É impressionante ver como esta mãe, que perdeu uma parte de si, se diz fortalecida na dor.
Não sei se porventura terá tido algum tipo de apoio, mas vejo-a percorrer a vida com uma força sobre-humana, que a nós se assemelha difícil de alcançar.
Admiro sem dúvida estes pais, particularmente as mães. Não desfazendo a dor de um pai, é certo que a dor de uma mãe tem sempre uma outra dimensão.
Seja como for, é importante que um ofereça o seu apoio ao outro, e que juntos prossigam da melhor forma o seu caminho, guiados por uma estrela que lhes é muito especial.
Na busca pelo assunto, eis que vim dar de novo à informação de uma associação que era já do meu conhecimento: a Associação A NOSSA ÂNCORA, uma associação de apoio a pais em luto.
Não sei se ainda continua em actividade. Se assim for, é de todo o interesse que esta associação se faça conhecida, particularmente dos pais que acabam de perder um filho, e mesmo de pais que já o perderam há alguma tempo, mas ainda não conseguem lidar com a dor (porque ainda não fizeram o luto) ou que queiram partilhar a sua experiência com outros pais.
Talvez esta mãe de que vos falei a conheça, talvez não. O seu contributo é certamente valioso.
Evidentemente, sendo, pelo que li, uma associação que conta com o voluntariado, necessita de todo o apoio que possam dar para continuar a existir. Não vi em parte alguma nenhum pedido de ajuda nesse sentido -pelo menos não no ano que decorre- nem sei mesmo como se encontra a sua situação.
Trago-vos este texto que retirei do seu site:
Há muitos dias no ano que são ocasiões muito especiais para os pais em luto. O aniversário de nascimento e da morte do seu filho ou filha, o Natal, o Dia do Pai ou Dia da Mãe, os dias de Todos os Santos e Ano Novo, aniversários onde se junta a família e tantos outros, trazem à memória saudosas recordações do passado e a perda de celebrações futuras.
"O nosso filho poderia ser ... hoje"
Escrever um poema, uma carta ou uma memória sobre o vosso filho ou filha, nestas ocasiões especiais, pode ser uma boa terapia, para a fragilidade e a vulnerabilidade em que se encontram.
Continuar a recordar não é loucura nem morbidez mas sim sentimentos que têm de vir à superfície para continuarem equilibrados, sãos de corpo e de espírito. O caminho tem de ser percorrido com dor, raiva, negação e, por fim, aceitação e as recordações fazem parte desse percurso. É chorando mas também sorrindo a essas recordações que se aprende, conscientemente, a unir o passado no presente e de projectar o presente no futuro.
Dar sentido à vida após a morte de um filho ou filha é muito difícil. Ser perseverante no querer transportar a vivência passada com eles é humano. Que as recordações não sejam um peso mas sim um orgulho muito terno de os terem conhecido e amado, amor esse que nunca será finito.
A coragem da reconciliação com a Vida, amar tudo o que se viveu, o querer da mente de continuar a absorver o que existe, a liberdade de viver o quotidiano é prosseguir amando um todo. Assim podem lembrar, chorar mas também sorrir olhando com Esperança o Amanhã.
FONTE: http://www.anossaancora.org/
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Lê, e assina a petição:
MAIS CUIDADOS MATERNAIS, POR UM FUTURO MELHOR
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