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quinta-feira, 2 de junho de 2011

INCONGRUÊNCIAS DA LEI

-A lei diz que tenho de passar X de tempo com o meu pai (a minha mãe). Eu não quero. Sou obrigado(a) a ir?

Sim, excepto se o teu pai (a tua mãe) constituirem um perigo para ti.



-A lei confere ao meu pai (à minha mãe) o direito de visita e de alojamento. Ele (ela) é obrigado(a) a fazer uso desse direito?

Não. É um direito, não uma obrigação.



-A lei confere também aos meus avós o direito de visita e alojamento. Sou obrigado(a) a estar com eles?

Não, se tu não queres.



-A minha mãe (o meu pai) pode impedir-me de estar com o outro pai?

Não. Ela (ele) não tem esse direito. Mas, se tu não quiseres ir, ela (ele) tem o dever de te obrigar a ir.


-Os meus pais não se entendem. Sou obrigado(a) a aceitar viver num regime de guarda compartilhada e/ou num regime de guarda alternada?

Sim, se o tribunal entender que isso serve o teu Superior Interesse. Pelo menos até que haja provas de que assim não é.


-A minha mãe tem um novo companheiro e vai ter que se mudar para onde ele vive e trabalha. Terei que permanecer com o meu pai, mesmo querendo ir com a minha mãe?

A lei diz que, no caso de um dos pais se mudar para longe do local habitual de residência do(a) filho(a) menor, este(a) fica entregue à guarda do pai que permanece. No teu Superior Interesse.





(...)





Continua

sábado, 12 de março de 2011

IRS DOS PAIS CASADOS E DOS PAIS VIÚVOS!

Petição contra a discriminação

dos pais casados e viúvos em sede de IRS





Exmo Senhor Presidente da Assembleia da República

Exmo Senhor Primeiro-Ministro

Exmo Senhor Ministro das Finanças



O código do IRS penaliza fortemente os pais casados ou viúvos, ao não permitir que possam deduzir ao seu rendimento o valor de 6.000 Eur por filho, permitindo aos pais com qualquer outro estado civil fazê-lo através da pensão de alimentos, o que é uma inaceitável violação dos artigos 13º, 67º e 104º da Constituição da República Portuguesa, entre outros.



Considerando que:



1 –Sendo certo que o casamento goza de garantia institucional específica na nossa ordem constitucional, é verdade também que nenhum cidadão pode ser discriminado em função do seu estado civil;

2 – Por outro lado, verifica-se que o estado civil vem sendo tornado cada vez menos relevante em uma série de situações da vida, tendo mesmo sido eliminado no novo “Cartão do Cidadão”, que visa substituir o Bilhete de Identidade e outros cartões;

3 – A injustiça desta discriminação em sede de IRS foi já reconhecida publicamente pelo actual Ministro das Finanças no programa “Prós e Contras” promovido pela RTP1 no passado dia 6 de Novembro de 2006, como pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=f-e5FtLczYU;

4 – Esta injustiça fiscal produz ainda efeitos sociais gravíssimos na medida em que é geradora de incentivos perversos sobre a estrutura familiar, potenciando a sua instabilidade.

5 – Esta situação afecta cidadãos independentemente da sua ideologia política e simpatia partidária, não tendo sido ainda resolvida pelos governos anteriores, de várias cores políticas, não sendo, portanto, uma questão de ordem ideológica ou político-partidária;

6 – Sendo, actualmente, o número de crianças e jovens filhos de pais casados ou viúvos igual a metade do seu número total, isto é, igual ao número de crianças e jovens de pais com outros estados civis, esta questão pode ser resolvida sem qualquer encargo adicional para o Estado, fazendo com que todos os pais, independentemente do seu estado civil, possam deduzir metade do valor actualmente permitido apenas para os pais não casados ou não viúvos;



Os cidadãos abaixo enumerados reclamam que:



- A partir do próximo Orçamento do Estado, os pais casados ou viúvos possam ter, relativamente aos encargos com filhos, o direito às mesmas deduções no IRS que os pais com outros estados civis.



http://www.forumdafamilia.com/peticao/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

POUR UNE MÈRE ET POUR SA FILLE!

Encore un enfant placé, au nom de son intérêt!
Je vous conseille la lecture de "Pour une mère et pour sa fille" en

http://www.koztoujours.fr

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PARIDADE QUÊ?!

Defende-se, hoje, que homens e mulheres são iguais perante a lei, e que deve haver paridade entre um e outro.

Mas dificilmente os podemos pôr em confronto, pois se numas coisas o homem se sairá melhor, noutras será a mulher.

Por exemplo, ainda que as mulheres possam entrar em quase todas as competições desportivas anteriormente só destinadas aos homens, nunca estas são postas em competição directa com os homens.

Porquê?
Porque, regra geral, o homem leva vantagem em força.

Será que as nossas diferenças ficam por aí?
Nem por sombras.

Os homens, devido à sua própria natureza, pensam e agem de forma diferente das mulheres. E vice-versa.

A paridade ou igualdade não está em fazermos as mesmas coisas, dividindo-as em 50/50, mas em fazermos coisas diferentes 50/50, com 100% de respeito pelo outro.

Logo, nunca uma mulher se pode sentir discriminada por não entrar numa prova onde só entram homens (seria injusto competir com quem nos leva vantagem), como nunca um homem se deve sentir discriminado quando a guarda dos seus filhos é conferida à mãe, pois assim como ele é melhor numas coisas, a mulher é melhor noutras.

A paridade ou igualdade permanecerá uma utopia enquanto não se reconhecer que somos de facto diferentes, mas temos direito a ser respeitados nessas nossas diferenças.

Ora o respeito não significa que nos dêem ou nos façam o mesmo que deram ou fizeram ao outro.

Não estou a ver nenhum pai tratar de forma igual um filho e uma filha adolescente que pretendem sair à noite. Nem um pai deixar ficar acordado até tarde um filho de tenra idade, tal como o faz com o filho mais velho.

A filha adolescente dirá que é injusto não a deixardes sair à noite, ou que é injusto que só façais se ela for acompanhada ou vier a tais horas (que não serão, provavelmente, as horas que destes ao irmão) e o filho mais novo dirá que é injusto ir mais cedo para a cama do que o irmão mais velho. Mas vós tendes a vossa razão. Qualquer um percebe a diferença.

Se a Justiça entende que a criança deve ficar com a mãe, não tem também ela razão? Não me digam que, tal como esse filho mais novo ou essa filha adolescente, ides também fazer uma birra!

Imaginem uma mulher fazer o mesmo por não a terem deixado entrar numa competição que era destinada ao sexo masculino, sabendo ela que há a mesma competição destinada ao sexo feminino. É inútil essa mulher querer provar que se sai bem competindo contra os homens, não vos parece?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

BÉBÉ MÉDICAMENT

Un bébé conçu pour sauver un des ses frères ou une de ses soeurs aîné(e)s.
Il est préparé en laboratoire.

A sa naissance, on prélève le sang du cordon ombillical et on le congèle (le sang, bien évidemment).

En France, le premier bébé médicament vient de naître.

Honnêtement, si l'une de mes filles était atteinte d'une grave maladie, je crois que je serais capable de faire le même, car on fait tout pour sauver un de nos fils.

Ce bébé (on parle d'un deuxième, mais est-ce possible que ce soit un troisième ou plus?!) serait spécial, et nous tous l'aimerions énormemment.

Ce que je n'accepterais pas c'est qu'il naisse pour qu'on le pique à tout instant, ou qu'on lui enlève un organe. Ça serait trôp.

On parle seulement du sang de son cordon ombillical, et on s'arrête là (j'espère...).

Bien sûr, il y a la question éthique, bien comme la question des droits de cet enfant. Qu'est-ce que vous en pensez?

QUELS SONT LES DROITS D'UN ENFANT NÉ SOUS X?

FONTE: http://www.parent-solo.fr


Les contacts :


(ADONX) Association pour le Droit aux Origines des enfants Nés sous X
600 résidence Parc des Eaux Vives
91120 PALAISEAU
Présidente : Maria Pia BRIFFAUT
Tél: 01 60 14 79 18

(CADCO) Coordination Des Actions Pour Le Droit A La Connaissance Des Origines
27 rue du Couëdic
75014 PARIS
Président : Pierre VERDIER
Tel : 01 43 22 05 48



A lire : "Enfant de personne " de Geneviève Delaisi de Parseval et Pierre Verdier

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A MULHER CONQUISTOU O DIREITO DE TER SOMENTE OS FILHOS QUE DESEJA, QUANDO OS DESEJA... MAS QUE É DO SEU DIREITO DE TER TANTOS FILHOS QUANTOS DESEJA, NO MOMENTO EM QUE OS DESEJA?

Eu sou, certamente, um ser em extinção.
Para muitos, sou mesmo uma aberração.

Mas, mais do que por um princípio católico, eu defendo que um acto de amor não se restringe a sexo. Defendo-o, por ser essa a minha natureza, nada mais.

Dizem que é comum uma mulher desejar ter mais filhos, mesmo quando acaba de ter (mais) um. Nada de mais normal, atendendo à sua natureza.

Mas, o que lhe diz a sociedade?
"Tu já tens esses, cria-os e não penses nisso.
Os tempos estão difíceis."

A uma mulher que, como eu, já se encontre na faixa dos quarenta, lembram-lhe que não é muito salutar, nem é bom para a criança, que terá uma mãe com idade de ser avó dele, para não falar que ele pode, de um momento para o outro, perdê-la.

Se vamos por aí, há que lembrar que qualquer criança pode, por uma fatalidade qualquer, perder a sua mãe, qualquer que seja a idade desta.

A natureza não diz à mulher que ela já não pode ter mais filhos.
A mulher ainda pode ser mãe, se assim o desejar, embora possa já não ter tantas facilidades.

Se a natureza não a impede, quem sois vós para a impedir?

E que é do direito do homem, perguntareis?
Certo, o homem pode aceitar ou não a paternidade.

A questão é se tem o direito de obrigar a mulher a aceitar um estado que ela não deseja, e que ela vive todos os meses?

Pode um homem impôr-lhe um estado que se torna, física e psicologicamente, difícil de suportar? Que é do direito que a mulher tem de ter (mais) filhos?

Não esqueçais que o homem não perde nunca o seu direito, pois continua a copular, tal como lhe manda a natureza.

Que o faça apenas por prazer, que o faça também para procriar, ele cumpre o seu papel. Não tem que suportar um estado que não deseja.

Nunca um homem deixa de agir como lhe manda a natureza por imposição de outra pessoa, mas por opção própria.

E quando eu falo em agir conforme a sua natureza não quero dizer "ter várias fêmeas", porque na natureza também as fêmeas não copulam com o mesmo macho, mas com o que elas escolhem naquele momento, por lhes parecer aquele que garante uma melhor progenitura.
Numa altura será um, noutra será outro.

Portanto, um homem raramente suporta um estado que não quer.
A mulher, sim, tem que o suportar.

Se já é difícil para aquela que não quer ter (mais) filhos, imaginai o que é para aquela que os quer ter!

Para quem não queria estar submissa à vontade do homem, eis que nos encontramos, mais do que nunca, à sua mercê.

A vontade de ter filhos é do casal, direis.

De acordo, desde que o homem não se esqueça de que é a mulher quem pode gerar e dar à luz, e não a obrigue a um estado que ela não deseja.

