terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A MATERNIDADE E O ENCONTRO COM A PRÓPRIA SOMBRA

A maternidade e o encontro com a própria sombra
(Brasil)

Este é um livro escrito para mulheres. Não pretende ser um guia para mães desesperadas. Ao contrário, é uma espécie de “alto lá!” no caminho para que possamos pensar como mães que estão criando seus filhos, com nossas luzes e sombras emergindo e explodindo em nossos vulcões em chamas.
Muitos aspectos ocultos de nossa psique feminina são desvelados e ativados com a chegada dos filhos. Estes momentos são, habitualmente, de revelação e de experiências místicas se estivermos dispostas a vivê-los nesse sentido tais e se encontrarmos ajuda e apoio para enfrentá-los. Também são uma oportunidade de reformularmos as ideias preconcebidas, os preconceitos e os autoritarismos encarnados em opiniões discutíveis sobre a maternidade, a criação dos filhos, a educação, as formas de criar vínculos e a comunicação entre adultos e crianças.
Este livro pretende abordar a experiência vital da maternidade como vibração energética mais do que como pensamento linear.
Trazer as experiências que todas as mulheres atravessam como se fossem únicas, sabendo, ao mesmo tempo, que são compartilhadas com as demais fêmeas humanas e fazem parte de uma rede intangível em permanente movimento. Mesmo sendo muito diferentes umas das outras, as mulheres ingressam em um território onde circula uma afinidade essencial comum a toda mãe. Refiro-me ao encontro com a experiência maternal como arquétipo, em que cada uma se procura e se encontra em um espaço universal, mas buscando também a especificidade individual.
Por meio de diversas situações cotidianas, descreveremos um leque de sensações em que qualquer mulher que se tenha tornado mãe poderá facilmente identificar. Paradoxalmente, o uso da linguagem escrita como ferramenta para transmitir essas experiências pode ser um obstáculo, pois atende a uma estrutura em que vários elementos vão se ordenando para construir um discurso. A abordagem do universo da psique feminina, que pertence a uma construção oculta do ponto de vista de nossa cultura ocidental, então se complica. Nesse sentido, para acessar e compreender este livro, serão muito úteis a intuição ou as sensações espontâneas que nos permitam fluir com o que nos acontece quando percorremos alguma página escolhida ao acaso.
De qualquer maneira, é de se imaginar que ficaremos presas à tentação de discutir calorosamente quais são os pontos em que estamos de acordo ou em profundo desacordo. Embora as discussões que venham a surgir entre as mulheres possam ampliar o pensamento, insisto em tentar uma leitura mais emocional, esperando que tenha ressonância no infinito. Ou seja, captar o conteúdo sensorial, imaginativo ou perceptivo, em vez de aprender ou avaliar os conceitos linearmente. Isso tem a ver com deixar abertas as portas
sutis e estar atenta às que vibram com especial candura. Permitamos que aquelas que não nos sirvam sigam seu caminho sem nos distrair.
Suspeito que há vários pontos de partida para a leitura: o mais evidente é a partir do “ser mãe”. Espero, também, que o livro seja interessante para as profissionais de saúde, comunicação ou educação que tenham contato com mães, cada uma esperando, com suas próprias ferramentas intelectuais, obter resultados convincentes no que se refere ao comportamento e ao desenvolvimento das crianças.
Acredito que é possível conservar as duas visões simultaneamente; de fato, muitas de nós somos profissionais no campo das relações humanas e também somos mães de crianças pequenas.
Espero conseguir transmitir a energia que circula nos grupos que funcionam dentro da instituição que dirijo, nos quias as mães se permitem ser elas mesmas, rindo dos preconceitos e dos muros que erguem por medo de ser diferentes ou de não ser amadas. Ali foi gestada a maioria dos conceitos que fui nomeando nestes últimos anos e que, tocados por uma varinha mágica, começaram a existir.
Na Escuela de Capacitación Profesional de Crianza, continuamos inventando palavras para nomear o indefinível, os estados alterados de consciência do puerpério, os campos emocionais em que ingressamos com os bebês, a loucura indefectível e esse permanente não
reconhecer mais a si mesma. No intercâmbio criativo, as profissionais tentam encontrar as palavras corretas para nomear o que acontece conosco. Arrependo-me de não ter filmado as aulas ou as entrevistas individuais com as mães que nos consultam, porque esse poder, esse florescer dos sentimentos femininos, raramente pode ser traduzido com exatidão pela palavra escrita. Conto, assim, com a capacidade de cada leitora de se identificar com os relatos, imaginando a essência e sentindo que, definitivamente, todas somos uma.
Por último, convido-as a fazer esta viagem juntas, preservando a liberdade de levar em consideração apenas o que nos seja útil ou possa nos apoiar. Esta é minha maneira de contribuir para gerar mais perguntas, criar espaços de encontro, de intercâmbio, de comunicação e de solidariedade entre as mulheres. Esse é meu mais sincero desejo.

Laura Gutman


Sumário

PREFÁCIO

CAPÍTULO 1
Uma emoção para dois corpos
A fusão emocional • As crianças são seres fusionais • Início da separação
emocional • Por que é importante compreender o fenômeno da
fusão emocional? • O que é a sombra? • Por que é tão árduo criar um
bebê? • As depressões pós-parto existem ou são criadas? • O caso Romina
• A perda de identidade durante o puerpério • Entre o externo e
o interno.

CAPÍTULO 2
O parto
O parto como desestruturação espiritual • Institucionalização do parto • A submissão durante o parto ocidental: rotinas • Reflexões sobre os maus-tratos • A opção de parir cercada de respeito e cuidados • Acompanhar o parto de cada mulher • Existe um lugar absolutamente ideal para parir? • Parto e sexualidade • Recordando meu segundo e terceiro partos.

CAPÍTULO 3
Lactação
Amamentar: uma forma de amar • O encontro com seu eu • O início da lactação • As rotinas que prejudicam a lactação • O bebê que não engorda • O caso Estela • Há mulheres que não têm leite? • Os bebês que dormem muito • O caso Sofia • Algumas reflexões sobre o desmame • Valéria quer desmamar sua filha.

CAPÍTULO 4
Transformar-se em puérpera
Preparação para a maternidade: ao encontro da própria sombra • A relação amorosa no pós-parto • A doula: apoio e companhia • Feminilizar a sexualidade durante o pós-parto.

CAPÍTULO 5
O bebê, a criança e sua mãe fusionada
As necessidades básicas do bebê do nascimento aos 9 meses • O olhar exclusivo • A capacidade de compreensão das crianças pequenas (falar com elas) • Recursos concretos para falar com as crianças • Estrutura emocional e construção do pensamento • Separação emocional e comunicação • Cuidados com as crianças “com problemas” • O caso Norma • O caso Constanza • Cada situação é única.

CAPÍTULO 6
Apoiar e dividir: duas funções do pai
O papel do pai como esteio emocional • Confusão de papéis nos tempos modernos • E quem apoia o pai? • O papel do pai como separador emocional • Outros separadores • O caso Pablo • Manter o lugar do pai mesmo que esteja ausente • Criar os filhos sem pai • As crianças que acordam à noite: a importância da figura paterna • Funções feminina e masculina na família.

CAPÍTULO 7
As doenças infantis como manifestação da realidade emocional da mãe
Materialização da sombra • Uma visão diferente das doenças mais frequentes na primeira infância • Os resfriados e a mucosidade • Asma • O caso Eloísa • Alergias • Infecções • O caso Rodrigo e sua mãe • Problemas digestivos • Comportamentos incômodos: o caso Florencia • O caso Marcos: fusão emocional, música e linguagem.

CAPÍTULO 8
As crianças e o direito à verdade
Verdade exterior • Verdade interior • A busca da própria verdade • A verdade nos momentos difíceis • A verdade nos casos de adoção • O caso Bárbara (dar um novo significado à morte de um ente querido) • O caso Sandra.

CAPÍTULO 9
Os limites e a comunicação
As crianças precisam de mais limites ou de mais comunicação? • Para ouvir o pedido original: acordos e desacordos • O uso do “não”, um recurso pouco eficaz • As crianças tiranas • O tempo real de dedicação exclusiva às crianças • Os “caprichos” quando nasce um irmão • As crianças e as exigências de adaptação ao mundo dos adultos • A loucura das festas de fim de ano nos jardins de infância • O estresse das crianças • O caso Rodrigo.

CAPÍTULO 10
Prazer das crianças, censura dos adultos
O controle natural dos esfíncteres e o autoritarismo dos adultos • O controle noturno dos esfíncteres • O caso Brígida • A sucção: prazer e sobrevivência • A água, essa doce sensação • Ao baleiro da esquina, com amor • Crianças, alimentação e natureza • Exigências e alternativas na hora de comer.

CAPÍTULO 11
Comportamentos familiares na hora de dormir
Transtornos do sono ou ignorância sobre o comportamento previsível do bebê humano? • A noite e os bebês de zero a dois anos • No compasso das opiniões • As crianças com mais de dois anos que acordam à noite • Procurase um separador emocional (para ler com o homem) • As crianças também querem dormir.

CAPÍTULO 12
Crianças violentas ou crianças violentadas?
Algumas reflexões sobre a violência: ao conhecimento de si mesmo • Violência ativa e violência passiva: um guia para profissionais • O caso Roxana • Crianças agressivas: reconhecendo a própria verdade • As crianças que provêm de famílias violentas • Crianças que sofreram abusos emocionais ou sexuais: abuso entre crianças • A negação salvadora: o caso Rubén e o caso Leticia • A visão profissional.

CAPÍTULO 13
As mulheres, a maternidade e o trabalho
Maternidade, dinheiro e sexualidade • A confusão de papéis nos trabalhos maternos • As instituições educacionais • Em busca do ser essencial feminino.

EPÍLOGO

FONTE: http://www.lauragutman.com/en_brasil/libro_mater_brasil.html



Bebês
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

QUE PESO TEM A CULTURA NO NOSSO COMPORTAMENTO?

Existem uns quantos estudos a querer provar que as nossas diferenças se fizeram por conta da cultura.

Porém outros estudos, feitos com animais, vêm-no desmentir, pois que estes, tendo uma cultura muito primitiva (se a têm), conservam diferenças bastante demarcadas, consoante o sexo.

Não é hábito ver, na natureza, fêmeas e machos comportarem-se da mesma forma, e não houve qualquer cultura que lhes impingisse tal comportamento.

Logo, nós já nascemos diferentes, com aptidões que se diferenciam e atitudes bem distintas, conforme tenhamos nascido homem ou mulher.

Não há como o contornar.
Agir contra a nossa natureza, é agirmos contra nós próprios.

Se na natureza tais diferenças não se discutem, e tudo funciona como deve ser, porque havemos nós de discuti-las?
Acaso discutis as regras ou as leis?

Se uma criança tem que acatar as regras da escola ou aquelas por que devemos nos reger em casa, e se um adulto deve imperiosamente seguir as regras da sociedade, porque não há-de o Homem acatar as regras da natureza sem as discutir?

Quando uma criança desobedece, infringe as regras. Terá, talvez, agido conforme a sua natureza, mas a cultura IMPÕE-LHE (friso bem a palavra!) um outro comportamento.

Se um adulto infringe as regras da sociedade, ele é punido.
Aprendemos a controlar a nossa natureza, nos casos em que é essencial.

Porque controlar não significa alterar por completo.
As leis nasceram para alterar certos comportamentos em benefício de todos, nunca para alterar aqueles que reconhecemos como benéficos.

Ora ninguém discute, por exemplo, os benefícios do contacto da cria com a sua progenitora. Assim o é na natureza, e não há razão de ser para que o Homem a altere.

Se reconhecemos que outras crias devem permanecer junto da mãe, por que não as nossas? Não é assim entre os mamíferos, na sua generalidade? Não faremos nós parte dessa generalidade?

A questão que vos ponho é: estará a natureza refém da cultura, ou deveria esta ter como princípio aquela?

Tanto quanto sei, antes de o Homem se tornar um ser cultural, ele foi (e ainda o é) um ser natural.

A cultura não pode, pois, esquecer as suas origens.
Tal como os filhos não podem esquecer de onde vieram.


Pensamentos
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NOTA: Este blog não tem -e nunca teve- por propósito denegrir a imagem do pai (infelizmente não posso dizer o mesmo de outros sítios e dos tribunais, cuja prática constante parece ser a de desacreditar a mãe).


Se ponho essencialmente o foco na mãe, é unicamente porque entendo que é ela quem, por natureza, se deve ocupar dos filhos. Pouco me interessam os estudos e as quantas teorias que digam o contrário. O único livro que me interessa é o livro da natureza.

