quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E SE FOSSE O MACHO A PARIR?

Vamos supôr que assim era.
Que tudo o que pertence à fêmea cumprir, pertenceria ao macho.

Suponhamos, pois, que o homem, há semelhança do que se passaria na maioria das espécies, carregaria no ventre a sua cria por nove meses, estabelecendo-se, desde então, um vínculo que os uniria por toda a vida.

Suponhamos que a cria, depois de nascer, ficaria dependente do ser que a transportou (no nosso exemplo, o homem), necessitando do seu alimento e, acima de tudo, dos seus cuidados e do seu afecto.

Suponhamos que uma cria assim tão pequena não possa passar muito tempo distante desta figura, entrando logo em stress (tal como se verifica, aliás, na Natureza).

Suponhamos que assim era.

Mas a mulher, sentindo-se discriminada, impunha-se.
Não é ela também progenitora?
Não é a cria 50% mãe?

Que culpa tem ela de ter nascido mulher, e de a natureza ter escolhido o homem para cumprir essa função?
Quem diz que as crias precisam mais do pai do que da mãe?

O que dirieis vós, senhores, sabendo que neste exemplo que vos dou a natureza mostraria que, apesar das fêmeas também serem progenitoras, nunca uma cria havia sido deliberadamente separada do macho, sob risco de lhe causar enormes traumas?

Suponho que o vosso discurso seria outro.
E se me garantis que não, estou certa que mentis.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O BODE EXPIATÓRIO

É aquele que carrega todos os males do mundo, tornando-se responsável (mesmo não o sendo) por eles.


WIKIPÉDIA:

Em sentido figurado, um "bode expiatório" é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar (sozinho) a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo (que geralmente não tenha cometido). A busca do bode expiatório é um ato irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas sem a constatação real dos fatos.


A busca do bode expiatório é um importante instrumento de propaganda. Um clássico exemplo são os judeus durante o período nazista, que eram apontados como culpados pelo colapso político e pelos problemas econômicos da Alemanha.

Os grupos usados como bode expiatórios foram (e são) muitos ao longo da História, variando de acordo com o local e o período. Os negros, os imigrantes, os comunistas, os americanos, a Igreja Católica, as igrejas não católicas, os "nordestinos no Brasil", as "bruxas", as mulheres, os pobres, os judeus, os homossexuais, os leprosos, os deficientes físicos e/ou mentais, os ciganos etc.



UM COMENTÁRIO MEU:

Nos tempos de hoje, as mulheres surgem novamente como bode expiatório.
São vistas como "alienadoras", no intuito de separar os filhos do outro progenitor (o pai).

O seu único pecado é amarem demais os seus filhos, a ponto de os querer proteger de todo o mal.

Certamente que existem outros bodes expiatórios, mas ninguém pode ignonar que as mães se transformaram num deles.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

DIZ-ME QUEM TU SEGUES, DIR-TE-EI QUEM ÉS!

Adolf Hitler, ninguém o duvida, era um louco.
Richard Gardner, caso não o saibais, também o foi.

Dizem que o primeiro se suicidou.
Fez ele muito bem.

O segundo, sabemo-lo, acabou com a vida.
Também não faz falta.

Porém, ainda há quem siga cegamente os ideais de Hitler.
Outros, não menos loucos, fiam-se nas teorias de Gardner.

Há os que ainda dizem "Heil Hitler!"
Outros que tais dizem "Heil Gardner!"


Pouca diferença faz.
Se os segues, forçosamente és um deles.

Espero que não seja o teu caso.






O QUE ELES DISSERAM, ESSES LOUCOS:


"Toda a propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir" (ADOLF HITLER)



sábado, 18 de dezembro de 2010

PAIS SEPARADOS DISFARÇAM-SE DE HERÓIS

São militantes de Fathers 4 justice e de outros movimentos de pais separados que reclamam (ou melhor, exijem) os seus direitos.
Porque eles querem ser os heróis na vida dos seus filhos.
Dizem que lutam pela justiça, e pelos interesses destes.

Mas um herói, tanto quanto sei, caracteriza-se essencialmente pelo seu altruismo e uma grande nobreza de carácter.
Não é o caso destes pais.
Ou pelo menos não é o caso da maioria.

Sem sequer falar da figura ridícula que fazem, estes pais têm tido atitudes pouco nobres e pouco altruístas.


Nunca um herói engendraria um plano para raptar o filho mais novo de Tony Blair, na altura com 5 anos, sem se preocupar minimamente com o que iria sentir a criança, vendo-se separada dos pais (principalmente da mãe).
Tudo para obrigarem o governo a aceitar aquilo que eles exijem.

Provavelmente, se o plano tivesse ido para a frente (não o foi porque houve quem o tivesse descobrido a tempo) este menino imaginaria que o pai, o seu super-herói, o viria salvar dos vilões e o levaria de volta para os braços da mãe.

Pais assim assemelham-se mais a anti-heróis, cujos actos revelam uma clara sede de vingança, servindo os seus próprios caprichos.

Um pai que pensa que é bom para a criança, muitas vezes de tenra idade, estar separada da mãe, e que consegue suprir a falta desta, pensa errado. Não aje por amor, e sim por ódio.

Para mim um autêntico super-herói é aquele pai que é capaz de passar por cima dos seus desejos em benefício dos filhos.
Um pai que não os abandona, mas que também nada impõe.

Uma difícil missão, eu sei.
Ninguém disse que era fácil ser super-herói.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CORRIDA CONTRA O TEMPO!

Mãe luta pela guarda da filha

Menina de dois anos foi entregue ao pai americano, que voltará aos EUAUma moradora de Araranguá, no Sul do Estado, corre contra o tempo para reverter a decisão da Justiça Federal brasileira, que no dia 17 concedeu a guarda da filha de dois anos ao pai biológico, um norte-americano de 24 anos que está no Brasil e voltará aos Estados Unidos com a criança no começo de outubro.

A mãe e o atual marido protocolaram uma apelação no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, mas se o recurso não for julgado favoravelmente até o encerramento do período de 15 dias para adaptação da criança com o pai, conforme determina a sentença, a recuperação da guarda pode se transformar em uma longa batalha jurídica nos tribunais dos dois países.

Essa disputa começou em 2008, quando a mãe, nascida em Brasília (DF), mas moradora dos EUA desde os três anos, deu à luz a criança na cidade de Cary, no Estado da Carolina do Norte. O pai biológico é o ex-namorado que não aceitou a gravidez e, segundo ela, havia sugerido o aborto. O casal teria vivido junto algumas semanas antes do parto, mas a brasileira voltou para a casa da mãe por causa do comportamento agressivo do companheiro.

Semanas após o nascimento da criança, a brasileira conheceu um operário de Criciúma. Eles se casaram e se mudaram para Araranguá, onde moram hoje. Na época, o registro de nascimento da menina só constava o nome da mãe e, chegando ao Brasil, foi feito um novo documento, com o padrasto assumindo a filiação.

Ainda em 2009, começaram a surgir os problemas com o pai biológico. Nos EUA, ele conseguiu a guarda provisória da criança e, com isso, fez o registro no nome dele. A disputa continuou no Brasil e, no dia 17, o juiz Germano Alberto Filho, da 2ª Vara da Justiça Federal de Criciúma, concedeu a guarda ao americano. O juiz está de mudança para Toledo (PR) e a Justiça Federal não informa os contatos ou telefones, por isso não foi possível falar com ele.

A sentença determina que pai e filha fiquem 15 dias no Brasil. Esse prazo encerra-se dia 2 de outubro e, a partir daí, o americano, pode retornar aos EUA com a criança. “Se ele voltar para casa com a filha, as coisas se tornam bem mais complicadas”, informa o assessor jurídico que representa o advogado da mãe da criança.

FONTE: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3052142.xml&template=4187.dwt&edition=15576§ion=2000






Duas questões apenas:

1º Terá o pai agido acertadamente?
2º Como terá ficado este caso?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

MÃE COM ESCLEROSE MÚLTIPLA LUTA PELA GUARDA DO FILHO!

Com esclerose múltipla, ex-paquita luta pela guarda do filho
7 de dezembro de 2010 11:08 Vanessa Correia



No Mais Você dessa terça-feira, 7 de dezembro, Ana Maria conversou com Louise Wischermann, a ex-paquita Pituxa do Xou da Xuxa, no fim da década de 80. Depois de 18 anos morando no Canadá, ela está de volta ao Brasil e enfrenta uma briga na Justiça canadense para ter o direito de morar aqui com seu filho Oliver, de 4 anos.

Louise, que possui esclerose múltipla, contou que durante a gravidez não teve o apoio do marido. “Ele não queria que eu engravidasse, pra tratar a doença, mas eu queria ser mãe mesmo assim”, revelou. Ainda sobre a doença, ela explica que seu tratamento é pago pelo SUS, Sistema Único de Saude, e por isso precisa morar aqui no Brasil. “Aqui eu tenho tratamento de graça. Lá não, eu pago por todos os remédios”.

A ex-paquita desabafou com Ana Maria. “Eu quero recomeçar minha vida no Brasil. Quero que o meu filho venha morar comigo aqui. Em momento nenhum quero afastá-lo do pai. Vou deixá-lo passar todas as férias com ele, mas quero o meu direito de mãe. Está tudo muito difícil… estou aqui há 15 dias e só consegui falar com o Oliver uma vez”, contou Louise.

Para dar mais detalhes sobre o assunto, a ex-paquita foi acompanhada do seu advogado, Bernardo Garcia, que está cuidando do caso aqui no Brasil. Bernardo explica que só o juiz canadense pode resolver o caso. “O Oliver é residente no Canadá, e nós não podemos fazer nada aqui, apenas acompanhar e trabalhar junto com eles. Espero que o juiz reconheça que o melhor para a criança é ficar com a mãe.”

FONTE: http://www.consuladosocial.com.br/?p=51830





Agora, eu pergunto:
No vosso entender, qual a melhor decisão num caso destes?

O DECRETO DO REI LEÃO!

Eu, rei de todos os animais e de todas as bestas (Homem incluído), ordeno que, a partir de hoje, se institua a Guarda Compartilhada como regra.

É sabido que a maior parte das nossas fêmeas fazem o grosso do trabalho, sendo elas a providenciar a caça e a ensinar as nossas crias a fazê-lo.

Quando estas são ainda demasiado pequenas, somos nós a fazer de babysiting (tal como se passa com a espécie humana) e, não estando o pai, a cria é deixada com outros elementos do bando ou da manada (tal como as crias dos humanos, que são deixadas em creches, a cargo de amas, ou mesmo, dos avós).

É tempo da mudança.

Doravante eu determino que as crias tenham dois ninhos ou duas tocas, consoante o caso. Enfim, dois lares.

Porque entendo que as crias precisam de ambos os progenitores, e não está escrito na Natureza que é a fêmea quem as deve guardar e educar.

Embora sendo eu um animal muito fiel, estou consciente dos casos em que as crias nem chegam a conhecer o seu progenitor, e está claro que essas crias correm um sério risco de não se desenvolverem de forma apropriada, guardando traumas que podem invalidar a sua vida futura.

É de todo o interesse, pois, que se faça essa mudança.
Sigamos o exemplo do Homem, bestial nas suas ideias e invenções.

Nós também podemos subverter a nossa natureza.
Melhor, podemos acabar com ela.

Assim vos fala o vosso rei.
Quem de vós ousar desobedecer, será punido.


[link=http://www.gifspiquis.com]
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[b]Mais recados? http://www.gifspiquis.com[/b]

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A REBELIÃO DOS TIGRES!

O que se passa na selva?
Aparentemente, uma rebelião dos tigres machos.



Assim fala um:

-Porque é que as fêmeas hão-de ter primazia sobre as crias, só pelo facto de serem elas a carregarem-nas no ventre e de as amamentarem?

Nós, machos, também sabemos cuidar das nossas crias tão bem como as mães, talvez até melhor!

Além disso,fomos nós que irrigámos o ventre delas, e as nossas crias, quando nascem, já não precisam mais daquela casca. Não tem que ser a fêmea a prestar-lhes, em exclusivo, todos os cuidados.