A vontade deve partir de ambos, sim, mas é o homem quem deve escutar a mulher, e não o contrário. Não deve a mulher submeter-se à vontade do homem, pois que a natureza manda este cumprir o desejo dela.

Eu não entendo isto como uma obrigação, muito menos como uma submissão do homem à vontade da mulher. Entendo mais como uma missão, ou, se preferis, a conquista do Santo Graal.

Pois o que há de mais nobre e mais puro que gerar uma nova vida num acto de amor?

Uma mulher que deseje ter (mais) filhos, mas o homem não, sente-se como? Não achais que isso interfere na vida do casal?
Muito provavelmente, sim.

Dificillmente um homem que não queira ter (mais) filhos se porá a alterar a sua própria natureza por meio de pílulas ou mesmo através de uma vasectomia. Limitar-se-á a usar um preservativo ou ao coito interrompido.

E se tal não lhe agradar (a ele), caberá à mulher impedir que a sua natureza siga o seu livre curso, pois que da vontade do homem.

Parece-vos isto justo?
Pergunto-me como pode um casal sobreviver, nestas condições...



Gravidez
Clique aqui para enviar um recado!




Trouxe-vos um post que reproduz em tudo o meu pensar.
Espero que toque, pelo menos, alguns de vós.




A contracepção em perguntas e respostas
Por Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz

(que ensina a Igreja Católica sobre isso?)
1. Para que serve a união sexual?
R. Para exprimir o amor entre os cônjuges e para transmitir a vida humana.

2. Toda a relação sexual tem que gerar filhos?
R. Não necessariamente. Mas deve estar sempre aberta à procriação. Senão deixa de ser um acto de amor para ser um acto de egoísmo a dois.

3. Uma mulher depois da menopausa já não pode ter filhos. Ela pode continuar a ter relações sexuais com o seu marido?
R. Pode. Pois não foi ela quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que a tornou infecunda.

4. Um homem que tenha o sêmen estéril não pode ter filhos. Mesmo assim pode ter relação sexual com a sua esposa?
R. Pode. Pois não foi ele quem pôs obstáculos à procriação. Foi a própria natureza que o tornou infecundo.

5. E se o homem ou a mulher decidem por vontade própria impedir que a relação sexual produza filhos?
R. Neste caso eles estarão a pecar contra a natureza. Pois é antinatural separar a união da procriação.

6. Quais são os meios usados para separar a união da procriação?
R. Há vários meios, todos eles pecaminosos:
a) o onanismo ou coito interrompido: consiste em interromper a relação sexual antes da ejaculação (ver Gn 38,6-10)
b) os métodos de barreira, como o preservativo masculino (condom), o diafragma e o preservativo feminino.
c) as pílulas e injecções contraceptivas, que são substâncias tomadas pela mulher para impedir a ovulação.

7. Como é que a pílula contraceptiva funciona?
R. A pílula contraceptiva é um conjunto de dois hormónios - o estrógeno e a progesterona - que a mulher toma para enganar a hipófise (uma glândula situada dentro do crânio) e impedir que ela produza o hormónio FSH, que faz amadurecer um óvulo. A mulher que toma a pílula deixa de ovular, pois a hipófise está sempre a receber a mensagem falsa de que ela está grávida.

8. A pílula é um remédio para não ter filhos?
R. Não chamaria remédio a um comprimido que alguém tomasse para fazer o coração parar de bater ou para fazer o pulmão deixar de respirar. O que a pílula faz é que o ovário (que está a funcionar bem) deixe de funcionar. Logo ela não é um remédio, mas um veneno.

9. Quais são os efeitos desse veneno?
R. Além de fechar o acto sexual a uma nova vida, a pílula – conforme estudos realizados – expõe a mulher a graves consequências para a sua saúde. Eis algumas delas:
.doenças circulatórias: varizes, tromboses cerebrais e pulmonares, tromboflebites, trombose da veia hepática, enfarto do miocárdio;
.aumento da pressão arterial;
.tumores no fígado;
•câncro da mama;
.problemas psicológicos, como depressão e frigidez;
.obesidade;
•manchas de pele;
.cefaléias (dores de cabeça);
.certos distúrbios de visão;
.aparecimento de caracteres secundários masculinos;
.envelhecimento precoce.

(Cf. GASPAR, Maria do Carmo; GÓES, Arion Manente. Amor conjugal e paternidade responsável. 2. ed. Vargem Grande Paulista: Cidade Nova, 1984, p. 50-51.)

10. É verdade que as pílulas de hoje têm menos efeitos colaterais do que as de antigamente?
R. É verdade. Para reduzir os efeitos colaterais, os fabricantes diminuíram a dose de estrógeno e progesterona presentes na pílula. Isto significa que cada vez menos a pílula é capaz de impedir a ovulação.

11. Assim as mulheres de hoje que usam a pílula podem ovular?
R. Podem. E, caso tenham relação sexual, podem conceber. Mas quando a criança concebida na trompa chegar ao útero, não encontrará um revestimento preparado para acolhê-la. O resultado será um aborto.

12. Então a pílula contraceptiva é também abortiva?
R. Sim. Este é um dos seus mecanismos de acção: impedir a implantação da criança no útero. Isto está escrito, por exemplo, na bula de anticoncepcionais como Evanor e Nordette: “mudanças no endométrio (revestimento do útero) que reduzem a probabilidade de implantação (da criança)”. A bula de Microvlar diz: “Além disso, a membrana uterina não está preparada para a nidação do ovo (a criança)”.

13. Em resumo, quais são os mecanismos de acção das pílulas ou injeções anticoncepcionais?
R. a) inibir a ovulação;
b) aumentar a viscosidade do muco cervical, dificultando a penetração dos espermatozóides;
c) impedir a implantação da criança concebida (aborto).

14. Existem dias em que a mulher não é fértil. Nesses dias o casal pode ter relação sexual?
R. Pode. Pois ao fazer isso eles não colocam nenhum obstáculo à procriação. A própria natureza é que não é fértil naqueles dias.

15. O casal pode procurar voluntariamente ter relações sexuais somente nos dias que não são férteis, a fim de impedir uma nova gravidez?
R. Pode, mas deve ter razões sérias para isso. Pois em princípio um filho não deve ser “evitado”, mas desejado e recebido com amor. Uma família numerosa sempre foi considerada uma bênção de Deus (Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2373).
[Nota da autora do blog: Somente por motivos graves, de extrema gravidade (psicológicos, económicos), deve uma mulher limitar, espaçar ou mesmo chegar a impedir a concepção de mais filhos. Motivos graves, não dá cá aquela palha. Egoísmo e trabalhar fora de casa; dar muito boa situação económica aos filhos que já tem e fazer viagens todos os anos não são motivos graves.

16. Como se chama a abstinência de actos conjugais nos dias férteis?
R. Chama-se continência periódica. É popularmente conhecida como “método natural” de regulação da procriação. Não se deve falar em “planiamento familiar”, pois esse termo foi criado pelos defensores do aborto, da esterilização e da anticoncepção. Os documentos oficiais da Igreja nunca usam a expressão “planiamento familiar”. Ao contrário, usam paternidade responsável ou procriação responsável.

17. Que diz a Igreja sobre a paternidade responsável?
R. “Em relação às condições físicas, económicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos graves e com respeito à lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, n.º 10).

18. Dê exemplos de motivos graves que seriam válidos para se limitar ou espaçar os nascimentos através da continência periódica.
R. Nas palavras de Dom Rafael Llano Cifuentes, “já que o matrimónio ordena-se, pela sua própria natureza, aos filhos, esta decisão [de praticar a continência periódica] só se justifica em circunstâncias graves, de ordem médica, psicológica, economica ou social”.

As razões médicas “poderiam reduzir-se a duas:
1º) perigo real e certo de que uma nova gravidez poria em risco a saúde da mãe;
2º) perigo real e certo de transmitir aos filhos doenças hereditárias”.

“As razões psicológicas estão constituídas por determinados estados de angústia ou ansiedade anómalas ou patológicas da mãe diante da possibilidade de uma nova gravidez”.

“As razões económicas e sociais são aquelas situações problemáticas nas quais os cônjuges não podem suportar a carga económica de um novo filho; a falta de moradia adequada ou a sua reduzida dimensão, etc.

Estas razões são difíceis de avaliar, porque o padrão mental é muito variado e porque se introduzem também no julgamento outros motivos como o comodismo, a mentalidade consumista, a visão hipertrofiada dos próprios problemas, o egoísmo, etc.” (CIFUENTES, Rafael Llano. 274 perguntas e respostas sobre sexo e amor. 2. ed. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1993. p. 141.)

19. Um casal poderia utilizar a continência periódica sem ter nenhum motivo sério para espaçar ou limitar o número de filhos?
R. Não. Se fizesse isso estaria a frustrar o plano de Deus, que disse: “Crescei e multiplicai-vos” (Gn 1,22). Para evitar que o casal decida valer-se da continência periódica por motivos egoísticos, a Igreja dá aos confessores a seguinte orientação: “... será conveniente [para o confessor] averiguar a solidez dos motivos que se têm para a limitação da paternidade ou maternidade e a liceidade dos métodos escolhidos para distanciar e evitar uma nova concepção” (PONTIFÍCIO CONSELHO PARA A FAMÍLIA, Vade-mécum para os confessores sobre alguns temas de moral relacionados com a vida conjugal, 1997, n.º 12).

20. É mais fácil educar um só filho do que muitos?
R. O Papa João Paulo II, quando ainda era cardeal de Cracóvia, escreveu: “A família é na realidade uma instituição educadora, portanto é necessário que ela conte, se for possível, com vários filhos, porque para que o novo homem forme a sua personalidade é muito importante que não seja único, mas que esteja inserido numa sociedade natural. Às vezes fala-se que é ‘mais fácil educar muitos filhos do que um filho único’. Também se diz que ‘dois não são ainda uma sociedade; eles são dois filhos únicos’”(WOJTYLA, Karol. Amor e responsabilidade: estudo ético. São Paulo: Loyola, 1982. p. 216.)

De facto, o filho único arrisca-se a ser uma criança problemática. Recebe toda a atenção dos pais e não está acostumado a dividir. Poderá ter dificuldades no futuro ao ingressar na sociedade civil. Já um filho com muitos irmãos acostuma-se desde pequeno às regras do convívio social. Os irmãos maiores ajudam a cuidar dos menores, e todos crescem juntos.

21. Quantos métodos naturais existem para regulação da procriação (da natalidade, da fecundidade, são outras expressões válidas)?
R. Existem vários métodos usados para se identificar os dias férteis da mulher, a fim de que o casal possa praticar a continência periódica.
a) o método Ogino-Knauss, ou método da tabela. É o mais antigo de todos e tem pouca eficácia. Hoje o seu uso está quase abandonado.
b) o método da temperatura. Baseia-se na observação da temperatura da mulher, que varia quando ocorre ovulação. O aparelho Mini-Sophia é uma versão electrónica e computadorizada do uso deste método.
c) o método Billings, que se baseia na observação do muco cervical, que se torna fluido e úmido nos dias férteis, e seco nos dias inférteis. Não exige que o ciclo menstrual seja regular. A vantagem é que pode ser usado pelos casais mais pobres e mais incultos.
[Nota da autora do blog: fiz um curso sobre este método, posso explicar na perfeição como funciona. Tenho a certeza absoluta que só falha se o casal quiser que falhe, se não tiver os cuidados necessários. É muito eficaz este método]

22. É verdade que o método Billings “não funciona”?
R. “Não funciona” para os fabricantes de contraceptivos, que não querem perder os seus lucros. Mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a eficiência do método é de 98,5 %. Ele foi testado em diversos países como Filipinas, Índia, Nova Zelândia, Irlanda e El Salvador.