A única excepção que eu faço para que uma criança seja entregue aos cuidados do pai ou de outros (geralmente trata-se mais de outras, mesmo quando entregue ao pai, não por uma questão cultural, como insistis, mas por ser da natureza feminina), a única excepção, dizia eu, é quando a mãe se demonstra -ou é dada- como incapaz.

Vota na sondagem que se encontra na margem direita deste blog, e assina as petições que se encontram mais abaixo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

L'ATTACHEMENT: LA BASE SÉCURISANTE DE L'ENFANT!

La théorie
(...)
Plusieurs approches en psychologie cherchent depuis longtemps à comprendre l'importance des premières relations affectives sur le développement socio-affectif (social = interactions sociales et affectif). À cet effet, Bowlby (1969, 1982), caractérise ce lien précoce par l'attachement et affirme qu'il repose sur des fondements biologiques. En outre, l'attachement jouit de propriétés motivationnelles (qui pousse à agir) comparables mais indépendantes de la satisfaction des besoins de boire, de manger ou des besoins sexuels (Bowlby, 1980). En fait c'est l'attachement qui a, en réalité, la fonction de fournir une base sécurisante à l'enfant. Cette façon de concevoir le lien unissant la mère et son nourrisson a changé considérablement le sens et la perception du rôle de la première relation affectueuse (Cummings, 1990).

Historique

Le cadre conceptuel de la théorie de l'attachement a commencé à prendre forme en 1948. Bowlby s'intéressait déjà à cette problématique mais c'est avec le soutien d'une subvention du Sir Halley Stuart Trust que Bowlby, aidé de Robertson, fait une enquête systématique sur l'ensemble de la problématique des effets de la séparation d'avec la mère pendant la petite enfance et de l'impact de celle-ci sur le développement ultérieur de l'enfant. Pour réaliser cet objectif, Bowlby et Robertson ont observé des enfants séjournant soit dans un hôpital soit dans une pouponnière. Ceux-ci étaient éloignés de leur parents pour une longue durée et n'avaient pas accès à un substitut maternel stable. Bowlby et Robertson ont observé que ces enfants (à partir de l'âge de six mois environ) vivaient de la détresse et que, plus le séjour s'allongeait, plus les troubles étaient considérables au retour dans le foyer d'origine. Ces troubles, étaient des réactions de protestation, de désespoir et de détachement. Ils en ont conclu que la perte de la figure maternelle pendant la période de la petite enfance est un événement déterminant dans l'établissement de la personnalité (Bowlby, 1969, 1973).

En 1950, l'ONU demande à Bowlby d'explorer la question de la santé mentale des enfants sans foyer. Bowlby conclut alors, qu'il est d'une part essentiel que les enfants aient accès à une relation chaleureuse, intime et continue avec leur mère ou avec un substitut maternel stable. D'autre part, il est aussi important que cette relation apporte de la satisfaction et de la joie pour la mère et l'enfant. Par conséquent, Bowlby considère que la perte de la figure maternelle est le principal agent pathogène (Bowlby, 1969).

Conséquences de la perte de la figure maternelle: 3 phases liés à la séparation
Deux observations communes aux deux recherches précédentes sont:
1) qu'il est important que les enfants aient accès à une figure maternelle stable;
2) qu'une séparation prolongée est un agent pathogène de premier ordre.

En outre, la séparation d'avec la figure maternelle engendre des réactions typiques qui dérivent de l'absence de la figure maternelle. Comme nous l'avons déjà mentionné, trois phases sont identifiables lors d'une séparation prolongée ou à de multiples séparations impliquant l'absence prolongée de la mère: la protestation, le désespoir et le détachement.

La première phase est la protestation. Habituellement, cette phase débute dès la séparation et peut se prolonger de quelques heures à plus d'une semaine. Au cours de cette phase, l'enfant manifeste vivement sa détresse et utilise toutes les ressources qui lui sont disponibles afin de retrouver sa figure d'attachement. Il pleure avec rage, se jette de tout côté, rejette l'aide extérieure qui s'offre à lui et est à l'écoute de tous les indices pouvant signifier le retour de sa mère.

La seconde phase, le désespoir, montre un enfant qui perd petit à petit espoir de retrouver sa figure maternelle. Ses pleurs sont monotones et intermittents et il devient retiré et inactif. C'est comme s'il vivait un deuil profond. Sa détresse est encore présente mais ne se manifeste pas activement comme à la phase précédente.

Enfin, la troisième phase consiste au détachement. Peu à peu, l'enfant semble réinvestir l'entourage. Il accepte l'aide d'autrui et se comporte bien socialement. En général, les personnes qui entourent l'enfant sont encouragées car ces signes semblent refléter la guérison. Toutefois, au retour de la mère, l'enfant ne montre aucun comportement caractéristique de l'attachement. Bien au contraire l'enfant se détourne de la mère sans en tenir compte (Bowlby, 1969, 1980). Ainsi, l'enfant détaché réagit comme si le maternage et le contact humain en général n'avait pas de sens pour lui. Enfin, l'enfant peut ne plus réagir à l'environnement, se centrer sur lui et démontrer une stabilité superficielle. Bref se détacher de la figure maternelle ou des gens.
(...)

FONTE: http://www.angelfire.com/


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sábado, 15 de janeiro de 2011

SAP-RISTI!

NOTE:

À TOUS/TOUTES LES INTÉRESSÉ(E)S, IL Y A UN SONDAGE ET DES PÉTITIONS SUR LE CÔTÉ DROIT DE CETTE PAGE. VOTEZ/SIGNEZ, SELON LE CAS, ET SI C'EST BIEN VOTRE CAS. ET SURTOUT, DIVULGUEZ!



mars 2003


Projet de loi au Texas
Syndrome d’Aliénation Parentale : la fin du mythe
Adaptation française par Martin Dufresne et Hélène Palma.

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Gardner et la pédophilie
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Un projet de loi est actuellement à l’étude au Texas ; le SAP risque fort d’être définitivement écarté des tribunaux familiaux parce qu’il ne repose sur aucune base scientifique.

Projet de loi n° 1903, Assemblée législative du Texas, déposé en mars 2003 afin d’interdire toute référence au prétendu " syndrome d’aliénation parentale " (SAP)


Éléments de présentation

Les témoignages à caractère scientifique peuvent avoir une importance considérable devant les tribunaux, à condition toutefois d’être pertinents et crédibles, sans quoi ils peuvent devenir gravement préjudiciables ; l’usage du "SAP", ou "syndrome d’aliénation parentale", dans les tribunaux familiaux en a fait la preuve.
Le SAP est présenté comme un diagnostic psychiatrique : en tant que tel, il devrait donc s’appuyer sur de solides fondements scientifiques afin d’être crédible.

Dans l’affaire Daubert v. Merrell
Dow Pharmaceuticals (509 U.S. 579, 1993), la Cour suprême des États-Unis a créé le test Daubert pour déterminer la crédibilité et l’acceptabilité d’une évaluation présentée comme scientifique.

D’après le test de Daubert, tout élément de preuve présenté comme scientifique doit satisfaire aux critères suivants :

1) La théorie ou technique utilisée est-elle testable ? A-t-elle fait l’objet de tests ?
2) La théorie ou technique a-t-elle été soumise à la critique de pairs et publiée après examen d’un comité de lecture composé de pairs ?
3) Dans le cas de techniques scientifiques, quel est le taux d’erreur potentiel ou avéré ? Y a-t-il des critères contrôlant la mise en œuvre de la technique ?
4) La technique est-elle reconnue dans l’ensemble de la communauté scientifique ? (Id.)


La Cour suprême du Texas a adopté le test Daubert dans l’affaire Du Pont de Nemours v. Robinson (923 SW 2d 549, 556, Tex. 1995), en statuant que le témoignage d’un expert devait être pertinent aux questions en cause et devait reposer sur des bases crédibles.

De manière similaire, l’arrêt TEX. R. EVID. 702 prescrit que le point de vue d’un expert ne doit être accepté que si "des connaissances scientifiques, techniques ou autrement spécialisées aident le juge des faits à comprendre la preuve ou de déterminer un fait en litige…"

Le SAP ne se conforme ni aux critères définis par le test Daubert ni à ceux du test Robinson. Loin d’aider les juges à comprendre les éléments de preuve, il les empêche au contraire de le faire. Le SAP n’a pas fait l’objet de tests scientifiques. Il n’a pas été soumis à une évaluation par des pairs et il n’est pas reconnu par la communauté des psychiatres et des psychologues.

Le SAP est essentiellement la création d’un seul homme, le docteur Richard Gardner, un pédopsychiatre qui a "découvert" le syndrome aux environs de 1985. Gardner considère comme fausses la vaste majorité des accusations d’inceste portées contre des parents dans un contexte de divorce et de litige de garde d’enfants. Il pense que ces accusations sont formulées à cause d’un conditionnement de l’enfant, organisé par l’un des parents contre l’autre.

Gardner défend des points de vue tout à fait inhabituels, que partagent peu de psychiatres et de psychologues spécialistes de l’enfance et de la famille. Ainsi, le Dr Gardner s’est dit d’avis qu’une mère devrait punir son enfant s’il se plaint d’agressions et qu’une mère qui défend la parole de son enfant devrait être jetée en prison.

Dans une prétendue affaire de SAP qui a fait les manchettes aux USA, le docteur Gardner a soutenu qu’un père accusé d’agression devait obtenir la garde de ses deux fils, sous prétexte que sa femme dressait les enfants contre lui. Au cours de la procédure judiciaire relative à la garde des enfants, le père a surgi sur le parking du lieu de travail de son épouse et l’a abattue de 13 balles d’une arme semi-automatique. Au procès pour meurtre de cet homme, le docteur Gardner, témoignant en défense, a fait appel à sa théorie du SAP pour affirmer :

"Je crois que… c’est dans le contexte d’une escalade de frustration et de furie réprimée [contre la mère qui dressait les enfants contre lui], que cet homme est devenu gravement psychotique et a assassiné sa femme" (Cheri L. Wood, note et commentaire, The Parental Alienation Syndrome : a dangerous aura of reliability, 27 Loy. L. A. L. Rev. 1367, 1383 ; 1994).

Richard Gardner a inventé la notion de SAP mais a en général évité de la soumettre à la critique de ses pairs en publiant ses ouvrages à compte d’auteur à sa propre maison d’édition, Creative Therapeutics, et en publiant des articles dans des revues dépourvues de comité de lecture spécialisé. Ainsi que l’a fait remarquer un tribunal de l’État de New York en refusant d’admettre en preuve un témoignage de Richard Gardner au sujet du SAP, "Gardner a écrit approximativement 43 livres mais, à l’exception d’un seul, tous ceux qui ont été publiés et commercialisés depuis 1978 l’ont été par sa propre maison d’édition, Creative Therapeutics". (People v. Fortin, 184 Misc. 2d 10, 11 NY Co. Ct. 2000).

Richard Gardner a également publié ses articles dans une revue peu connue appelée Issues in Child Abuse Accusations. Loin de comprendre un comité de lecture de spécialistes, cette revue est publiée à partir du bureau de Ralph Underwager et Hollida Wakefield. Ralph Underwager a acquis une certaine notoriété en affirmant à un journaliste néerlandais : "Les pédophiles doivent acquérir une attitude plus positive ; ils doivent revendiquer la pédophilie comme mode d’expression acceptable de la volonté divine d’amour et d’unité entre tous les êtres humains".

Le SAP n’est pas reconnu dans la quatrième édition du Manuel diagnostique et statistique des troubles mentaux (DSM-IV), ni dans aucune des versions précédentes. Les psychologues pour enfants et les pédopsychiatres s’appuient invariablement sur ce manuel dans leur pratique clinique. Le DSM-IV n’inclut dans ses pages que les désordres mentaux confirmés par l’évaluation scrupuleuse de spécialistes, ce que l’American Pyschiatric Association justifie comme suit en préface : "La crédibilité et l’utilité du manuel DSM-IV nécessitent qu’il privilégie des objectifs cliniques, de recherche et d’éducation et qu’il repose sur de solides bases empiriques". (American Psychiatric Association, DSM-IV, 4e édition, 1994). Gardner n’a jamais demandé à ce que le SAP soit répertorié dans le manuel DSM, malgré qu’il ait créé ce syndrome en 1985.

Le SAP s’appuie sur une logique circulaire, ce qui compromet radicalement sa crédibilité comme outil scientifique de diagnostic. En effet, on fait appel au SAP pour tenter de démontrer qu’une agression n’a pas eu lieu ; mais cet argument prend pour acquis ce qu’il prétend démontrer, à savoir la fausseté des énoncés de l’enfant. Même logique circulaire dans la prétention de Gardner que les accusations d’agressions formulées dans un contexte de litige de garde d’enfants sont fausses dans la grande majorité des cas ; l’un des principaux critères utilisés par Gardner pour déterminer la fausseté d’une accusation est précisément qu’elle soit soulevée au moment d’une procédure contestée de garde d’enfants. De plus, comme Gardner prend pour acquis que l’enfant n’a pas réellement été molesté, le SAP ne rend compte que des comportements de la mère et de l’enfant. Cette théorie n’arrive pas à reconnaître que, si l’enfant a été agressé, son animosité à l’égard de son père, ainsi que les tentatives de sa mère pour empêcher les visites, sont non seulement justifiées mais prévisibles.