Elas dizem que o fazem porque lhes foi dado pela natureza.
Falam de instinto materno. Então, e o instinto paterno?

Elas falam do amor. Qual amor?
O amor materno não existe! Está provado.

Só por sermos machos, nós somos discriminados.
As crias ficam sempre com a mãe.

Não aceitamos mais esta derrota!
Guarda compartilhada, já!

E que as fêmeas sejam punidas ou internadas, pois são umas doentes e desiquilibradas. Só olham para o seu umbigo.
Fazem-se donas das nossas crias.

Elas que tenham cuidado, muito cuidado!
Elas agora já não fazem aquilo que querem e bem lhes apetece!
Ai não fazem não!

Já há uma lei que pune as mães que não forem bem comportadinhas,
e já se nota uma diferença no discurso e nas atitudes de algumas delas.


Por acaso somos alguns criminosos?
Porque não havemos de estar com as nossas crias tanto tempo quanto elas?

As crias são 50% nossas!
Não queremos menos do que 50%!


NOTA: Alguns dos termos aplicados foram emprestados do discurso de alguns seres humanos. Descubra quais.

Não percas o próximo post:
O DECRETO DO REI LEÃO!

[link=http://www.gifspiquis.com]
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[b]Mais recados? http://www.gifspiquis.com[/b]

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HOW MANY OF YOU HAVE BEEN ACCUSED OF PARENTAL ALIENATION?

That's the question.

I believe that there are many cases all over the world.
If you are one of them, no mater where you are from or where you live, please answer the sondage, in the right side of this page, over my profile.

In a simply way, the translation of the question is:


"Have you been accused of parental alienation?"
(Já foste injustamente acusado(a) de alienar os teus filhos do outro progenitor?)


If that is your case, the answer is:


Yes__
(Sim)



PLEASE, VOTE!

FOR OUR CHILDREN, VICITMS OF DECISIONS BASED ON UNFAIR ACCUSATIONS LIKE THIS ONE!
FOR THE CHILDREN WHO HAVE BEEN SEPARATED OF THEIR MOTHERS, SEEN AS ALIENATING PEOPLE.


We can not stand this situation any more.
It's time to end it.



ATTENTION:

1. There is now a PETITION/SONDAGE in France, for all french citizen and those who live in the country:

http://www.mesopinions.com/SONDAGE-SUR-LE-NOMBRE-DE-MÈRES-ACCUSÉES-D-AVOIR-ALIENÉ-LES-FILS-DE-LEUR-PÈRE-ET-DE-LEUR-FAMILLE-PATERNELLE-petition-petitions-f4ed0eb705644d9cce94e013648af52a.html

2. There is also one PETITION/SONDAGE in Portugal, for all portuguese citizen and those who live in the country:

http://www.peticaopublica.com/?pi=sondagem

domingo, 12 de dezembro de 2010

A FALÁCIA DOS 26-4 E OUTRAS IGUAIS!

Reli, ontem, a página da Associação 26-4.

Abstenho-me de comentar a forma como vem escrita. Retenho-me somente no TOM (faciLmente perceptível), e numa palavra que insistentemente podemos ler nessa mesma página: a palavra DERROTA.

Estes pais dizem-se discriminados por serem homens.
26 dias para a mãe e apenas 4 para o pai representa, para eles, um sinal de discriminação. Uma clara derrota.

Outros dizem -terei visto na página de uma outra associação- que não é certo que um pai que esteja preso possa estar com os filhos uma hora por semana, e que os outros -os inocentes- só os possam ver de 15 em 15 dias.

Se atentarmos melhor, poderemos constatar que estamos perante duas grandes falácias. Basta fazer as contas.

Comecemos, então, pelos famosos 26-4. Dito assim, parece haver, de facto, um desfazamento, privilegiando um sobre o outro (a mãe sendo a privilegiada).

Mas será, realmente, assim?

Considerando uma mãe que trabalha no horário normal (das 9 às 19h) e os filhos que passam boa parte do dia na escola ou na creche, temos que, durante a semana, essa mãe só estará com os filhos qualquer coisa como 5 horas diárias. Isto de segunda a sexta, portanto 5 dias. 5 x 5 dá 25.

Essa mesma mãe passará dois fins-de-semana com os filhos. Considerando que trabalha na manhã de sábado, tiremos 4 horas neste dia. Fica apenas o domingo, com as 24 horas completas. Isto se esta mãe não trabalhar por turnos, podendo-lhe calhar o fim-de-semana todo.

Retomando o exemplo que vos dou (tirando os turnos) temos que essa mãe passa 25 horas semanais com os filhos, às quais se juntam mais 44 horas nos fins de semana que lhe cabem. Isto dá, nas minhas contas, 188 horas por mês. Mais as 4 horas do final de dois domingos (dia em que o pai entrega as crianças à mãe) dá 196.

Passemos agora ao pai. Considerando que este pai também trabalha ao sábado, tirei as mesmas 4 horas. E porque o domingo nem sempre é completo, pois tem que as entregar à mãe, também aqui tirei 4 horas. Sendo dois fins-de-semana, temos, no total, 80 horas.

Em resumo, em vez de se dizer 26-4 (dias), o mais correcto seria dizer 196-80 (horas). Ou seja, visto em horas, a mãe vê os filhos pouco mais do que o dobro de vezes, em relação ao pai. Visto em dias, a mãe consegue estar com os filhos 6 vezes mais do que o pai, acrescido de mais 2 dias.

A diferença, vista em horas, não é assim tão grande. O desfazamento é irrelevante. Portanto, não cola.

Se considerarmos que este pai vê os filhos a meio da semana, regra geral à quarta, temos por aí mais 4 horas para esse pai. 4 x 4 dá 16. Logo, em vez das 80 horas, o pai passa a ter 96. À mãe calhará 180.

180-96 há-de, ainda assim, constituir uma derrota para os pais.
Porque não equilibrar?

Imaginemos, então, que o pai passa a estar com os filhos todos os fins-de- semana. Ganha mais 80 horas, que são tiradas ao tempo da mãe. O que faz 100-176, se não me falham as contas. Se tirarmos as quartas, fica 116-160. Ficaria invertido, privilegiando agora o pai.

Não sou muito boa a matemática, mas penso que as contas andarão por aí. O que conta aqui é perceber que estamos diante de uma boa falácia, como aquela que conta que um pai preso dispõe de uma hora por semana para ver os filhos, contra o outro pai que nada fez e que só vê os filhos de 15 em 15 dias.

Ora o pai preso vê-se confinado a uma sala nas 4 horas que dispõe por mês para estar com os filhos. O outro, aquele que se encontra livre, pode fazer o que quiser com os filhos nas 80 horas que lhe cabem!

Vejam lá a diferença que há de 1 hora contra 4 dias, isto é, 4 horas mensais (para o pai preso) contra 80 horas mensais (para os pais que não se encontram presos)!

As coisas são para ser ditas como elas são, sob risco de parecerem aquilo que não são. E parecendo uma coisa aquilo que não é, temos que admitir que não é mais do que uma outra falácia. Das boas, convenhamos.


Debrucemos-nos sobre o tempo que cabe à mãe, as iniciais 196 horas, particularmente as 5 horas que esta mãe dedica aos filhos de segunda a sexta. Por mais qualidade que a mãe dê a este pouco tempo que tem com os filhos, não supera a qualidade de tempo de um fim-de-semana em que não se tem que acordar cedo e despachar para ir para a escola e para o trabalho, em que os deveres podem ser feitos com mais calma, havendo mesmo lugar para o lazer, de preferência em família.

Eis porque toda a decisão, tendo em consideração o pouco tempo que a mãe passa com os filhos durante a semana, lhe confere dois fins-de-semana, sendo os outros dois gozados pelo pai.

Onde está, então, a derrota, se o pai dispõe de um mesmo tempo de qualidade que é dado à mãe, pois que durante a semana é bem difícil passar um tempo de igual qualidade?

Na verdade, no fim-de-semana que cabe ao pai, ele ganha 40 horas contra as 29 horas da mãe (as tais 25 horas mais as 4 horas que eu ponho no final de domingo, quando os filhos voltam para casa da progenitora).

Bem sei que estar sem ver o pai durante esses 15 dias pode ser difícil quer para este quer para os filhos. Havendo hipótese, não vejo porque não se lhe há-de dar mais abertura, mesmo que isso não esteja no papel.
Muitas mães o fazem. Muitas mesmo.

Mas nem sempre tal é possível, e não é impondo ao outro que se fica a ganhar. Não se pode aprisionar o outro à nossa vontade (eu aqui falo da mãe, que é impedida de se mudar de sítio, sendo que se decide fazê-lo ganha de imediato o rótulo de mãe "doente", "desiquilibrada", "egoísta" e "alienadora").

Um pai que diz "Consegui! Os filhos são meus!" e que pede uma oração pela "doente" da mãe -não vou mencionar quem, mas garanto-vos que o encontrei num site- é um pai derrotado. Contudo, esse pai canta vitória.

Não me parece que a lei do "cá se fazem, cá se paga" seja de gente que diz que faz tudo pelo bem dos seus filhos. Se algumas mães são "doentes" e "desiquilibradas", alguns pais não o são menos.


Mas se ambos -e eu friso AMBOS- forem suficientemente maduros, saberão encontrar a melhor solução para o seu caso. Sem imposições, mas com concessões de parte a parte, dentro das possibilidades de cada um.
Com boa vontade, tudo se faz.

O pai, nos dias que não está com o filho, deve fazer-se presente através de um telefonema ou pelo messenger. Sobretudo, é importante que a mãe o torne presente nas suas palavras e na sua atitude.

Um pai e uma mãe que sejam felizes, e que permitam ao outro a felicidade, são pais autênticos.

Não há vencedores, nem derrotados.
E os filhos serão, certamente, felizes.

Espero que TODAS as mães tenham isto em conta.
E TODOS os pais também.

No Superior Interesse dos vossos filhos.

P.S. Caso ainda tenha um tempinho livre, chamo, uma vez mais, a sua atenção para as PETIÇÕES e para a SONDAGEM que eu tenho na margem direita desta página. Uma assinatura ou um voto podem fazer uma grande diferença.
Porque muitas das decisões que agora se tomam, desdonsiderando as mães, não têm o verdadeiro propósito de atender aos interesses dos filhos. Assine, pois, as minhas petições e, se for o seu caso, vote na sondagem.

sábado, 11 de dezembro de 2010

LEI DA GUARDA COMPARTILHADA: UMA LEI DE GENTE MIMADA!

Estava eu agora a lembrar-me do caso daquela mãe que não se pôde mudar para os Estados Unidos com os filhos, para se juntar ao seu actual companheiro (de quem, aliás, esperava um filho, pois que se encontrava grávida).

O tribunal considerou que as crianças precisavam de ambos os pais. Não era bom separá-las do pai, com quem conviviam com frequência, da mesma forma que não seria bom para elas deixar de ver a mãe, com quem elas viviam.

Desconheço se a mãe acabou por ficar, obrigando o seu actual companheiro a vir juntar-se a ela ao Brasil (se é que, de facto, ele podia largar tudo, talvez mesmo outros filhos, para vir ter com a sua companheira, sujeito, também ele, a essa decisão). Desconheço se esta mãe acabou por se juntar ao companheiro, deixando os filhos atrás. Desconheço, mesmo, como ficou esta mulher, vistas as circunstãncias. Desconheço como ficou a relação dela com o companheiro.

Agora eu pergunto:

1º Terá este pai agido bem?

2º Não é também do interesse desta nova criança (acredito que já terá nascido) conviver com ambos os pais e os irmãos, e que todos se sintam felizes?

Em todos os textos que versam sobre a problemática da separação de um casal, e dos conflitos que esta pode originar, há um denominador comum, essencial para que a criança não seja a principal afectada. Fala-se, então, da MATURIDADE DOS PAIS.

Pede-se que pai e mãe consigam suplantar as suas atitudes narcísicas, e conversar com os filhos, no sentido de lhes fazer ver que eles não são de forma alguma culpados pela sua separação, e que um e outro continuarão a amá-los da forma que sempre amaram, aconteça o que acontecer.

