Quando os filhos matam o pai para proteger a mãe
por RUTE COELHO, ALFREDO TEIXEIRA e JOANA CAPUCHO
Três mães, de Oeiras, Porto e Aveiro, contam como os maridos que as agrediam foram assassinados pelos próprios filhos. Hoje, olham para trás e não lamentam o crime cometido
São jovens que fintaram a ordem natural da vida e não chegaram a ver os pais morrer na velhice. Num impulso, mataram o homem que agredia a mãe. A justiça condenou-os pelo homicídio depois de analisadas as atenuantes do crime. No coração das mães, estes filhos parricidas estão perdoados. Cumpriram o desejo mais íntimo delas, o de que o agressor morresse, como explica um psicólogo.
"A morte do meu marido foi um alívio", descreve ao DN Isaltina Ramos, 41 anos, vítima de violência doméstica por mais de duas décadas. Todas as semanas, esta mulher desloca-se ao local que é agora o centro da sua vida: o Estabelecimento Prisional do Linhó, Sintra. Vai visitar o filho, Carlos Ramos, 23 anos, que está a cumprir pena de nove anos de prisão pelo homicídio do pai.
Na noite de 27 de Janeiro de 2009, na casa da família em Porto Salvo, Oeiras, acabou de forma trágica um ciclo de violência doméstica que afectou uma família inteira. O pai, alcoólico, que batia na mulher e nos três filhos, foi assassinado pelo seu filho mais velho.
Carlos, então com 22 anos, discutiu com o pai, que vinha alcoolizado e até o terá ameaçado com uma catana. O filho, num impulso, agarrou num machado e desferiu-lhe um golpe mortal na cabeça. Isaltina não assistiu ao momento de horror. "Eu tinha saído de casa há um mês e estava refugiada no apartamento da minha patroa. O Carlos é que nunca quis deixar a casa com medo que o pai a destruísse numa das suas fúrias quando chegava bêbedo. Os meus dois filhos mais novos, hoje com 9 e 18 anos, já viviam em casa do meu pai."
Mãe destroçada e vítima reiterada, Isaltina acalenta sentimentos mistos, entre o "alívio" pela morte do agressor e a "pena" pelo futuro do filho, que fica "marcado no cadastro e pela sociedade".
A noite do crime ficará para sempre imprimida na sua memória. "Fui eu que limpei o sangue todo da casa, do tecto às paredes. Foi um choque quando a polícia foi a casa buscar o meu filho."
Carlos foi condenado no tribunal de Oeiras a nove anos de prisão. Em tribunal declarou: "Foi umclique que me fez matar o meu pai." Esgotou os recursos até ao Supremo Tribunal de Justiça, que manteve a sentença da primeira instância.
No último mês foi transferido do Estabelecimento Prisional de Caxias para o E. P. do Linhó.
"Eu estou a morar na minha casa. Na casa onde tudo aconteceu", conta Isaltina. Nem Carlos nem a mãe tiveram, até agora, qualquer apoio psicológico que os ajudasse a superar o trauma vivido. O apoio psicológico - antes e depois da condenação - é fundamental nestes casos, concordam o psicólogo Daniel Cotrim e o ex--bastonário dos Advogados, Rogério Alves.
Carlos Ramos cresceu num ambiente de violência e habituou-se a ser o protector da mãe. "Com 5 anos começou a levar porrada do pai porque já me queria defender das agressões." Isaltina, que agora se desdobra a fazer limpezas para sustentar a família, garante ter feito "várias queixas" contra o marido agressor na PSP, a primeira das quais há 20 anos. Chegou a ser esfaqueada pelo marido e queimada com pontas de cigarro. O drama doméstico foi num crescendo. Até ao "limite extremo" atingido pelo filho.
Chora a noite toda. João Carlos Pereira Pinto nunca afirmou estar arrependido, mas ainda hoje por vezes é surpreendido pela companheira a chorar na cama e anda sempre com a fotografia do pai na carteira. Nunca mais esquecerá a noite de 15 de Janeiro de 1993, quando matou o pai com quatro facadas, em casa, na Rua Nova do Monte Xisto, em Guifões, Matosinhos. Tinha apenas 19 anos quando cometeu o crime.
Foi condenado a seis anos de prisão, mas cumpriu apenas três anos e oito meses de pena. Actualmente, está em França. Tem duas filhas, uma com 14 anos, fruto de um anterior relacionamento, e uma bebé de cinco meses.
"Ultrapassei bem toda esta tragédia porque a minha vida era o inferno", conta a mãe de João, Margarida Pinto, de 59 anos. Com Agostinho Pinto esteve casada 22 anos. Tiveram nove filhos. "Foi uma vida de muita pancada, de maus tratos, físicos e verbais", conta Margarida, tapando a cara com as mãos. Está sentada à mesa da sala de jantar. Em cima do aparador está a fotografia do marido.
Agostinho "nunca foi um pai afectivo". Homem trabalhador, de 45 anos, tinha problemas com o álcool e era obsessivo com os ciúmes. Foram anos de tortura.
"Chegava a casa com os copos e eu e os filhos é que pagávamos." Era negociante de gado. A mulher deixou o emprego para cuidar da casa, dos filhos e do campo.
Sempre que regressava das feiras, alcoolizado, agredia Margarida. A mulher chegou a apresentar queixa por maus tratos, até deixou uma vez a casa com os filhos, mas regressou.
Na noite fatídica, Agostinho discutiu com a mulher. "Queres uma casa? Esta não te chega?", gritava, irado. Um dos filhos foi chamar João Carlos, que estava em casa de um vizinho. Quando regressaram, tiveram de partir uma janela porque o pai tinha trancado todas as portas. "Por azar, estava uma faca em cima da mesa e o João pegou nela. Foram quatro facadas", afirma a mãe.
"Se o meu marido fosse vivo, os meus filhos já nem se conheciam uns aos outros. Hoje, estão todos perto de mim."
Fernanda Couto, agora com 63 anos, recorda com tristeza a tragédia que, a 14 de Agosto de 1994, destruiu a sua família e chocou Soutelo, na freguesia da Branca, em Albergaria-a-Velha. Durante quase 20 anos, a mulher foi vítima dos maus tratos do marido que, constantemente, levavam à intervenção do filho mais novo, António Augusto.
Naquela noite, o filho, de 21 anos, envolveu-se numa luta com o pai, Daniel Nogueira, que culminou na morte do pai.
Um desfecho que até era previsível. "O meu marido batia-me e o meu filho revoltava-se e metia-se no meio para me defender", conta Fernanda Couto, ao DN. Foi assim durante todo o casamento. "O meu marido sempre me tratou mal. Tinha problemas com o álcool e andava com outras mulheres".
Ao fim de 19 anos de casamento, Fernanda e Daniel divorciaram-se, mas o homem, na altura com 44 anos, recusava-se a sair da casa que era propriedade da sogra.
Na noite quente de 14 de Agosto, António e o pai foram a uma festa numa localidade da freguesia. Os problemas começaram na festa, onde o homem, já alcoolizado, terá danificado o carro do filho, levando à intervenção da GNR. Quando ambos chegaram à porta de casa, a discussão ia acesa. "O pai tinha um pau e ia atirar--lhe uma pedra. O meu filho pegou no pau para se defender e acertou-lhe com ele na cabeça", esclarece Fernanda. O homem foi conduzido ao hospital de Aveiro, onde acabou por falecer.
Fernanda Couto sublinha que o filho "agiu em legítima defesa" e diz que o ex-marido tentou matar António algum tempo antes.
Depois do divórcio, Fernanda só desejava que Daniel saísse de casa para o seu martírio acabar. "Entretanto, a namorada do meu filho engravidou e ele trouxe-a para nossa casa. Foi quando o problema se tornou maior, porque eu tinha alguém a fazer-me companhia", disse ao DN. António Augusto, o mais novo de três irmãos, esteve dois anos preso pelo homicídio do pai.
Carlos, João e António praticaram um crime contra naturam, mas já eram vítimas antes disso.
In DN
FONTE: http://vagueando.forumeiros.com/noticias-frescas-em-cima-da-mesa-f5/quando-os-filhos-matam-o-pai-para-proteger-a-mae-t24014.htm
Mas não se pense que são apenas os filhos a cometer este crime. As filhas também saem em defesa das mães, como podeis ver no caso que se segue.
Tragédia
Filha mata o pai após intervir em briga com a mãe
Publicada em 24/03/2010 às 20h21m
Dicler de Mello Souza e Fernanda Badioti
VOLTA REDONDA e RIO - A advogada Marina da Silva Motta, de 25 anos, matou com dois tiros o pai, o empresário do ramo de carnes Arthur Motta Filho, de 50 anos, numa tentativa de defender a mãe, Denise Cristina Bossoli Silva, de 45 anos, que estava sendo espancada pelo ex-marido. A jovem fugiu logo depois da morte. O advogado Paulo Ramalho, que a representa, informou que a cliente irá se apresentar na delegacia nesta quinta-feira. Ainda na noite desta quarta, Marina da Silva será atendida por um psiquiatra, pois ela estaria muito abalada com o que ocorreu, acrescentou o advogado.
No porta-malas do carro de Arthur, que estava estacionado na frente à casa da família, na Avenida Dom Pedro II, no centro de Porto Real, no Sul Fluminense, foram encontrados R$ 2 mil e vários cheques. Policiais do 28º BPM (Volta Redonda) apreenderam ainda o revólver calibre 32, que Arthur portava antes de ser desarmado pela filha.
O homicídio aconteceu por volta das 4h da madrugada desta quarta-feira. O tio de Denise, Cláudio Bossoli, que mora com Arthur, contou que ele invadiu a casa da ex-mulher armado com um revólver. O empresário já teria chegado atirando e ameaçando Denise com a arma. A filha mais velha do casal conseguiu desarmar o pai, disparando dois tiros que o atingiram nas costas e no peito.
De acordo com a polícia, o pai era viciado em crack e agredia constantemente a filha e a ex-mulher. Ele já teria sido internado numa clínica de recuperação para viciados. Na 100ª DP, há vários registros de violência doméstica que teriam sido praticados por Arthur, principalmente contra a ex-mulher. O corpo do empresário será enterrado nesta quinta-feira em Passa Quatro, no sul de Minas Gerais.
FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/03/24/filha-mata-pai-apos-intervir-em-briga-com-mae-916160037.asp
O MEU COMENTÁRIO:
Nunca se sabe se o mito de Édipo não terá tido, como pano de fundo, uma realidade semelhante a estas que aqui foram descritas.
Nestes casos, estava escrito que, mais cedo ou mais tarde, havia de acontecer uma tragédia. Os filhos rebelaram-se.
A violência doméstica, bem o sabeis, não é de agora. Enquanto houver, outros pais sucumbirão às mãos dos próprios filhos.
Não é preciso que um oráculo no-lo diga. É a fatalidade.
Aos meus olhos, que não são cegos, o verdadeiro mito de Édipo.
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
domingo, 5 de dezembro de 2010
LEI DO CARMA: CONFORME AGIRES, ASSIM O TERÁS!
Trouxe este texto de um outro site, porque acredito que um dia destes o feitiço se há-de virar contra o feiticeiro. Falo de quem defende a lei da guarda compartilhada- que não a impondo, a estabelece como regra- e a lei que pune aqueles que se virem acusados, mesmo que injustamente, de alienar os filhos do outro progenitor.
Conforme agires, assim o terás.
Eis a lei do Carma.
TEXTO
Há milhares de anos, em um dia de outono, dois amigos viajavam a pé por um caminho que atravessava um belo bosque. De repente surgiu diante deles um urso faminto, ameaçador, pronto para atacar.
Sem pensar por um só instante, um dos viajantes subiu rapidamente a um dos galhos mais elevados de uma árvore próxima. O outro, sozinho diante da fera e ameaçado pelo sentimento de pânico, lembrou de algo decisivo. Tempos atrás, tinha ouvido que um urso não se alimenta de cadáveres.
Atirou-se então imediatamente ao solo e fingiu-se de morto. O urso chegou até ele e colou o focinho ao corpo aparentemente sem vida. Durante alguns segundos, cheirou o rosto e as orelhas, enquanto o homem continha a respiração. Sacudindo a cabeça, aparentemente decepcionado, o urso desistiu e afastou-se. O perigo havia passado. O homem ergueu-se lentamente do chão, sentindo uma perfeita calma. Seu colega desceu da árvore, aproximou-se com ar curioso e perguntou:
“Quando você estava deitado, o que foi que o urso disse ao seu ouvido?”
“Na verdade, ele me deu um conselho”, foi a resposta. “Na linguagem dos ursos, ele me disse com jeito amável: ‘jamais deves viajar em companhia de amigos como esse aí da árvore, que te abandonam a toda velocidade quando estás em perigo’.
A fábula acima é de Esopo. Ela ilustra o fato de que as adversidades são úteis para testar a sinceridade dos nossos amigos. As derrotas e situações de perigo podem ser muito desagradáveis, mas, pelo menos, elas nos permitem conhecer a verdadeira solidez dos nossos laços de afeto. “Amigos na dificuldade, amigos de verdade”, diz um antigo ditado inglês.
Encantando velhos e crianças há 25 séculos, as fábulas de Esopo têm uma mensagem radical e poderosa. Elas refletem a vida como ela é. Revelam com lucidez implacável os jogos de dissimulação, e colocam em cima da mesa, para que todos vejam, a ambição, o medo e a inveja que ameaçam cada alma em sua jornada pela vida. Mas também revelam as qualidades positivas que permitem a libertação espiritual.
Uma fábula é uma história carregada com simbolismo, que traz em si uma lição de vida e na qual os animais possuem o dom da fala. Esopo é o fundador do gênero, e suas fábulas reúnem três atributos principais: são curtas, belas e úteis. Elas nos ensinam, entre outras coisas, que a vida é um dom de supremo valor; mas que viver é perigoso, e que, por esse motivo, cada alma deve desenvolver ao máximo virtudes como atenção, vigilância, coragem, prudência e equilíbrio.
A vida de Esopo não é uma mera suposição. Ele existiu de fato, e é citado por Platão, Aristófanes, Xenofonte e Aristóteles. Mas os detalhes da sua vida, esses, sim, são mais lendários que literais. Os diferentes relatos são contraditórios. A biografia mais detalhada dele, escrita por Planudes, é considerada fantasiosa. É verdade que La Fontaine adotou como válida a narrativa de Planudes, mas parece ter feito isso por seu valor como lenda.
Calcula-se que Esopo tenha nascido em torno de 620 antes da era cristã. Escravo, gago, com o rosto deformado por uma extrema feiúra, Esopo era dotado de uma extraordinária sabedoria prática. Os deuses curaram sua gagueira. Por causa do seu talento, acabou sendo libertado por seu dono. Então o ex-escravo foi para Atenas, e ali dedicou-se a defender as pessoas pobres e humildes. Usava suas fábulas para denunciar a hipocrisia dos poderosos e para desmoralizar os procedimentos injustos das elites. Há uma fábula que ilustra bem esse ponto:
Um dia, o leão, o asno e o lobo decidiram sair juntos para caçar. Ficou combinado que qualquer coisa que eles obtivessem seria dividida entre os três. Depois de matar um cervo de bom tamanho, eles resolveram fazer uma grande refeição. O leão pediu ao asno que repartisse a carne. O asno dividiu a comida em três partes iguais e convidou os amigos a servirem-se. Mas o leão, indignado, atacou o asno e o reduziu a pedaços. Em seguida, voltando-se para o lobo, o rei dos animais pediu gentilmente que ele fizesse a divisão em duas partes. O lobo juntou todo o alimento em uma única grande pilha, deixando de lado apenas uma minúscula parcela para si mesmo.
“Ah, meu amigo”, disse o leão, “como você aprendeu a dividir as coisas de maneira tão justa?”
“Foi fácil! Bastou que eu visse o destino do nosso amigo asno” – explicou o lobo.
Uma lição da fábula acima é que “não se deve confiar demasiado no sentido de justiça dos poderosos”. No Brasil, essa história de Esopo deu origem e inspiração à imagem do Leão como símbolo da Receita Federal, que cobra impostos da população brasileira. Vem dela a expressão “a parte do leão”.
Outra conclusão da história é que “é melhor aprender com os erros dos outros (como fez o lobo) do que com os nossos próprios erros”.
De fato, o sábio procura tirar lições dos fracassos alheios. Quem tem alguma sabedoria aprende com os seus próprios erros (quando eles não são fatais), mas o tolo completo não é capaz de aprender nem sequer com as suas próprias derrotas.
Devido ao seu discurso irreverente em defesa dos mais fracos e da verdade, Esopo não demorou muito a chamar atenção de Perístrato, dirigente de Atenas que era inimigo da liberdade de pensamento.
Em 564 a. C., o contador de histórias foi acusado de sacrilégio pelo oráculo de Delfos. Em sua defesa, Esopo contou a fábula da águia e do besouro, afirmando que os privilegiados devem respeitar os direitos dos mais fracos, porque os abusos de poder são sempre punidos pelos deuses.
Diz a fábula:
“Uma lebre, perseguida pela águia, pediu refúgio na casa de um besouro. O besouro, valente e generoso, decidiu defender a lebre e disse à águia: ‘Em nome de Júpiter, você deve respeitar o direito de exílio. A lebre agora é minha hóspede.’ Ignorando a argumentação, a águia jogou o besouro a um lado e devorou a lebre de imediato. Magoado, o besouro decidiu não dar trégua à opressão da águia. Ele foi até o ninho da águia e jogou os ovos dela no chão, um a um. Não havia nisso uma vingança pessoal, mas uma luta em favor dos mais fracos. A águia construiu um segundo ninho, bem mais alto, mas o besouro foi até lá e repetiu a operação. Diante disso, a águia procurou Júpiter para buscar um acordo com o besouro. O chefe dos deuses tentou acalmar o besouro, mas foi inútil. Pediu a ele que pensasse em uma conciliação, e a idéia foi rejeitada. O último recurso encontrado por Júpiter para evitar a extinção da águia foi mudar a época da sua reprodução para uma estação do ano em que os besouros não estão em atividade.”
Moral da história: “o carma do abuso de poder é pesado, e os opressores cedo ou tarde devem reencontrar-se com a justiça e o equilíbrio.”
Mesmo contanto esta profunda fábula em sua defesa, Esopo foi condenado à morte e lançado do alto de um penhasco. Depois de morto, porém, passou a ser reconhecido um dos grandes sábios da Grécia.
Não só a fábula da águia e do besouro, mas muitas outras narrativas de Esopo tratam da lei do Carma, segundo a qual nós colhemos tudo o que plantamos, em pensamentos, sentimentos e ações. Uma das fábulas sobre o carma está ambientada em um tempo mítico em que as abelhas não possuíam ferrões:
Certo dia, quando o mundo ainda era jovem, uma abelha voou até o céu para levar a Júpiter, o rei dos deuses, uma generosa oferta de mel. Júpiter ficou deliciado com o doce presente e prometeu à abelha realizar um desejo seu, fosse qual fosse. Emocionada, ela afirmou:
“Ah, poderoso Júpiter, meu criador e meu mestre, desejo ganhar um ferrão, e um ferrão tão poderoso que possa matar qualquer um que chegue perto da colméia para levar o mel.”
Ora, a lei da natureza é a doação e o serviço altruísta. É pela generosidade que a vida evolui. Irritado com o egoísmo da abelha, Júpiter disse:
“Seu pedido será atendido, porém não do modo como você deseja. Ganhará um ferrão, mas sempre que alguém vier buscar seu mel e você o atacar, o ferimento será fatal para você e não para o outro. Você perderá sua vida junto com o ferrão que será sua arma. ”
Moral da história:
“Aquele que alimenta desejos de vingança atrai sofrimento para si mesmo”.
Em outra fábula sobre a lei do carma, o asno e o lobo reaparecem como personagens:
Certo dia, os dois amigos decidiram tornar-se sócios e saíram ao campo para buscar alimentos. No caminho, encontraram um leão com jeito faminto e feroz. Compreendendo perfeitamente a situação de perigo iminente, o lobo sorriu, avançou com rapidez até o leão e murmurou:
“Se você prometer não me atacar, eu posso trair o asno, e desse modo você o prenderá facilmente.”
O leão concordou, e o lobo atraiu o asno para uma armadilha. Porém, logo depois que o asno foi capturado, o leão atacou furiosamente o lobo e fez dele o seu almoço, preferindo guardar o asno para a refeição seguinte.
A conclusão da história é que “os traidores devem esperar por traição”. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Outra conclusão da fábula é que “os mais fracos fazem bem em unir-se diante dos mais poderosos, sempre que esses abusam do seu poder”. Uma terceira idéia: “devemos ser leais a nossos amigos”.
O carma é um mecanismo complexo. Às vezes ele amadurece imediatamente. Outras vezes é necessário muito tempo. Em todos os casos, o que acontece fica registrado no Akasha ou luz astral e – no momento certo – a justiça cármica retribui a cada um conforme os seus méritos. O carma tem seu próprio ritmo e ele deve ser respeitado. Assim, a busca de vingança pessoal produz maus resultados, conforme conta outra fábula de Esopo:
Muitos anos atrás, um cavalo selvagem possuía um vasto campo de pasto à sua disposição. Certo dia, um cervo invadiu o território e comeu grande parte do alimento. Cego de raiva, o cavalo procurou o homem e pediu sua ajuda para punir o cervo. “Sim, claro”, disse o homem. “Mas, para isso, eu preciso colocar um freio em sua boca e montar sobre suas costas. Assim poderei punir o cervo.” O cavalo concordou, e o homem montou nele. Desde aquele dia, ao invés de obter sua vingança, o cavalo ficou escravo do homem.