23. Mas não é muito mais cómodo tomar a pílula contraceptiva do que abster-se de relações sexuais em certos dias?
R. Sem dúvida é mais cómodo. Mas o verdadeiro amor prova-se pelo sacrifício.
[Nota da autora: o amor a Deus tem, obrigatoriamente, que estar acima de qualquer amor. Por isso não aceito certo tipo de discurso, como por exemplo que os divorciados recasados são convertidos. Mentira! Conversão é radical! Amor a Deus acima de todo e qualquer amor.]

24. E se a mulher engravidar apesar de praticar a continência periódica?
R. O filho deve ser recebido com amor e alegria. Aliás, o casal já deveria estar a contar com esta possibilidade. A atitude de abertura à vida é fundamental para o verdadeiro amor.
[Nota da autora do blog: E também é fundamental para o crescimento na santidade e na fidelidade a Deus.]

FONTE: http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com/2010/04/contracepcao-em-perguntas-e-respostas.html

domingo, 2 de janeiro de 2011

LA PARANOIA PATERNELLE, JUSQU'OÙ IRA-T-ELLE?

Nos próximos dias irei trazer artigos que falam por si.
Palavras de gente "pequena" como eu, que vêm reforçar aquilo que eu tenho dito até aqui.

Nada que eu já não soubesse, ou tivesse percebido.
Só que eu não diria melhor.

Ao lerdes isto, ireis ver o quão próximo está da verdade, e da realidade. Só não vê quem for cego.
Se necessário, usai o tradutor Google, que tenho aqui no blog.

Nunca é demais lembrar que tenho a sondagem, logo por cima do tradutor, e algumas petições mais abaixo, igualmente na margem direita, que eu gostava que lesseis e, sendo o vosso caso ou estando vós de acordo, assinásseis.

Não percam os próximos posts.
Aí se diz a verdade, e nada mais do que a verdade.

Obrigada, e boa leitura.




mercredi 11 février 2004


La paranoïa paternelle triomphera-t-elle ?

L’organisation des pères en colère
par Trish Wilson

Depuis des années, au Canada et au Québec comme en France et partout en Europe, des lobbies s’organisent pour défendre les "droits des pères" contre celles qu’ils considèrent comme des ennemies, les mères et les féministes. Ils utilisent notamment Internet pour diffuser une propagande à laquelle les législateurs prêtent une oreille bienveillante. Certains de ces groupes s’inspirent du "modèle américain" en la matière, dont voici une illustration.


Au fur et à mesure que les pères disparaissent de la vie de millions de femmes et d’enfants, ils resurgissent dans des bulletins de liaison, des groupes locaux d’activisme et dans le cyberespace comme membres de mouvements farouchement engagés en faveur des " droits des pères ", dont la mission déclarée est de " se défendre ".

Se défendre contre quoi ? Contre le pouvoir des femmes et des enfants, évidemment. Même si les déclarations publiques de ces organisations regorgent de bons sentiments - aider les hommes à devenir de meilleurs pères, par exemple - et de platitudes telles que " Les pères sont plus que des chèques de paie ", leurs membres ne sont pas de bons pères recherchant de l’aide mais plutôt des hommes en colère (souvent appuyés par des femmes qui les soutiennent) recherchant un élargissement des privilèges masculins. Leurs communications dans le privé sont de véritables diatribes contre le soutien alimentaire des enfants et en faveur de la prise de contrôle sur les femmes. On n’y trouve jamais la moindre allusion à la relation père-enfant.

De nos jours, les militants pour les droits des pères, comme c’est le cas des sympathisants des milices d’extrême-droite, sont particulièrement actifs sur l’Internet. Des cybergroupes tels Fathers’ Manifesto y recrutent des membres de façon très active et y répandent de la désinformation. Le Manifesto est une organisation parapluie fondée par John Knight, président de l’American Institute for Men basé en Californie. Bien que Knight se soit semble-t-il récemment retrouvé en prison et que le site de Manifesto ait disparu du Web, les signataires de celui-ci, provenant d’un large éventail de groupes militant pour les droits des pères, promeuvent activement son programme.

Ce programme consiste à attaquer les femmes qui élèvent seules leurs enfants, en prétendant que leur façon d’élever leurs enfants est la cause de la plupart des maux allant des hauts taux de criminalité juvénile aux faibles résultats des jeunes aux tests d’évaluation préparatoires au niveau collégial (les SAT, " scholastic assessment tests ").

À l’échelle nationale, les membres de ces groupes présentent des requêtes aux tribunaux pour que la garde exclusive soit toujours attribuée au père - peu importe que celui-ci ne se soit jamais occupé de son enfant ou qu’il ait un passé de violence conjugale ou d’abus. Ils font également du lobbying en faveur de mesures législatives qui donnent plus de pouvoir aux pères.

Ces groupes ont comme priorité l’élimination de l’aide sociale, des coupons de nourriture, des programmes de logement social, de la sécurité sociale, des pensions alimentaires ordonnées par les tribunaux, et de tout autre " transfert de biens qui encourage ou rend possible l’absence de père. "

Une recommandation particulièrement appropriée, surtout dans le contexte de la nouvelle loi sur la réforme de l’aide sociale, est celle qui consiste à exiger que l’on confie immédiatement au père tout enfant dont la mère présente une demande d’aide sociale. On pouvait lire l’exhortation suivante sur une liste de diffusion électronique : " Messieurs, empressez-vous de présenter vos demandes de garde d’enfant [dès que maman décide de recourir à l’aide sociale]. " Un autre cybergroupe, qui a aussi un site Internet , le Men’s Action Network (MAN, le réseau d’action masculin)

Des groupes militant pour les droits des pères se sont infiltrés dans les listes de diffusion électronique consacrées à la violence conjugale, au viol et au droit familial et suggèrent de pourchasser les groupes de femmes qui s’opposent à leurs points de vue.

Que doit faire une femme une fois qu’on a mis en place de telles " mesures de protection " ? Dans un récent message affiché sur la liste de diffusion Talk Man consacré aux femmes, " Jimmy " (un membre du réseau Man’s Health Network, une organisation basée à Washington, D.C., qui a des liens indirects avec celle de Gary Bauer, président de American Values , ancien conseiller de Ronald Reagan sur la politique intérieure), citait ses extraits préférés d’une liste des qualités de la " femme parfaite " : " 1) Elle sait quand se taire. 2) Elle sait quand se soumettre au désir de l’homme. "

Dans une autre liste affichée par Jimmy, qui lui avait été envoyée par " Ben ", intitulée " 69 raisons pour lesquelles les femmes ne devraient pas avoir la liberté d’expression ", on se moque des femmes par des affirmations telles que " 27) Si elles n’ont pas le droit de s’exprimer, elles ne pourront pas pleurnicher qu’elles se font violer. " " 29) Une seule paire de lèvres doit s’exprimer à la fois. " La citation la plus parlante est sans doute : " 40) La seule façon pour les femmes d’accéder à l’égalité est de renoncer à beaucoup de choses. " - point de vue partagé par la majorité des hommes faisant partie du mouvement. En présentant ces citations, Jimmy déclarait que la femme de Ben l’avait quitté. Faut-il s’en étonner ?

Une consultation rapide des groupes de discussion (messages et réponses) révèle les objectifs réels du mouvement - et l’ampleur réelle de sa misogynie. Dans un forum intitulé " Garde paternelle - Pas d’exception ", Daniel Amneus, un signataire du Manifesto, établit une relation entre la taille plus réduite du cerveau des femmes et une intelligence féminine réduite. Animé par une hargne étonnante, il écrit ceci :

Les femmes gagnent en moyenne 42 pour cent de moins que les hommes et cela serait essentiellement le résultat de la discrimination. Ce revenu inférieur n’aurait-il donc rien à voir avec le fait que leur cerveau est moins volumineux, que leurs muscles sont plus faibles, qu’elles sont plus petites en taille, ou qu’elles ont un tonus moindre ? Tous ces aspects ne seraient-ils que de menus détails qui n’auraient que peu d’effet sur la productivité d’une travailleuse ?
Les groupes de revendication des droits des hommes se sont aussi infiltrés dans les listes de diffusion électronique et les groupes de discussion consacrés à la violence conjugale, au viol et au droit familial, dans le but évident de faire dérailler tout échange intelligent. De façon outrageuse, la lettre d’information du National Council for Men (Conseil national des hommes), le Mens’ and Fathers’ Activism Report (le Rapport sur la revendication des hommes et des pères), accessible sur l’Internet, invite ouvertement à pourchasser tout groupe qui s’oppose à ses points de vue. L’action la plus haineuse (et complètement illégale) à laquelle il s’est livré a consisté en une exhortation écrite à exercer un harcèlement téléphonique sur la ligne d’aide mise sur pied par le ministère fédéral de la Justice, la National Domestic Violence Hotline.

Bien sûr, les groupes de revendication des droits des pères continuent d’imposer leur ordre du jour aux tribunaux et aux assemblées législatives. Dans ces cadres, leurs principaux outils sont le fiel et la désinformation. Les chiffres sont faussés ou mentionnés sans aucune référence à une source.

Lorsqu’on les presse de révéler leurs sources, leurs membres et lobbyistes se fâchent, comme le fit récemment Richard Bennett, directeur de la section de la Silicon Valley de la Coalition of Parental Support (COPS - Coalition pour le soutien parental), l’organisme qui avait soutenu la contestation ratée de la présomption en faveur de la garde partagée proposée par le projet de loi AB 999 de la Californie. Le groupe était également le promoteur de la loi SB 509, qui abolit la pension alimentaire viagère. Interpellé à propos de son invraisemblable affirmation que la majorité des mères divorcées ne travaillent pas, Bennett rétorque ceci :

Il faut que vous consentiez à examiner les données du Bureau de la Statistique (U. S. Census Bureau) au lieu de passer votre temps à vous regarder le nombril. Une majorité de mères mariées travaillent à l’extérieur de la maison et une majorité de mères célibataires ne le font pas. Bon, je vous concéderai qu’un grand nombre de celles-ci sont des cas de " reines-assistées sociales-jamais mariées " et non de véritables cas de mères divorcées. Il n’en reste pas moins que plus de 4 millions de mères célibataires ne pourvoient pas aux besoins de leurs enfants et comptent sur le gouvernement ou sur papa pour le faire. Pas étonnant qu’elles ne soient pas mariées !
Tirons la situation au clair une fois pour toutes. Les rapports de population du U.S. Census Bureau pour 1988 (Bureau fédéral de la statistique des États-Unis) montrent que 70 pour cent des femmes qui recevaient une pension alimentaire pour leur enfant avaient travaillé un mois complet juste avant l’entrevue de sondage.

Et quelle est la solution prônée par plusieurs groupes ? Conférer la garde au parent le plus riche : le père*.

