sexta-feira, 9 de abril de 2010

ALIENAÇÃO PARENTAL: O OUTRO LADO DA QUESTÃO!

Da mesma forma que há falsas acusações de abuso sexual também há falsas acusações de alienação parental! E isto ficará pior, se a mesma for reconhecida como Patologia e Crime!

"A busca de causalidades para o conflito, conferindo status a essas partes em
agressores e vítimas, culpados e inocentes, de acordo com Bucher-Maluschke (2007b),
estigmatiza os culpados e retira as responsabilidades dos inocentes. Dessa forma, as
famílias são expostas à verdadeira alienação em relação ao contexto jurídico e em
relação aos seus membros. Minuchin (1985) afirma que essa atribuição de culpa
presente no Judiciário em detrimento de uma postura voltada para as possíveis soluções
leva à repetição de intervenções inúteis para as famílias.

Compreende-se que esse funcionamento da Justiça assemelha-se à dinâmica do
divórcio destrutivo, na medida que se estabelecem culpados e inocentes para o conflito
familiar. Ao longo da pesquisa-ação, evidenciou-se que os ex- cônjuges envolvidos em
relações destrutivas incluem terceiros que não promovem a resolução da disputa, como
é o caso da Justiça. A união da disputa conjugal com o paradigma regulatório
predominante na Justiça (Santos, 2000) contribui para a perpetuação do divórcio
destrutivo, completando, assim, o ciclo vicioso.

Outro terceiro presente nesse contexto que também contribui para a manutenção
do conflito familiar refere-se à utilização do termo de Síndrome de Alienação Parental.
Este conceito pode ser considerado um terceiro de ordem médica que, freqüentemente,
tem sido incluído nesses casos. Considera-se que a medicalização de uma situação – que
é de ordem complexa, sistêmica, instável, subjetiva e relacional – paralisa a família e os
profissionais da Justiça em uma visão voltada apenas para os aspectos negativos do
divórcio destrutivo. Este conceito médico também constrói causas, culpados e vítimas,
que são elementos que impedem o desenvolvimento familiar para formas saudáveis de
relacionamento, como visto ao longo do trabalho.

Bucher-Maluschke (2007b) questiona os vocabulários jurídico e médico, uma
vez que, historicamente, eles se apresentam de forma a patologisar os indivíduos e as
relações familiares. Verifica-se que essas nomenclaturas tradicionais, carregadas de
afetos negativos, ainda estão presentes em diversas outras ciências, incluindo a
Psicologia. Segundo a autora, esse vocabulário deve ser reorganizado a fim de se
elaborarem diagnósticos mais autênticos da realidade familiar estudada. A proposta da
Psicologia inserida no contexto jurídico é de atuação psicossocial, ou seja, os aspectos
sociais envolvidos são de grande relevância para esse trabalho, tanto quanto às questões
psicológicas e psicopatológicas (Costa & cols., aceito).

A partir dessas considerações, a atuação profissional com famílias no contexto
jurídico deve ser realizada de maneira conjunta, em que podem ser contemplados seus
momentos de acordos, divergências e contradições. Para tanto, é fundamental o
estabelecimento de uma visão epistemológica de enfoque sistêmico assim como da
interdisciplinaridade no trabalho com famílias em conflito no contexto da Justiça (Aun,
Vasconcellos & Coelho, 2006; Braganholo, 2005; Bucher-Maluschke, 2007b; Lima &
Fonseca, 2008). O Direito Crítico também traz avanços importantes, por respeitar as
questões subjetivas e emancipatórias presentes nos processos judiciais (Braganholo,
2005; Santos, 2000). O estabelecimento desses aspectos em muito pode contribuir para
a quebra do ciclo vicioso entre as dinâmicas do sistema Judiciário e do divórcio
destrutivo."

in sábado, 21 de novembro de 2009
Papéis conjugais e parentais na situação de divórcio destrutivo com filhos pequenos
.


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Dissertação apresentada por MARIANA MARTINS JURAS ao Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, sob a orientação da Profª Drª LIANA FORTUNATO COSTA.


Direitos de Família SAP = SÍNDROME de ALIENAÇÃO PARENTAL - uma critica






OUTRO OLHAR SOBRE a

SÍNDROME da

ALIENAÇÃO

PARENTAL









Analicia Martins de Sousa
Psicóloga; mestre em Psicologia Social - UERJ; especialista em Psicologia Jurídica - UERJ

Email: analiciams@hotmail.com

Observa-se que, no Brasil, especialmente a partir do ano 2006, dificuldades relativas à separação conjugal e à guarda de filhos vêm sendo associadas à existência de um distúrbio, a síndrome da alienação parental (SAP), a qual foi definida pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner, falecido em 2003.



Em pouco tempo, o assunto virou manchete no cenário nacional sendo mencionado, com freqüência, na mídia, bem como em eventos e publicações que abordam questões ligadas ao litígio conjugal. Buscando aprofundar o estudo sobre a síndrome da alienação parental, foi realizada investigação junto ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (SOUSA, 2009).


Por meio da pesquisa realizada notou-se que, no Brasil, as associações de pais separados foram as principais responsáveis por promover e difundir o referido tema. Com a publicação de livros, realização de eventos, distribuição de cartilhas e outros recursos, essas associações vêm chamando atenção do público em geral e dos operadores do direito para a SAP. Recentemente, no ano de 2008, com o apoio dessas associações, foi elaborado projeto de lei (PL 4.053/08) que teria como objetivo impedir o desenvolvimento da considerada síndrome em situações de disputa judicial entre pais.


Para Gardner (2002a), com o passar do tempo a SAP poderia extinguir a relação da criança com o genitor rechaçado, ou alienado, como nomeou esse autor. Além disso, o psiquiatra acreditava que alguém que durante a infância percebeu um dos pais como vilão ou ameaçador, não poderia se tornar uma pessoa saudável, ou seja, a SAP possivelmente acarretaria problemas futuros nas relações com chefes, professores, namorado(a)s etc. O autor estava convencido também de que, por conta da SAP, surgiriam manifestações de distúrbios psiquiátricos ao longo da vida da criança (GARDNER, 1998b).


A despeito da intensa divulgação que vem sendo feita no Brasil sobre a SAP, verifica-se a ausência de debates e reflexões críticas sobre a mesma. Diante disso, nesse breve artigo, tem-se por objetivo colocar em discussão alguns aspectos relativos à teoria de Gardner que têm sido desconsiderados na difusão do tema.



Definida em meados dos anos 1980 por Richard Gardner (2001), a SAP seria um distúrbio infantil que ocorreria especialmente em menores de idade expostos às disputas judiciais entre seus pais. Tal síndrome se manifestaria por meio da rejeição exacerbada a um dos genitores, sem que houvesse justificativa para isso. Ainda segundo esse autor, o distúrbio seria resultado da manipulação psicológica da criança, por parte de um dos genitores, somada a colaboração da própria criança contra o outro responsável.

Cabe informar, no entanto, que existem muitas controvérsias em relação às idéias de Gardner. Embora ele sustentasse que sua teoria sobre a SAP era muito bem organizada e consistente, fundamentada em anos de estudos, o assunto tem sido objeto de discussão, uma vez que a nomeada síndrome não possui reconhecimento oficial, ou seja, não consta na atual versão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), publicada em 1994.

O psiquiatra norte-americano afirmava a existência da SAP sem, contudo, apresentar dados obtidos por meio de pesquisas científicas que embasassem o conceito por ele criado. Sua defesa em relação à SAP amparava-se antes em argumentos do que em resultados de pesquisas. Conforme Escudero, Aguilar et Cruz (2008), Gardner apoiava-se fundamentalmente em analogias com doenças físicas e argumentações supostamente lógicas para comprovar sua teoria sobre tal síndrome. Aliado a isso, continuam os autores, Gardner utilizava-se de consenso com outros profissionais que pensavam de forma similar a ele, como garantia de evidência científica de suas proposições.

Em revisão aos textos de Gardner, nota-se que ele desconsiderou a existência de pesquisas sobre separação conjugal e guarda de filhos, e amparou-se quase que exclusivamente em seus próprios estudos, os quais não explicavam, de forma mais detida, como haviam sido realizados. Tem-se a impressão de que esse autor baseou-se, sobretudo, em suposições que construiu a partir de atendimentos clínicos e casos em que atuou como avaliador para a justiça. Os artigos de Gardner, de forma geral, são bastante parecidos, com informações que se repetem sistematicamente. São comuns indicações de que maiores detalhes podem ser encontrados em seus livros, os quais, cabe salientar, eram publicados em sua própria editora (DALLAM, 1999). Importa mencionar que, a difusão do nome da doença seria, para esse autor, uma forma de pressionar os comitês de avaliação do DSM para a inclusão da SAP na próxima revisão deste.

Compreende-se que na referência às crianças envolvidas em situações de litígio conjugal, o psiquiatra norte-americano engendra uma visão determinista e limitada com relação aos comportamentos dos membros do grupo familiar, os quais têm ignorada sua singularidade e sua capacidade de desenvolver suportes em meio a situações de conflito e sofrimento. Como comprovam outras pesquisas (BRITO, 2007; RAMIRES, 2004; SOUZA, 2000; WALLERSTEIN et KELLY, 1998), o modo como crianças e jovens entrevistados percebem a separação de seus pais pode variar amplamente, dependendo de fatores como idade, sexo, características individuais, dentre outros. Além disso, foram verificados diferentes quadros de somatizações por parte dos filhos, como também a existência de fatores que podem auxiliar na superação ou boa adaptação às mudanças trazidas com o divórcio.

Retornando à teoria de Gardner, a SAP seria induzida pelo genitor identificado como alienador, o qual na maioria dos casos é o guardião, ou seja, a mãe, já que com freqüência é ela quem detém a guarda dos filhos (GARDNER, 2002b). O autor justificava que, movidas por vingança e outros sentimentos desencadeados com a separação do casal, as mães guardiãs induziriam os filhos a rejeitar, ou mesmo odiar, o outro genitor (GARDNER, 1999). Ainda segundo o psiquiatra, em casos de SAP considerados severos, as mães seriam portadoras de algum tipo de distúrbio ou transtorno de personalidade (GARDNER, 1991).

Entende-se que, em realidade, a teoria de Gardner reduz a aspectos psicológicos e características individuais a problemática que envolve as situações de litígio conjugal em que um genitor tenta dificultar ou impedir a convivência dos filhos com o outro responsável.

Como identificam pesquisas sobre rompimento conjugal e guarda de filhos, e também a literatura sobre terapia de casal e família, por vezes, após a separação do casal se estabelece uma relação intensa entre um dos pais e os filhos, com o conseqüente alijamento do genitor não-residente (BRITO, 2007; CARTER et McGOLDRICK, 1995; GIBERTI, 1985; GONZALEZ, CABARGA et VALVERDE, 1994; WALLERSTEIN et KELLY, 1998). Essa forma de relação recebeu diferentes designações como cisma, aliança, alinhamento, coalizão, dentre outras. Os estudos mencionados apontam diversos fatores que podem contribuir para a existência desses comportamentos, chamando atenção não somente para questões individuais ou patológicas, como ocorre na teoria de Gardner sobre a SAP.

Nesse sentido, alguns autores destacam que diante de disputas acirradas, por vezes, dificuldades relativas ao casal acabam se mesclando com aquelas que dizem respeito aos filhos (BRITO, 1997, RIBEIRO, 2000). Outros autores assinalam que, questões individuais e geracionais, com freqüência, se acham envolvidas nesse cenário (BERNART et al, 2002). Diante disso, autores como Sousa et Samis (2008) enfatizam a importância de se oferecer às famílias que vivenciam o divórcio a possibilidade de atendimento, colaborando para que preservem as relações parentais.

Cabe mencionar, ainda, disposições legislativas, bem como sentenças judiciais que, ao longo do tempo, têm privilegiado a figura materna em relação à guarda de filhos. Esses fatores contribuem para que o pai tenha um papel secundário na vida destes, podendo facilmente ser descartado pela mãe guardiã, quando esta se sente no lugar de quem detém todo o poder de decisão sobre a prole (BRITO, 2002). Aliado a isso, o modo como os processos de separação judicial e guarda de filhos são encaminhados nos juízos de família pode, por vezes, fomentar o embate entre os ex-cônjuges, colocando os filhos na condição de objetos de disputa (FERNÁNDEZ et al, 1982). Destaca-se também o tempo transcorrido desde a separação do casal até a decisão judicial sobre a guarda dos menores de idade, bem como o próprio instituto da guarda unilateral como fatores que podem contribuir para que se estabeleçam alianças parentais, na medida em que os filhos passam a conviver majoritariamente com apenas um dos pais.