A moral da história é que, “buscando vingança, você perde sua liberdade”.
De fato, o rancor pode ser uma grande prisão psicológica – e para alguns, inclusive, uma prisão perpétua. Mas o otimismo, o desapego e o sentimento solidário libertam a alma de sofrimentos.
A lei do carma rege a todos os seres, tanto física quanto mental e espiritualmente. Cada pessoa tem um Carma Mental que produz resultados em seu próprio nível. Nossos hábitos de pensamento são nosso carma, porque criam nossa maneira de ver o mundo – e de viver. O pensamento influencia decisivamente cada aspecto da vida. Aquele que busca enganar outras pessoas pode obter vantagens externas de curto prazo, porém adquire inevitavelmente um mau carma correspondente no plano mental, onde tudo é mais durável que nos planos inferiores da realidade. As vantagens pessoais obtidas por meios injustos são colocadas dentro de uma atitude mental negativa. Na verdade, elas surgem de uma atitude mental negativa e a reforçam. O mentiroso perde o sentido da realidade, e assim atrai sofrimento para si mesmo. Em compensação, a opção pela sinceridade é uma fonte de bênção, a médio e longo prazo, embora a curto prazo possa trazer conseqüências incômodas. A história de um lenhador que jamais mentia demonstra essa verdade.
Conta Esopo:
Cortando uma árvore na beira de um rio, um lenhador deixou seu machado cair na água. Desesperado ao ver que perdera seu instrumento de trabalho, ele sentou à margem do rio e começou a chorar. Mas o rio pertencia ao deus Mercúrio, que teve compaixão do lenhador. Mercúrio voou até o local e mergulhou no rio. Pouco depois, emergiu da água com um machado de ouro e perguntou ao lenhador:
“Esse é o seu machado?”
O homem disse que não. Mercúrio mergulhou pela segunda vez e voltou com um machado de prata:
“É seu?”
E o lenhador disse que não.
Então Mercúrio mergulhou pela terceira vez, trouxe o machado do lenhador, entregou-o e, como presentes, deixou com ele também os machados de ouro e de prata.
No dia seguinte, o homem contou aos seus amigos o que acontecera. Um deles decidiu fazer uma experiência: foi ao mesmo lugar do rio, deixou seu machado cair na água intencionalmente, e então começou a chorar. Mercúrio não tardou a aparecer. O deus de pés alados mergulhou nas águas e, ao voltar, apresentou-lhe um machado de ouro, perguntando se era dele.
“Sim, esse mesmo”, mentiu de imediato o lenhador, estendendo o braço para agarrar o objeto precioso.
Indignado com a insinceridade, Mercúrio não lhe entregou o machado de ouro, e tampouco lhe devolveu o seu machado comum de ferro e madeira.
Moral da história: “em todas as situações, a melhor estratégia é a honestidade”.
De fato, a vida testa a cada momento a nossa decisão de agir corretamente. O uso da atenção e da perseverança permite identificar as sutis relações de causa e efeito que ligam a ignorância espiritual ao sofrimento físico e emocional.
Assim podemos perceber que cada um é senhor de seu destino – que cada ser provoca a sua própria felicidade ou seu sofrimento – e fica um pouco mais fácil percorrer o caminho ao autoconhecimento.
FONTE: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=424
Deixo-vos esta petição, pois que ligada ao tema de hoje (se lerdes, vereis).
Auteur :Lutte d'une maman pour toutes les mamans!
Description :Pour une loi qui respecte vraiment l'intêret de l'enfant!
A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République
Devant le grand nombre d'enfants soumis à un mode de garde qui, dans la majeure partie des cas, ne respecte vraiment ses intêrets (je parle, evidemment, de la garde alternée), cette pétition vient juste vous rappeler quelques faits qu'on a tendance à oublier.
Il me semble, Messieurs, que de nos jours nous vivons une nouvelle inquisition, sauf que cette fois on n'accuse pas les femmes d'être des sorcières: on les accuse d'être des mauvaises mères, sans aucun respect pour les intêrets et les désirs de ses enfants! Ce qui est tout à fait faux.
Et, dans cette croyance, au lieu de nous mettre au feu, on nous enlève nos enfants.Ce qui est encore pire, croyez-moi.
Les principales victimes? Les enfants, bien sûr.
D'abord, saviez-vous qu'un bon nombre de mères sont, en fait, pour cette garde, en dépit de la mauvaise relation qu'elles ont vécu avec le père de ses enfants?
Mais est-ce que-on se demande bien- la pratique de la garde partagée a les avantages qu'on lui reconnait?
Je n'entends parler que des statistiques. Or, comme dit l'expression, il existe les mensonges, des grosses mensonges... et les statistiques! C'est-à-dire que la réalité est bien toute une autre que celle que nous présentent les statistiques.
Comment considérer l'attitude d'un père qui veut absolument prendre sa moitié -ou la partie toute entière- de son enfant, encore tout petit, sans même penser aux conséquences? On dit qu'il y a des enfants traumatisés par les attitudes de leur mère(?!) On ne parle pas des enfants traumatisés par la séparation forcée de leur mère. On dit qu'ils s'adaptent bien à cette séparation, alors que, en vérité, ils s'accomodent. Ce n'est pas la même chose.
S'il est vrai que le temps ne se passe pas de la même façon pour un enfant,surtout quand il est encore petit (et donc, 15 jours éloigné de son père peut lui ressembler trop long), le même se passe pour un nourrison qui est éloigné toute une journée de sa mère. Et même pour des enfants plus âgés. L'enfant semble être bien tranquille, mais il ne l'ai pas. D'habitude les conséquences de cette séparation ne parviennent que quelques années plus tard, parfois dans l'adolescence.
A présent, je vois des enfants qui deviennent cyberdépendants, et d'autres qui succent le doigt. Des enfants dans des familles recomposées, qui n'y trouvent pas sa place, se sentent souvent à l'ecart. Ça, ce n'est pas des statistiques. C'est bien la réalité que nous avons devant les yeux.
Quand on sépare un chiot de sa progéniteure, l'animal pleure pendant des jours. Il veut sa maman. Puis il se tait. Il s'est accomodé a cette séparation forcée. Il ne l'a forcement pas acceptée, comme nous le jugeons.
Le même pour les humains. La seule différence c'est qu'un nourrison dépend encore plus de sa maman que les petits animaux dans d'autres espèces, vue sa fragilité.
On me reproche la comparaison que je fais souvent entre la mère humaine et les autres femelles, dans d'autres espèces. Et, pourtant, de l'autre côté, celui qui défend l'egalité père/mère, on nous présente souvent des espèces où le rôle est partagé entre les deux progéniteurs... Sauf qu'il s'agit des espèces qui pondent des oeufs, et qui n'ont, donc, aucun lien avec la nôtre. Le seul lien qu'on y trouve c'est l'instinct de protection, qu'on voit aussi chez les mamifères. Les humains, aussi, l'ont.
Alors, que peut-on reprocher à une mère qui protège ses enfants? Rien, en effet. Au contraire.
Et pour le fait de protéger ses enfants, le tribunal décide de les enlever. On les place chez le père.
Il serait plutôt important d'envisager une loi qui respecte VRAIMENT l'intêret de l'enfant. Comme disait quelqu'un -et je le trouve bien- ce n'est pas l'enfant qui doit s'adapter à l'adulte, mais l'adulte à l'enfant. Et donc, les lois se doivent adapter à ses intêrets, n'oubliant pas que l'enfant a des sentiments, des envies, qu'on doit absolument -sauf rares exceptions-respecter.
L'egalité -les spécialistes d'enfants le disent souvent- ne se fait de la même manière et dans un même temps, donc un père ne peut pas exiger une parcelle de 50%, sachant qu' un nourrison et l'enfant encore petit n'a pas des besoins de 50/50. Son cerveau ne marche pas comme ça. Surtout, il ne marche pas tel comme on veut. La loi de Salomon nous montre bien qu'on peut pas le couper en deux, cela disant, on peut pas partager moitié-moitié.
Est-ce qu'on restera aveugles? Ou bien, nous agisserons pour le vrai intêret de l'enfant?
Ce n'est pas les conditions matérielles qui importent le plus. Ce qui importe vraiment c'est d'être sensible à ses besoins.
Réfléchissez bien, Messieurs. Car vous avez dans vos mains nos enfants, notre futur. Et selon vous agissez, vous l'aurez.
Veuillez agréer, Messieurs, l'assurance de mes salutations distinguées.
Está em:
http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html
Conforme agires, assim o terás.
Eis a lei do Carma.
TEXTO
Há milhares de anos, em um dia de outono, dois amigos viajavam a pé por um caminho que atravessava um belo bosque. De repente surgiu diante deles um urso faminto, ameaçador, pronto para atacar.
Sem pensar por um só instante, um dos viajantes subiu rapidamente a um dos galhos mais elevados de uma árvore próxima. O outro, sozinho diante da fera e ameaçado pelo sentimento de pânico, lembrou de algo decisivo. Tempos atrás, tinha ouvido que um urso não se alimenta de cadáveres.
Atirou-se então imediatamente ao solo e fingiu-se de morto. O urso chegou até ele e colou o focinho ao corpo aparentemente sem vida. Durante alguns segundos, cheirou o rosto e as orelhas, enquanto o homem continha a respiração. Sacudindo a cabeça, aparentemente decepcionado, o urso desistiu e afastou-se. O perigo havia passado. O homem ergueu-se lentamente do chão, sentindo uma perfeita calma. Seu colega desceu da árvore, aproximou-se com ar curioso e perguntou:
“Quando você estava deitado, o que foi que o urso disse ao seu ouvido?”
“Na verdade, ele me deu um conselho”, foi a resposta. “Na linguagem dos ursos, ele me disse com jeito amável: ‘jamais deves viajar em companhia de amigos como esse aí da árvore, que te abandonam a toda velocidade quando estás em perigo’.
A fábula acima é de Esopo. Ela ilustra o fato de que as adversidades são úteis para testar a sinceridade dos nossos amigos. As derrotas e situações de perigo podem ser muito desagradáveis, mas, pelo menos, elas nos permitem conhecer a verdadeira solidez dos nossos laços de afeto. “Amigos na dificuldade, amigos de verdade”, diz um antigo ditado inglês.
Encantando velhos e crianças há 25 séculos, as fábulas de Esopo têm uma mensagem radical e poderosa. Elas refletem a vida como ela é. Revelam com lucidez implacável os jogos de dissimulação, e colocam em cima da mesa, para que todos vejam, a ambição, o medo e a inveja que ameaçam cada alma em sua jornada pela vida. Mas também revelam as qualidades positivas que permitem a libertação espiritual.
Uma fábula é uma história carregada com simbolismo, que traz em si uma lição de vida e na qual os animais possuem o dom da fala. Esopo é o fundador do gênero, e suas fábulas reúnem três atributos principais: são curtas, belas e úteis. Elas nos ensinam, entre outras coisas, que a vida é um dom de supremo valor; mas que viver é perigoso, e que, por esse motivo, cada alma deve desenvolver ao máximo virtudes como atenção, vigilância, coragem, prudência e equilíbrio.
A vida de Esopo não é uma mera suposição. Ele existiu de fato, e é citado por Platão, Aristófanes, Xenofonte e Aristóteles. Mas os detalhes da sua vida, esses, sim, são mais lendários que literais. Os diferentes relatos são contraditórios. A biografia mais detalhada dele, escrita por Planudes, é considerada fantasiosa. É verdade que La Fontaine adotou como válida a narrativa de Planudes, mas parece ter feito isso por seu valor como lenda.
Calcula-se que Esopo tenha nascido em torno de 620 antes da era cristã. Escravo, gago, com o rosto deformado por uma extrema feiúra, Esopo era dotado de uma extraordinária sabedoria prática. Os deuses curaram sua gagueira. Por causa do seu talento, acabou sendo libertado por seu dono. Então o ex-escravo foi para Atenas, e ali dedicou-se a defender as pessoas pobres e humildes. Usava suas fábulas para denunciar a hipocrisia dos poderosos e para desmoralizar os procedimentos injustos das elites. Há uma fábula que ilustra bem esse ponto:
Um dia, o leão, o asno e o lobo decidiram sair juntos para caçar. Ficou combinado que qualquer coisa que eles obtivessem seria dividida entre os três. Depois de matar um cervo de bom tamanho, eles resolveram fazer uma grande refeição. O leão pediu ao asno que repartisse a carne. O asno dividiu a comida em três partes iguais e convidou os amigos a servirem-se. Mas o leão, indignado, atacou o asno e o reduziu a pedaços. Em seguida, voltando-se para o lobo, o rei dos animais pediu gentilmente que ele fizesse a divisão em duas partes. O lobo juntou todo o alimento em uma única grande pilha, deixando de lado apenas uma minúscula parcela para si mesmo.
“Ah, meu amigo”, disse o leão, “como você aprendeu a dividir as coisas de maneira tão justa?”
“Foi fácil! Bastou que eu visse o destino do nosso amigo asno” – explicou o lobo.
Uma lição da fábula acima é que “não se deve confiar demasiado no sentido de justiça dos poderosos”. No Brasil, essa história de Esopo deu origem e inspiração à imagem do Leão como símbolo da Receita Federal, que cobra impostos da população brasileira. Vem dela a expressão “a parte do leão”.
Outra conclusão da história é que “é melhor aprender com os erros dos outros (como fez o lobo) do que com os nossos próprios erros”.
De fato, o sábio procura tirar lições dos fracassos alheios. Quem tem alguma sabedoria aprende com os seus próprios erros (quando eles não são fatais), mas o tolo completo não é capaz de aprender nem sequer com as suas próprias derrotas.
Devido ao seu discurso irreverente em defesa dos mais fracos e da verdade, Esopo não demorou muito a chamar atenção de Perístrato, dirigente de Atenas que era inimigo da liberdade de pensamento.
Em 564 a. C., o contador de histórias foi acusado de sacrilégio pelo oráculo de Delfos. Em sua defesa, Esopo contou a fábula da águia e do besouro, afirmando que os privilegiados devem respeitar os direitos dos mais fracos, porque os abusos de poder são sempre punidos pelos deuses.
Diz a fábula:
“Uma lebre, perseguida pela águia, pediu refúgio na casa de um besouro. O besouro, valente e generoso, decidiu defender a lebre e disse à águia: ‘Em nome de Júpiter, você deve respeitar o direito de exílio. A lebre agora é minha hóspede.’ Ignorando a argumentação, a águia jogou o besouro a um lado e devorou a lebre de imediato. Magoado, o besouro decidiu não dar trégua à opressão da águia. Ele foi até o ninho da águia e jogou os ovos dela no chão, um a um. Não havia nisso uma vingança pessoal, mas uma luta em favor dos mais fracos. A águia construiu um segundo ninho, bem mais alto, mas o besouro foi até lá e repetiu a operação. Diante disso, a águia procurou Júpiter para buscar um acordo com o besouro. O chefe dos deuses tentou acalmar o besouro, mas foi inútil. Pediu a ele que pensasse em uma conciliação, e a idéia foi rejeitada. O último recurso encontrado por Júpiter para evitar a extinção da águia foi mudar a época da sua reprodução para uma estação do ano em que os besouros não estão em atividade.”
Moral da história: “o carma do abuso de poder é pesado, e os opressores cedo ou tarde devem reencontrar-se com a justiça e o equilíbrio.”
Mesmo contanto esta profunda fábula em sua defesa, Esopo foi condenado à morte e lançado do alto de um penhasco. Depois de morto, porém, passou a ser reconhecido um dos grandes sábios da Grécia.
Não só a fábula da águia e do besouro, mas muitas outras narrativas de Esopo tratam da lei do Carma, segundo a qual nós colhemos tudo o que plantamos, em pensamentos, sentimentos e ações. Uma das fábulas sobre o carma está ambientada em um tempo mítico em que as abelhas não possuíam ferrões:
Certo dia, quando o mundo ainda era jovem, uma abelha voou até o céu para levar a Júpiter, o rei dos deuses, uma generosa oferta de mel. Júpiter ficou deliciado com o doce presente e prometeu à abelha realizar um desejo seu, fosse qual fosse. Emocionada, ela afirmou:
“Ah, poderoso Júpiter, meu criador e meu mestre, desejo ganhar um ferrão, e um ferrão tão poderoso que possa matar qualquer um que chegue perto da colméia para levar o mel.”
Ora, a lei da natureza é a doação e o serviço altruísta. É pela generosidade que a vida evolui. Irritado com o egoísmo da abelha, Júpiter disse:
“Seu pedido será atendido, porém não do modo como você deseja. Ganhará um ferrão, mas sempre que alguém vier buscar seu mel e você o atacar, o ferimento será fatal para você e não para o outro. Você perderá sua vida junto com o ferrão que será sua arma. ”
Moral da história:
“Aquele que alimenta desejos de vingança atrai sofrimento para si mesmo”.
Em outra fábula sobre a lei do carma, o asno e o lobo reaparecem como personagens:
Certo dia, os dois amigos decidiram tornar-se sócios e saíram ao campo para buscar alimentos. No caminho, encontraram um leão com jeito faminto e feroz. Compreendendo perfeitamente a situação de perigo iminente, o lobo sorriu, avançou com rapidez até o leão e murmurou:
“Se você prometer não me atacar, eu posso trair o asno, e desse modo você o prenderá facilmente.”
O leão concordou, e o lobo atraiu o asno para uma armadilha. Porém, logo depois que o asno foi capturado, o leão atacou furiosamente o lobo e fez dele o seu almoço, preferindo guardar o asno para a refeição seguinte.
A conclusão da história é que “os traidores devem esperar por traição”. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Outra conclusão da fábula é que “os mais fracos fazem bem em unir-se diante dos mais poderosos, sempre que esses abusam do seu poder”. Uma terceira idéia: “devemos ser leais a nossos amigos”.
O carma é um mecanismo complexo. Às vezes ele amadurece imediatamente. Outras vezes é necessário muito tempo. Em todos os casos, o que acontece fica registrado no Akasha ou luz astral e – no momento certo – a justiça cármica retribui a cada um conforme os seus méritos. O carma tem seu próprio ritmo e ele deve ser respeitado. Assim, a busca de vingança pessoal produz maus resultados, conforme conta outra fábula de Esopo:
Muitos anos atrás, um cavalo selvagem possuía um vasto campo de pasto à sua disposição. Certo dia, um cervo invadiu o território e comeu grande parte do alimento. Cego de raiva, o cavalo procurou o homem e pediu sua ajuda para punir o cervo. “Sim, claro”, disse o homem. “Mas, para isso, eu preciso colocar um freio em sua boca e montar sobre suas costas. Assim poderei punir o cervo.” O cavalo concordou, e o homem montou nele. Desde aquele dia, ao invés de obter sua vingança, o cavalo ficou escravo do homem.
A moral da história é que, “buscando vingança, você perde sua liberdade”.
De fato, o rancor pode ser uma grande prisão psicológica – e para alguns, inclusive, uma prisão perpétua. Mas o otimismo, o desapego e o sentimento solidário libertam a alma de sofrimentos.
A lei do carma rege a todos os seres, tanto física quanto mental e espiritualmente. Cada pessoa tem um Carma Mental que produz resultados em seu próprio nível. Nossos hábitos de pensamento são nosso carma, porque criam nossa maneira de ver o mundo – e de viver. O pensamento influencia decisivamente cada aspecto da vida. Aquele que busca enganar outras pessoas pode obter vantagens externas de curto prazo, porém adquire inevitavelmente um mau carma correspondente no plano mental, onde tudo é mais durável que nos planos inferiores da realidade. As vantagens pessoais obtidas por meios injustos são colocadas dentro de uma atitude mental negativa. Na verdade, elas surgem de uma atitude mental negativa e a reforçam. O mentiroso perde o sentido da realidade, e assim atrai sofrimento para si mesmo. Em compensação, a opção pela sinceridade é uma fonte de bênção, a médio e longo prazo, embora a curto prazo possa trazer conseqüências incômodas. A história de um lenhador que jamais mentia demonstra essa verdade.
Conta Esopo:
Cortando uma árvore na beira de um rio, um lenhador deixou seu machado cair na água. Desesperado ao ver que perdera seu instrumento de trabalho, ele sentou à margem do rio e começou a chorar. Mas o rio pertencia ao deus Mercúrio, que teve compaixão do lenhador. Mercúrio voou até o local e mergulhou no rio. Pouco depois, emergiu da água com um machado de ouro e perguntou ao lenhador:
“Esse é o seu machado?”
O homem disse que não. Mercúrio mergulhou pela segunda vez e voltou com um machado de prata:
“É seu?”
E o lenhador disse que não.
Então Mercúrio mergulhou pela terceira vez, trouxe o machado do lenhador, entregou-o e, como presentes, deixou com ele também os machados de ouro e de prata.
No dia seguinte, o homem contou aos seus amigos o que acontecera. Um deles decidiu fazer uma experiência: foi ao mesmo lugar do rio, deixou seu machado cair na água intencionalmente, e então começou a chorar. Mercúrio não tardou a aparecer. O deus de pés alados mergulhou nas águas e, ao voltar, apresentou-lhe um machado de ouro, perguntando se era dele.
“Sim, esse mesmo”, mentiu de imediato o lenhador, estendendo o braço para agarrar o objeto precioso.