Há que lhes explicar que as coisas não serão certamente iguais, mas que ambos farão tudo para os poupar a grandes sofrimentos, ficando garantido o contacto, mediante as possibilidades, com o outro progenitor (aquele que sai de casa).

Aquele pai que diz "NÃO QUERO ver os meus filhos de 15 em 15 dias! QUERO vê-los todos os dias! Guarda Compartilhada JÁ!" não revela a mesma maturidade que aquele que diz "Eu estou bem e feliz, se os meus filhos estiverem BEM e FELIZES, e eu puder estar com eles TANTAS VEZES QUANTO AS QUE FOREM POSSÍVEL".


Um pai que diga à sua ex-mulher, mãe dos seus filhos, que pode ir para onde bem queira, mas que estes permanecem com ele, e que não autorize a sua saída do país, revela, haveis de convir, uma atitude narcísica.
Meter uma pessoa entre a espada e a parede não me parece uma atitude muito madura. Não é de gente que se diz responsável.

No meu caso, em particular, tanto o meu ex-companheiro como o meu actual companheiro são oriúndos da mesma localidade. Dir-se-ia que temos tudo para estabelecer um modo de guarda compartilhada, ficando a minha filha mais velha a ganhar, pois que beneficiaria de um maior convívio comigo e com a sua (única) irmã.

Contudo, o meu ex sempre soube que eu não gostava de viver ali. Isso não o impediu, na altura da nossa separação, de me pedir insistentemente que eu ficasse, porque a menina também era filha dele. Coisa que eu fiz, aguentando dois longos anos, que me levaram a um estado depressivo.

Antes que o meu estado se agravasse, resolvi mudar-me. Não fugi, pois que ele estava informado dessa minha decisão. O resto da história, vós já conheceis (ler o meu perfil).

O meu actual companheiro sabe de tudo isto. Sabe que não tenho qualquer intenção de voltar a viver nesse lugar.

Entendo que a felicidade das minhas filhas não passa principalmente pela minha presença, mas por me verem psicologicamente bem e feliz. A minha mais velha não me vê tantas vezes quantas gostaria -por força de uma decisão que, ainda por cima, foi contrária aos desejos dela- mas vê-me em muito melhor estado do que aquele em que me via em outros tempos.

Não me parece que ver-me todos os dias em estado depressivo, talvez mesmo internada num hospital psiquiátrico qualquer, seja do seu Superior Interesse.

Se, porventura, o meu actual companheiro me faz o mesmo que o anterior, exigindo que eu vá viver para a terra dele, coisa que eu me recusarei terminantemente a fazer, quem de nós estará a ser egoísta? Eu, que velo pela minha saúde, por forma a que as minhas filhas sejam felizes, ou ele, que vela pelos seus interesses?

Como pode uma pessoa, que aje segundo os seus interesses, impingindo ao outro aquilo que ele sabe que irá prejudicar essa outra pessoa, educar os filhos? Não serão estes os maiores prejudicados?

No momento em que um pai souber escutar e compreender o outro, sem lhe fazer qualquer tipo de imposições, e ambos souberem transmitir a confiança aos filhos, respeitando a vontade destes e garantindo que ambos, pai e mãe, estarão presentes na sua vida -nos dias de hoje, com meios de transporte e tecnológicos à disposição, não há nada que, com boa vontade, não se faça-, mesmo que a presença de um não seja proporcional à do outro (há muitas formas de se fazer presente, mesmo estando ausente, até mesmo através das palavras do progenitor que tem a guarda, ao lembrar aos filhos o quanto o outro os ama), aí sim, teremos pais realmente maduros e responsáveis.

Ora, até onde me é permitido compreender, a lei da guarda compartilhada não reflecte -bem pelo contrário- esta atitude. Parece-me mais uma lei de meninos grandes mimados, habituados a terem tudo o que querem. Uma lei de gente narcísica e imatura.


Sem dúvida um reflexo dos nossos tempos.






SUGESTÃO:

Aconselho a leitura de um blog que eu acabo de descobrir.
http://pugnacitas.blogspot.com/2010/11/lei-cria-nova-doenca.html

(encontrei lá a resposta de um certo senhor que se dignou também a responder-me há dias, embora comigo não tenha sido tão "simpático")

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FAMÍLIAS RE-RE-RE-RE-RE-RE-RE-RECOMPOSTAS!

Não, não, não!

Aqui a baixinha (pois é, eu sou mesmo pequena, não vos tinha já dito?), não gagueja. E também não graceja.

Estou só a re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-re-reproduzir a realidade.

Repete-se a cena, vezes sem conta.
E como ficam as crianças, à conta disso?

Perante a minha experiência, e a experiência de tantas outras mães, confesso que ainda não me recompus.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COISAS DA MAIS VELHA E DA MAIS NOVA!

Hoje resolvi abrir este post. Porque há coisas que uma mãe gosta de guardar... particularmente certas coisas que os miúdos dizem.

Fui ao meu baú das memórias buscar estas.


A minha mais velha, quando tinha os seus 11 anos:

- Mãe, podes perguntar-me o que quiseres. Eu sei tudo.
(especifico que a rapariga falava de relações sexuais, e por aí fora)


A mais nova, quando íamos a caminho da escola:

- Mãe, vamos fazer uma corrida. Eu conto até 3 e quando fizer "clac" (demonstra-me com os dedos), começamos. 1...,2...,3...Clac.
(diz ela)




A mais nova ontem à noite (dia 9), quando lavava os dentes:

- Estou morta para ter 6 anos, para me caírem os dentes e ficar rica!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

AS FALÁCIAS DOS QUE DEFENDEM A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA!

Há uns dias atrás alguém me fez um comentário que, em tudo, se assemelha a uma falácia.

Não podendo contra-argumentar, tratou de usar um argumento "ad hominem":
atacou-me a mim, autora do post "LEI DA GUARDA COMPARTILHADA, UM MÉTODO DE CONTRÔLE DE NATALIDADE 100% EFICAZ!".

Poder-se-ia mesmo dizer que o discurso deste senhor raia a infantilidade ("argumemtum infantium"), como forma talvez -até pelo entrelaçado- de desviar a atenção sobre o assunto em questão (dizia eu nesse post que a médio ou longo prazo, senão curto, esta lei e a lei que penaliza a dita "alienação parental", produzirá, como efeito, uma baixa de natalidade, pois considero que, avisada, nenhuma mulher quererá passar pelo que outras estão a passar), sendo que usa de termos que visivelmente, têm o propósito de me rebaixar. Note-se que este senhor e um seu amigo me chamam de "pequena", com ideias "pequenas" e uma mentalidade igualmente "pequena".

E, na mesma proporção da minha pequenez, vem a grandeza do meu opositor, que faz questão de lembrar que é o homem quem "irriga" o ventre da mulher e que, contrapondo-se a esta, possuiu uns quantos biliões de neurónios a mais.

Noutros tempos eu teria inveja, muita inveja, do falo e dos neurónios do caro amigo.
Num tempo em que se acreditava que o homem colocava uma pessoa em miniatura (o espermatozóide) no corpo da mulher.
Mas os tempos são outros.

A minha filhota reflecte bem aquilo que eu digo, pois ela não se cansa de me dizer "eu adoro ser mulher!". Nâo a vejo a procurar substituir o que lhe falta através da maternidade. Pura e simplesmente porque não lhe faz falta nenhuma. Porém, vejo-a a ser mãe, e aposto que será uma mãe muito carinhosa.


O que o amigo diz, basicamente, é que:



1. A irrigação produz o filho.
O homem irriga.
Logo, o homem faz o filho.

(conclusão: a mulher empresta o ventre)




2. Mais neurónios significa mais inteligência.
O homem tem mais neurónios.
Logo, o homem é mais inteligente.

(conclusão: não existem homem estúpidos)



O que eu tenho discutido aqui é a Lei que, embora não imponha, institui como regra a guarda compartilhada. É certo que os pais tiveram em conta os casos excepcionais, nos quais esta lei não se poderá aplicar, pois, assim o dizem, toda a regra tem excepção.

O que não tiveram em conta foi a excepcionalidade de cada caso, que o torna singular. Não se pode, pois, conjugar no plural. Em vez da regra, que se aplique a excepção.

Uma lei assim torna-se falaciosa, pois que atinge a generalidade, quando só deveria aplicar-se a casos particulares. Torna-se duplamente falaciosa quando se toma o sucesso que teve num caso como garantia de que será igualmente bem sucedida em todos os outros.

Separa-se o casal, mas não os pais.
Até aí estou inteiramente de acordo.

Concordo que se deve minimizar ao máximo a experiência da separação, para que esta não se torne traumática para os filhos. Mas, como eu li algures, um filho quer ter ambos os pais juntos, em primeiro lugar. Não os podendo ter, quer vê-los a ambos felizes.

E é aí que a lei toca num ponto sensível, pois regra geral, um dos pais (por norma, a mãe) acaba por ser constrangido, provocando-lhe estados de ansiedade e depressão. Um dos pais não é feliz, logo o filho também não. E aqui não se trata de uma falácia, mas de algo que facilmente podereis constactar, logo dificilmente será contestável.


Como pode, então, esta lei ser bem sucedida?



Vejamos outras quantas falácias que o movimento de pais separados nos faz passar.



1º Dizem que esta lei se faz urgente, para permitir um maior contacto do pai com os filhos (do qual eu sou a favor, na medida do possível, o que, com boa vontade, é sempre possível), mas, sobretudo, para travar os casos de crianças atingidas pela SAP, uma síndrome que não é, relembro, reconhecida pela OMS. O discurso é repetitivo, com argumentos "ad nauseam", a ponto de nos fazer acreditar que assim é: se um pai diz que a sua ex é alienadora, então ela é. Logo, é urgente instituir uma lei que mude o comportamento destas.


2º Referem que a mesma já foi aplicada em outros países, como se a realidade de outros países se comparasse à nossa. Insistem mesmo que, nesses mesmos países, a lei tem dados bons resultados, quando na maioria das vezes é o contrário.


3º Apoiam-se em figuras de renome ("Argumemtum ad Verecundiam" ou "Magester Dixit"), tais como Richard Gardner, já falecido, ou o psicólogo Eduardo Sá. O primeiro defendeu pais pedófilos (facto comprovado, e mesmo admitido pelo próprio), o segundo chegou ao ponto de dar um veredicto sem mesmo ver a criança, veredicto esse favorável, claro está, ao pai (facto igualmente comprovado, e também admitido pelo próprio, no caso da FILHA ROUBADA).


4º Apelam ao povo,para reforçar a sua posição ("Argumentum ad populum")



5º fazem-se de vítimas, para obter a sua compaixão. Senão, repare-se nas imagens que por vezes usam, tais como a imagem da fotografia rasgada com a mãe e os filhos de um lado e o pai do outro, a foto de uma criança de olhos vendados,triste ou a chorar, e, numa outra, uma montagem com o pai sem braços, etc.
Depois, temos os slogans do tipo "Pai, não me abandones!".
Tudo isto se inscreve no que é denominado de falácias (ver Wikipédia).


6º Por vezes recorrem à força, por via das ameaças. Alguns políticos e especialistas, e até mesmo magistrados, de quem eles esperavam um apoio incondicional, já o experimentaram na pele.
Opera-se, nestes casos, a falsa dicotomia, em que predomina o pensamento de que, se não estamos do lado deles, então estamos contra eles.
Chamar nomes e ameaçar, é feio. Muito feio. Pergunto-me se gente assim, com uma tal linguagem e uma tal atitude -coisas que eu, apesar de pequena, evito- tem verdadeira CAPACIDADE para educar os filhos. Certo é que algumas destas pessoas, GRANDES na sua forma de dizer e de fazer as coisas, conseguiram a guarda. Como, não sei...

7º Rejeitam qualquer comparação entre a progenitora humana e as outras progenitoras da classe dos mamíferos (argumento válido), contudo recorrem a outras espécies de animais, na sua maior parte ovíporas, para reforçarem a tese de que uma partilha de funções é benéfica para as crias, ignorando ("argumentum ignoratium") que esta partilha tem por objectivo a sobrevivência de um maior número de crias. Um argumento que é, por conseguinte, inválido, pois que nada tem que ver com os mamíferos e os seus hábitos.

