'HOMME

L'homme est-il un être naturel ou culturel ? Aperçu du corrigé : L'homme est-il un être naturel ou culturel ?



homme : Le plus évolué des êtres vivants, appartenant à la famille des homini­dés et à l'espèce Homo sapiens (« homme sage »). Traditionnellement défini comme « animal doué de raison », l'homme est aussi, selon Aristote, un « animal politique ». Ce serait en effet pour qu'il puisse s'entendre avec ses semblables sur le bon, l'utile et le juste que la nature l'aurait pourvu du langage.
être : Du latin esse, « être ». 1) Verbe : exister, se trouver là. En logique, copule exprimant la relation qui unit le prédicat au sujet (exemple : l'homme est mortel). 2) Nom : ce qui est, l'étant. 3) Le fait d'être (par opposition à ce qui est, l'étant). 4) Ce qu'est une chose, son essence (exemple : l'être de l'homme). 5) Avec une majuscule (l'Être), l'être absolu, l'être parfait, Dieu.
culture : En anthropologie, la culture désigne l'ensemble des croyances, connaissances, rites et comportements d'une société donnée. Certains réservent le terme de culture aux productions non matérielles d'une société, préférant parler de civilisation à propos des productions matérielles.



L’opposition entre le naturel et le culturel semble convenu. On oppose souvent l’homme culturel, façonné par la civilisation ou corrompu par elle, aliénant ainsi sa première nature, à l’homme naturel, un être presque pur, vivant selon les règles de la nature et en harmonie avec celle-ci. L’homme naturel serait la fiction du « bon sauvage ». Cependant quelles sont les réalités de ces deux êtres ? Y a-t-il lieu de les opposer ou au contraire de ne voir ici que deux fictions qui seraient des types ? Cette opposition a-t-elle seulement un sens ? C’est bien là l’enjeu de toute la question. En effet, l’homme est un animal vivant appartenant au règle de la nature. En ce sens, la nature constitue sa première nature. Mais peut-on penser l’homme en dehors de toute culture ? Cela semble impossible, si bien que l’on peut dire de la culture qu’elle est la seconde nature de l’homme, à supposer qu’une telle chronologie soit possible. Moins qu’une opposition, il y a complémentarité, on ne peut pas penser un homme hors de toute culture non plus qu’un homme ayant aliénant la totalité de la nature en lui.

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-homme-etre-naturel-culturel-2001.html



Violência doméstica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc.[1] Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.

Pode ser dividida em violência física — quando envolve agressão directa, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo (patrimonial); violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, jurídicamente produzindo danos morais; e violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos. Também alguns consideram violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos. Enquadradas na tipologia proposta por Dahlberg; Krug, [2] na categoria interpessoais, subdividindo-se quanto a natureza Física, Sexual, Psicológica ou de Privação e abandono. Afetando ainda a vida doméstica pode-se incluir da categoria autodirigida o comportamento suicída especialmente o suicídio ampliado (associado ao homicídio de familiares) e de comportamentos de auto-abuso especialmente se consideramos o contexto de causalidade. É mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a mulher". Também existem as expressões "violência no relacionamento", "violência conjugal" e "violência intra-familiar".

Note que o poder num relacionamento envolve geralmente a percepção mútua e expectativas de reação de ambas as partes calcada nos preconceitos e/ou experiências vividas. Uma pessoa pode se considerar como subjugada no relacionamento, enquanto que um observador menos envolvido pode discordar disso.


(Foto de mulher no hospital depois que o marido dela a espancou)


Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais irritável e agressiva especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão da parceiro em denunciá-lo.




Violência e as doenças transmissíveis são as principais causas de morte prematura na humanidade desde tempos imemoriais, com os avanços da medicina, disponibilidade de água potável e melhorias da urbanização a redução das doenças infecciosas e parasitárias, tem voltado o foco da saúde pública para a ocorrência da violência. Contudo como observa Minayo e Souza [3] este é um fenômeno que requer a colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel da epidemiologia para o dimensionamento e compreensão do problema alerta para os riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública.

Estatisticamente a violência contra a mulher é muito maior do que a contra o homem. Um estudo realizado em São Paulo [4] encontrou-se quanto à relação autor-vítima, que 1.496 (81,1%) agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.

Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias [5] o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.

A violência praticada contra o homem também existe, mas o homem tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente tanto a própria mulher quanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro [6]identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes ondea mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.



Gênero
É impossível discutir a violência doméstica sem discutir os papéis de género, e se eles têm ou não têm impacto nessa violência. Algumas vezes a discussão de género pode encobrir qualquer outro tópico, em razão do grau de emoção que lhe é inerente.