Anne Mitchell, fondatrice de Fathers’ Rights and Equality Exchange (FREE, un groupe californien de revendication des droits des pères qui a l’appui de l’ancien gouverneur Pete Wilson, prétend constamment que 75 pour cent des pères versent assidûment la pension alimentaire pour leur enfant. Ce que ce chiffre (tiré des données du U.S. Census) ne dit pas, c’est que dans la plupart des cas ces sommes d’argent ne sont pas payées volontairement mais plutôt à la suite d’ordonnances judiciaires, voire de saisies sur le salaire. De plus, la moitié des femmes créancières de pensions alimentaires destinées à leurs enfants ne reçoivent pas un sou ou seulement une partie du montant dû.

Soyons clairs : les pères sont souvent enragés que l’on exige d’eux qu’ils renoncent à une partie de leurs biens pour faire vivre leur famille, plutôt qu’on leur permette de jouir de tout cet argent eux-mêmes. Dans les lettres d’information et sur l’Internet, ils prétendent que leurs ex-conjointes habillent leurs enfants de guenilles [Note de Trish Wilson : alors qu’en fait, ils sont la plupart du temps simplement habillés, de vêtements confortables], pour pouvoir consacrer l’argent destiné à leurs enfants à l’achat de voitures neuves et de vacances coûteuses. Ils dégoulinent d’angoisse pharisaïque telle que celle exprimée par " Bill et/ou Robbie " Fetzner, membres des Wisconsin Fathers for Equal Justice, qui ont affiché une note sur une liste de diffusion portant le nom de " Family Law-L " à l’effet suivant :

Forcer un père à payer une pension alimentaire à son enfant [Note de Trish Wilson : Plutôt, je présume, que d’attendre à ce qu’il le fasse volontairement…] fait mal au parent gardien exactement comme le fait notre système actuel de sécurité sociale. Et cela fait mal également au parent pourvoyeur qui n’a pas la garde… Traire la vache encore plus vigoureusement n’augmentera pas la quantité de lait et taper sur le donneur ne résoudra aucun problème. [Note de Trish Wilson : L’emprisonnement aurait-il plus de succès ?…]
Les Wisconsin Fathers for Equal Justice ont réussi à s’infiltrer dans le site Web de la National Organisation of Women of Wisconsin, fait qui a été porté à l’attention de l’organisation nationale (NOW, Organisation nationale des femmes aux Etats-Unis, .
(...)


Mis en ligne sur Sisyphe, le 2 février 2003

© On The Issues. Winter ’97, Vol. 6, No. 1/Web page : 12-20-96/ Webmaster : Sara Yager
© Sisyphe pour la version en français.

Pour plus d’information, communiquer avec le Clearinghouse Against Fathers’ Rights, National Organization for Women, 1000, 16th Street NW, Suite 700, Washington, DC 20036.


Lire également :

Un programme qui prive les enfants de leur mère
La réussite scolaire comparée selon le sexe : catalyseur des discours masculinistes, un rapport de Condition féminine Canada, mars 2003.
Un rapport de Condition féminine Canada démasque un discours qui nie les inégalités de genre
Le discours masculiniste dans les forums de discussion
Les arguments du discours masculiniste
Les enfants du divorce ont besoin de notre protection
Les partisans des droits des pères veulent imposer la garde partagée obligatoire


© Sisyphe 2002-2010
|

Trish Wilson

FONTE: http://sisyphe.org

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MULHERES VÍTIMAS DE ALIENAÇÃO: AS QUE SOFREM TODO O TIPO DE VIOLÊNCIA E AS QUE SÃO OBRIGADAS A AGIR CONFORME A VONTADE DO(S) OUTRO(S)!

Um dos temas de destaque nos jornais noticiosos tem sido a Violência Doméstica, sendo que a mulher tem sido a principal vítima. Os números são estrondosos, apesar de estarem longe dos números reais (não são contabilizados os "acidentes" nem os suicídios).

Põe-se agora a questão: uma mulher violentada, física e psicologicamente, vê-se privada do direito à dignidade e à vontade própria. Não será ela, então, vítima de uma constante alienação?

O mesmo se passa com aquelas que se vêem impedidas de escolher um outro lugar para viver. Em nome dos direitos dos filhos e do pai, perdem todo e qualquer direito. São igualmente vítimas de alienação, pois que são constrangidas à vontade de outros. É-lhe aplicado o chamado direito positivo (até que ponto?)

Ora parece-me que há outras formas de fazer valer os direitos das crianças e dos homens, sem inibir a mulher dos seus próprios direitos.

Um assunto que eu aqui vos deixo hoje para reflexão, com a ajuda de alguns textos:



DROIT POSITIF

Sujet : Le droit est-il synonyme de contrainte ?



droit : a° Un droit: liberté d'accomplir une action (droit de vote); possibilité d'y prétendre ou de l'exiger (droit au travail, droit de grève). b° Le droit: ce qui est légitime ou légal, ce qui devrait être, opposé au fait, ce qui est. c° Ce qui est permis par des règles non écrites (droit naturel) ou par des règles dûment codifiées (droit positif). Le droit positif est l'ensemble des règles qui régissent les rapports entre les hommes dans une société donnée. Le droit naturel est l'ensemble des prérogatives que tout homme est en droit de revendiquer, du fait même de son appartenance à l'espèce humaine (droit au respect).
contrainte : Force ou coercition extérieure qui empêche l'action volontaire. Ne pas confondre avec obligation, qui émane de la volonté.



• Le droit positif est fait pour être appliqué et ne serait qu'une illusion s'il ne s'accompagnait pas de l'obligation de le respecter. Le droit positif étant en effet normatif au sein d'une société, il s'accompagne de la contrainte. Si un individu ne remplit pas le contrat - implicite ou explicite - qui le lie à l'ensemble de la société, celle-ci peut être amenée à prendre à son égard un certain nombre de sanctions.

• Le droit positif repose donc sur le droit de punir, droit qui n'est lui-même efficace que s'il autorise à contraindre absolument. Cette répression, lorsqu'elle n'est pas un simple acte subjectif et contingent de représailles, comme la vengeance, permet la réconciliation de la loi avec elle-même ; car, par la suppression du crime ou du délit, la loi se rétablit elle-même et retrouve sa validité.

• D'un point de vue subjectif, la répression permet aussi, comme le note Hegel, la réconciliation du fautif avec la loi, qu'il connaît et dont il reconnaît la validité pour lui et pour sa protection. En punissant le coupable, on le réintègre dans la société, on le « force à être libre », suivant la formule de Rousseau.

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-droit-synonyme-contrainte-114582.html





VIOLENCE



La violence est-elle synonyme d'aliénation ?


violence : Du latin violentia, "abus de la force". A l'origine, le terme désigne le fait "d'agir sur quelqu'un ou de le faire agir contre sa volonté, en employant la force ou l'intimidation.
aliénation : Pour Marx, processus par lequel les hommes, asservis à un travail qui leur est imposé de l'extérieur, se retrouvent coupés de leur liberté et d'eux-mêmes. Le travailleur est aliéné lorsqu'il est dépossédé de ce qui le constitue au profit d'un autre qui l'asservit.

Un synonyme désigne une expression équivalente à une autre. La violence désigne l'usage de la force physique . L'aliénation est le fait de recevoir sa loi d'un autre que soi par opposition à l'autonomie qui consiste précisément à se donner soi-même sa loi. Ainsi l'aliénation désignerait l'état dans lequel un homme perd la liberté de son vouloir pour être contraint par un autre que lui . S'il semble évident que la victime de la violence est aliénée puisque sa volonté et son corps doivent subir la contrainte d'une autre volonté, il est paradoxal de penser l'agent de la violence comme aliéné, c'est-à-dire dépossédé de sa liberté. Comment user de violence pourrait-il équivaloir à être dépossédé de soi par une loi extérieure à sa volonté ? Dans la mesure où l'homme est essentiellement un être de raison, l'usage de la violence trahirait dans l'individu qui s'y livre une perte momentanée ou définitive de la raison qui lui permet de se donner à lui-même sa loi. En ce sens on pourrait soutenir que la violence est synonyme d'aliénation. Néanmoins tous les actes de la violence ne semblent pas pouvoir être pensés comme une perte de la rationalité. S'il y a une rationalité de la violence, alors la violence n'est pas toujours le symptôme d'une aliénation. En ce sens elle ne pourrait être tenue pour une expression équivalente de l'aliénation. Si la violence peut-être une compétence, c'est qu'elle n'est certainement pas synonyme d'aliénation. Si l'aliénation est une perte de soi, à quelles conditions la violence peut-être pensée comme une donnée positive dans le processus d'autonomisation ?

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-violence-synonyme-alienation-109922.html




LA NATURE DE L'HOMME

L'homme est-il un être naturel ou culturel ? Aperçu du corrigé : L'homme est-il un être naturel ou culturel ?



homme : Le plus évolué des êtres vivants, appartenant à la famille des homini­dés et à l'espèce Homo sapiens (« homme sage »). Traditionnellement défini comme « animal doué de raison », l'homme est aussi, selon Aristote, un « animal politique ». Ce serait en effet pour qu'il puisse s'entendre avec ses semblables sur le bon, l'utile et le juste que la nature l'aurait pourvu du langage.
être : Du latin esse, « être ». 1) Verbe : exister, se trouver là. En logique, copule exprimant la relation qui unit le prédicat au sujet (exemple : l'homme est mortel). 2) Nom : ce qui est, l'étant. 3) Le fait d'être (par opposition à ce qui est, l'étant). 4) Ce qu'est une chose, son essence (exemple : l'être de l'homme). 5) Avec une majuscule (l'Être), l'être absolu, l'être parfait, Dieu.
culture : En anthropologie, la culture désigne l'ensemble des croyances, connaissances, rites et comportements d'une société donnée. Certains réservent le terme de culture aux productions non matérielles d'une société, préférant parler de civilisation à propos des productions matérielles.



L’opposition entre le naturel et le culturel semble convenu. On oppose souvent l’homme culturel, façonné par la civilisation ou corrompu par elle, aliénant ainsi sa première nature, à l’homme naturel, un être presque pur, vivant selon les règles de la nature et en harmonie avec celle-ci. L’homme naturel serait la fiction du « bon sauvage ». Cependant quelles sont les réalités de ces deux êtres ? Y a-t-il lieu de les opposer ou au contraire de ne voir ici que deux fictions qui seraient des types ? Cette opposition a-t-elle seulement un sens ? C’est bien là l’enjeu de toute la question. En effet, l’homme est un animal vivant appartenant au règle de la nature. En ce sens, la nature constitue sa première nature. Mais peut-on penser l’homme en dehors de toute culture ? Cela semble impossible, si bien que l’on peut dire de la culture qu’elle est la seconde nature de l’homme, à supposer qu’une telle chronologie soit possible. Moins qu’une opposition, il y a complémentarité, on ne peut pas penser un homme hors de toute culture non plus qu’un homme ayant aliénant la totalité de la nature en lui.

FONTE: http://www.devoir-de-philosophie.com/dissertation-homme-etre-naturel-culturel-2001.html



Violência doméstica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Violência doméstica é a violência, explícita ou velada, literalmente praticada dentro de casa ou no âmbito familiar, entre indivíduos unidos por parentesco civil (marido e mulher, sogra, padrasto) ou parentesco natural pai, mãe, filhos, irmãos etc.[1] Inclui diversas práticas, como a violência e o abuso sexual contra as crianças, maus-tratos contra idosos, e violência contra a mulher e contra o homem geralmente nos processos de separação litigiosa além da violência sexual contra o parceiro.

