segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUANDO UM(A) IRMÃ(O) MAIS VELHA(O) TEM DE CUIDAR DA(O) MAIS NOVA(O)!

Anteontem fui ao aniversário de uma sobrinha -da parte do meu actual companheiro- que havia completado, no passado dia 5, onze anos. Há cerca de um ano, morreu-lhes a mãe, e é a sua meia-irmã mais velha, que tem apenas 20 anos, quem se ocupa dela. É a sua única irmã. A mãe delas foi mãe de uma e de outra mais ou menos na altura em que eu fui mãe de ambas as minhas. Ela tinha uma diferença de quase seis anos de idade para mim.


Imaginei que, um dia destes, eu podia também desaparecer. Sei bem que a minha mais nova tem um pai, e que este até daria bem conta do recado, pelo menos no que diz respeito à alimentação, pois o meu companheiro cozinha, e muito bem... aliás, muito melhor do que eu!

No resto, seria mais difícil, pois ele está habituado a uma certa liberdade, que deixaria de ter.

E foi então que eu imaginei que, numa circunstância semelhante (ninguém está livre, e ninguém sabe o que nos reserva o dia de amanhã!), caberia à minha filhota, à minha Isabelinha, cuidar da sua mana mais nova.

A diferença de idade é quase aquela que separa estas duas irmãs: oito anos e três meses e tal, entre as minhas duas filhas.

Sei lá eu se, de hoje para amanhã, não tenho a minha mais velha incumbida de terminar a educação que eu, mal ou bem, tentei dar à mais nova?

É verdade, que, por força do destino, a minha mais velha teve de se tornar quase adulta... mas não passa de uma miúda que ainda vai fazer 14 anos!

Por incrível que pareça, a última vez que eu vi estas minhas sobrinhas, tinha a mais nova acabado de fazer 5 anos ( a idade da minha mais nova), e a mais velha tinha 14 ( a idade que, dentro de alguns meses, terá a minha mais velha).

Coisas do destino que, sei lá eu, me podem também estar destinadas.

Mas eu confio no meu companheiro (jamais lhe deixaria uma lista de coisas para fazer, como lhe deixou uma outra mãe, mas provavelmente lhe deixaria algumas recomendações verbais...), e sei que a minha filhota, aquela que eu trago ainda hoje no meu coração, se ocuparia muito bem da irmã!

Ainda há pouco tempo ela me dizia: ai de quem queira fazer mal à minha irmãzinha: há-de ter de se haver comigo!

E são apenas meias-irmãs, que apenas se vêem de tempos a outros...
em tempos de férias!

O sangue puxa, e como eu o sei!

Era eu ainda pequena -isto é o que me contaram- quando, estando eu no hospital para tratamentos, me aproximei de um miúdo que me fazia lembrar o meu irmãozinho mais novo. As enfermeiras quiseram afastar-me do rapazito, assim que viram a mãe aproximar-se, mas eu não arredava pé (enfim, eu não podia andar, pois sofria de raquitismo; o meu irmão, coitado, estava lá para ser operado ao coração).

Eis, então, que a mãe lhes diz:
"Não, deixem-na ficar. É a minha filha".

A senhora era, no fim de contas, a minha mãe.
Há algum tempo que não vivíamos juntas, mas era impossível esquecer que éramos, afinal, todos do mesmo sangue.

Aos que me me são fiéis e que me seguem, deixo aqui um abraço e uma mensagem: jamais renegueis aqueles que são do vosso próprio sangue, por pior que tenha sido o mal que essa pessoa vos tenha feito!

Bjs:)

2 comentários:

  1. "Há momentos na vida em que nos deveríamos calar... e deixar que o silêncio falasse ao coração; Pois há sentimentos que a linguagem não expressa... e há emoções que as palavras não sabem traduzir..
    Bjs com carinho

    ResponderEliminar
  2. As aspas, que não chegaram a ser fechadas, fazem-ne crer que se trata de uma citação. Quem quer que seja que o tenha dito, tem concerteza razão. Por vezes não encontramos palavras para definir os nossos sentimentos.

    Um abraço:)

    ResponderEliminar

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

Arquivo do blogue