Quando as mulheres passaram a reclamar por seus direitos, maior atenção passou a ser dada com relação à violência doméstica, e hoje o movimento feminista tem como uma de suas principais metas a luta para eliminar esse tipo de violência. O primeiro abrigo para mulheres violentadas foi fundado por Erin Pizzey (1939), nas proximidades de Londres, Inglaterra. Isso aconteceu na década de 1960. Pizzey fez certas críticas a linhas do movimento feminista, afirmando que a violência doméstica nada tinha a ver com o patriarcado, sendo praticada contra vítimas vulneráveis independentemente do sexo...

Estratégias de controle
Como resposta imediata, além do atendimento adequado à vítimas de violência tanto nos aspectos físicos como psicossociais, urge reconhecer a demanda nos termos epidemiológicos que se apresenta. Com essa intenção vem se estabelecendo no Brasil. O sistema de notificação de notificação/investigação individual da violência doméstica, sexual e/ou outras violências através das secretarias estaduais e municipais de saúde após promulgação da lei nº 10778, de 24 de novembro de 2003 que estabeleceu a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.

Além das dificuldades de produzir informações fidedignas da amplitude desses agravos face a natureza burocrática dos sistemas de informação e cultura de omitir tais agravos vergonha ou descrédito nas instituições públicas por parte das vítimas a complexidade do aparelho de Estado ou setores da administração publica onde se insere essa assistência resulta tanto na assistência inadequada a estas como no controle social do fenômeno violência ou seja a prevenção destas ocorrências e punição do agressores.

Para se ter uma ideia da complexidade do fenômeno basta examinarmos a dimensão da rede de instituições envolvidas as Unidades de Saúde do SUS (Pronto Atendimento, Setores de Emergência e da Assistência Hospitalar; Serviços de Saúde Mental) o CRAS Centro de Referência de Assistência Social do SUAS – (Sistema Único de Assistência Social); o Ministério Público, o Conselho Tutelar, o órgão responsável em fiscalizar se os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Conselho Municipal do Menor e da Criança que administra o Fundo para Infância e Adolescência, a Secretarias de governo (Secretarias de Ação Social, da Mulher, etc), Delegacia da Mulher, Vara de Família e Juizado de Menores etc. A noção rede de serviços propõem a integração dessas instituições contudo as modificações institucionais envolvem determinações de natureza política e cultural ainda inteiramente compreendidas ou controláveis.

Ver também
Agressão
Abuso infantil
Machismo
Mulher na história
Feminismo / Livros feministas
Violência contra a mulher
Lei Maria da Penha / Divórcio
Epidemiologia da violência


Referências
↑ Cavalcanti, Stela V. S. F. Violência doméstica contra a mulher no Brasil.Ba, Podium, 2007
↑ Dahlberg, L.L., Krug, E.G. Violência: um problema global de saúde pública. Ciênc. saúde coletiva vol.11 suppl.0 Rio de Janeiro 2006
↑ Minayo, M. C. de S.; Souza, E. R. de. Violência e saúde como um campo interdisciplinar e de ação coletiva. História, Ciências, Saúde— Manguinhos, IV(3): 513-531, nov. 1997-fev. 1998. disponível em pdf
↑ DOSSI, A.P.; SALIBA O.; GARBIN, C.A. S.; GARBIN, A. J.I. Perfi l epidemiológico da violência física intrafamiliar: agressões denunciadas em um município do Estado de São Paulo, Brasil, entre 2001 e 2005. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(8):1939-1952, ago, 2008 disponível em pdf
↑ Dias, Isabel. Exclusão social e violência doméstica, que relação? Comunicação apresentada no I Congresso português de sociologia econômica realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1998 disponível em pdf
↑ NORONHA, C.V.; DALTRO M.E. A Violência Masculina é Dirigida para Eva ou Maria. Cad. Saúde Pública vol.7 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 1991 disponível em pdf
[editar] Ligações externas
Delegacias de proteção à mulher - Instituto São Paulo contra a violência
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Instituto Patricia Galvão
informações para mães que deixaram um relacionamento abusivo
Laboratório de Análise e Prevenção da Violência
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
Artigos e dicas para quem sofre com a violência doméstica
Rede Social Lei Maria da Penha


FONTE: Wikipédia



MULHER-OBJECTO


Kathy Myers, uma investigadora norteamericana que, baseada nas teorias feministas se dedica ao estudo da mulher na publicidade, justifica no texto “Reading images of women’s bodies in advertising and pornography” (1995, 267) a redução da mulher à condição de objecto pela publicidade. Para a autora, esta condição pode ser entendida por duas vias:

-na acepção marxista de fetichismo, segundo a qual as mulheres tornaram-se
mercadorias por via da alienação praticada pelo homem. Para a autora, este estatuto de mercadoria contraria a individualidade e humanidade feminina;

-no conceito freudiano de fetichismo sexual, segundo o qual, certas partes anatómicas da mulher são utilizadas como símbolos e substitutos do “falo”. De acordo com esta argumentação, o homem ao ter “dificuldade” em lidar com a sexualidade feminina, face à “ansiedade” que lhe provoca a “castração” da mulher, fetichisa ou atribui um valor sexual a certas partes do corpo da mulher: pernas, pés, cabelos; ou a determinados objectos usados pelas mulheres: botas, luvas, etc.