Pode ser dividida em violência física — quando envolve agressão directa, contra pessoas queridas do agredido ou destruição de objectos e pertences do mesmo (patrimonial); violência psicológica — quando envolve agressão verbal, ameaças, gestos e posturas agressivas, jurídicamente produzindo danos morais; e violência sócio-económica, quando envolve o controle da vida social da vítima ou de seus recursos económicos. Também alguns consideram violência doméstica o abandono e a negligência quanto a crianças, parceiros ou idosos. Enquadradas na tipologia proposta por Dahlberg; Krug, [2] na categoria interpessoais, subdividindo-se quanto a natureza Física, Sexual, Psicológica ou de Privação e abandono. Afetando ainda a vida doméstica pode-se incluir da categoria autodirigida o comportamento suicída especialmente o suicídio ampliado (associado ao homicídio de familiares) e de comportamentos de auto-abuso especialmente se consideramos o contexto de causalidade. É mais frequente o uso do termo "violência doméstica" para indicar a violência contra parceiros, contra a esposa, contra o marido e filhos. A expressão substitui outras como "violência contra a mulher". Também existem as expressões "violência no relacionamento", "violência conjugal" e "violência intra-familiar".

Note que o poder num relacionamento envolve geralmente a percepção mútua e expectativas de reação de ambas as partes calcada nos preconceitos e/ou experiências vividas. Uma pessoa pode se considerar como subjugada no relacionamento, enquanto que um observador menos envolvido pode discordar disso.


(Foto de mulher no hospital depois que o marido dela a espancou)


Muitos casos de violência doméstica encontram-se associados ao consumo de álcool e drogas, pois seu consumo pode tornar a pessoa mais irritável e agressiva especialmente nas crises de abstinência. Nesses casos o agressor pode apresentar inclusive um comportamento absolutamente normal e até mesmo "amável" enquanto sóbrio, o que pode dificultar a decisão da parceiro em denunciá-lo.




Violência e as doenças transmissíveis são as principais causas de morte prematura na humanidade desde tempos imemoriais, com os avanços da medicina, disponibilidade de água potável e melhorias da urbanização a redução das doenças infecciosas e parasitárias, tem voltado o foco da saúde pública para a ocorrência da violência. Contudo como observa Minayo e Souza [3] este é um fenômeno que requer a colaboração interdisciplinar e ação multiprofissional, sem invalidar o papel da epidemiologia para o dimensionamento e compreensão do problema alerta para os riscos de reducionismo e necessidade de uma ação pública.

Estatisticamente a violência contra a mulher é muito maior do que a contra o homem. Um estudo realizado em São Paulo [4] encontrou-se quanto à relação autor-vítima, que 1.496 (81,1%) agressões ocorreram entre casais, 213 (11,6%) entre pais/responsáveis e filhos, e 135 (7,3%) entre outros familiares. Esse mesmo estudo referindo-se acerca dos motivos da agressão, os chamados “desentendimentos domésticos” que se referem às discussões ligadas à convivência entre vítima e agressor (educação dos filhos; limpeza e organização da casa; divergência quanto à distribuição das tarefas domésticas) prevaleceram em todos os grupos, fato compreensível se for considerado que o lar foi o local de maior ocorrência das agressões. Para muitos autores, são os fatos corriqueiros e banais os responsáveis pela conversão de agressividade em agressão. Complementa ainda que o sentimento de posse do homem em relação à mulher e filhos, bem como a impunidade, são fatores que generalizam a violência.

Há quem afirme que em geral os homens que batem nas mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho. A cultura popular tanto propõe a proteção das mulheres (em mulher não se bate nem com uma flor) como estimula a agressão contra as mulheres (mulher gosta de apanhar) chegando a aceitar o homicídio destas em casos de adultério, em defesa da honra. Outra suposição é que a maioria dos casos de violência doméstica são classes financeiras mais baixas, a classe média e a alta também tem casos, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem e a sua família. Segundo Dias [5] o fenômeno ocorre em todas as classes porém mais visíveis entre os indivíduos com fracos recursos econômicos.

A violência praticada contra o homem também existe, mas o homem tende a esconder mais por vergonha. Pode ter como agente tanto a própria mulher quanto parentes ou amigos, convencidos a espancar ou humilhar o companheiro. Também existem casos em que o homem é pego de surpresa, por exemplo, enquanto dorme. Analisando os denominados crimes passionais a partir de notícias publicadas em jornais Noronha e Daltro [6]identificaram que estes representam 8,7% dos crimes noticiados e que destes 68% (51/75) o agressor era do sexo masculino (companheiro, ex-companheiro, noivo ou namorado) nos crimes ondea mulher é a agressora ressalta-se a circunstância de ser o resultado de uma série de agressões onde a mesma foi vítima.



Gênero
É impossível discutir a violência doméstica sem discutir os papéis de género, e se eles têm ou não têm impacto nessa violência. Algumas vezes a discussão de género pode encobrir qualquer outro tópico, em razão do grau de emoção que lhe é inerente.

Quando as mulheres passaram a reclamar por seus direitos, maior atenção passou a ser dada com relação à violência doméstica, e hoje o movimento feminista tem como uma de suas principais metas a luta para eliminar esse tipo de violência. O primeiro abrigo para mulheres violentadas foi fundado por Erin Pizzey (1939), nas proximidades de Londres, Inglaterra. Isso aconteceu na década de 1960. Pizzey fez certas críticas a linhas do movimento feminista, afirmando que a violência doméstica nada tinha a ver com o patriarcado, sendo praticada contra vítimas vulneráveis independentemente do sexo...

Estratégias de controle
Como resposta imediata, além do atendimento adequado à vítimas de violência tanto nos aspectos físicos como psicossociais, urge reconhecer a demanda nos termos epidemiológicos que se apresenta. Com essa intenção vem se estabelecendo no Brasil. O sistema de notificação de notificação/investigação individual da violência doméstica, sexual e/ou outras violências através das secretarias estaduais e municipais de saúde após promulgação da lei nº 10778, de 24 de novembro de 2003 que estabeleceu a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.

Além das dificuldades de produzir informações fidedignas da amplitude desses agravos face a natureza burocrática dos sistemas de informação e cultura de omitir tais agravos vergonha ou descrédito nas instituições públicas por parte das vítimas a complexidade do aparelho de Estado ou setores da administração publica onde se insere essa assistência resulta tanto na assistência inadequada a estas como no controle social do fenômeno violência ou seja a prevenção destas ocorrências e punição do agressores.

Para se ter uma ideia da complexidade do fenômeno basta examinarmos a dimensão da rede de instituições envolvidas as Unidades de Saúde do SUS (Pronto Atendimento, Setores de Emergência e da Assistência Hospitalar; Serviços de Saúde Mental) o CRAS Centro de Referência de Assistência Social do SUAS – (Sistema Único de Assistência Social); o Ministério Público, o Conselho Tutelar, o órgão responsável em fiscalizar se os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Conselho Municipal do Menor e da Criança que administra o Fundo para Infância e Adolescência, a Secretarias de governo (Secretarias de Ação Social, da Mulher, etc), Delegacia da Mulher, Vara de Família e Juizado de Menores etc. A noção rede de serviços propõem a integração dessas instituições contudo as modificações institucionais envolvem determinações de natureza política e cultural ainda inteiramente compreendidas ou controláveis.

Ver também
Agressão
Abuso infantil
Machismo
Mulher na história
Feminismo / Livros feministas
Violência contra a mulher
Lei Maria da Penha / Divórcio
Epidemiologia da violência


Referências
↑ Cavalcanti, Stela V. S. F. Violência doméstica contra a mulher no Brasil.Ba, Podium, 2007
↑ Dahlberg, L.L., Krug, E.G. Violência: um problema global de saúde pública. Ciênc. saúde coletiva vol.11 suppl.0 Rio de Janeiro 2006
↑ Minayo, M. C. de S.; Souza, E. R. de. Violência e saúde como um campo interdisciplinar e de ação coletiva. História, Ciências, Saúde— Manguinhos, IV(3): 513-531, nov. 1997-fev. 1998. disponível em pdf
↑ DOSSI, A.P.; SALIBA O.; GARBIN, C.A. S.; GARBIN, A. J.I. Perfi l epidemiológico da violência física intrafamiliar: agressões denunciadas em um município do Estado de São Paulo, Brasil, entre 2001 e 2005. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(8):1939-1952, ago, 2008 disponível em pdf
↑ Dias, Isabel. Exclusão social e violência doméstica, que relação? Comunicação apresentada no I Congresso português de sociologia econômica realizado na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1998 disponível em pdf
↑ NORONHA, C.V.; DALTRO M.E. A Violência Masculina é Dirigida para Eva ou Maria. Cad. Saúde Pública vol.7 no.2 Rio de Janeiro Apr./June 1991 disponível em pdf
[editar] Ligações externas
Delegacias de proteção à mulher - Instituto São Paulo contra a violência
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Instituto Patricia Galvão
informações para mães que deixaram um relacionamento abusivo
Laboratório de Análise e Prevenção da Violência
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
Artigos e dicas para quem sofre com a violência doméstica
Rede Social Lei Maria da Penha


FONTE: Wikipédia



MULHER-OBJECTO


Kathy Myers, uma investigadora norteamericana que, baseada nas teorias feministas se dedica ao estudo da mulher na publicidade, justifica no texto “Reading images of women’s bodies in advertising and pornography” (1995, 267) a redução da mulher à condição de objecto pela publicidade. Para a autora, esta condição pode ser entendida por duas vias:

-na acepção marxista de fetichismo, segundo a qual as mulheres tornaram-se
mercadorias por via da alienação praticada pelo homem. Para a autora, este estatuto de mercadoria contraria a individualidade e humanidade feminina;

-no conceito freudiano de fetichismo sexual, segundo o qual, certas partes anatómicas da mulher são utilizadas como símbolos e substitutos do “falo”. De acordo com esta argumentação, o homem ao ter “dificuldade” em lidar com a sexualidade feminina, face à “ansiedade” que lhe provoca a “castração” da mulher, fetichisa ou atribui um valor sexual a certas partes do corpo da mulher: pernas, pés, cabelos; ou a determinados objectos usados pelas mulheres: botas, luvas, etc.

Etxebarria e Puente também reconhecem esta dupla fetichisação da mulher na imagem publicitária: «foram ali colocadas como objectos de exibição e objectos de desejo» (2002, 112). As autoras espanholas vão ao ponto de afirmar que os publicitários recorrem a certas imagens da mulher, a certas poses e expressões com o objectivo, mesmo que implícito, de dar a entender ao destinatário masculino que a posse daquele produto, entretanto promovido com a ajuda daquela mulher naquela encenação, elevará, perante os outros, o seu estatuto económico, social ou profissional7.


Quer o sentido “marxista”, quer o “freudiano” de fetichismo sexual aqui aplicados por Myers vão de encontro à nossa leitura acerca da “objectização” do corpo da mulher na publicidade.

FONTE: http://www.bocc.ubi.pt/pag/verissimo-jorge-mulher-objecto-publicidade.pdf




Muito a propósito, eis a saída de um senhor perante um juíz (isto é verdadeiro!):

COMME MA MAISON

-Oui, monsieur le juge, je frappe ma femme! Et, après tout, j'en ai le droit! Ma femme.c'est comme ma maison, elle m'appartient! Et, je vais vous dire, je ne c'est pas laquelle des deux m'a coûté le plus cher.