Le SAP est de plus en plus soulevé en défense lors des procès pour agression parentale. Une étude portant sur les causes portées devant les tribunaux américains de chaque État au cours des cinq dernières années ne révèle aucun jugement où l’on ait évalué cette théorie au Texas. Cependant il apparaît que, dans d’autres juridictions, des tribunaux ont refusé d’admettre en preuve des arguments basés sur le SAP, parce que ce syndrome n’est pas reconnu par l’ensemble de la communauté scientifique compétente et qu’il n’est pas crédible. Par exemple, une instance de la Cour d’Appel de Floride a exprimé des préoccupations quant à la crédibilité du SAP (In the Interest of T.M.W., 553 So. 2d 260, Fla. 1st DCA 1989). La Cour a déclaré :

"Aucun élément n’a été apporté dans l’ordonnance ou au dossier qui indique une reconnaissance professionnelle généralisée du SAP comme instrument de diagnostic. Dans un contexte similaire (mais sans relation directe) au traité précité de Gardner, dont l’objet est les viols sur enfants, nous notons les avertissements d’autres commentateurs contemporains [qui indiquent] l’importance vitale d’éviter la confusion qu’engendre toute référence à des ’syndromes’… Pour l’instant, les spécialistes ne conviennent pas de l’existence d’un syndrome psychologique qui permettrait de détecter les agressions sur des enfants…" Id., pp. 262-263.

Cependant, malgré la volonté de certains tribunaux de soumettre le SAP aux mêmes critères que ceux requis pour tout soi-disant témoignage expert, de trop nombreux tribunaux continuent de s’appuyer sur le SAP, explicitement ou implicitement. Dans de nombreux dossiers, le manque d’information du juge ou du procureur en matière de SAP et l’absence de soutien juridique pour la mère entraînent l’admission en preuve du SAP sans véritables objections. On voit également certains tribunaux, qui récusent le recours au SAP comme tel, accepter néanmoins que des "experts" et des avocats se servent de la méthode inappropriée du SAP pour formuler des recommandations et des déterminations de garde qui reposent sur la notion d’"aliénation" que tend à imposer la théorie circulaire et peu crédible du SAP.


Source : Fiche d’information préparée par Eileen King sous le titre Talking Points Regarding House Bill 1903. Adaptation française : Martin Dufresne et Hélène Palma.

Mise en ligne sur Sisyphe le 15 mars 2003

© Sisyphe 2002-2011



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jeudi 8 juillet 2010

Les concepts de syndrome d’aliénation parentale (SAP) et d’enfants aliénés (EA) : sources d’erreur dans les conflits de garde d’enfants
par Carol S. Bruch, professeure et chercheure en droit Imprimer



Cet article se penche sur les solutions proposées par les professionnels de santé mentale et de droit face aux enfants qui sont réticents à rendre visite à celui de leurs parents chez lequel ils ne vivent pas. Cette étude décèle dans les notions de Syndrome d’Aliénation Parentale et d’Enfants Aliénés un manque de rigueur analytique qui met les enfants en danger. L’auteure suggère en conclusion de meilleures manières d’évaluer les nouvelles théories issues des sciences sociales.

Les conventions de citation s’appuient en partie sur The Bluebook : A Uniform System of Citation (Harvard Law Review Assoc., 17th ed 2001).


______________
Il y a deux ans, la professeure Carol Bruch publiait une recherche qui faisait suite à cet article, intitulée Sound Research or Wishful Thinking in Child Custody Cases ? Lessons from Relocation Law (Recherche scientifique ou vues de l’esprit dans les conflits de garde d’enfants ? Considérations sur la loi relative aux déménagements post-divorce), 40 Family Law Quarterly 281 (2006), disponible en format PDF à cette page. Carol Bruch y fait état des découvertes les plus récentes concernant les besoins des enfants après la séparation de leurs parents et dénonce les erreurs commises par les promoteurs les plus en vue des concepts de PAS, PA, AC et HAP (Parental Alienation Syndrome, Parental Alienation, Alienated Children et Hostile Aggressive Parenting : concepts généralement traduits en français par Syndrome d’Aliénation Parentale (SAP), Aliénation Parentale (AP), Enfants Aliénés (EA) et Dressage à l’Agressivité et à l’Hostilité (DAH)).

L’auteure remercie sincèrement la traductrice, Hélène Palma, Maître de Conférences en études anglophones à l’Université de Provence (Aix-Marseille I), pour la version française du présent article. L’auteure et la traductrice expriment toute leur reconnaissance à l’Honorable Claire L’Heureux-Dubé, ancienne Juge de la Cour Suprême du Canada, ainsi qu’à Sara Greaves, Maître de Conférences en études anglophones à l’Université de Provence (Aix-Marseille I), pour leur relecture attentive de la version française de cet article. Leurs remerciements vont également à Alexandra Leturcq, doctorante en droit de l’Université Paul Cézanne (Aix-en-Provence), et Fanny Charvet, de l’Université de Californie, Davis, pour leurs conseils.

La traductrice remercie l’auteure de cet article pour sa collaboration chaleureuse et constructive et dédie cette traduction à la mémoire de Léo Thiers-Vidal (15 décembre 1970-11 novembre 2007), précieux compagnon de route et ami infiniment regretté.

Introduction

Alors que les tribunaux et les organes législatifs poursuivent leurs innovations enthousiastes en matière de réforme du droit de la famille, ils font fréquemment usage de théories et de recherches issues des sciences sociales. Cette étude se concentre sur les évolutions issues du Syndrome d’Aliénation Parentale en matière de droit de garde des enfants. Théorie inventée en 1985, le SAP a été massivement utilisé (parfois sous l’appellation d’Aliénation Parentale) malgré son manque de fondements scientifiques. Cet article met en lumière les problèmes théoriques et pratiques liés au SAP, aborde, toujours sur les plans théorique et pratique, des études plus récentes concernant la notion d’Enfants Aliénés (EA) et conclut sur des recommandations à l’adresse des avocats et des juges qui sont amenés à se prononcer sur ces nouvelles théories et de celles qui suivront.

Le SAP et ses détracteurs

La doctrine du SAP
Le pédopsychiatre Richard Gardner a créé l’expression Syndrome d’Aliénation Parentale en 1985 pour décrire ses impressions cliniques lors de l’observation de cas qu’il pensait être des fausses allégations d’agressions sexuelles. (1) De son point de vue, le SAP est par essence la campagne de dénigrement d’un parent de la part d’un enfant, “résultant de sa ‘programmation’ (‘lavage de cerveau’) par l’un des parents dans le but de dénigrer l’autre ; ce sont également les contributions créées par l’enfant lui-même à la campagne de dénigrement menée par l’un de ses parents”. (2) Le Dr Gardner a commencé par affirmer que le SAP était présent chez environ 90% des enfants dont les familles traversent un conflit de garde mais n’a pas fourni de résultats de recherche permettant de soutenir ses affirmations concernant ce syndrome, sa fréquence ou son contexte. En fait ses premières estimations ont été très largement exagérées, en particulier en ce qui concerne la fréquence des fausses allégations d’agressions sexuelles (3), et une révision postérieure de ses estimations s’est révélée bien plus mesurée. (4)

Au cours des dernières années, l’utilisation de l’expression SAP s’est développée de manière très importante, incluant des cas de tous types dans lesquels un enfant refusait de se rendre chez celui de ses parents qui n’avait pas sa garde, que le refus de l’enfant implique ou non des allégations de violences. Bien qu’il soit arrivé au Dr Gardner d’affirmer que son analyse ne s’applique pas aux cas dans lesquels des violences ont réellement été perpétrées (5), son attention se concentre sur la question de savoir si le parent aimé et l’enfant mentent et non de savoir si le parent rejeté est malhonnête ou s’il s’est comporté d’une manière qui pourrait expliquer l’aversion de l’enfant à son égard. (6) Le traitement qu’il recommande dans les cas graves est de transférer la garde de l’enfant, afin qu’il soit déprogrammé, du domicile du parent aimé à celui du parent rejeté. Cela peut impliquer une prise en charge institutionnelle pour des soins pendant une période transitoire ; tout contact, même des appels téléphoniques, avec le parent principal pourvoyeur de soins doit être interrompu pour “au mois quelques semaines”. C’est seulement après un lavage de cerveau inverse que l’enfant peut reprendre progressivement contact avec le parent ayant autrefois la garde de l’enfant, à travers des visites surveillées. (7)

Le contexte dans lequel le SAP est censé survenir
Les familles hautement conflictuelles sont, bien sûr, représentées de manière disproportionnée parmi celles qui contestent les décisions de justice en matière de garde et de droits de visite des enfants. (8) Ces dossiers comportent fréquemment de la violence domestique, des agressions sur enfants et de l’abus de substances. (9) De nombreux parents sont en colère et une large gamme de problèmes liés aux droits de visite surviennent. Il est possible que la description faite par le Dr Gardner du SAP rappelle à des parents, thérapeutes, avocats, médiateurs et juges des émotions fréquemment rencontrées et ceci permet peut-être d’expliquer pourquoi le public du Dr Gardner a si souvent accepté le SAP sans se poser de questions. Ces professionnels font cependant preuve, et cela est troublant, d’une totale absence d’analyse soignée et d’attention à la rigueur scientifique. Comme la discussion qui suit va le montrer, ce manque d’attention a permis à ce qu’on appelle familièrement de la “science de comptoir” (de la pseudo-science) d’influencer des dossiers de garde d’enfants d’une manière qui expose ces derniers à des dangers.

Les failles dans la théorie du SAP
Les faiblesses dans la théorie du SAP sont nombreuses. Certaines ont déjà été identifiées dans la littérature en sciences sociales et les opinions judiciaires concernant les gardes d’enfants ; d’autres continuent à apparaître. Premièrement, Gardner considère comme une psychose la réaction, liée à son développement, d’un enfant au divorce et le haut conflit parental (y compris impliquant de la violence). (10) Ce faisant, il omet de prendre en compte la colère, totalement prévisible et souvent inappropriée, des parents et des enfants à la suite d’un divorce. Cette erreur le conduit à affirmer que le SAP constitue un exemple fréquent de “folie à deux” ou “folie à trois” qui, selon l’Association Américaine de Psychiatrie (APA) et des études universitaires, sont des désordres psychotiques collectifs très rares. (11) L’affirmation de Gardner selon laquelle ces désordres apparaîtraient principalement chez les jeunes enfants est aussi contraire à la littérature spécialisée et est probablement due à une mauvaise interprétation des réactions typiques des jeunes enfants au divorce, liée à une méconnaissance de leur développement. (13)

Deuxièmement, et peut-être en conséquence de ces erreurs et de sa vision très partielle du problème, à la manière de l’histoire des aveugles et de l’éléphant (14), Gardner exagère largement la fréquence des cas dans lesquels enfants et parents ayant la garde des enfants fabriquent de toutes pièces de fausses allégations ou se liguent dans le but de détruire la relation de l’enfant avec l’autre parent. La conséquence pratique de ces affirmations prises ensemble est que toute allégation de violences s’en trouve remise en cause : Gardner affirme que ces allégations sont généralement fausses dans le contexte d’un divorce. (15) Là encore, Gardner ne cite aucune preuve à l’appui de son point de vue personnel, alors que la littérature spécialisée fait état de l’inverse, à savoir que ces allégations sont habituellement fondées. (16)

Troisièmement et de cette manière, le SAP conduit à détourner l’attention : on s’intéresse moins au comportement—peut-être dangereux—du parent qui réclame la garde des enfants qu’à celui qui l’a. Cette personne, qui tente peut-être de protéger son enfant, est au contraire soupçonnée de mentir et de l’intoxiquer. En effet, selon Gardner, les démarches entreprises par le parent ayant la garde de l’enfant, inquiet pour ce dernier, afin d’obtenir de l’assistance dans le diagnostic, le traitement et la protection de son enfant, sont une preuve que les allégations portées sont fausses. (17) Pire encore, si des thérapeutes admettent qu’il y a un danger, Gardner affirme qu’il s’agit presque toujours de thérapeutes femmes misandres qui participent avec l’enfant plaignant et le parent inquiet à une “folie à trois”. (18) Il met en effet les juges en garde et leur conseille de ne pas prendre au sérieux les allégations de violence dans le contexte de divorces hautement conflictuels (cas graves de SAP). Ni Gardner ni ceux qui admettent ses analyses ne reconnaissent qu’il y a un problème de logique lorsque Gardner affirme que des allégations de violences avalisées par des thérapeutes sont la preuve que le parent protecteur est aliénant.