Indignado com a insinceridade, Mercúrio não lhe entregou o machado de ouro, e tampouco lhe devolveu o seu machado comum de ferro e madeira.
Moral da história: “em todas as situações, a melhor estratégia é a honestidade”.
De fato, a vida testa a cada momento a nossa decisão de agir corretamente. O uso da atenção e da perseverança permite identificar as sutis relações de causa e efeito que ligam a ignorância espiritual ao sofrimento físico e emocional.
Assim podemos perceber que cada um é senhor de seu destino – que cada ser provoca a sua própria felicidade ou seu sofrimento – e fica um pouco mais fácil percorrer o caminho ao autoconhecimento.
FONTE: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=424
Deixo-vos esta petição, pois que ligada ao tema de hoje (se lerdes, vereis).
Auteur :Lutte d'une maman pour toutes les mamans!
Description :Pour une loi qui respecte vraiment l'intêret de l'enfant!
A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République
Devant le grand nombre d'enfants soumis à un mode de garde qui, dans la majeure partie des cas, ne respecte vraiment ses intêrets (je parle, evidemment, de la garde alternée), cette pétition vient juste vous rappeler quelques faits qu'on a tendance à oublier.
Il me semble, Messieurs, que de nos jours nous vivons une nouvelle inquisition, sauf que cette fois on n'accuse pas les femmes d'être des sorcières: on les accuse d'être des mauvaises mères, sans aucun respect pour les intêrets et les désirs de ses enfants! Ce qui est tout à fait faux.
Et, dans cette croyance, au lieu de nous mettre au feu, on nous enlève nos enfants.Ce qui est encore pire, croyez-moi.
Les principales victimes? Les enfants, bien sûr.
D'abord, saviez-vous qu'un bon nombre de mères sont, en fait, pour cette garde, en dépit de la mauvaise relation qu'elles ont vécu avec le père de ses enfants?
Mais est-ce que-on se demande bien- la pratique de la garde partagée a les avantages qu'on lui reconnait?
Je n'entends parler que des statistiques. Or, comme dit l'expression, il existe les mensonges, des grosses mensonges... et les statistiques! C'est-à-dire que la réalité est bien toute une autre que celle que nous présentent les statistiques.
Comment considérer l'attitude d'un père qui veut absolument prendre sa moitié -ou la partie toute entière- de son enfant, encore tout petit, sans même penser aux conséquences? On dit qu'il y a des enfants traumatisés par les attitudes de leur mère(?!) On ne parle pas des enfants traumatisés par la séparation forcée de leur mère. On dit qu'ils s'adaptent bien à cette séparation, alors que, en vérité, ils s'accomodent. Ce n'est pas la même chose.
S'il est vrai que le temps ne se passe pas de la même façon pour un enfant,surtout quand il est encore petit (et donc, 15 jours éloigné de son père peut lui ressembler trop long), le même se passe pour un nourrison qui est éloigné toute une journée de sa mère. Et même pour des enfants plus âgés. L'enfant semble être bien tranquille, mais il ne l'ai pas. D'habitude les conséquences de cette séparation ne parviennent que quelques années plus tard, parfois dans l'adolescence.
A présent, je vois des enfants qui deviennent cyberdépendants, et d'autres qui succent le doigt. Des enfants dans des familles recomposées, qui n'y trouvent pas sa place, se sentent souvent à l'ecart. Ça, ce n'est pas des statistiques. C'est bien la réalité que nous avons devant les yeux.
Quand on sépare un chiot de sa progéniteure, l'animal pleure pendant des jours. Il veut sa maman. Puis il se tait. Il s'est accomodé a cette séparation forcée. Il ne l'a forcement pas acceptée, comme nous le jugeons.
Le même pour les humains. La seule différence c'est qu'un nourrison dépend encore plus de sa maman que les petits animaux dans d'autres espèces, vue sa fragilité.
On me reproche la comparaison que je fais souvent entre la mère humaine et les autres femelles, dans d'autres espèces. Et, pourtant, de l'autre côté, celui qui défend l'egalité père/mère, on nous présente souvent des espèces où le rôle est partagé entre les deux progéniteurs... Sauf qu'il s'agit des espèces qui pondent des oeufs, et qui n'ont, donc, aucun lien avec la nôtre. Le seul lien qu'on y trouve c'est l'instinct de protection, qu'on voit aussi chez les mamifères. Les humains, aussi, l'ont.
Alors, que peut-on reprocher à une mère qui protège ses enfants? Rien, en effet. Au contraire.
Et pour le fait de protéger ses enfants, le tribunal décide de les enlever. On les place chez le père.
Il serait plutôt important d'envisager une loi qui respecte VRAIMENT l'intêret de l'enfant. Comme disait quelqu'un -et je le trouve bien- ce n'est pas l'enfant qui doit s'adapter à l'adulte, mais l'adulte à l'enfant. Et donc, les lois se doivent adapter à ses intêrets, n'oubliant pas que l'enfant a des sentiments, des envies, qu'on doit absolument -sauf rares exceptions-respecter.
L'egalité -les spécialistes d'enfants le disent souvent- ne se fait de la même manière et dans un même temps, donc un père ne peut pas exiger une parcelle de 50%, sachant qu' un nourrison et l'enfant encore petit n'a pas des besoins de 50/50. Son cerveau ne marche pas comme ça. Surtout, il ne marche pas tel comme on veut. La loi de Salomon nous montre bien qu'on peut pas le couper en deux, cela disant, on peut pas partager moitié-moitié.
Est-ce qu'on restera aveugles? Ou bien, nous agisserons pour le vrai intêret de l'enfant?
Ce n'est pas les conditions matérielles qui importent le plus. Ce qui importe vraiment c'est d'être sensible à ses besoins.
Réfléchissez bien, Messieurs. Car vous avez dans vos mains nos enfants, notre futur. Et selon vous agissez, vous l'aurez.
Veuillez agréer, Messieurs, l'assurance de mes salutations distinguées.
Está em:
http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html
sábado, 4 de dezembro de 2010
O CASO ISABELLA É APENAS UM DOS MUITOS CASOS QUE EXISTEM!
Isabella foi morta num fim de semana que passava com o pai e a madrasta.
Esta não a queria lá. Ele não aguentou a pressão.
Se esta madrasta não aguentou dois dias, o que irá acontecer a umas quantas crianças que sejam obrigadas a passar mais do que dois dias com pessoas que não os querem lá, nem sequer têm competência para as ter consigo?
Em que é que a lei da guarda compartilhada (e outras leis que tais, como a de dar a guarda ao progenitor que apresentar melhores condições ou aquela que penaliza a criança que sofrer da suposta Síndrome de Alienação Parental) irá beneficiar estas crianças, salvaguardando-as do perigo?
Imaginem agora os casos em que a guarda da criança é revertida a favor do pai, ficando a criança a cargo de quem não é capaz de os amar, esse pai e a madrasta (pode também ser a mãe e o padrasto). Quem as protege?
Os casos que eu tenho visto -infelizmente esses casos vão crescendo de dia para dia- é de mães que são acusadas de alienadoras (regra geral quando denunciam o pai por prática de actos violentos sobre a criança), sendo impedidas de contactar com os filhos, cuja guarda acaba sendo revertida a favor do pai.
Na maior parte destes casos, a criança, quando separada da mãe, sofre um enorme trauma emocional. Algumas acabaram por ser mortas, às mãos do próprio pai e da madrasta. Os casos que conhecemos não me desmentem.
Eu condeno toda a mãe que maltrate os seus filhos. Se não os quer, se acha que estes são um impecilho, então que os deixe com o pai (se merecedor) ou com outra pessoa (seja da família, seja uma 3ª pessoa). É a atitude mais digna que essa mãe pode ter.
Outras mães deixam os filhos, não porque não os amem, mas porque consideram que estão melhor entregues a essa pessoa. Louvo-as, por tamanho sacrifício.
Este blog existe para defender as mães que amam e que protegem os seus filhos. Mães que não merecem aquilo que a justiça lhes está a fazer, a elas e aos seus filhos.
Serve este blog para denunciar os casos de justiça em que mães e filhos (principalmente estes) foram os maiores prejudicados pela decisão de quem supostamente pretende defender o Superior Interesse das Crianças.
Serve este blog para abrir os olhos de quem ainda julga que os interesses das nossas crianças passa por separá-las da mãe, porque o pai terá melhores condições para criá-las.
Não é por aí, e vós bem o sabeis.
Esta não a queria lá. Ele não aguentou a pressão.
Se esta madrasta não aguentou dois dias, o que irá acontecer a umas quantas crianças que sejam obrigadas a passar mais do que dois dias com pessoas que não os querem lá, nem sequer têm competência para as ter consigo?
Em que é que a lei da guarda compartilhada (e outras leis que tais, como a de dar a guarda ao progenitor que apresentar melhores condições ou aquela que penaliza a criança que sofrer da suposta Síndrome de Alienação Parental) irá beneficiar estas crianças, salvaguardando-as do perigo?
Imaginem agora os casos em que a guarda da criança é revertida a favor do pai, ficando a criança a cargo de quem não é capaz de os amar, esse pai e a madrasta (pode também ser a mãe e o padrasto). Quem as protege?
Os casos que eu tenho visto -infelizmente esses casos vão crescendo de dia para dia- é de mães que são acusadas de alienadoras (regra geral quando denunciam o pai por prática de actos violentos sobre a criança), sendo impedidas de contactar com os filhos, cuja guarda acaba sendo revertida a favor do pai.
Na maior parte destes casos, a criança, quando separada da mãe, sofre um enorme trauma emocional. Algumas acabaram por ser mortas, às mãos do próprio pai e da madrasta. Os casos que conhecemos não me desmentem.
Eu condeno toda a mãe que maltrate os seus filhos. Se não os quer, se acha que estes são um impecilho, então que os deixe com o pai (se merecedor) ou com outra pessoa (seja da família, seja uma 3ª pessoa). É a atitude mais digna que essa mãe pode ter.
Outras mães deixam os filhos, não porque não os amem, mas porque consideram que estão melhor entregues a essa pessoa. Louvo-as, por tamanho sacrifício.
Este blog existe para defender as mães que amam e que protegem os seus filhos. Mães que não merecem aquilo que a justiça lhes está a fazer, a elas e aos seus filhos.
Serve este blog para denunciar os casos de justiça em que mães e filhos (principalmente estes) foram os maiores prejudicados pela decisão de quem supostamente pretende defender o Superior Interesse das Crianças.
Serve este blog para abrir os olhos de quem ainda julga que os interesses das nossas crianças passa por separá-las da mãe, porque o pai terá melhores condições para criá-las.
Não é por aí, e vós bem o sabeis.
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O CÚMULO DOS CÚMULOS!
Esta cena é apenas fictícia.
Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.
Num tribunal apresenta-se uma mulher, que acaricia o seu ventre grávido, e o seu ex-companheiro, pai da criança que irá nascer. Procuram saber, junto do juíz, a quem caberá a guarda da criança.
Assim fala o magistrado:
-Determino que a criança fique, pelos meses que lhe faltam, à guarda da mãe. Logo após o nascimento, passará a ficar à guarda do pai que reune, a meu ver, as melhores condições. E sendo a amamentação recomendada, mas não essencial à sobrevivência da criança, determino que a mesma fique a cargo do pai. A mãe pode, se assim quiser, pôr ao dispôr do pai o seu próprio leite. De resto, poderá também visitar a criança sempre que queira -dentro das disponibilidades do pai e respeitando, é claro, os hábitos da criança-, sendo que eventualmente esta poderá sair ou pernoitar com a mãe.
O cúmulo dos cúmulos, direis.
E eu digo-vos que se ainda não chegamos a este cúmulo, a caminho vamos.
Lê e assina esta petição:
MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR, em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
LEITURA RECOMENDADA:
http://anilisboa.sites.uol.com.br/art001.htm
(vá avançando, sempre no final da página, para o assunto seguinte,e verá artigos bem interessantes)
Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.
Num tribunal apresenta-se uma mulher, que acaricia o seu ventre grávido, e o seu ex-companheiro, pai da criança que irá nascer. Procuram saber, junto do juíz, a quem caberá a guarda da criança.
Assim fala o magistrado:
-Determino que a criança fique, pelos meses que lhe faltam, à guarda da mãe. Logo após o nascimento, passará a ficar à guarda do pai que reune, a meu ver, as melhores condições. E sendo a amamentação recomendada, mas não essencial à sobrevivência da criança, determino que a mesma fique a cargo do pai. A mãe pode, se assim quiser, pôr ao dispôr do pai o seu próprio leite. De resto, poderá também visitar a criança sempre que queira -dentro das disponibilidades do pai e respeitando, é claro, os hábitos da criança-, sendo que eventualmente esta poderá sair ou pernoitar com a mãe.
O cúmulo dos cúmulos, direis.
E eu digo-vos que se ainda não chegamos a este cúmulo, a caminho vamos.
Lê e assina esta petição:
MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR, em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300
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(vá avançando, sempre no final da página, para o assunto seguinte,e verá artigos bem interessantes)
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
DAS MÃES QUE SE ESQUECEM QUE O SÃO, PARA FICAR DO LADO DO FILHO!
Como pode uma mãe esquecer-se que o é, se ela, como qualquer mãe, está sempre do lado do filho?
Evidentemente, mãe que é mãe não quer ver filho nenhum sofrer, e bate-se pelos seus direitos, os do filho e os dela (enquanto avó).
Uma mãe protege e defende os seus filhos.
Esquece-se porém que é mãe, e que não lhe seria fácil suportar aquilo que ela agora exige à nora, que também é mãe.
Eis então o outro grupo de mulheres que defende a lei da guarda compartilhada: as mães dos senhores, nossas ex-sogras.
Haverá uma ou outra com um comportamento diferente, disposta a entender o lado de uma outra mãe, a sua ex-nora. Temo porém que sejam poucas.
Quanto aos ex-sogros (o pai de cada um dos membros do ex-casal), regra geral não tomam uma posição tão clara. Se a tomam é quase sempre impelidos pela sua mulher. No caso de ser pai do membro feminino, é provável que adopte uma posição mais definida, pois nenhum pai gosta de ver a sua filha sofrer.
Além disso, o ex-sogro entende que o lugar das crianças é junto da mãe (se esta for merecedora, claro). Ele só pede que esta lhe permita o convívio com os netos, nada mais.
Para se ter uma ideia do quanto a figura da mãe nos marca e nos acompanha toda a vida, vou contar-vos dois ou três episódios que aconteceram num programa que eu acompanho aqui. O programa chama-se TOURNER MANÈGE.
Basicamente é um programa que se destina a formar novos casais. Os pretendentes, sem nunca se verem, vão fazendo perguntas, eliminando aqueles cujas respostas não sejam do agrado.
Ora um destes dias, ainda no início do programa, o telemóvel de um dos pretendentes masculinos pôs-se a tocar. O apresentador, sempre na graça, perguntava quem seria. E o rapaz respondeu " Acho que é a minha mãe!". Evidentemente foi o primeiro a ser eliminado.
No programa de ontem, a coisa foi ainda mais interessante. O pretendente masculino, que acabou por ser o escolhido, havia dito -numa das suas respostas- que a mãe dele teria um feitio muito especial. Ao menos foi sincero.
No final do encontro com a rapariga -à parte o físico dela, que não foi muito do seu agrado- ele disse que não lhe agradava muito esta relação de grande cumplicidade que a miúda (só tinha 22 anos) tinha com a mãe, seja a nível profissional (ambas geriam um negócio), seja no privado, pois a moça via na mãe a sua melhor confidente.
Parece que todos temem a sua sogra, ou ex-sogra.
Particularmente a nora.
Um braço de ferro entre duas mães, ambas com o mesmo propósito:
defender, com todas as suas forças, os seus filhos.
Não tenho nenhum filho, apenas duas filhas. Mas eu prometi a mim mesma que se o tiver, por muito que eu o ame, nunca agirei contra a minha ex-nora.
O amor de mãe fala mais alto, eu sei. Mas quem sou eu para arrancar os filhos dos braços de uma mãe? Tendo eu passado por isso, e sabendo o quanto se sofre, jamais poderei fazer o mesmo a outra mãe.
Convido-vos à leitura deste texto.
Coluna da Amandica: Nora x Sogra, precisa mesmo ser tão difícil?
14/08/2010
Na coluna da Amandica, a psicóloga Karina Alvarez fala sobre a relação tão delicada Nora x Sogra.
Sabemos que esta relação muitas vezes pode ser um vulcão em ebulição....mas será que precisa ser assim mesmo? E o dia em que você for mãe de um menino lindo, como será com sua nora? Que conflitos ocultos permeiam essa relação?
Eis que o bebê nasce, a mãe passa a viver 24 horas ligada naquela criatura, o tempo vai passando e a criança vai crescendo, dificilmente a mãe se dá conta disso até ele apresentar: - Mãe, essa é a fulana, minha namorada. Namorada? Como assim, se ontem mesmo ela preparou o mingau do filhinho. E assim começa uma relação nora x sogra sujeita a chuvas e trovoadas.
Por um lado a namorada/noiva/esposa espera que o namorado/noivo/marido assuma sua própria família e do outro a sogra não admite que ele deixe seu papel de filho.
Na vida nós ocupamos diversos “cargos”: pai, mãe, filho, filha, namorada, esposa, marido, tia, irmão. Isso sem falar no lado profissional. E cada uma desses papéis convivem dentro de nós. Para as mães, eles nunca deixarão de ser seus filhinhos e nem tem que deixar de ser, desde que o filhinho assuma suas responsabilidades e “cresça” quando está em uma relação, e a sua mãe incentive isso, mesmo que quando ele visite a mamãe ela faça seu pratinho na hora do almoço. E o que é que tem de mais?
É tudo uma questão de equilíbrio. Esse cabo de guerra muitas vezes é superado com concessões de ambos os lados. Existem sim muitas relações conflituosas nora x sogra, mas também há conhecimento de relações tão bonitas desse tipo que nos fazem acreditar que com um pouquinho de paciência e tolerância de ambas as partes a família tende a crescer e não rachar ao meio.
O homem fica no meio de dois pólos importantíssimos de sua vida, a mulher que ele escolheu e a mãe, nenhuma pode em absoluto ocupar o lugar da outra, isso não existe e quando se aceita essa condição tudo se torna mais fácil. Se o respeito predominar e cada uma respeitar o espaço da outra esses dois pólos não precisarão ser opostos e sim complementares.
Características pessoais de personalidade influenciam e muito nessa relação assim como em todas as outras e é exatamente nisso que deve-se estar atento, certamente o domínio que a sogra exerce sobre o filho é apenas um reflexo do seu comportamento de um modo geral.
As noras certamente não sabem como é difícil abrir mão de um filho para que ele vá viver com outra pessoa, mas elas um dia saberão, pois terão os seus próprios filhos e as sogras um dia também já passaram por situação semelhante ao se casarem com filhos de outras mulheres. Existem sogras que aprenderam com sua própria experiência e procuram fazer diferente em sua relação com as noras. E as noras, que um dia serão sogras, também terão essa oportunidade. É um ciclo sem fim. Essa é a reflexão que deve estar aberta nessa relação. Não existe vítima ou vilão, apenas duas pessoas exercendo papéis da forma como a vida ensinou a elas. A receita para melhorar essa relação? Paciência, muita paciência de ambos os lados, uma pitada de bom humor, rir da vida é o melhor remédio, saber ceder as vezes e lembrar que no meio disso tudo existe um homem que não saberia escolher entre um lado e outro.
Karina Alvarez
Psicóloga Cognitivo-Comportamental
Santos - SP
kakaalvarez@gmail.com
Beijos carinhosos da Amandica!
Amandica é Colunista do SeuEvento.net São Paulo (www.amandicaindica.com.br)
FONTE: http://www.seuevento.net.br/sao-paulo/artigos-e-dicas/14/08/2010/coluna-da-amandica-nora-x-sogra-precisa-mesmo-ser-tao-dificil/
Evidentemente, mãe que é mãe não quer ver filho nenhum sofrer, e bate-se pelos seus direitos, os do filho e os dela (enquanto avó).
Uma mãe protege e defende os seus filhos.
Esquece-se porém que é mãe, e que não lhe seria fácil suportar aquilo que ela agora exige à nora, que também é mãe.
Eis então o outro grupo de mulheres que defende a lei da guarda compartilhada: as mães dos senhores, nossas ex-sogras.
Haverá uma ou outra com um comportamento diferente, disposta a entender o lado de uma outra mãe, a sua ex-nora. Temo porém que sejam poucas.
Quanto aos ex-sogros (o pai de cada um dos membros do ex-casal), regra geral não tomam uma posição tão clara. Se a tomam é quase sempre impelidos pela sua mulher. No caso de ser pai do membro feminino, é provável que adopte uma posição mais definida, pois nenhum pai gosta de ver a sua filha sofrer.
Além disso, o ex-sogro entende que o lugar das crianças é junto da mãe (se esta for merecedora, claro). Ele só pede que esta lhe permita o convívio com os netos, nada mais.
Para se ter uma ideia do quanto a figura da mãe nos marca e nos acompanha toda a vida, vou contar-vos dois ou três episódios que aconteceram num programa que eu acompanho aqui. O programa chama-se TOURNER MANÈGE.
Basicamente é um programa que se destina a formar novos casais. Os pretendentes, sem nunca se verem, vão fazendo perguntas, eliminando aqueles cujas respostas não sejam do agrado.
Ora um destes dias, ainda no início do programa, o telemóvel de um dos pretendentes masculinos pôs-se a tocar. O apresentador, sempre na graça, perguntava quem seria. E o rapaz respondeu " Acho que é a minha mãe!". Evidentemente foi o primeiro a ser eliminado.