Etxebarria e Puente também reconhecem esta dupla fetichisação da mulher na imagem publicitária: «foram ali colocadas como objectos de exibição e objectos de desejo» (2002, 112). As autoras espanholas vão ao ponto de afirmar que os publicitários recorrem a certas imagens da mulher, a certas poses e expressões com o objectivo, mesmo que implícito, de dar a entender ao destinatário masculino que a posse daquele produto, entretanto promovido com a ajuda daquela mulher naquela encenação, elevará, perante os outros, o seu estatuto económico, social ou profissional7.


Quer o sentido “marxista”, quer o “freudiano” de fetichismo sexual aqui aplicados por Myers vão de encontro à nossa leitura acerca da “objectização” do corpo da mulher na publicidade.

FONTE: http://www.bocc.ubi.pt/pag/verissimo-jorge-mulher-objecto-publicidade.pdf




Muito a propósito, eis a saída de um senhor perante um juíz (isto é verdadeiro!):

COMME MA MAISON

-Oui, monsieur le juge, je frappe ma femme! Et, après tout, j'en ai le droit! Ma femme.c'est comme ma maison, elle m'appartient! Et, je vais vous dire, je ne c'est pas laquelle des deux m'a coûté le plus cher.


Pois, só falta hipotecá-la, ou mesmo vendê-la...
(Há quem o tenha feito).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A MÃE É O MAIOR ORGÃO DO CORPO HUMANO!

Não resisti, e trouxe-vos este texto de um outro site, que vem, de alguma forma, complementar o meu post anterior e um outro post que eu escrevi há dias (ver TODOS OS HOMENS PENSAM NA SUA MÃE).


O grito de Pasolini



Com o advento da pecuária, e no processo de triagem dos animais que hoje constituem os nossos gados (caprino, ovino, bovino…), os homens sacrificavam os ariscos e mantinham os mansos e gregários. Konrad Lorenz, fundador da etologia, ao estudar este procedimento, constatou que as reses desta forma selecionadas conservavam, na idade adulta, muitos caracteres infantis, tanto fisionômicos (olhos grandes, crânio bulboso, maxilar mais retraído…) como afetivos e comportamentais. Ora - pensou o cientista -, na natureza, os filhotes de mamíferos são, em geral, mais dóceis, sociais e obedientes a comandos externos que os espécimes maduros. Até as crias de animais de hábitos solitários, como o jaguar, são sociais, visto que dependem da genitora e dos seus irmãos de ninhada. Concluiu, então, que o infantilismo genético-constitucional - i.e., decorrente de mutações nos genes reguladores do desenvolvimento que começa na fecundação - foi o critério utilizado pelos pecuaristas neolíticos. Em miúdos: o processo de domesticação se deu por meio da infantilização. Este fenômeno biológico, Lorenz denominou "neotenia".

O etólogo, entretanto, foi mais longe: sustentou que a neotenia também se dá de modo espontâneo, por seleção natural, consistindo numa das vias filogenéticas de socialização dos vertebrados. A propósito, são espécies altamente infantilizadas e gregárias: o cão selvagem, o macaco de Gibraltar (em tudo parecido com um babuíno jovem) e o bonobo (chimpanzé-anão).

E quanto a nós, Homo sapiens, o mais social dos animais, bicho "domesticado" pela cultura? Decerto que nosso neocórtex é produto de um desenvolvimento acelerado, não de um retardo. Algumas de nossas características, todavia, são claramente neotênicas. Com efeito, um feto desenvolvido de chimpanzé - Pan troglodites - assemelha-se bastante a um homem adulto: corpo pouco peludo, o semblante reto e uma caixa craniana grande relativamente à face. Demais, retemos das crianças o gosto por jogos e brincadeiras, a curiosidade exacerbada (que tantas vezes nos põe em perigo ou em situação de angústia), a capacidade de aprender…

Outra estrutura fenotípica que se manteve subdesenvolvida em nossa espécie é o sistema límbico: sede neuronal das emoções. Sim, é provável que o principal traço infantil que herdamos de nossos ancestrais consista naquele afeto comum a todos os mamíferos jovens: a dependência psíquica na relação com seus genitores, principalmente com a mãe. De fato, somente entre nós e nos bonobos a relação genitora-progênie dura a vida toda. - Nos anais da primatologia, há registros de chimpanzés-anões "adultos" que, não suportando o falecimento da mãe, em pouco tempo adoecem e morrem. (Complexo de Édipo?)