Quatrièmement, Gardner croit que, particulièrement dans les cas graves, la relation entre un enfant aliéné et le parent rejeté est irrémédiablement compromise, probablement vouée à s’éteindre pour toujours (19) à moins que des mesures immédiates, draconiennes (transfert de garde, isolement du parent aimé et déprogrammation) ne soient prises. Là encore, des études fiables montrent que sa théorie est exagérée, la plupart des cas se résolvant lorsque l’enfant murit (à l’exception de cas inhabituels, par exemple ceux qui s’observent dans les familles violentes). (20)

Cinquièmement, ainsi que le suggèrent ces études, le remède proposé par Gardner pour les cas extrêmes est infondé et met les enfants en danger. (21) Lorsqu’il préfère ne pas débusquer des adultes maltraitants, Gardner semble avoir volontairement négligé les différences de politique entre le droit pénal et le droit familial et également mal comprendre la différence dans la manière de rapporter des preuves dans les dossiers criminels et civils aux Etats-Unis. À tel point que le SAP conduit à placer des enfants auprès d’un parent qui est en fait violent et à les priver de contact avec le parent qui pourrait les aider. Des groupes de parents et des rapports d’enquête décrivent en effet de nombreux cas dans lesquels des tribunaux ont transféré la garde d’enfants à des agresseurs connus ou probables tandis que les parents ayant autrefois la garde étaient privés de contact avec les enfants qu’ils avaient tenté de protéger. (22) Dans les cas moins extrêmes, également, les enfants risquent de souffrir de cette rupture soudaine dans leur vie familiale et leur relation au parent auquel ils font confiance. Même les thérapeutes qui admettent la théorie du SAP ont vainement mis en garde contre les transferts de garde dans certains cas rapportés pour lesquels il semble que des juges aient appliqué les idées de Gardner de leur propre initiative. (23)

En somme, la réticence ou le refus d’un enfant de rendre visite au parent n’ayant pas sa garde trouve certainement meilleure explication en se passant de la théorie de Gardner. Des études, qui se sont intéressées à des familles pendant plusieurs années, par exemple, indiquent que les visites peuvent cesser ou être difficiles lorsqu’une gamme variée de raisons conduit les parents ayant la garde des enfants et les enfants à se sentir en colère ou mal à l’aise avec l’autre parent. Il est fréquent que le comportement du parent n’ayant pas la garde et le stade de développement de l’enfant jouent des rôles décisifs. Les prises de position ou les alliances qui peuvent quelque peu ressembler à ce que décrit Gardner sont bien moins fréquentes qu’il le suggère, et même dans les cas extrêmes, les chercheurs s’accordent pour estimer que la théorie du SAP propose des solutions inappropriées et dangereuses qui aggravent le problème. (24)

Le “matraquage” du SAP dans les conflits de garde d’enfants

Alors comment se peut-il qu’une analyse aussi gravement défaillante, exagérée et dangereuse ait été aussi largement acceptée ? Qu’est-ce qui incite les juges à ordonner des transferts de garde contre l’avis unanime d’experts dans un cas ? (25) Premièrement, Gardner est largement, mais à tort, considéré comme un professeur dans une université prestigieuse. (26) Cette aura de compétence accompagne ses travaux, et peu de gens ont conscience que la majeure partie d’entre eux sont publiés à compte d’auteur (27), manquant de rigueur scientifique (28) et que ses livres sur le SAP ne figurent même pas dans les bibliothèques de recherche et des universités. (29) De plus, Gardner promeut ses écrits et ses services en tant qu’expert à travers son propre site Internet (30), des sites d’organisations de pères (31) renvoient vers son site ; Gardner propose également des séries de cours de formation continue pour professionnels. (32) Finalement, il déclare ou suggère souvent de manière inexacte que le SAP est repris par ou s’intègre aux travaux reconnus de confrères. (33)

L’article de 8 pages paru dans la revue de l’association des juges américains (Journal of the American Judges Association) est un exemple particulièrement typique. (34) Gardner y est identifié seulement sous son titre honorifique (35) et l’article ne produit que 10 sources (9 sont issues des propres écrits de Gardner, une de Sigmund Freud) à l’appui de ses affirmations graves voire hyperboliques. (36)

Force est de constater, qu’avec le temps, et depuis que Gardner a commencé à diffuser sa théorie, l’expression SAP est entrée dans l’usage courant. Les médias, parents, thérapeutes, avocats et juges se réfèrent maintenant fréquemment au SAP, nombre d’entre eux présumant qu’il s’agit d’un diagnostic de santé mentale utile et scientifiquement prouvé. (37) En pratique, logiquement, on sait qu’aux Etats-Unis lorsque des accusations d’agressions sexuelles sur enfants sont formulées ou lorsque des droits de visite se déroulent mal, il faut se préparer à faire face à une plainte en réponse allégant qu’il s’agit de SAP et non d’agression ou d’autres difficultés. (38)

Une recherche électronique concernant tous les cas américains recensés entre 1985 et février 2001 faisant usage de l’expression “parental alienation syndrome” (syndrome d’aliénation parentale) montre que de nombreux professionnels de santé mentale autres que Gardner ont diagnostiqué des SAP, mais qu’ils étaient bien moins nombreux à requérir un transfert de garde ou l’arrêt des contacts avec le parent ayant été initialement gardien. La recherche a conduit à 48 cas issus de 20 États, y compris, pour six États, des tribunaux les plus élevés. Le degré d’utilisation de la notion de SAP par des témoins experts, des avocats ou des juges dans ces cas et l’absence presque totale de vérification de sa validité scientifique sont profondément préoccupants. (39) C’est seulement dans une poignée de cas que le tribunal ou la Cour d’appel se sont interrogés précisément sur la recevabilité de ce prétendu syndrome selon les précédents reconnus, qui évaluent soit l’acceptation d’une théorie par la communauté scientifique soit la recevabilité de sa méthodologie scientifique (40), et dans plusieurs de ces cas le tribunal a souvent estimé qu’il n’avait pas besoin de trancher sur la question de la recevabilité puisqu’on n’avait démontré l’existence d’aucune aliénation. (41) A plusieurs occasions, toutefois, des Cours d’appel ont signalé aux tribunaux que le travail de Gardner était gravement remis en cause. (42)

Dans les quelques cas mentionnés pour lesquels le témoignage proposé par Gardner était contesté ou la validité du SAP par ailleurs remise en cause, les tribunaux ont habituellement exclu son témoignage et ne se sont pas fiés à la théorie du SAP. Dans ces cas, on voit les tribunaux exprimer deux types d’inquiétude. D’abord, les tribunaux refusent avec cohérence de laisser Gardner estimer si les témoins disent la vérité ou non, notant que cette question est réservée au juge ou jury (“the trier of fact”). (43)

Deuxièmement, la plupart des tribunaux américains qui se sont penchés sur la question s’accordent à dire que le SAP n’est généralement pas admis par des professionnels et ne se conforme pas au test applicable en termes de fiabilité scientifique. (44) Ces conclusions sont relayées par un juriste canadien dans un article discutant des questions de recevabilité selon le droit tant américain que canadien et par d’autres professionnels renommés. Le Dr Paul J Fink, ancien président de l’Association Américaine de Psychiatrie (APA) et président du Leadership Council on Mental Health, Justice and the Media a par exemple déclaré de manière assez directe, “Le SAP en tant que théorie scientifique a été laminé par des chercheurs légitimes à travers tout le pays. Si on le jugeait seulement à la lumière de ses mérites, le Dr Gardner ne devrait être qu’une assez misérable note de bas de page ou un exemple de critères scientifiques de piètre qualité”. (46)

À la suite de nombreuses critiques scientifiques, Gardner a retiré le test qu’il avait mis au point pour déterminer si des agressions sexuelles avaient eu lieu. (47) Cependant, ainsi que Faller l’a remarqué après avoir observé de près la théorie de Gardner, la série de questions qui constituait ce test a simplement été remplacée par d’autres publications avec de nouveaux titres qui reproduisent très largement le contenu et la méthodologie de ses travaux antérieurs. (48)

Malgré le bon travail accompli par la plupart des tribunaux, qui se sont interrogés sur l’honnêteté scientifique du SAP, il n’y a pas de quoi se réjouir. Pour la grande majorité desconflits dans lesquels le SAP apparaît, on s’aperçoit qu’un ou plusieurs experts ont évalué le cas à la lumière du SAP et rien ne montre que quiconque, tant chez les experts que les avocats ou les juges, ait pensé à se demander si cette théorie est correctement fondée ou si elle conduit à des recommendations ou des jugements acceptables. (49) On constate ailleurs un manque de rigueur comparable. (50)

Les autorités anglaises

En Angleterre et au Pays de Galles, c’est à deux reprises que la Cour d’appel a eu à traiter des dossiers s’appuyant sur le SAP : Re L (Contact : Domestic Violence) ; Re V (Contact : Domestic Violence) ; Re M (Contact : Domestic Violence) ; Re H (Contact : Domestic Violence) (51) et Re C (Prohibition on Further Applications). (52) À chaque fois, la Cour d’appel a exprimé de sérieux doutes à propos de ce syndrome.

La première fois, la Cour, qui en a le loisir, a commandé un rapport d’expert préalablement à l’examen du dossier. Le résultat de cette demande est un rapport préparé et ensuite publié par deux psychiatres renommées, les docteurs Claire Sturge et Danya Glaser. (53 Ce rapport présente des principes de psychiatrie liés au développement des enfants qui fournit des principes pour guider les tribunaux en matière de cas de droits de visite. Répondant aux questions qui lui ont été posées, le rapport indique les références pertinentes en la matière et les avantages et inconvénients potentiels des droits de visite en général. Le rapport traite ensuite de violence domestique et d’autres situations difficiles. Les auteures analysent spécifiquement le SAP, qu’elles estiment inutile. (54) Récusant les recommandations du SAP en matière de cause et de traitement, les expertes préfèrent recommander une approche au cas par cas. (55)

La Cour d’appel a expressément accepté la teneur et les conclusions du rapport, et, dans la discussion concernant le troisième appel conjoint, Re M, la Présidente de la Cour, Dame Elizabeth Butler-Sloss s’est à nouveau référée à ce rapport. Elle a noté le diagnostic de SAP posé dans ce dossier par l’expert du tribunal, le Dr LF Lowenstein, et le fait qu’il recommandait une thérapie d’au moins six séances suivie d’un nouveau rapport. (56) La présidente a par ailleurs indiqué que même l’aliénation d’un enfant par l’un de ses parents est “très loin d’être un syndrome reconnu nécessitant l’intervention d’experts en santé mentale”, que non seulement le Dr Lowenstein se situe “à l’extrémité du champ large des professionnels de santé mentale” mais qu’il est également “regrettable” que les avocats des parents aient été “incapables de trouver un expert qui se situe dans le courant modéré de ce domaine”.

Dans Re C, la Cour d’appel a redit son scepticisme quant à la plainte, s’appuyant sur le SAP, d’un justiciable. Mais cette fois, la Cour s’est moins penchée sur le SAP lui-même que sur d’autres explications, bien plus plausibles, justifiant le refus d’une enfant de rencontrer son père. (57) L’arrêt rendu par la Présidente de la Cour exprime son mécontentement constant à l’égard de la théorie du SAP. (58)

La Cour n’a toutefois pas indiqué que les arguments s’appuyant sur le SAP ne devraient être acceptés comme preuve qu’à condition que la théorie soit conforme aux tests de fiabilité des preuves utilisés pour vérifier les théories scientifiques récentes. Or, en montrant que dans Re L (Contact : Domestic Violence) le SAP n’avait pas satisfait à ce test et que Re C (Prohibition on Further Applications) ne démontrait pas le contraire, la Cour avait la possibilité de faire taire ces voix qui affirmaient sans fondement mais avec véhémence que l’arrêt Re C reconnaîtrait la légitimité du SAP. (59)

Dans les faits, le SAP a fourni des avantages dans les litiges judiciaires aux parents qui n’ont pas la garde de leurs enfants et qui sont suffisamment fortunés pour payer des avocats et des experts. (60) Il est possible que de nombreux avocats et professionnels de santé mentale aient en l’espèce simplement saisi une occasion d’obtenir une nouvelle source de revenus — une manière de “faire quelque chose pour le père lorsqu’il me paye” comme l’a déclaré un avocat. Pour ceux qui s’intéressent au bien-être des enfants, il importe peu que le SAP soit un exemple de plus de ces “mythes de comptoir” complaisamment endossés par les medias et ceux qui sont impliqués dans les conflits autour de la garde des enfants, ou qu’il soit le signe qu’avocats et professionnels de santé mentale ne savent pas véritablement évaluer les nouvelles théories en psychologie. (61) Cette dernière hypothèse peut cependant expliquer pourquoi le prix annuel décerné aux travaux de recherche par la section “résolution alternative des conflits” de l’Association du Barreau sméricain a été attribué à un travail consacré au SAP (62), qui n’en évaluait nullement la qualité et qui est donc irrecevable. La même hypothèse peut aussi expliquer pourquoi des articles consacrés au SAP, qui rendent mal compte de la recherche actuelle, ont pu être publiés dans des revues dotées d’un comité de lecture. (63)

Le rapport de Sturge et de Glaser a déjà acquis de l’importance en Angleterre et il est certain qu’à mesure qu’il sera connu, son impact ailleurs sera favorable. Parce qu’il reflète précisément la recherche et les connaissances récentes en la matière (64), il se distingue de la littérature qui cherche à promouvoir le SAP. Trop souvent, dans cette littérature, la recherche scientifique et le droit jurisprudentiel (case law) sont exclus de la discussion (65), ou s’ils sont pris en compte, c’est sans les comprendre ou bien en les déformant. (66) (...) -> Lire la suite dans le document à télécharger ci-dessous.