No programa de ontem, a coisa foi ainda mais interessante. O pretendente masculino, que acabou por ser o escolhido, havia dito -numa das suas respostas- que a mãe dele teria um feitio muito especial. Ao menos foi sincero.
No final do encontro com a rapariga -à parte o físico dela, que não foi muito do seu agrado- ele disse que não lhe agradava muito esta relação de grande cumplicidade que a miúda (só tinha 22 anos) tinha com a mãe, seja a nível profissional (ambas geriam um negócio), seja no privado, pois a moça via na mãe a sua melhor confidente.
Parece que todos temem a sua sogra, ou ex-sogra.
Particularmente a nora.
Um braço de ferro entre duas mães, ambas com o mesmo propósito:
defender, com todas as suas forças, os seus filhos.
Não tenho nenhum filho, apenas duas filhas. Mas eu prometi a mim mesma que se o tiver, por muito que eu o ame, nunca agirei contra a minha ex-nora.
O amor de mãe fala mais alto, eu sei. Mas quem sou eu para arrancar os filhos dos braços de uma mãe? Tendo eu passado por isso, e sabendo o quanto se sofre, jamais poderei fazer o mesmo a outra mãe.
Convido-vos à leitura deste texto.
Coluna da Amandica: Nora x Sogra, precisa mesmo ser tão difícil?
14/08/2010
Na coluna da Amandica, a psicóloga Karina Alvarez fala sobre a relação tão delicada Nora x Sogra.
Sabemos que esta relação muitas vezes pode ser um vulcão em ebulição....mas será que precisa ser assim mesmo? E o dia em que você for mãe de um menino lindo, como será com sua nora? Que conflitos ocultos permeiam essa relação?
Eis que o bebê nasce, a mãe passa a viver 24 horas ligada naquela criatura, o tempo vai passando e a criança vai crescendo, dificilmente a mãe se dá conta disso até ele apresentar: - Mãe, essa é a fulana, minha namorada. Namorada? Como assim, se ontem mesmo ela preparou o mingau do filhinho. E assim começa uma relação nora x sogra sujeita a chuvas e trovoadas.
Por um lado a namorada/noiva/esposa espera que o namorado/noivo/marido assuma sua própria família e do outro a sogra não admite que ele deixe seu papel de filho.
Na vida nós ocupamos diversos “cargos”: pai, mãe, filho, filha, namorada, esposa, marido, tia, irmão. Isso sem falar no lado profissional. E cada uma desses papéis convivem dentro de nós. Para as mães, eles nunca deixarão de ser seus filhinhos e nem tem que deixar de ser, desde que o filhinho assuma suas responsabilidades e “cresça” quando está em uma relação, e a sua mãe incentive isso, mesmo que quando ele visite a mamãe ela faça seu pratinho na hora do almoço. E o que é que tem de mais?
É tudo uma questão de equilíbrio. Esse cabo de guerra muitas vezes é superado com concessões de ambos os lados. Existem sim muitas relações conflituosas nora x sogra, mas também há conhecimento de relações tão bonitas desse tipo que nos fazem acreditar que com um pouquinho de paciência e tolerância de ambas as partes a família tende a crescer e não rachar ao meio.
O homem fica no meio de dois pólos importantíssimos de sua vida, a mulher que ele escolheu e a mãe, nenhuma pode em absoluto ocupar o lugar da outra, isso não existe e quando se aceita essa condição tudo se torna mais fácil. Se o respeito predominar e cada uma respeitar o espaço da outra esses dois pólos não precisarão ser opostos e sim complementares.
Características pessoais de personalidade influenciam e muito nessa relação assim como em todas as outras e é exatamente nisso que deve-se estar atento, certamente o domínio que a sogra exerce sobre o filho é apenas um reflexo do seu comportamento de um modo geral.
As noras certamente não sabem como é difícil abrir mão de um filho para que ele vá viver com outra pessoa, mas elas um dia saberão, pois terão os seus próprios filhos e as sogras um dia também já passaram por situação semelhante ao se casarem com filhos de outras mulheres. Existem sogras que aprenderam com sua própria experiência e procuram fazer diferente em sua relação com as noras. E as noras, que um dia serão sogras, também terão essa oportunidade. É um ciclo sem fim. Essa é a reflexão que deve estar aberta nessa relação. Não existe vítima ou vilão, apenas duas pessoas exercendo papéis da forma como a vida ensinou a elas. A receita para melhorar essa relação? Paciência, muita paciência de ambos os lados, uma pitada de bom humor, rir da vida é o melhor remédio, saber ceder as vezes e lembrar que no meio disso tudo existe um homem que não saberia escolher entre um lado e outro.
Karina Alvarez
Psicóloga Cognitivo-Comportamental
Santos - SP
kakaalvarez@gmail.com
Beijos carinhosos da Amandica!
Amandica é Colunista do SeuEvento.net São Paulo (www.amandicaindica.com.br)
FONTE: http://www.seuevento.net.br/sao-paulo/artigos-e-dicas/14/08/2010/coluna-da-amandica-nora-x-sogra-precisa-mesmo-ser-tao-dificil/
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O NOSSO PRIMEIRO E GRANDE AMOR, AQUELE QUE NUNCA SE ESQUECE!
O primeiro amor domina a mente. Todo o resto perde a importância.
Todos nós buscamos repetir a sensação de completude que experimentamos com nossa mãe e é no amor que realizamos esse sonho. Quando o encontramos, nada mais - trabalho, escola, família, amigos - importa. Só queremos viver aquele prazer. Quem já o conhece sabe o quanto é bom. E é por isso que pode compreender os apaixonados de primeira viagem. Leniza Castello Branco
"Se você quer ser minha namorada/ Ah, que linda namorada você poderia ser..." A famosa canção de Carlos Lyra (69) e Vinicius de Moraes (1913-1980) nos faz pensar na paixão, esse acontecimento que vira nossas vidas pelo avesso, toma conta de nós e também traz alegria, criatividade, vida, enfim. Uma força que nos faz pensar que o mundo é nosso, que nos leva a escrever poesias, compor, cantar, que colore nossas vidas. Não há sentimento tão prazeroso quanto estar amando, ainda mais pela primeira vez. Se somos correspondidos, nos sentimos no nirvana, no paraíso. Quem não se lembra da sensação? É por isso que procuramos compreender nossos amigos, nossos filhos, quando eles, extasiados com essa experiência, até se esquecem da gente.
Quando nos apaixonamos, nosso amor é o centro do mundo, nada toma seu lugar em nossos pensamentos, nem trabalho, nem família ou amigos. A paixão é quase incontrolável. Até a pessoa mais racional e prática se torna um pouco obsessiva. Somos tomados por uma imensa energia, e capazes de qualquer sacrifício por nosso amado. Junto com isso, um desejo intenso de estar junto, de partilhar pensamentos, idéias. Aos amigos, falamos o tempo todo sobre o quanto somos parecidos com o nosso amor, sobre o que planejamos fazer juntos. Alguns se incomodam com a repetição do assunto, mas a maioria tolera e se diverte com a paixão do amigo. A felicidade de quem ama contagia quem está perto. Apenas um medo se faz presente: o de perder esse grande amor e, com ele, esse estado inebriante.
Vários mitos e tradições contam que "no princípio, era o paraíso". Isso pode refletir o estado paradisíaco que o bebê vive no útero materno, quando ele e a mãe são um só. Imerso na quietude, na felicidade plena, ele recebe tudo o que precisa: alimento, calor, conforto. O nascimento quebra a harmonia. Expulso do ventre, o bebê passa por tensões e sofrimento, começa a enfrentar o mundo lá fora. Ele já nasce chorando, parece que pressente o que o espera. O trauma do nascimento é muito forte.
A presença da mãe o acalma. Quando ela se afasta, vem o medo, a ansiedade. A vida toda buscamos alguém que nos dê outra vez essa sensação de completude. E é nos braços do ser amado que vivemos de novo tal delícia. Não é à toa que namorados se tratam como bebês, cheios de tatibitate. E como os bebês, que se sentem desamparados sem a mãe, também os amantes se sentem perdidos quando longe um do outro.
O primeiro amor, então, nos faz poderosos. Quanto maiores as dificuldades para realizá-lo, maior ele fica. Há experiências que provam isso, mas não precisamos de provas para falar do que todo mundo já sentiu. Além do mais, temos Romeu e Julieta, Tristão e Isolda e tantos outros amores da história e da literatura - alguns não passam de lendas, mas pouco importa - para confirmar a energia que nos traz o amor.
Quem é que pode não se lembrar das fantasias, dos sonhos, dos planos do primeiro amor? Correspondido ou não, impossível, platônico, violento ou doce, ele será sempre inesquecível. E é por isso que podemos compreender o primeiro amor dos outros. E até ficar felizes com ele.
Leniza Castello Branco, psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). E-mail: eniza@castellobranco.com
FONTE: http://www.caras.com.br/edicoes/771/textos/o-primeiro-amor-domina-a-mente-todo-o-resto-perde-a-importancia/
Vem isto muito a propósito do que eu ia hoje a pensar na rua (a pequena pensa, mesmo com 4 biliões de neurónios a menos).
Suponhamos que um homem conhece uma mulher e que passa com ela 9 magníficos meses. Depois dá-se uma separação, mas não total. Eles ainda se vêem durante uns tempos. Olham-se, tocam-se, beijam-se. Entre eles há um sentimento mágico, profundo. Um vê o mundo pelos olhos do outro.
Um amor assim, o grande amor da vida de alguém, não se esquece.
Porém, o primeiro e grande amor da vida deste homem e desta mulher foi a sua mãe (deles). E é através desse primeiro amor que nascemos para a vida, prontos a amar também o outro.
Quando um bébé nasce, ele já ama alguém: a sua mãe. Já a conhece.
E esta já o ama e conhece como ninguém.
É pelos olhos de sua mãe que o bébé aprende a conhecer e a amar o pai.
O contrário não acontece, pois, estando pai e mãe igualmente presentes na vida deste novo ser, nunca um bébé pode conhecer a mãe através dos olhos do pai.
Logo, aqueles que dizem que, tirando a amamentação, pai e mãe estão em pé de igualdade, enganam-se a eles próprios, pois ninguém pode fazer uma mãe e um filho esquecer este amor que os une desde o princípio. São 9 meses de magia que se prolongam por toda a vida.
E os que se admiram por os juízes privilegiarem as mães, só têm que se lembrar desta grande verdade:
A mãe é, e será sempre, o primeiro e grande amor da vida de cada um de nós.
ASSINA ESTA PETIÇÃO em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!
Destinatário: Assembleia da República
"As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde
É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.
Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.
Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza. Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.
Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?
Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.
Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.
É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.
Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.
É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.
Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.
Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental"
Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?
Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.
Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.
Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.
Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.
Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!
Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).
Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!
Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.
Sigamos as leis naturais.
O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.
É isso que importa.
No superior interesse da criança!
Ressalvo que quando escrevi esta petição desconhecia que a chamada "Síndrome de Alienação Parental" até hoje não é reconhecida pela OMS.
Todos nós buscamos repetir a sensação de completude que experimentamos com nossa mãe e é no amor que realizamos esse sonho. Quando o encontramos, nada mais - trabalho, escola, família, amigos - importa. Só queremos viver aquele prazer. Quem já o conhece sabe o quanto é bom. E é por isso que pode compreender os apaixonados de primeira viagem. Leniza Castello Branco
"Se você quer ser minha namorada/ Ah, que linda namorada você poderia ser..." A famosa canção de Carlos Lyra (69) e Vinicius de Moraes (1913-1980) nos faz pensar na paixão, esse acontecimento que vira nossas vidas pelo avesso, toma conta de nós e também traz alegria, criatividade, vida, enfim. Uma força que nos faz pensar que o mundo é nosso, que nos leva a escrever poesias, compor, cantar, que colore nossas vidas. Não há sentimento tão prazeroso quanto estar amando, ainda mais pela primeira vez. Se somos correspondidos, nos sentimos no nirvana, no paraíso. Quem não se lembra da sensação? É por isso que procuramos compreender nossos amigos, nossos filhos, quando eles, extasiados com essa experiência, até se esquecem da gente.
Quando nos apaixonamos, nosso amor é o centro do mundo, nada toma seu lugar em nossos pensamentos, nem trabalho, nem família ou amigos. A paixão é quase incontrolável. Até a pessoa mais racional e prática se torna um pouco obsessiva. Somos tomados por uma imensa energia, e capazes de qualquer sacrifício por nosso amado. Junto com isso, um desejo intenso de estar junto, de partilhar pensamentos, idéias. Aos amigos, falamos o tempo todo sobre o quanto somos parecidos com o nosso amor, sobre o que planejamos fazer juntos. Alguns se incomodam com a repetição do assunto, mas a maioria tolera e se diverte com a paixão do amigo. A felicidade de quem ama contagia quem está perto. Apenas um medo se faz presente: o de perder esse grande amor e, com ele, esse estado inebriante.
Vários mitos e tradições contam que "no princípio, era o paraíso". Isso pode refletir o estado paradisíaco que o bebê vive no útero materno, quando ele e a mãe são um só. Imerso na quietude, na felicidade plena, ele recebe tudo o que precisa: alimento, calor, conforto. O nascimento quebra a harmonia. Expulso do ventre, o bebê passa por tensões e sofrimento, começa a enfrentar o mundo lá fora. Ele já nasce chorando, parece que pressente o que o espera. O trauma do nascimento é muito forte.
A presença da mãe o acalma. Quando ela se afasta, vem o medo, a ansiedade. A vida toda buscamos alguém que nos dê outra vez essa sensação de completude. E é nos braços do ser amado que vivemos de novo tal delícia. Não é à toa que namorados se tratam como bebês, cheios de tatibitate. E como os bebês, que se sentem desamparados sem a mãe, também os amantes se sentem perdidos quando longe um do outro.
O primeiro amor, então, nos faz poderosos. Quanto maiores as dificuldades para realizá-lo, maior ele fica. Há experiências que provam isso, mas não precisamos de provas para falar do que todo mundo já sentiu. Além do mais, temos Romeu e Julieta, Tristão e Isolda e tantos outros amores da história e da literatura - alguns não passam de lendas, mas pouco importa - para confirmar a energia que nos traz o amor.
Quem é que pode não se lembrar das fantasias, dos sonhos, dos planos do primeiro amor? Correspondido ou não, impossível, platônico, violento ou doce, ele será sempre inesquecível. E é por isso que podemos compreender o primeiro amor dos outros. E até ficar felizes com ele.
Leniza Castello Branco, psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). E-mail: eniza@castellobranco.com
FONTE: http://www.caras.com.br/edicoes/771/textos/o-primeiro-amor-domina-a-mente-todo-o-resto-perde-a-importancia/
Vem isto muito a propósito do que eu ia hoje a pensar na rua (a pequena pensa, mesmo com 4 biliões de neurónios a menos).
Suponhamos que um homem conhece uma mulher e que passa com ela 9 magníficos meses. Depois dá-se uma separação, mas não total. Eles ainda se vêem durante uns tempos. Olham-se, tocam-se, beijam-se. Entre eles há um sentimento mágico, profundo. Um vê o mundo pelos olhos do outro.
Um amor assim, o grande amor da vida de alguém, não se esquece.
Porém, o primeiro e grande amor da vida deste homem e desta mulher foi a sua mãe (deles). E é através desse primeiro amor que nascemos para a vida, prontos a amar também o outro.
Quando um bébé nasce, ele já ama alguém: a sua mãe. Já a conhece.
E esta já o ama e conhece como ninguém.
É pelos olhos de sua mãe que o bébé aprende a conhecer e a amar o pai.
O contrário não acontece, pois, estando pai e mãe igualmente presentes na vida deste novo ser, nunca um bébé pode conhecer a mãe através dos olhos do pai.
Logo, aqueles que dizem que, tirando a amamentação, pai e mãe estão em pé de igualdade, enganam-se a eles próprios, pois ninguém pode fazer uma mãe e um filho esquecer este amor que os une desde o princípio. São 9 meses de magia que se prolongam por toda a vida.
E os que se admiram por os juízes privilegiarem as mães, só têm que se lembrar desta grande verdade:
A mãe é, e será sempre, o primeiro e grande amor da vida de cada um de nós.
ASSINA ESTA PETIÇÃO em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!
Destinatário: Assembleia da República
"As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde
É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.
Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.
Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza. Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.
Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?
Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.
Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.
É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.
Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.
É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.
Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.
Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental"
Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?
Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.
Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.
Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.
Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.
Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!
Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).
Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!
Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.
Sigamos as leis naturais.
O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.
É isso que importa.
No superior interesse da criança!
Ressalvo que quando escrevi esta petição desconhecia que a chamada "Síndrome de Alienação Parental" até hoje não é reconhecida pela OMS.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
HÁ MULHERES QUE APROVAM A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA NA ESPERANÇA DE QUE ELA MUDE O COMPORTAMENTO DO PAI DOS SEUS FILHOS!
Exactamente como vos digo.
Há muitas mulheres a acreditar que sim, e olhem que não são tão poucas assim.
Tirando as pessoas da família do pai da criança, as ex-mulheres que têm um bom entendimento com o ex-marido e as actuais mulheres ou companheiras destes -para não falar de algumas mulheres casadas que projetam o presente no futuro, numa eterna lua de mel, e os casos crescentes de mães que perderam a guarda para os ex e vêem o acesso aos filhos dificultado- um GRANDE número de mulheres que apoia esta lei tem esperança que ela mude o comportamento do pai dos seus filhos.
São mulheres que vivem angustiadas com o sofrimento dos filhos, diante de um pai que pouco ou nada quer saber deles. Estas mães têm sempre a porta aberta, chamam os ex-companheiros ou ex-maridos para vir buscar as crianças para um passeio ou mesmo para passarem uns dias com o pai, telefonam-lhes a suplicar que digam ao menos uma palavra, e nada. E são elas a dar mil e uma desculpas, tentando manter limpa e viva a imagem do pai. Dói-lhes imenso o coração em ver os filhos sofrer tanto assim.
É o caso de uma pessoa que conheci há algum tempo. Ela pôs o marido fora de casa, depois de saber que este a tinha traído. Nunca o impediu de ver os filhos, antes pelo contrário. Pouco ou nada recebeu para o sustento das crianças, mas isso pouco lhe importa. O que lhe doía era ver um pai a distanciar-se dos filhos, apesar de todos os seus esforços no sentido de manter o contacto entre eles.
Este pai simplesmente não quis.
Pode esta lei obrigar um pai a amar os filhos?
Ainda há pouco tempo eu li um caso de uma filha que pôs o pai na justiça por abandono afectivo (ler o meu post O PREÇO DO ABANDONO AFECTIVO).
A mãe nada teve a ver com a atitude deste pai. E digo isto porque agora é corrente dizer-se que se o pai se afastou, foi certamente por culpa da mãe. Muitas vezes é por culpa dele, e de ninguém mais. Há que deixar de pôr sistematicamente as culpas nos outros, regra geral na mãe.
A Justiça, porém, entendeu que não podia adiantar nada de novo neste caso, pois não se pode obrigar um pai a amar os filhos, a dar-lhes a atenção e o afecto que estes merecem e lhe pedem.
O caso da minha prima é semelhante, à parte que no seu caso o pai não se esquivou. Também ela foi traída, e separou-se. Ficou com a guarda dos filhos, mas estipulou, ela própria, que as crianças estariam com o pai todas as terças, quintas e sábados. Praticam o tipo de guarda alternada, compartilhando as decisões.
Nada disto está no papel. Partiu dela.
Sabe agora que o seu ex-marido se separou da mulher que lhe destruiu o casamento e quase lhe quis tirar a casa, e que encontrou uma nova companheira. Ela congratula-se que os filhos apreciem a nova namorada do pai, pois só lhe interessa o bem-estar dos miúdos.
Informou-se sobre esta mulher, e soube que para além de dois filhos, havia já perdido outros dois. Uma mulher sofrida, portanto, que só conhecera um homem, o pai dos seus filhos. Dirigiu-se ao seu ex-marido e disse-lhe "Aproveita esta segunda oportunidade que a vida te dá. Não faças a esta o que me fizeste a mim".
Admiro esta minha prima e tantas outras mães que conseguem ultrapassar a mágua, em benefício dos filhos. Evidentemente que é preciso o mínimo de entendimento entre ambos e que um não more longe do outro, o que nem sempre acontece. Não se pode obrigar ninguém a entender-se com o outro, nem a morar onde não quer.
E que não se diga que há má vontade de quem não procura esse entendimento (quando não é possível haver um entendimento, não há que impô-lo!), ou quando a pessoa manifesta o desejo de ir morar para outro sítio.
Infelizmente, segundo esta lei, ganha aquele que fica.
O que vai, perde.
Seja como for, estas mães -e como elas há muitas outras por aí- queriam compartilhar, até mesmo alternar, a guarda com o pai dos seus filhos.
Destas mães ninguém fala.
Ou fala-se pouco, muito pouco.
Sem qualquer lei a impôr, elas quiseram. Eles não.
Não se pode impôr a obrigação de amar os filhos.
O momento faz-se apropriado a uma refexão mais cuidada sobre o assunto. Para tal, deixo-vos esta petição, que está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1902
PROTESTO CONTRA QUALQUER PROPOSTA DE LEI QUE IMPONHA, COMO REGRA A SEGUIR, A GUARDA COMPARTILHADA!
