Topic: PROTESTO CONTRA A REPORTAGEM DO DIA 20 DE JANEIRO DE 2010 DO PROGRAMA LINHA DA FRENTE
JORNALISTA: José Ramos e Ramos ( http://www.joseramoseramos.com )
DATA DE EXIBIÇÃO: 20 DE JANEIRO DE 2010, 21H
REPORTAGEM:
http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=25508&e_id=13&c_id=1&dif=tv&hora=21:00&dia=20-01-2010
CRITICAS:
- NÃO FOI OBSERVADO O DIREITO AO CONTRADITÓRIO (QUER NA AUDIÇÃO DOS AMBOS OS PROGENITORES, QUER NO EQUILÍBRIO DO NÚMERO DE ESPECIALISTAS ENTREVISTADOS COM DIFERENTES VISÕES SOBRE A MATÉRIA)
- NÃO FOI EXPLICADO CONVENIENTEMENTE O QUE É O SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL E O QUE É A ALIENAÇÃO PARENTAL, LEVANDO A ERROS NA DESIGNAÇÃO DESTES CONCEITOS POR PARTE DO JORNALISTA
- NÃO FORAM ENTREVISTADAS PESSOAS QUE TÊM REALIZADO TRABALHO RELEVANTE NO SUPERIOR INTERESSE DAS CRIANÇAS EM CASOS DE CONFLITO PARENTAL, COMO POR EXEMPLO A DRª MARIA SALDANHA DO INSTITUTO DE MEDIAÇÃO FAMILIAR OU UM SOCIÓLOGO QUE EXPLICASSE A RAZÃO DE SER DESTE TIPO DE CONFLITOS E A NECESSIDADE DOS TRIBUNAIS OLHAREM PARA ELES DE OUTRA FORMA
- A NÃO REFERÊNCIA A VÁRIOS COLÉGIOS DE PSICOLOGIA EM PAÍSES, COMO EM ESPANHA, QUE RECONHECEM O SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL;
- A INACEITÁVEL TENTATIVA DE DESCREDIBILIZAR O CONCEITO DE ALIENAÇÃO PARENTAL PARA CRITICAR UMA DECISÃO JUDICIAL, QUE TERÁ AS SUAS FALHAS, MAS QUE EM NADA PODE COLOCAR EM CAUSA O SOFRIMENTO DE MILHARES E MILHARES DE PAIS E FILHOS QUE SOFREM ESTE FENÓMENO SOCIAL.
- A INACEITÁVEL IDEIA QUE SE QUIS PASSAR QUE A UTILIZAÇÃO DO CONCEITO DE ALIENAÇÃO PARENTAL TEM LEVADO A ENTREGA DE CRIANÇAS A PAIS QUE PRATICAM O ABUSO SEXUAL COMPROVADO (ESTATISTICAMENTE TAL IDEIA É DESMENTIDA)
ENVIAR PROTESTO CONTRA A REPORTAGEM AO PROVEDOR DE TELESPECTADOR DA RTP
VAS-Y, ACCOUCHE! tem em si um duplo sentido: "accoucher" (parir, dar à luz) e "accoucher" (desembucha, fala).O Homem, quer ele queira quer não, é um animal como os outros, uma criatura da Natureza. Deve melhorar -pois que tem a faculdade de o fazer- a sua natureza, sem pôr em causa a natureza das coisas. Sou pelos valores da Monarquia, pelo Parto Activo e pela Amamentação. Em nome dos nossos filhos.
Petições e sondagens na margem direita
sábado, 30 de janeiro de 2010
ASSIM FALA UM BOM EDUCADOR (INTERDITO A MENORES DE 10 ANOS!)
Alguém se introduziu, como sabem, na minha petição para dizer o que bem entendeu. Eu fiz o mesmo. A diferença está no tom e na delicadeza que usamos para fazer valer o nosso ponto de vista. Saber respeitar é uma virtude.Só assim podemos educar os nosso filhos no respeito pelo outro.
Ele (só não sei quem, embora desconfie...)
151 Alucinadas dos pezinhos sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento..
(...)
156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade!
(...)
243 Tristes Já não basta os tribunais darem quase sempre a guarda a mãe e ainda queriam isso em lei , vão mas é trabalhar...
Eu
199 SOU CONTRA!!! Temos um pai que fugiu com os filhos e alienou-os contra a mãe, num sistema de guarda conjunta! Temos um outro que matou a filha "por amor" -podia vêla sempre que queria, e participava da sua vida! Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!
(...)
201 SOU CONTRA!!! Eu explico-me melhor: não há que mudar leis, tão pouco a nossa natureza! Há que mudar, sim, o nosso interior, a nossa forma de estar e de amar!!! As crianças agradecem. O amor de um pai e de uma mãe é o mesmo, sem dúvida. Mas por alguma razão somos nós, mulheres, a gerar e a dar à luz. Não há desigualdade, porque assim determinou a natureza. Que fossemos nós a cuidar. Eu jamais posso exigir igualdade num trabalho que requeira força física, no qual o homem me é superior!!!
Ele (só não sei quem, embora desconfie...)
151 Alucinadas dos pezinhos sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento..
(...)
156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade!
(...)
243 Tristes Já não basta os tribunais darem quase sempre a guarda a mãe e ainda queriam isso em lei , vão mas é trabalhar...
Eu
199 SOU CONTRA!!! Temos um pai que fugiu com os filhos e alienou-os contra a mãe, num sistema de guarda conjunta! Temos um outro que matou a filha "por amor" -podia vêla sempre que queria, e participava da sua vida! Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!
(...)
201 SOU CONTRA!!! Eu explico-me melhor: não há que mudar leis, tão pouco a nossa natureza! Há que mudar, sim, o nosso interior, a nossa forma de estar e de amar!!! As crianças agradecem. O amor de um pai e de uma mãe é o mesmo, sem dúvida. Mas por alguma razão somos nós, mulheres, a gerar e a dar à luz. Não há desigualdade, porque assim determinou a natureza. Que fossemos nós a cuidar. Eu jamais posso exigir igualdade num trabalho que requeira força física, no qual o homem me é superior!!!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
VAMOS A FACTOS!
1. Julgamento, em Matosinhos, de um pai que matou a filha de 6 anos. A mãe detinha a guarda, mas permitia ao pai ver a filha sempre que queria, e incluía-o em todas as decisões relativas à educação e tudo o mais. Na prática, funcionava um regime de guarda conjunta, ou um modelo muito próximo. Este pai matou a filha "por amor"!
2. E temos o caso daquela mãe que andou desesperadamente à procura dos filhos. Apesar de um casamento problemático, e de um divórcio não menos atribulado, a mãe concordou (julgo, até, que foi ela própria a propô-lo) em dividir a guarda dos filhos, por entender ser o melhor para estes. O pai, na vez que lhe cabia, simplesmente pegou nos filhos e fugiu, andando de país em país. Nesse tempo, tentou convencer as crinças de que a mãe os havia abandonado. Esta mãe nunca acreditou que o seu ex-marido, pai do seus filhos, levasse avante aquilo que, já por diversas vezes (e ainda estando casados) ameaçara fazer. Felizmente encontrou os filhos a tempo de travar a Alienação Parental exercida pelo pai.
CONCLUSÃO: Como eu sempre tenho dito, não há que alterar a ordem natural das coisas, mas o interior das pessoas.
Podeis argumentar que isto também aconteceria num regime de guarda unilateral. Mas, vede bem, nestes dois casos a proximidade e um contacto mais frequente veio precipitar os acontecimentos. Tornou-se mais fácil. Haverá quem o possa prevenir? Estariam estas mães conscientes do riscos a que expunham os filhos? Não. Nenhuma delas acreditou que tal pudesse acontecer. Era o pai dos seus filhos, e estes nada tinham que ver com o fracasso das suas relações. Viviam "alucinadas", pondo em primeiro lugar o interesse dos filhos (eu incluo-me neste grupo de gente "alucinada", porque também já pus os interesses da minha filha acima dos meus -fui uma "alucinada" quando acedi ao pedido do meu ex, e não me fui embora como era do meu desejo).
Qualquer pessoa que leia estas histórias fica revoltada, não é assim? Eu fico "passada dos carretos"!!!
Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
2. E temos o caso daquela mãe que andou desesperadamente à procura dos filhos. Apesar de um casamento problemático, e de um divórcio não menos atribulado, a mãe concordou (julgo, até, que foi ela própria a propô-lo) em dividir a guarda dos filhos, por entender ser o melhor para estes. O pai, na vez que lhe cabia, simplesmente pegou nos filhos e fugiu, andando de país em país. Nesse tempo, tentou convencer as crinças de que a mãe os havia abandonado. Esta mãe nunca acreditou que o seu ex-marido, pai do seus filhos, levasse avante aquilo que, já por diversas vezes (e ainda estando casados) ameaçara fazer. Felizmente encontrou os filhos a tempo de travar a Alienação Parental exercida pelo pai.
CONCLUSÃO: Como eu sempre tenho dito, não há que alterar a ordem natural das coisas, mas o interior das pessoas.
Podeis argumentar que isto também aconteceria num regime de guarda unilateral. Mas, vede bem, nestes dois casos a proximidade e um contacto mais frequente veio precipitar os acontecimentos. Tornou-se mais fácil. Haverá quem o possa prevenir? Estariam estas mães conscientes do riscos a que expunham os filhos? Não. Nenhuma delas acreditou que tal pudesse acontecer. Era o pai dos seus filhos, e estes nada tinham que ver com o fracasso das suas relações. Viviam "alucinadas", pondo em primeiro lugar o interesse dos filhos (eu incluo-me neste grupo de gente "alucinada", porque também já pus os interesses da minha filha acima dos meus -fui uma "alucinada" quando acedi ao pedido do meu ex, e não me fui embora como era do meu desejo).