Ao analisar os fatores acima relacionados, compreende-se que o trabalho de Gardner foi, em realidade, o de estruturar e disseminar uma teoria que transformou o fenômeno das alianças parentais no litígio conjugal em uma síndrome.

No exame da problemática em questão, é preciso considerar, ainda, que os comportamentos exibidos por pais e mães separados, no que se refere à guarda de filhos, estão relacionados a construções sociais acerca das relações de gênero. Embora se tenha avançado no sentido da efetivação da igualdade jurídica entre homens e mulheres, pesquisas atestam que os papéis parentais permanecem, por vezes, associados a uma visão tradicional, sendo o homem visto como responsável pela manutenção da família e a mãe pelo cuidado dos filhos (ROCHA-COUTINHO, 2003). Aliado a isso, deve-se levar em conta o contexto social que, ao longo do tempo, tem privilegiado a figura materna no que se refere aos cuidados infantis, em detrimento do pai (ROMANELLI, 2003). Não se pode perder de vista, ainda, a imagem que vem sendo atribuída a muitas mulheres como “superpoderosas”, em analogia às personagens super-heroínas, vistas como capazes de dar conta, sozinhas, de rotinas exaustivas de trabalho dentro e fora de casa (FERNANDES, 2006; ROCHA-COUTINHO, 1998). Assim, algumas mulheres que detém a guarda dos filhos se vêem como capazes de exercer duplamente os papéis materno e paterno, fato que lhes colocaria na condição de super- mulheres.

Os discursos tradicionais quanto à valorização da figura materna no cuidado dos filhos (BADINTER, 1985; DONZELOT, 1986) associados a outros que dizem respeito às conquistas femininas na sociedade (MACHADO, 2002) podem contribuir para a postura de muitas mães guardiãs em relação aos filhos e ao ex-cônjuge. Compreende-se, portanto, que hoje, o que está sendo designado por SAP não é efeito isolado das atitudes dos genitores, mas sim algo imbricado entre o pessoal e o social, como aponta Hurstel (1999).


Cabe ressaltar que, o enfoque dado pela teoria de Gardner às mães guardiãs como alienadoras pode ter sérias conseqüências, como a estigmatização de mulheres que, por diferentes motivos, após a separação do casal voltam-se para a relação com os filhos, comportamento observado em vários estudos (HURSTEL, 1999; RAPIZO et al. 2001; WALLERSTEIN et KELLY, 1998). Um outro aspecto, não menos provável, é que pode estar em curso na atualidade a construção de uma nova personagem social, a mãe alienadora, a qual deve ser combatida, afastada e punida, como indicava o psiquiatra norte-americano.


No que tange à identificação da SAP, Gardner (2002b) ressaltava, com freqüência, a importância de os profissionais que atuam nos juízos de família terem conhecimentos sobre esta, motivo pelo qual organizou lista com os comportamentos que seriam exibidos por crianças portadoras da síndrome. Entende-se, no entanto, que por meio dos itens listados, os profissionais ao realizarem avaliações individuais estariam encaixando, como componentes da síndrome, os conflitos relacionais observados. Assim, amparados em um conhecimento com status de ciência e, portanto, com valor de verdade, os profissionais teriam a função não de diagnosticar, mas de criar a SAP. Compreende-se, portanto, o fato de o psiquiatra norte-americano atribuir qualquer controvérsia sobre a SAP a enganos com relação à prática dos profissionais, e não ao escasso rigor conceitual de sua teoria.

Conforme Gardner (1999), sendo diagnosticada a SAP, a criança e seus genitores deveriam ser submetidos, por meio de imposição judicial, a tratamento psicoterápico. Também classificado como “terapia da ameaça” (ESCUDERO, AGUILAR et CRUZ, 2008, p.203), esse tratamento envolveria sanções judiciais que poderiam ser utilizadas pelo terapeuta caso os membros da família não se dispusessem a cooperar (GARDNER, 1999).


Quanto ao genitor alienador, Gardner (1998a) recomendava sanções de ordem financeira como o pagamento de multa e a redução no valor da pensão alimentícia dos filhos. A colocação de transmissores eletrônicos no tornozelo do genitor alienador como forma de rastrear seus movimentos; a perda da guarda dos filhos e a suspensão de qualquer contato com estes também eram medidas sugeridas pelo psiquiatra. E, se todas essas sanções não fossem suficientes, Gardner aconselhava, então, a prisão do genitor alienador.

Refletindo sobre o tratamento recomendado por Gardner à família em litígio, percebe-se que este diz respeito mais a técnicas disciplinares (FOUCAULT, 2007) do que a intervenções terapêuticas. Sob o discurso de tratamento da doença subjaz a coerção imediata, o controle constante, a imposição de comportamentos, a violência tácita no confronto de forças entre o profissional terapeuta e os membros da família, com o objetivo de subjugar, disciplinar estes últimos, tornando-os dóceis e cooperativos.

É forçoso constatar que, com sua teoria, Gardner chamou atenção para o fenômeno das alianças parentais no contexto do litígio conjugal. Todavia, isso só ocorreu na medida em que transmudou tal fenômeno em um distúrbio, atribuindo ao mesmo o rótulo de SAP. Com um nome novo, de fácil identificação, e que causa certo impacto, pode-se dizer que a teoria do psiquiatra norte-americano vem conquistando muitos adeptos. No Brasil, a despeito dos estudos citados ao longo desse artigo, parece que somente agora, com a difusão do tema SAP, é que pais e profissionais tomaram conhecimento da existência das referidas alianças e de possíveis desdobramentos do litígio que pode permanecer após um rompimento conjugal.

Nota-se que os discursos sobre a SAP, no contexto nacional, vêm produzindo certo alarde social, com apelo contra o sofrimento imputado a crianças e jovens em situações de litígio conjugal. Aliado a isso, vem se construindo a imagem do nomeado genitor alienador como a de um monstro, à semelhança do que ocorreu com a imagem do criminoso, conforme demonstram os estudos de Foucault (2007). Pensa-se que tais discursos, ao estimularem comoção, indignação e repulsa, podem inibir a reflexão crítica sobre o assunto, deixando-se de lado o exame de questões sociais, legais e jurídicas. Com isso, a opinião pública se convence, ou é convencida, sobre a necessidade de intervenção estatal nas famílias em litígio por meio da criação de novas leis que, com o pretexto de proteção a crianças e jovens, vem submeter os membros do grupo familiar a medidas de controle e punição.

Conclui-se que a rápida difusão e naturalização do tema SAP no cenário nacional contribui para uma visão unilateral que absolutiza a existência de uma síndrome nas situações de litígio conjugal, retomando-se a idéia de que filhos de pais separados seriam problemáticos, ou melhor, doentes, portadores de distúrbios. É imprescindível, portanto, o debate e exame cuidadoso sobre a questão, pois essa pode ser uma forma de patologização de comportamentos no âmbito das relações familiares, ao mesmo tempo em que se limita a complexidade que envolve aquelas situações a transtornos psicológicos individuais.

terça-feira, 6 de abril de 2010

AS ESTATÍSTICAS MENTEM!

"Está provado que fazer aniversário é saudável. Estatísticas mostram que pessoas que fazem mais aniversários vivem mais."

S. den Hartog, Ph D. Thesis - University of Groningen

"Existem três tipos de mentira: mentira, mentira deslavada e estatísticas."

"Estatística: a teoria matemática da ignorância."

Será certo afirmar que 91% dos casos de alienação parental é da responsabilidade pela mãe, e só os restantes 9% levados a cabo pelo pai?! É preciso saber quem elaborou estas estátísticas (há sempre interesses por trás...) e qual o seu real conhecimento da realidade! Regra geral, as estatísticas ficam muito aquém do que realmente acontece!

segunda-feira, 8 de março de 2010

GENROS E NORAS: A GRANDE DIFERENÇA!

Sogra é sogra!
A diferença entre ser sogra do genro e sogra da nora!




Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:


- Como vão seus dois filhos... a Lúcia e o Francisco?


- Ah! Querida... a Lúcia casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que se levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Que Deus o abençoe!


- Que bom, minha amiga, e o Francisco? Casou também?


- Casou sim, querida, mas pobrezinho dele, teve um azar tremendo. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que se levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina!

E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora, aquela porca, nojenta!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O MITO DA MATERNIDADE PODE SER, EM PARTE, RESPONSÁVEL PELA DEPRESSÃO PÓS-PARTO(?!!!)

E eu que pensei que a depressão pós-parto (e toda a miscelânea de emoções que assaltam a mãe após o nascimento do filho) era normalíssimo!

Então, e se disser que estas novas ideias vieram, isso sim, confundir as mães -pois se é certo que nem todas estão vocacionadas para a maternidade, a generalidade tem inato o instinto maternal que muitos querem abafar-, contribuindo para um aumento e agravamento de depressões pós-parto?

E se eu disser que a culpa pode até nem ser a de não sentir esse amor incondicional pelo filho, mas sim a culpa de o "abandonar", de se deixar aprisionar, uma vez mais, pelos conceitos sociais? A culpa de saber que vive em função dos seus interesses, e não em função dos interesses do filho!

Uma mulher pode -e deve- realizar-se através de outras formas que não apenas a maternidade. Mas, para quem é mãe, essa deve ser a realização principal.

E que tal dar liberdade à mulher para ser mãe tal como sempre imaginou, longe de qualquer condicionalismos? Parem de dizer o que ela deve ou não fazer, e de a criticar por ter -ou deixar de ter- esta ou aquela atitude, e vereis que ela própria encontrará a resposta.
Parem de a confundir, afastando-a cada vez mais da sua verdadeira natureza!

Basta!!!

Mães, livrem-se de teorias e conceitos!
Não é a sociedade que vos vai dizer se sois ou não boas mães, e se tendes ou não o instinto para o ser!

Nãp deixeis que uma depressão pós-parto, uma realidade de quase todas as mulheres, seja o pretexto para concluirem que vivemos aprisionadas ao passado!

Talvez seja o presente o que nos aprisiona.
Sei de tantas mães que, em outros tempos, assim que davam à luz já se punham a trabalhar! Havia lá a depressão! E se havia, ela curava-se por si só!Primeiro o filho! Vão lá dizer-lhe que foi a sociedade que as fez agir assim!

Por acaso alguém diz a uma cadela como parir e como cuidar das crias? Todos os cuidados que ela presta à sua prole não são mais do que um comportamento imposto? O instinto maternal da cadela (e da maioria das progenitoras à face da Terra) é um mito?

Acreditais nisto?

Evidentemente, a maternidade não surge como algo obrigatório. Mas é natural, sim. Como é natural que nem todas as mulheres se sintam atráídas pela ideia de ter filhos. Como é natural que, à semelhança do que observamos na natureza, muitas mães abandonem os filhos.

A natureza sabe o que faz.
O Homem não sabe o que diz.

segunda-feira, 1 de março de 2010

GUARDA COMPARTILHADA À FORÇA: UM AMOR EGOÍSTA!

3ª turma do STJ - Crianças sob guarda compartilhada não podem se mudar para os EUA

A 3ª turma do STJ negou medida cautelar em que a mãe de três crianças buscava o direito de se mudar com os filhos menores, temporariamente, para os Estados Unidos. O caso foi relatado pela ministra Nancy Andrighi e a decisão foi unânime.

De acordo com o processo, os pais exercem a guarda compartilhada dos filhos desde a separação do casal, mas, como residem em cidades distintas, a guarda efetiva vem sendo exercida pela mãe. Ela diz ter sido contemplada com uma vaga para mestrado em uma universidade norte-americana e que a mudança seria pelo período aproximado de um ano. Como o pai não autorizou a viagem, iniciou-se a disputa judicial para suprimento do consentimento paterno.