Para:Assembleia da República
Serve esta petição como protesto contra qualquer proposta de lei que imponha a guarda conjunta ou compartilhada em casos de separação, haja ou não acordo ou entendimento entre os progenitores.
Entendemos que uma decisão pela guarda compartilhada, tomada como regra, não serve o melhor interesse da criança que será ter ambos os pais presentes na sua vida, sim, mas felizes. De nada serve a um filho ter ambos os progenitores realmente presentes na sua vida, se o clima por estes gerado nem é o melhor. E certamente que se sentirá responsável, se perceber que um deles tem a sua vida condicionada, a pretexto de uma guarda partilhada. Será demais para alguém que, muitas vezes, se sente culpado pela separação dos pais.
Nada impede que as coisas resultem numa guarda única, em que o genitor guardião de tudo faz para que o não-guardião continue a partilhar as decisões relativas ao(s) filho(s) e a conviver com este(s), da mesma forma que nada impede que pais que têm a guarda conjunta deitem tudo perder. Casos há que demonstram bem o que digo.
É nosso entender, e será também o vosso, que a educação de um filho é um assunto muito sério e delicado, e não pode andar à mercê de duas ou mais vontades, dependendo, quando entra num impasse, da decisão de um juíz.Como dizia, e muito bem, um pai " a educação de um filho não admite falhas, e, portanto, é preferível que esteja nas mãos de um só progenitor, por muito que isso custe ao outro". Não impede que o progenitor guardião consulte o outro, ainda que a última palavra caiba a si. Tal como sucederá na guarda compartilhada em que, numa situação de impasse, prevalecerá a vontade de um sobre a do outro.
É ponto assente que a guarda conjunta será uma poderosa arma contra o fenómeno da Síndrome de Alienação Parental. O mais certo - e esse é o entender de muitos especialistas- é que, ao invés de o fazer diminuir, se passe exactamente o contrário. Ainda está bem presente na nossa memória o caso da Inês que, apesar de todos os problemas constantes no casamento e de uma separação não menos atribulada, optou pela guarda compartilhada, por acreditar que isso servia melhor os interesses dos dois filhos que haviam tido em comum. Cedo se deu conta do erro, pois o seu ex-marido acabou por levar a cabo aquilo que já muito antes havia ameaçado fazer, levando os filhos consigo, tendo, nesse tempo, dito às crianças que a mãe os havia abandonado. Foram longos meses de angústia até que esta mãe recuperou os filhos, ficando ela com a guarda. Inicialmente o pai ainda os veio ver, mas quando arranjou uma nova companheira, deixou de aparecer.
Bem sei que este foi um caso particular, que nada se assemelha a outros. Que cada caso é um caso. Razão porque a guarda compartilhada não pode ser imposta, atendendo à peculiaridade de cada caso.
A decisão parte, fundamentalmente, do casal. Pensando no bem maior do filho. Que este fique com a mãe, se esta for a sua figura de referência e nada houver que a impeça de exercer o seu direito parental. Caso contrário, se for o pai quem melhor responde às necessidades do filho, sendo que este se sente manifestamente melhor na sua companhia, que fique então à sua
guarda.
A regra que se impõe, em cada caso, é a do bom senso. Esperamos que o Estado e a Justiça Portuguesa tomem isso em conta, antes de qualquer decisão.
Os signatários
Há muitas mulheres a acreditar que sim, e olhem que não são tão poucas assim.
Tirando as pessoas da família do pai da criança, as ex-mulheres que têm um bom entendimento com o ex-marido e as actuais mulheres ou companheiras destes -para não falar de algumas mulheres casadas que projetam o presente no futuro, numa eterna lua de mel, e os casos crescentes de mães que perderam a guarda para os ex e vêem o acesso aos filhos dificultado- um GRANDE número de mulheres que apoia esta lei tem esperança que ela mude o comportamento do pai dos seus filhos.
São mulheres que vivem angustiadas com o sofrimento dos filhos, diante de um pai que pouco ou nada quer saber deles. Estas mães têm sempre a porta aberta, chamam os ex-companheiros ou ex-maridos para vir buscar as crianças para um passeio ou mesmo para passarem uns dias com o pai, telefonam-lhes a suplicar que digam ao menos uma palavra, e nada. E são elas a dar mil e uma desculpas, tentando manter limpa e viva a imagem do pai. Dói-lhes imenso o coração em ver os filhos sofrer tanto assim.
É o caso de uma pessoa que conheci há algum tempo. Ela pôs o marido fora de casa, depois de saber que este a tinha traído. Nunca o impediu de ver os filhos, antes pelo contrário. Pouco ou nada recebeu para o sustento das crianças, mas isso pouco lhe importa. O que lhe doía era ver um pai a distanciar-se dos filhos, apesar de todos os seus esforços no sentido de manter o contacto entre eles.
Este pai simplesmente não quis.
Pode esta lei obrigar um pai a amar os filhos?
Ainda há pouco tempo eu li um caso de uma filha que pôs o pai na justiça por abandono afectivo (ler o meu post O PREÇO DO ABANDONO AFECTIVO).
A mãe nada teve a ver com a atitude deste pai. E digo isto porque agora é corrente dizer-se que se o pai se afastou, foi certamente por culpa da mãe. Muitas vezes é por culpa dele, e de ninguém mais. Há que deixar de pôr sistematicamente as culpas nos outros, regra geral na mãe.
A Justiça, porém, entendeu que não podia adiantar nada de novo neste caso, pois não se pode obrigar um pai a amar os filhos, a dar-lhes a atenção e o afecto que estes merecem e lhe pedem.
O caso da minha prima é semelhante, à parte que no seu caso o pai não se esquivou. Também ela foi traída, e separou-se. Ficou com a guarda dos filhos, mas estipulou, ela própria, que as crianças estariam com o pai todas as terças, quintas e sábados. Praticam o tipo de guarda alternada, compartilhando as decisões.
Nada disto está no papel. Partiu dela.
Sabe agora que o seu ex-marido se separou da mulher que lhe destruiu o casamento e quase lhe quis tirar a casa, e que encontrou uma nova companheira. Ela congratula-se que os filhos apreciem a nova namorada do pai, pois só lhe interessa o bem-estar dos miúdos.
Informou-se sobre esta mulher, e soube que para além de dois filhos, havia já perdido outros dois. Uma mulher sofrida, portanto, que só conhecera um homem, o pai dos seus filhos. Dirigiu-se ao seu ex-marido e disse-lhe "Aproveita esta segunda oportunidade que a vida te dá. Não faças a esta o que me fizeste a mim".
Admiro esta minha prima e tantas outras mães que conseguem ultrapassar a mágua, em benefício dos filhos. Evidentemente que é preciso o mínimo de entendimento entre ambos e que um não more longe do outro, o que nem sempre acontece. Não se pode obrigar ninguém a entender-se com o outro, nem a morar onde não quer.
E que não se diga que há má vontade de quem não procura esse entendimento (quando não é possível haver um entendimento, não há que impô-lo!), ou quando a pessoa manifesta o desejo de ir morar para outro sítio.
Infelizmente, segundo esta lei, ganha aquele que fica.
O que vai, perde.
Seja como for, estas mães -e como elas há muitas outras por aí- queriam compartilhar, até mesmo alternar, a guarda com o pai dos seus filhos.
Destas mães ninguém fala.
Ou fala-se pouco, muito pouco.
Sem qualquer lei a impôr, elas quiseram. Eles não.
Não se pode impôr a obrigação de amar os filhos.
O momento faz-se apropriado a uma refexão mais cuidada sobre o assunto. Para tal, deixo-vos esta petição, que está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1902
PROTESTO CONTRA QUALQUER PROPOSTA DE LEI QUE IMPONHA, COMO REGRA A SEGUIR, A GUARDA COMPARTILHADA!
Para:Assembleia da República
Serve esta petição como protesto contra qualquer proposta de lei que imponha a guarda conjunta ou compartilhada em casos de separação, haja ou não acordo ou entendimento entre os progenitores.
Entendemos que uma decisão pela guarda compartilhada, tomada como regra, não serve o melhor interesse da criança que será ter ambos os pais presentes na sua vida, sim, mas felizes. De nada serve a um filho ter ambos os progenitores realmente presentes na sua vida, se o clima por estes gerado nem é o melhor. E certamente que se sentirá responsável, se perceber que um deles tem a sua vida condicionada, a pretexto de uma guarda partilhada. Será demais para alguém que, muitas vezes, se sente culpado pela separação dos pais.
Nada impede que as coisas resultem numa guarda única, em que o genitor guardião de tudo faz para que o não-guardião continue a partilhar as decisões relativas ao(s) filho(s) e a conviver com este(s), da mesma forma que nada impede que pais que têm a guarda conjunta deitem tudo perder. Casos há que demonstram bem o que digo.
É nosso entender, e será também o vosso, que a educação de um filho é um assunto muito sério e delicado, e não pode andar à mercê de duas ou mais vontades, dependendo, quando entra num impasse, da decisão de um juíz.Como dizia, e muito bem, um pai " a educação de um filho não admite falhas, e, portanto, é preferível que esteja nas mãos de um só progenitor, por muito que isso custe ao outro". Não impede que o progenitor guardião consulte o outro, ainda que a última palavra caiba a si. Tal como sucederá na guarda compartilhada em que, numa situação de impasse, prevalecerá a vontade de um sobre a do outro.
É ponto assente que a guarda conjunta será uma poderosa arma contra o fenómeno da Síndrome de Alienação Parental. O mais certo - e esse é o entender de muitos especialistas- é que, ao invés de o fazer diminuir, se passe exactamente o contrário. Ainda está bem presente na nossa memória o caso da Inês que, apesar de todos os problemas constantes no casamento e de uma separação não menos atribulada, optou pela guarda compartilhada, por acreditar que isso servia melhor os interesses dos dois filhos que haviam tido em comum. Cedo se deu conta do erro, pois o seu ex-marido acabou por levar a cabo aquilo que já muito antes havia ameaçado fazer, levando os filhos consigo, tendo, nesse tempo, dito às crianças que a mãe os havia abandonado. Foram longos meses de angústia até que esta mãe recuperou os filhos, ficando ela com a guarda. Inicialmente o pai ainda os veio ver, mas quando arranjou uma nova companheira, deixou de aparecer.
Bem sei que este foi um caso particular, que nada se assemelha a outros. Que cada caso é um caso. Razão porque a guarda compartilhada não pode ser imposta, atendendo à peculiaridade de cada caso.
A decisão parte, fundamentalmente, do casal. Pensando no bem maior do filho. Que este fique com a mãe, se esta for a sua figura de referência e nada houver que a impeça de exercer o seu direito parental. Caso contrário, se for o pai quem melhor responde às necessidades do filho, sendo que este se sente manifestamente melhor na sua companhia, que fique então à sua
guarda.
A regra que se impõe, em cada caso, é a do bom senso. Esperamos que o Estado e a Justiça Portuguesa tomem isso em conta, antes de qualquer decisão.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
PRINCÍPIO DA ISONOMIA
Faço minhas as palavras de um entendido, por certo pequeno como eu:
"A igualdade entre os homens é fundamental para a efetividade da dignidade humana e sua irradiação jurídica é pedra basilar para o sucesso. De certo que assim, conclui-se que a igualdade deve ser obrigação do Estado, como garante, atuando preventivamente, na elaboração das leis e repressivamente corrigindo desacertos.
A aplicação deste princípio deve de sorte, respeitar as diferenças, pois a aplicação igualitária de leis aos desiguais não se configura a plenitude do que se quer alcançar. Por isso o mais correto é promover o equilíbrio, criando e aplicando leis desiguais aos desiguais para promover a igualdade, como demonstra RUI BARBOSA[7]:
A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.
Isto se aplica, não só à cor, etnia ou sexo e sim à igualdade de oportunidades aos menos favorecidos economicamente, compreendidos com se nem humanos fossem.
Tratamento semelhante deve ser dispensado à discriminação, visto que temos dois tipos. São elas, a ilegítima, quando não existe motivo plausível que a justifique, como excluir deficientes físicos de atividades que eles podem desenvolver normalmente, descriminação legitima seria aquela pertinente e aceitável, pois, se no mesmo exemplo supracitado, não fosse permitido inscrição para vagas de policial para maiores de 80 anos, visto que o exercício da profissão depende diretamente do vigor físico, qualidade ausente numa pessoa desta idade."
FONTE: http://www.pesquisedireito.com/dignidade.htm
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Já que estamos num Estado de Direito, em que todos são iguais (apesar do que nos faz tão diferentes), então torna-se apropriado o pedido que faço nesta petição:
Petição PELO DEVER DE PAGAR PENSÃO A QUEM SE COLOCA NO LUGAR DE UMA PROGENITORA!
Para:Presidente da República, Assembleia da República, Tribunal de Justiça, Todos os cidadãos
Em breves palavras, eis o meu caso.
Separei-me em 2001, mas permaneci no local, a pedido do pai da minha filha. Isto apesar de nunca ter gostado de aí viver, e desejar há muito sair de lá. Enfim, um sacrifício que julguei necessário, em prol da relação pai-filha.
Contudo, tal decisão levou-me inevitavelmente a um estado de depressão, tanto mais que o pai só aparecia quando sabia que eu tinha recebido o meu ordenado. Ele vinha mais pelo dinheiro, do que pela filha. Esta é a verdade, somente a verdade, e nada mais do que a verdade.
Por estar consciente deste estado decidi, ao cabo de dois anos, mudar-me para o sul do país, onde, ao contrário do que diz o processo, eu já havia vivido e tinha, portanto, amigos.
Uma semana depois de nos termos mudado, eis que me retiram a minha filha, sem mais nem quê, para a deixar aos cuidados dos avós paternos. Com base na minha depressão e, não bastanto isto, numas quantas (graves, saliento!) mentiras. Pai (para onde havia ele de ir, quando nos separamos?) e tia paterna permaneciam -e permanecem ainda- na casa dos pais.
Como é de supôr, o meu estado agravou-se consideravelmente, a ponto de chegar a ser internada por três vezes (uma delas de forma compulsiva) na ala psiquiátrica. Não me envergonho de o dizer, pois aí encontrei um pouco de aconchego que não encontrava cá fora e sempre me alimentava, coisa que quase não fazia. Eu era só pele e osso, graças à Justiça, que sabe sempre o que faz.
Ao cabo de um ano, conheci o meu actual companheiro. Tivemos uma filha. Refizemos a nossa vida. Sou feliz.
E quando, já plenamente restabelecida, voltei a tribunal para lutar pela minha filha, para fazer valer a vontade que ela própria expressou em tribunal, eis que o juíz me apresenta como incapaz -uma vez mais recorrendo-se do passado, ignorando que em boa parte esse passado havia sido por culpa de outros, não minha-, decidindo confiar a sua guarda à tia paterna, que "dela cuida como uma mãe".
Desde então é a tia quem a cria. É ela quem decide. E nunca considerou sequer a hipótese de me entregar a minha filha. Duvido que o faça de livre vontade e de consciência de que ela não é a mãe, e sim eu.
A mim, que a carreguei no ventre, que a pus no mundo, que a amamentei, que a criei e que sempre a amei, assiste-me o dever de a avisar com antecedência de 48 horas sempre que a queira ver, de seguir as suas indicações relativamente às férias, de dar satisfações e, claro, de pagar uma pensão mensal. É meu dever, como progenitora.
Estou consciente que no momento que voltar a ter a minha filha (sem a boa vontade deles e da justiça torna-se difícil...), não terei a vida facilitada. Nem eu nem ela, que se verá obrigada a manter as boas notas que tem tido -aos seis anos, idade em que ma tiraram, já conseguia ler e escrever, e fui eu, a pessoa que eles apresentaram como incapaz de cuidar de si própria quanto mais da filha, fui eu que a ensinei-, e não poderá nunca se meter em problemas, ou teremos todos em cima. Dura realidade, a que teremos de enfrentar.
Esperando que em breve esta situação se inverta (caso para dizer que temos o Mundo de pernas para o ar!), parece-me justo pedir uma lei que confira a esta tia e a qualquer outra pessoa que ocupe o lugar de uma mãe -seja a causa justa ou não, e eu garanto-vos que a minha nunca foi- os mesmos deveres que me assistem actualmente. Se alguém toma o lugar de progenitora, automaticamente passa a ter todos os direitos e todos os deveres desta. Logo, em caso de reversão da guarda, passa a ter também o dever que é dado a esta. Nada mais certo e mais justo, creio eu.
Que a tia me avise, me dê satisfações, ouça todas as minhas indicações... e me pague, claro, uma pensão. Até porque ela tem uma melhor situação financeira do que eu, e não tem filhos para criar. Enfim, tem a filha que me roubou.
O que decidiria o Rei Salomão, numa situação destas: de um lado está a mulher que diz ser a mãe, mas não é, do outro a mulher que é, de facto, a mãe.
Nunca eu trangredi a lei, apesar de tudo. Sou tal qual a mãe que suplica que não cortem o filho, antes o entreguem a essa outra mulher. E muitas vezes eu disse à minha filha que se quiser ficar, pois então que fique. São sete anos, já. Ela tem as suas amizades, quase toda uma vida (só tem 13 anos). Mas ela mantem a vontade de ficar comigo e com a sua única irmã, tendo uma boa relação com o meu companheiro.
Portanto, o que não me parece bem é que eu, que sou a verdadeira mãe, tenha de dar satisfações à tia, nunca sendo consultada, e tenha de lhe pagar uma pensão (a ela, que tem uma óptima situação finaceira!) e, ao reverter-se a situação, eu nada receba. Não me parece bem que ela esteja no meu lugar, sem que depois lhe assista o dever de me pagar o que quer que seja.Assim como os avós, que também a tiveram à guarda, e têm igualmente uma boa situação.
Uma mãe não tem só que sofrer. Tem o direito a ser Mãe.Quem lhe usurpa esse direito, deve obrigatoriamente arcar com TODOS os deveres.
Que se equilibre a balança, já que muitas das decisões são totalmente desiquilibradas.
Que a Justiça deixe de ser cega.
Respeitosamente.
Os signatários
Esta petição encontra-se neste endereço:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3114
Assinem.
"A igualdade entre os homens é fundamental para a efetividade da dignidade humana e sua irradiação jurídica é pedra basilar para o sucesso. De certo que assim, conclui-se que a igualdade deve ser obrigação do Estado, como garante, atuando preventivamente, na elaboração das leis e repressivamente corrigindo desacertos.
A aplicação deste princípio deve de sorte, respeitar as diferenças, pois a aplicação igualitária de leis aos desiguais não se configura a plenitude do que se quer alcançar. Por isso o mais correto é promover o equilíbrio, criando e aplicando leis desiguais aos desiguais para promover a igualdade, como demonstra RUI BARBOSA[7]:
A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real.
Isto se aplica, não só à cor, etnia ou sexo e sim à igualdade de oportunidades aos menos favorecidos economicamente, compreendidos com se nem humanos fossem.
Tratamento semelhante deve ser dispensado à discriminação, visto que temos dois tipos. São elas, a ilegítima, quando não existe motivo plausível que a justifique, como excluir deficientes físicos de atividades que eles podem desenvolver normalmente, descriminação legitima seria aquela pertinente e aceitável, pois, se no mesmo exemplo supracitado, não fosse permitido inscrição para vagas de policial para maiores de 80 anos, visto que o exercício da profissão depende diretamente do vigor físico, qualidade ausente numa pessoa desta idade."
FONTE: http://www.pesquisedireito.com/dignidade.htm
Para bom entendedor, meia palavra basta.
Já que estamos num Estado de Direito, em que todos são iguais (apesar do que nos faz tão diferentes), então torna-se apropriado o pedido que faço nesta petição:
Petição PELO DEVER DE PAGAR PENSÃO A QUEM SE COLOCA NO LUGAR DE UMA PROGENITORA!
Para:Presidente da República, Assembleia da República, Tribunal de Justiça, Todos os cidadãos
Em breves palavras, eis o meu caso.
Separei-me em 2001, mas permaneci no local, a pedido do pai da minha filha. Isto apesar de nunca ter gostado de aí viver, e desejar há muito sair de lá. Enfim, um sacrifício que julguei necessário, em prol da relação pai-filha.
Contudo, tal decisão levou-me inevitavelmente a um estado de depressão, tanto mais que o pai só aparecia quando sabia que eu tinha recebido o meu ordenado. Ele vinha mais pelo dinheiro, do que pela filha. Esta é a verdade, somente a verdade, e nada mais do que a verdade.
Por estar consciente deste estado decidi, ao cabo de dois anos, mudar-me para o sul do país, onde, ao contrário do que diz o processo, eu já havia vivido e tinha, portanto, amigos.
Uma semana depois de nos termos mudado, eis que me retiram a minha filha, sem mais nem quê, para a deixar aos cuidados dos avós paternos. Com base na minha depressão e, não bastanto isto, numas quantas (graves, saliento!) mentiras. Pai (para onde havia ele de ir, quando nos separamos?) e tia paterna permaneciam -e permanecem ainda- na casa dos pais.
Como é de supôr, o meu estado agravou-se consideravelmente, a ponto de chegar a ser internada por três vezes (uma delas de forma compulsiva) na ala psiquiátrica. Não me envergonho de o dizer, pois aí encontrei um pouco de aconchego que não encontrava cá fora e sempre me alimentava, coisa que quase não fazia. Eu era só pele e osso, graças à Justiça, que sabe sempre o que faz.
Ao cabo de um ano, conheci o meu actual companheiro. Tivemos uma filha. Refizemos a nossa vida. Sou feliz.