Qualquer pessoa que leia estas histórias fica revoltada, não é assim? Eu fico "passada dos carretos"!!!
Já agora, por favor expliquem-me: se uma criança só tem a lucrar com a presença de um pai e de uma mãe, juntos ou não, porque é que pessoas singulares e do mesmo sexo podem adoptar da mesma forma que casais?!!!
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
RESPOSTA A UM NOVO COMENTÁRIO PEJORATIVO DEIXADO (!!!) NA MINHA PETIÇÃO
Eis a minha resposta perante um comentário (novamente!!!) que eu vi na minha petição:
"156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade! "
Se alguém quiser conferir, só tem de entrar em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
RESPOSTA:
1.Para que não haja mais dúvidas, eu não defendo que se faça uma desvinculação com a figura paterna-e, para tal, é preponderante a atitude da mãe- mas tão somente que apenas em casos excepcionais se separe as crianças de uma mãe. Queiram ou não, o vínculo materno é, por força da natureza, mais forte.A criança, ao nascer, tem como mundo somente a mãe, com quem estabeleceu uma ligação demasiado forte para ser destruída.E é através do olhar da mãe que ela percepciona o mundo. Não há como negar.
2.Há uma imensidão de estudos que dizem uma coisa, e outros que dizem o contrário. Não raras vezes, e quantas vezes pelos próprios, vemos ser desmentida uma teoria tomada como certa.Ou seja, não se chega a conclusão nenhuma.
Eu não me sigo por teorias. Sigo-me antes pela natureza, que é, como todos bem sabemos, um livro aberto. De tanto pensar, qualquer dia o Homem dá cabo dos seus fusíveis;)))
Assim afirmou Séneca: "Vive em harmonia com a natureza e nunca serás pobre. Vive em harmonia com as opiniões e nunca serás rico".
3.Li o referido artigo -aconselho a todos que o leiam na íntegra- e, ainda que o autor o negasse, não pude deixar de sentir que me apagavam, quase anulavam. A sensação que tive foi que o meu papel quase se resume a gerar e dar à luz, coisa que, evidentemente, eu não posso aceitar (e, tal como eu, a maioria das mãe, inclusive a mãe de quem me fez o dito comentário... se é que essa pessoa teve, de facto, mãe)
Concordo que se procure dar relevância ao papel de um pai na vida dos filhos. Mas nunca à custa do papel de uma mãe. E o que vemos é que, cada vez mais, se vai perdendo a noção do quanto é importante a figura materna! Chega a ser uma perseguição (veja-se o caso da miúda que foi institucionalizada porque não queria ver o pai, o que, no entender do juíz -quando a maioria dos psicólogos o negavam-, se devia a uma alienação exercida pela mãe)!
4.Nunca, em momento algum, falei mal de quem quer que fosse. Muito menos lhes chamei nomes -que, já agora, se aplicam a qualquer mulher que preze o seu papel de mãe, incluindo, claro está, a mãe de quem nos chamou assim (quero crer que quem o fez não teve mãe, e por tal, não tem qualquer respeito pela figura materna).
Conheço bem a petição feita pelos pais e, em boa verdade, já lá vi comentários que denotam, ao contrário dos que surgem na minha, muita raiva e pouco civismo. Há até mesmo um que diz "guarda compartilhada, já!!!". Enfim, o senhor manda... As leis sempre foram escritas por homens, e ainda hoje o é, na generalidade. E, contudo, Francis Bacon veio dizer-nos que "Para dar ordens à natureza é preciso saber obedecer-lhe"!
Se, por acaso, em algum momento eu ofendi alguém, desde já as minhas desculpas.
Certo é que nunca fiz comentários pejorativos na outra petição. Isto porque compreendo bem a outra posição. Só acho que não é por aí...
"156 passada dos carretos uma mãe nunca poderá ser um pai. Na edição da Review of General Psychology, cientistas informaram que o grau de aceitação ou rejeição que uma criança recebe - e percebe – do pai, afeta seu desenvolvimento de forma tão profunda quanto a presença ou ausência do amor materno. Deixem de acharem-se o centro do mundo! igualdade! "
Se alguém quiser conferir, só tem de entrar em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
RESPOSTA:
1.Para que não haja mais dúvidas, eu não defendo que se faça uma desvinculação com a figura paterna-e, para tal, é preponderante a atitude da mãe- mas tão somente que apenas em casos excepcionais se separe as crianças de uma mãe. Queiram ou não, o vínculo materno é, por força da natureza, mais forte.A criança, ao nascer, tem como mundo somente a mãe, com quem estabeleceu uma ligação demasiado forte para ser destruída.E é através do olhar da mãe que ela percepciona o mundo. Não há como negar.
2.Há uma imensidão de estudos que dizem uma coisa, e outros que dizem o contrário. Não raras vezes, e quantas vezes pelos próprios, vemos ser desmentida uma teoria tomada como certa.Ou seja, não se chega a conclusão nenhuma.
Eu não me sigo por teorias. Sigo-me antes pela natureza, que é, como todos bem sabemos, um livro aberto. De tanto pensar, qualquer dia o Homem dá cabo dos seus fusíveis;)))
Assim afirmou Séneca: "Vive em harmonia com a natureza e nunca serás pobre. Vive em harmonia com as opiniões e nunca serás rico".
3.Li o referido artigo -aconselho a todos que o leiam na íntegra- e, ainda que o autor o negasse, não pude deixar de sentir que me apagavam, quase anulavam. A sensação que tive foi que o meu papel quase se resume a gerar e dar à luz, coisa que, evidentemente, eu não posso aceitar (e, tal como eu, a maioria das mãe, inclusive a mãe de quem me fez o dito comentário... se é que essa pessoa teve, de facto, mãe)
Concordo que se procure dar relevância ao papel de um pai na vida dos filhos. Mas nunca à custa do papel de uma mãe. E o que vemos é que, cada vez mais, se vai perdendo a noção do quanto é importante a figura materna! Chega a ser uma perseguição (veja-se o caso da miúda que foi institucionalizada porque não queria ver o pai, o que, no entender do juíz -quando a maioria dos psicólogos o negavam-, se devia a uma alienação exercida pela mãe)!
4.Nunca, em momento algum, falei mal de quem quer que fosse. Muito menos lhes chamei nomes -que, já agora, se aplicam a qualquer mulher que preze o seu papel de mãe, incluindo, claro está, a mãe de quem nos chamou assim (quero crer que quem o fez não teve mãe, e por tal, não tem qualquer respeito pela figura materna).
Conheço bem a petição feita pelos pais e, em boa verdade, já lá vi comentários que denotam, ao contrário dos que surgem na minha, muita raiva e pouco civismo. Há até mesmo um que diz "guarda compartilhada, já!!!". Enfim, o senhor manda... As leis sempre foram escritas por homens, e ainda hoje o é, na generalidade. E, contudo, Francis Bacon veio dizer-nos que "Para dar ordens à natureza é preciso saber obedecer-lhe"!
Se, por acaso, em algum momento eu ofendi alguém, desde já as minhas desculpas.
Certo é que nunca fiz comentários pejorativos na outra petição. Isto porque compreendo bem a outra posição. Só acho que não é por aí...
sábado, 23 de janeiro de 2010
TIRA-TEIMAS;)
Já me perguntaram afinal o que eu queria, e houve quem dissesse que fosse com mais calma...
O assunto de que vos tenho falado pode parecer enfadonho. Contudo, há que ter em conta que é um assunto na ordem do dia.
Trata-se de saber se, em caso de separação, se deve ou não optar pela guarda conjunta.
Muitos defendem que, face às exigências dos nossos dias -em que pai e mãe trabalham- e à maior cooperação por parte dos homens nas lides domésticas e no cuidado com os filhos, é, sem dúvida alguma, a melhor solução. A que melhor benificia a criança.
Estes pais dão como exemplo o caso de espécies em que há um revezamento dos cuidados com as crias, e outras em que é o macho quem se ocupa da prole.
Convém observar que nestes últimos casos (o macho cuida da prole), as coisas são assim em razão de perpetuação das espécies ou da sua sobrevivência. A fêmea fica livre para copular de novo. Não significa, pois, incapacidade ou desinteresse por parte desta.
Nos casos em que ambos os progenitores partilham os cuidados da prole, há que ter em conta que são casais que, ao contrário do Homem, se mantêm unidos "até que a morte os separe".
Eu já vi, nas argumentações destes pais, uma imagem de aves -progenitor e progenitora- a cuidar das crias. Acabo de saber que não o fazem por serem "bons pais", mas por uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie. Dois a cuidar garantem mais crias vivas. Tão somente isto.
Entre os primatas, só os saguis revezam as tarefas: isto porque a fêmea tem, habitualmente, gémeos fraternos. Observa-se, pois, que, à excepção desta espécie, é regra geral entre os primatas as crias permanecerem com a progenitora.
O Homem pode, de alguma forma, aproximar-se dos saguis e de outras espécies. Mas há um factor a ter em conta: ao contrário das outras espécies monogâmicas, nós separamo-nos com a maior facilidade, muitas vezes por "dá lá aquela palha"!