A mãe mantém um relacionamento estável com um homem que já está morando nos Estados Unidos e de quem está grávida. Ela alega que a mudança temporária de domicílio seria uma fonte de enriquecimento cultural para as crianças, que passariam a viver em local com alto nível de qualidade de vida e teriam a oportunidade de aprender dois novos idiomais: inglês e espanhol. Já o pai sustenta que a mudança implicaria o completo afastamento entre pai e filhos, rompimento abrupto no convívio com familiares e amigos, além de prejuízo escolar com perda do ano letivo.

Em primeiro grau, o juiz negou o pedido da mãe. O tribunal local negou a apelação por maioria de votos. Foram apresentados recurso especial e medida cautelar ao STJ. No início do julgamento, a ministra Nancy Andrighi, ressaltou que se tratava de um dos processos considerados "dolorosos". Os autos trazem laudos psicológicos que comprovam os profundos danos emocionais sofridos pelas crianças em razão da disputa entre os pais.

A relatora negou a medida cautelar por entender que os requisitos para sua concessão não estavam presentes. Segundo ela, não houve demonstração de violação ao ECA (clique aqui), e não há perigo de dano, se não para a mãe das crianças no que se refere ao curso de mestrado.

Nancy Andrighi afirmou que, em momento oportuno e com mais maturidade, os menores poderão usufruir experiências culturalmente enriquecedoras sem o desgaste emocional de serem obrigados a optar entre dois seres que amam de forma igual e incondicional.

A ministra frisou que a decisão ocorreu em sede cautelar e que é passível de revisão na análise mais aprofundada do recurso especial. Ao acompanhar o entendimento da relatora, o presidente da 3ª turma, ministro Sidnei Beneti, ressaltou que a guarda compartilhada não é apenas um modismo, mas sim um instrumento sério que não pode ser revisto em medida cautelar. "Quem assume esse instituto forte tem que ter uma preparação maior para privar o outro do convívio com os filhos".

A ministra Nancy Andrighi assinalou, ainda, que "não é aconselhável que sejam as crianças privadas, nesse momento de vida, do convívio paterno, fundamental para um equilibrado desenvolvimento de sua identidade pessoal" e que "também não se recomenda que os filhos sejam afastados do convívio materno, o que geraria inequívoco prejuízo de ordem psíquico-emocional". Para ela, "o ideal seria que os genitores, ambos profundamente preocupados com o melhor interesse de seus filhos, compusessem também seus interesses individuais em conformidade com o bem comum da prole".

A MINHA OPINIÃO:

Pensou-se no pai (que sim, tem os seus direitos), mas não se pensou na mãe:

1. O seu actual companheiro reside nos EUA. Ela terá de ir sem os filhos, ou ficar...

2. Sabido que é o quanto o estado emocional de uma grávida afecta o bébé, em que estado terá ficado esta mulher?

3. É justo impôr ao novo companheiro a separação (na verdade, impôe-se ao casal!!!), ou que abandone o país em que reside e para onde se iria mudar a família?! E se ele também tiver filhos de outra relação?! E se ele não puder largar tudo, só porque apetece a um certo pai?!

4. O que faria este pai, na situação inversa?

5. Será que toda a gente se esquece que vivemos no século XXI, a era das comunicações? Não dispomos nós dos meios de transporte e de comunicação mais sofisticados, que facilitam o contacto e uma maior proximidade entre as pessoas? Havendo boa vontade de parte a parte, quem os impede?!

Certo: o interesse das crianças acima do interesse dos pais.
Mas, apesar da dor em se verem envolvidos numa disputa, alguém lhes perguntou o que desejavam?
Alguém -e seriam os pais a fazê-lo- conversou com eles, dizendo que o facto de irem com a mãe para outro país não significava que deixassem de ter um pai?
Alguém se preocupou em dizer-lhes que apesar da distância, o Amor e o contacto jamais morreriam?

Estou na dúvida se, de facto, se cumpriu o interesse das crianças ou o do pai...
Duvido que uma criança seja feliz numa clima de tensão. Isto porque acredito que quanto mais felizes forem os pais -juntos, ou não- tanto mais serão os filhos.

Eu vejo as coisas assim: o verdadeiro amor não é egoísta!

Quem ama, não prende!

Quem ama de facto, deixa partir!

Essa é a atitude mais nobre, a prova suprema do Amor que sentimos pelos nossos filhos.

Eu estou disposta a dar essa prova!

Estarão também os homens?

A POUCOS DIAS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, FALEMOS DA SUA FALSA EMANCIPAÇÃO!

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A Falsa Emancipação da Mulher

"Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos."

Leon Tolstoi, in 'Sonata a Kreutzer'

domingo, 28 de fevereiro de 2010

DE ONDE VEM TAMANHA SABEDORIA?!

A criança, a mãe e o pai: uma retrospectiva

Evandro Luís Silva - Psicanalista




“É em função das necessidades e dos valores dominantes de uma dada sociedade que se determinam os papéis respectivos do pai, da mãe e do filho” (Badinter, 1985, pg. 26)

Pensamos que, para se estabelecer o tipo de guarda, deve-se ter em conta as relações e vínculos entre pais e filhos – tem a ver com a forma da família se organizar. Neste sentido, achamos importante fazer uma retrospectiva das relações familiares no decorrer dos séculos, para entendermos como o papel de pai, mãe e filho são construídos de acordo com cada época e cultura, respondendo assim às necessidades sociais.

Esse percurso será norteado, principalmente, pelos autores Philippe Aries e Elisabeth Badinter, que tão sabiamente nos trazem dados importantes para conhecer e entender as relações familiares e a criança ao longo da história, a partir da sociedade Francesa.

Observamos que, nas sociedades medievais, as crianças viviam um anonimato perante a família. As amas de leite as levavam logo após o nascimento e, se não morressem -- pois os índices de óbitos infantis eram grandes --, eram devolvidas aos pais quando já estavam na faixa de quatro a sete anos de idade. As crianças eram entendidas como seres sem alma. Seus pais não estabeleciam vínculos com elas, tampouco se preocupavam com sua saúde. A sobrevivência destes seres pequenos estava ligada à sorte, pois era muito comum o infanticídio até o século XVII.

A morte dos filhos era encarada muito naturalmente, sem qualquer desespero, pois uma criança era facilmente substituída. Essa negligência e abandono eram de aceitação comum na sociedade. A partir de sua devolução pelas amas às famílias, eram consideradas adultas em miniaturas. Vestiam-se como adultos, e eram inseridas no mundo deles, sem restrições. Nessas sociedades não existia o “sentimento de infância” (Ariès, 1981).

Badinter (1985) trouxe questionamentos fundamentais que nos leva a entender que o amor materno como qualquer outro, é construído de acordo com as exigências sociais de cada época, e que o “instinto materno” é um mito. São questionamentos importantes como: se havia instintos, porque as mães se recusavam a amamentar e a educar seus filhos? Por que entregavam seus filhos a amas sesconhecidas, sem quaisquer referências ? Por que confiavam seus filhos a mulheres que em 14 meses perderam 31 crianças? Por que os entregavam as amas e não mais se preocupavam, não faziam visitas e até esqueciam-se de ir buscá-los?

A entrega dos filhos a amas de leite era um fenômeno generalizado em todas as camadas sociais, revelando verdadeiro abandono moral e afetivo por parte da mãe, do pai e de toda a sociedade, deixando as crianças em situações catastróficas. Moralistas do século XVIII ressaltam que os pais eram mais exigentes na escolha de uma criada ou de um serviçal de estrebarias do que com as amas de leite (Badinter, 1985).

E não param aí os questionamentos possíveis. Havia uma concordância maternal em certas sociedades de matarem as filhas mulheres. Havia, também, o que Badinter (1985) chamou de amor relativo. Amava-se mais o menino que a menina, mais o primogênito que o caçula. Aliás, o filho mais velho era amamentado e cuidado pela mãe. Segundo a autora, até o final do século XVII e início do século XVIII, o comportamento da mãe oscilava entre a indiferença e a rejeição.

Há uma corrente que acredita que as mães não se apegavam a seus filhos pois a possibilidade de morte era grande (Badinter, 1985, pgs. 138/140): mais de 25% das crianças morriam nos primeiros meses, e 2/3 das crianças que iam para amas de leite. No entanto, comungamos com a leitura de Badinter que “não é porque as crianças morriam como moscas que as mães não se interessavam por elas. Mas é em grande parte porque as mães não se interessavam que suas crianças morriam em tão grande número” (Badinter, 1985, pg. 87).

É a partir do século XVII que as crianças começam muito timidamente a receber um outro olhar, embora muito aquém dos dias de hoje. Do anonimato, passaram a ser seres engraçadinhos, que davam diversão. A aprendizagem que se dava no trabalho com os adultos passa a ser substituída pelas escolas, e começa uma preocupação com o infanticídio. “No século XVII, de um infanticídio secretamente admitido passou-se a um respeito cada vez mais exigente pela vida da criança” (Ariès, 1978, pg. 18).


A saúde da criança passou a ser uma preocupação inclusive do Estado, que preconizava a importância da população para um país, levando a criança a um valor mercantil, que produzirá riquezas. Com isso, a presença da mãe junto a seu filho é cobrada de forma ilimitada. A maternidade passa a ser um ideal, e assumi-la, sacrificando-se pelo filho, é característica da boa mãe, a santa mulher. Não assumir a maternidade, em contrapartida, é assumir-se como mãe má, indigna e mulher incapaz. O trabalho feminino é condenado e o universo da mulher passa a ser o seu lar, enquanto ao pai cabe a questão econômica.

É só a partir do século XIX que a família começa a se organizar em torno da criança, dando-lhe um papel de destaque. Os pais começam a interessar-se pelos estudos de seus filhos, e a afetividade que até então não existia, ou não era declarada e atuada, toma espaço de uma forma crescente. Marca-se aí a transformação da família: passa-se do público ao privado. A sociedade que tinha um papel especial, que se misturava e não se distinguia da família, sendo as casas uma continuidade da rua e dos negócios, passa a um segundo plano. As casas, que não permitiam qualquer intimidade e individualidade, precisando passar de cômodo em cômodo, pois não havia corredor, e com várias camas num mesmo cômodo que abrigavam casais, empregados e crianças, sem quaisquer reservas, passam a ter suas divisões, e cada cômodo respeita a privacidade que lhe é exigida. Enfim, a família se transforma, os valores são outros. “A família deixou de ser apenas uma instituição do direito privado para a transmissão dos bens e do nome, e assumiu uma função moral e espiritual, passando a formar os corpos e as almas” (Ariès, 1981,pg. 277).

Com os movimentos feministas, principalmente a partir de 1960, é que se intensifica a busca da igualdade social entre homens e mulheres, marcando de forma acentuada a entrada da mulher no mercado de trabalho. Havia uma denúncia de que as mulheres eram oprimidas pelos homens. É com esses movimentos que as mães conseguem escolher, sem culpa, deixar seus filhos em casa e ir para o trabalho, quer por necessidades financeiras, quer por realização profissional.

Com isso, a forma de organização familiar em que a mulher também contribui para o seu sustento ganhou e continua ganhando proporções consideráveis, tanto que hoje, no estudo e pesquisa sobre a guarda compartilhada e a exclusiva, chama-nos a atenção duas formas de organização familiar: uma, em que ambos os pais contribuem economicamente e afetivamente junto a família, e outra, na qual a mãe, contribuindo ou não economicamente, encarrega-se sozinha dos cuidados dos filhos.

Essa última forma de organização familiar abordada nos faz pensar o papel do pai como somente o provedor de bens, com uma função econômica, sem envolvimento com os compromissos dos filhos, e emocionalmente distante. Acreditamos que eles reproduzem, ainda, um discurso social que aquele é o papel do pai. E, em alguns casos, tal discurso é tão internalizado e cristalizado, que é como se realmente fosse determinado biologicamente, e não uma construção social. Parece que alguns pais, igualmente comparados a algumas mães, estão presos num determinismo biológico inexistente, entendendo como natural e herdado o papel de mãe – a que cuida da casa e filhos – e de pai – o que cuida do sustento familiar. Há uma tendência generalizada de se acreditar que processos sociais são naturais, confundir o cultural com o natural, determinado biologicamente. E é nessa linha que muitos pensam que a mulher vem naturalmente determinada para o cuidado da prole.