Já os humanos, ao contrário dos bonobos e graças a nossa capacidade ímpar de abstração, podemos preencher o buraco deixado pela morte ou falhas dos pais - estes são tão infantis e desamparados quanto os filhos - por equivalentes simbólicos: Deus-Pai, Mãe de Deus, Pátria-Mãe, a Razão maiúscula, as leis do (mater) ialismo histórico… em suma, qualquer coisa grande que explique nossa origem, aponte nosso destino e nos ajude a discernir o certo do errado.

Por fim, como me disse a psicanalista Maria Helena Cardoso, "a mãe é o maior órgão do corpo humano". Ora, quando a dor física é excruciante, o espírito se identifica cabalmente com a matéria: o corpo e, por conseguinte, com seu órgão mais importante. Foi o que ocorreu, presumo, com o escritor e cineasta Pier Paolo Pasolini no momento do seu assassinato. De acordo com o depoimento de Valdetti, suposta testemunha, enquanto era brutalmente espancado - por um bando neofascista ou garotos de programa - Pasolini, como uma criança órfã ou perdida, apenas gritava: "Mamma! Mamma!…"

MANUEL SOARES BULCÃO NETO
ensaísta

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=888964

CARTA ABERTA DE UM PEDIATRA A UM PAI!

Lettre ouverte de Léonide Rochal à Monsieur Jean-Michel André


MOSCOU, 23 avril - RIA Novosti.

Voici une lettre ouverte du Pédiatre du Monde, de l’Européen de l’Année (Reader’s Digest) et de l’Etoile de l’Europe (Business Week) à Monsieur Jean-Michel André.


Monsieur Jean-Michel André,


Pardonnez-moi de me mêler de votre vie privée. Mais, malheureusement, aujourd’hui elle est devenue publique pour le monde entier. Il y a longtemps que je ne suis plus un jeune homme. Je suis grand-père. Voilà pourquoi je peux parler en toute sincérité et en connaissance de cause. De plus, j’ai consacré toute ma vie à la santé des enfants.
J’ai essayé de vous joindre, y compris par internet, mais je n’ai pas réussi. Voilà pourquoi, je vous envoie une lettre ouverte. Tout d’abord, je condamne le fait que l’on vous ait agressé. C’est horrible. J’ai beaucoup d’amis en France et j’aime la France.
L’amour peut se transformer en haine. Cela est bien connu. Et à mon humble avis, Votre relation avec Irina est aujourd’hui inspirée par la haine. Chacun de vous pense à soi-même et peu à votre enfant. Cela peut beaucoup influencer l’état psychique et émotionnel de la pauvre Elise. Réfléchissons à l’avenir d’Elise.
Aujourd’hui c’est vous qui décidez pour elle : où et avec qui elle doit vivre, et qui va payer la pension alimentaire. Peu de temps passera et c’est elle-même qui décidera de ces diverses questions. Cela sera son choix et son droit. Personne ne la prive de la citoyenneté française ou russe. Mais il ne faut pas transformer en cauchemar la vie de cet enfant et la priver de sa mère et de vous-même. Vous n’êtes pas le premier au monde à divorcer en ayant un enfant, mais je m’incline devant les parents qui font preuve de haute spiritualité et qui font tout pour atténuer la tragédie de l’enfant. Dans cette situation, l’enfant est la priorité. Les lois pour les animaux et les hommes sont les mêmes. La femelle privée de son enfant est prête au sacrifice suprême. Faites preuve de commisération.
Je vous propose de vous conduire comme un homme véritable, digne et vaillant, dont la France et le monde entier pourraient être fiers - venez à Moscou et remettez tranquillement Elise à sa mère sous réserve de la promesse d’un contact permanent avec vous et sans décision judiciaire. Je garantie votre sécurité. Je vous demande de cesser de partager l’enfant. Cela sera une tragédie pour tous.
C’est complexe, mais il existe une autre voie qui permettrait à Elise de vivre une vie normale et non-partagée dans les années qui viennent. Laissez Elise à sa mère dans sa famille, et vous-même, pour le bien de l’enfant, partez dans l’ombre. Quand elle atteindra sa majorité, il sera possible de lui raconter toute la vérité et elle pourra elle-même prendre une décision concernant son avenir. Je puis dire avec une quasi-certitude que son choix en votre faveur sera plus que probable.
Et, finalement, dernière question. Il faut résoudre le problème financier, celui de la pension alimentaire. En cas d’absence d’accord raisonnable entre vous, je vous propose mon aide personnelle pour Elise.
Respectueusement,
Léonide Rochal, Pédiatre du monde






PETITION POUR LE VRAI INTÉRÊT DE L'ENFANT

A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République
Devant le grand nombre d'enfants soumis à un mode de garde qui, dans la majeure partie des cas, ne respecte vraiment ses intérêts (je parle, evidemment, de la garde alternée), cette pétition vient juste vous rappeler quelques faits qu'on a tendance à oublier.