Pois, só falta hipotecá-la, ou mesmo vendê-la...
(Há quem o tenha feito).

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CARTA ABERTA DE UM PEDIATRA A UM PAI!

Lettre ouverte de Léonide Rochal à Monsieur Jean-Michel André


MOSCOU, 23 avril - RIA Novosti.

Voici une lettre ouverte du Pédiatre du Monde, de l’Européen de l’Année (Reader’s Digest) et de l’Etoile de l’Europe (Business Week) à Monsieur Jean-Michel André.


Monsieur Jean-Michel André,


Pardonnez-moi de me mêler de votre vie privée. Mais, malheureusement, aujourd’hui elle est devenue publique pour le monde entier. Il y a longtemps que je ne suis plus un jeune homme. Je suis grand-père. Voilà pourquoi je peux parler en toute sincérité et en connaissance de cause. De plus, j’ai consacré toute ma vie à la santé des enfants.
J’ai essayé de vous joindre, y compris par internet, mais je n’ai pas réussi. Voilà pourquoi, je vous envoie une lettre ouverte. Tout d’abord, je condamne le fait que l’on vous ait agressé. C’est horrible. J’ai beaucoup d’amis en France et j’aime la France.
L’amour peut se transformer en haine. Cela est bien connu. Et à mon humble avis, Votre relation avec Irina est aujourd’hui inspirée par la haine. Chacun de vous pense à soi-même et peu à votre enfant. Cela peut beaucoup influencer l’état psychique et émotionnel de la pauvre Elise. Réfléchissons à l’avenir d’Elise.
Aujourd’hui c’est vous qui décidez pour elle : où et avec qui elle doit vivre, et qui va payer la pension alimentaire. Peu de temps passera et c’est elle-même qui décidera de ces diverses questions. Cela sera son choix et son droit. Personne ne la prive de la citoyenneté française ou russe. Mais il ne faut pas transformer en cauchemar la vie de cet enfant et la priver de sa mère et de vous-même. Vous n’êtes pas le premier au monde à divorcer en ayant un enfant, mais je m’incline devant les parents qui font preuve de haute spiritualité et qui font tout pour atténuer la tragédie de l’enfant. Dans cette situation, l’enfant est la priorité. Les lois pour les animaux et les hommes sont les mêmes. La femelle privée de son enfant est prête au sacrifice suprême. Faites preuve de commisération.
Je vous propose de vous conduire comme un homme véritable, digne et vaillant, dont la France et le monde entier pourraient être fiers - venez à Moscou et remettez tranquillement Elise à sa mère sous réserve de la promesse d’un contact permanent avec vous et sans décision judiciaire. Je garantie votre sécurité. Je vous demande de cesser de partager l’enfant. Cela sera une tragédie pour tous.
C’est complexe, mais il existe une autre voie qui permettrait à Elise de vivre une vie normale et non-partagée dans les années qui viennent. Laissez Elise à sa mère dans sa famille, et vous-même, pour le bien de l’enfant, partez dans l’ombre. Quand elle atteindra sa majorité, il sera possible de lui raconter toute la vérité et elle pourra elle-même prendre une décision concernant son avenir. Je puis dire avec une quasi-certitude que son choix en votre faveur sera plus que probable.
Et, finalement, dernière question. Il faut résoudre le problème financier, celui de la pension alimentaire. En cas d’absence d’accord raisonnable entre vous, je vous propose mon aide personnelle pour Elise.
Respectueusement,
Léonide Rochal, Pédiatre du monde






PETITION POUR LE VRAI INTÉRÊT DE L'ENFANT

A l'attention de Monsieur le président de la République, l'Assemblée de la République
Devant le grand nombre d'enfants soumis à un mode de garde qui, dans la majeure partie des cas, ne respecte vraiment ses intérêts (je parle, evidemment, de la garde alternée), cette pétition vient juste vous rappeler quelques faits qu'on a tendance à oublier.

Il me semble, Messieurs, que de nos jours nous vivons une nouvelle inquisition, sauf que cette fois on n'accuse pas les femmes d'être des sorcières: on les accuse d'être des mauvaises mères, sans aucun respect pour les intêrets et les désirs de ses enfants! Ce qui est tout à fait faux.


Et, dans cette croyance, au lieu de nous mettre au feu, on nous enlève nos enfants.Ce qui est encore pire, croyez-moi.

Les principales victimes? Les enfants, bien sûr.


D'abord, saviez-vous qu'un bon nombre de mères sont, en fait, pour cette garde, en dépit de la mauvaise relation qu'elles ont vécu avec le père de ses enfants?

Mais est-ce que-on se demande bien- la pratique de la garde partagée a les avantages qu'on lui reconnait?
Je n'entends parler que des statistiques. Or, comme dit l'expression, il existe les mensonges, des grosses mensonges... et les statistiques! C'est-à-dire que la réalité est bien toute une autre que celle que nous présentent les statistiques.



Comment considérer l'attitude d'un père qui veut absolument prendre sa moitié -ou la partie toute entière- de son enfant, encore tout petit, sans même penser aux conséquences? On dit qu'il y a des enfants traumatisés par les attitudes de leur mère(?!) On ne parle pas des enfants traumatisés par la séparation forcée de leur mère. On dit qu'ils s'adaptent bien à cette séparation, alors que, en vérité, ils s'accomodent. Ce n'est pas la même chose.

S'il est vrai que le temps ne se passe pas de la même façon pour un enfant,surtout quand il est encore petit (et donc, 15 jours éloigné de son père peut lui ressembler trop long), le même se passe pour un nourrison qui est éloigné toute une journée de sa mère. Et même pour des enfants plus âgés. L'enfant semble être bien tranquille, mais il ne l'ai pas. D'habitude les conséquences de cette séparation ne parviennent que quelques années plus tard, parfois dans l'adolescence.

A présent, je vois des enfants qui deviennent cyberdépendants, et d'autres qui succent le doigt. Des enfants dans des familles recomposées, qui n'y trouvent pas sa place, se sentent souvent à l'ecart. Ça, ce n'est pas des statistiques. C'est bien la réalité que nous avons devant les yeux.

Quand on sépare un chiot de sa progéniteure, l'animal pleure pendant des jours. Il veut sa maman. Puis il se tait. Il s'est accomodé a cette séparation forcée. Il ne l'a forcement pas acceptée, comme nous le jugeons.

Le même pour les humains. La seule différence c'est qu'un nourrison dépend encore plus de sa maman que les petits animaux dans d'autres espèces, vue sa fragilité.

On me reproche la comparaison que je fais souvent entre la mère humaine et les autres femelles, dans d'autres espèces. Et, pourtant, de l'autre côté, celui qui défend l'egalité père/mère, on nous présente souvent des espèces où le rôle est partagé entre les deux progéniteurs... Sauf qu'il s'agit des espèces qui pondent des oeufs, et qui n'ont, donc, aucun lien avec la nôtre. Le seul lien qu'on y trouve c'est l'instinct de protection, qu'on voit aussi chez les mamifères. Les humains, aussi, l'ont.

Alors, que peut-on reprocher à une mère qui protège ses enfants? Rien, en effet. Au contraire.
Et pour le fait de protéger ses enfants, le tribunal décide de les enlever. On les place chez le père.


Il serait plutôt important d'envisager une loi qui respecte VRAIMENT l'intêret de l'enfant. Comme disait quelqu'un -et je le trouve bien- ce n'est pas l'enfant qui doit s'adapter à l'adulte, mais l'adulte à l'enfant. Et donc, les lois se doivent adapter à ses intêrets, n'oubliant pas que l'enfant a des sentiments, des envies, qu'on doit absolument -sauf rares exceptions-respecter.

L'egalité -les spécialistes d'enfants le disent souvent- ne se fait de la même manière et dans un même temps, donc un père ne peut pas exiger une parcelle de 50%, sachant qu' un nourrison et l'enfant encore petit n'a pas des besoins de 50/50. Son cerveau ne marche pas comme ça. Surtout, il ne marche pas tel comme on veut. La loi de Salomon nous montre bien qu'on peut pas le couper en deux, cela disant, on peut pas partager moitié-moitié.


Est-ce qu'on restera aveugles? Ou bien, nous agisserons pour le vrai intérêt de l'enfant?
Ce n'est pas les conditions matérielles qui importent le plus. Ce qui importe vraiment c'est d'être sensible à ses besoins.


Réfléchissez bien, Messieurs. Car vous avez dans vos mains nos enfants, notre futur. Et selon vous agissez, vous l'aurez.



Veuillez agréer, Messieurs, l'assurance de mes salutations distinguées.


http://www.mesopinions.com/Qu-une-maman-puisse-garder-ses-enfants--tout-comme-il-se-passe-dans-la-nature--petition-petitions-d48321df2ccfc944808d20b77175b95a.html








PETIÇÃO PELA SALVAGUARDA DOS DIREITOS NATURAIS DE UMA MÃE!



Destinatário: Assembleia da República



"As piores coisas são sempre feitas com as melhores intenções" Óscar Wilde



É na qualidade de mãe que vive separada da filha (contra vontade, saliente-se, não só minha mas também dela) e de alguém que também suportou a experiência de viver separada de ambos os pais que venho apresentar a Vossa Excelência a presente petição.

Pela minha própria vivência posso dizer, com toda a certeza, de que pior do que estar sem um pai é viver sem uma mãe, e que não há nada pior para uma mãe de que viver afastada de um filho. Tal como sucede na Natureza, em que as crias dificilmente sobrevivem quando separadas da progenitora, e esta tudo faz para as recuperar.

Aliás, a minha petição -que, estou certa, contará com vozes igualmente favoráveis, sendo que algumas poderão partir de homens- rege-se, unicamente, pelas Leis da Natureza.Leis que esperamos ver cumpridas, por serem leis de enorme sabedoria. É da Natureza que retiramos todo o nosso melhor saber e um conhecimento de nós-próprios. Nós somos uma criação da Natureza. Somos parte integrante dela.


Soubessemos nós agir em consonância com as demais espécies, e não seríamos o ser mais desprezível e degradante que existe à face da Terra. Porventura não somos nós responsáveis pelas alterações nefastas que verificamos ao nosso redor?

Entendemos que a Petição pela Igualdade entre ambos os Progenitores não tem razão de ser. Cada um cumpre o seu papel. Assim é na Natureza. O papel de uma mãe, como o de qualquer outra progenitora, é cuidar das crias e zelar pela sua segurança e o seu bem-estar.


Eu entendo -e não serei, acredito, a única- que muito pouco mudou que faça acreditar que a mãe já não cumpre devidamente o seu papel. Antes pelo contrário. Cumpre-o, hoje, melhor do que nunca, assumindo o papel de cuidar do lar e dos filhos (uma tarefa que continua a ser feminina, como podemos constatar nos anúncios publicitários) e de contribuir para o sustento da família.


É insustentável acreditar que a guarda conjunta ou alternada irá acabar com a chamada "Alienação Parental"
Estamos conscientes de que o problema existe. E de que é sobre a mãe, que é quem detém a guarda, que recai as suspeitas de tal comportamento. Ora -sabemo-lo bem- este comportamento tanto parte do progenitor guardião como daquele que não detém a guarda.