Parecendo trazer enormes benefícios -amplamente divulgados por associações e movimentos de pais separados-, a guarda conjunta traz alguma reserva a muitos especialistas (advogados, juristas, juízes, psicólogos, médicos...) e a muitos progenitores. Sobretudo quando esta é imposta.Há mesmo quem discorde de todo.
Fica assim a discussão em aberto, para quem esteja interessado(a) em dar a sua opinião.
(Não irei continuar a divulgar as minhas duas petições, pelo que quem as quiser ver terá de ir ao meu Diário, no meu Perfil)
A todos um maravilhoso fim de semana:))))))
O assunto de que vos tenho falado pode parecer enfadonho. Contudo, há que ter em conta que é um assunto na ordem do dia.
Trata-se de saber se, em caso de separação, se deve ou não optar pela guarda conjunta.
Muitos defendem que, face às exigências dos nossos dias -em que pai e mãe trabalham- e à maior cooperação por parte dos homens nas lides domésticas e no cuidado com os filhos, é, sem dúvida alguma, a melhor solução. A que melhor benificia a criança.
Estes pais dão como exemplo o caso de espécies em que há um revezamento dos cuidados com as crias, e outras em que é o macho quem se ocupa da prole.
Convém observar que nestes últimos casos (o macho cuida da prole), as coisas são assim em razão de perpetuação das espécies ou da sua sobrevivência. A fêmea fica livre para copular de novo. Não significa, pois, incapacidade ou desinteresse por parte desta.
Nos casos em que ambos os progenitores partilham os cuidados da prole, há que ter em conta que são casais que, ao contrário do Homem, se mantêm unidos "até que a morte os separe".
Eu já vi, nas argumentações destes pais, uma imagem de aves -progenitor e progenitora- a cuidar das crias. Acabo de saber que não o fazem por serem "bons pais", mas por uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie. Dois a cuidar garantem mais crias vivas. Tão somente isto.
Entre os primatas, só os saguis revezam as tarefas: isto porque a fêmea tem, habitualmente, gémeos fraternos. Observa-se, pois, que, à excepção desta espécie, é regra geral entre os primatas as crias permanecerem com a progenitora.
O Homem pode, de alguma forma, aproximar-se dos saguis e de outras espécies. Mas há um factor a ter em conta: ao contrário das outras espécies monogâmicas, nós separamo-nos com a maior facilidade, muitas vezes por "dá lá aquela palha"!
Parecendo trazer enormes benefícios -amplamente divulgados por associações e movimentos de pais separados-, a guarda conjunta traz alguma reserva a muitos especialistas (advogados, juristas, juízes, psicólogos, médicos...) e a muitos progenitores. Sobretudo quando esta é imposta.Há mesmo quem discorde de todo.
Fica assim a discussão em aberto, para quem esteja interessado(a) em dar a sua opinião.
(Não irei continuar a divulgar as minhas duas petições, pelo que quem as quiser ver terá de ir ao meu Diário, no meu Perfil)
A todos um maravilhoso fim de semana:))))))
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
ALUCINAÇÕES DE GENTE "CIVILIZADA"!!!
LEIAM ESTE COMENTÁRIO DE ALGUÉM QUE ASSINOU (!!!) A MINHA PETIÇÃO:
Alucinadas dos pezinhos:
"sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento.."
Resposta aberta a esta pessoa "alucinada":
Se te dá voltas ao estômago, nem te davas ao trabalho de a assinar (que foi o que fizeste, marcaste na baliza errada!!!).
Se queres negar as leis da Natureza, estás no teu pleno direito: é problema teu.
Mas não confundas as coisas: "as mulheres apanharem porrada" não é coisa da natureza, mas sim do Homem "civilizado" (nunca vi um macho qualquer, de uma qualquer outra espécie, dar porrada à fêmea!).
Se olhares bem à tua volta, verás aonde chegamos com esse "avanço civilizacional": as cheias no Brasil, o terramoto no Haiti, e tantas outras catástrofes não são culpa da Natureza, mas do Homem.
Somos, sem dúvida, um ser superior. Ninguém nos bate, no que toca a destruir e a adulterar!!!
Convido-vos a ler a minha petição. Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
E, se ainda houver paciência e tempo, leiam também a petição pelos deficientes.
Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
A todos um maravilhoso dia:)
Alucinadas dos pezinhos:
"sempre que dou de caras com esta petição dá-me volta ao estomago. Foi com base na mesma argumentação intelectualmente mediocre que consideravam os homossexuais doentes. Com a argumentação da Natureza também posso dizer que é normal as mulheres apanharem porrada. Parece que aqui ainda não chegou o conceito de avanço civilizacional.. lamento.."
Resposta aberta a esta pessoa "alucinada":
Se te dá voltas ao estômago, nem te davas ao trabalho de a assinar (que foi o que fizeste, marcaste na baliza errada!!!).
Se queres negar as leis da Natureza, estás no teu pleno direito: é problema teu.
Mas não confundas as coisas: "as mulheres apanharem porrada" não é coisa da natureza, mas sim do Homem "civilizado" (nunca vi um macho qualquer, de uma qualquer outra espécie, dar porrada à fêmea!).
Se olhares bem à tua volta, verás aonde chegamos com esse "avanço civilizacional": as cheias no Brasil, o terramoto no Haiti, e tantas outras catástrofes não são culpa da Natureza, mas do Homem.
Somos, sem dúvida, um ser superior. Ninguém nos bate, no que toca a destruir e a adulterar!!!
Convido-vos a ler a minha petição. Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
E, se ainda houver paciência e tempo, leiam também a petição pelos deficientes.
Está em:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
A todos um maravilhoso dia:)
domingo, 17 de janeiro de 2010
QUEM FALA ASSIM NÃO É GAGO!!!
Uma boa semana:)))
Leiam a entrevista a um jornalista e activista pró-feminista, Martin Dufresne! Vale a pena!
Leiam a entrevista a um jornalista e activista pró-feminista, Martin Dufresne! Vale a pena!
sábado, 16 de janeiro de 2010
LEI DA GUARDA, NO EGIPTO!
Antes de leres este texto, quero que saibas que, acima de tudo, defendo a família. Pai e mãe na mesma casa, criando juntos os seus filhos. Pena que nem sempre seja assim...
Resta, então, decidir a qual dos dois cabe a guarda dos filhos.
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
Segundo a lei egípcia, a mãe fica com a custódia dos filhos até estes terem 15 anos.Não menciona, tanto quanto sei, que assim não possa ser se tiver sido ela a pedir o divórcio ou for cristã. Mas há casos de discriminação, como o caso de uma mãe que, por ser cristã, perdeu para o seu ex-marido, convertido à religião islãmica, a custódia dos seus dois filhos gémeos, de 13 anos, apesar de estes terem dito que queriam ficar com ela.
Aos 15 anos, os jovens decidem com quem querem ficar.
A parte estas discriminações, esta lei existe!
Porque não temos, em Portugal, uma lei assim?
Uma lei bem próxima da natureza!
-----------------------------------------------------------
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
Pelos direitos de toda a pessoa deficiente!
Visite o perfil de Hildoca amada! Ela precisa, urgentemente, de ajuda.
Resta, então, decidir a qual dos dois cabe a guarda dos filhos.
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
Segundo a lei egípcia, a mãe fica com a custódia dos filhos até estes terem 15 anos.Não menciona, tanto quanto sei, que assim não possa ser se tiver sido ela a pedir o divórcio ou for cristã. Mas há casos de discriminação, como o caso de uma mãe que, por ser cristã, perdeu para o seu ex-marido, convertido à religião islãmica, a custódia dos seus dois filhos gémeos, de 13 anos, apesar de estes terem dito que queriam ficar com ela.
Aos 15 anos, os jovens decidem com quem querem ficar.
A parte estas discriminações, esta lei existe!
Porque não temos, em Portugal, uma lei assim?
Uma lei bem próxima da natureza!
-----------------------------------------------------------
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
Pelos direitos de toda a pessoa deficiente!
Visite o perfil de Hildoca amada! Ela precisa, urgentemente, de ajuda.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
ENTREVISTA A ALDO NAOURI, PEDIATRA FRANCÊS, AUTOR DE "EDUCAR OS FILHOS: UMA URGÊNCIA NOS DIAS QUE CORREM"
FILHOS: AMOR COM REGRAS
Escrito por Daniel Fernandes
Domingo, 29 Novembro 2009 20:59
Aldo Naouri, pediatra há 40 anos, autor do livro, “Educar os Filhos - Uma urgência dos dias que correm”, afirma que nunca como hoje foi tão urgente perceber como nos devemos comportar como pais para desempenhar bem a nossa função. A revista GINGKO (*) apanhou-o de passagem por Portugal e conversou com ele sobre os principais erros que os pais modernos tendem a cometer.
O que mudou entre os pais e os filhos nos últimos 40 anos?
As crianças não mudam.
Mas a educação mudou...
Sim, a educação mudou e está a surtir resultados diferentes. E os pais também mudaram. Porque a sociedade mudou, transformando-se numa sociedade de abundância que segue a lógica de consumo, onde é importante consumir e incentivar toda a gente a consumir, porque cada um de nós tem direito a tudo. E a partir do momento que temos direito a tudo, para que havemos de nos esforçar? Dissemos aos pais que as crianças precisavam de fazer coisas que lhes dessem prazer para se sentirem amados. Mudámos a conformação que existia antes, quando os filhos deviam esforçar-se por agradar aos pais. Hoje os pais dizem que os amam e oferecem escolhas múltiplas, condenando o filho a uma posição de juízo muito angustiante porque ainda tem a personalidade em bruto e necessita de orientação para saber em que direcção caminhar e como lutar contra os obstáculos que encontra.