E por aí fora.
Contra os argumentos de uns, as falácias de outros.





De volta às falácias, vejamos:



1. Este é o pai do menino.
Ele abusou do filho.
Logo, todos os pais são abusadores.

ou

2. Esta é a mãe do menino.
Ela alienou o filho do pai.
Logo, todas as mães são alienadoras.



Por certo que há pelo mundo uns quantos pais abusadores e umas quantas mães alienadoras. A diferença entre uns e outros, é que, regra geral, o pai abusa intencionalmente do filho, ao passo que, regra geral, a mãe não aliena de forma intencional, sendo que em alguns casos ela o faz por força dos abusos que a criança sofre por parte do progenitor ou de alguém que é próximo a este.

Ora, porque nem todos os pais são abusadores, não se pode aplicar a todos uma mesma regra, que seria a de os afastar do filho. Da mesma forma, porque nem todas as mães têm a mesma atitude, e considerando aquelas que agem por força maior, não se lhes pode aplicar a todas a lei da guarda compartilhada, muito menos puni-las por algo que não fizeram ou que fizeram no interesse da criança, impedindo-as de se refugiarem junto da sua família, numa outra parte qualquer, com os filhos.


Deixemos, pois, de parte as falácias, e passemos a agir em conformidade com os verdadeiros interesses da criança, o seu Superior Interesse.



ATENÇÃO
Lê, e assina estas petições:

http://www.lapetition.be/en-ligne/non-limposition-de-la-rsidence-alterne-par-dfaut--4045.html

http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html

http://www.mesopinions.com/Pour-des-garde-fous-a-la-residence-alternee----petition-petitions-9623a6b237c2aec43b4bb2152913b9bc.html

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1902

Chamo a vossa atenção para as minhas outras petições, na margem direita desta página, e para todas as petições que se encontram a circular de mães que vos pedem ajuda, no seu caso particular. Casos em que não se pode estabelecer a regra.

Uma vez mais recomendo a leitura do meu post EM NOME DOS FILHOS OU "O RETORNO DA LEI DO PAI", onde Martin Dufresne denuncia, numa entrevista, os verdadeiros propósitos dos movimentos de pais separados. A não perder.




FONTE: Wikipédia

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A NOSSA ÂNCORA: ASSOCIAÇÃO DE APOIO A PAIS EM LUTO

Li há dias um post num blog que tenho vindo a seguir de uma mãe que perdeu o seu menino. Não sei em que circunstâncias nem em que idade, mas tudo me leva a crer que era ainda bébé.

É impressionante ver como esta mãe, que perdeu uma parte de si, se diz fortalecida na dor.

Não sei se porventura terá tido algum tipo de apoio, mas vejo-a percorrer a vida com uma força sobre-humana, que a nós se assemelha difícil de alcançar.

Admiro sem dúvida estes pais, particularmente as mães. Não desfazendo a dor de um pai, é certo que a dor de uma mãe tem sempre uma outra dimensão.

Seja como for, é importante que um ofereça o seu apoio ao outro, e que juntos prossigam da melhor forma o seu caminho, guiados por uma estrela que lhes é muito especial.





Na busca pelo assunto, eis que vim dar de novo à informação de uma associação que era já do meu conhecimento: a Associação A NOSSA ÂNCORA, uma associação de apoio a pais em luto.

Não sei se ainda continua em actividade. Se assim for, é de todo o interesse que esta associação se faça conhecida, particularmente dos pais que acabam de perder um filho, e mesmo de pais que já o perderam há alguma tempo, mas ainda não conseguem lidar com a dor (porque ainda não fizeram o luto) ou que queiram partilhar a sua experiência com outros pais.

Talvez esta mãe de que vos falei a conheça, talvez não. O seu contributo é certamente valioso.


Evidentemente, sendo, pelo que li, uma associação que conta com o voluntariado, necessita de todo o apoio que possam dar para continuar a existir. Não vi em parte alguma nenhum pedido de ajuda nesse sentido -pelo menos não no ano que decorre- nem sei mesmo como se encontra a sua situação.


Trago-vos este texto que retirei do seu site:



Há muitos dias no ano que são ocasiões muito especiais para os pais em luto. O aniversário de nascimento e da morte do seu filho ou filha, o Natal, o Dia do Pai ou Dia da Mãe, os dias de Todos os Santos e Ano Novo, aniversários onde se junta a família e tantos outros, trazem à memória saudosas recordações do passado e a perda de celebrações futuras.



"O nosso filho poderia ser ... hoje"



Escrever um poema, uma carta ou uma memória sobre o vosso filho ou filha, nestas ocasiões especiais, pode ser uma boa terapia, para a fragilidade e a vulnerabilidade em que se encontram.
Continuar a recordar não é loucura nem morbidez mas sim sentimentos que têm de vir à superfície para continuarem equilibrados, sãos de corpo e de espírito. O caminho tem de ser percorrido com dor, raiva, negação e, por fim, aceitação e as recordações fazem parte desse percurso. É chorando mas também sorrindo a essas recordações que se aprende, conscientemente, a unir o passado no presente e de projectar o presente no futuro.
Dar sentido à vida após a morte de um filho ou filha é muito difícil. Ser perseverante no querer transportar a vivência passada com eles é humano. Que as recordações não sejam um peso mas sim um orgulho muito terno de os terem conhecido e amado, amor esse que nunca será finito.
A coragem da reconciliação com a Vida, amar tudo o que se viveu, o querer da mente de continuar a absorver o que existe, a liberdade de viver o quotidiano é prosseguir amando um todo. Assim podem lembrar, chorar mas também sorrir olhando com Esperança o Amanhã.

FONTE: http://www.anossaancora.org/



[link=http://www.recados-animados.com]
[/link]

[b]Mais recados? http://www.recados-animados.com[/b]


Lê, e assina a petição:

MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300

Visita o blog da Kristininha:
http://kristininhanacozinha.blogspot.com

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DO MITO AO INCONSTESTÁVEL!

"Durantes vários séculos de nossa história, a função dada às nossas mulheres foi a de dona do lar, obediente ao marido e responsável pelo cuidado dos filhos. Segundo Novais e Sevcenko (1998), essa forma de educar nasceu de uma crença que a natureza feminina dotava de uma predisposição biológica pra as funções da vida do lar que consistia em casar, gerar filhos para a pátria e plasmar o caráter dos cidadãos de amanhã. Concordando com os autores, Coelho (1995) afirma que “Ser mulher é ser mãe, ser mulher é ser amada por um homem, este é o modelo da nossa cultura judaico-cristã”.
Dessa forma, a mulher nunca pôde, em definitivo, entrar no mercado de trabalho, realizar tarefas fora do lar ou comandar as despesas da família. Tudo fora de casa estava delegado ao homem. Assim, se ao marido cabia prover a manutenção da família, à mulher restava a identidade social como esposa e mãe, como afirmam Novais e Sevcenko (1998).
O papel secundário dado à mulher durante séculos proporcionou-a encontrar formas de superação diante dessa anulação dentro da sociedade. Inventar novas formas de vestir e de se comportar, foram caminhos encontrados pelo ser feminino de se auto afirmar e de participar da vida social de maneira mais relevante e visível.
Assim, Freud (1933) destaca as três saídas ao ser feminino: “Inibição da Sexualidade”, onde sentindo-se diminuída, abdica da sua sexualidade e entra no caminho da neurose, o que ele chama de impotência psíquica; “Complexo de Masculinidade”, onde a mulher espera conseguir
um pênis para si e se coloca de uma maneira semelhante ao homem imitando seus gestos e gostos; “Desenvolvimento Normal”, no qual as perdas da infância abrem caminhos para a identificação feminina, ou seja, a maternidade. Coelho (1995) resume as teorias de Freud de forma bem simplificada afirmando que existem três saídas para ela (a mulher): desistir da sexualidade, desejar um pênis para si, ou se vestir com a feminilidade... e com isto conseguindo entrar no meio social."

FONTE: http://fido.palermo.edu/servicios_dyc








Quando Freud divulgou as suas teorias, tendo por base o mito de Édipo e outros mitos, estava-se então no "loucos anos 20". Anos marcados pela guerra, pela crise económica e pela emancipação da mulher.

Sendo o psicanalista de origem judaica, onde ainda hoje predomina o patriarcado, não me parece que tenha aceitado muito bem esta busca da mulher em se identificar com o homem, aquilo a que ele chama de "complexo de masculinização". A mulher, aos seus olhos, toma uma imagem "neurótica", por vezes "histérica". Não admira, tendo em conta a opressão que ainda vivia, não esquecendo a TPM, que, na altura não seria, assim o creio,muito bem compreendida. Atrevo-me a dizer que seria mesmo ignorada.


Sendo um especialista da psique humana, Freud pareceu ignorar os muitos anos em que a vontade da mulher foi escrava da vontade do homem. Insiste em dizer que a mulher, no seu inconsciente, se sentiria castrada, e teria inveja do falo do homem, quando na verdade a mulher apenas sentia inveja da posição que o homem ocupava, uma posição a que ela, por ter nascido mulher, não podia aceder. Evidentemente que , para tal, teria de abdicar da sua sexualidade. Teria de se transformar em homem. Eis, então, que ela tenta adquirir os mesmos direitos e os mesmos hábitos que este.


O grande psicanalista, querendo reforçar a sua ideia, afirma que a mulher busca na maternidade a recompensa pelo membro que inveja, mas não pode ter. Ora, como vimos no texto acima, e é sabido por todos, a maternidade era, até então, a única forma de a mulher se fazer reconhecer pela sociedade. Não se trata, pois, da busca de uma recompensa. Trata-se daquilo que lhe é permitido. Tão somente.

Não me parece que em grupos sociais onde a mulher é respeitada tal como ela é, tendo mesmo um papel superior, se encontre uma que seja que inveje o falo do homem e procure na maternidade aquilo que lhe falta. Não tem razões para isso. Já aí se pode ver a diferença.

Cabe, assim, concluir que, pela história da mulher ao longo dos tempos, e pelo pouco que se conhecia da sua fisiologia e da sua psique, se construiu o mito da mulher que busca no filho a extensão do corpo que lhe falta, o falo.


O que Freud não compreendeu, outros o podem fazer, desmistificando a imagem da mãe fusional, que receia perder o membro que conquistou (o filho).


Contudo, nem mesmo ele pôde negar o incontestável:

"Há muito mais continuidade entre a vida intra-uterina e a primeira infância do que a impressionante cesura do ato do nascimento nos permite saber"

(FREUD, 1926).



Fonte: http://www.webartigos.com/articles/37182/1/PSIQUISMO-FETAL-CONSIDERACOES-SOBRE-A-INFLUENCIA-DAS-EMOCOES-DA-MAE-NO-DESENVOLVIMENTO-DO-FETO/pagina1.html#ixzz17KMnEf3z


Nota: entenda-se a "cesura" pelo momento em que se corta o cordão umbilical, no acto do nascimento. Quer isto dizer que o vínculo mãe-filho permanece por toda a vida.



Muitos especialistas relatam que os seus pacientes, por vezes, adoptam uma atitude fetal. Significa que a vivência intra-uterina e da primeira infância é marcada, essencialmente, pela mãe. E é ela -isso também eles não negam- quem faz o pai, através do seu discurso e das suas atitudes. Se o pai é aceite pela mãe, então ele também será aceite pelo filho. Porque este, nos seus primeiros tempos de existência, só vê pelos olhos da sua mãe.

Ela é o seu mundo, o seu primeiro amor.
Deles, e delas também.

Assim, mesmo que a mulher, numa altura da vida, se volte para o pai (num reconhecimento do seu oposto, que lhe servirá de modelo na busca de um companheiro, à semelhança do que acontece com o rapaz em relação à sua progenitora), o seu primeiro amor terá sido a mãe.

E como eu vos disse há dias, num outro post, o primeiro amor nunca se esquece. Acompanha-nos pela vida fora.

Se a inveja do falo é um mito,
o Vínculo Materno permanece incontestável.