Se muitas vezes uma mãe usa os filhos para atingir o outro progenitor, buscando formas de os distanciar, em muitos outros casos -senão na maioria- os seus actos refletem um comportamento animal. À semelhança das restantes espécies,a mãe, sentindo-se ameaçada na sua função de progenitora, reage instintivamente de forma agressiva, afastando todo e qualquer "intruso", inclusive o progenitor (o macho). É um comportamento ancestral que demonstra a nossa verdadeira natureza.

É certo que o ser humano é bem mais complexo do que qualquer outro animal. Por conseguinte, a sua forma de se relacionar com os outros é igualmente mais complexa. Mas o ser humano não difere assim tanto das restantes espécies, e o seu comportamento tem raízes ancestrais.

Não podemos estar mais longe da verdade quando se fala em preconceito e discriminação social em relação aos homens enquanto pais. Porque não se trata de uma cultura desajustada, mas de uma cultura profundamente enraizada num saber que nos aproxima da Natureza.

Ora eu acredito que, pelo facto de impôr ao outro um limite à sua liberdade de escolha (o de poder constituir uma nova família, e habitar onde convenha não apenas a si próprio mas à sua nova família), transgredindo um direito constitucional de todo o cidadão, a guarda conjunta ou alternada poderá, de forma alguma, fazer desaparecer este fenómeno. Antes pelo contrário: irá agravar a "Síndrome da Alienação Parental".


Porque a um progenitor é dada uma difícil escolha: permanecer com o filho e não ter vida própria, ou seguir em frente... mas sem o filho.
Pode alguém ser feliz assim? Pode um filho ser feliz ao lado de progenitores que não o são?

Parece-nos que nenhuma solução que se imponha como obrigação poderá surtir o efeito desejado.Não se faz com gosto aquilo que nos é imposto.

Parece-nos também que punir tais situações -sobretudo se a forma de punir é retirar os filhos ao que agiu mal e atribuir a guarda ao outro progenitor- só serve para as acentuar, não para as atenuar. Há, sim, que prevenir e encontrar outras soluções que desencoragem este tipo de comportamento.


Nós até podíamos fazer uma petição para que toda a criança tivesse o nome de família da mãe. Afinal é ela -isto é, nós- quem cumpre a parte principal em todo o processo, ao gerar, dar à luz e amamentar o filho. E é ela quem, ainda hoje, surge como figura primária, pois que a ela cabe, quase exclusivamente, os cuidados diários e boa parte da educação dos filhos.

Não seria justo?
Mas para quê perder tempo com uma questão de somenos importância? Para nós, trata-se da uma forma de reconhecer o outro como progenitor, dando-lhe o destaque que merece.

Nós apenas pedimos que nos deixem ser mães.
E não, eu não sou retrógrada! Eu sou simplesmente mãe!

Queremos um direito que é nosso. Mas não a todo o custo.
Porque há mães que não merecem ser consideradas como tal! Mães que nos fazem corar de vergonha e indignação!
Nestes casos, e tão somente nestes, a guarda deve ser atribuída ao pai (se este for merecedor, claro).

Eu peço o direito de ser mãe para aquelas de nós que o são, de facto!

Pelo exposto, julgo que haverá que encontrar novas soluções.
A melhor de todas é, a meu ver, aquela que mais nos aproxima da nossa natureza, e dos restantes seres vivos que comunguem dois progenitores.


Sigamos as leis naturais.


O tempo não se faz em horas, nem em dias. É uma perda de tempo reclamar justiça, pedindo o gozo, por igual, de dias ou horas com os nossos filhos. O tempo é o Amor e Dedicação que lhes damos. Cresce em qualidade.

É isso que importa.


No superior interesse da criança!



Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

NOTA: cabe aqui referir que na altura em que eu escrevi esta segunda petição não fazia ainda ideia do uso inapropriado do termo "síndrome de alienação parental", muitas vezes para justificar actos de violência e de abuso sexual, como também não fazia ideia de que que na maioria das vezes acontece falsas acusações de alienação, simplesmente como vingança contra um(a) ex. Ver o post EU VI UM SAP(0).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

QUÃO DISTANTE ESTAMOS, AFINAL, DO REINO ANIMAL? (CONSIDERAÇÕES SOBRE O DISCURSO NATURAL DE UNS)

Elizabeth Badinter, e outros que tais, afirmam que a maternidade é um mito. Não existe, assim o dizem, isso do instinto e do amor materno. Aparentemente só entre os animais.

Em contrapartida, a mesma ideologia valoriza o instinto e o amor paterno: ao contrário do que se observa na natureza, o macho humano sabe cuidar das crias tão bem como a fêmea humana, alguns até melhor.

Neste ponto, todos se esforçam por fazer uma clara distinção entre os humanos e os restantes mamíferos. Rejeitam todo e qualquer discurso naturalista, venha ele de onde vier.

Já em matéria de sexo, nada os impede de procurar exemplos na natureza, quer para demonstrar a total liberdade e as diferentes formas por que nos expressamos sexualmente (já nos compararam aos bonobos, com quem nós partilhamos quase a totalidade do nosso ADN, sendo que esta espécie vive como uma sociedade matriarcal, o que me faz pensar que, nos nossos primórdios, o mesmo aconteceria com a nossa espécie), quer para provar que também aí existem relações homossexuais.

Não vou estar aqui a comentar os hábitos sexuais dos nossos primos primatas, mas, no que toca a homossexualidade, julgo que, à excepção desta espécie, tal só acontece na generalidade com os machos.

Ora, como nós sabemos, entre os mamíferos e mesmo outras espécies, costuma haver um macho alfa, sendo que só ele pode acasalar com as fêmeas. O que resta aos restantes machos, senão acasalarem uns com os outros?

Uma outra razão é não haver fêmeas suficientes, pelo que não resta outra alternativa aos machos que ficam de fora. Estou errada?

Outra coisa que me deixa com os cabelos em franja é isso de os pais, esses mesmos que me criticam por eu me identificar a qualquer outra fêmea, se compararem às aves e aos peixes, para provarem que a presença do progenitor é essencial, sendo que, em alguns casos, é ele e não a fêmea quem garante os cuidados da prole.

Já aqui o disse, e volto a repetir: EU NÃO PONHO OVOS!!!!
Tanto quanto sei, nenhuma fêmea humana o faz.

Os casos que nos apresentam em que o macho ajuda a fêmea são sempre (ou quase de forma exclusiva) de espécies ovíperas -não há os 9 MESES de gestação, nem o período de amamentação-, em que as crias, que são várias, dependem de ambos os progenitores, sendo que o objectivo, aqui, é garantir a sobrevivência do máximo número de crias.

No caso em que é o progenitor a cuidar da prole, o objectivo é essencialmente o da perduração da espécie, sendo que a fêmea fica de imediato pronta para voltar a reproduzir.

Entre os primatas só há um ou dois casos (poucos mais haverá) em que o progenitor tem praticamente a mesma função que a progenitora, que é o caso, por exemplo, dos Saguïs, uma espécie que tem habitualmente duas crias por gestação.

Visto que passam quase todo o período nas árvores, é normal que a fêmea não possa transportar duas crias oa mesmo tempo, ou pelo menos não o tempo todo.

Ainda assim, nos casos de espécies ovíperas que conhecemos, uma galinha ou uma pata consegue cuidar, ela só, das crias. É costume vê-las(as crias) em fila, atrás da progenitora.

Se alguma vez também foram em fila atrás do progenitor, desconheço. Será, talvez, o caso da Ema e de uma ou outra espécie, mas ainda assim serão casos raros, e respondem, como eu referi, ao apelo da reprodução, pois que só a fêmea pode pôr ovos e, para tal, tem de estar livre para uma nova cópula.

Quanto às aves que voam, são quase sempre as progenitoras a mostrar às suas crias como se faz. Vá-se lá saber porquê.

Os pais costumam dizer que entre nós e os animais vai um grande passo, pois entre os humanos já não é só o pai que trabalha, e a mãe, estando fora de casa, tem, evidentemente, menos disponibilidade para cuidar dos filhos.

A esses, eu pergunto: e no reino animal, quem vai à caça? Então não é a leoa quem traz o alimento para toda a família, sendo ela também a ensinar as suas crias? A não ser que me engane...

O leão caça, mas regra geral é a leoa. É por isso que eu digo que o leão pode até ser considerado o Rei, mas a verdadeira Rainha é a leoa. Ele impôe respeito pelo aspecto, ela pela atitude.

Cuidado com uma leoa que tenha crias para alimentar! Aliás, cuidado com qualquer fêmea que encontremos pelo caminho, e que tenha crias para proteger e para alimentar! São elas que nós devemos realmente temer, não os machos.

E claro, até podem existir as famílias recompostas entre os animais, sejam eles ovíperos ou não, mas nunca se viu uma cria saltar de um ninho para o outro, ou de uma toca para a outra.

Isto é uma chamada de atenção para os que se afirmam como anti-naturalistas, recusando o discurso de quem não vê qualquer diferença para além da nossa superioridade intelecual. Esses insistem em dizer que o Homem nada tem a ver com os animais, e que temos já XXI séculos de avanço.

Contudo, ei-los que, vira e volta, também eles recorrem a factos da natureza, deixando de fora a interpretação dos mesmos e alguns outros aspectos (pois que lhes convém).

Se a natureza está para uns, então está para todos. Exijo, pois, que não se negue mais aquilo que é evidente, e que ajamos conforme a nossa natureza. A mãe humana não fica atrás de nehuma outra mãe. Ponto final.

Os senhores não aceitam que eu me compare a outras progenitoras, mas se,em matéria de sexo, eu me comportar como uma bonobo, aí tudo tudo bem!

Ainda assim, pelo que sei, as fêmeas bonobos não descuram o cuidado com as crias. E ali quem manda são elas. Ça vous va, messieurs?

Não é a sociedade que me vai dizer que eu não tenho qualquer instinto e que o amor não está presente desde o primeiro momento da gravidez. Tenho isso, e muito mais. A sociedade pensa que me impedirá de acreditar nisso, mas está enganada.

Não sou perfeita e, sim, o Amor cresce com o tempo. Mas isso não significa que não tenha as mesmas qualidades que encontramos nas outras progenitoras. Perfeitas ou não, ninguém ousa -nem mesmo o próprio progenitor- retirar-lhes as crias.



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Lê e assina esta petição:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

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TROUXE-VOS ALGUNS FACTOS DA NATUREZA, SÓ PARA COMPARAÇÃO:


-A MAMÃ GIRAFA (QUALQUER SEMELHANÇA É PURA COINCIDÊNCIA!)

Enquanto uma fêmea cuida das várias crias, as outras podem afastar-se um pouco mais, para se alimentarem. Mesmo assim, as crias raramente são abandonadas sozinhas. As mamães ausentes regressam antes do escurecer para amamentar o filhote e protegê-lo durante a noite. Abaixo, foto by John White.



Após o desmame, as fêmeas permanecem dentro do território materno, enquanto os machos o abandonam, formando grupos separados. Organizados em uma hierarquia clara de dominância, esses grupos formados só por machos vagarão dentro de outros territórios, à procura de fêmeas no cio.

Apesar de serem desmamadas com cerca de um ano de idade e se tornarem independentes aos 16 meses, os laços maternos perduram até mais de 22 meses.