Essa abundância de que fala retirou o sentido da vida às nossas crianças?
Sim, podemos dizer isso. Mas temos de dizer que também retirou o sentido da vida aos pais.
A nossa sociedade é uma sociedade do prazer. É o prazer como recompensa?
Sim, só que é preciso compreender que é recompensa, que não é de graça. Os jovens pensam que é de graça, e por isso temos de lhes mostrar que só terão o prazer se se esforçarem.
Denunciou a existência de uma infantolatria. A sociedade esqueceu os pais?
Colocou os pais ao serviço dos filhos e a isso chamo infantolatria. Esqueceu o lugar dos pais, dessacralizou-o. Como as crianças são postas em primeiro lugar, os pais são desviados para lugar oculto. Não há lugar para o casal, e quando o casal enfraquece passa a haver dois apartamentos, duas frigideiras...
É necessário recuperar esse lugar?
Absolutamente. É fundamental dizer que a condição parental é magnífica.
Também é necessário reeducar os pais, antes de eles educarem os filhos?
Não. Os pais foram bem educados, mas para educarem os filhos têm de estar de acordo com a educação que receberam. A maioria compreende o ressentimento que tem dos seus pais. Mas precisam de perceber que, independentemente do que façam, estão condenados a ser amados pelos próprios filhos porque são eles que forjam a sua identidade. Mas também estão condenados à ira porque os filhos precisam da ira para se afirmar. Daí a necessidade de os seduzir. A partir do momento em que damos esta explicação aos pais, não precisamos de os educar. Eles sabem como proceder com os filhos. No geral, e em caso de necessidade, os pais entendem qualquer recomendação simples como substituir o slogan "a criança primeiro" por "o casal primeiro". Se os casais fizerem isto não há necessidade de os educar.
No seu entender, o problema surge quando os casais tentam distanciar-se do papel que os seus próprios pais tiveram, quando querem ser diferentes deles.
Sim. Mas a partir do momento em que percebem que eles fizeram o que puderam e que não existem pais perfeitos, e não existem filhos perfeitos, as coisas vão correr muito melhor.
Defende que as regras devem ser impostas sem explicação, prevalecendo a hierarquia pais-filhos. Isso não é demasiado ditatorial?
Depende da forma como exprimimos as coisas. Eu não disse exactamente isso. Falei em dar uma ordem sem ter de a explicar. Porquê? Porque a ordem seguida de uma explicação corre o risco de cair perante a justificação. Uma ordem não é ditatorial, mas indica uma relação vertical, que os pais têm lugar acima das crianças. É uma maneira de defender a relação vertical contra a relação horizontal, muito culpabilizante e angustiante para a criança. A relação vertical permite à criança revoltar-se contra os pais. Se agirmos dessa forma, que apelidou de ditatorial, a criança aprenderá que os outros existem e tornar-se-á um democrata. Pelo contrário, se for uma relação horizontal e democrática, a criança ficará com a ideia de que ela é que importa e que os outros não interessam, transformando-se mais tarde num fascista.
Mas não é necessário explicar?
Não, não é. As crianças devem encontrar as explicações por si próprias. Se pedem explicações, devemos dá-las. Mas se não pedem, então não há necessidade de explicar.
Defende também que as crianças estão educadas aos três anos. Como é isso possível?
É até aos três anos que as crianças aprendem a reprimir impulsos e a aceitar a frustração. Quando se repara no seu olhar nota-se que já tem enorme amor pelos pais. E depois de ter aprendido a reprimir impulsos e a estar frustrada está educada. O resto virá depois.
As competências básicas estão adquiridas?
As competências básicas estão adquiridas, a educação básica está adquirida, mas a ambição não é ficar pelo básico. É preciso olhar para a educação básica como um meio. Aos três anos são exactamente como se estivéssemos a fabricar imóveis e já tivéssemos toda a construção mas faltassem a electricidade e os acabamentos. As fundações estão lá, os muros também, mas falta o resto.
No seu livro fala de um novo maltratar, um consentimento social que abusa da ternura da mãe. Explique-nos melhor este conceito.
A sociedade investiu muito na mãe. Dizemos às mães que têm todos os direitos: amar, mimar, satisfazer. É um novo maltratar porquê? Porque enquanto a mãe estiver ao serviço do filho não o educa, não é capaz de o reprimir, de lhe ensinar a frustração. Corre o risco de ele permanecer um bebé concentrado em si mesmo, no seu prazer e nos seus benefícios.
Então é contra o excesso de amor...
Sim, e a sociedade que o aplaudir está a cometer uma malfeitoria contra a infância. A Convenção Internacional dos Direitos das Crianças diz que o primeiro direito das crianças é a educação. Ora, como se pode educar uma criança quando ao mesmo tempo se aplaude todas as medidas anti-educativas?
Mas, não é possível educar com amor?
Claro que sim. Você pode meter açúcar no café. O problema é se meter excesso de açúcar. E hoje o que se diz às mães é: "Metam bastante açúcar".
(*) GINGKO Nº 16 – Outubro 2009 - http://revista.gingko.pt/#/1/
Actualizado em Quinta, 10 Dezembro 2009 09:56
Escrito por Daniel Fernandes
Domingo, 29 Novembro 2009 20:59
Aldo Naouri, pediatra há 40 anos, autor do livro, “Educar os Filhos - Uma urgência dos dias que correm”, afirma que nunca como hoje foi tão urgente perceber como nos devemos comportar como pais para desempenhar bem a nossa função. A revista GINGKO (*) apanhou-o de passagem por Portugal e conversou com ele sobre os principais erros que os pais modernos tendem a cometer.
O que mudou entre os pais e os filhos nos últimos 40 anos?
As crianças não mudam.
Mas a educação mudou...
Sim, a educação mudou e está a surtir resultados diferentes. E os pais também mudaram. Porque a sociedade mudou, transformando-se numa sociedade de abundância que segue a lógica de consumo, onde é importante consumir e incentivar toda a gente a consumir, porque cada um de nós tem direito a tudo. E a partir do momento que temos direito a tudo, para que havemos de nos esforçar? Dissemos aos pais que as crianças precisavam de fazer coisas que lhes dessem prazer para se sentirem amados. Mudámos a conformação que existia antes, quando os filhos deviam esforçar-se por agradar aos pais. Hoje os pais dizem que os amam e oferecem escolhas múltiplas, condenando o filho a uma posição de juízo muito angustiante porque ainda tem a personalidade em bruto e necessita de orientação para saber em que direcção caminhar e como lutar contra os obstáculos que encontra.
Essa abundância de que fala retirou o sentido da vida às nossas crianças?
Sim, podemos dizer isso. Mas temos de dizer que também retirou o sentido da vida aos pais.
A nossa sociedade é uma sociedade do prazer. É o prazer como recompensa?
Sim, só que é preciso compreender que é recompensa, que não é de graça. Os jovens pensam que é de graça, e por isso temos de lhes mostrar que só terão o prazer se se esforçarem.
Denunciou a existência de uma infantolatria. A sociedade esqueceu os pais?
Colocou os pais ao serviço dos filhos e a isso chamo infantolatria. Esqueceu o lugar dos pais, dessacralizou-o. Como as crianças são postas em primeiro lugar, os pais são desviados para lugar oculto. Não há lugar para o casal, e quando o casal enfraquece passa a haver dois apartamentos, duas frigideiras...
É necessário recuperar esse lugar?
Absolutamente. É fundamental dizer que a condição parental é magnífica.
Também é necessário reeducar os pais, antes de eles educarem os filhos?
Não. Os pais foram bem educados, mas para educarem os filhos têm de estar de acordo com a educação que receberam. A maioria compreende o ressentimento que tem dos seus pais. Mas precisam de perceber que, independentemente do que façam, estão condenados a ser amados pelos próprios filhos porque são eles que forjam a sua identidade. Mas também estão condenados à ira porque os filhos precisam da ira para se afirmar. Daí a necessidade de os seduzir. A partir do momento em que damos esta explicação aos pais, não precisamos de os educar. Eles sabem como proceder com os filhos. No geral, e em caso de necessidade, os pais entendem qualquer recomendação simples como substituir o slogan "a criança primeiro" por "o casal primeiro". Se os casais fizerem isto não há necessidade de os educar.
No seu entender, o problema surge quando os casais tentam distanciar-se do papel que os seus próprios pais tiveram, quando querem ser diferentes deles.
Sim. Mas a partir do momento em que percebem que eles fizeram o que puderam e que não existem pais perfeitos, e não existem filhos perfeitos, as coisas vão correr muito melhor.
Defende que as regras devem ser impostas sem explicação, prevalecendo a hierarquia pais-filhos. Isso não é demasiado ditatorial?
Depende da forma como exprimimos as coisas. Eu não disse exactamente isso. Falei em dar uma ordem sem ter de a explicar. Porquê? Porque a ordem seguida de uma explicação corre o risco de cair perante a justificação. Uma ordem não é ditatorial, mas indica uma relação vertical, que os pais têm lugar acima das crianças. É uma maneira de defender a relação vertical contra a relação horizontal, muito culpabilizante e angustiante para a criança. A relação vertical permite à criança revoltar-se contra os pais. Se agirmos dessa forma, que apelidou de ditatorial, a criança aprenderá que os outros existem e tornar-se-á um democrata. Pelo contrário, se for uma relação horizontal e democrática, a criança ficará com a ideia de que ela é que importa e que os outros não interessam, transformando-se mais tarde num fascista.