Deixo-te estas duas petições:

- MAIS CUIDADOS MATERNOS, POR UM FUTURO MELHOR! em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300

- PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE! em
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575


Lê, e assina.


Post-Scriptum - Venho eu a confirmar hoje, dia 7 de Dezembro, aquilo que eu havia dito aqui ontem. Garanto-vos que desconhecia que outros haviam já feito a mesma crítica. Prova de que não sou apenas eu a dizer certos "disparates".



"Uma das mais severas críticas sofridas pelo método psicanalítico foi feita pelo filósofo da ciência Karl Popper. Segundo ele, a psicanálise é pseudociência, pois uma teoria seria científica apenas se pudesse ser falseável pelos fatos.

Um exemplo é a teoria freudiana do "Complexo de Édipo". Freud afirmava que esse complexo era universal, mas com que base de dados chegou a essa conclusão? Na época da formulação da psicanálise, a sua "amostra" era bastante limitada; parte dela vinha de sua experiência subjetiva (a sua "auto-análise" precedendo a publicação de A Interpretação dos Sonhos) e da sua prática clínica, feita na maioria das vezes com pacientes burgueses de uma Áustria vitoriana. Ou seja: uma amostra retirada de contextos bem específicos e que não podem fundamentar a universalidade pretendida pelo autor."

FONTE: Wikipédia

domingo, 5 de dezembro de 2010

QUANDO OS FILHOS MATAM O PAI PARA DEFENDER A MÃE!

Quando os filhos matam o pai para proteger a mãe

por RUTE COELHO, ALFREDO TEIXEIRA e JOANA CAPUCHO



Três mães, de Oeiras, Porto e Aveiro, contam como os maridos que as agrediam foram assassinados pelos próprios filhos. Hoje, olham para trás e não lamentam o crime cometido

São jovens que fintaram a ordem natural da vida e não chegaram a ver os pais morrer na velhice. Num impulso, mataram o homem que agredia a mãe. A justiça condenou-os pelo homicídio depois de analisadas as atenuantes do crime. No coração das mães, estes filhos parricidas estão perdoados. Cumpriram o desejo mais íntimo delas, o de que o agressor morresse, como explica um psicólogo.

"A morte do meu marido foi um alívio", descreve ao DN Isaltina Ramos, 41 anos, vítima de violência doméstica por mais de duas décadas. Todas as semanas, esta mulher desloca-se ao local que é agora o centro da sua vida: o Estabelecimento Prisional do Linhó, Sintra. Vai visitar o filho, Carlos Ramos, 23 anos, que está a cumprir pena de nove anos de prisão pelo homicídio do pai.

Na noite de 27 de Janeiro de 2009, na casa da família em Porto Salvo, Oeiras, acabou de forma trágica um ciclo de violência doméstica que afectou uma família inteira. O pai, alcoólico, que batia na mulher e nos três filhos, foi assassinado pelo seu filho mais velho.

Carlos, então com 22 anos, discutiu com o pai, que vinha alcoolizado e até o terá ameaçado com uma catana. O filho, num impulso, agarrou num machado e desferiu-lhe um golpe mortal na cabeça. Isaltina não assistiu ao momento de horror. "Eu tinha saído de casa há um mês e estava refugiada no apartamento da minha patroa. O Carlos é que nunca quis deixar a casa com medo que o pai a destruísse numa das suas fúrias quando chegava bêbedo. Os meus dois filhos mais novos, hoje com 9 e 18 anos, já viviam em casa do meu pai."

Mãe destroçada e vítima reiterada, Isaltina acalenta sentimentos mistos, entre o "alívio" pela morte do agressor e a "pena" pelo futuro do filho, que fica "marcado no cadastro e pela sociedade".

A noite do crime ficará para sempre imprimida na sua memória. "Fui eu que limpei o sangue todo da casa, do tecto às paredes. Foi um choque quando a polícia foi a casa buscar o meu filho."

Carlos foi condenado no tribunal de Oeiras a nove anos de prisão. Em tribunal declarou: "Foi umclique que me fez matar o meu pai." Esgotou os recursos até ao Supremo Tribunal de Justiça, que manteve a sentença da primeira instância.

No último mês foi transferido do Estabelecimento Prisional de Caxias para o E. P. do Linhó.

"Eu estou a morar na minha casa. Na casa onde tudo aconteceu", conta Isaltina. Nem Carlos nem a mãe tiveram, até agora, qualquer apoio psicológico que os ajudasse a superar o trauma vivido. O apoio psicológico - antes e depois da condenação - é fundamental nestes casos, concordam o psicólogo Daniel Cotrim e o ex--bastonário dos Advogados, Rogério Alves.

Carlos Ramos cresceu num ambiente de violência e habituou-se a ser o protector da mãe. "Com 5 anos começou a levar porrada do pai porque já me queria defender das agressões." Isaltina, que agora se desdobra a fazer limpezas para sustentar a família, garante ter feito "várias queixas" contra o marido agressor na PSP, a primeira das quais há 20 anos. Chegou a ser esfaqueada pelo marido e queimada com pontas de cigarro. O drama doméstico foi num crescendo. Até ao "limite extremo" atingido pelo filho.

Chora a noite toda. João Carlos Pereira Pinto nunca afirmou estar arrependido, mas ainda hoje por vezes é surpreendido pela companheira a chorar na cama e anda sempre com a fotografia do pai na carteira. Nunca mais esquecerá a noite de 15 de Janeiro de 1993, quando matou o pai com quatro facadas, em casa, na Rua Nova do Monte Xisto, em Guifões, Matosinhos. Tinha apenas 19 anos quando cometeu o crime.

Foi condenado a seis anos de prisão, mas cumpriu apenas três anos e oito meses de pena. Actualmente, está em França. Tem duas filhas, uma com 14 anos, fruto de um anterior relacionamento, e uma bebé de cinco meses.

"Ultrapassei bem toda esta tragédia porque a minha vida era o inferno", conta a mãe de João, Margarida Pinto, de 59 anos. Com Agostinho Pinto esteve casada 22 anos. Tiveram nove filhos. "Foi uma vida de muita pancada, de maus tratos, físicos e verbais", conta Margarida, tapando a cara com as mãos. Está sentada à mesa da sala de jantar. Em cima do aparador está a fotografia do marido.

Agostinho "nunca foi um pai afectivo". Homem trabalhador, de 45 anos, tinha problemas com o álcool e era obsessivo com os ciúmes. Foram anos de tortura.

"Chegava a casa com os copos e eu e os filhos é que pagávamos." Era negociante de gado. A mulher deixou o emprego para cuidar da casa, dos filhos e do campo.

Sempre que regressava das feiras, alcoolizado, agredia Margarida. A mulher chegou a apresentar queixa por maus tratos, até deixou uma vez a casa com os filhos, mas regressou.

Na noite fatídica, Agostinho discutiu com a mulher. "Queres uma casa? Esta não te chega?", gritava, irado. Um dos filhos foi chamar João Carlos, que estava em casa de um vizinho. Quando regressaram, tiveram de partir uma janela porque o pai tinha trancado todas as portas. "Por azar, estava uma faca em cima da mesa e o João pegou nela. Foram quatro facadas", afirma a mãe.

"Se o meu marido fosse vivo, os meus filhos já nem se conheciam uns aos outros. Hoje, estão todos perto de mim."

Fernanda Couto, agora com 63 anos, recorda com tristeza a tragédia que, a 14 de Agosto de 1994, destruiu a sua família e chocou Soutelo, na freguesia da Branca, em Albergaria-a-Velha. Durante quase 20 anos, a mulher foi vítima dos maus tratos do marido que, constantemente, levavam à intervenção do filho mais novo, António Augusto.

Naquela noite, o filho, de 21 anos, envolveu-se numa luta com o pai, Daniel Nogueira, que culminou na morte do pai.

Um desfecho que até era previsível. "O meu marido batia-me e o meu filho revoltava-se e metia-se no meio para me defender", conta Fernanda Couto, ao DN. Foi assim durante todo o casamento. "O meu marido sempre me tratou mal. Tinha problemas com o álcool e andava com outras mulheres".

Ao fim de 19 anos de casamento, Fernanda e Daniel divorciaram-se, mas o homem, na altura com 44 anos, recusava-se a sair da casa que era propriedade da sogra.

Na noite quente de 14 de Agosto, António e o pai foram a uma festa numa localidade da freguesia. Os problemas começaram na festa, onde o homem, já alcoolizado, terá danificado o carro do filho, levando à intervenção da GNR. Quando ambos chegaram à porta de casa, a discussão ia acesa. "O pai tinha um pau e ia atirar--lhe uma pedra. O meu filho pegou no pau para se defender e acertou-lhe com ele na cabeça", esclarece Fernanda. O homem foi conduzido ao hospital de Aveiro, onde acabou por falecer.

Fernanda Couto sublinha que o filho "agiu em legítima defesa" e diz que o ex-marido tentou matar António algum tempo antes.

Depois do divórcio, Fernanda só desejava que Daniel saísse de casa para o seu martírio acabar. "Entretanto, a namorada do meu filho engravidou e ele trouxe-a para nossa casa. Foi quando o problema se tornou maior, porque eu tinha alguém a fazer-me companhia", disse ao DN. António Augusto, o mais novo de três irmãos, esteve dois anos preso pelo homicídio do pai.

Carlos, João e António praticaram um crime contra naturam, mas já eram vítimas antes disso.

In DN

FONTE: http://vagueando.forumeiros.com/noticias-frescas-em-cima-da-mesa-f5/quando-os-filhos-matam-o-pai-para-proteger-a-mae-t24014.htm







Mas não se pense que são apenas os filhos a cometer este crime. As filhas também saem em defesa das mães, como podeis ver no caso que se segue.


Tragédia

Filha mata o pai após intervir em briga com a mãe
Publicada em 24/03/2010 às 20h21m
Dicler de Mello Souza e Fernanda Badioti

VOLTA REDONDA e RIO - A advogada Marina da Silva Motta, de 25 anos, matou com dois tiros o pai, o empresário do ramo de carnes Arthur Motta Filho, de 50 anos, numa tentativa de defender a mãe, Denise Cristina Bossoli Silva, de 45 anos, que estava sendo espancada pelo ex-marido. A jovem fugiu logo depois da morte. O advogado Paulo Ramalho, que a representa, informou que a cliente irá se apresentar na delegacia nesta quinta-feira. Ainda na noite desta quarta, Marina da Silva será atendida por um psiquiatra, pois ela estaria muito abalada com o que ocorreu, acrescentou o advogado.

No porta-malas do carro de Arthur, que estava estacionado na frente à casa da família, na Avenida Dom Pedro II, no centro de Porto Real, no Sul Fluminense, foram encontrados R$ 2 mil e vários cheques. Policiais do 28º BPM (Volta Redonda) apreenderam ainda o revólver calibre 32, que Arthur portava antes de ser desarmado pela filha.

O homicídio aconteceu por volta das 4h da madrugada desta quarta-feira. O tio de Denise, Cláudio Bossoli, que mora com Arthur, contou que ele invadiu a casa da ex-mulher armado com um revólver. O empresário já teria chegado atirando e ameaçando Denise com a arma. A filha mais velha do casal conseguiu desarmar o pai, disparando dois tiros que o atingiram nas costas e no peito.

De acordo com a polícia, o pai era viciado em crack e agredia constantemente a filha e a ex-mulher. Ele já teria sido internado numa clínica de recuperação para viciados. Na 100ª DP, há vários registros de violência doméstica que teriam sido praticados por Arthur, principalmente contra a ex-mulher. O corpo do empresário será enterrado nesta quinta-feira em Passa Quatro, no sul de Minas Gerais.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/03/24/filha-mata-pai-apos-intervir-em-briga-com-mae-916160037.asp


O MEU COMENTÁRIO:

Nunca se sabe se o mito de Édipo não terá tido, como pano de fundo, uma realidade semelhante a estas que aqui foram descritas.

Nestes casos, estava escrito que, mais cedo ou mais tarde, havia de acontecer uma tragédia. Os filhos rebelaram-se.

A violência doméstica, bem o sabeis, não é de agora. Enquanto houver, outros pais sucumbirão às mãos dos próprios filhos.