Note de Sisyphe - Nous avons supprimé les notes de bas de pages pour la publication électronique dans cette page, mais les très nombreuses références contenues dans le document intégral fournissent des renseignements essentiels à une pleine compréhension de cet article de nature technique.

Vous pouvez télécharger pour votre usage personnel le document intégral contenant toutes les références en cliquant sur l’icône word ou l’icône PDF ci-dessous. Merci de demander l’autorisation de la traductrice pour reproduction de cette version autre que pour usage personnel.

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© Carol S Bruch 2008. Ce texte est la traduction autorisée de l’article “Parental Alienation Syndrome and Alienated Children - getting it wrong in child custody cases”, 14 Child & Family Law Quarterly381 (2002), disponible, ainsi que cette traduction, dans cette page et dans celle-ci. En cas de divergence, se reporter à la version anglaise. Cet article contient des informations relatives aux autorités anglaises et reprend, avec autorisation, des éléments préalablement publiés dans les articles de Carol S Bruch, “Parental Alienation Syndrome : Junk Science in Child Custody Determinations”, 3 European J.L. Reform 383 (2001) et “Parental Alienation Syndrome and Parental Alienation : Getting it Wrong in Child Custody Cases”, 35 Family Law Quarterly 527 (2001), disponibles à cette adresse et à celle-ci.

© Version française de cet article : Hélène Palma, Maître de Conférences en études anglophones à l’Université de Provence (Aix-Marseille I). Merci de demander l’autorisation de la traductrice pour reproduction de cette version autre que pour usage personnel.

Mis en ligne sur Sisyphe, le 7 juillet 2010



Lire plusieurs autres articles sur le SAP.


© Sisyphe 2002-2011


http://sisyphe.org/

SAP - IÊNCIA

NOTA: Volto a chamar a atenção para a sondagem e as petições que se encontram na margem direita deste blog.

Se este assunto te diz particularmente, e concordas com o que aqui foi dito, não ignores.

Vota na sondagem (se for o teu caso) e assina as petições, particularmente a primeira.

Divulga este blog, para que outros possam também ler, votar e assinar.

Obrigada.





EXTRATO DE UM TEXTO QUE ENCONTREI EM http://virtualpsy.locaweb.com.br/
(Crianças adotadas e de orfanato)

Para uma criança muito nova, pode ser prejudicial a falta de ligação afetiva com uma pessoa que conviva com ela. Segundo a teoria de John Bowlby (8), a privação prolongada de cuidados maternos para uma criança muito nova pode causar efeitos de graves conseqüências no caráter, efeitos esses que podem se prolongar por toda a sua vida futura. E isso tanto se relaciona à crianças de orfanato, àquelas que sofrem separações dos pais, ou mesmo para aquelas que, apesar de viverem em seus lares, são abandonadas por negligência ou omissão.

Este último caso é quando a mãe se encontra fisicamente presente e emocionalmente distante.

Muitos acreditam que atender imediatamente a um choro de bebê pode transformá-lo numa criança mimada mas, por outro lado, sabe-se que nenhum tipo de cuidado infantil acompanhado de carinho materno poderá resultar em insegurança.


EXTRAIT D'UN TEXTE PARU DANS LE SITE http://www.maieuthesie.com/
(La mère et l'enfant)


La déprime de l’enfant
Si la dépression de la mère est connue (bien que souvent mal prise en charge, psychologiquement), la déprime de l’enfant n’effleure généralement même pas les consciences. L’enfant, lors de ce passage du monde de continuité vers le monde de discontinuité se retrouve séparé, seul, en attente de la suite… Ce passage est un changement d’univers radical et sans retour.

Venant de quitter le nid physiologique, il lui faudra apprendre à vivre de cette façon nouvelle. Pour y parvenir, il a encore besoin du nid psychologique de sa mère.

J’ai déjà entendu dans une maternité une puéricultrice dire à une mère "ne le prenez pas autant, vous allez lui donner de mauvaises habitudes!"

Craindre qu’à cet âge un enfant prenne de mauvaises habitudes est aussi ridicule que si on avait cru que le ventre de la mère est une mauvaise habitude entre 0 et 9 mois. Il y a un temps pour chaque étape de la vie. Celle-ci requiert la présence de la mère qu’il est maladroit de réglementer… car elle est la mieux placée pour en ressentir l’équilibre adapté à son enfant.






O MEU COMENTÁRIO

Posto isto, uma criança separada da mãe irá apresentar uma série de sintomas, muitos dos quais até referidos na tão proclamada Síndrome de Alienação Parental (SAP).

Não há nada pior do que uma criança sentir-se abandonada por um pai, ESPECIALMENTE QUANDO SE TRATA DA MÃE.

Uma criança muito pequena que seja separada da mãe, sujeita a um tipo de guarda que estipula que o pai tem direito a um igual número de horas ou de dias, sofre daquilo que eu chamaria de SÍNDROME DE ABANDONO.

Ainda que o pai esteja ali, a criança sente-se abandonada pela mãe.
Ora nestas idades a criança, à semelhança do que acontece com os animais, precisa ESSENCIALMENTE DA MÃE.

Ainda há bocadinho eu li um comentário de um pai, perguntando se por acaso ele era menos do que a mãe. Pode parecer estranha a minha resposta, mas não se trata de ele ser menos, mas do facto de que, PARA UMA CRIANÇA (tal como para qualquer cria) A MÃE É MAIS.

Tomemos por exemplo os cangurus. Por nascerem ainda muito imaturas, as crias deverão passar algum tempo na bolsa da mãe. Os machos não a possuem. Não é a eles que compete prolongar a gravidez, mas às fêmeas. O mesmo se passa com os restantes mamíferos, incluindo a espécie humana.

Estas "vinganças" dos pais contra a mães, muito mais do que atingir aquela que gerou e deu à luz os seus filhos, atingem principalmente as crianças. O mal que fazeis à mãe do(s) vosso(s) filho(s), fazei-lo mais a ele (s), não vos esqueçais disso.

"A coisa mais importante que um pai pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles."

( Theodore Hesburgh )

O mesmo, claro, para uma mãe.

Sempre digo que o pai deve estar presente no discurso da mãe, e que esta deve facilitar o encontro de um pai com os seus filhos.

Mas facilitar não significa separar, como também não significa obrigar uma mãe a não se distanciar muito do pai. O equilíbrio psicológico de uma mãe é fundamental para a criança.

Daí eu dizer que o mal que fazemos a uma mãe, fazemo-lo aos filhos.
Daí a importância desta citação de Theodore Hesburgh.

Eu nem quero perder demasiado tempo com essa síndrome vinda da boca de quem nunca pôs os interesses da criança à frente dos seus (Richard Gardner, como sabeis, defendia a pedofilia).

Prefiro centrar-me nesta outra síndrome, bem mais evidente, que é a do abandono. Não há pior para uma criança do que se sentir abandonada por um pai, PRINCIPALMENTE PELA MÃE.

Sabeis que a pior forma de abandono é aquela em que, tendo ambos os pais presentes, a criança não os sente presentes?

Quer isto dizer que os pais podem lhe dar o conforto e os cuidados de que necessita, mas não lhe dão a devida atenção. Um pai (que seja pai ou mãe) faz por entender as verdadeiras necessidades do(s) seu(s) filho(s) e age em conformidade, nunca contra.

Temos que viver ao ritmo dos nossos filhos, nunca obrigá-los a viver ao nosso ritmo. Sob risco de estarmos a criar futuros homens e mulheres incapazes de se darem, mais voltados para eles próprios.

Em nome dos nossos filhos, não perpectueis o mal.
Por uma vez, pensemos realmente neles.




Crianças
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AS FEMINISTAS QUE ME PERDOEM, MAS VIM AO MUNDO PARA PARIR!

"As feministas que me perdoem, mas vim ao mundo para parir."
(Paloma Duarte)

in http://www.ronaud.com


Ora aqui está alguém que, tal como eu, se assume.
Alguém que não pretende tomar a posição do homem, nem imitá-lo.
Soubesse o homem pensar igual.

Tal como na Natureza, cabe à mulher parir e cuidar dos filhos.
O papel do pai é outro, o que não significa que seja menos importante.

Para se ser igualmente importante não tem que se estar igualmente presente (o mesmo número de horas ou de dias) ou fazer as mesmas coisas que o outro.

O filho busca o pai no momento em que este se torna mais importante (o que não significa que a mãe deixou de o ser).

POrque mais do que buscarmos os nossos filhos, devemos deixar que eles nos busquem. Um dos pais não deve forçar essa busca, nem o outro impedi-la.

Não vale a pena forçar a nossa natureza a sermos aquilo que não somos.
Se uma mãe não é um pai, um pai não pode ser uma mãe.

Se dizeis que há um tempo em que o filho é mais da mãe, e um outro em que ele é mais do pai, então respeitai esse tempo, e a vontade do vosso filho.

Não adianta forçar a criança a fazer aquilo que nós queremos.
É nosso dever respeitar as suas necessidades, não lhe impondo as nossas.

Homens e mulheres nada mais têm a provar, parece-me.
Só lhes falta SER. Essa é parte mais complicada...

Seremos nós capazes de nos assumirmos, e de nos respeitarmos?
Ou será que preferimos aniquilarmo-nos, aniquilando os nossos filhos?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MAMAN EST EN PRISON, PAPA PASSE À LA TÉLÉ

C'est justement le titre d'un post sur LE BLOG DE MALAKINE, dans cette adresse:

http://horizons.typepad.fr/

J'ai aussi lu attentivement les commentaires, particulièrement celui de quelqu'un qui nous dit qu'en Inde il n'existe pas le verbe AVOIR. Il existe seulement le verbe ÊTRE. Très intéressant. Si je le peux, je vous chercherai plus d'informations à propos de ce sujet.

Pour l'instant, je vous invite à lire cet article de Malakine.



Pensamentos
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15 avril 2009
Maman est en prison, papa passe à la télé

Hier soir, les deux journaux télévisés ont tous ouvert avec l’affaire de la petite Elise, retrouvée en Hongrie que sa mère s’apprêtait à quitter par l’Ukraine pour rejoindre la Russie. Le père, présenté en héros avec sa fille portée dans les bras comme un trophée, faisait étalage de son bonheur d’avoir enfin retrouvé sa fille tant aimée et d’avoir pu la ramener à la maison. Une belle happy-end comme les médias les aiment tant.

Pourtant, ce bonheur a sa part d’ombre. Cet heureux dénouement a eu un prix : la mère est détention préventive et risque 10 ans de prison pour enlèvement, ce qui ne semblait pas émouvoir outre mesure le super papa poule qui se demandait encore s’il était bien sage de retirer sa plainte, oubliant manifestement que lui-même s’est rendu coupable du même délit à Moscou en septembre dernier et fait l’objet d’un mandat d’arrêt pour le même motif par les autorités russes.


L’affaire aurait très bien pu se solder par une conclusion exactement inverse à l’automne dernier: une mère triomphante devant les télés russes après avoir récupéré avec l’aide de la police russe, sa fille russe, née en Russie et de nationalité russe que son père, un français-qui-lui-porte-un-attachement-suspect, a kidnappé avant de se faire prendre à l’aéroport au moment de quitter le pays.

Dans cette affaire, il n’y a pas un héros courageux prêt à soulever ciel et terre par amour pour sa fille et une salope qui n’hésite pas à recourir à des gros bras pour parvenir à ses fins, mais seulement un couple divorcé qui se déchire pour la garde de son enfant, un couple à égalité de droits et fautes : une histoire universelle aussi banale que tragique.