E quando, já plenamente restabelecida, voltei a tribunal para lutar pela minha filha, para fazer valer a vontade que ela própria expressou em tribunal, eis que o juíz me apresenta como incapaz -uma vez mais recorrendo-se do passado, ignorando que em boa parte esse passado havia sido por culpa de outros, não minha-, decidindo confiar a sua guarda à tia paterna, que "dela cuida como uma mãe".
Desde então é a tia quem a cria. É ela quem decide. E nunca considerou sequer a hipótese de me entregar a minha filha. Duvido que o faça de livre vontade e de consciência de que ela não é a mãe, e sim eu.
A mim, que a carreguei no ventre, que a pus no mundo, que a amamentei, que a criei e que sempre a amei, assiste-me o dever de a avisar com antecedência de 48 horas sempre que a queira ver, de seguir as suas indicações relativamente às férias, de dar satisfações e, claro, de pagar uma pensão mensal. É meu dever, como progenitora.
Estou consciente que no momento que voltar a ter a minha filha (sem a boa vontade deles e da justiça torna-se difícil...), não terei a vida facilitada. Nem eu nem ela, que se verá obrigada a manter as boas notas que tem tido -aos seis anos, idade em que ma tiraram, já conseguia ler e escrever, e fui eu, a pessoa que eles apresentaram como incapaz de cuidar de si própria quanto mais da filha, fui eu que a ensinei-, e não poderá nunca se meter em problemas, ou teremos todos em cima. Dura realidade, a que teremos de enfrentar.
Esperando que em breve esta situação se inverta (caso para dizer que temos o Mundo de pernas para o ar!), parece-me justo pedir uma lei que confira a esta tia e a qualquer outra pessoa que ocupe o lugar de uma mãe -seja a causa justa ou não, e eu garanto-vos que a minha nunca foi- os mesmos deveres que me assistem actualmente. Se alguém toma o lugar de progenitora, automaticamente passa a ter todos os direitos e todos os deveres desta. Logo, em caso de reversão da guarda, passa a ter também o dever que é dado a esta. Nada mais certo e mais justo, creio eu.
Que a tia me avise, me dê satisfações, ouça todas as minhas indicações... e me pague, claro, uma pensão. Até porque ela tem uma melhor situação financeira do que eu, e não tem filhos para criar. Enfim, tem a filha que me roubou.
O que decidiria o Rei Salomão, numa situação destas: de um lado está a mulher que diz ser a mãe, mas não é, do outro a mulher que é, de facto, a mãe.
Nunca eu trangredi a lei, apesar de tudo. Sou tal qual a mãe que suplica que não cortem o filho, antes o entreguem a essa outra mulher. E muitas vezes eu disse à minha filha que se quiser ficar, pois então que fique. São sete anos, já. Ela tem as suas amizades, quase toda uma vida (só tem 13 anos). Mas ela mantem a vontade de ficar comigo e com a sua única irmã, tendo uma boa relação com o meu companheiro.
Portanto, o que não me parece bem é que eu, que sou a verdadeira mãe, tenha de dar satisfações à tia, nunca sendo consultada, e tenha de lhe pagar uma pensão (a ela, que tem uma óptima situação finaceira!) e, ao reverter-se a situação, eu nada receba. Não me parece bem que ela esteja no meu lugar, sem que depois lhe assista o dever de me pagar o que quer que seja.Assim como os avós, que também a tiveram à guarda, e têm igualmente uma boa situação.
Uma mãe não tem só que sofrer. Tem o direito a ser Mãe.Quem lhe usurpa esse direito, deve obrigatoriamente arcar com TODOS os deveres.
Que se equilibre a balança, já que muitas das decisões são totalmente desiquilibradas.
Que a Justiça deixe de ser cega.
Respeitosamente.
Os signatários
Esta petição encontra-se neste endereço:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3114
Assinem.
À PROCURA DA FELICIDADE!
Ontem à noite vi o filme, aqui dobrado em francês, com Will Smith no papel de Chris Gardner (não, o homem não tem nada a ver com o outro).
O filho do actor desempenha, neste drama, o papel de Chris Júnior.
Aqui a pequenina emocionou-se com as desventuras deste pai, e o seu desespero para proteger o filho de tanta fatalidade, fazendo tudo para o manter junto de si. Palavra que sim.
O que eu não entendi foi porque este pai, estando nas ruas da amargura, sem tecto e quase sem dinheiro para alimentar o filho, não o deixou com a mãe ou outros familiares. Não percebi porque a criança teve de passar por tudo isto, inclusive pela transformação do pai que, desesperado, tinha atitudes irracionais e de rebeldia. Nessas alturas já não parecia o mesmo pai, aquele pai porreiro. O menino chorava.
Talvez a mãe não prestasse, dirão alguns. Ela abandonou-o.
Há uma cena do filme em que a criança pergunta "A mamã foi-se embora por minha causa, não foi?", e o pai responde "Nunca mais ouses dizer isso! A mamã foi-se embora por causa da mamã!". ´
Por outras palavras, ela foi egoísta, só pensou nela.
Em alguns argumentos, eu li que a personagem da mãe não inspira simpatia, tal o papel deplorável que ela desempenha na história.
Na cena em que o casal discute e ela diz que se vai embora, ele responde-lhe "Vai, vai procurar a tua felicidade! Mas o Christopher fica comigo!".
Numa outra cena em que ele é preso (passa uma noite na prisão), ele pede à sua ex-companheira, mãe da criança, que se ocupe do filho por essa noite, mas que o devolva no dia seguinte.
Vemo-lo, então, a espreitar à janela, muito ansioso, a pensar que ela não virá. Mas eis que ela surge, com o filho adormecido ao colo, e lho entrega.
A mãe do pequeno diz que vai para Nova Iorque, pois a irmã abriu um restaurante e tem um trabalho para ela. "Christopher fica comigo!", insiste ele. E ela deixa-lhe o filho, dizendo que sabe que ele cuidará bem dele.
Pede-lhe somente que lhe lembre o quanto ela o ama. Se este pai o fez, não o vi. Nem sequer recorreu a ela no momento em que o filho mais precisava. Como se ela não existisse mais.
O realizador deste filme conseguiu que eu tivesse simpatia pelo pai, mas não toda. Qual pai se esquece que a criança tem uma mãe, a mesma que, numa atitude altruísta, e pensando que o menino estaria melhor com ele, lhe entregou nos braços o seu próprio filho?
Eu pessoalmente não deixaria o meu filho. Mas acredito que é preciso amá-lo muito para o deixar a cargo do outro, pensando que é melhor assim.
Não sei que destino teve esta mãe, mas sei aquilo que este pai fez a criança passar, só porque o queria ter sempre consigo.
Este pai esqueceu-se que a criança tinha uma mãe. Não tinha de a fazer passar por aquilo que ela passou.
Aparentemente o pai da Joana, a menina que morreu quando ele a tinha sob a sua guarda, não se lembrou de chamar a mãe da criança, que por acaso -por mero acaso- é médica. Porquê?
A Joana era uma criança feliz e saudável, junto da mãe.
Não o é mais.
Assim o quis a Justiça.
Assim o quis o pai.
De todos os comentários que eu vi ao filme À PROCURA DA FELICIDADE, este me pareceu o mais realista:
Carol Rodrigues
de São Paulo
À procura da felicidade: uma fábula neoliberal
Filme com o ator americano Will Smith reforça e atualiza os mitos liberais do homem-que-se-faz-sozinho e da igualdade de oportunidades através de uma “história real”
Não é necessário muito tempo de exibição para perceber que À procura da felicidade é mais um típico e previsível filme sobre alguém que, graças à sua determinação, trabalho duro e honestidade, consegue ascender socialmente.
Passado na cidade de São Francisco, Califórnia, no início dos anos 1980, o filme do diretor italiano Gabriele Muccino (de O último beijo) conta-nos a história de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor de equipamentos médicos, pai de um garoto de cinco anos (interpretado pelo filho de Smith) que, ao descobrir que um corretor da Bolsa de Valores faturava US$ 80 mil por mês e tinha condições de comprar uma Ferrari, resolveu entrar no negócio de ações.
Postando-se diariamente em frente ao prédio de uma corretora de ações na expectativa de conseguir um emprego, Gardner, graças à sua inteligência insistentemente demonstrada, consegue vaga num concorridíssimo estágio não-remunerado de seis meses. O estágio consiste em conseguir contas para a corretora de ações. Do programa, participam 20 pessoas, das quais somente uma será efetivada. Apesar de sua situação financeira bastante delicada, aceita integrar-se ao programa na expectativa de, ao final, conseguir um emprego e um futuro mais promissor.
Uma mulher fraca?
Gardner apostou todas as suas economias na compra de equipamentos médicos cujas vendas não iam bem. Chris e sua mulher Linda (Thandie Newton) acumulavam várias dívidas, incluindo o aluguel há meses atrasado e podiam ser despejados a qualquer momento. Com os problemas financeiros, a relação do casal entra em crise, terminando com a separação.
Linda trabalha como faxineira e resolve sair de casa no dia em que perde seu turno porque Chris, numa empreitada visando a conseguir o estágio, vai parar do outro lado da cidade e não chega a tempo para cuidar do filho Christopher.
Nessa noite, Chris diz ter começado a pensar na busca da felicidade. Reclamada na Declaração de independência dos Estados Unidos, Gardner pensa se ela não seria algo somente para se buscar sem, de fato, alcançá-la em algum momento. Esse questionamento dura pouco. Move-se sempre em busca da felicidade.
Linda declara a Chris que já não é mais feliz no casamento e por isso quer ir embora. Com desdém e estupidez, Chris a chama de fraca, dizendo para ela “ir atrás da felicidade”, mas exige que a custódia de Christopher fique com ele. Para ele, a felicidade que buscava era mais forte e corajosa que a felicidade dela. Por mais que o filme tente construir sua felicidade na busca de melhores condições de vida para o filho, o que mais se destaca no personagem de Will Smith é a obsessão pela ascensão social materializada logo de início pela possibilidade de comprar uma Ferrari. Esse sonho, para ele, seria mais sólido e ousado que a preocupação de Linda com o pagamento das contas.
Linda muda-se para Nova Iorque para trabalhar num restaurante. No entanto, bastante relutante e pressionada por Chris, deixa o filho com ele.
Sem dinheiro, Chris e seu filho se mudam para um lugar menor de onde, em pouco tempo, são despejados. Passam, então, a dormir em abrigos de sem teto, estações de ônibus e banheiros de metrô.
O homem-que-se-faz-sozinho na terra das oportunidades
Durante o dia, Chris continua a participar do estágio não-remunerado na corretora de ações enquanto seu filho fica na creche. Durante a noite estuda com luzes improvisadas, visível cansaço e um tremendo esforço por parte dos realizadores do filme em nos comover com um personagem tão obstinado e trabalhador. Nos fins-de-semana, continua a tentar vender os equipamentos médicos, levando seu filho consigo.
Num diálogo bastante exemplar, Gardner aconselha Christopher a proteger seus sonhos e diz a ele que, para conseguir alcançá-los, basta se esforçar muito e batalhar para conseguir.
Conforme afirma a citada declaração de independência americana, Chris parte do pressuposto que “todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Haveria na realidade uma certa igualdade de oportunidades a todos os homens, iguais por natureza. E que o aproveitamento máximo dessas oportunidades, ou seja o sucesso, se daria de acordo unicamente pela força e determinação de sua vontade. Aquele que alcança esse sucesso é o que costumam chamar de um “homem-que-se-faz-sozinho” (self-made-man), que hoje é comumente conhecido enquanto empreendedor. Inclusive, como bom material liberal, desestimula e aponta enquanto negativa qualquer interferência do Estado nesta dinâmica, pois dessa forma estaria forjando desigualdades.
Toda a ação do filme é desenvolvida no início do mandato do presidente americano Ronald Reagan, que foi aconselhado por Milton Friedman, um dos teóricos do neoliberalismo, que acreditava na redução do papel do governo na economia. De fato, no filme, o Estado aparece de modo bastante ostensivo e negativo enquanto cobrador de impostos (e multas). Com o atraso no pagamento, sem nenhum aviso prévio, o governo entra na conta de Chris e lhe retira todas as economias. Como ele mesmo diz, “se não pagamos, o governo mete as mãos na sua conta bancária e toma o seu dinheiro”.
Mas não imagine que o filme critique a cobrança intensa que existe sobre os mais pobres em detrimento da taxação sobre as maiores riquezas. Muito pelo contrário. Como um autêntico libelo liberal, todos no filme, principalmente os mais ricos parecem descontentes com a cobrança exagerada de impostos e até mesmo algumas das ações são impulsionadas pela busca de formas de fugir desse tormento. Inclusive o estágio de Gardner resume-se na venda de planos de previdência privada, cujo maior atrativo é o fato de serem “livres de impostos”.
A encarnação do sonho americano
Em A ideologia Alemã, Marx nos alertava que “as idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes”. Em outras palavras, aqueles que detêm o controle dos meios de produção utilizarão todos os meios de reprodução ideológica – imprensa, igreja, escola, cinema, etc. – para impor ao restante da sociedade suas idéias, representações e conceitos que aparecerão como verdades eternas e de interesse do conjunto de toda a sociedade. Você aprende a tomar consciência de uma realidade falsa.
Além de nosso suor e sangue, a burguesia quer nossas almas. Ver-nos controlados, sabendo o nosso lugar e reduzidos à aclamação e busca de seus ideais e princípios. Seduz-nos com a possibilidade de ascender socialmente e nos tornar vencedores, capazes e competentes. Se você não consegue, o problema está em você e nunca na estrutura social.
Assim é o pressuposto de igualdade entre os homens com o qual À procura da felicidade trabalha.
Com a autoridade do selo “inspirado numa história real”, ao contar a vida de um personagem que ascende de sem-teto a banqueiro bem-sucedido pelos seus próprios esforços e determinações, o filme reforça e estimula a ideologia neoliberal de que basta um espírito empreendedor individualista e egoísta, independente da conjuntura histórica, para prosperar. Sucesso desde o lançamento do livro nos Estados Unidos e disputadíssimo pelos estúdios, a vida de Chris Gardner é a encarnação do sonho americano, ou como alguns espectadores estadunidenses ressaltaram em comentários sobre o filme, “é o espírito do modo de vida americano, que fez da América um grande país”.
Se parto do princípio de que existe na realidade um antagonismo claro entre aqueles que são explorados e aqueles que são exploradores e que todos os aparatos de repressão, assim como os meios de reprodução ideológica estão na mão dos exploradores, como podemos acreditar na premissa da igualdade de oportunidades para todos?
Ressalto, inclusive, que apesar de Chris Gardner não ter terminado a faculdade, a todo o momento, como já afirmei, o filme insiste em mostrar o quão inteligente Gardner é, resolvendo, por exemplo, o Cubo Mágico num tempo recorde. Também é o primeiro a terminar a prova final do estágio. Se não fosse tão absolutamente inteligente, teria essas oportunidades?
Além disso, existe uma completa ausência da questão racial no filme. Apesar de se sentir subestimado e subvalorizado pelo gerente do escritório, para o qual fazia favores, em nenhum momento isso é problematizado pelo fato de ele ser negro num programa voltado para brancos.
À procura da felicidade posta-se como excelente fábula neoliberal, buscando ser histórica e particular, genérica e universal, como bom instrumental ideológico. Com a desculpa narrativa da busca de um pai por manter a salvo seu filho, ele toca e inspira as pessoas, atualizando fábulas cinematográficas mais antigas para um público mais jovem.
FICHA TÉCNICA
EUA, 2006, 117min
Título original:The Pursuit of Happyness
Realização:Gabriele Muccino
Atores: Will Smith; Jaden Smith; Thandie Newton; Dan Castellaneta; Brian Howe; Kurt Fuller; Takayo Fischer; Kevin West; George Cheung
Argumento:Steve Conrad
Produção:Amy Baer; David Alper; Mark Clayman; Louis D`Esposito
A ilustrar trago-vos esta cena do filme:
O filho do actor desempenha, neste drama, o papel de Chris Júnior.
Aqui a pequenina emocionou-se com as desventuras deste pai, e o seu desespero para proteger o filho de tanta fatalidade, fazendo tudo para o manter junto de si. Palavra que sim.
O que eu não entendi foi porque este pai, estando nas ruas da amargura, sem tecto e quase sem dinheiro para alimentar o filho, não o deixou com a mãe ou outros familiares. Não percebi porque a criança teve de passar por tudo isto, inclusive pela transformação do pai que, desesperado, tinha atitudes irracionais e de rebeldia. Nessas alturas já não parecia o mesmo pai, aquele pai porreiro. O menino chorava.
Talvez a mãe não prestasse, dirão alguns. Ela abandonou-o.
Há uma cena do filme em que a criança pergunta "A mamã foi-se embora por minha causa, não foi?", e o pai responde "Nunca mais ouses dizer isso! A mamã foi-se embora por causa da mamã!". ´
Por outras palavras, ela foi egoísta, só pensou nela.
Em alguns argumentos, eu li que a personagem da mãe não inspira simpatia, tal o papel deplorável que ela desempenha na história.
Na cena em que o casal discute e ela diz que se vai embora, ele responde-lhe "Vai, vai procurar a tua felicidade! Mas o Christopher fica comigo!".
Numa outra cena em que ele é preso (passa uma noite na prisão), ele pede à sua ex-companheira, mãe da criança, que se ocupe do filho por essa noite, mas que o devolva no dia seguinte.
Vemo-lo, então, a espreitar à janela, muito ansioso, a pensar que ela não virá. Mas eis que ela surge, com o filho adormecido ao colo, e lho entrega.
A mãe do pequeno diz que vai para Nova Iorque, pois a irmã abriu um restaurante e tem um trabalho para ela. "Christopher fica comigo!", insiste ele. E ela deixa-lhe o filho, dizendo que sabe que ele cuidará bem dele.
Pede-lhe somente que lhe lembre o quanto ela o ama. Se este pai o fez, não o vi. Nem sequer recorreu a ela no momento em que o filho mais precisava. Como se ela não existisse mais.
O realizador deste filme conseguiu que eu tivesse simpatia pelo pai, mas não toda. Qual pai se esquece que a criança tem uma mãe, a mesma que, numa atitude altruísta, e pensando que o menino estaria melhor com ele, lhe entregou nos braços o seu próprio filho?
Eu pessoalmente não deixaria o meu filho. Mas acredito que é preciso amá-lo muito para o deixar a cargo do outro, pensando que é melhor assim.
Não sei que destino teve esta mãe, mas sei aquilo que este pai fez a criança passar, só porque o queria ter sempre consigo.
Este pai esqueceu-se que a criança tinha uma mãe. Não tinha de a fazer passar por aquilo que ela passou.
Aparentemente o pai da Joana, a menina que morreu quando ele a tinha sob a sua guarda, não se lembrou de chamar a mãe da criança, que por acaso -por mero acaso- é médica. Porquê?
A Joana era uma criança feliz e saudável, junto da mãe.
Não o é mais.
Assim o quis a Justiça.
Assim o quis o pai.
De todos os comentários que eu vi ao filme À PROCURA DA FELICIDADE, este me pareceu o mais realista:
Carol Rodrigues
de São Paulo
À procura da felicidade: uma fábula neoliberal
Filme com o ator americano Will Smith reforça e atualiza os mitos liberais do homem-que-se-faz-sozinho e da igualdade de oportunidades através de uma “história real”
Não é necessário muito tempo de exibição para perceber que À procura da felicidade é mais um típico e previsível filme sobre alguém que, graças à sua determinação, trabalho duro e honestidade, consegue ascender socialmente.
Passado na cidade de São Francisco, Califórnia, no início dos anos 1980, o filme do diretor italiano Gabriele Muccino (de O último beijo) conta-nos a história de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor de equipamentos médicos, pai de um garoto de cinco anos (interpretado pelo filho de Smith) que, ao descobrir que um corretor da Bolsa de Valores faturava US$ 80 mil por mês e tinha condições de comprar uma Ferrari, resolveu entrar no negócio de ações.
Postando-se diariamente em frente ao prédio de uma corretora de ações na expectativa de conseguir um emprego, Gardner, graças à sua inteligência insistentemente demonstrada, consegue vaga num concorridíssimo estágio não-remunerado de seis meses. O estágio consiste em conseguir contas para a corretora de ações. Do programa, participam 20 pessoas, das quais somente uma será efetivada. Apesar de sua situação financeira bastante delicada, aceita integrar-se ao programa na expectativa de, ao final, conseguir um emprego e um futuro mais promissor.
Uma mulher fraca?
Gardner apostou todas as suas economias na compra de equipamentos médicos cujas vendas não iam bem. Chris e sua mulher Linda (Thandie Newton) acumulavam várias dívidas, incluindo o aluguel há meses atrasado e podiam ser despejados a qualquer momento. Com os problemas financeiros, a relação do casal entra em crise, terminando com a separação.
Linda trabalha como faxineira e resolve sair de casa no dia em que perde seu turno porque Chris, numa empreitada visando a conseguir o estágio, vai parar do outro lado da cidade e não chega a tempo para cuidar do filho Christopher.
Nessa noite, Chris diz ter começado a pensar na busca da felicidade. Reclamada na Declaração de independência dos Estados Unidos, Gardner pensa se ela não seria algo somente para se buscar sem, de fato, alcançá-la em algum momento. Esse questionamento dura pouco. Move-se sempre em busca da felicidade.