Assim sendo, parece-nos que as relações pais e filhos – a forma de organizar a família – antecedem a determinação do tipo de guarda. Pensamos que, mais que capacidade e disposição, deve-se verificar os vínculos existentes. Acreditamos que a guarda só será estabelecida de uma forma razoável quando os envolvidos nesse processo puderem fazer uma leitura da dinâmica familiar, dada a singularidade que lhe é peculiar.


AGORA DIGO EU:

Ou é por por esquecimento (talvez muito conveniente!), ou por pura ignorância que esta muito "sábia" gente omite um facto muito importante: em todas estas épocas, e até há bem pouco tempo, a mulher vivia sob o domínio do homem. Consequentemente -porque as leis e muitos dos hábitos culturais eram obra do homem, não da mulher- vivia subordinada às vivências da época.
Convém lembrar o Dr. Leandro Luis Silva que, na Idade Média, a mulher era igualmente considerada um ser sem alma: supostamente não sentia nada além da dor física!

Portanto, meus senhores, o instinto maternal existe sim: apenas foi aniquilado pela sociedade.

E parece-me que continua a haver um esforço nesse sentido, em vez de o restaurar...

Observem a natureza, e verão se eu tenho ou não razão. Ou será que esse instinto apenas se apresenta em outras espécies?!

Não é verdade que as leis e os hábitos sociais eram instituídos pelos homens, não por mulheres? A mulher agia consoante os hábitos da época. Mas não significa que não tivesse um instinto maternal: este permanecia latente, quando não lhe era permiido expressá-lo. Um pouco como nos nossos dias...

LEITURA OBRIGATÓRIA: entrevista a Martin Dufresne, intitulada EM NOME DOS FILHOS, OU "O RETORNO DA LEI DO PAI!"

Encontrei uns quantos textos que desmentem a ideia de que na Idade Média se considerasse que a mulher não tinha alma. Mas é certo que era vista como fonte do pecado, a menos que se dedicasse a Deus, mesmo quando era esposa e mãe. E também é certo que era inferior ao homem.

"Fica claro assim que não é possível analisar o que as mulheres pensam de si próprias: o que nos foi transmitido pelas fontes são modelos ideais e regras de comportamento que nem sempre são positivos.

Essa concepção de mulher, que foi construída através dos séculos, é anterior mesmo ao cristianismo. Foi assegurada por ele e se deu porque permitiu a manutenção dos homens no poder, fornecia uma segurança baseada na distancia ao clero celibatário, legitimou a submissão da ordem estabelecida pelos homens. Esta construção começou apenas a ruir, mas os alicerces ainda estão bem fincados na nossa sociedade."

Texto escrito pela Professora Patrícia Barboza da Silva Licenciada pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

IRS: COMO DEDUZIR GASTOS COM DESPESAS COMPARTILHADAS?

"Por acordo de divórcio, pago metade das despesas de educação e saúde da minha filha, além da pensão de alimentos. Como posso declarar estes valores, e quais os documentos necessários?"
António Costa, 39 anos, Ovar

Resposta da Proteste:

Deve declarar o que está indicado no acordo de regulação parental: o total pago da pensão, e metade das despesas de saúde e educação comprovadas (por factura, por exemplo). Inscreva o valor no campo 601 do quadro 6, do anexo H. Para dedução, o fisco só considera 20% dos seus encargos. Já quem recebe a pensão tem de a declarar no anexo A.

Se aumentar voluntariamente a pensão, o novo montante só é reconhecido quando o tribunal ou o conservador do registo civil o homologarem. Para isso, o contribuinte tem de propor o novo montante, indicar os motivos do pedido e a razoabilidade do valor apresentado. As quantias pagas só podem ser deduzidas a partir da data do novo acordo ou sentença.

Nos casos de custódia partilhada de filhos menores, pode não ser fixa uma pensão. Se só houver um dependente, este apenas pode ser incluído numa única declaração de IRS. Um dos pais fica prejudicado, caso comparticipe as despesas, pois não pode deduzi-las.


In PROTESTE, nº311

www.deco.proteste.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR!

Petição Mais cuidados maternais, por um Futuro melhor!

Para:Assembleia da República

Hoje em dia não é raro ver crinças e jovens a deambular pelas ruas, muitos deles perdidos nas malhas da droga e da prostituição. São crianças e jovens vítimas de "abandono" por parte de quem tem por missão orientá-los:os pais.

Esse "abandono" começa nos seus primeiros meses de vida, quando a mãe se vê obrigada a voltar ao trabalho.

Quantas destas mães não guardariam os seus filhos, se tal lhes fosse permitido?
Ninguém, nem mesmo uma avó, pode substituir os cuidados maternos. É fundamental qua mãe e filho possam fortalecer um vínculo que se iniciou durante a gravidez, pois que tal só traz benefícios quer para a criança quer para a mãe. É nos primeiros anos de vida que se estrutura a personalidade. Uma criança que receba, nesses primeiros anos, os cuidados maternos revelará, estamos certos disso, uma estrutura mental mais forte e saudável.

Fala-se tanto em aumentar a natalidade em Portugal (o país envelhece, pouco a pouco), quando é fundamental olhar para as crianças que já nasceram, essas que, assim que vêm ao mundo, são logo "separadas" da mãe, não lhes sendo permitido um primeiro contacto! Separados logo à nascença!!! Até quando se permitirá que o Homem aniquile esse primeiro momento?

Ainda no hospital, a mãe vive antecipadamente a angústia de saber que, muito em breve, terá de "abandonar" o seu filho aos cuidados de outros. Essa angústia compromete seriamente o vínculo mãe-filho.

À mulher deve ser dada a liberdade de escolha. Nenhuma mulher deve ser obrigada a "abandonar" os seus filhos. Nenhuma mulher deve ser discriminada nem inferiorizada por escolher permanecer em casa, a fim de acompanhar os primeiros anos de vida dos seus filhos. O Estado Português deve investir no lar, permitindo que as mães cuidem dos seus filhos.O Estado Português deve apoiar -mononetariamente, e não só- todas as mulheres que, acima de tudo, queiram cuidar dos seus filhos. O Estado Português não pode esquecer que estes são os Filhos da Nação. Que são o nosso Futuro.

Cada recém-nascido é o futuro do nosso país. E nós queremos um Futuro melhor. Para tal, há que reescrever o presente.


Os signatários

Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"PAI DO ANO" TRAMADO... E DE QUE MANEIRA!

08-02-2010
"Pai do Ano" tramado

Jonh Terry, jogador do Chelsea, está envolvido no escândalo sexual do momento no Reino Unido.

O futebolista, companheiro dos internacionais portugueses Deco e Paulo Ferreira, passou de "Pai do Ano", em Inglaterra, distinção que obteve em 2009, a "mau da fita" no início deste ano.

Os jornais não páram de fazer manchetes relacionadas com a alegada relação extra-conjugal do defesa-central da Selecção britânica com a modelo francesa Vanessa Perroncel, ex-mulher do antigo colega de equipa Wayne Bridge, que agora joga no Manchester City.

Segundo a Imprensa inglesa, Terry terá oferecido uma fortuna para que a modelo fizesse um aborto e não revelasse a relação que mantinha com ele.

O caso com Vanessa Perroncel parece não ser único. De acordo com a última edição do semanário News of the World, o internacional inglês terá pago vários milhões de libras a mais quatro alegadas amantes para esconderem supostas histórias envolvendo o seu nome!

O escândalo sexual de John Terry deixou a conservadora sociedade britânica em estado de choque, tanto mais que o futebolista era tido como um excelente marido e um pai exemplar, facto que lhe valeu a distinção de "Pai do Ano" de 2009.

O caso já atingiu proporções em tudo semelhantes às do golfista Tiger Woods, que se viu envolvido em situação idêntica. Mas se ao golfista norte-americano os milhões perdidos não passaram de "trocos", já para John Terry, cujos rendimentos são bastante inferiores, as perdas podem ascender a 23 milhões de euros só em patrocínios...

Quem odiou o envolvimento de Terry, um dos meninos-bonitos do todo-poderoso Chelsea, no escândalo sexual foi o treinador da Selecção de Inglaterra, o italiano Fabio Capello, que já lhe retirou a braçadeira de capitão e fez saber que, dependendo da evolução do caso, a presença do central no Mundial poderá estar comprometida. Ontem, após o sorteio do Euro' 2012, Capello esquivou-se a adiantar mais pormenores sobre a situação do central. "Já falei com Terry e vocês sabem porquê, foi uma conversa privada e não quero mais perguntas», disse, irritado com a insistência dos jornalistas.

O caso está para lavar e durar!



Publicada em 7/2/2010 às 11:09

Como consolação, Terry não perderá posto de pai do ano
Fabricante de catchup ganrante que escândalo de adultério não influenciará

Terry exibe o prêmio com orgulho (Crédito: Divulgação)
LANCEPRESS!

O zagueiro Terry perdeu a faixa de capitão da seleção inglesa por causa de um escândalo de adultério. No entanto, o jogador pode ficar feliz já que não vai perder um outro posto: o de papai do ano na Inglaterra.

O capitão do Chelsea ganhou o prêmio de uma empresa de catchup em junho do ano passado. Um executivo da empresa Heinz garantiu que este título, Terry não perderá.

- Estão falando muito sobre esse affair com Vanessa Perroncel mas a companhia decidiu deixar as coisas seguirem. Deixar os cachorros que estão dormindo, decansando - explicou ao jornal "News of the World".

O jogador, pai de duas gêmeas de três anos, chegou a afirmar que o prêmio é um dos mais importantes de sua vida.

- Eu conquistei muitos troféus em minha careira mas estou orgulhoso em dizer que este está à altura dos outros - afirmou durante a premiação.

A fama de bom moço e pai de família exemplar caiu por água abaixo após o affair de Terry com a modelo Vanessa, que era casada com o lateral Bridge ter sido descoberto. Curiosamente, o inglês também declarou durante a premiação que sua família representava tudo para ele:

- Minha família significa o mundo para mim e receber este prêmio me faz sentir extremamente orgulhoso.



Considerações minhas:

Um verdadeiro pai defende a vida, nunca a morte! E ele pagou para que esse outro filho não existisse...

Falta saber que direitos terá o pai do ano, se o divórcio sair (que é o mais provável...).
Imaginando que se tratava da mãe, e que esta fora eleita a mãe do ano, aceitaria um pai dividir a guarda com uma mãe que estivesse envolvida num escândalo sexual? Pergunto mais: teria essa mãe direito à guarda exclusiva?

Sabemos que o comportamento dos membros de um casal não está necessariamente ligado ao comportamento de ambos como pais. Mas é certo que, não raras vezes, os homens tentam provar que as suas ex não reunem capacidades para criar o(s) filho(s), e, se puderem, usam o seu comportamento como prova (ela sai à noite,...).Se um juíz o tomar em linha de conta, não o deve fazer igualmente em relação a um pai?

Sabemos, igualmente, que um escândalo destes seria bem pior se envolvesse uma mulher, porque dela se espera um comportamento irrepreensível.

Das duas uma: ou se reconhece que não somos, de facto, iguais, e se decide de acordo com a natureza de cada um; ou seremos iguais, e um comportamento destes inibirá automaticamente tanto um pai como uma mãe de exercer a guarda dos filhos, seja ela exclusiva ou conjunta! Tenha ou não o prémio de "Pai do Ano!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SOU DO CONTRA... QUANDO TENHO RAZÃO!

Temos um pai que fugiu com os filhos e alienou-os contra a mãe, num sistema de guarda conjunta! Temos um outro que matou a filha "por amor" -podia vê-la sempre que queria, e participava da sua vida! Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!

Eu explico-me melhor: não há que mudar leis, tão pouco a nossa natureza! Há que mudar, sim, o nosso interior, a nossa forma de estar e de amar!!! As crianças agradecem. O amor de um pai e de uma mãe é o mesmo, sem dúvida. Mas por alguma razão somos nós, mulheres, a gerar e a dar à luz. Não há desigualdade, porque assim determinou a natureza. Que fossemos nós a cuidar. Eu jamais posso exigir igualdade num trabalho que requeira força física, no qual o homem me é superior!!!