Il me semble, Messieurs, que de nos jours nous vivons une nouvelle inquisition, sauf que cette fois on n'accuse pas les femmes d'être des sorcières: on les accuse d'être des mauvaises mères, sans aucun respect pour les intêrets et les désirs de ses enfants! Ce qui est tout à fait faux.


Et, dans cette croyance, au lieu de nous mettre au feu, on nous enlève nos enfants.Ce qui est encore pire, croyez-moi.

Les principales victimes? Les enfants, bien sûr.


D'abord, saviez-vous qu'un bon nombre de mères sont, en fait, pour cette garde, en dépit de la mauvaise relation qu'elles ont vécu avec le père de ses enfants?

Mais est-ce que-on se demande bien- la pratique de la garde partagée a les avantages qu'on lui reconnait?
Je n'entends parler que des statistiques. Or, comme dit l'expression, il existe les mensonges, des grosses mensonges... et les statistiques! C'est-à-dire que la réalité est bien toute une autre que celle que nous présentent les statistiques.



Comment considérer l'attitude d'un père qui veut absolument prendre sa moitié -ou la partie toute entière- de son enfant, encore tout petit, sans même penser aux conséquences? On dit qu'il y a des enfants traumatisés par les attitudes de leur mère(?!) On ne parle pas des enfants traumatisés par la séparation forcée de leur mère. On dit qu'ils s'adaptent bien à cette séparation, alors que, en vérité, ils s'accomodent. Ce n'est pas la même chose.

S'il est vrai que le temps ne se passe pas de la même façon pour un enfant,surtout quand il est encore petit (et donc, 15 jours éloigné de son père peut lui ressembler trop long), le même se passe pour un nourrison qui est éloigné toute une journée de sa mère. Et même pour des enfants plus âgés. L'enfant semble être bien tranquille, mais il ne l'ai pas. D'habitude les conséquences de cette séparation ne parviennent que quelques années plus tard, parfois dans l'adolescence.

A présent, je vois des enfants qui deviennent cyberdépendants, et d'autres qui succent le doigt. Des enfants dans des familles recomposées, qui n'y trouvent pas sa place, se sentent souvent à l'ecart. Ça, ce n'est pas des statistiques. C'est bien la réalité que nous avons devant les yeux.

Quand on sépare un chiot de sa progéniteure, l'animal pleure pendant des jours. Il veut sa maman. Puis il se tait. Il s'est accomodé a cette séparation forcée. Il ne l'a forcement pas acceptée, comme nous le jugeons.

Le même pour les humains. La seule différence c'est qu'un nourrison dépend encore plus de sa maman que les petits animaux dans d'autres espèces, vue sa fragilité.

On me reproche la comparaison que je fais souvent entre la mère humaine et les autres femelles, dans d'autres espèces. Et, pourtant, de l'autre côté, celui qui défend l'egalité père/mère, on nous présente souvent des espèces où le rôle est partagé entre les deux progéniteurs... Sauf qu'il s'agit des espèces qui pondent des oeufs, et qui n'ont, donc, aucun lien avec la nôtre. Le seul lien qu'on y trouve c'est l'instinct de protection, qu'on voit aussi chez les mamifères. Les humains, aussi, l'ont.

Alors, que peut-on reprocher à une mère qui protège ses enfants? Rien, en effet. Au contraire.
Et pour le fait de protéger ses enfants, le tribunal décide de les enlever. On les place chez le père.


Il serait plutôt important d'envisager une loi qui respecte VRAIMENT l'intêret de l'enfant. Comme disait quelqu'un -et je le trouve bien- ce n'est pas l'enfant qui doit s'adapter à l'adulte, mais l'adulte à l'enfant. Et donc, les lois se doivent adapter à ses intêrets, n'oubliant pas que l'enfant a des sentiments, des envies, qu'on doit absolument -sauf rares exceptions-respecter.

L'egalité -les spécialistes d'enfants le disent souvent- ne se fait de la même manière et dans un même temps, donc un père ne peut pas exiger une parcelle de 50%, sachant qu' un nourrison et l'enfant encore petit n'a pas des besoins de 50/50. Son cerveau ne marche pas comme ça. Surtout, il ne marche pas tel comme on veut. La loi de Salomon nous montre bien qu'on peut pas le couper en deux, cela disant, on peut pas partager moitié-moitié.


Est-ce qu'on restera aveugles? Ou bien, nous agisserons pour le vrai intérêt de l'enfant?
Ce n'est pas les conditions matérielles qui importent le plus. Ce qui importe vraiment c'est d'être sensible à ses besoins.


Réfléchissez bien, Messieurs. Car vous avez dans vos mains nos enfants, notre futur. Et selon vous agissez, vous l'aurez.



Veuillez agréer, Messieurs, l'assurance de mes salutations distinguées.


http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html








PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!