Não é preciso que um oráculo no-lo diga. É a fatalidade.
Aos meus olhos, que não são cegos, o verdadeiro mito de Édipo.

LEI DO CARMA: CONFORME AGIRES, ASSIM O TERÁS!

Trouxe este texto de um outro site, porque acredito que um dia destes o feitiço se há-de virar contra o feiticeiro. Falo de quem defende a lei da guarda compartilhada- que não a impondo, a estabelece como regra- e a lei que pune aqueles que se virem acusados, mesmo que injustamente, de alienar os filhos do outro progenitor.

Conforme agires, assim o terás.
Eis a lei do Carma.







TEXTO
Há milhares de anos, em um dia de outono, dois amigos viajavam a pé por um caminho que atravessava um belo bosque. De repente surgiu diante deles um urso faminto, ameaçador, pronto para atacar.

Sem pensar por um só instante, um dos viajantes subiu rapidamente a um dos galhos mais elevados de uma árvore próxima. O outro, sozinho diante da fera e ameaçado pelo sentimento de pânico, lembrou de algo decisivo. Tempos atrás, tinha ouvido que um urso não se alimenta de cadáveres.

Atirou-se então imediatamente ao solo e fingiu-se de morto. O urso chegou até ele e colou o focinho ao corpo aparentemente sem vida. Durante alguns segundos, cheirou o rosto e as orelhas, enquanto o homem continha a respiração. Sacudindo a cabeça, aparentemente decepcionado, o urso desistiu e afastou-se. O perigo havia passado. O homem ergueu-se lentamente do chão, sentindo uma perfeita calma. Seu colega desceu da árvore, aproximou-se com ar curioso e perguntou:

“Quando você estava deitado, o que foi que o urso disse ao seu ouvido?”

“Na verdade, ele me deu um conselho”, foi a resposta. “Na linguagem dos ursos, ele me disse com jeito amável: ‘jamais deves viajar em companhia de amigos como esse aí da árvore, que te abandonam a toda velocidade quando estás em perigo’.

A fábula acima é de Esopo. Ela ilustra o fato de que as adversidades são úteis para testar a sinceridade dos nossos amigos. As derrotas e situações de perigo podem ser muito desagradáveis, mas, pelo menos, elas nos permitem conhecer a verdadeira solidez dos nossos laços de afeto. “Amigos na dificuldade, amigos de verdade”, diz um antigo ditado inglês.

Encantando velhos e crianças há 25 séculos, as fábulas de Esopo têm uma mensagem radical e poderosa. Elas refletem a vida como ela é. Revelam com lucidez implacável os jogos de dissimulação, e colocam em cima da mesa, para que todos vejam, a ambição, o medo e a inveja que ameaçam cada alma em sua jornada pela vida. Mas também revelam as qualidades positivas que permitem a libertação espiritual.

Uma fábula é uma história carregada com simbolismo, que traz em si uma lição de vida e na qual os animais possuem o dom da fala. Esopo é o fundador do gênero, e suas fábulas reúnem três atributos principais: são curtas, belas e úteis. Elas nos ensinam, entre outras coisas, que a vida é um dom de supremo valor; mas que viver é perigoso, e que, por esse motivo, cada alma deve desenvolver ao máximo virtudes como atenção, vigilância, coragem, prudência e equilíbrio.

A vida de Esopo não é uma mera suposição. Ele existiu de fato, e é citado por Platão, Aristófanes, Xenofonte e Aristóteles. Mas os detalhes da sua vida, esses, sim, são mais lendários que literais. Os diferentes relatos são contraditórios. A biografia mais detalhada dele, escrita por Planudes, é considerada fantasiosa. É verdade que La Fontaine adotou como válida a narrativa de Planudes, mas parece ter feito isso por seu valor como lenda.

Calcula-se que Esopo tenha nascido em torno de 620 antes da era cristã. Escravo, gago, com o rosto deformado por uma extrema feiúra, Esopo era dotado de uma extraordinária sabedoria prática. Os deuses curaram sua gagueira. Por causa do seu talento, acabou sendo libertado por seu dono. Então o ex-escravo foi para Atenas, e ali dedicou-se a defender as pessoas pobres e humildes. Usava suas fábulas para denunciar a hipocrisia dos poderosos e para desmoralizar os procedimentos injustos das elites. Há uma fábula que ilustra bem esse ponto:

Um dia, o leão, o asno e o lobo decidiram sair juntos para caçar. Ficou combinado que qualquer coisa que eles obtivessem seria dividida entre os três. Depois de matar um cervo de bom tamanho, eles resolveram fazer uma grande refeição. O leão pediu ao asno que repartisse a carne. O asno dividiu a comida em três partes iguais e convidou os amigos a servirem-se. Mas o leão, indignado, atacou o asno e o reduziu a pedaços. Em seguida, voltando-se para o lobo, o rei dos animais pediu gentilmente que ele fizesse a divisão em duas partes. O lobo juntou todo o alimento em uma única grande pilha, deixando de lado apenas uma minúscula parcela para si mesmo.

“Ah, meu amigo”, disse o leão, “como você aprendeu a dividir as coisas de maneira tão justa?”

“Foi fácil! Bastou que eu visse o destino do nosso amigo asno” – explicou o lobo.

Uma lição da fábula acima é que “não se deve confiar demasiado no sentido de justiça dos poderosos”. No Brasil, essa história de Esopo deu origem e inspiração à imagem do Leão como símbolo da Receita Federal, que cobra impostos da população brasileira. Vem dela a expressão “a parte do leão”.

Outra conclusão da história é que “é melhor aprender com os erros dos outros (como fez o lobo) do que com os nossos próprios erros”.

De fato, o sábio procura tirar lições dos fracassos alheios. Quem tem alguma sabedoria aprende com os seus próprios erros (quando eles não são fatais), mas o tolo completo não é capaz de aprender nem sequer com as suas próprias derrotas.

Devido ao seu discurso irreverente em defesa dos mais fracos e da verdade, Esopo não demorou muito a chamar atenção de Perístrato, dirigente de Atenas que era inimigo da liberdade de pensamento.

Em 564 a. C., o contador de histórias foi acusado de sacrilégio pelo oráculo de Delfos. Em sua defesa, Esopo contou a fábula da águia e do besouro, afirmando que os privilegiados devem respeitar os direitos dos mais fracos, porque os abusos de poder são sempre punidos pelos deuses.

Diz a fábula:

“Uma lebre, perseguida pela águia, pediu refúgio na casa de um besouro. O besouro, valente e generoso, decidiu defender a lebre e disse à águia: ‘Em nome de Júpiter, você deve respeitar o direito de exílio. A lebre agora é minha hóspede.’ Ignorando a argumentação, a águia jogou o besouro a um lado e devorou a lebre de imediato. Magoado, o besouro decidiu não dar trégua à opressão da águia. Ele foi até o ninho da águia e jogou os ovos dela no chão, um a um. Não havia nisso uma vingança pessoal, mas uma luta em favor dos mais fracos. A águia construiu um segundo ninho, bem mais alto, mas o besouro foi até lá e repetiu a operação. Diante disso, a águia procurou Júpiter para buscar um acordo com o besouro. O chefe dos deuses tentou acalmar o besouro, mas foi inútil. Pediu a ele que pensasse em uma conciliação, e a idéia foi rejeitada. O último recurso encontrado por Júpiter para evitar a extinção da águia foi mudar a época da sua reprodução para uma estação do ano em que os besouros não estão em atividade.”

Moral da história: “o carma do abuso de poder é pesado, e os opressores cedo ou tarde devem reencontrar-se com a justiça e o equilíbrio.”

Mesmo contanto esta profunda fábula em sua defesa, Esopo foi condenado à morte e lançado do alto de um penhasco. Depois de morto, porém, passou a ser reconhecido um dos grandes sábios da Grécia.

Não só a fábula da águia e do besouro, mas muitas outras narrativas de Esopo tratam da lei do Carma, segundo a qual nós colhemos tudo o que plantamos, em pensamentos, sentimentos e ações. Uma das fábulas sobre o carma está ambientada em um tempo mítico em que as abelhas não possuíam ferrões:

Certo dia, quando o mundo ainda era jovem, uma abelha voou até o céu para levar a Júpiter, o rei dos deuses, uma generosa oferta de mel. Júpiter ficou deliciado com o doce presente e prometeu à abelha realizar um desejo seu, fosse qual fosse. Emocionada, ela afirmou:

“Ah, poderoso Júpiter, meu criador e meu mestre, desejo ganhar um ferrão, e um ferrão tão poderoso que possa matar qualquer um que chegue perto da colméia para levar o mel.”

Ora, a lei da natureza é a doação e o serviço altruísta. É pela generosidade que a vida evolui. Irritado com o egoísmo da abelha, Júpiter disse:

“Seu pedido será atendido, porém não do modo como você deseja. Ganhará um ferrão, mas sempre que alguém vier buscar seu mel e você o atacar, o ferimento será fatal para você e não para o outro. Você perderá sua vida junto com o ferrão que será sua arma. ”

Moral da história:

“Aquele que alimenta desejos de vingança atrai sofrimento para si mesmo”.

Em outra fábula sobre a lei do carma, o asno e o lobo reaparecem como personagens:

Certo dia, os dois amigos decidiram tornar-se sócios e saíram ao campo para buscar alimentos. No caminho, encontraram um leão com jeito faminto e feroz. Compreendendo perfeitamente a situação de perigo iminente, o lobo sorriu, avançou com rapidez até o leão e murmurou:

“Se você prometer não me atacar, eu posso trair o asno, e desse modo você o prenderá facilmente.”

O leão concordou, e o lobo atraiu o asno para uma armadilha. Porém, logo depois que o asno foi capturado, o leão atacou furiosamente o lobo e fez dele o seu almoço, preferindo guardar o asno para a refeição seguinte.

A conclusão da história é que “os traidores devem esperar por traição”. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Outra conclusão da fábula é que “os mais fracos fazem bem em unir-se diante dos mais poderosos, sempre que esses abusam do seu poder”. Uma terceira idéia: “devemos ser leais a nossos amigos”.

O carma é um mecanismo complexo. Às vezes ele amadurece imediatamente. Outras vezes é necessário muito tempo. Em todos os casos, o que acontece fica registrado no Akasha ou luz astral e – no momento certo – a justiça cármica retribui a cada um conforme os seus méritos. O carma tem seu próprio ritmo e ele deve ser respeitado. Assim, a busca de vingança pessoal produz maus resultados, conforme conta outra fábula de Esopo:

Muitos anos atrás, um cavalo selvagem possuía um vasto campo de pasto à sua disposição. Certo dia, um cervo invadiu o território e comeu grande parte do alimento. Cego de raiva, o cavalo procurou o homem e pediu sua ajuda para punir o cervo. “Sim, claro”, disse o homem. “Mas, para isso, eu preciso colocar um freio em sua boca e montar sobre suas costas. Assim poderei punir o cervo.” O cavalo concordou, e o homem montou nele. Desde aquele dia, ao invés de obter sua vingança, o cavalo ficou escravo do homem.

A moral da história é que, “buscando vingança, você perde sua liberdade”.

De fato, o rancor pode ser uma grande prisão psicológica – e para alguns, inclusive, uma prisão perpétua. Mas o otimismo, o desapego e o sentimento solidário libertam a alma de sofrimentos.

A lei do carma rege a todos os seres, tanto física quanto mental e espiritualmente. Cada pessoa tem um Carma Mental que produz resultados em seu próprio nível. Nossos hábitos de pensamento são nosso carma, porque criam nossa maneira de ver o mundo – e de viver. O pensamento influencia decisivamente cada aspecto da vida. Aquele que busca enganar outras pessoas pode obter vantagens externas de curto prazo, porém adquire inevitavelmente um mau carma correspondente no plano mental, onde tudo é mais durável que nos planos inferiores da realidade. As vantagens pessoais obtidas por meios injustos são colocadas dentro de uma atitude mental negativa. Na verdade, elas surgem de uma atitude mental negativa e a reforçam. O mentiroso perde o sentido da realidade, e assim atrai sofrimento para si mesmo. Em compensação, a opção pela sinceridade é uma fonte de bênção, a médio e longo prazo, embora a curto prazo possa trazer conseqüências incômodas. A história de um lenhador que jamais mentia demonstra essa verdade.