Resumindo e concluindo: não é por aí, meus senhores! Qualquer um de nós fica contrariado quando nos fazem imposições. E dessa forma não se vai a lado nenhum. Os dois casos que apresentei provam que a proximidade e um maior contacto só veio facilitar o "crime". Afinal, "a ocasião faz o ladrão", e nestes casos houve ocasião. Uma juíza dizia-me que "com boa vontade tudo se faz!", ou coisa semelhante. Há que impôr, mas somente a quem não revele essa boa vontade. Tenho dito.

É preciso compreender que: 1.Entre as aves é comum ambos os progenitores cuidarem da sua prole. Não o fazem por amor, mas para garantir a sobrevivência de um maior número de crias. Este exemplo não serve. 2.Nas espécies em que é o macho a cuidar, regra geral não é porque a fêmea se desinteressou, mas porque esta tem de estar livre para continuar a perpétuar a espécie. É uma estratégia da natureza. Este exemplo também não nos serve.3.O nosso exemplo deve centrar-se na maioria dos mamíferos em que é a progenitora a cuidar das crias, não dependendo do progenitor para o seu sustento e o sustento da prole. Tal como a mulher, nos dias de hoje. 4.É verdade que isso implica menos tempo para estar com os filhos. O segredo está em passar tempo de qualidade, por pouco que seja. Os filhos agradecem. 5.Assim, nada impede que os filhos sejam entregues à mãe, desde que esta tenha condições, saiba passar tempo de qualidade com os filhos e que, acima de tudo, não se esqueça de que as crianças têm um pai, permitindo o convívio entre ambos. Há, somente, que lhes lembrar isto. Castigá-las, retirando-lhes os filhos, só mesmo em último caso.

Não resisto a perguntar-vos: se um homem é tão capaz quanto uma mulher de cuidar e de educar os seus filhos, porque razão não se vê -isto, tanto quanto sei, é uma realidade de todos os países da Europa e do Brasil- homens educadores de infância ou amas dos filhos de outros? E porque não se vê, uma vez que querem igualdade,homens empregados domésticos? Parece que só no cinema...

Palavras sábias de um pai que ganhou, em tribunal, a custódia dos filhos: A tutela dos filhos é um empreendimento para a vida; não pode ser gerido por dois sócios que não se entendem. As pessoas não conseguem deixar de usar o seu poder para anular decisões e exercer pressões. É preferível que só um dos pais tenha a tutela, por muito que isso custe ao outro. A educação de uma criança não é passível de falhas.'

Ponhamos a mão na consciência: se a lei não permite que se separe as crianças de junto dos seus pais, mesmo que estes vivam em fracas condições, porque razão há-de um juíz atribuir a guarda ao progenitor que ofereça melhores condições? É este o superior interesse da criança?!

SOU A FAVOR Aconselho a senhora do sou contra a ler um pouco mais de neuro-biologia e história em vez de dizer parvoíces, coisas que não sabe. Devia saber o que é uma coisa que se chama desempenho social de papeis que tem a ver com condicionalismos históricos e culturais (nada de pré-determinado). Se tiver que existir guarda única a razão não pode ser pseudo-natural, mas sim aquele progenitor que garantir um melhor projecto de vida para a criança. Deixe de ser machista, pq é o q é!

Caro(a) SOU A FAVOR: Eu aconselho a ler o livro da Vida, a observar atentamente a natureza. As crias ficam junto da progenitora, os machos não se sentem discriminados, e nem por sombras existe isso a que você chama de machismo (tão pouco existe o feminismo). Esses, e todos os outros ismos, são uma herança cultural. Neste campo, sigo um lema: para haver igualdade, é preciso reconhecer e aceitar as diferenças.Nada mais.

É possível que a neurobiologia da maternidade humana não seja tão diferente daquilo que já foi demonstrado em mamíferos inferiores, já que a maior parte do código genético dos humanos é idêntica à dos ratinhos ou dos primatas. Não duvido que as mães modernas com suas rotinas de malabaristas apresentem adaptações cerebrais associadas à maternidade bem mais robustas do que das ratinhas,(...). Além de cuidar da cria e de sua própria sobrevivência, freqüentemente protagonizam diversos outros papéis simultâneos

SOU A FAVOR Cara SOU CONTRA, a sua lógica é a mesma de legitima a macho a bater na fêmea. Se a lógica (errada) é uma suposta ordem da Natureza, então as femeas devem submeter-se aos machos, como na maior parte dos mamiferos. Só a sua lógica de considerar animais superiores e inferiores demonstra a forma de pensamento ultrapassada, hoje fala-se de animais humanos e não humanos. Leia O mito da maternidade glorificada1: “Maternidade pervertida” ou “A perversão do instinto maternal” ou ainda os trabalhos de um dos grandes

SOU A FAVOR um dos grandes psicólogos do século XX, Jerome Kagan


SOU CONTRA!!! caro(a) SOU A FAVOR Isso do macho bater na fêmea é coisa do bicho Homem, porque na natureza tal não acontece! É certo que, regra geral, é um macho que domina (não pela violência, como o faz o Homem), mas há espécies em que é a fêmea. Parece já claro que a mulher não é menos do que o homem. Não precisa mais de sacrificar a maternidade, para o provar. E merece ser tratada como igual, mesmo escolhendo ser apenas MÃE!

SOU A FAVOR Engraçado quando a contradição dos argumentos não lhe agrada diz mentiras. Então não existem animais não humanos em que a dominação do macho sobre a fêmea é feita pela via da repressão?! aconselho-a a reler os manuais. A maternidade não é e não poderá continuar a ser um instrumento de poder de repressão sobre o homem, pois assim apenas se elimina uma justiça para se criar outra. Só o equilibrio de direitos e DEVERES entre o pai e a mãe é que poderá garantir, numa sociedade democrática, um tratamento igualit

SOU CONTRA!!! Contra factos não há argumentos. Nisso estamos de acordo. Sou contra a repressão da figura paterna. Mas o papel de uma mãe não pode diferir(e não difere, por mais que o Homem queira) das demais espécies. Podemos melhorar, sem alterar. Mas o Homem sempre foi do 8 ou do 80: não conhece o meio-termo!

SOU CONTRA!!! "Eu também quero a volta à natureza. Mas essa volta não significa ir para trás e sim para a frente" (Friedrich Wilhelm Nietzsche)

SOU CONTRA!!! "Para dar ordens à natureza é preciso saber obedecer-lhe" (Francis Bacon)


SOU A FAVOR em vez de ir ao Citador que tal saber sobre as obras dos seus autores em vez de usar frases fora do contexto em que foram escritas demonstrando total ignorância? volto a dizer-me: saber sobre Neurobiologia faria-lhe bem para tirar essas ideias ultrapassadas da cabeça, a começar por ter 2 pesos e 2 medidas. Quer tratamento preferencial e depois não aceita a partilha de responsabilidades. Isso apenas constituí uma defesa do machismo, ou seja, que os homens têm um determinado papel social, neste caso, distante

SOU CONTRA!!! 1. Porque sei bem a falta que faz o amor materno, eu que, desde tenra idade, me vi privada de o ter! 2. Porque, como mãe, sei bem o que é viver separada de um filho, não por opção mas por imposição judicial! 3. Porque, ao contrário do que muitos pensam, eu sacrifiquei dois anos da minha vida para que pai e filha não estivessem separados, e pudessem privar um com o outro. Com isso, entrei em depressão (o meu ex bem sabia que eu nunca gostara de viver nesse sítio), e,quando finalmente pensei no meu bem e no

SOU CONTRA!!! da nossa filha, conseguiu, através de umas quantas mentiras, e servindo-se do meu estado (pergunto-me se alguma vez se deu conta de que o mesmo se devia a ter servido os seus interesses, pois não acredito que fosse interesse da nossa filha viver infeliz à conta dos caprichos do pai...) tirar-ma. Sei, pois, do que falo. E não é certamente do meu umbigo...

SOU CONTRA!!! Corrijam-me se estiver errada: quando se fala em imposição cultural, fala-se de algo que não corresponde à realidade, e vai contra a natureza. Devo então considerar que o facto de, na natureza propriamente dita, serem as progenitoras -isto regra geral, particularmente entre os mamíferos, classe a que pertencemos- a cuidar das crias até que estas atinjam a independência é um papel que lhes foi imposto? Devo acreditar que todas essas progenitores sentem um instinto materno e estão naturalmente aptas para cuid

SOU A FAVOR SOU CONTRA, claramente a sua posição demonstra um trauma e ficou aqui bem patente. 1ª com a ausência da sua própria relação materna e depois de alguma manipulação inaceitável por parte do pai do seu filho. Mas nada disse faz do que diz sustentado na moderna teoria social e biológica. Leia este trabalho: Male, Female: The Evolution of Human Sex Differences. Journal of Sex Research , Feb, 2001 by Paul Okami

SOU A FAVOR A mãe não pode ter nenhuma prevalência natural sobre o pai e nem a força da Lei pode reprimir a mãe. A igualdade é o único caminho para o bem estar da criança.


SOU A FAVOR Quanto às questões culturais precisa de saber o básico, ou seja, a Cultura refere-se a a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade. É a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período. Serve determinados interesses dominantes que se equilibram em dado momento. Que em outra época história pode ser outra. Se for pela via do que é próprio da Natureza do Homem encontrá muitos mais interrogações do que certezas, ou sej

SOU CONTRA!!! Na linha do que vinha dizendo -e daquilo que tenho dito até aqui- devo acreditar que todas essas progenitoras (todas as restantes) sentem um instinto materno, que lhes é inato, e estão naturalmente aptas para cuidar das crias, excepto a mulher? Será a própria natureza, tal como a vemos, um mito? A mim parece-me o contrário: mito é aquilo que cada um quer ver, não aquilo que, de facto, é!

SOU CONTRA!!! De resto, não falei da minha própria experiência como uma excepção (muitas há idênticas à minha), mas para evidenciar que sei do que falo, porque o faço como filha que fui, como mãe que sou, e, sobretudo, como aquela que fez aquilo que aqui vindes pedir... e se deu bem mal. Falo, pois, por experiência própria, em todas as frentes.


SOU CONTRA!!! O exemplo das aves, tão usado pelos partidários da igualdade, está longe de ser o melhor: primeiro, porque o casal permanece junto (só há "divórcio" quando, após tentativas frustadas, não existem crias); segundo, porque as pequenas aves só têm um ninho, isto é, não voam do ninho da mãe para o ninho do pai! Mais vale um(...) do que dois(...)

SOU CONTRA!!! Quem diz os pássaros, diz os outros animais: até hoje nenhuma cria vive passando da "casa" da progenitora para a "casa" do progenitor. Será que o comportamento que mantêm -com muito poucas alterações desde os primórdios da sua existência- lhes foi imposto, ou é natural? O que vos parece?


SOU CONTRA!!! Gostava de perguntar a um tal Dr. Jerôme kagan se porventura sabe que até aos 3 anos (não 2, como ele diz!) a criança se vê como um prolongamento da mãe, pelo que é essencial receber os seus cuidados e o seu amor? Não me diga que também isso é "treta"! Ou então, perdoem-me a expressão, está-se Kagando...

SOU CONTRA!!! Desconheço se a Sra Estela V. Welldon é Dra ou não, embora duvide. Ao ler o artigo "O mito da maternidade glorificada" cheguei a uma única conclusão: uma vez que a raça humana partilha boa parte do seu ADN com as restantes espécies, todas as progenitoras à face da terra são, pela sua ordem das ideias, perversas! O que será das crias, meu Deus?! Guarda partilhada, já!

SOU CONTRA!!! Por regra, as crias de animais domésticos são separadas das mães por volta dos 2/3 meses.Durante um tempo, choram a falta da mãe, e esta busca ansiosa as suas crias. Mais sorte têm os animais selvagens, pois entre eles tudo decorre segundo a natureza. Porque hão-de a mãe humana e as suas crias ter menos direitos do que os animais?


SOU A FAVOR sff leia este artigo e deixe de reproduzir mitos. Não tem qualquer sustentabilidade intelectual séria as coisas que diz: http://www.paisparasempre.eu/estudos/nelson_martinez.html

SOU CONTRA!!! O problema do Homem é escrever muito (o texto é longuíssimo!) e pensar demais. A Natureza é bem mais simples e verdadeira. Eu ainda sofro de madrectomia (afinal era eu quem prestava a maior parte dos cuidados, e a principal responsável pela educação da minha filha!!!). Que levante a mão quem, como eu, ficou só pele e osso, e também foi internado numa unidade psiquiátrica devido a uma separação imposta. Será que algum pai já chegou a este ponto?

