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terça-feira, 24 de maio de 2011

DA FORÇA BRUTA AO ABOMINÁVEL, VAI UM PASSO!

Temos um pai, general do exército, que põe os seus interesses acima do amor da filha.



Temos Bruce que, exposto a altos níveis de matéria nuclear, se transforma numa força bruta, pronta para matar.



Temos um outro oficial do exército, cheio de sede de vingança, que se submete livremente a um teste que o transforma num ser abominável.



E temos uma mulher que, apesar de tudo, continua a amar o pai e que tudo faz para salvar Bruce de si mesmo, ajudá-lo a ser o que ele fora outrora.



A história de Hulk nos mostra bem aquilo em que nos podemos tornar quando expostos a sentimentos de ódio e de vingança: em seres abomináveis.



Por momentos acreditamos que o amor dessa mulher trará o pai à razão e salvará aquele que ela ama. O momento em que Hulk recolhe uma lágrima dela, frágil e pequena ao lado dele, nos leva a essa conclusão. Que dentro daquela força monstruosa subsiste um ser fragilizado pelo sofrimento, por uma vida que ele não desejou para si, capaz ainda de amar.



Porém, quando o mal nos entranha, dificilmente nos livramos dele. Como uma doença fulminante, que ameaça ser terminal (e para muitos é), ele nos persegue ainda e sempre. Forças maiores nos impedem de ser aquilo que, de facto, somos, ou que gostaríamos de ser. De amar.





http://youtu.be/hFggtkoBNns

sábado, 18 de dezembro de 2010

PAIS SEPARADOS DISFARÇAM-SE DE HERÓIS

São militantes de Fathers 4 justice e de outros movimentos de pais separados que reclamam (ou melhor, exijem) os seus direitos.
Porque eles querem ser os heróis na vida dos seus filhos.
Dizem que lutam pela justiça, e pelos interesses destes.

Mas um herói, tanto quanto sei, caracteriza-se essencialmente pelo seu altruismo e uma grande nobreza de carácter.
Não é o caso destes pais.
Ou pelo menos não é o caso da maioria.

Sem sequer falar da figura ridícula que fazem, estes pais têm tido atitudes pouco nobres e pouco altruístas.


Nunca um herói engendraria um plano para raptar o filho mais novo de Tony Blair, na altura com 5 anos, sem se preocupar minimamente com o que iria sentir a criança, vendo-se separada dos pais (principalmente da mãe).
Tudo para obrigarem o governo a aceitar aquilo que eles exijem.

Provavelmente, se o plano tivesse ido para a frente (não o foi porque houve quem o tivesse descobrido a tempo) este menino imaginaria que o pai, o seu super-herói, o viria salvar dos vilões e o levaria de volta para os braços da mãe.

Pais assim assemelham-se mais a anti-heróis, cujos actos revelam uma clara sede de vingança, servindo os seus próprios caprichos.

Um pai que pensa que é bom para a criança, muitas vezes de tenra idade, estar separada da mãe, e que consegue suprir a falta desta, pensa errado. Não aje por amor, e sim por ódio.

Para mim um autêntico super-herói é aquele pai que é capaz de passar por cima dos seus desejos em benefício dos filhos.
Um pai que não os abandona, mas que também nada impõe.

Uma difícil missão, eu sei.
Ninguém disse que era fácil ser super-herói.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O MEU NOME É SARA

O meu nome é Sara


Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.
Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?
Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.
Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.
Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Tento esconder-me dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.
Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofre no trabalho.
Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.
Ele já a trancou. Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.
Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis palavras...
'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.
O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'
E finalmente ele pára, e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é Sara
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai matou-me.



PAIS E MÃES, AMAI OS VOSSOS FILHOS. NÃO TENDES NA TERRA MELHOR BEM. ESTIMAI-O. PROTEGEI-O

Neste momento estou solidária com os pais do Afonso Couto, que lutam pela vida do filho, e com tantos outros pais unidos nessa mesma luta!




E já agora não deixem de visitar o blog do Anjo Gabriel, um menino muito, mas mesmo muito, amado pelos pais! Um bem haja a esses pais!

Eis o link do blog deles.

http://gabriel-afonso.blogspot.com/

RECUSO-ME A SER BARRIGA DE ALUGUER!!!!!!!!!!!!!


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