Mas não é necessário explicar?
Não, não é. As crianças devem encontrar as explicações por si próprias. Se pedem explicações, devemos dá-las. Mas se não pedem, então não há necessidade de explicar.
Defende também que as crianças estão educadas aos três anos. Como é isso possível?
É até aos três anos que as crianças aprendem a reprimir impulsos e a aceitar a frustração. Quando se repara no seu olhar nota-se que já tem enorme amor pelos pais. E depois de ter aprendido a reprimir impulsos e a estar frustrada está educada. O resto virá depois.
As competências básicas estão adquiridas?
As competências básicas estão adquiridas, a educação básica está adquirida, mas a ambição não é ficar pelo básico. É preciso olhar para a educação básica como um meio. Aos três anos são exactamente como se estivéssemos a fabricar imóveis e já tivéssemos toda a construção mas faltassem a electricidade e os acabamentos. As fundações estão lá, os muros também, mas falta o resto.
No seu livro fala de um novo maltratar, um consentimento social que abusa da ternura da mãe. Explique-nos melhor este conceito.
A sociedade investiu muito na mãe. Dizemos às mães que têm todos os direitos: amar, mimar, satisfazer. É um novo maltratar porquê? Porque enquanto a mãe estiver ao serviço do filho não o educa, não é capaz de o reprimir, de lhe ensinar a frustração. Corre o risco de ele permanecer um bebé concentrado em si mesmo, no seu prazer e nos seus benefícios.
Então é contra o excesso de amor...
Sim, e a sociedade que o aplaudir está a cometer uma malfeitoria contra a infância. A Convenção Internacional dos Direitos das Crianças diz que o primeiro direito das crianças é a educação. Ora, como se pode educar uma criança quando ao mesmo tempo se aplaude todas as medidas anti-educativas?
Mas, não é possível educar com amor?
Claro que sim. Você pode meter açúcar no café. O problema é se meter excesso de açúcar. E hoje o que se diz às mães é: "Metam bastante açúcar".
(*) GINGKO Nº 16 – Outubro 2009 - http://revista.gingko.pt/#/1/
Actualizado em Quinta, 10 Dezembro 2009 09:56
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
DUAS PETIÇÕES ONLINE!
Gostaria de saber se estás interessado(a) em assinar as minhas duas petições online.
A primeira defende que, em caso de separação, os filhos devem permanecer à guarda da mãe (salvo excepções, claro). Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
A segunda é a favor de toda a pessoa deficiente. Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
A primeira defende que, em caso de separação, os filhos devem permanecer à guarda da mãe (salvo excepções, claro). Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
A segunda é a favor de toda a pessoa deficiente. Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
ULTRASSOM
Ultrasom
CONHEÇA O TRABALHO DO SIRI, O PERCUSSIONISTA CARIOCA QUE GRAVOU UM CD INSPIRADO NOS SONS DO ÚTERO MATERNO
Inspirado pela gestação de sua filha Clara, o percussionista carioca Siri lançou o álbum Ultrasom, com sons que lembram o ambiente uterino. O show é um espetáculo multimídia, com um cenário em forma de útero, feito pela artista visual Deborah Engel. Gravado também em nove meses, "Ultrasom" é a viagem do percussionista pelos sons de uma nova vida: do ultrassom ao primeiro choro de Clara.
No palco, sons extraídos das sessões da ultrassonografia de Clara viram música: coração, pulmão, respiração e fluxo sanguíneo dão sustentação ao ritmo e se fundem a sons produzidos por dois percussionistas e um quarteto de cordas (violino, cello, viola e baixo acústico).
A primeira faixa, “Ultrasom”, mistura sons de respiração, líquido amniótico e batimentos cardíacos, formando uma verdadeira "orquestra uterina". A faixa Chorinho nº1 traz o registro do primeiro choro de sua filha Clara, gravado na maternidade.E a última faixa, Placenta, foi feita com sobras de áudio. “Após o nascimento de Clara fiquei impressionado com a placenta, um órgão que nutre o feto durante nove meses e depois é jogado fora. O mesmo acontece com os áudios do CD. Não pensei duas vezes: fiz uma música", Siri explica.
ULTRASOM, DE SIRI R$20 WWW.SIRI.ETC.BR
CONHEÇA O TRABALHO DO SIRI, O PERCUSSIONISTA CARIOCA QUE GRAVOU UM CD INSPIRADO NOS SONS DO ÚTERO MATERNO
Inspirado pela gestação de sua filha Clara, o percussionista carioca Siri lançou o álbum Ultrasom, com sons que lembram o ambiente uterino. O show é um espetáculo multimídia, com um cenário em forma de útero, feito pela artista visual Deborah Engel. Gravado também em nove meses, "Ultrasom" é a viagem do percussionista pelos sons de uma nova vida: do ultrassom ao primeiro choro de Clara.
No palco, sons extraídos das sessões da ultrassonografia de Clara viram música: coração, pulmão, respiração e fluxo sanguíneo dão sustentação ao ritmo e se fundem a sons produzidos por dois percussionistas e um quarteto de cordas (violino, cello, viola e baixo acústico).
A primeira faixa, “Ultrasom”, mistura sons de respiração, líquido amniótico e batimentos cardíacos, formando uma verdadeira "orquestra uterina". A faixa Chorinho nº1 traz o registro do primeiro choro de sua filha Clara, gravado na maternidade.E a última faixa, Placenta, foi feita com sobras de áudio. “Após o nascimento de Clara fiquei impressionado com a placenta, um órgão que nutre o feto durante nove meses e depois é jogado fora. O mesmo acontece com os áudios do CD. Não pensei duas vezes: fiz uma música", Siri explica.
ULTRASOM, DE SIRI R$20 WWW.SIRI.ETC.BR
O QUARTO TRIMESTRE!
O quarto trimestre
SEU BEBÊ PRECISA SE ACOSTUMAR À VIDA AQUI FORA. MAS, NOS TRÊS PRIMEIROS MESES, ESSA TRANSIÇÃO DEVE SER SUAVE, QUASE UM PROLONGAMENTO DA GESTAÇÃO. USE OS CINCO SENTIDOS DO SEU FILHO PARA AJUDÁ-LO A SE ADAPTAR
Você já planejou tudo para garantir que seu bebê se sinta em casa assim que chegar da maternidade. Mas... por que será que o sujeito está tão mal-humorado? Chora a noite toda e não deixa você dormir. Pois é: nos últimos nove meses, seu bebê esteve abrigado nas profundezas do seu útero, tendo como música ambiente os sons do corpo materno. Então, não é tão difícil entender por que ele não se sente aconchegado nesse vasto mundão em que foi, de repente, atirado.
O melhor que você tem a fazer para mantê-lo mais calmo é lembrá-lo de como era a vida na barriga. "Pense nos três primeiros meses de vida do bebê como o quarto trimestre da gestação", diz o pediatra Harvey Karp, pai de Lexi, autor do livro O Bebê Mais Feliz do Pedaço. Por quê? Reproduzir o que ele ouvia e via e os cheiros, sabores, texturas e temperaturas que sentia dentro do útero pode ajudar a acalmá-lo e a se sentir são e salvo – assim, ele vai chorar menos e dormir melhor (oba!).
Acalme-o pelo tato
O berço do seu filho parece um galpão comparado com a confortável quitinete do qual ele foi recentemente expulso. Como as coisas eram apertadinhas no útero, o bebê estava acostumado ao estímulo tátil permanente. “A transição do útero para o mundo fica mais fácil se o bebê é lembrado desse embrulho”, diz o pediatra Harry Zehnwirth, criador do Sounds for Silence Baby Settling Program (Sons para o Silêncio – Programa para Acalmar Bebês).
> Tira, tira! Uma maneira de recriar a sensação física que o bebê tinha no útero é tirar a blusa e segurá-lo de encontro ao peito. Encoraje o pai a também tirar a camisa.
> Banque a massagista. Massageie seu bebê, suavemente, por cerca de 10 minutos diariamente. Ele vai dormir melhor.
> Chupeta nele. Sugar – coisa que muitos fetos já fazem no útero – é calmante para os recém-nascidos. O movimento rítmico de sugar a chupeta pode fazer maravilhas para um bebê inconsolável. E para os ouvidos da mãe, claro.
Acalme-o pelo olfato
Pesquisadores chegaram à conclusão de que o feto tem noção de odores, pois toda criança consegue reconhecer sua mãe pelo cheiro imediatamente após nascer. Se você oferecer para um bebê de um dia, que nunca mamou no peito da mãe, dois protetores de seio – um embebido no leite da mãe, e outro, no leite de uma mulher estranha, ele vai se virar para aquele que tem o leite da mãe.
> Perfume natural. O seu cheiro não só é reconhecível – é o melhor calmante que existe. Emprestar seu cheirinho a objetos que ficam perto de seu filho é uma boa maneira de acalmá-lo. Esfregue uma fraldinha de pano por dentro do sutiã e coloque perto do bebê quando ele estiver dormindo. (Lembre-se de que, antes dos seis meses, o risco de asfixia é maior. Fique por perto).
> Não abuse de perfumes. Cheiros muito fortes, que não chegavam até o bebê pelo líquido amniótico – como o aroma de produtos de casa, banho e higiene –, podem irritar o olfato de um recém-nascido. É bom dar um descanso para seu perfume também, mesmo que você o tenha usado na gravidez.