SOU CONTRA!!! Há coisas que eu definitivamente não entendo: luta-se pela preservação das espécies e da natureza, mas o Homem constantemente nega a natureza da sua espécie, inventando uma outra que nem lhe pertence... Talvez um dia ele compreenda que não há teoria que vença a Natureza!

SOU A FAVOR o entendimento que tem da 'Natureza' como deve calcular é bastante deficiente e nem sequer reconhece uma coisa simples: é que a forma como o ser humano olha para a sua própria natureza tem mudado ao longo dos séculos. Logo, esqueça lá a verdade absoluta, porque ela só existe na sua cabeça. E já agora, veja a luta pela igualdade dos nossos vizinhos espanhóis: http://www.20minutos.es/noticia/417364/custodia/compartida/manifestacion/

SOU CONTRA!!! A galinha do vizinho não é melhor do que a minha, e, além disso, não me considero uma "Maria vai com os outros", tipo um macaco de imitação! A Natureza é bem mais rica do que as mais preciosas teorias! Compreendo a vossa causa, mas, como já disse, não é por aí. E eu fico por aqui.

SOU CONTRA!!! Nós passamos quase toda uma vida a suportar dores (por vezes tremendas, durante quase meio século), para vos dar um filho. Não nos importavamos de as partilhar, mas está visto que terão de ser -e serão- sempre nossas! A alegria de termos esse filho compensa-nos qualquer sofrimento. Mas vós quereis tirar-nos essa alegria, deixando-nos com a dor... É justo.

SOU CONTRA!!! Um certo senhor teve a "gentileza" de nos mandar -a mim e aos homens e mulheres que pensam como eu- para o Zoo. Desconhece esse sr que vivemos num Zoo, pois, em pleno século XXI, o homem ainda bate na mulher, e, quando não pode, arranja formas mais subtis de a subjugar. Como esta petição, alegadamente pela igualdade!

SOU CONTRA!!! Dizendo melhor, a pretexto da igualdade entre progenitores e dos mais altos interesses dos menores! Leiam, p.f., a entrevista a Martin Dufresne (sim, quem fala assim é homem, e não é gago!) intitulada EM NOME DOS FILHOS, OU "O RETORNO DA LEI DO PAI".

SOU A FAVOR a ignorância é de facto uma bênção. Não compreende nada como tem demonstrado até aqui. Muito menos com o argumento das dores, que é deveras patético. Reflicta antes sobre esta frase de um grupo FEMINISTA italiano: L'emancipazione della donna non sarebbe stata solamente una vittoria della natura umana sulla brutalità, ma un fondamentale segnale di progresso dell’uomo nei confronti dell’animale, del fatto culturale su quello naturale.

SOU A FAVOR http://www.youtube.com/watch?v=3j2P_IP6JFU

SOU CONTRA!!! Enquanto o Homem tiver umbigo, não há forma de a cultura vencer a natureza. Aconselho a que cada um olhe um pouco mais para o seu, e se recorde do ventre que o gerou, seu primeiro berço. Não há como ignorar esse facto. E convém não esquecer que toda a cultura assenta na natureza das coisas e na natureza do Homem, o ANIMAL mais "evoluído" à face da Terra.

SOU CONTRA!!! Abomino o feminismo tanto quanto abomino o machismo. Sou fiel ao que sou, e grata a quem me pôs no mundo: a minha mãe. Não foi boa mãe, é verdade, mas deu-me a vida, e isso eu jamais poderei esquecer. De resto, embora "ignorante", sei talvez mais do que aqueles que se dizem conhecedores de verdades científicas, tidas como absolutas. Olho à minha volta, e vejo onde a sapiência dos homens nos fez chegar: somos, hoje, mais brutos do que alguma vez fomos! O resto são apenas aparências...

SOU CONTRA!!! Por acaso até sou licenciada, mas começo a perceber que há mais sabedoria na Natureza do que nos livros! Se o Homem a soubesse ler...

SOU CONTRA!!! Ao que se sabe, a nossa reminiscência existencial remonta à vida intra-uterina, e não ao período em que eramos apenas uma célula. A memória leva-nos constantemente ao útero materno: por essa razão é que, invariavelmente, adoptamos a posição fetal, seja em situações de angústia, seja mesmo durante o sono. É a posição que nos transmite algum conforto, alguma segurança.

SOU CONTRA!!! Eu vejo as coisas assim: o verdadeiro Amor não é egoísta! Quem ama, não prende! Quem ama de facto, deixa partir! Um Amor que aprisiona impede o outro de voar. Um pássaro é livre, mas não esquece onde nasceu. Ele volta sempre ao mesmo local. Essa é a prova suprema do Amor que sentimos pelos nossos filhos. Deixá-los partir. Eu estou disposta a dar essa prova! Estarão também vocês?

SOU CONTRA!!! Quando me dizem que uma mãe não tem que ser privilegiada só porque gerou e deu à luz, eu respondo: se apenas se limitou a isso, não estabelecendo qualquer vínculo com o seu filho, NÃO; mas, se desde a concepção, estabelecer com o seu bébe uma relação sem par, indubitavelmente superior à do pai, por mais envolvido que este esteja desde o princípio, SIM!
Contra esta verdade, e -reptito- por maior que seja o envolvimento do pai (que é salutar e necessário, não haja dúvidas), a Justiça nada pode.
Se ambos optarem pela guarda conjunta, na certeza de que o fazem pelo superior interesse da criança, tanto melhor. Mas se não o fizerem, prevalece a mãe (salvo excepções, devidamente analisadas em tribunal).

SOU A FAVOR Não há nenhuma superioridade feminina sobre o homem, nem vice-versa. Nada mais do que o mito da maternidade em funcionamento. A própria ideia determinsta da Natureza leva a aconselha-a a saber mais sobre Biologia e Sociobiologia. De facto, ser licenciada não chega.

SOU CONTRA!!! O facto de a guarda pertencer à mãe não pode -nem deve- ser interpretado como superioridade desta em relação ao homem enquanto pai. Erra a mãe que assim se julga. Erra o pai que assim se sente. Erram também aqueles que negam a natureza, julgando-se superiores a ela (como se tal fosse alguma vez possível!) Mas a Natureza não erra.Podem atacá-la de todas as formas, mas, no fim, é ela que vence!

SOU CONTRA!!! Parto do princípio que é "expert" nas áreas que me refere. O "mito" da maternidade persiste no Reino Animal, à espera que alguém o aniquile, pois não é normal!!! Será o Homem capaz de tal façanha? Para começar, separe as crias de suas progenitoras, e ponha os progenitores a cuidar delas. Nunca se sabe: pode ser que resulte! Eu ponho as minhas dúvidas...

SOU CONTRA!!! Eu não viria escrever aqui, não fosse o facto de alguém ter escrito primeiro na minha, chamando-nos "Alucinadas dos pezinhos" e "passada dos carretos", coisa que eu não fiz a nenhum de vós. Alguém que tenha um comportamento assim (nota-se rancor nas palavras, mesmo de quem esccreveu depois) não será, certamente, a pessoa mais indicada para educar uma criança! Este é um direito vosso, tanto quanto meu. E eu respeito isso. Sem mais, me despeço. Respeitosamente.

manuel silva esta sou contra cheira-me que se chama alexandra teté... ou é do seu clube... e é licenciada em quê??? pelas novas oportunidades???


SOU A FAVOR aprenda com outras mulheres: http://pt.mondediplo.com/spip.php?article729Leia o último paragrafo e deixe de fazer juízos sobre quem tem capacidade para educar crianças ou não

SOU CONTRA!!! Sei bem o meu caminho, e não é certamente por aí! O Homem social é, antes de mais, biológico. Perde-se, sempre que nega as suas origens e a sua identidade. Não irá longe...

SOU CONTRA!!! Dito isto, nada tenho a aprender com essas outras mulheres. Serão, talvez, elas a ter que aprender com a natureza. Digam o que me disserem, não me levarão à certa. Porque sei que estais bem errados.

SOU CONTRA!!! Se ser responsável é abortar e andar no casa/separa à nossa vontade e ainda impôr a guarda conjunta, acreditando (será que acreditam mesmo?) que o fazem no superior interesse dos menores, e que é isso que eles querem, então perdoem-me mas prefiro ser "irresponsável"...

Loide Bsa Carvalho Que possa acabar a ALIENAÇÃO PARENTAL

luide Carvalho Que eu possa falar com a minha filha sem que esta esteja com o telefone em viva voz!STOP ALIENAÇÃO PARENTAL

SOU A FAVOR Cara SOU CONTRA, desafia-o para um debate público sobre esta matéria, pois a mediocridade intelectual das ideias que se tentam passar e gritante. Seria hilariante se não fosse grave a desonestidade intelectual e falta de princípios de igualdade e humanismo. Se tem problema com os homens é consigo, aqui defende-se igualdade entre os SERES HUMANOS para que TODOS possamos viver melhor. Aceite o desafio. No dia 25 de Abril será um bom dia para isso!

SOU A FAVOR “É isso, aliás, o que nos ensina o conto da Branca de Neve: a rapariga sabe muito bem que não deveria dar uma dentada na maçã oferecida pela feiticeira; não consegue, no entanto, impedir-se de o fazer, muito simplesmente porque sofre tanto por não ter mãe que prefere envenenar-se com aquela maldita maça, que pelo menos a faz acreditar que alguém se interessa um pouco por ela. Se todas as crianças do mundo se identificam com a Branca de Neve é, justamente, por estarem convencidas de que mais vale ter uma

SOU A FAVOR Se todas as crianças do mundo se identificam com a Branca de Neve é, justamente, por estarem convencidas de que mais vale ter uma madrasta feiticeira do que mãe nenhuma. Por outras palavras, o medo do abandono é mil vezes mais forte que o medo da monstruosidade.”

SOU CONTRA!!! Aceito o seu convite, com todo o prazer! Diga-me onde: podendo, lá estarei!

Marco Miglietta Apesar de existirem leis que garantem igualdade, o Poder Público as "interpreta" e nâo as aplica.

Edson Guimarães Silva Pais e Mães tem direitos e deveres iguais, não existe filho sem pai, não existe filho sem mãe. A 10 anos lutando pelo direito de ver os meus filhos

SOU CONTRA!!! Não sou aversa ao homem, e muito menos ao pai. Sou aversa a atitudes que sugerem a transgressão da nossa natureza, impondo-nos um comportamento que nem é o nosso. Vós compreendeis o que vos digo. E eu compreendo-vos muito bem. Só não concordo com a via que quereis tomar. Desejo-vos um Feliz Dia do Pai!

SOU A FAVOR A LER! http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=30258&op=all

SOU A FAVOR não, não sabemos o que queres dizer, porque o que defendes não tem ponta por onde se pegue. Enquanto não entenderes que até os dogmas sobre a Natureza são construções sociais e que como tal de nada têm de absoluto, tens um discurso de quem vive em outro mundo. LÊ! é o q te falta: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/68

SOU A FAVOR Estudo explica que papel de pai é fundamental
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40930&op=all

SOU CONTRA!!! Se diz que os dogmas da natureza são uma construção social, é certo concluir que fomos nós que instituimos que seriam as progenitoras (falo, evidentemente, de todas as fêmeas da classe dos mamíferos)a cuidar das crias e a instruí-las até que eatas atinjam a maturidade? Ou será que os nossos olhos nos andam a enganar desde o princípio da nossa espécie? Alguém que diga às pobres das fêmeas (as outras) para mudarem o seu comportamento, tal como quereis que nós, mães humanas, mudemos o nosso!

SOU CONTRA!!! Explicando melhor: será que fomos nós, humanos, que determinamos que todas as fêmeas (falo dos mamíferos, não de pássaros nem de pinguins) cuidariam das crias, e lhes dariam a instrução, tal como determinamos, noutros tempos, à fêmea humana? É que agora determinamos para nós uma outra coisa (não cabe à mulher cuidar dos filhos e dar-lhes a instrução, como antes fazia), mas os animais continuam a proceder como sempre procederam, sendo ainda as fêmeas a cuidar das crias e a instruí-las! O que está errado aqui


SOU CONTRA!!! O que está errado aqui: Nós, ou a natureza? Eis a questão...