FONTE: http://www.girafamania.com.br/girafas/bebe.html


- MAMÃ ORCA


Cuidando das crias


Para evitar consanguinidade, geralmente as orcas acasalam com animais de outros bandos. Para tal, na época de acasalamento, juntam-se dois ou mais bandos, formando um " super bando" temporário. Após um período de gestação de quase um ano e meio , nasce uma cria , geralmente com cerca de 2.4m de comprimento e 180 Kg de peso. A cria é amamentada até aos 18 meses permancecendo junto da progenitora. Ao nadar, o efeito de deslocação da água ajuda a empurrar a cria, permintindo-lhe acompanhar o ritmo do bando. Por vezes, as fêmeas mais antigas cuidam das crias das outras orcas. A cria e a progenitora criam laços para toda a vid. Quando chega a vez da nova geração se reproduzir, as sua crias permanecem também junto do bando, formando assim grupos multi-gerações em redor da matriarca.


FONTE: http://sabermais.netseg.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=44&Itemid=51

-MAMÃ LEOA (E PAPÁ LEÃO)

Leão jovem
Os leões jovens são ferozes e atacam o homem sem nenhuma provocação, pois estão acometidos de uma crise de agressividade. Mas são rapidamente capturados por caçadores. Os que não são capturados, logo adquirem hábitos mais calmos quando termina a adolescência.


Fiel até morrer
Aos dois ou três meses de idade, o leão chega a plenitude de sua força. No vigor da juventude é agressivo, ágil e feroz. Dedica-se com crueldade aos prazeres da caça. Mas um dia, é chamado pelo amor. Torna-se melancólico. Rebanhos de antílopes e zebras passam pela sua frente e ele não se perturba. Pode até conviver algum tempo com eles, em boa paz. Nesse momento tudo o que lhe interessa, é encontrar a leoa de seus sonhos... Procura-a em toda parte, até que finalmente a encontra. Passeia em sua frente, exibi-lhe a bela juba recém-crescida, seu orgulho.

Depois que acasalam, nenhuma outra leoa o atrai - é fiel até o fim da vida. Mesmo que sua esposa morra ou seja capturada, o leão não procura outra. A leoa viúva ou separada, fica solitária até morrer.

Leoa
É a leoa quem governa a família (muito corajosa e decidida). Quando várias famílias estão no mesmo local, as leoninas revezam nos cuidados com os filhotes. São elas que caçam para a família, enquanto o leão protege. O leão é o primeiro a comer a presa. A leoa é um belo animal de corpo esbelto, movimentos ágeis e músculos fortes. Seu pelo é curto, marrom, rosado ou bege uniforme. O passo é lento e seguro; o olhar altivo e penetrante. Com sua força, é capaz de quebrar a coluna vertebral de uma zebra e tem todas as qualidades necessárias para ensinar os filhotes a caçar.

Filhote

A gestação dura de 102 a 113 dias. Ao dar à luz, dois ou três filhotes, a leoa procura um matagal. O leão nasce e tem aparência de um gato adulto e, nas primeiras semanas, tudo o que faz é mamar e dormir. Com dois meses, já caminha rapidamente e emite sons semelhantes a miados. Aos seis meses, abandona o leite materno e durante esse tempo o pai é excluído do lar e fica de sentinela nas proximidades. Enquanto a mãe cuida de sua família. Aos oito meses, os leões já acompanham a mãe na caçada, mas ficam só olhando. Após algum tempo, são submetidos a um teste, e pouco a pouco vão dominando a técnica de caçar. Com um ano de vida, os leões tem o tamanho de um cachorro grande. Com dois anos já se protegem do perigo e se sustentam sozinhos. A leoa deixa-o e vai criar nova ninhada.

FONTE: http://www.webciencia.com/14_leao.htm


-MAMÃ CHIMPANZÉ

Os chimpanzés adultos podem medir até 1,30 m (fêmeas) e 1,60 m (machos), e os adultos pesam entre 40 e 70 kg, mas possuem uma força muito superior à humana. Seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Tanto seus polegares quanto o dedo grande do pés são oponíveis, o que permite que segurem objetos com facilidade. A gestação do chimpanzé dura oito meses. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de cinquenta anos em cativeiro.

FONTE: Wikipédia

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O HOMEM REIVINDICA OS SEUS DIREITOS SOBRE O FETO! VEJAM NO QUE DEU ISTO...

O homem reclama direitos sobre o feto: significa que ele pode impedir uma mulher de abortar (OK) ou pode obrigá-la a abortar (KO)

segunda-feira, 1 de março de 2010

GUARDA COMPARTILHADA À FORÇA: UM AMOR EGOÍSTA!

3ª turma do STJ - Crianças sob guarda compartilhada não podem se mudar para os EUA

A 3ª turma do STJ negou medida cautelar em que a mãe de três crianças buscava o direito de se mudar com os filhos menores, temporariamente, para os Estados Unidos. O caso foi relatado pela ministra Nancy Andrighi e a decisão foi unânime.

De acordo com o processo, os pais exercem a guarda compartilhada dos filhos desde a separação do casal, mas, como residem em cidades distintas, a guarda efetiva vem sendo exercida pela mãe. Ela diz ter sido contemplada com uma vaga para mestrado em uma universidade norte-americana e que a mudança seria pelo período aproximado de um ano. Como o pai não autorizou a viagem, iniciou-se a disputa judicial para suprimento do consentimento paterno.

A mãe mantém um relacionamento estável com um homem que já está morando nos Estados Unidos e de quem está grávida. Ela alega que a mudança temporária de domicílio seria uma fonte de enriquecimento cultural para as crianças, que passariam a viver em local com alto nível de qualidade de vida e teriam a oportunidade de aprender dois novos idiomais: inglês e espanhol. Já o pai sustenta que a mudança implicaria o completo afastamento entre pai e filhos, rompimento abrupto no convívio com familiares e amigos, além de prejuízo escolar com perda do ano letivo.

Em primeiro grau, o juiz negou o pedido da mãe. O tribunal local negou a apelação por maioria de votos. Foram apresentados recurso especial e medida cautelar ao STJ. No início do julgamento, a ministra Nancy Andrighi, ressaltou que se tratava de um dos processos considerados "dolorosos". Os autos trazem laudos psicológicos que comprovam os profundos danos emocionais sofridos pelas crianças em razão da disputa entre os pais.

A relatora negou a medida cautelar por entender que os requisitos para sua concessão não estavam presentes. Segundo ela, não houve demonstração de violação ao ECA (clique aqui), e não há perigo de dano, se não para a mãe das crianças no que se refere ao curso de mestrado.

Nancy Andrighi afirmou que, em momento oportuno e com mais maturidade, os menores poderão usufruir experiências culturalmente enriquecedoras sem o desgaste emocional de serem obrigados a optar entre dois seres que amam de forma igual e incondicional.

A ministra frisou que a decisão ocorreu em sede cautelar e que é passível de revisão na análise mais aprofundada do recurso especial. Ao acompanhar o entendimento da relatora, o presidente da 3ª turma, ministro Sidnei Beneti, ressaltou que a guarda compartilhada não é apenas um modismo, mas sim um instrumento sério que não pode ser revisto em medida cautelar. "Quem assume esse instituto forte tem que ter uma preparação maior para privar o outro do convívio com os filhos".

A ministra Nancy Andrighi assinalou, ainda, que "não é aconselhável que sejam as crianças privadas, nesse momento de vida, do convívio paterno, fundamental para um equilibrado desenvolvimento de sua identidade pessoal" e que "também não se recomenda que os filhos sejam afastados do convívio materno, o que geraria inequívoco prejuízo de ordem psíquico-emocional". Para ela, "o ideal seria que os genitores, ambos profundamente preocupados com o melhor interesse de seus filhos, compusessem também seus interesses individuais em conformidade com o bem comum da prole".

A MINHA OPINIÃO:

Pensou-se no pai (que sim, tem os seus direitos), mas não se pensou na mãe:

1. O seu actual companheiro reside nos EUA. Ela terá de ir sem os filhos, ou ficar...

2. Sabido que é o quanto o estado emocional de uma grávida afecta o bébé, em que estado terá ficado esta mulher?

3. É justo impôr ao novo companheiro a separação (na verdade, impôe-se ao casal!!!), ou que abandone o país em que reside e para onde se iria mudar a família?! E se ele também tiver filhos de outra relação?! E se ele não puder largar tudo, só porque apetece a um certo pai?!

4. O que faria este pai, na situação inversa?

5. Será que toda a gente se esquece que vivemos no século XXI, a era das comunicações? Não dispomos nós dos meios de transporte e de comunicação mais sofisticados, que facilitam o contacto e uma maior proximidade entre as pessoas? Havendo boa vontade de parte a parte, quem os impede?!

Certo: o interesse das crianças acima do interesse dos pais.
Mas, apesar da dor em se verem envolvidos numa disputa, alguém lhes perguntou o que desejavam?
Alguém -e seriam os pais a fazê-lo- conversou com eles, dizendo que o facto de irem com a mãe para outro país não significava que deixassem de ter um pai?
Alguém se preocupou em dizer-lhes que apesar da distância, o Amor e o contacto jamais morreriam?

Estou na dúvida se, de facto, se cumpriu o interesse das crianças ou o do pai...
Duvido que uma criança seja feliz numa clima de tensão. Isto porque acredito que quanto mais felizes forem os pais -juntos, ou não- tanto mais serão os filhos.

Eu vejo as coisas assim: o verdadeiro amor não é egoísta!

Quem ama, não prende!

Quem ama de facto, deixa partir!

Essa é a atitude mais nobre, a prova suprema do Amor que sentimos pelos nossos filhos.

Eu estou disposta a dar essa prova!

Estarão também os homens?

A POUCOS DIAS DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, FALEMOS DA SUA FALSA EMANCIPAÇÃO!

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A Falsa Emancipação da Mulher

"Actualmente, tem-se a pretensão de que a mulher é respeitada. Uns cedem-lhe o lugar, apanham-lhe o lenço: outros reconhecem-lhe o direito de exercer todas as funções, de tomar parte na administração, etc.; mas a opinião que têm dela é sempre a mesma - um instrumento de prazer. E ela sabe-o. Isso em nada difere da escravatura. A escravatura mais não é do que a exploração por uns do trabalho forçado da maioria. Assim, para que deixe de haver escravatura é necessário que os homens cessem de desejar usufruir o trabalho forçado de outrem e considerem semelhante coisa como um pecado ou vergonha. Entretanto, eles suprimem a forma exterior da escravatura, depois imaginam, persuadem-se de que a escravatura está abolida mas não vêem, não querem ver que ela continua a existir porque as pessoas procedem sempre de maneira idêntica e consideram bom e equitativo aproveitar o trabalho alheio. E desde que isso é julgado bom, torna-se inveitável que apareçam homens mais fortes ou mais astutos dispostos a passar à acção. A escravatura da mulher reside unicamente no facto de os homens desejarem e julgarem bom utilizá-la como instrumento de prazer. Hoje em dia, emancipam-na ou concedem-lhe todos os direitos iguais aos do homem, mas continua-se a considerá-la como um instrumento de prazer, a educá-la nesse sentido desde a infância e por meio da opinião pública. Por isso ela continua uma escrava, humilhada, pervertida, e o homem mantém-se um corruptor possuidor de escravos."

Leon Tolstoi, in 'Sonata a Kreutzer'

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DUAS PETIÇÕES ONLINE!

Gostaria de saber se estás interessado(a) em assinar as minhas duas petições online.

A primeira defende que, em caso de separação, os filhos devem permanecer à guarda da mãe (salvo excepções, claro). Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N575

A segunda é a favor de toda a pessoa deficiente. Está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2009N134

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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