Conta Esopo:

Cortando uma árvore na beira de um rio, um lenhador deixou seu machado cair na água. Desesperado ao ver que perdera seu instrumento de trabalho, ele sentou à margem do rio e começou a chorar. Mas o rio pertencia ao deus Mercúrio, que teve compaixão do lenhador. Mercúrio voou até o local e mergulhou no rio. Pouco depois, emergiu da água com um machado de ouro e perguntou ao lenhador:

“Esse é o seu machado?”

O homem disse que não. Mercúrio mergulhou pela segunda vez e voltou com um machado de prata:

“É seu?”

E o lenhador disse que não.

Então Mercúrio mergulhou pela terceira vez, trouxe o machado do lenhador, entregou-o e, como presentes, deixou com ele também os machados de ouro e de prata.

No dia seguinte, o homem contou aos seus amigos o que acontecera. Um deles decidiu fazer uma experiência: foi ao mesmo lugar do rio, deixou seu machado cair na água intencionalmente, e então começou a chorar. Mercúrio não tardou a aparecer. O deus de pés alados mergulhou nas águas e, ao voltar, apresentou-lhe um machado de ouro, perguntando se era dele.

“Sim, esse mesmo”, mentiu de imediato o lenhador, estendendo o braço para agarrar o objeto precioso.

Indignado com a insinceridade, Mercúrio não lhe entregou o machado de ouro, e tampouco lhe devolveu o seu machado comum de ferro e madeira.

Moral da história: “em todas as situações, a melhor estratégia é a honestidade”.

De fato, a vida testa a cada momento a nossa decisão de agir corretamente. O uso da atenção e da perseverança permite identificar as sutis relações de causa e efeito que ligam a ignorância espiritual ao sofrimento físico e emocional.

Assim podemos perceber que cada um é senhor de seu destino – que cada ser provoca a sua própria felicidade ou seu sofrimento – e fica um pouco mais fácil percorrer o caminho ao autoconhecimento.

FONTE: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=424








Deixo-vos esta petição, pois que ligada ao tema de hoje (se lerdes, vereis).


Auteur :Lutte d'une maman pour toutes les mamans!
Description :Pour une loi qui respecte vraiment l'intêret de l'enfant!
A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République


Devant le grand nombre d'enfants soumis à un mode de garde qui, dans la majeure partie des cas, ne respecte vraiment ses intêrets (je parle, evidemment, de la garde alternée), cette pétition vient juste vous rappeler quelques faits qu'on a tendance à oublier.

Il me semble, Messieurs, que de nos jours nous vivons une nouvelle inquisition, sauf que cette fois on n'accuse pas les femmes d'être des sorcières: on les accuse d'être des mauvaises mères, sans aucun respect pour les intêrets et les désirs de ses enfants! Ce qui est tout à fait faux.


Et, dans cette croyance, au lieu de nous mettre au feu, on nous enlève nos enfants.Ce qui est encore pire, croyez-moi.

Les principales victimes? Les enfants, bien sûr.


D'abord, saviez-vous qu'un bon nombre de mères sont, en fait, pour cette garde, en dépit de la mauvaise relation qu'elles ont vécu avec le père de ses enfants?

Mais est-ce que-on se demande bien- la pratique de la garde partagée a les avantages qu'on lui reconnait?
Je n'entends parler que des statistiques. Or, comme dit l'expression, il existe les mensonges, des grosses mensonges... et les statistiques! C'est-à-dire que la réalité est bien toute une autre que celle que nous présentent les statistiques.



Comment considérer l'attitude d'un père qui veut absolument prendre sa moitié -ou la partie toute entière- de son enfant, encore tout petit, sans même penser aux conséquences? On dit qu'il y a des enfants traumatisés par les attitudes de leur mère(?!) On ne parle pas des enfants traumatisés par la séparation forcée de leur mère. On dit qu'ils s'adaptent bien à cette séparation, alors que, en vérité, ils s'accomodent. Ce n'est pas la même chose.

S'il est vrai que le temps ne se passe pas de la même façon pour un enfant,surtout quand il est encore petit (et donc, 15 jours éloigné de son père peut lui ressembler trop long), le même se passe pour un nourrison qui est éloigné toute une journée de sa mère. Et même pour des enfants plus âgés. L'enfant semble être bien tranquille, mais il ne l'ai pas. D'habitude les conséquences de cette séparation ne parviennent que quelques années plus tard, parfois dans l'adolescence.

A présent, je vois des enfants qui deviennent cyberdépendants, et d'autres qui succent le doigt. Des enfants dans des familles recomposées, qui n'y trouvent pas sa place, se sentent souvent à l'ecart. Ça, ce n'est pas des statistiques. C'est bien la réalité que nous avons devant les yeux.

Quand on sépare un chiot de sa progéniteure, l'animal pleure pendant des jours. Il veut sa maman. Puis il se tait. Il s'est accomodé a cette séparation forcée. Il ne l'a forcement pas acceptée, comme nous le jugeons.

Le même pour les humains. La seule différence c'est qu'un nourrison dépend encore plus de sa maman que les petits animaux dans d'autres espèces, vue sa fragilité.

On me reproche la comparaison que je fais souvent entre la mère humaine et les autres femelles, dans d'autres espèces. Et, pourtant, de l'autre côté, celui qui défend l'egalité père/mère, on nous présente souvent des espèces où le rôle est partagé entre les deux progéniteurs... Sauf qu'il s'agit des espèces qui pondent des oeufs, et qui n'ont, donc, aucun lien avec la nôtre. Le seul lien qu'on y trouve c'est l'instinct de protection, qu'on voit aussi chez les mamifères. Les humains, aussi, l'ont.

Alors, que peut-on reprocher à une mère qui protège ses enfants? Rien, en effet. Au contraire.
Et pour le fait de protéger ses enfants, le tribunal décide de les enlever. On les place chez le père.


Il serait plutôt important d'envisager une loi qui respecte VRAIMENT l'intêret de l'enfant. Comme disait quelqu'un -et je le trouve bien- ce n'est pas l'enfant qui doit s'adapter à l'adulte, mais l'adulte à l'enfant. Et donc, les lois se doivent adapter à ses intêrets, n'oubliant pas que l'enfant a des sentiments, des envies, qu'on doit absolument -sauf rares exceptions-respecter.

L'egalité -les spécialistes d'enfants le disent souvent- ne se fait de la même manière et dans un même temps, donc un père ne peut pas exiger une parcelle de 50%, sachant qu' un nourrison et l'enfant encore petit n'a pas des besoins de 50/50. Son cerveau ne marche pas comme ça. Surtout, il ne marche pas tel comme on veut. La loi de Salomon nous montre bien qu'on peut pas le couper en deux, cela disant, on peut pas partager moitié-moitié.


Est-ce qu'on restera aveugles? Ou bien, nous agisserons pour le vrai intêret de l'enfant?
Ce n'est pas les conditions matérielles qui importent le plus. Ce qui importe vraiment c'est d'être sensible à ses besoins.


Réfléchissez bien, Messieurs. Car vous avez dans vos mains nos enfants, notre futur. Et selon vous agissez, vous l'aurez.



Veuillez agréer, Messieurs, l'assurance de mes salutations distinguées.


Está em:
http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html

sábado, 4 de dezembro de 2010

O CASO ISABELLA É APENAS UM DOS MUITOS CASOS QUE EXISTEM!

Isabella foi morta num fim de semana que passava com o pai e a madrasta.
Esta não a queria lá. Ele não aguentou a pressão.

Se esta madrasta não aguentou dois dias, o que irá acontecer a umas quantas crianças que sejam obrigadas a passar mais do que dois dias com pessoas que não os querem lá, nem sequer têm competência para as ter consigo?

Em que é que a lei da guarda compartilhada (e outras leis que tais, como a de dar a guarda ao progenitor que apresentar melhores condições ou aquela que penaliza a criança que sofrer da suposta Síndrome de Alienação Parental) irá beneficiar estas crianças, salvaguardando-as do perigo?

Imaginem agora os casos em que a guarda da criança é revertida a favor do pai, ficando a criança a cargo de quem não é capaz de os amar, esse pai e a madrasta (pode também ser a mãe e o padrasto). Quem as protege?

Os casos que eu tenho visto -infelizmente esses casos vão crescendo de dia para dia- é de mães que são acusadas de alienadoras (regra geral quando denunciam o pai por prática de actos violentos sobre a criança), sendo impedidas de contactar com os filhos, cuja guarda acaba sendo revertida a favor do pai.

Na maior parte destes casos, a criança, quando separada da mãe, sofre um enorme trauma emocional. Algumas acabaram por ser mortas, às mãos do próprio pai e da madrasta. Os casos que conhecemos não me desmentem.

Eu condeno toda a mãe que maltrate os seus filhos. Se não os quer, se acha que estes são um impecilho, então que os deixe com o pai (se merecedor) ou com outra pessoa (seja da família, seja uma 3ª pessoa). É a atitude mais digna que essa mãe pode ter.

Outras mães deixam os filhos, não porque não os amem, mas porque consideram que estão melhor entregues a essa pessoa. Louvo-as, por tamanho sacrifício.

Este blog existe para defender as mães que amam e que protegem os seus filhos. Mães que não merecem aquilo que a justiça lhes está a fazer, a elas e aos seus filhos.

Serve este blog para denunciar os casos de justiça em que mães e filhos (principalmente estes) foram os maiores prejudicados pela decisão de quem supostamente pretende defender o Superior Interesse das Crianças.

Serve este blog para abrir os olhos de quem ainda julga que os interesses das nossas crianças passa por separá-las da mãe, porque o pai terá melhores condições para criá-las.

Não é por aí, e vós bem o sabeis.

O CÚMULO DOS CÚMULOS!

Esta cena é apenas fictícia.
Qualquer semelhança com a realidade, é pura coincidência.




Num tribunal apresenta-se uma mulher, que acaricia o seu ventre grávido, e o seu ex-companheiro, pai da criança que irá nascer. Procuram saber, junto do juíz, a quem caberá a guarda da criança.


Assim fala o magistrado:


-Determino que a criança fique, pelos meses que lhe faltam, à guarda da mãe. Logo após o nascimento, passará a ficar à guarda do pai que reune, a meu ver, as melhores condições. E sendo a amamentação recomendada, mas não essencial à sobrevivência da criança, determino que a mesma fique a cargo do pai. A mãe pode, se assim quiser, pôr ao dispôr do pai o seu próprio leite. De resto, poderá também visitar a criança sempre que queira -dentro das disponibilidades do pai e respeitando, é claro, os hábitos da criança-, sendo que eventualmente esta poderá sair ou pernoitar com a mãe.


O cúmulo dos cúmulos, direis.
E eu digo-vos que se ainda não chegamos a este cúmulo, a caminho vamos.


Lê e assina esta petição:
MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR, em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1300


LEITURA RECOMENDADA:
http://anilisboa.sites.uol.com.br/art001.htm
(vá avançando, sempre no final da página, para o assunto seguinte,e verá artigos bem interessantes)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

DAS MÃES QUE SE ESQUECEM QUE O SÃO, PARA FICAR DO LADO DO FILHO!

Como pode uma mãe esquecer-se que o é, se ela, como qualquer mãe, está sempre do lado do filho?

Evidentemente, mãe que é mãe não quer ver filho nenhum sofrer, e bate-se pelos seus direitos, os do filho e os dela (enquanto avó).
Uma mãe protege e defende os seus filhos.

Esquece-se porém que é mãe, e que não lhe seria fácil suportar aquilo que ela agora exige à nora, que também é mãe.

Eis então o outro grupo de mulheres que defende a lei da guarda compartilhada: as mães dos senhores, nossas ex-sogras.

Haverá uma ou outra com um comportamento diferente, disposta a entender o lado de uma outra mãe, a sua ex-nora. Temo porém que sejam poucas.