SOU CONTRA!!! Em momento algum eu disse que o pai não seria importante na vida de cada um de nós. Sem dúvida alguma que é, e eu tenho insistido para que as mães não e esqueçam desse aspecto.

SOU CONTRA!!! Convém lembrar que fundamental é a presença da mãe, e que muitas são as mulheres que contam apenas com elas próprias, já desde a gravidez, e conseguem criar os filhos. Estes terão, naturalmente, curiosidade acerca do pai, mas são felizes, pois as mães souberam preencher esse vazio. O contrário é mais complicado, até porque o homem não engravida...

SOU CONTRA!!! Quer isto dizer que durante a gestação a criança se sente inevitavelmente amada ou rejeitada pela mãe. Se, nesse tempo, faltar a presença do pai, a criança não sentirá nada, a menos que essa ausência influa negativamente sobre a mãe. Nesta fase, e nos seus primeiros anos de vida, tudo passa pela mãe, e é através dela que a criança irá perceber o que a rodeia.Ciência nenhuma poderá contrariar esta verdade.


SOU CONTRA!!! Sou mãe de duas raparigas, mas podeis estar certos que se também o fosse de rapazes eu assinaria na mesma esta petição, porque entendo que os filhos devem permanecer junto da mãe, tal como outras crias permanecem junto da progenitora. Nós não pômos ovos, sabíeis? Não nos comparem a peixes, aves e pinguins, porque somos mamíferos.

SOU CONTRA!!! Referia-me, evidentemente, a uma outra petição!

SOU CONTRA!!! Melhor dizendo: ainda que eu tivesse filhos rapazes e as minhas ex-noras estivessem a ser pouco correctas com eles e o resto da família, mesmo assim eu não assinaria esta vossa petição. Estou certa que haverá muitas outras formas de trazer uma mãe à razão, sem que seja necessário separá-la de um filho.Isto, só em última instância.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

SÁBIAS PALAVRAS, A DESTE PAI !

Palavras sábias de um pai que ganhou, em tribunal, a custódia dos filhos:



"A tutela dos filhos é um empreendimento para a vida; não pode ser gerido por dois sócios que não se entendem. As pessoas não conseguem deixar de usar o seu poder para anular decisões e exercer pressões. É preferível que só um dos pais tenha a tutela, por muito que isso custe ao outro. A educação de uma criança não é passível de falhas."

sábado, 30 de janeiro de 2010

QUANDO NÃO TÊM POR ONDE PEGAR, PEGAM POR TUDO!

Topic: PROTESTO CONTRA A REPORTAGEM DO DIA 20 DE JANEIRO DE 2010 DO PROGRAMA LINHA DA FRENTE

JORNALISTA: José Ramos e Ramos ( http://www.joseramoseramos.com )
DATA DE EXIBIÇÃO: 20 DE JANEIRO DE 2010, 21H
REPORTAGEM:

http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=25508&e_id=13&c_id=1&dif=tv&hora=21:00&dia=20-01-2010

CRITICAS:
- NÃO FOI OBSERVADO O DIREITO AO CONTRADITÓRIO (QUER NA AUDIÇÃO DOS AMBOS OS PROGENITORES, QUER NO EQUILÍBRIO DO NÚMERO DE ESPECIALISTAS ENTREVISTADOS COM DIFERENTES VISÕES SOBRE A MATÉRIA)
- NÃO FOI EXPLICADO CONVENIENTEMENTE O QUE É O SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL E O QUE É A ALIENAÇÃO PARENTAL, LEVANDO A ERROS NA DESIGNAÇÃO DESTES CONCEITOS POR PARTE DO JORNALISTA
- NÃO FORAM ENTREVISTADAS PESSOAS QUE TÊM REALIZADO TRABALHO RELEVANTE NO SUPERIOR INTERESSE DAS CRIANÇAS EM CASOS DE CONFLITO PARENTAL, COMO POR EXEMPLO A DRª MARIA SALDANHA DO INSTITUTO DE MEDIAÇÃO FAMILIAR OU UM SOCIÓLOGO QUE EXPLICASSE A RAZÃO DE SER DESTE TIPO DE CONFLITOS E A NECESSIDADE DOS TRIBUNAIS OLHAREM PARA ELES DE OUTRA FORMA
- A NÃO REFERÊNCIA A VÁRIOS COLÉGIOS DE PSICOLOGIA EM PAÍSES, COMO EM ESPANHA, QUE RECONHECEM O SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL;
- A INACEITÁVEL TENTATIVA DE DESCREDIBILIZAR O CONCEITO DE ALIENAÇÃO PARENTAL PARA CRITICAR UMA DECISÃO JUDICIAL, QUE TERÁ AS SUAS FALHAS, MAS QUE EM NADA PODE COLOCAR EM CAUSA O SOFRIMENTO DE MILHARES E MILHARES DE PAIS E FILHOS QUE SOFREM ESTE FENÓMENO SOCIAL.
- A INACEITÁVEL IDEIA QUE SE QUIS PASSAR QUE A UTILIZAÇÃO DO CONCEITO DE ALIENAÇÃO PARENTAL TEM LEVADO A ENTREGA DE CRIANÇAS A PAIS QUE PRATICAM O ABUSO SEXUAL COMPROVADO (ESTATISTICAMENTE TAL IDEIA É DESMENTIDA)


ENVIAR PROTESTO CONTRA A REPORTAGEM AO PROVEDOR DE TELESPECTADOR DA RTP

O SUPERIOR INTERESSE DA CRIANÇA

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ASSIM FALA UM BOM EDUCADOR (INTERDITO A MENORES DE 10 ANOS!)

Alguém se introduziu, como sabem, na minha petição para dizer o que bem entendeu. Eu fiz o mesmo. A diferença está no tom e na delicadeza que usamos para fazer valer o nosso ponto de vista. Saber respeitar é uma virtude.Só assim podemos educar os nosso filhos no respeito pelo outro.

Ele (só não sei quem, embora desconfie...)
151 Alucinadas dos pezinhos sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento..
(...)
156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade!
(...)
243 Tristes Já não basta os tribunais darem quase sempre a guarda a mãe e ainda queriam isso em lei , vão mas é trabalhar...




Eu
199 SOU CONTRA!!! Temos um pai que fugiu com os filhos e alienou-os contra a mãe, num sistema de guarda conjunta! Temos um outro que matou a filha "por amor" -podia vêla sempre que queria, e participava da sua vida! Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!
(...)
201 SOU CONTRA!!! Eu explico-me melhor: não há que mudar leis, tão pouco a nossa natureza! Há que mudar, sim, o nosso interior, a nossa forma de estar e de amar!!! As crianças agradecem. O amor de um pai e de uma mãe é o mesmo, sem dúvida. Mas por alguma razão somos nós, mulheres, a gerar e a dar à luz. Não há desigualdade, porque assim determinou a natureza. Que fossemos nós a cuidar. Eu jamais posso exigir igualdade num trabalho que requeira força física, no qual o homem me é superior!!!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VAMOS A FACTOS!

1. Julgamento, em Matosinhos, de um pai que matou a filha de 6 anos. A mãe detinha a guarda, mas permitia ao pai ver a filha sempre que queria, e incluía-o em todas as decisões relativas à educação e tudo o mais. Na prática, funcionava um regime de guarda conjunta, ou um modelo muito próximo. Este pai matou a filha "por amor"!

2. E temos o caso daquela mãe que andou desesperadamente à procura dos filhos. Apesar de um casamento problemático, e de um divórcio não menos atribulado, a mãe concordou (julgo, até, que foi ela própria a propô-lo) em dividir a guarda dos filhos, por entender ser o melhor para estes. O pai, na vez que lhe cabia, simplesmente pegou nos filhos e fugiu, andando de país em país. Nesse tempo, tentou convencer as crinças de que a mãe os havia abandonado. Esta mãe nunca acreditou que o seu ex-marido, pai do seus filhos, levasse avante aquilo que, já por diversas vezes (e ainda estando casados) ameaçara fazer. Felizmente encontrou os filhos a tempo de travar a Alienação Parental exercida pelo pai.

CONCLUSÃO: Como eu sempre tenho dito, não há que alterar a ordem natural das coisas, mas o interior das pessoas.
Podeis argumentar que isto também aconteceria num regime de guarda unilateral. Mas, vede bem, nestes dois casos a proximidade e um contacto mais frequente veio precipitar os acontecimentos. Tornou-se mais fácil. Haverá quem o possa prevenir? Estariam estas mães conscientes do riscos a que expunham os filhos? Não. Nenhuma delas acreditou que tal pudesse acontecer. Era o pai dos seus filhos, e estes nada tinham que ver com o fracasso das suas relações. Viviam "alucinadas", pondo em primeiro lugar o interesse dos filhos (eu incluo-me neste grupo de gente "alucinada", porque também já pus os interesses da minha filha acima dos meus -fui uma "alucinada" quando acedi ao pedido do meu ex, e não me fui embora como era do meu desejo).
Qualquer pessoa que leia estas histórias fica revoltada, não é assim? Eu fico "passada dos carretos"!!!
Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

RTP - LINHA DA FRENTE

RTP - LINHA DA FRENTE

RESPOSTA A UM NOVO COMENTÁRIO PEJORATIVO DEIXADO (!!!) NA MINHA PETIÇÃO

Eis a minha resposta perante um comentário (novamente!!!) que eu vi na minha petição:

"156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade! "

Se alguém quiser conferir, só tem de entrar em:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

RESPOSTA:

1.Para que não haja mais dúvidas, eu não defendo que se faça uma desvinculação com a figura paterna-e, para tal, é preponderante a atitude da mãe- mas tão somente que apenas em casos excepcionais se separe as crianças de uma mãe. Queiram ou não, o vínculo materno é, por força da natureza, mais forte.A criança, ao nascer, tem como mundo somente a mãe, com quem estabeleceu uma ligação demasiado forte para ser destruída.E é através do olhar da mãe que ela percepciona o mundo. Não há como negar.

2.Há uma imensidão de estudos que dizem uma coisa, e outros que dizem o contrário. Não raras vezes, e quantas vezes pelos próprios, vemos ser desmentida uma teoria tomada como certa.Ou seja, não se chega a conclusão nenhuma.
Eu não me sigo por teorias. Sigo-me antes pela natureza, que é, como todos bem sabemos, um livro aberto. De tanto pensar, qualquer dia o Homem dá cabo dos seus fusíveis;)))
Assim afirmou Séneca: "Vive em harmonia com a natureza e nunca serás pobre. Vive em harmonia com as opiniões e nunca serás rico".

3.Li o referido artigo -aconselho a todos que o leiam na íntegra- e, ainda que o autor o negasse, não pude deixar de sentir que me apagavam, quase anulavam. A sensação que tive foi que o meu papel quase se resume a gerar e dar à luz, coisa que, evidentemente, eu não posso aceitar (e, tal como eu, a maioria das mãe, inclusive a mãe de quem me fez o dito comentário... se é que essa pessoa teve, de facto, mãe)
Concordo que se procure dar relevância ao papel de um pai na vida dos filhos. Mas nunca à custa do papel de uma mãe. E o que vemos é que, cada vez mais, se vai perdendo a noção do quanto é importante a figura materna! Chega a ser uma perseguição (veja-se o caso da miúda que foi institucionalizada porque não queria ver o pai, o que, no entender do juíz -quando a maioria dos psicólogos o negavam-, se devia a uma alienação exercida pela mãe)!