Destinatário: Assembleia da República



"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde



É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.

Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.

Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.


Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?

Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.


Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.


É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.


Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.

É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.

Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.

Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".


Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?

Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.

Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.


Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.

Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.

Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!

Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).

Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!

Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.


Sigamos as leis naturais.


O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.

É isso que importa.


No superior interesse da criança!



Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

NOTA: cabe aqui referir que na altura em que eu escrevi esta segunda petição não fazia ainda ideia do uso inapropriado do termo "síndrome de alienação parental", muitas vezes para justificar actos de violência e de abuso sexual, como também não fazia ideia de que que na maioria das vezes acontece falsas acusações de alienação, simplesmente como vingança contra um(a) ex. Ver o post EU VI UM SAP(0).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

QUÃO DISTANTE ESTAMOS, AFINAL, DO REINO ANIMAL? (CONSIDERAÇÕES SOBRE O DISCURSO NATURAL DE UNS)

Elizabeth Badinter, e outros que tais, afirmam que a maternidade é um mito. Não existe, assim o dizem, isso do instinto e do amor materno. Aparentemente só entre os animais.

Em contrapartida, a mesma ideologia valoriza o instinto e o amor paterno: ao contrário do que se observa na natureza, o macho humano sabe cuidar das crias tão bem como a fêmea humana, alguns até melhor.

Neste ponto, todos se esforçam por fazer uma clara distinção entre os humanos e os restantes mamíferos. Rejeitam todo e qualquer discurso naturalista, venha ele de onde vier.

Já em matéria de sexo, nada os impede de procurar exemplos na natureza, quer para demonstrar a total liberdade e as diferentes formas por que nos expressamos sexualmente (já nos compararam aos bonobos, com quem nós partilhamos quase a totalidade do nosso ADN, sendo que esta espécie vive como uma sociedade matriarcal, o que me faz pensar que, nos nossos primórdios, o mesmo aconteceria com a nossa espécie), quer para provar que também aí existem relações homossexuais.

Não vou estar aqui a comentar os hábitos sexuais dos nossos primos primatas, mas, no que toca a homossexualidade, julgo que, à excepção desta espécie, tal só acontece na generalidade com os machos.

Ora, como nós sabemos, entre os mamíferos e mesmo outras espécies, costuma haver um macho alfa, sendo que só ele pode acasalar com as fêmeas. O que resta aos restantes machos, senão acasalarem uns com os outros?

Uma outra razão é não haver fêmeas suficientes, pelo que não resta outra alternativa aos machos que ficam de fora. Estou errada?

Outra coisa que me deixa com os cabelos em franja é isso de os pais, esses mesmos que me criticam por eu me identificar a qualquer outra fêmea, se compararem às aves e aos peixes, para provarem que a presença do progenitor é essencial, sendo que, em alguns casos, é ele e não a fêmea quem garante os cuidados da prole.

Já aqui o disse, e volto a repetir: EU NÃO PONHO OVOS!!!!
Tanto quanto sei, nenhuma fêmea humana o faz.

Os casos que nos apresentam em que o macho ajuda a fêmea são sempre (ou quase de forma exclusiva) de espécies ovíperas -não há os 9 MESES de gestação, nem o período de amamentação-, em que as crias, que são várias, dependem de ambos os progenitores, sendo que o objectivo, aqui, é garantir a sobrevivência do máximo número de crias.

No caso em que é o progenitor a cuidar da prole, o objectivo é essencialmente o da perduração da espécie, sendo que a fêmea fica de imediato pronta para voltar a reproduzir.

Entre os primatas só há um ou dois casos (poucos mais haverá) em que o progenitor tem praticamente a mesma função que a progenitora, que é o caso, por exemplo, dos Saguïs, uma espécie que tem habitualmente duas crias por gestação.

Visto que passam quase todo o período nas árvores, é normal que a fêmea não possa transportar duas crias oa mesmo tempo, ou pelo menos não o tempo todo.

Ainda assim, nos casos de espécies ovíperas que conhecemos, uma galinha ou uma pata consegue cuidar, ela só, das crias. É costume vê-las(as crias) em fila, atrás da progenitora.

Se alguma vez também foram em fila atrás do progenitor, desconheço. Será, talvez, o caso da Ema e de uma ou outra espécie, mas ainda assim serão casos raros, e respondem, como eu referi, ao apelo da reprodução, pois que só a fêmea pode pôr ovos e, para tal, tem de estar livre para uma nova cópula.

Quanto às aves que voam, são quase sempre as progenitoras a mostrar às suas crias como se faz. Vá-se lá saber porquê.

Os pais costumam dizer que entre nós e os animais vai um grande passo, pois entre os humanos já não é só o pai que trabalha, e a mãe, estando fora de casa, tem, evidentemente, menos disponibilidade para cuidar dos filhos.