Linda declara a Chris que já não é mais feliz no casamento e por isso quer ir embora. Com desdém e estupidez, Chris a chama de fraca, dizendo para ela “ir atrás da felicidade”, mas exige que a custódia de Christopher fique com ele. Para ele, a felicidade que buscava era mais forte e corajosa que a felicidade dela. Por mais que o filme tente construir sua felicidade na busca de melhores condições de vida para o filho, o que mais se destaca no personagem de Will Smith é a obsessão pela ascensão social materializada logo de início pela possibilidade de comprar uma Ferrari. Esse sonho, para ele, seria mais sólido e ousado que a preocupação de Linda com o pagamento das contas.
Linda muda-se para Nova Iorque para trabalhar num restaurante. No entanto, bastante relutante e pressionada por Chris, deixa o filho com ele.
Sem dinheiro, Chris e seu filho se mudam para um lugar menor de onde, em pouco tempo, são despejados. Passam, então, a dormir em abrigos de sem teto, estações de ônibus e banheiros de metrô.
O homem-que-se-faz-sozinho na terra das oportunidades
Durante o dia, Chris continua a participar do estágio não-remunerado na corretora de ações enquanto seu filho fica na creche. Durante a noite estuda com luzes improvisadas, visível cansaço e um tremendo esforço por parte dos realizadores do filme em nos comover com um personagem tão obstinado e trabalhador. Nos fins-de-semana, continua a tentar vender os equipamentos médicos, levando seu filho consigo.
Num diálogo bastante exemplar, Gardner aconselha Christopher a proteger seus sonhos e diz a ele que, para conseguir alcançá-los, basta se esforçar muito e batalhar para conseguir.
Conforme afirma a citada declaração de independência americana, Chris parte do pressuposto que “todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade”. Haveria na realidade uma certa igualdade de oportunidades a todos os homens, iguais por natureza. E que o aproveitamento máximo dessas oportunidades, ou seja o sucesso, se daria de acordo unicamente pela força e determinação de sua vontade. Aquele que alcança esse sucesso é o que costumam chamar de um “homem-que-se-faz-sozinho” (self-made-man), que hoje é comumente conhecido enquanto empreendedor. Inclusive, como bom material liberal, desestimula e aponta enquanto negativa qualquer interferência do Estado nesta dinâmica, pois dessa forma estaria forjando desigualdades.
Toda a ação do filme é desenvolvida no início do mandato do presidente americano Ronald Reagan, que foi aconselhado por Milton Friedman, um dos teóricos do neoliberalismo, que acreditava na redução do papel do governo na economia. De fato, no filme, o Estado aparece de modo bastante ostensivo e negativo enquanto cobrador de impostos (e multas). Com o atraso no pagamento, sem nenhum aviso prévio, o governo entra na conta de Chris e lhe retira todas as economias. Como ele mesmo diz, “se não pagamos, o governo mete as mãos na sua conta bancária e toma o seu dinheiro”.
Mas não imagine que o filme critique a cobrança intensa que existe sobre os mais pobres em detrimento da taxação sobre as maiores riquezas. Muito pelo contrário. Como um autêntico libelo liberal, todos no filme, principalmente os mais ricos parecem descontentes com a cobrança exagerada de impostos e até mesmo algumas das ações são impulsionadas pela busca de formas de fugir desse tormento. Inclusive o estágio de Gardner resume-se na venda de planos de previdência privada, cujo maior atrativo é o fato de serem “livres de impostos”.
A encarnação do sonho americano
Em A ideologia Alemã, Marx nos alertava que “as idéias da classe dominante são, em cada época, as idéias dominantes”. Em outras palavras, aqueles que detêm o controle dos meios de produção utilizarão todos os meios de reprodução ideológica – imprensa, igreja, escola, cinema, etc. – para impor ao restante da sociedade suas idéias, representações e conceitos que aparecerão como verdades eternas e de interesse do conjunto de toda a sociedade. Você aprende a tomar consciência de uma realidade falsa.
Além de nosso suor e sangue, a burguesia quer nossas almas. Ver-nos controlados, sabendo o nosso lugar e reduzidos à aclamação e busca de seus ideais e princípios. Seduz-nos com a possibilidade de ascender socialmente e nos tornar vencedores, capazes e competentes. Se você não consegue, o problema está em você e nunca na estrutura social.
Assim é o pressuposto de igualdade entre os homens com o qual À procura da felicidade trabalha.
Com a autoridade do selo “inspirado numa história real”, ao contar a vida de um personagem que ascende de sem-teto a banqueiro bem-sucedido pelos seus próprios esforços e determinações, o filme reforça e estimula a ideologia neoliberal de que basta um espírito empreendedor individualista e egoísta, independente da conjuntura histórica, para prosperar. Sucesso desde o lançamento do livro nos Estados Unidos e disputadíssimo pelos estúdios, a vida de Chris Gardner é a encarnação do sonho americano, ou como alguns espectadores estadunidenses ressaltaram em comentários sobre o filme, “é o espírito do modo de vida americano, que fez da América um grande país”.
Se parto do princípio de que existe na realidade um antagonismo claro entre aqueles que são explorados e aqueles que são exploradores e que todos os aparatos de repressão, assim como os meios de reprodução ideológica estão na mão dos exploradores, como podemos acreditar na premissa da igualdade de oportunidades para todos?
Ressalto, inclusive, que apesar de Chris Gardner não ter terminado a faculdade, a todo o momento, como já afirmei, o filme insiste em mostrar o quão inteligente Gardner é, resolvendo, por exemplo, o Cubo Mágico num tempo recorde. Também é o primeiro a terminar a prova final do estágio. Se não fosse tão absolutamente inteligente, teria essas oportunidades?
Além disso, existe uma completa ausência da questão racial no filme. Apesar de se sentir subestimado e subvalorizado pelo gerente do escritório, para o qual fazia favores, em nenhum momento isso é problematizado pelo fato de ele ser negro num programa voltado para brancos.
À procura da felicidade posta-se como excelente fábula neoliberal, buscando ser histórica e particular, genérica e universal, como bom instrumental ideológico. Com a desculpa narrativa da busca de um pai por manter a salvo seu filho, ele toca e inspira as pessoas, atualizando fábulas cinematográficas mais antigas para um público mais jovem.
FICHA TÉCNICA
EUA, 2006, 117min
Título original:The Pursuit of Happyness
Realização:Gabriele Muccino
Atores: Will Smith; Jaden Smith; Thandie Newton; Dan Castellaneta; Brian Howe; Kurt Fuller; Takayo Fischer; Kevin West; George Cheung
Argumento:Steve Conrad
Produção:Amy Baer; David Alper; Mark Clayman; Louis D`Esposito
A ilustrar trago-vos esta cena do filme:
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010
RESPOSTA A UM COMENTÁRIO AD HOMINEM E AD IGNORATIUM!
"Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos mesmo aos melhores contra-argumentos: sinal do carácter forte. Também uma ocasional vontade de se ser estúpido." (Friedrich Nietzsche)
"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos." (Umberto Eco, O NOME DA ROSA)
Permiti-me trazer este comentário que me fizeram, talvez o melhor até hoje!
Cara amiga,
faz tempo que não invisto tanto tempo num comentário.
Isto se fez necessário, pois desconfiei que pouco, ou quase nada compartilhávamos de valores civilizatórios.
Dada a facilidade de discordar de ti, desconfiei que poderia ter algo de errado.
As releituras foram solidificando as ideias, que com a repetição, tornaram-se óbvias.
Quem é este ser, que assim escreve?
Que usa o amor para derrubar a isonomia.
Que defende uma intervenção estapafúrdia do estado no espaço privado. Não para produzir o bem, mas para estabelecer um desequilíbrio sexista e preconceituoso.
Recorres a cortes anônimos de manifestações sem nenhuma representatividade para sustentar a tese de um natural privilégio sendo agredido.
Um privilégio quase divino, tão sagrado que os valores seculares que nos trouxeram até aqui, e que duvido observar a autora abrir mão dos que ela aprecia, devem recuar em refluxo, pois uma força maior exige repeito.
Produz em mim a dúvida:
A escritora é capaz de perceber as lamentáveis manobras de retórica que no texto lança mão, ou trata-se apenas de um caso não nem mesmo identificar o que faz. Malícia ou inocência?
Copiei o texto e mandei para um amigo, um ser mais culto, mas menos elegante que eu no uso da palavras.
Seu retorno:
- trata-se de um ser pequeno, horizontes pequenos, raciocínio pequeno, capacidade cognitiva pequena e autocrítica reduzida. Vale entretanto destacar o formato poético e o provável exuberante umbigo. O suficiente para obliterar sua visão da realidade.
Tal forma de vida só é capaz de se sustentar num ambiente muito propício, numa sombra. Pouco debate, pouca ou nenhuma contestação. Provavelmente de forma anônima ou nos braços de um público que quer ler este tipo de disparate. Não vale a pena. Passe sem comentar.
Ponderei e, ignorando o conselho, posto aqui.
Sugestões:
1- Aprofundar sobre as bases da igualdade dentro da civilização ocidental. Custos e necessidades.
2- Procurar avaliar que as intervenções na sociedade sempre trazem custos colaterais. Tais intervenções hoje já possuem um histórico do tipo: Bom - não bom. Legislação intrafalimiar é muito sensível.
3- Não existem, na maior parte das vezes, homens e mulheres. Existem pessoas e pessoas abusam do sistema. Intervenções devem ser feitas levando isto em consideração.
4- Listar homens anônimos com falas que, colocando o medo, endossam as tuas posições, não fortalece as tuas posições, demole a tua credibilidade.
5- Definir melhor o teu objetivo. Se for proteger a criança, reavalie. Tenho uma filha e qualquer estrutura que nos leve, eu e/ou a mãe, a pensar duas vezes é bom para a criança. Somos falhos e, pela Metodologia Delphi, assim a criança obtém o melhor.
6- Se surgir qualquer outra posição que deveria sustentar o tratamento diferencial da mãe fora da amamentação, gostaria de lembrar que o homem tem 4 bilhões de neurônios a mais. Não faz sentido reabrir a porteira e iniciarmos o combate de bobagem com bobagem. Assegurar a isonomia e exigir a transparência são os únicos passos que o estado pode aplicar em larga escala.
Abraços,
Cosme, Pai de Sofia.
Nascido de um ventre materno generosamente irrigado pelo falo paterno.
29 de Novembro de 2010 11:46
fénix renascida disse...
Espantosa, esta resposta.
Eu diria até grandiosa.
Permita que este ser pequeno faça da sua resposta uma coisa grande, tornando-a post.
Grande, à sua altura.
De pequena que sou, nunca tive dimensão para responder tão imensamente mal a quem quer que fosse que tivesse uma opinião diversa da minha.
Num estado de Igualdade, creio ser um direito meu ter a minha pequena e tão humilde opinião sofre um assunto de grande importância: o Superior Interesse da Criança.
Tenciono continuar a fazer uso desse meu direito, respeitando sempre o direito dos outros (o que não significa que eu dê por certo tudo o que me dizem, ou melhor, tudo o que me mandam fazer).
Nascida do ventre materno, e ponto.
Leia o meu post sobre os espermatozóides (OS ESPERMATOZÓIDES MOVEM-SE SIM... COM A AJUDA DA MAMÃ!), para ter uma melhor noção de biologia.
Caso não saiba, a sua mãe deu uma grande ajuda ao seu pai. Para ser mais exacta, mesmo a sua avozinha, a mãe do seu pai, deu o seu contributo. Sem essa preciosa ajuda,vinda do lado materno, o caro amigo não estava aqui. Nem o amigo, nem os restantes, incluindo eu.
POST_SCRIPTUM: Caso o caro amigo não tenha ainda reparado, o mundo está cheio de pessoas "pequenas", que dizem os mesmos "disparates" que eu. Muitas dessas pessoas são especialistas. Como vê, não sou a única. Se fosse, sentir-me-ia muito honrada com a atenção dada à minha pessoa, "pequena" como dizeis.
De resto devo agradecer-lhe as suas palavras -difícil, ainda assim, de encontrar o sentido no emaranhado-, pois que ilustram, com exactidão, aquilo que eu tenho dito até aqui, e com mais exactidão ainda aquilo que Martin Dufresne disse no seu artigo EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI!", particularmente a parte em que o caro amigo diz que o falo do seu pai "generosamente" irrigou o ventre de sua mãe.
Detenho-me no termo "irrigado", cujo sinónimo só poderá ser "regado". Significa que o falo do senhor seu pai - e o seu, está bom de ver- se comparam a uma mangueira ou a um regador. Interessante, a imagem.
Ao contrário das plantinhas, só houve uma irrigação.
E a semente cresceu como? Por obra do Espírito Santo, calculo.
Qual das partes teve, então, maior participação aqui: a terra (o ventre materno) ou a água (o que sai do falo paterno)?
O amigo lembra que o homem tem 4 bilhões (em Portugal dizemos biliões) de neurónios a mais do que a mulher. Isto porque o homem tem uma cabeça grande, comparativamente à mulher. Ora ter a cabeça grande não é o mesmo que ter uma grande cabeça. Em inteligência, homem e mulher pouco diferem, embora os estudos mostrem que são mais elas que acabam os estudos, enquanto eles os deixam a meio. Se isto não é um claro sinal de inteligência, pelo menos será de perseverança. Apesar dos 4 biliões de neurónios a menos...
Uma outra razão que explique o facto do homem ter mais neurónios do que a mulher: ao homem foi permitido evoluir, enquanto a mulher, considerada inferior, era mantida em casa, sem acesso a grandes estudos. O amigo pode, porém, constatar aonde a mulher conseguiu chegar, apesar de não ter um córtex tão evoluído. Como em tudo, o cérebro não se mede pelo tamanho, nem pelo número de neurónios.
Vejamos o caso de uns quantos homens que, talvez pelo número de neurónios a mais, se matam nas estradas por excesso de velocidade, ou outros que, por uma coisa de nada, mas feridos no seu orgulho de machos, se pôem a matar os outros ao desbarato. É incompreensível que estes homens, tendo tantos neurónios, se continuem a matar ou a matar os outros. Provavelmente só terão um terço dos seus neurónios a funcionar, ou talvez nem isso.
Entretanto trago-vos a resposta que dei a um outro senhor, que me teceu um comentário no mesmo post:
Caro amigo Paulo Roberto Consul.
Se puder perder o seu tempo -só lhe peço mais um pouquinho do seu precioso tempo- remeto-o para a leitura do post EM MINHA DEFESA SÓ POSSO DIZER: SOU PEQUENA, E COM MUITO ORGULHO.
Penso que fica aí dada uma resposta à altura. Sem nunca faltar ao respeito, que não é de minha natureza e não foi assim que me ensinaram a ser com os outros.
Carece aqui esclarecer que eu não sou contra a guarda compartilhada em si, e sim contra a lei que obriga todos os casais a seguir este tipo de guarda.
Digo, e repito: é uma asneira impôr um modo de guarda a todos os casos.
Este modo de guarda sempre existiu, como também a guarda alternada ou mesmo a guarda ao pai (no filme À PROCURA DA FELICIDADE uma mãe cedeu -há quem diga que sob pressão- a guarda do filho ao pai). O meu último post é mesmo sobre este filme, que eu vi ontem à noite.
A Justiça deve manter as múltiplas hipóteses, sempre a pensar no que de facto é melhor para a criança (nem sempre são as condições materiais ou o tempo disponível de que dispomos, o amigo não acha?).
De forma alguma deve impôr. Não se faz com gosto o que nos é imposto. Muito menos à pressão.
Lamento, meu caro amigo, mas tenciono dizer as minhas "asneiras" até que lhe encontrem o sentido.
Vejam o que mentes grandes fizeram à Joana, este ser frágil e pequeno, e digam-me o quanto pequena eu sou:
NOTÍCIA
A médica Cristiane Ferraz, mãe da menina de cinco anos que morreu na última sexta-feira (13) após passar quase um mês em coma em um hospital do Rio, disse nesta terça, em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, da Rede Globo, que a filha foi vítima do Judiciário brasileiro. A criança começou a passar mal quando estava com o pai, que obteve na Justiça a guarda provisória por 90 dias.
Corpo de menina atendida por falso médico é enterrado
Médica acusada de contratar falso médico presta depoimento
Médica acusada de contratar falso médico é presa
Morre no Rio menina com suspeita de maus-tratos
"A J. foi vítima da legislação desse país, foi vítima do Poder Judiciário do país. A juíza mandou tirá-la de dentro de casa e entregá-la para ser morta", afirmou Ferraz. "Eu vou acreditar em quem, vou recorrer a quem agora?", questionou.
Reprodução/Divulgação
Imagem divulgada pela polícia do Rio do estudante de medicina que atendeu a menina de cinco anos que morreu nesta sexta
O caso está sendo investigado pela DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). Uma das hipóteses investigadas é que a menina tenha sido vítima de maus tratos por parte do pai. A polícia também constatou que ela foi atendida por um falso médico no hospital RioMar, da Barra da Tijuca. O estudante de medicina Alex Sandro Cunha da Silva já teve a prisão temporária decretada, mas está foragido. A pediatra Sarita Fernandes, apontada como a responsável pela contratação do falso médico, já está presa.
A suspeita de maus tratos surgiu depois que a mãe encontrou marcas no corpo da criança quando ela já estava em coma no hospital Amiu, de Botafogo. Ferraz já estava há quase dois meses sem ver a filha, proibida pela Justiça. A juíza que cuidou do caso tinha determinado o afastamento com base em laudo psicológico que apontou que a menina sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores coloca o filho contra o outro.
A criança foi então entregue ao pai, André Marins. Ele nega que tenha agredido a filha e diz que ela teve convulsões.
O delegado Luiz Henrique Marques Pereira, responsável pelo inquérito, aguarda laudo do IML para determinar se as marcas encontradas na menina são resultantes de maus tratos e se elas tiveram relação com o quadro neurológico que a levou à morte.
Falarei até que a voz me doa.
Porque há uma outra Joana, num outro canto qualquer, vítima de decisões como esta, grandes na estupidez e na falta de sentido.
Grandes, a ponto de causarem tragédias como esta.
Prefiro ser pequena.
Prefiro gente pequena, que tome decisões à medida de cada caso.
Porque cada caso é um caso.
"Nem todas as verdades são para todos os ouvidos." (Umberto Eco, O NOME DA ROSA)
Permiti-me trazer este comentário que me fizeram, talvez o melhor até hoje!
Cara amiga,
faz tempo que não invisto tanto tempo num comentário.
Isto se fez necessário, pois desconfiei que pouco, ou quase nada compartilhávamos de valores civilizatórios.
Dada a facilidade de discordar de ti, desconfiei que poderia ter algo de errado.
As releituras foram solidificando as ideias, que com a repetição, tornaram-se óbvias.
Quem é este ser, que assim escreve?
Que usa o amor para derrubar a isonomia.
Que defende uma intervenção estapafúrdia do estado no espaço privado. Não para produzir o bem, mas para estabelecer um desequilíbrio sexista e preconceituoso.
Recorres a cortes anônimos de manifestações sem nenhuma representatividade para sustentar a tese de um natural privilégio sendo agredido.
Um privilégio quase divino, tão sagrado que os valores seculares que nos trouxeram até aqui, e que duvido observar a autora abrir mão dos que ela aprecia, devem recuar em refluxo, pois uma força maior exige repeito.
Produz em mim a dúvida:
A escritora é capaz de perceber as lamentáveis manobras de retórica que no texto lança mão, ou trata-se apenas de um caso não nem mesmo identificar o que faz. Malícia ou inocência?
Copiei o texto e mandei para um amigo, um ser mais culto, mas menos elegante que eu no uso da palavras.
Seu retorno:
- trata-se de um ser pequeno, horizontes pequenos, raciocínio pequeno, capacidade cognitiva pequena e autocrítica reduzida. Vale entretanto destacar o formato poético e o provável exuberante umbigo. O suficiente para obliterar sua visão da realidade.
Tal forma de vida só é capaz de se sustentar num ambiente muito propício, numa sombra. Pouco debate, pouca ou nenhuma contestação. Provavelmente de forma anônima ou nos braços de um público que quer ler este tipo de disparate. Não vale a pena. Passe sem comentar.
Ponderei e, ignorando o conselho, posto aqui.
Sugestões:
1- Aprofundar sobre as bases da igualdade dentro da civilização ocidental. Custos e necessidades.
2- Procurar avaliar que as intervenções na sociedade sempre trazem custos colaterais. Tais intervenções hoje já possuem um histórico do tipo: Bom - não bom. Legislação intrafalimiar é muito sensível.
3- Não existem, na maior parte das vezes, homens e mulheres. Existem pessoas e pessoas abusam do sistema. Intervenções devem ser feitas levando isto em consideração.
4- Listar homens anônimos com falas que, colocando o medo, endossam as tuas posições, não fortalece as tuas posições, demole a tua credibilidade.
5- Definir melhor o teu objetivo. Se for proteger a criança, reavalie. Tenho uma filha e qualquer estrutura que nos leve, eu e/ou a mãe, a pensar duas vezes é bom para a criança. Somos falhos e, pela Metodologia Delphi, assim a criança obtém o melhor.
6- Se surgir qualquer outra posição que deveria sustentar o tratamento diferencial da mãe fora da amamentação, gostaria de lembrar que o homem tem 4 bilhões de neurônios a mais. Não faz sentido reabrir a porteira e iniciarmos o combate de bobagem com bobagem. Assegurar a isonomia e exigir a transparência são os únicos passos que o estado pode aplicar em larga escala.
Abraços,
Cosme, Pai de Sofia.