Il faut vraiment que les médias soient aveuglés par leur recherche de l’émotion et le chauvinisme pour présenter ce dénouement comme un sauvetage heureux. C’est un drame ! C’est toujours un drame de voir des parents se battre pour un enfant comme s’il s’agissait de leur chose. C’est encore plus un drame quand la justice s’en mêle. Et ça devient tragique lorsque celui des deux parents qui perd finit en prison ! Surtout si ce parent, c’est la mère.

Alexandra Kamenskaya, sans pour autant prendre fait et cause pour la mère tente d’expliquer les motivations qui l’ont conduit à organiser le dernier enlèvement : « Il est vrai que la législation russe en terme du divorce, qui date de l’époque de l’URSS, quand on vivait dans un système où tout le monde était “égal” sur le plan matériel, confie d’habitude la garde des enfants communs à la mère. Dans notre mentalité, c’est presque automatique: c’est la mère qui élève les enfants. »

J’aimerais répondre à la directrice de RIA Novosti en France qu’il en est de même dans notre pays et qu’il en est probablement de même dans toutes les civilisations dignes de ce nom. Même dans le pays qui a sacralisé le principe d’égalité au point de le transformer en principe d’indifférenciation des sexes, ce sont les mères qui élèvent les enfants. Une étude récente l’a encore récemment illustré. La justice française, dans les procédures de divorce, confie systématiquement la garde des enfants en bas âge à la mère (98% selon SOS papa)

C’est évidemment douloureux, mais un homme doit savoir faire le deuil de sa paternité avortée pour laisser son enfant en bas âge à la mère. La seule chose qu’il peut faire est de payer consciencieusement sa pension alimentaire, tenter d’entretenir le lien pour continuer à être appelé « papa » et de conserver l’espoir qu’à l’adolescence ou à l’âge adulte, cette paternité virtuelle puisse enfin devenir effective en s’incarnant dans une relation réelle. On ne se bat pas contre l’intérêt de celui qu’on prétend aimer.

Selon ma propre subjectivité, l’histoire d’un père quinquagénaire qui cherche à arracher un bébé de 18 mois à sa mère puis entreprend de l’enlever à trois milles kilomètres de chez lui avant de lui courir après dans toute l’Europe, ne peut que susciter la perplexité, la suspicion et un certain malaise. Quand toutes les télévisions montraient ce père triomphant avec sa gamine dans les bras qu’il portait comme un paquet, je pensais à sa mère qui dans le même temps croupissait dans une prison hongroise en pleurant son enfant.

Le sort a parlé. L’enfant restera probablement en France avec son père. Ce n’est pas une raison pour traiter la mère en criminelle. Irina Belenskaya devrait prochainement être extradée en France pour être jugée pour l’enlèvement. Il est à espérer aujourd’hui que la Justice saura faire preuve d’humanité et de sens de l’équilibre.

Espérons qu’elle n’oubliera pas que la mère était dans son droit au regard des décisions de justice du Pays dont elle et sa fille sont des ressortissants. Espérons qu’elle n’oubliera pas que ce père héroïque a commis le même forfait et aurait pu se retrouver dans la même situation aux mains de la justice russe et que nous aurions dans ce cas, à juste raison, réclamé aux autorités russes sa libération immédiate.

La justice doit libérer Irina Belenskaya pour lui permettre de retrouver les siens à Moscou au plus vite.

Malakine


--------------------------------------------------------------------------
Note: il semble que, en effet, le tamoul (une langue indienne, parlée aussi au Sri Lanka et quelques autres parties du monde, même en Australie), ne compte pas avec le verbe AVOIR, parmi d'autres différences en comparaison avec la langue française.J'ai expressément séparé la référence à l'absence du verbe AVOIR, puisque c'est celà qui nous intéresse ici.



Quelques différences entre le tamoul et le français
Présenter quelques différences entre le tamoul et le français permettra de se faire une idée de l’ampleur de
la tâche qu’un élève tamoul, non francophone, doit accomplir en un temps record.

Comparaison des langues

En tamoul, le verbe principal est généralement le seul conjugué et se trouve normalement à la fin de la
phrase.
Les subordonnées sont énoncées avant les principales, la relative étant une sorte de proposition adjective
précédant l’antécédent.
Il n’y a pas d’articles et les objets sont neutres.
Les adjectifs sont invariables.
Il n’y a pas de prépositions mais des postpositions et les noms et pronoms se déclinent.
Il n’y a ni conjonctions de subordination ni pronoms relatifs.
La conjugaison négative ne se déduit pas de l’affirmative en ajoutant une négation, elle se forme autrement.


Il n’y a pas de verbe avoir.


Il n’existe pas de mot unique pour dire « personne », « rien », etc. On doit employer à la place des tournures
du type « tous .... verbe négatif » ou « tout... verbe négatif ».
Il n’y a que très peu de temps conjugués.
On emploie beaucoup de formes verbales invariables.
Il n’y a pas de concordance des temps, etc.

FONTE: http://crdp.ac-bordeaux.fr/

L'ENLÈVEMENT DE L'ENFANT

Enlèvement
Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.
(Redirigé depuis Kidnappeur)

Illustration du XVIIIe siècle représentant l'enlèvement de Stanislas II de Pologne en 1771.

Un enlèvement, rapt ou kidnapping est l'action qui consiste à s'emparer de quelqu'un ou à le détenir, contre sa volonté, généralement par la force. Lorsque le but de l'enlèvement est politique ou qu'il a lieu dans un contexte guerrier on parle de prise d'otages.




Origine du mot kidnapping[modifier]
L'anglicisme kidnapping vient de kidnap, composé de kid (enfant) et nap, variante de nab signifiant familièrement choper, cueillir dans le sens d'enlever, arrêter. Ce mot était initialement utilisé dans les colonies américaines pour désigner le vol des enfants qui servaient de domestique et de travailleurs[1].

Rançon[modifier]
Les enlèvements ont souvent pour but d'échanger la personne contre une rançon, généralement de l'argent. Certaines régions du monde sont particulièrement touchées par les enlèvements comme l'Irak[2], la Colombie[3] ou Haïti[4]. Pour l'année 2007, la police mexicaine a enregistré 438 enlèvements contre rançon, mais le chiffre réel serait plus élevé, car beaucoup de ces enlèvements ne sont pas signalés[5].

Enlèvement d'enfant[modifier]
Il existe plusieurs formes différentes d'enlèvement d'enfant.

Un inconnu enlève un enfant pour des buts criminels (enlèvement pour rançon, viol, torture, assassinat, traite des êtres humains, etc…).
Un inconnu enlève un mineur ou plus généralement un bébé pour qu'il devienne son propre enfant. Fait généralement commis par des femmes (ou des couples) psychologiquement fragile en « mal de maternité » ou ayant perdus un enfant en bas âge.
Un parent (aidé ou non par des complices, parfois rémunérés), souvent suite à un divorce, enlève son propre enfant à son ex-conjoint qui en détient légalement la garde dans le pays de résidence de celui-ci. Le parent « kidnappeur » emmenant parfois l’enfant dans un autre pays où il espère faire valoir plus facilement ses droits. Ces problèmes intervenant régulièrement dans le cas de couples de nationalités différentes (mariages mixtes, ou plus exactement mariage transnational), chacun des parents se basant sur la législation de leur pays d’origine pour obtenir gain de cause.

Législation en France[modifier]
En France, selon l'article 224-1 du code pénal[6], « Le fait, sans ordre des autorités constituées et hors les cas prévus par la loi, d'arrêter, d'enlever, de détenir ou de séquestrer une personne, est puni de vingt ans de réclusion criminelle.
Les deux premiers alinéas de l'article 132-23 relatif à la période de sûreté sont applicables à cette infraction.
Toutefois, si la personne détenue ou séquestrée est libérée volontairement avant le septième jour accompli depuis celui de son appréhension, la peine est de cinq ans d'emprisonnement et de 75000 euros d'amende, sauf dans les cas prévus par l'article 224-2. ».

Selon l'article 224-2 du même code, « L'infraction prévue à l'article 224-1 est punie de trente ans de réclusion criminelle lorsque la victime a subi une mutilation ou une infirmité permanente provoquée volontairement ou résultant soit des conditions de détention, soit d'une privation d'aliments ou de soins.
Elle est punie de la réclusion criminelle à perpétuité lorsqu'elle est précédée ou accompagnée de tortures ou d'actes de barbarie ou lorsqu'elle est suivie de la mort de la victime.
Les deux premiers alinéas de l'article 132-23 relatif à la période de sûreté sont applicables aux infractions prévues par le présent article.. »


Selon l'article 224-5 du même code, « Lorsque la victime de l'un des crimes prévus aux articles 224-1 à 224-4 est un mineur de quinze ans, la peine est portée à la réclusion criminelle à perpétuité si l'infraction est punie de trente ans de réclusion criminelle et à trente ans de réclusion criminelle si l'infraction est punie de vingt ans de réclusion criminelle.
Les deux premiers alinéas de l'article 132-23 relatif à la période de sûreté sont applicables dans les cas prévus par le présent article. »

Notes et références[modifier]
↑ (en) Etymology of kidnap [archive]
↑ (en) Iraq's One Growth Industry - The Kidnap Capital of the World [archive]
↑ (en) Colombia: Kidnap capital of the world [archive]
↑ Recrudescence des cas d’enlèvement dans la Capitale haïtienne [archive]
↑ « Le Mexique descend dans la rue pour manifester contre la violence », dans Le Monde du 31-08-2008, [lire en ligne [archive]]
↑ Extraits du Code Pénal : « Enlèvement et séquestration » [archive]
Annexes[modifier]
Sur les autres projets Wikimédia :

« Enlèvement », sur le Wiktionnaire (dictionnaire universel)
Articles connexes[modifier]
Otage
Séquestration
Alerte enlèvement
Syndrome de Stockholm
Manu Association
Portail de la criminologie



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J'ai, donc, une question:

Si "un enlèvement, rapt ou kidnapping est l'action qui consiste à s'emparer de quelqu'un ou à le détenir, contre sa volonté, généralement par la force", est-ce qu'on peut dire qu'un enfant a été enlevé par un de ses parents de son pays d'origine?

Si ce parent ne l'a pas fait par la force, si l'enfant se trouve bien avec lui, et s'il (l'enfant) ne demande pas l'autre parent (ce qui ne veut pas dire qu'il ne l'aime pas et qu'il ne le veut pas, puisqu'il demande où il se trouve, mais il veut bien rester avec le parent avec qui il vit dans ce moment-là), peut-on dire qu'il est contre sa volonté avec ce parent qui est aimant?

Vous direz qu'il ne comprends pas la situation. Qu'il ne comprends pas porquoi il se trouve dans un autre pays, et qu'il ne voit plus sont autre parent, sa famille et ses amis.

Il faut, donc, que ce parent lui explique qu'il pourra les voir tant qu'il le veut. Ce n'est pas une séparation pour toujours. S'il se sent rassuré,et si c'est bien ça qui se passe- ou qui se passera- rien n'empêche qu'il soit heureux, sauf si l'autre parent était juste celui qu'il voulait le plus. Là, oui, il est contre sa volonté, puisqu'il est forcé à une séparation qui lui fait VRAIMENT du mal.

Si ce que compte pour vous c'est le Supérieur Intérêt de l'Enfant, n'obligez pas le parent à revenir à un pays ou, dans la majorité des cas, il est le seul à être seul, c'est à dire, il n'a aucune famille et parfois même pas d'amis -au contraire de l'autre parent, car il se trouve chez soi- ce qui peut entraîner, dans ces conditions, une dépression.

Mieux vaut un parent en bonne santé -surtout psycologique- et en conditions de s'occuper de son enfant que deux dont l'un est soumis à la volonté de l'autre, et qui ne peut pas être heureux. Ou, pour mieux dire, mieux vaut deux parents séparés et heureux que deux parents qui vivent l'un à côté de l'autre, mais qui ne sont pas tous les deux heureux.

Un enfant heureux, je l'ai déjà dit, c'est celui qui voit ces deux parents heureux, et qui font, tous les deux, le mieux pour lui, pas pour eux. Et le mieux n'est pas forcément de rester en place, surtout s'il existe des disputes.


Et, surtout, ne mettez pas ce parent en prison, en forçant une séparation qui sert encore moins les intérêts de l'enfant. La prison n'est jamais la bonne solution, que ce soit parce qu'un parent n'a pas payé la pension ou parce qu'un autre est parti vivre ailleurs avec son enfant. Sauf s'il reste prouvé que l'enfant est traumatisé et qu'il a souffert une torture, face à la manque de la pension (je ne le crois pas) ou à cet enlèvement.