A esses, eu pergunto: e no reino animal, quem vai à caça? Então não é a leoa quem traz o alimento para toda a família, sendo ela também a ensinar as suas crias? A não ser que me engane...

O leão caça, mas regra geral é a leoa. É por isso que eu digo que o leão pode até ser considerado o Rei, mas a verdadeira Rainha é a leoa. Ele impôe respeito pelo aspecto, ela pela atitude.

Cuidado com uma leoa que tenha crias para alimentar! Aliás, cuidado com qualquer fêmea que encontremos pelo caminho, e que tenha crias para proteger e para alimentar! São elas que nós devemos realmente temer, não os machos.

E claro, até podem existir as famílias recompostas entre os animais, sejam eles ovíperos ou não, mas nunca se viu uma cria saltar de um ninho para o outro, ou de uma toca para a outra.

Isto é uma chamada de atenção para os que se afirmam como anti-naturalistas, recusando o discurso de quem não vê qualquer diferença para além da nossa superioridade intelecual. Esses insistem em dizer que o Homem nada tem a ver com os animais, e que temos já XXI séculos de avanço.

Contudo, ei-los que, vira e volta, também eles recorrem a factos da natureza, deixando de fora a interpretação dos mesmos e alguns outros aspectos (pois que lhes convém).

Se a natureza está para uns, então está para todos. Exijo, pois, que não se negue mais aquilo que é evidente, e que ajamos conforme a nossa natureza. A mãe humana não fica atrás de nehuma outra mãe. Ponto final.

Os senhores não aceitam que eu me compare a outras progenitoras, mas se,em matéria de sexo, eu me comportar como uma bonobo, aí tudo tudo bem!

Ainda assim, pelo que sei, as fêmeas bonobos não descuram o cuidado com as crias. E ali quem manda são elas. Ça vous va, messieurs?

Não é a sociedade que me vai dizer que eu não tenho qualquer instinto e que o amor não está presente desde o primeiro momento da gravidez. Tenho isso, e muito mais. A sociedade pensa que me impedirá de acreditar nisso, mas está enganada.

Não sou perfeita e, sim, o Amor cresce com o tempo. Mas isso não significa que não tenha as mesmas qualidades que encontramos nas outras progenitoras. Perfeitas ou não, ninguém ousa -nem mesmo o próprio progenitor- retirar-lhes as crias.



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Lê e assina esta petição:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

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TROUXE-VOS ALGUNS FACTOS DA NATUREZA, SÓ PARA COMPARAÇÃO:


-A MAMÃ GIRAFA (QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA!)

Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.



Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.

Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.

FONTE: http://www.girafamania.com.br/girafas/bebe.html


- MAMÃ ORCA


Cuidando das crias


Para evitar consanguinidade, geralmente as orcas acasalam com animais de outros bandos. Para tal, na época de acasalamento, juntam-se dois ou mais bandos, formando um " super bando" temporário. Após um período de gestação de quase um ano e meio , nasce uma cria , geralmente com cerca de 2.4m de comprimento e 180 Kg de peso. A cria é amamentada até aos 18 meses permancecendo junto da progenitora. Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permintindo-lhe acompanhar o ritmo do bando. Por vezes, as fêmeas mais antigas cuidam das crias das outras orcas. A cria e a progenitora criam laços para toda a vid. Quando chega a vez da nova geração se reproduzir, as sua crias permanecem também junto do bando, formando assim grupos multi-gerações em redor da matriarca.


FONTE: http://sabermais.netseg.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=51

-MAMÃ LEOA (E PAPÁ LEÃO)

Leão jovem
Os leões jovens são ferozes e atacam o homem sem nenhuma provocação, pois estão acometidos de uma crise de agressividade. Mas são rapidamente capturados por caçadores. Os que não são capturados, logo adquirem hábitos mais calmos quando termina a adolescência.


Fiel até morrer
Aos dois ou três meses de idade, o leão chega a plenitude de sua força. No vigor da juventude é agressivo, ágil e feroz. Dedica-se com crueldade aos prazeres da caça. Mas um dia, é chamado pelo amor. Torna-se melancólico. Rebanhos de antílopes e zebras passam pela sua frente e ele não se perturba. Pode até conviver algum tempo com eles, em boa paz. Nesse momento tudo o que lhe interessa, é encontrar a leoa de seus sonhos... Procura-a em toda parte, até que finalmente a encontra. Passeia em sua frente, exibi-lhe a bela juba recém-crescida, seu orgulho.

Depois que acasalam, nenhuma outra leoa o atrai - é fiel até o fim da vida. Mesmo que sua esposa morra ou seja capturada, o leão não procura outra. A leoa viúva ou separada, fica solitária até morrer.