Acalme-o pela audição
Se você anda na ponta dos pés desde que saiu da maternidade, pode parar. Não é o silêncio que vai acalmar seu bebê. A falta de barulho é algo estranho para ele. O primeiro sentido que um embrião desenvolve é a audição, por volta de nove semanas. Na barriga, o bebê ouvia os sons do corpo da mãe. Além disso, todo barulho de fora acaba fazendo parte da sinfonia que rola dentro do útero.
> Faça barulho. O jeito mais fácil de você reproduzir a “música ambiente” do útero é fazer o clássico “shhh”. E pode fazer bem alto: “O barulho que o bebê escuta dentro do útero é mais forte que o de um aspirador”, de acordo com o dr. Karp. Tente chegar perto do volume do choro do bebê.
> Converse com seu bebê. Seu bebê ouvia a sua voz antes de nascer. Falar com seu filho vai acalmá-lo. Também leia em voz alta. Recém-nascidos podem reconhecer uma história que você contou muitas vezes durante a gravidez. Neste caso, fale devagar e baixinho.
> Sobe som. Pode parecer estranho ninar seu filho com Strokes. Mas, se você ouvia na gravidez, será um bom calmante.
Acalme-o pela visão
A visão começa a se desenvolver por volta de 26 semanas de gravidez. Com poucos dias de vida, o bebê distingue entre a imagem de sua mãe e a de um estranho.
> Ajuste a luz. No útero, seu filho conseguia perceber um pouco da luz de fora, sim. Uma luz bem suave pode acalmá-lo. Coloque uma luz noturna conectada à tomada.
> Mostre seu rosto. Seu rosto deixa o bebê aliviado, pois está associado com o cheiro e com a voz que ele conhece desde a barriga. Pode ser difícil olhar nos olhos de uma criança no maior berreiro, mas respire, aproxime-se dela e fale com voz calma.
> Deixe a luz entrar. Como assim, seu filho não percebe que madrugada é hora de dormir? Não o culpe, tem explicação. Na barriga, dia e noite eram a mesma coisa para ele, explica o dr. Karp. “Se você quer organizar o ritmo das sonecas do bebê, exponha-o à luz. A solução do médico para corrigir bebê que fica ligadão à noite é dar umas voltinhas com ele durante o dia, no carrinho.
Acalme-o pelo paladar
No útero, o bebê podia experimentar os alimentos que você consumia via líquido amniótico. Depois, ao ser amamentado, o bebê pode ter preferências pelo sabor dos alimentos que passam pelo leite da mãe.
> Vá com calma. Dê mais um tempo para voltar a consumir aquele roquefort proibido pelo médico durante a gravidez. Alimentos muito diferentes causam estranhamento para o seu pequeno.
> Coma bem. Mantenha a dieta que fazia durante a gravidez. “Tem gente que diz para evitar alho enquanto se amamenta, mas alguns bebês até preferem, pois é com o que estão acostumados”, diz o dr. Karp.
SEU BEBÊ PRECISA SE ACOSTUMAR À VIDA AQUI FORA. MAS, NOS TRÊS PRIMEIROS MESES, ESSA TRANSIÇÃO DEVE SER SUAVE, QUASE UM PROLONGAMENTO DA GESTAÇÃO. USE OS CINCO SENTIDOS DO SEU FILHO PARA AJUDÁ-LO A SE ADAPTAR
Você já planejou tudo para garantir que seu bebê se sinta em casa assim que chegar da maternidade. Mas... por que será que o sujeito está tão mal-humorado? Chora a noite toda e não deixa você dormir. Pois é: nos últimos nove meses, seu bebê esteve abrigado nas profundezas do seu útero, tendo como música ambiente os sons do corpo materno. Então, não é tão difícil entender por que ele não se sente aconchegado nesse vasto mundão em que foi, de repente, atirado.
O melhor que você tem a fazer para mantê-lo mais calmo é lembrá-lo de como era a vida na barriga. "Pense nos três primeiros meses de vida do bebê como o quarto trimestre da gestação", diz o pediatra Harvey Karp, pai de Lexi, autor do livro O Bebê Mais Feliz do Pedaço. Por quê? Reproduzir o que ele ouvia e via e os cheiros, sabores, texturas e temperaturas que sentia dentro do útero pode ajudar a acalmá-lo e a se sentir são e salvo – assim, ele vai chorar menos e dormir melhor (oba!).
Acalme-o pelo tato
O berço do seu filho parece um galpão comparado com a confortável quitinete do qual ele foi recentemente expulso. Como as coisas eram apertadinhas no útero, o bebê estava acostumado ao estímulo tátil permanente. “A transição do útero para o mundo fica mais fácil se o bebê é lembrado desse embrulho”, diz o pediatra Harry Zehnwirth, criador do Sounds for Silence Baby Settling Program (Sons para o Silêncio – Programa para Acalmar Bebês).
> Tira, tira! Uma maneira de recriar a sensação física que o bebê tinha no útero é tirar a blusa e segurá-lo de encontro ao peito. Encoraje o pai a também tirar a camisa.
> Banque a massagista. Massageie seu bebê, suavemente, por cerca de 10 minutos diariamente. Ele vai dormir melhor.
> Chupeta nele. Sugar – coisa que muitos fetos já fazem no útero – é calmante para os recém-nascidos. O movimento rítmico de sugar a chupeta pode fazer maravilhas para um bebê inconsolável. E para os ouvidos da mãe, claro.
Acalme-o pelo olfato
Pesquisadores chegaram à conclusão de que o feto tem noção de odores, pois toda criança consegue reconhecer sua mãe pelo cheiro imediatamente após nascer. Se você oferecer para um bebê de um dia, que nunca mamou no peito da mãe, dois protetores de seio – um embebido no leite da mãe, e outro, no leite de uma mulher estranha, ele vai se virar para aquele que tem o leite da mãe.
> Perfume natural. O seu cheiro não só é reconhecível – é o melhor calmante que existe. Emprestar seu cheirinho a objetos que ficam perto de seu filho é uma boa maneira de acalmá-lo. Esfregue uma fraldinha de pano por dentro do sutiã e coloque perto do bebê quando ele estiver dormindo. (Lembre-se de que, antes dos seis meses, o risco de asfixia é maior. Fique por perto).
> Não abuse de perfumes. Cheiros muito fortes, que não chegavam até o bebê pelo líquido amniótico – como o aroma de produtos de casa, banho e higiene –, podem irritar o olfato de um recém-nascido. É bom dar um descanso para seu perfume também, mesmo que você o tenha usado na gravidez.
Acalme-o pela audição
Se você anda na ponta dos pés desde que saiu da maternidade, pode parar. Não é o silêncio que vai acalmar seu bebê. A falta de barulho é algo estranho para ele. O primeiro sentido que um embrião desenvolve é a audição, por volta de nove semanas. Na barriga, o bebê ouvia os sons do corpo da mãe. Além disso, todo barulho de fora acaba fazendo parte da sinfonia que rola dentro do útero.
> Faça barulho. O jeito mais fácil de você reproduzir a “música ambiente” do útero é fazer o clássico “shhh”. E pode fazer bem alto: “O barulho que o bebê escuta dentro do útero é mais forte que o de um aspirador”, de acordo com o dr. Karp. Tente chegar perto do volume do choro do bebê.
> Converse com seu bebê. Seu bebê ouvia a sua voz antes de nascer. Falar com seu filho vai acalmá-lo. Também leia em voz alta. Recém-nascidos podem reconhecer uma história que você contou muitas vezes durante a gravidez. Neste caso, fale devagar e baixinho.
> Sobe som. Pode parecer estranho ninar seu filho com Strokes. Mas, se você ouvia na gravidez, será um bom calmante.
Acalme-o pela visão
A visão começa a se desenvolver por volta de 26 semanas de gravidez. Com poucos dias de vida, o bebê distingue entre a imagem de sua mãe e a de um estranho.
> Ajuste a luz. No útero, seu filho conseguia perceber um pouco da luz de fora, sim. Uma luz bem suave pode acalmá-lo. Coloque uma luz noturna conectada à tomada.
> Mostre seu rosto. Seu rosto deixa o bebê aliviado, pois está associado com o cheiro e com a voz que ele conhece desde a barriga. Pode ser difícil olhar nos olhos de uma criança no maior berreiro, mas respire, aproxime-se dela e fale com voz calma.
> Deixe a luz entrar. Como assim, seu filho não percebe que madrugada é hora de dormir? Não o culpe, tem explicação. Na barriga, dia e noite eram a mesma coisa para ele, explica o dr. Karp. “Se você quer organizar o ritmo das sonecas do bebê, exponha-o à luz. A solução do médico para corrigir bebê que fica ligadão à noite é dar umas voltinhas com ele durante o dia, no carrinho.
Acalme-o pelo paladar
No útero, o bebê podia experimentar os alimentos que você consumia via líquido amniótico. Depois, ao ser amamentado, o bebê pode ter preferências pelo sabor dos alimentos que passam pelo leite da mãe.
> Vá com calma. Dê mais um tempo para voltar a consumir aquele roquefort proibido pelo médico durante a gravidez. Alimentos muito diferentes causam estranhamento para o seu pequeno.
> Coma bem. Mantenha a dieta que fazia durante a gravidez. “Tem gente que diz para evitar alho enquanto se amamenta, mas alguns bebês até preferem, pois é com o que estão acostumados”, diz o dr. Karp.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
ABORTAMENTO ESPONTÂNEO E MORTE FETAL. COMO É QUE A MULHER SUPERA ESTA PERDA?...