Encore une question:

Séparer un enfant de sa mère -si c'est bien avec elle qu'il veut être-, contre sa volonté, et parfois par la force, c'est quoi? À quoi ça sert le "Supérieur Intérêt de l'enfant"?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

DE L'ACTUALITÉ SUR QUELQUES "PÈRES DE FAMILLE"

A 35 ans, un père de famille reconnaît 11 viols
FAIT DIVERS Les victimes sont pour la plupart adolescentes...
Yahoo! Actualités, le 22 novembre 2010 à 09h09 - Articles similaires

Un homme avoue avoir violé sa fille
Un père de famille de 36 ans, domicilié à Kogenheim, a avoué hier aux gendarmes de la brigade de Benfeld avoir violé sa fille de 13 ans à plusieurs reprises au cours des derniers mois. ...
Régions : Alsace
Dernières Nouvelles d'Alsace, le 27 novembre 2010 à 04h47 - Articles similaires

Viols incestueux : le père écroué
Le père de famille de 36 ans ayant reconnu vendredi devant les gendarmes qu'il violait sa fille depuis plusieurs mois à Kogenheim (DNA d'hier) a été déféré hier devant un juge d'instruction du tribunal de ...
Régions : Alsace
Dernières Nouvelles d'Alsace, le 28 novembre 2010 à 03h36 - Articles similaires

Il pense être atteint d'une maladie incurable et tue sa femme
Ce père de famille a avoué aux policiers ne pas avoir eu "le courage" de se suicider.
Le Post, le 28 octobre 2010 à 08h41 - Articles similaires

Val/Marne: un plombier avoue 11 viols
Un homme, arrêté en janvier dernier, a reconnu être l'auteur de onze viols, dans le Val-de-Marne près de Paris, révèle le journal Le Parisien . La plupart de ses victimes sont des adolescentes...
Le Figaro, le 22 novembre 2010 à 09h21 - Articles similaires

Accusé de viols, il avoue les faits à la fin du procès
Un Cambrésien de 44 ans, Hervé Boulanger, accusé de viols sur mineurs, a été condamné hier par la cour d'assises de Douai à sept ans d'emprisonnement
Régions : Nord-Pas-de-Calais : Nord : Cambrai
La Voix du Nord, le 10 novembre 2010 à 04h07 - Articles similaires



À SAVOIR:
Ces faits-divers et d'autres -comme celui d'un "père de famille" qui avoue avoir tué sa fille handicapée de 6 ans- sur:

http://www.alvinet.com

LES ENFANTS ONT LE DROIT DE MENTIR!

Quand j'ai lu, aujourd'hui même, le dernier post du blog FILHO PARA SEMPRE, écrit le 9 janvier, où l'auteur ce dit deçu parce que son fils aîné de 11 ans a menti à la psychologue qui l'a interrogé (en tribunal), et qu'il ne veut plus de lui, ayant même décidé de finir avec ce blog qu'il a créé pour défendre -ainsi il le dit- les intêrets de son fils, je me suis tout de suite demandé le pourquoi de tout celà.

Je ne connais pas l'histoire.
Seulement ce que ce père nous raconte dans ses posts.

Et je n'ai jamais été contre lui, même parce que la dernière fois je lui ai dit, dans un commentaire, que peut-être il serait bon que son fils vienne vivre quelque temps chez lui. Mais qu'il devrait aussi comprendre la tristesse de son fils, car il se voyait au milieu d'une dispute, et il serait difficile pour lui de laisser sa famille, dans le cas sa mère et ses frères, car c'est avec eux qu'il a vécu jusqu'à présent.

Si ce garçon a vraiment menti, il y a quand même une raison.
On peut pas dire, à la suite, qu'il l'a fait manipulé par sa mère et son beau-père.

Parfois il n'existe pas de manipulation faite par les adultes.
Ce qui existe c'est la peur et l'angoisse que toute cette situation provoque chez l'enfant.

Qu'est-ce que cet enfant peut faire, alors?
Pour se protéger, il ment.

Il apprend a manipuler les adultes, pour que ceux-ci ne puissent pas le manipuler.

L'enfant ment.
Et il a bien le droit.

Je vous invite a lire cet article que je viens de trouver, et que je trouve vraiment intéressant.



Orkut


Association Française Janusz Korczak (AFJK)

Les enfants ont le droit de mentir !
par Janusz KorczakDocument de travail de l'Association Korczak © AFJK
Voir aussi : L'actualité Korczak en France | Journal des publications
[PDF 92 Ko, 1 p.] - Pour citer cet article
Bibliographie française des inéditsDans notre liste des « Droits de l'enfant selon Korczak » publiée sur ce site, simple recueil de citations tirées de ses seuls livres traduits en français, on observe à côté des droits qui font consensus, certaines assertions de Janusz Korczak reconnaissant aux enfants des droits inédits qui peuvent surprendre, ou même choquer. Ces droits réclamés par Korczak ne figurent pas dans la Convention de l’ONU. Il s’agit par exemple du droit des enfants à se bagarrer, à mentir, de réclamer et d'exiger, d'être jugés équitablement en tenant compte de l'avis de leurs pairs, de se tromper, etc. mais aussi à mourir dignement de leur mort naturelle, ou encore de l’accueil à réserver aux enfants délinquants.

Nous commencerons ici par examiner ce qu’il en est, pour Korczak, du droit de mentir.
Vous vous demandez peut-être pourquoi Janusz Korczak reconnaît clairement aux enfants le droit de mentir ? Il y attache en effet une grande importance, voici quelques-unes de ses explications :



Dans son traité de pédagogie, son best-seller de 1919, Comment aimer un enfant, (Internat § 62, Éd. R. Laffont, 2006, p. 206) : « [les enfants] mentent par peur, mais aussi quand ils savent que la vérité ne risque pas d’éclater au grand jour. Ils mentent par pudeur, mais aussi à chaque fois que vous voulez les contraindre à dire ce qu’ils ne veulent pas ou ne peuvent pas dire. Les enfants mentent par nécessité.

[…] Tu ne veux pas que les enfants te mentent ? Laisse-leur la possibilité de taire leurs secrets, ou celle de te déclarer franchement : "Je sais, mais je ne peux pas vous le dire". Garde-toi de pousser des cris d’orfraie lorsqu’ils viennent te confier les plus blâmables de leurs sentiments. »



Dans : « Le Parlement et le Tribunal », article inédit : « L’un déclare : — Si nous punissons, les enfants vont mentir, se cacher, personne ne se dénoncera, personne ne dira la vérité. Ils vont frauder et dissimuler. Celui qui est futé s’en tirera toujours à bon compte, et ce sera le moins coupable qui se retrouvera injustement puni. »



Dans l’un de ses plus beaux romans pour enfant, dont la traduction française est malheureusement épuisée, Quand je redeviendrai petit, Laffont 1979, p. 195 : « Il faut même que nous acceptions leur manque de sincérité et leurs mensonges. »



Enfin, dans le cas des enfants victimes, ayant subi des violences : « Au sujet de la sécurité de l'enfant », inédit : « […] Il n’est pas important de savoir comment, par quels moyens le délit a été commis, quels obstacles il a fallu surmonter pour le commettre, combien de fois, à quel rythme et à quel prix l’enfant a été abusé. L’enfant a le droit de ne pas savoir, de ne pas se souvenir, d’être influencé par des adultes ou par ses propres réflexions, il a droit de mentir sciemment. Si ce n’était pas une expérience trop douloureuse, trop désagréable et qu’elle puisse être facilement effacée, — il a pu se laisser séduire et voyant qu’il était aussi coupable (mais voyons !), il a le droit de défendre sa dignité par des mensonges ou dissimulations. »

AFJK, 15/11/2009
(Arguments rassemblés par BL)

_______________________

Références (à enrichir)

En prenant position pour ce qui concerne les enfants, Korczak tranchait dans le vif d'un débat qui animait les adultes de leur côté depuis longtemps…
« Le droit de mentir, par Benjamin Constant et Emmanuel Kant », Mille et une nuits, 2003 — (Résumé, par Évène) : En 1796, Benjamin Constant s'engage avec Kant dans une controverse sur le droit de mentir. Au philosophe allemand qui maintient que le mensonge est contraire au devoir de l'homme envers lui-même, Constant objecte l'impossibilité de concilier ce principe avec ceux de la société. Comment concilier alors le refus du mensonge et le devoir d'humanité ? Grande question classique de la philosophie morale !


Pour citer cet article

Korczak, Janusz : « Les enfants ont le droit de mentir ! » Association frse J. Korczak, 1 p. [en ligne sur korczak.fr]
http://korczak.fr | http://roi-mathias.fr © Ass. Frse J. Korczak (AFJK), Paris
(Page créée le 20 janvier 2010)

FONTE: http://korczak.fr/m4textes/eclairages/korczak_droit-de-mentir.html


Orkut


En matière pénale
L’enfant auteur
• Le droit de l’enfant poursuivi de mentir comme ….. un adulte
L’enfant auteur
• Le droit de l’enfant victime de dire sa vérité
• Cette parole doit être contextaulisée
• Attention au mythe de la vérité qui sort de la bouche des
enfants, mais derrière des reconstructions il y a des vérités

FONTE: http://www.rosenczveig.com/

Je remarque la dernière phrase, particulièrement cette partie:

"...DERRIÈRE DES RECONSTRUTIONS IL Y A DES VÉRITÉS"




ATTENTION

Ceux qui comprennent bien le portugais -ou qui n'on pas du mal à le traduire- peuvent aussi lire un article que j'ai touvé sur:

http://jusvi.com/artigos/30119

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

POUR ÊTRE UN BON PÈRE, IL FAUT QU'IL SOIT, AVANT TOUT, UN HOMME BON!

Celà dit, il faut que cet homme n'oublie jamais que cette femme qu'il a devant lui (ou qu'il voit sur une photo, ou sur une vidéo) est la fille, la femme, la soeur ou la mère de quelqu'un, et mérite tout son respect -comme si elle était sa propre fille, sa propre femme, sa propre soeur ou sa propre mère- même s'il lui semble que elle ne le mérite pas le respect qu'elle lui demande.

Est-ce qu'il connaît vraiment son passé, pour la juger?
N'existe-t-il pas le trafic humain, l'exploration de la femme?

N'avez-vous pas encore compris que la seule façon de finir avec la prostitution c'est de ne pas la payer?

Et si c'etait votre fille, ou quelqu'un qui vous aimez bien qui était là?
Vous vous rendez compte, au moins?!

Tout ça, c'est vous qui le faites, pas les femmes!!!
Car c'est pour vous qu'on les explore, pas pour d'autres femmes!
On est bien d'accord!

Vous pouvez dire qu'elles aiment bien ce qu'elles font, mais vous savez bien que la plupart non!

Vous pouvez dire aussi que la plupart n'a pas eu la présence de son père, mais, là encore, c'est faux, car la plupart l'a eu... n'ayant pas.

Celles-là sont plus chanceuses, car s'autres ont eu un père qui abusaient d'elles.

Allez écouter leurs histoires, au lieu de chercher ce que vous savez bien.

Vous ne direz plus que la plupart -juste une minorité- n'a pas eu que sa mère à ses côtés. Je m'en doute de cette version.

Pour que quelqu'un soit un bon père, il ne faut pas qu'il soit un héros (inutile de s'en déguiser).

WE DON'T NEED ANOTHER HÉRO!!!

Ce qu'il nous faut, en faite, c'est des hommes bons.
Et des pères qui ne demandent que ce que l'enfant demande.

Voilà les bons pères.
Les héros qu'on attend.

Ceux qui savent bien écouter.
Ceux qui savent bien respecter.

Si vous n'avez fait, jusqu'à présent, qu'écouter bien la volonté de votre enfant, et si vous ne faites pas partie de ceux qui cherchent à avoir quelques bénéfices d'autres femmes (qui pouvaient bien, je vous rappelle, être votre fille, votre femme, votre soeur ou votre mère, car elle l'est de quelqu'un d'autre), ALORS VOUS MÉRITEZ TOUT MON HOMMAGE ET MON RESPECT, car vous êtes un homme bon et un bon père (un père n'est pas un héros, il est juste un être humain qui cherche à être le plus parfait qu'il peut, d'ailleurs tel comme une mère).

Je salue ici LES HOMMES BONS ET LES BONS PÈRES... car, heureusement, il y en a encore!



À SAVOIR: APRÈS LA DROGUE ET LES ARMES, LE TRAFIC DES ÊTRES HUMAINS (LES FEMMES ET LES ENFANTS EN TÊTE) EST LE COMMERCE LE PLUS LUCRATIF!

EST-CE POUR LES FEMMES? EST-CE POUR LES ENFANTS?
NON.

DÉVINEZ, ALORS, POUR QUI...