Leoa
É a leoa quem governa a família (muito corajosa e decidida). Quando várias famílias estão no mesmo local, as leoninas revezam nos cuidados com os filhotes. São elas que caçam para a família, enquanto o leão protege. O leão é o primeiro a comer a presa. A leoa é um belo animal de corpo esbelto, movimentos ágeis e músculos fortes. Seu pelo é curto, marrom, rosado ou bege uniforme. O passo é lento e seguro; o olhar altivo e penetrante. Com sua força, é capaz de quebrar a coluna vertebral de uma zebra e tem todas as qualidades necessárias para ensinar os filhotes a caçar.

Filhote

A gestação dura de 102 a 113 dias. Ao dar à luz, dois ou três filhotes, a leoa procura um matagal. O leão nasce e tem aparência de um gato adulto e, nas primeiras semanas, tudo o que faz é mamar e dormir. Com dois meses, já caminha rapidamente e emite sons semelhantes a miados. Aos seis meses, abandona o leite materno e durante esse tempo o pai é excluído do lar e fica de sentinela nas proximidades. Enquanto a mãe cuida de sua família. Aos oito meses, os leões já acompanham a mãe na caçada, mas ficam só olhando. Após algum tempo, são submetidos a um teste, e pouco a pouco vão dominando a técnica de caçar. Com um ano de vida, os leões tem o tamanho de um cachorro grande. Com dois anos já se protegem do perigo e se sustentam sozinhos. A leoa deixa-o e vai criar nova ninhada.

FONTE: http://www.webciencia.com/14_leao.htm


-MAMÃ CHIMPANZÉ

Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinquenta anos em cativeiro.

FONTE: Wikipédia

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OS BONS VALORES, POR ONDE ANDAM?

Ora reparem nestes anúncios que eu venho apreciando na televisão, e tirem as vossas conclusões.


Num primeiro anúncio vemos um homem a sair do seu trabalho. Ao ver que a mulher (ou companheira) o veio buscar num carro já muito fora de moda, põe um carapuço e óculos escuros, tentando assim passar despercebido. Surge então uma jovem, representante de uma companhia de seguros, que lhe garante, com um sorriso, ter a solução para o seu problema.
Esse, e outros que tais.
Ou melhor, todos.




Quanto ao segundo, posso adiantar-vos que se trata de um anúncio a uma mayonnaise. Vê-se uma empregada a dizer à patroa que terá de a deixar, porque o seu pai encontra-se gravemente doente.
Responde-lhe assim a patroa:

-Mas isso é horrível!
(pausa) E agora quem é que vai fazer a mayonnaise?

ENTRE SUPERFICIALIDADE E AMOR DE MÃE, VAI UMA GRANDE DISTÂNCIA!

Na nossa última conversa, a minha filhota contou-me que lá para o Carnaval vai a Londres. A tia convidou-a, e ela aceitou. É que Paris já é uma possibilidade.

Confesso que me deu uma volta ao estômago. A tia dá aquilo que eu, sua própria mãe, dificilmente poderei dar.

Todos os anos, a tia viaja para sítios diferentes, quase sempre em grupo (os professores beneficiam de descontos). Mas isso é para quem pode. Sem contar, é claro, com os tais imprevistos...

Tal como ela, eu também sou professora, mas, devido ao que me fizeram, passei à aposentação. Ganho duas ou três vezes menos aquilo que ganhava, e o que ela ganha acualmente.

A coisa estava quase a roer-me, mas eu logo caí em mim. Se a minha filha está feliz, eu estou feliz por ela.

E depois, não são as viagens, as play-stations, as roupas de marca, os telemóveis de última geração e por aí fora que os filhos nos agradecem. É o tempo que lhes dedicamos, os conselhos que lhes damos. É o Amor que receberam. E isso eu tenho até demais.

Dou o que tenho. Dou-lhe o que mais ninguém pode dar por mim:
O Amor de Mãe.


Filhos
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Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito.
Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:
* Cortar a grama do jardim: R$3,00
* Por limpar meu quarto esta semana R$1,00
* Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00
* Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras R$2,00
* Por tirar o lixo toda semana R$1,00
* Por ter um boletim com boas notas R$5,00
* Por limpar e varrer o quintal R$2,00
* TOTAL DA DÍVIDA R$16,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa.
Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

* Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA
* Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA
* Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA
* Pelo medo e pelas preocupações que me esperam - NADA
* Por comidas, roupas e brinquedos - NADA
* Por limpar-te o nariz - NADA *
CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas.
Olhou nos olhos da mãe e disse:

"Eu te amo, mamãe!!!"

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:

"TOTALMENTE PAGO"

Assim somos nós adultos, como crianças, querendo recompensa por boas ações que fazemos.
É difícil entender que a melhor recompensa é o AMOR que vem de Deus.
E para sorte nossa é GRÁTIS.
Basta querermos recebê-lo em nossas vidas.

FONTE: http://www.mensagenseimagens.com.br/msg-comemorativas/_valor_do_amor_de_mae-915.html

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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