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24.3.09
O abortamento espontâneo e a Morte Fetal
A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher, uma experiência única para a mulher, para o seu companheiro e para a família em geral. Época plena de mudanças e descobertas de emoções e comportamentos até ai desconhecidos, novas identidades, novos significados existenciais e novos papéis.
Momento de gravidez é também gerador de novas exigências e necessidades afectivas em relação aos outros, em particular, ao filho, a quem a mulher se sente ligada desde o inicio por uma relação de dependência mútuo e progressiva.
Segundo a teoria de vinculação, o desenvolvimento de relações afectivas corresponde a um processo psicológico normativo, adquirido ao longo da evolução filogenética e fortemente enraizada no reportório humano.
A figura de vinculação é permanente fonte de segurança para a criança. Quando se sente ameaçada, busca protecção e conforto junto da mãe, revelando comportamentos de vinculação como o aproximar-se, o choro ou procura de contacto.
Tradicionalmente, prevalecia a ideia de que a ligação mãe-bebé é iniciada por altura do nascimento, no entanto, e contrariando a imagem da passividade psicológica da mulher grávida em relação ao feto, é hoje consensual que se começa a formar durante a gravidez uma relação afectiva ao bebé.
Muito antes do nascimento, existe uma forte união, a mãe sente o seu filho como fazendo parte de si e partilhando consigo uma história recheada de experiências e momentos únicos, vividos a um nível íntimo e exclusivo.
A ligação afectiva é fortalecida ao longo da gravidez em particular a partir do segundo trimestre, altura em que os movimentos fetais começam a ser percebidos.
Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebé que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebé, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado á perda de um objecto de amor.
Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade.
As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existirem indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados anteriormente são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afectando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda.
1. DEFINIÇÃO DE ABORTAMENTO E LUTO
Os diferentes tipos de perda
Morte perinatal
Por um período perinatal entende-se o período de tempo que decorre entre as 20 semanas de gravidez e os primeiros 7 dias após o nascimento.
Morte fetal
Como morte fetal entende-se a perda do bebé no último trimestre da gravidez in útero, englobando neste caso a perda do bebé durante o trabalho de parto.
Perda espontânea
Independentemente da causa médica subjacente, a perda espontânea da gravidez representa uma perda precoce, usualmente nas primeiras 12 semanas da gravidez, de forma repentina e inesperada.
Interrupção médica da gravidez (IMG)
As situações que determinam a IMG estão bem delineadas, do ponto de vista legal. Interrupção até ás 24 semanas de gravidez na presença de doença grave ou malformação congénita; interrupção até ás 16 semanas de gravidez, quando a gravidez resulta de um crime contra a liberdade e auto-determinação sexual (Lei nº 90/97 de 30 de Julho).
Reacções psicológicas
As reacções psicológicas a uma situação de abortamento são múltiplas e não estão relacionadas, linearmente, com o tempo de gestação. Dependem da motivação e desejo da gravidez, do investimento emocional nela depositado e na ligação com o bebé. No entanto, habitualmente, as perdas ocorridas no último trimestre têm maior impacto.
Apesar da variabilidade individual nas respostas emocionais, as mulheres que sofrem uma perda espontânea estão mais vulneráveis a apresentar tristeza, frustração, desapontamento, raiva (em relação às mulheres grávidas, aos médicos, aos maridos) e culpabilização (por acharem não ter tido os cuidados necessários).
São frequentes episódios depressivos em momentos significativos: na data prevista para o parto, em anos subsequentes na data do abortamento, numa próxima gravidez. Também são comuns as perturbações de ansiedade numa gestação subsequente.
Quando estas consequências emocionais se agravam ou perduram no tempo, não sendo resolvidas através dos recursos pessoais ou ainda, caso surjam abortamentos espontâneos repetidos, é necessária intervenção psicológica específica.
Quando estão razões estritamente médicas para a interrupção da gravidez, é possível perspectivar o sofrimento que o processo de decisão gera, sobretudo quando os movimentos fetais se fazem sentir e o nascimento do bebé é já perspectivado pelos pais, familiares e amigos.
Nas situações de IMG é possível que algumas mulheres experienciem arrependimento pelo acto cirúrgico, culpa pela morte do bebé e receio de não conseguir voltar a engravidar.
Artigo da responsabilidade da Dr" Sandra Cunha, Psicóloga especializada em Saúde e coordenadora do Dep. De Psicologia da APA
24.3.09
O abortamento espontâneo e a Morte Fetal
A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher, uma experiência única para a mulher, para o seu companheiro e para a família em geral. Época plena de mudanças e descobertas de emoções e comportamentos até ai desconhecidos, novas identidades, novos significados existenciais e novos papéis.
Momento de gravidez é também gerador de novas exigências e necessidades afectivas em relação aos outros, em particular, ao filho, a quem a mulher se sente ligada desde o inicio por uma relação de dependência mútuo e progressiva.
Segundo a teoria de vinculação, o desenvolvimento de relações afectivas corresponde a um processo psicológico normativo, adquirido ao longo da evolução filogenética e fortemente enraizada no reportório humano.
A figura de vinculação é permanente fonte de segurança para a criança. Quando se sente ameaçada, busca protecção e conforto junto da mãe, revelando comportamentos de vinculação como o aproximar-se, o choro ou procura de contacto.
Tradicionalmente, prevalecia a ideia de que a ligação mãe-bebé é iniciada por altura do nascimento, no entanto, e contrariando a imagem da passividade psicológica da mulher grávida em relação ao feto, é hoje consensual que se começa a formar durante a gravidez uma relação afectiva ao bebé.
Muito antes do nascimento, existe uma forte união, a mãe sente o seu filho como fazendo parte de si e partilhando consigo uma história recheada de experiências e momentos únicos, vividos a um nível íntimo e exclusivo.
A ligação afectiva é fortalecida ao longo da gravidez em particular a partir do segundo trimestre, altura em que os movimentos fetais começam a ser percebidos.
Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebé que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebé, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado á perda de um objecto de amor.
Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade.
As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existirem indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados anteriormente são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afectando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda.
1. DEFINIÇÃO DE ABORTAMENTO E LUTO
Os diferentes tipos de perda
Morte perinatal
Por um período perinatal entende-se o período de tempo que decorre entre as 20 semanas de gravidez e os primeiros 7 dias após o nascimento.
Morte fetal
Como morte fetal entende-se a perda do bebé no último trimestre da gravidez in útero, englobando neste caso a perda do bebé durante o trabalho de parto.
Perda espontânea
Independentemente da causa médica subjacente, a perda espontânea da gravidez representa uma perda precoce, usualmente nas primeiras 12 semanas da gravidez, de forma repentina e inesperada.
Interrupção médica da gravidez (IMG)
As situações que determinam a IMG estão bem delineadas, do ponto de vista legal. Interrupção até ás 24 semanas de gravidez na presença de doença grave ou malformação congénita; interrupção até ás 16 semanas de gravidez, quando a gravidez resulta de um crime contra a liberdade e auto-determinação sexual (Lei nº 90/97 de 30 de Julho).
Reacções psicológicas
As reacções psicológicas a uma situação de abortamento são múltiplas e não estão relacionadas, linearmente, com o tempo de gestação. Dependem da motivação e desejo da gravidez, do investimento emocional nela depositado e na ligação com o bebé. No entanto, habitualmente, as perdas ocorridas no último trimestre têm maior impacto.
Apesar da variabilidade individual nas respostas emocionais, as mulheres que sofrem uma perda espontânea estão mais vulneráveis a apresentar tristeza, frustração, desapontamento, raiva (em relação às mulheres grávidas, aos médicos, aos maridos) e culpabilização (por acharem não ter tido os cuidados necessários).
São frequentes episódios depressivos em momentos significativos: na data prevista para o parto, em anos subsequentes na data do abortamento, numa próxima gravidez. Também são comuns as perturbações de ansiedade numa gestação subsequente.
Quando estas consequências emocionais se agravam ou perduram no tempo, não sendo resolvidas através dos recursos pessoais ou ainda, caso surjam abortamentos espontâneos repetidos, é necessária intervenção psicológica específica.
Quando estão razões estritamente médicas para a interrupção da gravidez, é possível perspectivar o sofrimento que o processo de decisão gera, sobretudo quando os movimentos fetais se fazem sentir e o nascimento do bebé é já perspectivado pelos pais, familiares e amigos.
Nas situações de IMG é possível que algumas mulheres experienciem arrependimento pelo acto cirúrgico, culpa pela morte do bebé e receio de não conseguir voltar a engravidar.
Artigo da responsabilidade da Dr" Sandra Cunha, Psicóloga especializada em Saúde e coordenadora do Dep. De Psicologia da APA
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
PETIÇÃO A FAVOR DAS MÃES!
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!
Destinatário: Assembleia da República
"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde
É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.
Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.
Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.
Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?
Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.
Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.
É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.
Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.
É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.
Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.
Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".
Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?
Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.
Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.
Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.
Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.
Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!
Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).
Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!
Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.
Sigamos as leis naturais.
O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.
É isso que importa.
No superior interesse da criança!
Os signatários
PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!
Destinatário: Assembleia da República
"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde
É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.
Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.
Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.
Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?
Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.
Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.
É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.
Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.
É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.
Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.
Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".
Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?
Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.
Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.
Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.
Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.
Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!
Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).
Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!
Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.
Sigamos as leis naturais.
O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.
É isso que importa.
No superior interesse da criança!
Os signatários
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
ESTE NATAL...