4.Nunca, em momento algum, falei mal de quem quer que fosse. Muito menos lhes chamei nomes -que, já agora, se aplicam a qualquer mulher que preze o seu papel de mãe, incluindo, claro está, a mãe de quem nos chamou assim (quero crer que quem o fez não teve mãe, e por tal, não tem qualquer respeito pela figura materna).
Conheço bem a petição feita pelos pais e, em boa verdade, já lá vi comentários que denotam, ao contrário dos que surgem na minha, muita raiva e pouco civismo. Há até mesmo um que diz "guarda compartilhada, já!!!". Enfim, o senhor manda... As leis sempre foram escritas por homens, e ainda hoje o é, na generalidade. E, contudo, Francis Bacon veio dizer-nos que "Para dar ordens à natureza é preciso saber obedecer-lhe"!
Se, por acaso, em algum momento eu ofendi alguém, desde já as minhas desculpas.
Certo é que nunca fiz comentários pejorativos na outra petição. Isto porque compreendo bem a outra posição. Só acho que não é por aí...

sábado, 23 de janeiro de 2010

TIRA-TEIMAS;)

Já me perguntaram afinal o que eu queria, e houve quem dissesse que fosse com mais calma...
O assunto de que vos tenho falado pode parecer enfadonho. Contudo, há que ter em conta que é um assunto na ordem do dia.
Trata-se de saber se, em caso de separação, se deve ou não optar pela guarda conjunta.
Muitos defendem que, face às exigências dos nossos dias -em que pai e mãe trabalham- e à maior cooperação por parte dos homens nas lides domésticas e no cuidado com os filhos, é, sem dúvida alguma, a melhor solução. A que melhor benificia a criança.
Estes pais dão como exemplo o caso de espécies em que há um revezamento dos cuidados com as crias, e outras em que é o macho quem se ocupa da prole.
Convém observar que nestes últimos casos (o macho cuida da prole), as coisas são assim em razão de perpetuação das espécies ou da sua sobrevivência. A fêmea fica livre para copular de novo. Não significa, pois, incapacidade ou desinteresse por parte desta.
Nos casos em que ambos os progenitores partilham os cuidados da prole, há que ter em conta que são casais que, ao contrário do Homem, se mantêm unidos "até que a morte os separe".
Eu já vi, nas argumentações destes pais, uma imagem de aves -progenitor e progenitora- a cuidar das crias. Acabo de saber que não o fazem por serem "bons pais", mas por uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie. Dois a cuidar garantem mais crias vivas. Tão somente isto.
Entre os primatas, só os saguis revezam as tarefas: isto porque a fêmea tem, habitualmente, gémeos fraternos. Observa-se, pois, que, à excepção desta espécie, é regra geral entre os primatas as crias permanecerem com a progenitora.
O Homem pode, de alguma forma, aproximar-se dos saguis e de outras espécies. Mas há um factor a ter em conta: ao contrário das outras espécies monogâmicas, nós separamo-nos com a maior facilidade, muitas vezes por "dá lá aquela palha"!
Parecendo trazer enormes benefícios -amplamente divulgados por associações e movimentos de pais separados-, a guarda conjunta traz alguma reserva a muitos especialistas (advogados, juristas, juízes, psicólogos, médicos...) e a muitos progenitores. Sobretudo quando esta é imposta.Há mesmo quem discorde de todo.
Fica assim a discussão em aberto, para quem esteja interessado(a) em dar a sua opinião.

(Não irei continuar a divulgar as minhas duas petições, pelo que quem as quiser ver terá de ir ao meu Diário, no meu Perfil)

A todos um maravilhoso fim de semana:))))))

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

RTP - LINHA DA FRENTE: "FILHA ROUBADA!"

RTP - LINHA DA FRENTE

ALUCINAÇÕES DE GENTE "CIVILIZADA"!!!

LEIAM ESTE COMENTÁRIO DE ALGUÉM QUE ASSINOU (!!!) A MINHA PETIÇÃO:

Alucinadas dos pezinhos:
"sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento.."

Resposta aberta a esta pessoa "alucinada":

Se te dá voltas ao estômago, nem te davas ao trabalho de a assinar (que foi o que fizeste, marcaste na baliza errada!!!).
Se queres negar as leis da Natureza, estás no teu pleno direito: é problema teu.
Mas não confundas as coisas: "as mulheres apanharem porrada" não é coisa da natureza, mas sim do Homem "civilizado" (nunca vi um macho qualquer, de uma qualquer outra espécie, dar porrada à fêmea!).
Se olhares bem à tua volta, verás aonde chegamos com esse "avanço civilizacional": as cheias no Brasil, o terramoto no Haiti, e tantas outras catástrofes não são culpa da Natureza, mas do Homem.
Somos, sem dúvida, um ser superior. Ninguém nos bate, no que toca a destruir e a adulterar!!!

Convido-vos a ler a minha petição. Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

E, se ainda houver paciência e tempo, leiam também a petição pelos deficientes.
Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134

A todos um maravilhoso dia:)

domingo, 17 de janeiro de 2010

sábado, 16 de janeiro de 2010

LEI DA GUARDA, NO EGIPTO!

Antes de leres este texto, quero que saibas que, acima de tudo, defendo a família. Pai e mãe na mesma casa, criando juntos os seus filhos. Pena que nem sempre seja assim...
Resta, então, decidir a qual dos dois cabe a guarda dos filhos.

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

Segundo a lei egípcia, a mãe fica com a custódia dos filhos até estes terem 15 anos.Não menciona, tanto quanto sei, que assim não possa ser se tiver sido ela a pedir o divórcio ou for cristã. Mas há casos de discriminação, como o caso de uma mãe que, por ser cristã, perdeu para o seu ex-marido, convertido à religião islãmica, a custódia dos seus dois filhos gémeos, de 13 anos, apesar de estes terem dito que queriam ficar com ela.

Aos 15 anos, os jovens decidem com quem querem ficar.

A parte estas discriminações, esta lei existe!
Porque não temos, em Portugal, uma lei assim?
Uma lei bem próxima da natureza!

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http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134

Pelos direitos de toda a pessoa deficiente!
Visite o perfil de Hildoca amada! Ela precisa, urgentemente, de ajuda.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

ENTREVISTA A ALDO NAOURI, PEDIATRA FRANCÊS, AUTOR DE "EDUCAR OS FILHOS: UMA URGÊNCIA NOS DIAS QUE CORREM"

FILHOS: AMOR COM REGRAS
Escrito por Daniel Fernandes
Domingo, 29 Novembro 2009 20:59
Aldo Naouri, pediatra há 40 anos, autor do livro, “Educar os Filhos - Uma urgência dos dias que correm”, afirma que nunca como hoje foi tão urgente perceber como nos devemos comportar como pais para desempenhar bem a nossa função. A revista GINGKO (*) apanhou-o de passagem por Portugal e conversou com ele sobre os principais erros que os pais modernos tendem a cometer.





O que mudou entre os pais e os filhos nos últimos 40 anos?
As crianças não mudam.

Mas a educação mudou...
Sim, a educação mudou e está a surtir resultados diferentes. E os pais também mudaram. Porque a sociedade mudou, transformando-se numa sociedade de abundância que segue a lógica de consumo, onde é importante consumir e incentivar toda a gente a consumir, porque cada um de nós tem direito a tudo. E a partir do momento que temos direito a tudo, para que havemos de nos esforçar? Dissemos aos pais que as crianças precisavam de fazer coisas que lhes dessem prazer para se sentirem amados. Mudámos a conformação que existia antes, quando os filhos deviam esforçar-se por agradar aos pais. Hoje os pais dizem que os amam e oferecem escolhas múltiplas, condenando o filho a uma posição de juízo muito angustiante porque ainda tem a personalidade em bruto e necessita de orientação para saber em que direcção caminhar e como lutar contra os obstáculos que encontra.

Essa abundância de que fala retirou o sentido da vida às nossas crianças?
Sim, podemos dizer isso. Mas temos de dizer que também retirou o sentido da vida aos pais.

A nossa sociedade é uma sociedade do prazer. É o prazer como recompensa?
Sim, só que é preciso compreender que é recompensa, que não é de graça. Os jovens pensam que é de graça, e por isso temos de lhes mostrar que só terão o prazer se se esforçarem.

Denunciou a existência de uma infantolatria. A sociedade esqueceu os pais?
Colocou os pais ao serviço dos filhos e a isso chamo infantolatria. Esqueceu o lugar dos pais, dessacralizou-o. Como as crianças são postas em primeiro lugar, os pais são desviados para lugar oculto. Não há lugar para o casal, e quando o casal enfraquece passa a haver dois apartamentos, duas frigideiras...

É necessário recuperar esse lugar?
Absolutamente. É fundamental dizer que a condição parental é magnífica.

Também é necessário reeducar os pais, antes de eles educarem os filhos?
Não. Os pais foram bem educados, mas para educarem os filhos têm de estar de acordo com a educação que receberam. A maioria compreende o ressentimento que tem dos seus pais. Mas precisam de perceber que, independentemente do que façam, estão condenados a ser amados pelos próprios filhos porque são eles que forjam a sua identidade. Mas também estão condenados à ira porque os filhos precisam da ira para se afirmar. Daí a necessidade de os seduzir. A partir do momento em que damos esta explicação aos pais, não precisamos de os educar. Eles sabem como proceder com os filhos. No geral, e em caso de necessidade, os pais entendem qualquer recomendação simples como substituir o slogan "a criança primeiro" por "o casal primeiro". Se os casais fizerem isto não há necessidade de os educar.

No seu entender, o problema surge quando os casais tentam distanciar-se do papel que os seus próprios pais tiveram, quando querem ser diferentes deles.
Sim. Mas a partir do momento em que percebem que eles fizeram o que puderam e que não existem pais perfeitos, e não existem filhos perfeitos, as coisas vão correr muito melhor.

Defende que as regras devem ser impostas sem explicação, prevalecendo a hierarquia pais-filhos. Isso não é demasiado ditatorial?
Depende da forma como exprimimos as coisas. Eu não disse exactamente isso. Falei em dar uma ordem sem ter de a explicar. Porquê? Porque a ordem seguida de uma explicação corre o risco de cair perante a justificação. Uma ordem não é ditatorial, mas indica uma relação vertical, que os pais têm lugar acima das crianças. É uma maneira de defender a relação vertical contra a relação horizontal, muito culpabilizante e angustiante para a criança. A relação vertical permite à criança revoltar-se contra os pais. Se agirmos dessa forma, que apelidou de ditatorial, a criança aprenderá que os outros existem e tornar-se-á um democrata. Pelo contrário, se for uma relação horizontal e democrática, a criança ficará com a ideia de que ela é que importa e que os outros não interessam, transformando-se mais tarde num fascista.

Mas não é necessário explicar?
Não, não é. As crianças devem encontrar as explicações por si próprias. Se pedem explicações, devemos dá-las. Mas se não pedem, então não há necessidade de explicar.

Defende também que as crianças estão educadas aos três anos. Como é isso possível?
É até aos três anos que as crianças aprendem a reprimir impulsos e a aceitar a frustração. Quando se repara no seu olhar nota-se que já tem enorme amor pelos pais. E depois de ter aprendido a reprimir impulsos e a estar frustrada está educada. O resto virá depois.

As competências básicas estão adquiridas?
As competências básicas estão adquiridas, a educação básica está adquirida, mas a ambição não é ficar pelo básico. É preciso olhar para a educação básica como um meio. Aos três anos são exactamente como se estivéssemos a fabricar imóveis e já tivéssemos toda a construção mas faltassem a electricidade e os acabamentos. As fundações estão lá, os muros também, mas falta o resto.

No seu livro fala de um novo maltratar, um consentimento social que abusa da ternura da mãe. Explique-nos melhor este conceito.
A sociedade investiu muito na mãe. Dizemos às mães que têm todos os direitos: amar, mimar, satisfazer. É um novo maltratar porquê? Porque enquanto a mãe estiver ao serviço do filho não o educa, não é capaz de o reprimir, de lhe ensinar a frustração. Corre o risco de ele permanecer um bebé concentrado em si mesmo, no seu prazer e nos seus benefícios.

Então é contra o excesso de amor...
Sim, e a sociedade que o aplaudir está a cometer uma malfeitoria contra a infância. A Convenção Internacional dos Direitos das Crianças diz que o primeiro direito das crianças é a educação. Ora, como se pode educar uma criança quando ao mesmo tempo se aplaude todas as medidas anti-educativas?

Mas, não é possível educar com amor?
Claro que sim. Você pode meter açúcar no café. O problema é se meter excesso de açúcar. E hoje o que se diz às mães é: "Metam bastante açúcar".

(*) GINGKO Nº 16 – Outubro 2009 - http://revista.gingko.pt/#/1/

Actualizado em Quinta, 10 Dezembro 2009 09:56

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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