terça-feira, 23 de novembro de 2010

QUÃO DISTANTE ESTAMOS, AFINAL, DO REINO ANIMAL? (CONSIDERAÇÕES SOBRE O DISCURSO NATURAL DE UNS)

Elizabeth Badinter, e outros que tais, afirmam que a maternidade é um mito. Não existe, assim o dizem, isso do instinto e do amor materno. Aparentemente só entre os animais.

Em contrapartida, a mesma ideologia valoriza o instinto e o amor paterno: ao contrário do que se observa na natureza, o macho humano sabe cuidar das crias tão bem como a fêmea humana, alguns até melhor.

Neste ponto, todos se esforçam por fazer uma clara distinção entre os humanos e os restantes mamíferos. Rejeitam todo e qualquer discurso naturalista, venha ele de onde vier.

Já em matéria de sexo, nada os impede de procurar exemplos na natureza, quer para demonstrar a total liberdade e as diferentes formas por que nos expressamos sexualmente (já nos compararam aos bonobos, com quem nós partilhamos quase a totalidade do nosso ADN, sendo que esta espécie vive como uma sociedade matriarcal, o que me faz pensar que, nos nossos primórdios, o mesmo aconteceria com a nossa espécie), quer para provar que também aí existem relações homossexuais.

Não vou estar aqui a comentar os hábitos sexuais dos nossos primos primatas, mas, no que toca a homossexualidade, julgo que, à excepção desta espécie, tal só acontece na generalidade com os machos.

Ora, como nós sabemos, entre os mamíferos e mesmo outras espécies, costuma haver um macho alfa, sendo que só ele pode acasalar com as fêmeas. O que resta aos restantes machos, senão acasalarem uns com os outros?

Uma outra razão é não haver fêmeas suficientes, pelo que não resta outra alternativa aos machos que ficam de fora. Estou errada?

Outra coisa que me deixa com os cabelos em franja é isso de os pais, esses mesmos que me criticam por eu me identificar a qualquer outra fêmea, se compararem às aves e aos peixes, para provarem que a presença do progenitor é essencial, sendo que, em alguns casos, é ele e não a fêmea quem garante os cuidados da prole.

Já aqui o disse, e volto a repetir: EU NÃO PONHO OVOS!!!!
Tanto quanto sei, nenhuma fêmea humana o faz.

Os casos que nos apresentam em que o macho ajuda a fêmea são sempre (ou quase de forma exclusiva) de espécies ovíperas -não há os 9 MESES de gestação, nem o período de amamentação-, em que as crias, que são várias, dependem de ambos os progenitores, sendo que o objectivo, aqui, é garantir a sobrevivência do máximo número de crias.

No caso em que é o progenitor a cuidar da prole, o objectivo é essencialmente o da perduração da espécie, sendo que a fêmea fica de imediato pronta para voltar a reproduzir.

Entre os primatas só há um ou dois casos (poucos mais haverá) em que o progenitor tem praticamente a mesma função que a progenitora, que é o caso, por exemplo, dos Saguïs, uma espécie que tem habitualmente duas crias por gestação.

Visto que passam quase todo o período nas árvores, é normal que a fêmea não possa transportar duas crias oa mesmo tempo, ou pelo menos não o tempo todo.

Ainda assim, nos casos de espécies ovíperas que conhecemos, uma galinha ou uma pata consegue cuidar, ela só, das crias. É costume vê-las(as crias) em fila, atrás da progenitora.

Se alguma vez também foram em fila atrás do progenitor, desconheço. Será, talvez, o caso da Ema e de uma ou outra espécie, mas ainda assim serão casos raros, e respondem, como eu referi, ao apelo da reprodução, pois que só a fêmea pode pôr ovos e, para tal, tem de estar livre para uma nova cópula.

Quanto às aves que voam, são quase sempre as progenitoras a mostrar às suas crias como se faz. Vá-se lá saber porquê.

Os pais costumam dizer que entre nós e os animais vai um grande passo, pois entre os humanos já não é só o pai que trabalha, e a mãe, estando fora de casa, tem, evidentemente, menos disponibilidade para cuidar dos filhos.

A esses, eu pergunto: e no reino animal, quem vai à caça? Então não é a leoa quem traz o alimento para toda a família, sendo ela também a ensinar as suas crias? A não ser que me engane...

O leão caça, mas regra geral é a leoa. É por isso que eu digo que o leão pode até ser considerado o Rei, mas a verdadeira Rainha é a leoa. Ele impôe respeito pelo aspecto, ela pela atitude.

Cuidado com uma leoa que tenha crias para alimentar! Aliás, cuidado com qualquer fêmea que encontremos pelo caminho, e que tenha crias para proteger e para alimentar! São elas que nós devemos realmente temer, não os machos.

E claro, até podem existir as famílias recompostas entre os animais, sejam eles ovíperos ou não, mas nunca se viu uma cria saltar de um ninho para o outro, ou de uma toca para a outra.

Isto é uma chamada de atenção para os que se afirmam como anti-naturalistas, recusando o discurso de quem não vê qualquer diferença para além da nossa superioridade intelecual. Esses insistem em dizer que o Homem nada tem a ver com os animais, e que temos já XXI séculos de avanço.