Este Natal ofereça ao seu filho/sobrinho/neto uma boneca ou um bébé chorão, para que ele se prepare para o seu futuro papel como homem e como pai, tal como o faz a sua filha/sobrinha/neta, que, nas suas brincadeiras de menina, se prepara para desempenhar, um dia, o seu papel de mulher e de mãe.
Porque se os homens e mulheres (e, consequentemente, pais e mães) são absolutamente iguais, porque não o são os meninos e as meninas?
Este Natal lembre à sua filha que ela não pode envolver-se assim tanto com o seu "bébé" (o bonequinho que ela gosta tanto de embalar, cuidando dele como se fosse um bébé de verdade!), que isso não é um comportamento normal de uma menina, e lembre-lhe que um dia ela será mãe, mas que não poderá ter as suas crias junto dela, tal como fazem as outras espécies, pois o bébé que ela teve também é do pai: PERTENCE ao dois.
Este Natal lembre ao seu filho que a vida não são só carrinhos e jogos de acção. Que ele tem agora, e terá sempre, 50% de responsabilidades em tudo.Que um dia ele será pai, e que tal como o fazem os progenitores das outras espécie, tem todo o direito de estar tempo igual (ou mesmo exclusivo, se ele ou a justiça bem entender) com as crias.
Peça aos seus filhos que observem a natureza... e que façam exactamente o contrário!
E diga-lhes que tudo isso é no seu superior interesse, e no interesse dos seus futuros netos.
Já agora, diga à sua filha que se um dia ela não suportar a dor de viver separada dos seus filhos que pode sempre contar com todo o seu amor e com toda a sua compreensão.
E, já agora, pense no que lhe irá responder quando ela lhe perguntar: Porquê?!
Ainda assim acha que tem razão? Fique na sua, então.
Para aqueles e aquelas que sabem que na natureza tudo funciona na perfeição, e querem agir de forma natural, esta é a petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
Porque se os homens e mulheres (e, consequentemente, pais e mães) são absolutamente iguais, porque não o são os meninos e as meninas?
Este Natal lembre à sua filha que ela não pode envolver-se assim tanto com o seu "bébé" (o bonequinho que ela gosta tanto de embalar, cuidando dele como se fosse um bébé de verdade!), que isso não é um comportamento normal de uma menina, e lembre-lhe que um dia ela será mãe, mas que não poderá ter as suas crias junto dela, tal como fazem as outras espécies, pois o bébé que ela teve também é do pai: PERTENCE ao dois.
Este Natal lembre ao seu filho que a vida não são só carrinhos e jogos de acção. Que ele tem agora, e terá sempre, 50% de responsabilidades em tudo.Que um dia ele será pai, e que tal como o fazem os progenitores das outras espécie, tem todo o direito de estar tempo igual (ou mesmo exclusivo, se ele ou a justiça bem entender) com as crias.
Peça aos seus filhos que observem a natureza... e que façam exactamente o contrário!
E diga-lhes que tudo isso é no seu superior interesse, e no interesse dos seus futuros netos.
Já agora, diga à sua filha que se um dia ela não suportar a dor de viver separada dos seus filhos que pode sempre contar com todo o seu amor e com toda a sua compreensão.
E, já agora, pense no que lhe irá responder quando ela lhe perguntar: Porquê?!
Ainda assim acha que tem razão? Fique na sua, então.
Para aqueles e aquelas que sabem que na natureza tudo funciona na perfeição, e querem agir de forma natural, esta é a petição:
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575
terça-feira, 27 de outubro de 2009
DIÁRIO DAS FOLIAS E TROPELIAS DOS NOSSOS MENINOS!
À semelhança do tópico que abri, há já algum tempo, num dos meus grupos do hi5, resolvi lançar aqui este desafio.
Mesmo que não tenhais filhos, certamente que já observastes alguma cena digna de ser registada numa outra criança qualquer.
Vamos rir (e sorrir) com eles! Com os nossos meninos!
Quem começa?
Mesmo que não tenhais filhos, certamente que já observastes alguma cena digna de ser registada numa outra criança qualquer.
Vamos rir (e sorrir) com eles! Com os nossos meninos!
Quem começa?
domingo, 11 de outubro de 2009
HÁ MALES QUE VÊM POR BEM!
No passado dia 8 cumpriram-se seis anos do dia em que me levaram a minha filha mais velha...
Mas,se não tivesse sido afastada da minha filhota (que eu adoro!!!), não estaria hoje a celebrar 5 anos de uma união feliz e o aniversário da minha filha mais nova!
Há males que vêm por bem!
Mas,se não tivesse sido afastada da minha filhota (que eu adoro!!!), não estaria hoje a celebrar 5 anos de uma união feliz e o aniversário da minha filha mais nova!
Há males que vêm por bem!
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
DIGAM-ME ALGO DE NOVO!...
Ouçam, e digam o que vos parece. Eu, desde já, vos digo que não me surpreende nada!
O meu julgamento foi uma verdadeira farsa! A minha filha foi ouvida, sim senhor, mas a decisão já havia sido tomada há muito!!! Eu já o devia ter calculado, pelas palavras que o meretíssimo juíz (chamo-o assim por respeito, que eu não sou da mesma laia!) me dirigiu, logo na primeira sessão. E já nem vos falo das trocas de juízes, até aparecer este, visivelmente favorável ao outro lado!... Nessa altura, não só deixou de haver trocas, como se acelerou o processo. Dizem que a justiça anda devagar, mas nem calculais como ela anda depressa... quando lhe convém, ou convém a uma das partes.
Pois é: a justiça é cega, surda e muda (quando lhe convém, repito). E também é coxa, marreca, burra (faz-se!), e tudo o mais que lhe queirais -com justa causa, e sem permeios- chamar!
O meu julgamento foi uma verdadeira farsa! A minha filha foi ouvida, sim senhor, mas a decisão já havia sido tomada há muito!!! Eu já o devia ter calculado, pelas palavras que o meretíssimo juíz (chamo-o assim por respeito, que eu não sou da mesma laia!) me dirigiu, logo na primeira sessão. E já nem vos falo das trocas de juízes, até aparecer este, visivelmente favorável ao outro lado!... Nessa altura, não só deixou de haver trocas, como se acelerou o processo. Dizem que a justiça anda devagar, mas nem calculais como ela anda depressa... quando lhe convém, ou convém a uma das partes.
Pois é: a justiça é cega, surda e muda (quando lhe convém, repito). E também é coxa, marreca, burra (faz-se!), e tudo o mais que lhe queirais -com justa causa, e sem permeios- chamar!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
BARRIGAS DE AMOR: DIA NACIONAL DA NATALIDADE A 09 DE SETEMBRO, RECONHECENDO ÀS MÃES E ÀS GRÁVIDAS O SEU VALOR NO CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO EM PORTUGAL!
Barrigas de Amor encerram petição para Dia Nacional da Natalidade
09 de Setembro é o dia desejado
Os produtores do Barrigas de Amor assinalam, em 09.09.09, o final do processo de recolha de assinaturas que permitirá à Assembleia da República aprovar o Dia Nacional da Natalidade/Dia da Grávida.
Os peticionários pretendem que, anualmente, em 09.09, as grávidas e as mães sejam reconhecidas como as mulheres que contribuem para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos do mundo.
A RTP e a Rádio Renascença dedicam emissões especiais ao tema e os Fingertips divulgam uma balada composta especialmente para o dia 09.09.
"Tomorrow’s inside us" é o título do original, composto por Rui Saraiva, Hélder Matos e Zé Manuel, que ficará como o “Hino da Grávida”. Este tema, que não vai ser editado em CD, pode ser obtido gratuitamente, a partir do dia 09.09.09, em www.thefingertips.com/barrigasdeamor.
Os Jogos Santa Casa emitem uma lotaria alusiva ao dia, com extracção no dia 14 de Setembro.
O Barrigas de Amor vai agora celebrar um protocolo com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no sentido de produzirem, anualmente, um trabalho original com o enfoque nas temáticas da família e da natalidade.
08 de Setembro de 2009
09 de Setembro é o dia desejado
Os produtores do Barrigas de Amor assinalam, em 09.09.09, o final do processo de recolha de assinaturas que permitirá à Assembleia da República aprovar o Dia Nacional da Natalidade/Dia da Grávida.
Os peticionários pretendem que, anualmente, em 09.09, as grávidas e as mães sejam reconhecidas como as mulheres que contribuem para o equilíbrio demográfico de Portugal, um dos países mais envelhecidos do mundo.
A RTP e a Rádio Renascença dedicam emissões especiais ao tema e os Fingertips divulgam uma balada composta especialmente para o dia 09.09.
"Tomorrow’s inside us" é o título do original, composto por Rui Saraiva, Hélder Matos e Zé Manuel, que ficará como o “Hino da Grávida”. Este tema, que não vai ser editado em CD, pode ser obtido gratuitamente, a partir do dia 09.09.09, em www.thefingertips.com/barrigasdeamor.
Os Jogos Santa Casa emitem uma lotaria alusiva ao dia, com extracção no dia 14 de Setembro.
O Barrigas de Amor vai agora celebrar um protocolo com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no sentido de produzirem, anualmente, um trabalho original com o enfoque nas temáticas da família e da natalidade.
08 de Setembro de 2009
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
QUANTA MOTIVAÇÃO E VONTADE DE VIVER TEM ESTE "ABORTO" DA NATUREZA!
Um exemplo de Vida, de Perseverança, de Motivação!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!
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