ÇA, ON LE SAVAIT DÉJÀ!

Et je l'affirmait avant même de lire ces textes... bien qu'ils l'ont dit avant que je l'ai dit! Pouvez-vous les démentir?


TEXTE 1

Les enfants du divorce ont besoin de notre protection

Nous avons reçu le texte suivant de Martin Dufresne, secrétaire du Collectif masculin contre le sexisme. Nous vous invitons, comme toujours, à nous faire parvenir vos textes pour publication à l'adresse webmestre@latribduduverbe.com.


***


Michele Landsberg est une journaliste torontoise dont les écrits irrévérencieux font depuis toujours hurler la Droite en général et le lobby antiféministe en particulier.Dans sa plus récente chronique au Toronto Star, elle démantèle l'argumentation du lobby des mauvais payeurs de pension alimentaire, dont la tactique est de faire supprimer de la loi sur le divorce toute reconnaissance du fait qu'un des parents (devinez lequel) écope habituellement du gros de la responsabilité des soins aux enfants, ce qu'on appelle la "garde".


La diffusion de cette traduction de son texte est autorisée par Michele Landsberg.


Martin Dufresne, Secrétaire

Collectif masculin contre le sexisme

P.S.: Vous trouverez plus de détails au sujet de cette inquiétante réforme -- et de la mobilisation qui vise à la contrer -- sur les sites http://www.anfd.ca et www.owjn.org.


Les enfants du divorce ont besoin de notre protection


par Michele Landsberg, The Toronto Star, 27 juillet 2003


Lorsque je regarde les très bons pères que je connais - des pères affectivement engagés, responsables et affectueux - je m'étonne de voir la paternité représentée sur la scène nationale et même dans le processus législatif par une poignée d'activistes agressifs qui incarnent précisément les valeurs contraires. De bons pères refuseraient tout autant de déclarer la guerre à leur ex-conjointe et d'infliger à leurs enfants des séquelles affectives permanentes qu'ils se refuseraient à détourner les fonds de leur employeur.


Hélas, les amendements à la loi fédérale sur le divorce qui risquent d'être promulgués cet automne ont été gravement influencés par les vociférations d'un groupe marginal de militants patriarcaux et de leurs arrogants alliés au Sénat et au Parlement.


Le ministre de la Justice Martin Cauchon s'apprête à déposer en troisième lecture le projet de loi C-22 où il veut éliminer les termes prétendument irritants de " garde" et de " droit de visite" pour les remplacer par la notion de " responsabilité parentale". Il nous laisse cependant en pleine incertitude. Qu'arrivera-t-il aux barèmes de soutien alimentaire pour enfants? Et à la protection des femmes et enfants qui tentent d'échapper à des hommes violents? Comment assurera-t-on à l'application des ordonnances judiciaires?


Des " plans parentaux" mal définis auront pour effet d'accroître et non de réduire l'achalandage des tribunaux par les ex-conjoints en lutte. C'est ce que l'on constate déjà en Angleterre et en Australie, où des lois semblables ont été adoptées. (John Eekelaar, The Law Quarterly Review, 1996; Rhoades, Graycar et Harrison, " The Family Law Reform Act 1995, The First Three Years". Université de Sidney, 2000).


Oui, il est plutôt étrange de lire des références de style universitaire dans une chronique de journal. Mais chaque fois que j'aborde ce dossier, les justiciers auto-proclamés du lobby des pères se donnent le mot pour harceler de leurs cris l'ombudsman du Toronto Star en réclamant des preuves de la moindre statistique citée et en improvisant leurs propres chiffres pour me démentir.


Alors voilà. Sautez le reste de cette chronique si la question du divorce n'a aucun intérêt pour vous.


Les militants patriarcaux ont habilement créé un écran de fumée, tissé de clichés inexacts, de pseudo-anecdotes et de mensonges éhontés, pour s'approprier la sympathie populaire. Cliché numéro un : " Chaque enfant a droit à deux parents" et " Un enfant, il lui faut un père". Astucieux ça, de déguiser des prérogatives paternelles en " droits de l'enfant". Pourtant, cet énoncé n'a pas le moindre fondement scientifique, Bien sûr, un père affectueux est un bienfait pour n'importe quel enfant. Mais est-ce vrai pour n'importe quel père? Un ivrogne, un batteur de femme, un tyran, ou un masculiniste au comportement infantile? Un homme qui exploite les tribunaux pour harceler son ex-conjointe?


Je ne crois pas.


La " paternité essentielle" dont parle le lobby des pères est affaire d'autorité, de règles, de discipline stricte et d'hétérosexualité imposée. Ils extrapolent à partir des conditions des ghettos des grandes villes américaines pour affirmer sans ambages que " l'absence du père" est la source de tous les malheurs, de la délinquance à la promiscuité des jeunes filles.


Dans les faits, les sociologues ont établi de longue date que les familles monoparentales découlent surtout d'un contexte de pauvreté et de désespoir et que c'est cette pauvreté sans cesse aggravée qui est le facteur le plus nocif. (V.C. McLoyd, " Socioeconomic Disadvantages and Child Development", American Psychologist, 1998)


Judith Wallerstein, qui fait autorité aux États-Unis quant aux incidences du divorce chez les enfants, conclut d'une étude menée sur 25 ans : " Il n'existe aucune preuve empirique de liens entre la fréquence ou la quantité de contacts entre le parent non gardien et l'enfant et des résultats positifs chez l'enfant." L'absence de conflits, écrit-elle, pèse beaucoup plus lourd dans la balance. (Family and Conciliation Courts Review, 1998).


Malheureusement, la revendication de la garde conjointe obligatoire est pratiquement devenue un article de foi pour le mouvement des pères rancuniers. Pourtant, les études sont unanimes à dire que ce sont précisément ces gens-là qui, dans l'intérêt des enfants, ne doivent pas l'obtenir. Les couples très conflictuels placés en situation de garde conjointe ou partagée sont précisément ceux qui imposent aux enfants un état de guerre permanente. La Californie a été le premier territoire à adopter des lois sur la garde conjointe, mais elle a dû les modifier quand des effets néfastes ont commencé à se manifester. Les enfants de la minorité de parents aigris souffraient de dépression, de retrait, de troubles physiques et d'échecs sociaux. (Janet R. Johnston, Family and Conciliation Courts Review, octobre 1995)


La meilleure solution de garde pour ce " sous-groupe particulier", écrivait Johnston, est de " permettre aux parents de se dégager l'un de l'autre", une séparation stricte, dotée de plans de visite clairs et précis, avec le minimum absolu de prise de décision en commun.


Suis-je la seule à avoir le sentiment d'une catastrophe imminente? Selon le régime de " responsabilité parentale" du ministre Cauchon, les mieux ajustés des couples qui divorcent vont simplement continuer de faire ce qu'ils ont toujours fait, soit convenir mutuellement de dispositions de garde justifiées.


Par contre, les conjoints violents et les maniaques du contrôle vont être jetés dans le dédale des " plans parentaux". Les mères vont se retrouver avec tous les soins matériels aux enfants (même dans les cas de garde dite partagée, les mères en viennent à écoper de la presque totalité des soins; N. Marcil-Gratton et C. Le Bourdais, Enquête longitudinale nationale sur les enfants et les jeunes, 1999), tandis que les pères vont jouir d'un pouvoir juridique sans précédent de s'interposer dans les décisions prises sur presque tous les aspects de la vie quotidienne de l'enfant.


Les lobbyistes du droit paternel insistent, avec fureur, que tous les tribunaux sont biaisés et accordent automatiquement la garde aux mères.


Dans un rapport officiel déposé devant la Cour suprême de l'État du Massachussetts en 1990, des chercheurs ont reconnu avoir amorcé leur étude avec cette même perception d'un biais judiciaire en faveur des femmes. Ils ont constaté le contraire. (New England Law Review, 1990) Si la plupart des femmes conservent la garde physique de leurs enfants après un divorce, ce n'est pas par discrimination mais par consensus des parents. Lorsque des hommes s'adressent aux tribunaux pour obtenir la garde, on leur accorde une garde exclusive ou conjointe dans plus de 70 pour cent des cas.


La situation est depuis longtemps la même au Canada. Glenn Rivard, conseiller supérieur du ministère fédéral de la Justice, m'a à deux reprises confirmé, au cours des années 90, que, même si les statistiques officielles étaient dans un tel désordre qu'il était impossible d'y lire un portrait fidèle de l'ensemble des décisions judiciaires rendues partout au Canada, il était d'opinion bien informée que " lorsque des pères demandent la garde, ils l'emportent dans environ 50 pour cent des cas".


Les pères se laissent peut-être prendre à leur propre propagande.


Il n'est pas vrai non plus, malgré les histoires d'horreur qu'on nous clame, que la plupart des mères entravent malicieusement l'accès des hommes à leurs enfants. Selon la recherche, le déni d'accès n'est un problème réel que dans 2 à 5 pour cent des cas. (D. Perry, Canadian Research Institute for Law and the Family, Calgary, 1992)


Le problème beaucoup plus répandu est celui du père erratique ou entièrement absent qui déçoit ses enfants en n'exerçant pas ses droits de visite. Plus de 40 pour cent des parents disposant de ces droits ne voient que rarement ou jamais leurs enfants. (Évaluation de la Loi sur le divorce, Ministère de la Justice, 1990)


Et qu'en est-il de toutes ces horribles " fausses allégations" de violence sexuelle, réputées avoir détruit les vies de tant d'hommes, à en croire les sanglots et les cris des lobbyistes patriarcaux devant le tristement célèbre Comité mixte conjoint sur la garde et les droits de visite des enfants? Témoignages de pacotille. Une foule d'études démontrent que les fausses allégations se limitent à de 8 à 16 pour cent des cas (Professeur Susan Penfold, Revue canadienne de la femme et du droit, 1997). Et ce n'est que dans deux pour cent des cas que ces allégations surviennent dans le contexte de litiges acerbes de divorce. (Penfold, Id.)


Fait révélateur : 21 pour cent des allégations de violence formulées par les pères sont des mensonges délibérés, alors que les allégations des mères ne sont intentionnellement fausses que dans 1,3 pour cent des cas. (Nicholas Bala, Canadian Family Law Quarterly, 1999)


J'ai des tonnes d'autres statistiques mais, vous savez, j'en suis aussi saturée que vous. Il demeure que nous ne pouvons risquer de porter préjudice aux enfants en laissant le gouvernement céder face aux prétentions sans fondement du lobby des pères aigris.

FONTE: http://www.latribuduverbe.com/



Crianças
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TEXTE 2


posté le
21/02/06 à 09:23
par : lenfantdabord


Les enfants d'aujourd'hui ont besoin de notre protection
Oui, les enfants de parents séparés ont besoin de notre protection.

Si la majorité des pères se comportent avec tendresse pour leurs petits ( mais ceux-là ne demandent pas la moitié voire la totalité de leur enfant s'il est petit, ne le considèrent pas comme une propriété, un bien-objet) bien d'autres ne cherchent qu'à se venger de leur conjointe qui a "osé" les quitter et n'hésitent pas à se servir de l'enfant pour assouvir cette vengeance.

Dans ces cas là, beaucoup plus fréquents qu'on le dit, la médiation ne sert à grand chose.

Quand des pères et mères établissent une RA amicalement, c'est qu'il y a une confiance mutuelle due au fait que le père s'est bien occupé de son enfant avant la séparation. Si l'enfant ne supporte pas le rythme qu'on lui fait subir, le papa attentif et qui aime son enfant accepte de modifier le mode de garde, il aime trop son enfant pour lui faire prendre le moindre risque, et la maman n'a pas besoin de saisir la justice.

C'est pour cette raison qu'une grande majorité de pères ne demandent pas de RA tout en voulant voir leurs enfants régulièrement et pas seulement un week end sur deux.

Mais il en va tout autrement avec les autres. Et la justice, incapable aujourd'hui de savoir ce qui se passe derrière chaque situation leur donne souvent raison.
Et là c'est une catastrophe pour tous ces enfants devenus des otages.

Que se passe-t-il quand ces enfants sont tout petits ?

Ce ne sont jamais ces "pères" qui s'occupent d'eux mais la grand mère paternelle, la nouvelle copine qui se prend pour la mère bien qu'elle s'en défende, qui parle de "notre petit bout" lorsqu'elle parle de cet enfant, qui l'accopagne à l'école ou à la crèche ou va le chercher.
La qualité du lien mère-enfant les premières années de la vie dont on connait l'importance pour le restant de l'existence en est atteinte.

Il faut donc faire cesser cette maltraitance en imposant aux juges une grille de lecture des rythmes d'hébergement en fonction de l'âge des enfants et du contexte familial.

C'est ce que nous demandons et qu'a proposé la commission famille.

FONTE: http://forum.aufeminin.com/

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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