Nascido de um ventre materno generosamente irrigado pelo falo paterno.
29 de Novembro de 2010 11:46
fénix renascida disse...
Espantosa, esta resposta.
Eu diria até grandiosa.
Permita que este ser pequeno faça da sua resposta uma coisa grande, tornando-a post.
Grande, à sua altura.
De pequena que sou, nunca tive dimensão para responder tão imensamente mal a quem quer que fosse que tivesse uma opinião diversa da minha.
Num estado de Igualdade, creio ser um direito meu ter a minha pequena e tão humilde opinião sofre um assunto de grande importância: o Superior Interesse da Criança.
Tenciono continuar a fazer uso desse meu direito, respeitando sempre o direito dos outros (o que não significa que eu dê por certo tudo o que me dizem, ou melhor, tudo o que me mandam fazer).
Nascida do ventre materno, e ponto.
Leia o meu post sobre os espermatozóides (OS ESPERMATOZÓIDES MOVEM-SE SIM... COM A AJUDA DA MAMÃ!), para ter uma melhor noção de biologia.
Caso não saiba, a sua mãe deu uma grande ajuda ao seu pai. Para ser mais exacta, mesmo a sua avozinha, a mãe do seu pai, deu o seu contributo. Sem essa preciosa ajuda,vinda do lado materno, o caro amigo não estava aqui. Nem o amigo, nem os restantes, incluindo eu.
POST_SCRIPTUM: Caso o caro amigo não tenha ainda reparado, o mundo está cheio de pessoas "pequenas", que dizem os mesmos "disparates" que eu. Muitas dessas pessoas são especialistas. Como vê, não sou a única. Se fosse, sentir-me-ia muito honrada com a atenção dada à minha pessoa, "pequena" como dizeis.
De resto devo agradecer-lhe as suas palavras -difícil, ainda assim, de encontrar o sentido no emaranhado-, pois que ilustram, com exactidão, aquilo que eu tenho dito até aqui, e com mais exactidão ainda aquilo que Martin Dufresne disse no seu artigo EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI!", particularmente a parte em que o caro amigo diz que o falo do seu pai "generosamente" irrigou o ventre de sua mãe.
Detenho-me no termo "irrigado", cujo sinónimo só poderá ser "regado". Significa que o falo do senhor seu pai - e o seu, está bom de ver- se comparam a uma mangueira ou a um regador. Interessante, a imagem.
Ao contrário das plantinhas, só houve uma irrigação.
E a semente cresceu como? Por obra do Espírito Santo, calculo.
Qual das partes teve, então, maior participação aqui: a terra (o ventre materno) ou a água (o que sai do falo paterno)?
O amigo lembra que o homem tem 4 bilhões (em Portugal dizemos biliões) de neurónios a mais do que a mulher. Isto porque o homem tem uma cabeça grande, comparativamente à mulher. Ora ter a cabeça grande não é o mesmo que ter uma grande cabeça. Em inteligência, homem e mulher pouco diferem, embora os estudos mostrem que são mais elas que acabam os estudos, enquanto eles os deixam a meio. Se isto não é um claro sinal de inteligência, pelo menos será de perseverança. Apesar dos 4 biliões de neurónios a menos...
Uma outra razão que explique o facto do homem ter mais neurónios do que a mulher: ao homem foi permitido evoluir, enquanto a mulher, considerada inferior, era mantida em casa, sem acesso a grandes estudos. O amigo pode, porém, constatar aonde a mulher conseguiu chegar, apesar de não ter um córtex tão evoluído. Como em tudo, o cérebro não se mede pelo tamanho, nem pelo número de neurónios.
Vejamos o caso de uns quantos homens que, talvez pelo número de neurónios a mais, se matam nas estradas por excesso de velocidade, ou outros que, por uma coisa de nada, mas feridos no seu orgulho de machos, se pôem a matar os outros ao desbarato. É incompreensível que estes homens, tendo tantos neurónios, se continuem a matar ou a matar os outros. Provavelmente só terão um terço dos seus neurónios a funcionar, ou talvez nem isso.
Entretanto trago-vos a resposta que dei a um outro senhor, que me teceu um comentário no mesmo post:
Caro amigo Paulo Roberto Consul.
Se puder perder o seu tempo -só lhe peço mais um pouquinho do seu precioso tempo- remeto-o para a leitura do post EM MINHA DEFESA SÓ POSSO DIZER: SOU PEQUENA, E COM MUITO ORGULHO.
Penso que fica aí dada uma resposta à altura. Sem nunca faltar ao respeito, que não é de minha natureza e não foi assim que me ensinaram a ser com os outros.
Carece aqui esclarecer que eu não sou contra a guarda compartilhada em si, e sim contra a lei que obriga todos os casais a seguir este tipo de guarda.
Digo, e repito: é uma asneira impôr um modo de guarda a todos os casos.
Este modo de guarda sempre existiu, como também a guarda alternada ou mesmo a guarda ao pai (no filme À PROCURA DA FELICIDADE uma mãe cedeu -há quem diga que sob pressão- a guarda do filho ao pai). O meu último post é mesmo sobre este filme, que eu vi ontem à noite.
A Justiça deve manter as múltiplas hipóteses, sempre a pensar no que de facto é melhor para a criança (nem sempre são as condições materiais ou o tempo disponível de que dispomos, o amigo não acha?).
De forma alguma deve impôr. Não se faz com gosto o que nos é imposto. Muito menos à pressão.
Lamento, meu caro amigo, mas tenciono dizer as minhas "asneiras" até que lhe encontrem o sentido.
Vejam o que mentes grandes fizeram à Joana, este ser frágil e pequeno, e digam-me o quanto pequena eu sou:
NOTÍCIA
A médica Cristiane Ferraz, mãe da menina de cinco anos que morreu na última sexta-feira (13) após passar quase um mês em coma em um hospital do Rio, disse nesta terça, em entrevista à apresentadora Ana Maria Braga, da Rede Globo, que a filha foi vítima do Judiciário brasileiro. A criança começou a passar mal quando estava com o pai, que obteve na Justiça a guarda provisória por 90 dias.
Corpo de menina atendida por falso médico é enterrado
Médica acusada de contratar falso médico presta depoimento
Médica acusada de contratar falso médico é presa
Morre no Rio menina com suspeita de maus-tratos
"A J. foi vítima da legislação desse país, foi vítima do Poder Judiciário do país. A juíza mandou tirá-la de dentro de casa e entregá-la para ser morta", afirmou Ferraz. "Eu vou acreditar em quem, vou recorrer a quem agora?", questionou.
Reprodução/Divulgação
Imagem divulgada pela polícia do Rio do estudante de medicina que atendeu a menina de cinco anos que morreu nesta sexta
O caso está sendo investigado pela DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). Uma das hipóteses investigadas é que a menina tenha sido vítima de maus tratos por parte do pai. A polícia também constatou que ela foi atendida por um falso médico no hospital RioMar, da Barra da Tijuca. O estudante de medicina Alex Sandro Cunha da Silva já teve a prisão temporária decretada, mas está foragido. A pediatra Sarita Fernandes, apontada como a responsável pela contratação do falso médico, já está presa.
A suspeita de maus tratos surgiu depois que a mãe encontrou marcas no corpo da criança quando ela já estava em coma no hospital Amiu, de Botafogo. Ferraz já estava há quase dois meses sem ver a filha, proibida pela Justiça. A juíza que cuidou do caso tinha determinado o afastamento com base em laudo psicológico que apontou que a menina sofria de síndrome de alienação parental, quando um dos genitores coloca o filho contra o outro.
A criança foi então entregue ao pai, André Marins. Ele nega que tenha agredido a filha e diz que ela teve convulsões.
O delegado Luiz Henrique Marques Pereira, responsável pelo inquérito, aguarda laudo do IML para determinar se as marcas encontradas na menina são resultantes de maus tratos e se elas tiveram relação com o quadro neurológico que a levou à morte.
Falarei até que a voz me doa.
Porque há uma outra Joana, num outro canto qualquer, vítima de decisões como esta, grandes na estupidez e na falta de sentido.
Grandes, a ponto de causarem tragédias como esta.
Prefiro ser pequena.
Prefiro gente pequena, que tome decisões à medida de cada caso.
Porque cada caso é um caso.
LEI DA GUARDA COMPARTILHADA, UM MÉTODO DE CONTRÔLE DE NATALIDADE 100% EFICAZ!
Se eu vos disser que a lei da guarda compartilhada é igual a LEI DA MULHER ESPARTILHADA (que usa um espartilho, sendo que aqui nos referimos às várias formas que se encontrou para espartilhar, isto é, alienar a vontade da mulher e dos filhos), quem de vós está, ainda assim, diposta a ter filhos?
A nós, que temos o dom de procriar e de amar, a terrível decisão.
Nestes tempos, ter ou não ter filhos não é mais uma questão.
Diante de tais leis, não ter filhos é a solução.
Conclui-se, pelos muitos casos que se conhece -particularmente os casos de falsas denúncias de alienação tomadas como verdadeiras e de verdadeiras denúncias de abuso sexual tomadas como falsas- que a lei da guarda compartilhada e a lei que pune a alienação (quem irá punir aqueles que andam a pressionar as suas ex-mulheres, inclusive com ameaças?!) não incentiva a mulher a gerar e a dar à luz novas crianças. Antes a demove.
Li algures um comentário de um pai que dizia que esta lei iria fazer a mulher pensar duas vezes antes de dizer ou fazer algo. Um outro pai, ao conseguir a guarda, virou-se para a sua ex-mulher, mãe das crianças, e disse-lhe "agora vê lá como te comportas, ou ficas sem ver os teus filhos!" E, para cúmulo dos cúmulos, houve mesmo um senhor que chegou ao ponto de dizer que nós, mulheres, mereciamos o período e tudo o que de mal nos acontecesse. Afinal, eles mesmo o dizem, nós somos mesmo autênticas "bruxas", e temos que pagar o mal que fizemos.
Por estas e por outras, penso que esta lei fará qualquer mulher pensar duas vezes antes de ter um filho, pois espera-se dela um TOTAL espírito de sacrifício (primeiro os outros, ela depois) e de abnegação.
Melhor dizendo, total obediência.
100% eficaz!
A menos que aceiteis o papel de barrigas de aluguer, que não sois.
Fostes, noutros tempos.
Os tempos são outros.
Na verdade, este método é tão eficaz que um dia o Homem deixará de existir.
Adeus Humanidade.
Missão cumprida.
Parabenizo a(s) mente(s) brilhante(s) que inventou este novo método.
Não me lembraria de coisa igual.
Nota: Eu não falo de cor, nem salteado.
Aconselho a leitura do meu post EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI", onde podereis ler a entrevista feita a Martin Dufresne, ex-militante do movimento dos pais separados, até à altura em que se deu conta de que o que de facto move a maioria é o PODER, der por onde der. Não vai a bem, vai a mal.
E dizem, ainda, que eu sou radical.
A ver vamos. Se ainda houver cá alguém para ver.
A nós, que temos o dom de procriar e de amar, a terrível decisão.
Nestes tempos, ter ou não ter filhos não é mais uma questão.
Diante de tais leis, não ter filhos é a solução.
Conclui-se, pelos muitos casos que se conhece -particularmente os casos de falsas denúncias de alienação tomadas como verdadeiras e de verdadeiras denúncias de abuso sexual tomadas como falsas- que a lei da guarda compartilhada e a lei que pune a alienação (quem irá punir aqueles que andam a pressionar as suas ex-mulheres, inclusive com ameaças?!) não incentiva a mulher a gerar e a dar à luz novas crianças. Antes a demove.
Li algures um comentário de um pai que dizia que esta lei iria fazer a mulher pensar duas vezes antes de dizer ou fazer algo. Um outro pai, ao conseguir a guarda, virou-se para a sua ex-mulher, mãe das crianças, e disse-lhe "agora vê lá como te comportas, ou ficas sem ver os teus filhos!" E, para cúmulo dos cúmulos, houve mesmo um senhor que chegou ao ponto de dizer que nós, mulheres, mereciamos o período e tudo o que de mal nos acontecesse. Afinal, eles mesmo o dizem, nós somos mesmo autênticas "bruxas", e temos que pagar o mal que fizemos.
Por estas e por outras, penso que esta lei fará qualquer mulher pensar duas vezes antes de ter um filho, pois espera-se dela um TOTAL espírito de sacrifício (primeiro os outros, ela depois) e de abnegação.
Melhor dizendo, total obediência.
100% eficaz!
A menos que aceiteis o papel de barrigas de aluguer, que não sois.
Fostes, noutros tempos.
Os tempos são outros.
Na verdade, este método é tão eficaz que um dia o Homem deixará de existir.
Adeus Humanidade.
Missão cumprida.
Parabenizo a(s) mente(s) brilhante(s) que inventou este novo método.
Não me lembraria de coisa igual.
Nota: Eu não falo de cor, nem salteado.
Aconselho a leitura do meu post EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI", onde podereis ler a entrevista feita a Martin Dufresne, ex-militante do movimento dos pais separados, até à altura em que se deu conta de que o que de facto move a maioria é o PODER, der por onde der. Não vai a bem, vai a mal.
E dizem, ainda, que eu sou radical.
A ver vamos. Se ainda houver cá alguém para ver.
O CASO DO PAI QUE DESAPARECE AO LARGO DE TAHITI COM OS DOIS FILHOS PEQUENOS
Terá o barco naufragado?
Terá o pai cometido suicídio, levando os filhos consigo?
Ou terá, como a família acredita, sido tudo muito bem engendrado, de forma a desaparecer com as crianças?
Se estão vivos ou não, não se sabe.
Apenas se sabe que os pais atravessavam um divórcio particularmente difícil, estando os filhos sujeitos à GUARDA ALTERNADA.
Estava, pois, facilitado o convívio das crianças com ambos os pais.
Resta saber de quem partiu a decisão de alternar a guarda, se dos próprios, se do tribunal.
Hoje as crianças estão em parte incerta.
Com o pai.
Disparition à Tahiti de Gaëlle et Arthur: reportage sur M6
Élise Le Gal déploie une énergie sans limite pour retrouver ses petits-enfants Gaëlle et Arthur, disparus avec leur papa depuis le 4 juin dernie M6 a diffusé dimanche soir un document sur la disparition mystérieuse de Gaëlle Arthur et leur papa.
Leurs petits-enfants ont disparu le 4 juin au large de Papeete avec leur papa. Leurs grands-parents alréens viennent de passer trois semaines à Tahiti pour enquêter. Avec eux, une équipe de M6. Ils racontent.
Cinq mois qu'ils sont sans aucune nouvelle de Gaëlle et Arthur, leurs petits-enfants âgés de 2 et 3 ans et de leur papa, Dominique, l'ex-compagnon de leur fille Vanessa. Cinq mois qu'Élise et René Le Gal vivent au rythme angoissant de ne pas savoir ce qu'ils sont devenus.
Depuis le 4 juin qu'ils ont disparu avec leur père, Dominique, à bord du voilier familial Honu, deux hypothèses demeurent. La première laisse penser que le bateau aurait coulé au large de Moorea avec tout le monde à bord.
Un pêcheur avait d'ailleurs affirmé avoir vu le bateau couler. « Nous avons rencontré le pêcheur en question. Ils nous a même emmené à l'endroit où il avait vu le bateau. Mais aujourd'hui, il nous assure qu'il ne s'agit pas de celui de Dominique », racontent Élise et René le Gal.
Nous ne croyons pas au suicide
Ce revirement dans le témoignage du pêcheur conforte les grands-parents, et leur fille Vanessa, qui vit toujours à Papeete, dans l'hypothèse que Dominique est en fuite avec ses deux enfants. « Il y a trop d'éléments troublants qui nous laissent penser que Dominique et les enfants sont en vie. Nous pensons plutôt qu'il a préparé son départ. Nous ne croyons pas au suicide », martèle Élise le Gal.
À Papeete, où ils sont restés durant trois semaines, ils ont refait l'enquête, rencontrer les amis et l'avocat de leur ex-gendre, sillonné le territoire, obtenu un entretien avec le juge d'instruction... « On doit se mobiliser. Il faut faire tout ce qui est possible pour les retrouver ».
Parmi les actions à mener, il y en a une sur laquelle les grands-parents insistent. « Il faut absolument sonder les fonds. Depuis le début nous demandons qu'un devis soit établi mais on ne nous répond pas. Là au moins, on saura si le bateau qui a coulé est l'Honu ou pas ».
Mais la zone est répertoriée à 2 500 mètres de fond. « Les services de l'État nous refusent ça parce que ça coûterait trop cher. Mais la vie de nos petits-enfants n'a pas de prix ».
Reportage sur M6
Ce dimanche à 17 h 15, un reportage de 20 minutes diffusé dans l'émission 66 minutes sur M6, retraçait le parcours d'Élise et René avec leur fille Vanessa, pour trouver des réponses à leurs interminables questions.
« C'est vrai qu'il y a des éléments très troublants. Mais nous sommes rentrés de ce voyage sans réponse. Aujourd'hui encore, toutes les hypothèses sont possibles, estime Mathieu Jégo, journaliste chargé de l'enquête à M6. Nous voulons mettre la lumière sur cette histoire pour aider la famille à faire avancer l'enquête », poursuit-il.
Élise et René le Gal, les yeux rivés sur leur télé, espèrent que des milliers d'autres téléspectateurs verront le reportage et auront peut-être croisé, quelque part, les petits et leur papa. En attendant, ils espèrent...
Terá o pai cometido suicídio, levando os filhos consigo?
Ou terá, como a família acredita, sido tudo muito bem engendrado, de forma a desaparecer com as crianças?
Se estão vivos ou não, não se sabe.
Apenas se sabe que os pais atravessavam um divórcio particularmente difícil, estando os filhos sujeitos à GUARDA ALTERNADA.
Estava, pois, facilitado o convívio das crianças com ambos os pais.
Resta saber de quem partiu a decisão de alternar a guarda, se dos próprios, se do tribunal.
Hoje as crianças estão em parte incerta.
Com o pai.
Disparition à Tahiti de Gaëlle et Arthur: reportage sur M6
Élise Le Gal déploie une énergie sans limite pour retrouver ses petits-enfants Gaëlle et Arthur, disparus avec leur papa depuis le 4 juin dernie M6 a diffusé dimanche soir un document sur la disparition mystérieuse de Gaëlle Arthur et leur papa.
Leurs petits-enfants ont disparu le 4 juin au large de Papeete avec leur papa. Leurs grands-parents alréens viennent de passer trois semaines à Tahiti pour enquêter. Avec eux, une équipe de M6. Ils racontent.
Cinq mois qu'ils sont sans aucune nouvelle de Gaëlle et Arthur, leurs petits-enfants âgés de 2 et 3 ans et de leur papa, Dominique, l'ex-compagnon de leur fille Vanessa. Cinq mois qu'Élise et René Le Gal vivent au rythme angoissant de ne pas savoir ce qu'ils sont devenus.
Depuis le 4 juin qu'ils ont disparu avec leur père, Dominique, à bord du voilier familial Honu, deux hypothèses demeurent. La première laisse penser que le bateau aurait coulé au large de Moorea avec tout le monde à bord.
Un pêcheur avait d'ailleurs affirmé avoir vu le bateau couler. « Nous avons rencontré le pêcheur en question. Ils nous a même emmené à l'endroit où il avait vu le bateau. Mais aujourd'hui, il nous assure qu'il ne s'agit pas de celui de Dominique », racontent Élise et René le Gal.
Nous ne croyons pas au suicide
Ce revirement dans le témoignage du pêcheur conforte les grands-parents, et leur fille Vanessa, qui vit toujours à Papeete, dans l'hypothèse que Dominique est en fuite avec ses deux enfants. « Il y a trop d'éléments troublants qui nous laissent penser que Dominique et les enfants sont en vie. Nous pensons plutôt qu'il a préparé son départ. Nous ne croyons pas au suicide », martèle Élise le Gal.
À Papeete, où ils sont restés durant trois semaines, ils ont refait l'enquête, rencontrer les amis et l'avocat de leur ex-gendre, sillonné le territoire, obtenu un entretien avec le juge d'instruction... « On doit se mobiliser. Il faut faire tout ce qui est possible pour les retrouver ».
Parmi les actions à mener, il y en a une sur laquelle les grands-parents insistent. « Il faut absolument sonder les fonds. Depuis le début nous demandons qu'un devis soit établi mais on ne nous répond pas. Là au moins, on saura si le bateau qui a coulé est l'Honu ou pas ».
Mais la zone est répertoriée à 2 500 mètres de fond. « Les services de l'État nous refusent ça parce que ça coûterait trop cher. Mais la vie de nos petits-enfants n'a pas de prix ».
Reportage sur M6
Ce dimanche à 17 h 15, un reportage de 20 minutes diffusé dans l'émission 66 minutes sur M6, retraçait le parcours d'Élise et René avec leur fille Vanessa, pour trouver des réponses à leurs interminables questions.
« C'est vrai qu'il y a des éléments très troublants. Mais nous sommes rentrés de ce voyage sans réponse. Aujourd'hui encore, toutes les hypothèses sont possibles, estime Mathieu Jégo, journaliste chargé de l'enquête à M6. Nous voulons mettre la lumière sur cette histoire pour aider la famille à faire avancer l'enquête », poursuit-il.
Élise et René le Gal, les yeux rivés sur leur télé, espèrent que des milliers d'autres téléspectateurs verront le reportage et auront peut-être croisé, quelque part, les petits et leur papa. En attendant, ils espèrent...
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