Quanto aos ex-sogros (o pai de cada um dos membros do ex-casal), regra geral não tomam uma posição tão clara. Se a tomam é quase sempre impelidos pela sua mulher. No caso de ser pai do membro feminino, é provável que adopte uma posição mais definida, pois nenhum pai gosta de ver a sua filha sofrer.

Além disso, o ex-sogro entende que o lugar das crianças é junto da mãe (se esta for merecedora, claro). Ele só pede que esta lhe permita o convívio com os netos, nada mais.

Para se ter uma ideia do quanto a figura da mãe nos marca e nos acompanha toda a vida, vou contar-vos dois ou três episódios que aconteceram num programa que eu acompanho aqui. O programa chama-se TOURNER MANÈGE.

Basicamente é um programa que se destina a formar novos casais. Os pretendentes, sem nunca se verem, vão fazendo perguntas, eliminando aqueles cujas respostas não sejam do agrado.

Ora um destes dias, ainda no início do programa, o telemóvel de um dos pretendentes masculinos pôs-se a tocar. O apresentador, sempre na graça, perguntava quem seria. E o rapaz respondeu " Acho que é a minha mãe!". Evidentemente foi o primeiro a ser eliminado.

No programa de ontem, a coisa foi ainda mais interessante. O pretendente masculino, que acabou por ser o escolhido, havia dito -numa das suas respostas- que a mãe dele teria um feitio muito especial. Ao menos foi sincero.

No final do encontro com a rapariga -à parte o físico dela, que não foi muito do seu agrado- ele disse que não lhe agradava muito esta relação de grande cumplicidade que a miúda (só tinha 22 anos) tinha com a mãe, seja a nível profissional (ambas geriam um negócio), seja no privado, pois a moça via na mãe a sua melhor confidente.

Parece que todos temem a sua sogra, ou ex-sogra.
Particularmente a nora.

Um braço de ferro entre duas mães, ambas com o mesmo propósito:
defender, com todas as suas forças, os seus filhos.

Não tenho nenhum filho, apenas duas filhas. Mas eu prometi a mim mesma que se o tiver, por muito que eu o ame, nunca agirei contra a minha ex-nora.

O amor de mãe fala mais alto, eu sei. Mas quem sou eu para arrancar os filhos dos braços de uma mãe? Tendo eu passado por isso, e sabendo o quanto se sofre, jamais poderei fazer o mesmo a outra mãe.

Convido-vos à leitura deste texto.








Coluna da Amandica: Nora x Sogra, precisa mesmo ser tão difícil?
14/08/2010

Na coluna da Amandica, a psicóloga Karina Alvarez fala sobre a relação tão delicada Nora x Sogra.
Sabemos que esta relação muitas vezes pode ser um vulcão em ebulição....mas será que precisa ser assim mesmo? E o dia em que você for mãe de um menino lindo, como será com sua nora? Que conflitos ocultos permeiam essa relação?
Eis que o bebê nasce, a mãe passa a viver 24 horas ligada naquela criatura, o tempo vai passando e a criança vai crescendo, dificilmente a mãe se dá conta disso até ele apresentar: - Mãe, essa é a fulana, minha namorada. Namorada? Como assim, se ontem mesmo ela preparou o mingau do filhinho. E assim começa uma relação nora x sogra sujeita a chuvas e trovoadas.
Por um lado a namorada/noiva/esposa espera que o namorado/noivo/marido assuma sua própria família e do outro a sogra não admite que ele deixe seu papel de filho.
Na vida nós ocupamos diversos “cargos”: pai, mãe, filho, filha, namorada, esposa, marido, tia, irmão. Isso sem falar no lado profissional. E cada uma desses papéis convivem dentro de nós. Para as mães, eles nunca deixarão de ser seus filhinhos e nem tem que deixar de ser, desde que o filhinho assuma suas responsabilidades e “cresça” quando está em uma relação, e a sua mãe incentive isso, mesmo que quando ele visite a mamãe ela faça seu pratinho na hora do almoço. E o que é que tem de mais?
É tudo uma questão de equilíbrio. Esse cabo de guerra muitas vezes é superado com concessões de ambos os lados. Existem sim muitas relações conflituosas nora x sogra, mas também há conhecimento de relações tão bonitas desse tipo que nos fazem acreditar que com um pouquinho de paciência e tolerância de ambas as partes a família tende a crescer e não rachar ao meio.
O homem fica no meio de dois pólos importantíssimos de sua vida, a mulher que ele escolheu e a mãe, nenhuma pode em absoluto ocupar o lugar da outra, isso não existe e quando se aceita essa condição tudo se torna mais fácil. Se o respeito predominar e cada uma respeitar o espaço da outra esses dois pólos não precisarão ser opostos e sim complementares.
Características pessoais de personalidade influenciam e muito nessa relação assim como em todas as outras e é exatamente nisso que deve-se estar atento, certamente o domínio que a sogra exerce sobre o filho é apenas um reflexo do seu comportamento de um modo geral.
As noras certamente não sabem como é difícil abrir mão de um filho para que ele vá viver com outra pessoa, mas elas um dia saberão, pois terão os seus próprios filhos e as sogras um dia também já passaram por situação semelhante ao se casarem com filhos de outras mulheres. Existem sogras que aprenderam com sua própria experiência e procuram fazer diferente em sua relação com as noras. E as noras, que um dia serão sogras, também terão essa oportunidade. É um ciclo sem fim. Essa é a reflexão que deve estar aberta nessa relação. Não existe vítima ou vilão, apenas duas pessoas exercendo papéis da forma como a vida ensinou a elas. A receita para melhorar essa relação? Paciência, muita paciência de ambos os lados, uma pitada de bom humor, rir da vida é o melhor remédio, saber ceder as vezes e lembrar que no meio disso tudo existe um homem que não saberia escolher entre um lado e outro.
Karina Alvarez
Psicóloga Cognitivo-Comportamental
Santos - SP
kakaalvarez@gmail.com


Beijos carinhosos da Amandica!
Amandica é Colunista do SeuEvento.net São Paulo (www.amandicaindica.com.br)

FONTE: http://www.seuevento.net.br/sao-paulo/artigos-e-dicas/14/08/2010/coluna-da-amandica-nora-x-sogra-precisa-mesmo-ser-tao-dificil/

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O NOSSO PRIMEIRO E GRANDE AMOR, AQUELE QUE NUNCA SE ESQUECE!

O primeiro amor domina a mente. Todo o resto perde a importância.


Todos nós buscamos repetir a sensação de completude que experimentamos com nossa mãe e é no amor que realizamos esse sonho. Quando o encontramos, nada mais - trabalho, escola, família, amigos - importa. Só queremos viver aquele prazer. Quem já o conhece sabe o quanto é bom. E é por isso que pode compreender os apaixonados de primeira viagem. Leniza Castello Branco

"Se você quer ser minha namorada/ Ah, que linda namorada você poderia ser..." A famosa canção de Carlos Lyra (69) e Vinicius de Moraes (1913-1980) nos faz pensar na paixão, esse acontecimento que vira nossas vidas pelo avesso, toma conta de nós e também traz alegria, criatividade, vida, enfim. Uma força que nos faz pensar que o mundo é nosso, que nos leva a escrever poesias, compor, cantar, que colore nossas vidas. Não há sentimento tão prazeroso quanto estar amando, ainda mais pela primeira vez. Se somos correspondidos, nos sentimos no nirvana, no paraíso. Quem não se lembra da sensação? É por isso que procuramos compreender nossos amigos, nossos filhos, quando eles, extasiados com essa experiência, até se esquecem da gente.

Quando nos apaixonamos, nosso amor é o centro do mundo, nada toma seu lugar em nossos pensamentos, nem trabalho, nem família ou amigos. A paixão é quase incontrolável. Até a pessoa mais racional e prática se torna um pouco obsessiva. Somos tomados por uma imensa energia, e capazes de qualquer sacrifício por nosso amado. Junto com isso, um desejo intenso de estar junto, de partilhar pensamentos, idéias. Aos amigos, falamos o tempo todo sobre o quanto somos parecidos com o nosso amor, sobre o que planejamos fazer juntos. Alguns se incomodam com a repetição do assunto, mas a maioria tolera e se diverte com a paixão do amigo. A felicidade de quem ama contagia quem está perto. Apenas um medo se faz presente: o de perder esse grande amor e, com ele, esse estado inebriante.

Vários mitos e tradições contam que "no princípio, era o paraíso". Isso pode refletir o estado paradisíaco que o bebê vive no útero materno, quando ele e a mãe são um só. Imerso na quietude, na felicidade plena, ele recebe tudo o que precisa: alimento, calor, conforto. O nascimento quebra a harmonia. Expulso do ventre, o bebê passa por tensões e sofrimento, começa a enfrentar o mundo lá fora. Ele já nasce chorando, parece que pressente o que o espera. O trauma do nascimento é muito forte.

A presença da mãe o acalma. Quando ela se afasta, vem o medo, a ansiedade. A vida toda buscamos alguém que nos dê outra vez essa sensação de completude. E é nos braços do ser amado que vivemos de novo tal delícia. Não é à toa que namorados se tratam como bebês, cheios de tatibitate. E como os bebês, que se sentem desamparados sem a mãe, também os amantes se sentem perdidos quando longe um do outro.

O primeiro amor, então, nos faz poderosos. Quanto maiores as dificuldades para realizá-lo, maior ele fica. Há experiências que provam isso, mas não precisamos de provas para falar do que todo mundo já sentiu. Além do mais, temos Romeu e Julieta, Tristão e Isolda e tantos outros amores da história e da literatura - alguns não passam de lendas, mas pouco importa - para confirmar a energia que nos traz o amor.

Quem é que pode não se lembrar das fantasias, dos sonhos, dos planos do primeiro amor? Correspondido ou não, impossível, platônico, violento ou doce, ele será sempre inesquecível. E é por isso que podemos compreender o primeiro amor dos outros. E até ficar felizes com ele.


Leniza Castello Branco, psicóloga e analista junguiana na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA). E-mail: eniza@castellobranco.com

FONTE: http://www.caras.com.br/edicoes/771/textos/o-primeiro-amor-domina-a-mente-todo-o-resto-perde-a-importancia/








Vem isto muito a propósito do que eu ia hoje a pensar na rua (a pequena pensa, mesmo com 4 biliões de neurónios a menos).

Suponhamos que um homem conhece uma mulher e que passa com ela 9 magníficos meses. Depois dá-se uma separação, mas não total. Eles ainda se vêem durante uns tempos. Olham-se, tocam-se, beijam-se. Entre eles há um sentimento mágico, profundo. Um vê o mundo pelos olhos do outro.

Um amor assim, o grande amor da vida de alguém, não se esquece.

Porém, o primeiro e grande amor da vida deste homem e desta mulher foi a sua mãe (deles). E é através desse primeiro amor que nascemos para a vida, prontos a amar também o outro.

Quando um bébé nasce, ele já ama alguém: a sua mãe. Já a conhece.
E esta já o ama e conhece como ninguém.

É pelos olhos de sua mãe que o bébé aprende a conhecer e a amar o pai.
O contrário não acontece, pois, estando pai e mãe igualmente presentes na vida deste novo ser, nunca um bébé pode conhecer a mãe através dos olhos do pai.

Logo, aqueles que dizem que, tirando a amamentação, pai e mãe estão em pé de igualdade, enganam-se a eles próprios, pois ninguém pode fazer uma mãe e um filho esquecer este amor que os une desde o princípio. São 9 meses de magia que se prolongam por toda a vida.

E os que se admiram por os juízes privilegiarem as mães, só têm que se lembrar desta grande verdade:

A mãe é, e será sempre, o primeiro e grande amor da vida de cada um de nós.




ASSINA ESTA PETIÇÃO em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575





PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!



Destinatário: Assembleia da República



"As piores coisas sempre são feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde



É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.

Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.

Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza. Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.


Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?

Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.


Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.


É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.


Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.

É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.

Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.

Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental"


Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?

Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.

Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.


Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.

Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.

Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!

Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).

Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!

Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.


Sigamos as leis naturais.


O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.

É isso que importa.


No superior interesse da criança!









Ressalvo que quando escrevi esta petição desconhecia que a chamada "Síndrome de Alienação Parental" até hoje não é reconhecida pela OMS.

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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