Contudo, ei-los que, vira e volta, também eles recorrem a factos da natureza, deixando de fora a interpretação dos mesmos e alguns outros aspectos (pois que lhes convém).

Se a natureza está para uns, então está para todos. Exijo, pois, que não se negue mais aquilo que é evidente, e que ajamos conforme a nossa natureza. A mãe humana não fica atrás de nehuma outra mãe. Ponto final.

Os senhores não aceitam que eu me compare a outras progenitoras, mas se,em matéria de sexo, eu me comportar como uma bonobo, aí tudo tudo bem!

Ainda assim, pelo que sei, as fêmeas bonobos não descuram o cuidado com as crias. E ali quem manda são elas. Ça vous va, messieurs?

Não é a sociedade que me vai dizer que eu não tenho qualquer instinto e que o amor não está presente desde o primeiro momento da gravidez. Tenho isso, e muito mais. A sociedade pensa que me impedirá de acreditar nisso, mas está enganada.

Não sou perfeita e, sim, o Amor cresce com o tempo. Mas isso não significa que não tenha as mesmas qualidades que encontramos nas outras progenitoras. Perfeitas ou não, ninguém ousa -nem mesmo o próprio progenitor- retirar-lhes as crias.



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Lê e assina esta petição:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

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TROUXE-VOS ALGUNS FACTOS DA NATUREZA, SÓ PARA COMPARAÇÃO:


-A MAMÃ GIRAFA (QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA!)

Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.



Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.

Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.

FONTE: http://www.girafamania.com.br/girafas/bebe.html


- MAMÃ ORCA


Cuidando das crias


Para evitar consanguinidade, geralmente as orcas acasalam com animais de outros bandos. Para tal, na época de acasalamento, juntam-se dois ou mais bandos, formando um " super bando" temporário. Após um período de gestação de quase um ano e meio , nasce uma cria , geralmente com cerca de 2.4m de comprimento e 180 Kg de peso. A cria é amamentada até aos 18 meses permancecendo junto da progenitora. Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permintindo-lhe acompanhar o ritmo do bando. Por vezes, as fêmeas mais antigas cuidam das crias das outras orcas. A cria e a progenitora criam laços para toda a vid. Quando chega a vez da nova geração se reproduzir, as sua crias permanecem também junto do bando, formando assim grupos multi-gerações em redor da matriarca.


FONTE: http://sabermais.netseg.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=51

-MAMÃ LEOA (E PAPÁ LEÃO)

Leão jovem
Os leões jovens são ferozes e atacam o homem sem nenhuma provocação, pois estão acometidos de uma crise de agressividade. Mas são rapidamente capturados por caçadores. Os que não são capturados, logo adquirem hábitos mais calmos quando termina a adolescência.


Fiel até morrer
Aos dois ou três meses de idade, o leão chega a plenitude de sua força. No vigor da juventude é agressivo, ágil e feroz. Dedica-se com crueldade aos prazeres da caça. Mas um dia, é chamado pelo amor. Torna-se melancólico. Rebanhos de antílopes e zebras passam pela sua frente e ele não se perturba. Pode até conviver algum tempo com eles, em boa paz. Nesse momento tudo o que lhe interessa, é encontrar a leoa de seus sonhos... Procura-a em toda parte, até que finalmente a encontra. Passeia em sua frente, exibi-lhe a bela juba recém-crescida, seu orgulho.

Depois que acasalam, nenhuma outra leoa o atrai - é fiel até o fim da vida. Mesmo que sua esposa morra ou seja capturada, o leão não procura outra. A leoa viúva ou separada, fica solitária até morrer.

Leoa
É a leoa quem governa a família (muito corajosa e decidida). Quando várias famílias estão no mesmo local, as leoninas revezam nos cuidados com os filhotes. São elas que caçam para a família, enquanto o leão protege. O leão é o primeiro a comer a presa. A leoa é um belo animal de corpo esbelto, movimentos ágeis e músculos fortes. Seu pelo é curto, marrom, rosado ou bege uniforme. O passo é lento e seguro; o olhar altivo e penetrante. Com sua força, é capaz de quebrar a coluna vertebral de uma zebra e tem todas as qualidades necessárias para ensinar os filhotes a caçar.

Filhote

A gestação dura de 102 a 113 dias. Ao dar à luz, dois ou três filhotes, a leoa procura um matagal. O leão nasce e tem aparência de um gato adulto e, nas primeiras semanas, tudo o que faz é mamar e dormir. Com dois meses, já caminha rapidamente e emite sons semelhantes a miados. Aos seis meses, abandona o leite materno e durante esse tempo o pai é excluído do lar e fica de sentinela nas proximidades. Enquanto a mãe cuida de sua família. Aos oito meses, os leões já acompanham a mãe na caçada, mas ficam só olhando. Após algum tempo, são submetidos a um teste, e pouco a pouco vão dominando a técnica de caçar. Com um ano de vida, os leões tem o tamanho de um cachorro grande. Com dois anos já se protegem do perigo e se sustentam sozinhos. A leoa deixa-o e vai criar nova ninhada.

FONTE: http://www.webciencia.com/14_leao.htm


-MAMÃ CHIMPANZÉ

Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinquenta anos em cativeiro.

FONTE: Wikipédia

3 comentários:

  1. Vim retribuir a visita e fiquei. Tu és tambémn do Recanto das letras? um beijo,chica

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RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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